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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Azar

unagem retirada de zerozero
Por norma temos tendência a criticar a nossa equipa quando esta perde um jogo. Contudo não me parece que seja justo seguir tal “rotina” após esta derrota do Futebol Clube do Porto na capital italiana.

A verdade é que - na minha opinião - a equipa de Sérgio Conceição tudo fez para sair de Roma com um resultado positivo. Os azuis e brancos regressam a casa com um resultado “menos negativo” porque tiveram azar. Isto apesar de na hora de rematar à baliza romana os Dragões terem sido algo “aselhas”. Mas também é complicado criticar o esforçado Fernando Andrade que se estreou na Champions e o “raçudo” Tiquinho que embora não tendo grande jeito lá conseguiu criar a oportunidade que Àdrian aproveitou para que as esperanças portistas não se esmorecessem já nesta primeira mão dos oitavas-de-final da prova milionária.

Apesar de o fuetbol ser o que é, estou em crer que momentos houveram em que Sérgio Conceição poderia - e deveria! - ter feito algo mais. Especialmente quando era notória a tremenda dificuldade que a equipa portista sentia em explanar o seu jogo. Tal foi notório na primeira parte dado que exsitiu sempre um perigoso “buraco” entre os vários sectores da equipa. “Buraco” que impedia que se criassem linhas de passe. Oara além de que estou para perceber porquê razão Militão tinha de ser “pau para toda a obra” e levar com todos os ataques romanos pelo seu flanco na primeira parte da partida.

Pouco mais há a dizer sobre este jogo. Pelo menos na minha perspectiva dado que aquilo que – para mim - terá ditado a derrota de hoje foi o azar e não tanto a falta de empenho de Sérgio Conceição e/ou dos jogadores que estiveram em campo de azul e branco vestido, mas acredito que haja quem tenha uma opinião diferente e respeito tal. Agora não creio é que se deva entrar em desespero… É verdade que isto de ter Yacine Bragimi, Moussa Marega e Jesús Corona lesionados preocupa dado que as alternativas são escassas em todos os aspectos, mas isto ainda não acabou e hoje ficou demonstrado que é perfeitamente possível marcar-se golos a esta Roma…

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Enorme entre os postes! Sofreu dois golos em que nada podia fazer e travou muitos outros com defesas dignas de um Guardião de Classe Mundial.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse em definitivo para o seu lado.

Arbitragem: Arbitragem correcta, em termos globais. Boas decisões na estreia europeia do VAR, que vem para ficar. Análise e opinião de Luís Rocha Rodrigues (jornalista do site zerozero).

Positivo: Empenho, empenho e empenho. Não virar a cara à luta apesar de o resultado não ser favorável. Esta forma de estar deste F Porto faz com que a eliminatória permaneça – ainda - em aberto.

Negativo: Militão leva com tudo. È verdade que o internacional brasileiro tem qualidades acima da média, mas este não pode fazer tudo sozinho. Deveria ter sido melhor apoiado pelo seu colega de flanco quando a AS Roma se lembrou de atacar pelo lado direito da defesa portista.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (12/02/2019)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Eis a esperada resposta

imagem retirada de zerozero
Para quem tinha dúvidas de que o Futebol Clube do Porto ia dar a devida resposta á derrota no passado jogo treino diante do Sporting CP, eis aquilo que popularmente se apelida de “prova dos nove”. Os Dragões derrotaram de forma cabal uma das boas equipas do nosso campeonato e continuam no vom caminho para a renovação do título.

Efectivamente a melhor forma de se reagir a uma derrota (mesmo que esta seja referente a um jogo não oficial), é vencer a próxima partida. Mas mais importante do que vencer é a forma como se vence. Hoje o FC Porto de Sérgio Conceição terá feito aquela que, até à data, terá sido a melhor exibição da época. E logo diante de um tal de ”Belenenses SAD” que - se mantiver a performance - será uma das equipas que representará o nosso país na próxima edição da Liga Europa.

Gosto mesmo muito deste FC Porto racional que se preocupa muito mais em gerir o jogo do que correr até à exaustão. E gosto porque a época de uma equipa como a dos portistas é muito desgastante… Liga NOS, Taça de Portugal e Liga dos Campeões são as provas onde os azuis e brancos tem um tremenda palavra a dizer. Como tal há que saber gerir o esforço e mentes de um plantel que não tem assim tantas soluções como parece. Há que dar o mérito a Sérgio Conceição por este ter aprendido com os disparates da época passada- E acredito que a – cada vez maior - possibilidade de se resolver a questão campeonato mais cedo vai permitir a este Futebol Clube do Porto seguir um melhor caminho europeu ainda esta temporada. Mas vamos indo e vamos vendo até porque se seguem uma série de jogos nada fáceis contra equipas que estão em boa forma e a lutar pelos lugares europeus da nossa Liga NOS.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Mais um jogo de grande nível do internacional argelino que esteve no lugar certo e na hora certa para colocar o FC Porto no rumo da vitória calma e certeira. Que eset momento de forma se mantenha nos momentos decisivos que se aproximam.

Chave do Jogo: Os três golos do FC Porto. O “Belenenses SAD” foi à Invicta com a clara ideia de quere repetir a “gracinha” da primeira volta, mas a forma aguerrida e tremendamente eficaz com que o Futebol Clube do Porto chegou aos três golos ainda na primeira parte acabaram com toda e qualquer intenção da equipa de Silas de lutar pelos três pontos.

Arbitragem: Luís Godinho perdoou uma entrada muito dura de Zakaria. O segundo golo do FC Porto deixa algumas dúvidas devido à acção de Herrera junto de Diogo Viana, mas a validação parece ter sido a opção mais correcta. Fora isso, uma arbitragem tranquila, sendo que a expulsão de Gonçalo Silva foi acertada. Análise e opinião de Igor Gonçalves (jornalista do site zerozero).

Positivo: Estilo de jogo racional do FC Porto. Racional q.b. É isto que fazem as grandes equipas que só dependem de si mesmas para alcançar com sucesso os seus objectivos.

Negativo: Horário do jogo. Dia - super - invernoso de semana e a SporT Tv resolve marcar um jogo importante do nosso campeonato para as 21h15. Lamentável ditadura essa das operadoras de TV… 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (30/01/2019

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Enorme balão de oxigénio

imagem retirada de zerozero
Jogo interessante este que, tal como tinha previsto, acabou por ser um tremendo balão de oxigénio para a equipa portista que, para além disto, “tourou” com mestria o eterno rival da Luz. E quando falo aqui em mestria refiro-me, obviamente, à capacidade que a equipa de Sérgio Conceição teve de gerir o jogo. Este FC Porto soube quando e como recuar para, desta forma, acabar por fazer xeque-mate ao Benfica aquando do golo de Fernando Andrade (o terceiro dos azuis e brancos).

Efectivamente não há muito a dizer sobre um jogo-treino onde o que havia realmente a ganhar era a moral que se ganha ao vencer um eterno rival. Felizmente o vencedor acabou por ser o FC Porto numa partida que, aqui e acolá, foi algo equilibrada. E há que ser justo pois se Moussa Marega não tivesse marcado o segundo golo da partida logo a seguri ao empate, muto provavelmente as coisas não teriam corrido bem aos Dragões. Não que o SL Benfica tivesse mostrado um futebol atractivo para vencer o FC Porto (não há mudança de Treinador a meio da época que faça milagres), mas a ideia que tenho é de que a equipa de Sérgio Conceição apenas percebeu o que tinha de fazer – e como tinha de fazer – após o internacional maliano ter marcado o segundo golo do jogo na altura em que marcou.

Agora o meu desejo para a Final da competição mais aldrabada do nosso calendário competitivo é, tão-somente, que Sérgio Conceição não “coloque a carne toda no assador”. Há ainda muito campeonato para se disputar, uma meia-final a duas mãos da Taça de Portugal para se disputar e uma Liga dos Campeões para se tentar ir o mais longe possível. Fica o aviso… Agora que não se repita o cenário da época transacta.

Uma nota final sobre João Félix. Penso que se trata de um jogador muito jovem que parece ter muito talento. Como tal vamos dar tempo ao tempo em vez de andarmos a fazer do moço o próximo Renato Sanches. Deixem-no evoluir com calma e, sobretudo, muita responsabilidade.

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. Se há jogo onde mais se necessitou de um médio organizador de jogo foi estre em que o pequeno internacional espanhol brilhou a bem brilhar. Excelente a pautar o jogo da equipa portista e - pasme-se! - excelente também na recuperação de bolas.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 35´ para resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. Moussa Marega marcou este golo 4 minutos após a equipa ter conseguido empatar a partida e, desta forma, acabou com a força anímica que a equipa da luz tinha acabado de alcançar.

Arbitragem: Arbitragem com uma primeira parte muito complicada, até mesmo com o auxílio do VAR. Nesse capítulo, benefício da dúvida para a equipa de Carlos Xistra, que não esteve tão coerente no aspeto disciplinar. Ainda assim, um trabalho razoável, atendendo à especificidade do jogo. Análise e opinião de Luís Rocha (jornalista do site zerozero).

Positivo: Capacidade de saber sofrer. Sempre o disse, e mantenho, uma equipa de futebol não é só bola para a frente e Fé em deus. Há que saber gerir momentos e, muitas vezes, saber sofrer para vencer. Neste aspecto hoje o FC Porto es5teve muito bem.

Negativo: Rui Costa. Todos temos excessos. Fica por perceber (ou não) a razão pela qual Rui Costa, dirigente do SL Benfica, se exalta ao ponto de se expulso quando a sua equipa defronta o FC Porto. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (22/01/2019)

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Brilhantismo à parte

imagem retirada de zerozero
Jogo interessante sem no entanto ter sido brilhante. Penso que esta é a melhor forma de descrever - resumidamente ora pois - o que vi hoje in loco no Estádio do Dragão. Foi o típico jogo de futebol da nossa Liga onde o clube mais “pequeno” e muito bem orientado tentou “fazer peito” ao Clube “maior”. Algo que até conseguiu em muitos momentos com algum brilhantismo, mas depois acabou por pagar o preço de tamanha ousadia porque a qualidade é escassa e o físico não dá para se fazer grande mossa a um dos nossos “Grandes”. Especialmente quando este “Grande” está a atravessar um momento em que a moral resolve todo e qualquer tipo de problema.

Jogo interessante este que a equipa de Sérgio Conceição levou a cabo hoje. Cometeu alguns pecados defensivos que poderiam vir a ser capitais (isto para não falar no golo do CD Nacional que é, manifestamente, ridículo), mas a verdade é que – talvez pela forma algo aberta e temerária como Costinha montou a sua equipa para esta partida – o Futebol Clube do Porto procurou, quase sempre, assumir o controlo do jogo com passes curtos e tabelas entre os seus atletas. O famoso “chutão” para a frente lá surgiu de quando em vez, mas a verdade é que desta vez os azuis e brancos procuraram ter a bola no pé. O golo inaugural da partida marcado pelo argelino Brahimi é disto um bom exemplo.

A ver se esta forma de estar se mantêm e se há alguma evolução a nível defensivo. A margem de manobra na Liga NOS é grande é verdade, mas é eterna. Para mais Sporting CP e SL Benfica não vão andar eternamente a “dar tiros nos pés”. E há ainda os jogos da Champions onde golos como os que se sofreu hoje podem vir a ser fatais… Especialmente se do outro lado do campo estiver uma equipa mais bem apetrechada que o FC Porto.

Isto tudo para “deitar alguma água na fervura”. Ganhar é bom (sabe muito bem especialmente quando os rivais estão na “mó de baixo”), mas euforia a mais nunca fez bem a ninguém. Para mais prefiro mil vezes ganhar um campeonato do que bater muitos e bonitos recordes. Vamos a ver como vai isto correr no próximo Sábado diante de um Sporting que em Alvalade tem o péssimo hábito de “dar o litro” sempre que defronta a equipa da cidade Invicta.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Num jogo em que o colectivo se destacou – muito mais – em detrimento do individual, atribuo o MVP ao internacional argelino pelo simples facto de ter tido a capacidade de estar no sítio certo à hora certa para marcar dois belos golos.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 57´ para resolver a contenda a em definitivo a favor dos portistas. È nesta altura que Brahimi marca o segundo golo do FC Porto e desempata uma partida que os azuis e brancos estavam a complicar. A partir deste momento toda e qualquer capacidade de reacção da equipa madeirense caiu, em definitivo, por terra.

Arbitragem: Arbitragem bem conseguida, sem grandes percalços. Bem no golo anulado ao FC Porto, deixou por mostrar um ou outro cartão amarelo, mas nada realmente significativo. Análise e opinião de Luís Rocha Rodrigues (jornalista do site zerozero).

Positivo: Futebol positivo. Quando duas equipas querem somente jogar futebol e fazem de tudo para tal, o público agradece e dá por bem empregue o seu tempo e dinheiro.

Negativo: Horário do jogo. Marcar uma partida da nossa Liga para as 21h30 de uma segunda-feira só porque a televisão fala mais alto é gozar com os adeptos. Depois queixem-se que os estádios estão vazios. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/01/2018)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Os serviços mínimos do costume

imagem retirada de zerozero
Começa a ser um hábito ver este Futebol Clube do Porto a ter de sofrer bastante para vencer. E o problema mais latente até que nem é o começar a partida a perder por uma bola a zero como sucedeu – mais uma vez! – hoje. É antes o dar-se a volta ao marcador, colocar-se em vantagem e não se conseguir controlar o jogo mesmo tendo em campo melhores unidades do que a equipa adversária.

Este tem sido um problema recorrente. Especialmente – repito – quando os azuis e brancos defrontam uma equipa organizada. Podemos dizer que a problemática passa, em parte, pela escassez de opções no plantel portista dado que o único jogador com capacidade para “colocar a bola no congelador” é Oliver Torres (e este até que nem está - novamente - na sua melhor fase), mas estou e crer que a ideia de jogo que Sérgio Conceição escolhe para os jogos do nosso campeonato colocam, algumas vezes, a vitória em risco. Digo isto porque hoje Sérgio fez as substituições que se exigiam numa partida que estava a ficar complicada. Com a equipa de Vila do Conde a não desistia de tentar o empate a dois, ter-se feito entrar Óliver e mudado o esquema táctico para um 4x3x3 mais racional e de posse com as entradas de Adrian López e Hernâni foi a melhor coisa que Sérgio conceição poderia ter feito. Contudo, a meu ver, tal é um reconhecimento de que esta coisa do “todos para cima deles até à exaustão” é um tremendo exagero. A equipa portista parece estar “estourada” em termos físicos e ainda nem chegamos a meio da época.

Contudo o mais importante foi alcançado. Com esta vitória de hoje, o FC Porto iguala o seu recorde de 15 vitórias seguidas! É um feito que merece ser destacado e cujo mérito é de Sérgio Conceição, equipa técnica e actual plantel. Já endeusar e bajular o dito até á exaustão é que não deve ser até porque é sempre perigoso criar-se a ilusão de que tudo está bem quando todos sabemos que ainda há muito campeonato para se disputar.

Segue-se agora um jogo treino no Estádio do Jamor diante de um tal de “Belenenses SAD”. A importância do dito é relativa porque a mais mentirosa competição de futebol do nosso país não merece senão o desprezo total do comum dos adeptos, contudo este poderá vir a ser importante dado que as paragens do Natal costumam fazer mossa no Dragão. A ver vamos o que vai acontecer.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. O espelho da exibição do FC Porto diante do Rio Ave FC. Muita força, pouca técnica e muito querer, a fórmula que permitiu aos Dragões vencer hoje e manter-se na liderança isolada da Liga NOS. Não tivesse Marega tido aquela arrancada e entrado em força na linha defensiva vila-condense e muito dificilmente os portistas teriam vencido hoje. Daí o este ser, para mim, o MVP desta +partida.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Arbitragem bem conseguida de Tiago Martins, sem ceder a fitas dos jogadores ou a pressão vinda de fora. Análise e opinião de Luís Rocha Rodrigues (jornalista do site zerozero).

Positivo: As substituições de Sérgio. Já aqui o disse e volto a repetir que o factor positivo deste jogo foi a capacidade do treinador do FC Porto em perceber que o seu sistema do “tudo para a frente” nem sempre é solução.

Negativo: Correr até à exaustão. Correr feito doido até que pode fazer o gosto de muitos adeptos, mas é irrealista e apenas gera vitórias sofridas como as de hoje. A rever até porque ainda há muito jogo para se disputar até à tão querida renovação do título de campeão.

Artigo publicado no bolg o gato no telhado (23/12/2018)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Aproveite-se para se reflectir

imagem retirada de zerozero
Ganhar é sempre bom. Então num jogo que teve - nada mais, nada menos – do que 8 golos(!) é aquilo que se pode apelidar de “cereja no topo do bolo”. Quem foi hoje ao Estádio do Dragão numa de ver o jogo pelo jogo, de certeza que deu o seu investimento por bem aplicado. Já quem quis ver a dita partida de um ponto de vista mais sério não terá dado por mal empregue o seu tempo e dinheiro, mas de certeza que saiu do Estádio algo pensativo. Isto porque já não é a primeira vez esta época que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição mostra ter sérias dificuldades para impor o seu futebol sempre que defronta uma equipa mais organizada. Já foi assim no Estádio do Jamor diante de um tal de “Belenenses SAD”, foi assim na derrota caseira com o Vitória SC, mais recentemente com o CD Santa Clara nos Açores e agora com o Moreirense FC em casa. E isto para não fazer aqui referência aos jogos com Galatasaray.

Não me vou alongar muito na análise ao que sucedeu hoje na cidade Invicta. E não o falo porque não tenho prazer nenhum em andar-me a repetir vezes sem conta. Hoje até se começou a partida a perder com um golo muito parecido com o sofrido no último jogo do nosso campeonato diante do CD Santa Clara.

Sérgio Conceição que não me venha com a história do cansaço porque o que faltou hoje ao clube portista foi a capacidade de gerir o jogo. Capacidade esta que usa e abusa (e bem!) com maior ou menor eficácia nos jogos da Liga dos Campeões. O que faltou hoje aos Dragões foi a capacidade de manter a posse da bola, aproximar linhas, retirar linhas de passe ao adversário e gerir o esforço não é sinal de fraqueza. È antes sinal de inteligência Espacialmente quando se dá a volta a um resultado desfavorável. Hoje o FC Porto não fez nada disto. E vamos a ver se não vai pagar cara esta forma de estar já no próximo Domingo diante de um Rio Ave que tem um perfil de jogo muito parecido com este Moreirense.

Já sobre as lesões de Otávio e Danilo, bem que poderia dizer o que realmente penso mas não sei o que se faz nos treinos da equipa azul e branca, pelo que não vou estar aqui a falar sobre o que não sei. O que sei é que em outros campeonatos os calendários dos ditos “grandes” são bem mais “apertados” do que os do nosso “pequeno burgo futebolístico” e raras são as vezes em que ouço os treinadores e jogadores a queixar-se do calendário. Que cada um retire as suas ilações se bem que há que ser justo e reconhecer que a lesão de Danilo Pereira foi um tremendo azar. Espero que a dita não seja grave, até porque o terceiro golo da equipa de Ivo Vieira é fruto da sua forçada ausência.

Em suma; o importante é que se passou á fase seguinte da Taça de Portugal e, a verdade seja dita, tal foi fruto da entrada de Yacine Brahimi em campo (aqui tenho de dar os parabéns ao Sérgio Conceição por ter sabido “mexer” quando foi preciso), mas insisto na ideia de que é necessário reflecetir-se sobre este “vamos para cima deles a todo o custo!”. Especialmente agora que se aproxima a famosa paragem do Natal que costuma “fazer mal” ao Dragão. A época é longa e a margem de manobra na Liga NOS é – ainda – muito reduzida.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Saiu do banco para resolver o jogo. Foi dos pés do internacional argelino que veio o passe “açucarado” para Moussa Marega que não desperdiçou e fez o quarto golo dos azuis e brancos na partida. Brahimi acabou por ser o autor da vitória portista num jogo que foi tremendamente complicado para os donos da casa.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: A partida, em virtude do resultado, ganhou outra dimensão física na segunda parte e aos 49 minutos registou-se o momento mais crítico para Carlos Xistra, que entendeu não ter havido falta de Loum sobre Danilo Pereira. Uma decisão errada, na nossa opinião. Análise e opinião de Duarte Monteiro (jornalista do site zerozero)

Positivo: Festa do golo. Colocando de lado a parte que me interessa (que é a do FC Porto, obviamente), tenho de colocar como factor positivo deste jogo a quantidade de golos marcados. Gutebol espectáculo na sua plenitude!

Negativo: Tanto desperdício! È um facto que este FC Porto se concentra em demasia no ataque, mas quem cria tantas oportunidades de golo e não as concretiza arrisca-se a sofrer. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/12/2018)

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Dragão tubarão

imagem retirada de zerozero
Aquando da visita do Futebol Clube do Porto a Gelsenkirchen para defrontar (e empatar a uma bola) este mesmo FC Schalke 04 que hoje foi - naturalmente - derrotado no Estádio do Dragão, eu tinha dito aqui neste mesmo espaço que o resultado era algo de anormal. Não porque a equipa germânica não seja uma boa equipa (é uma boa equipa!), mas antes porque a exibição portista neste jogo ficou muito abaixo das reais capacidades deste FC Porto. Hoje tal ficou bem patente dado que a equipa de Sérgio Conceição banalizou por completo a equipa de Domenico Tedesco. E tanto foi assim no resultado final como na exibição.

Efectivamente quando a moral está em alta e o treinador de uma equipa percebe - de vez - que nas competições europeias tem de colocar os seus comandados a jogar de uma forma completamente distinta da que aborda as partidas das competições nacionais, as coisas funcionam. Podem não funcionar na perfeição, mas por alguma razão se diz que os jogadores e treinadores são seres humanos e não máquinas. Se juntarmos a isto um Óliver Torres em forma, um Jesús Corona na melhor fase da época e um Yacine Brahimi a mostrar a todos aquilo de que é verdadeiramente capaz, o resultado só pode bom (senão excelente). È que basicamente foi isto que aconteceu hoje. O Schalke 04 lutou pela vitória, deu que fazer à linha defensiva azul e branca, procurou marcar golos mas hoje os Dragões resolveram assumir o papel de “tubarões” e não tiveram dó nem piedade de uma equipa germânica muito combativa, esforçada e extremamente competitiva.

Olhando agora um pouco para o jogo jogado, é para mim um excelso prazer verificar que nas competições europeias este Futebol Clube do Porto procura não se socorrer do tal futebol do tudo para a frente que na época passada custou uma copiosa e histórica derrota caseira diante do Liverpool. Os lances agora parecem mais pensados e sempre que possível aposta-se na transição rápida para o ataque (é nisto que dá ter um moço em campo e em forma de nome Oliver Torres). A continuar assim, tal poderá ser um bom prenúncio para a fase seguinte. Fase para a qual, face à vitória de hoje dos portistas e a derrota do Galatasaray em Moscovo, o Futebol Clube do Porto se apura no primeiro lugar do grupo. Facto que tem uma grande importância a nível financeiro e que poderá ditar muita coisa sobre a continuidade futura dos Dragões na UEFA Champions League.

MVP (Most Valuable Player): Jesús Corona. Estive – novamente - para atribuir esta nomeação a Oliver Torres, mas hoje Jesús Corona esteve – mais uma vez! – “endiabrado”. Jogou e fez jogar, o internacional mexicano é, sem sombra de qualquer dúvida, o “terror” de qualquer linha defensiva. Espero que este momento de grande forma e moral elevada de Corona se mantenham por muito tempo para o bem de toda a Nação Azul e Branca.

Chave do Jogo: Face ao que vi em campo não creio que se possa falar em chave do jogo dada a segurança e tranquilidade que esta equipa do FC Porto mostrou mesmo depois de o FC Schalke 04 ter reduzido o marcador para 2 a 1, mas vou classificar o golo de Moussa Marega como a “chave do jogo” dado que este lance acabou de vez com as esperanças que a equipa germânica ainda tinha de, pelo menos, levar um ponto da Invicta.

Arbitragem: Arbitragem tranquila de Ovidiu Hategan. O romeno não teve problemas em dirigir uma partida tranquila e sem grandes quezílias. Análise e opinião de Jorge Ferreira Fernandes (jornalista do site zerozero)

Positivo: Bons momentos de futebol (mais uma vez). Quando o Futebol Clube do Porto queria e lhe apetecia até que brindou o público (presente do Estádio do Dragão e não só) com momento de um futebol colectivo fantástico.

Negativo: A “zanga” de Brahimi. Todo o jogador gosta de jogar. Espacialmente quando o jogo diz respeito à maior competição de clubes da Europa, mas isto de sair amuado com o treinador quando se é substituído é algo que não fica bem a ninguém. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/11/2018)

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Líderes!

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A primeira impressão que retiro do FC Porto 2 x CD Feirense 0 é que vi um jogo típico do nosso campeonato. A equipa azul e branca justificou uma vitória que acabou por ser natural perante um adversário que tentou de tudo para que o seu jogo para o “pontinhio” tivesse o desejado sucesso.

Efectivamente estou em crer que o primeiro paragráfo deste texto descreve - na perfeição - tudo o que se passou hoje no Estádio do Dragão durante os 90 e poucos minutos da partida. Os portistas acabaram por merecer a vitória que, diga-se o que quiserem dizer, foi merecida e, sobretudo, muito bem trabalhada pelo conjunto azul e branco. Contudo os comandados de Sérgio Conceição poderiam (e deveriam) ter sido mais eficazes na hora de rematar à baliza da equipa da Feira. Especialmente se tivermos em linha de conta que isto dos golos marcados e sofridos poderá vir a ser vital na fase final de um campeonato que tudo indicia que será muito equilibrado.

Olhando para agora somente para a exibição portista de hoje, penso que volta a ser óbvia a mais-valia que é ter Óliver Torres em campo. E o moço, ao contrário de certas “más-línguas”, até que se “esfarrapa” todo na conquista da bola! Tal aliada a uma visão e qualidade de jogo ímpar explicam, em certa medida, que o habitual jogo do “vamos para a frente e o resto que se lixe” de que Sérgio Conceição tanto gosta tenha hoje resultado bem. A ver vamos é se agora Óliver consegue ser consistente nas suas exibições futuras.

Apesar de tudo continuo a estar algo receoso com o estilo de jogo de Sérgio Conceição. Isto porque esta forma muito ofensiva de estar em campo obriga a que os vários jogadores do FC Porto estejam posicionados em campo a uma grande distância uns dos outros. Tal perante uma equipa mais forte do que este CD Feirense pode vir a ser perigoso. Os espaços entre os atletas azuis e brancos foram, muitas vezes, aproveitados pelos atletas do Feirense que “obrigavam” a que o famoso “pontapé para a frente sem nexo” acabasse por ser a única solução. Felizmente poucas foram as vezes em que os comandados de Nuno Manta conseguiram criar real perigo para a área portista através desta lacuna…

Em suma; apesar de tudo o Futebol Clube do Porto venceu hoje e lidera a Liga NOS por força dos golos marcados e sofridos. Agora é seguir em frente e procurar consolidar esta posição. Na próxima jornada os Dragões vão à Madeira medir forças com o SC Marítimo. Vai ser um jogo complicado (como sempre), pelo que me parece que Sérgio Conceição deveria dar o normal e natural desprezo para o jogo da próxima Quarta-feira que diz respeito a uma tal de “Taça da Liga”.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Hoje o argelino fez aquilo que me apraz apelidar de “jogão”! Foi dos melhores jogos que vi Brahimi fazer esta temporada em todos os aspectos. Excelente a atacar e muito bom na hora de defender. Infelizmente a Deusa da Fortuna não quis nada com ele na hora de rematar à baliza pois este merecia o golo que tanto procurou tentar marcar.

Chave do Jogo: Apareceu a partir do minuto 15 (mais coisa, menos coisa) para decidir o jogo a favor do FC Porto. Isto porque foi a partir deste momento que o Feirense começou a mostrar a sua impotência para fazer frente a um Futebol Clube do Porto que tomou conta do jogo na busca da vitória que acabou por vir a alcançar com naturalidade.

Arbitragem: Jogo de muito trabalho para a equipa de arbitragem, com uma série de golos bem anulados. No lance do golo de Felipe, este validado, é uma decisão no limite e de difícil juízo.

Positivo: Óliver Torres. O “farol” que o meio campo do FC Porto tanto necessitou em muitos dos seus jogos anteriores. Excelente na leitura de jogo, no passe e na organização de todo o jogo azul e branco.

Negativo: “Para a frente e o resto que se lixe” (mais uma vez). Esta filosofia de jogo de Sérgio Conceição só serve para criar dificuldades onde elas não existem.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/10/2018)

sábado, 15 de setembro de 2018

Nada de choraminguices sff

imagem retirada de zerozero
Não me vou alongar muito na análise a este empate caseiro porque tal foi o resultado de um aborrecido e natural jogo treino - o primeiro de mais dois… -, contudo não alinho em tretas que Sérgio Conceição e o Departamento de Comunicação do Futebol Clube do Porto utilizam para justificar o injustificável.

A Taça da da Liga não tem relevância competitiva alguma. É algo feito porque sim e porque dá algum dinheiro extra aos ditos “três grandes” que só não entram directamente na Final Four porque parece mal. Os jogadores, por muito profissionais que sejam, sabem disto. Muitos dos atletas que Sérgio escolheu para o jogo treino de hoje estiveram recentemente ao serviço da selecção. Na próxima Terça-feira arranca a participação azul e branca em mais edição da UEFA Champions League num grupo que é muito equilibrado.

Por tudo isto, e mais alguma coisa, é normal que os jogadores azuis e brancos hoje não tivessem dado o máximo. Nem me pareceu que os do Desportivo de Chaves estivessem com muita vontade de jogar. Como tal, porquê carga de água se vem para a Praça Pública apontar o dedo ao famoso anti jogo do adversário e ao árbitro? Talvez porque se ache que o adepto de futebol “engole” toda e qualquer patranha. Outros há que se aproveitam do resultado de um jogo treino para dar a entender que está tudo muito mal no Dragão (refiro-me a uma “certa” Comunicação Social).

Claro que não vou aqui dizer que não se pode, - e devem – retirar ilações deste jogo. A principal que eu retiro é que se o FC Porto tivesse jogado como jogou a partir do minuto 60 teria vencido a partida. Até à entrada de Yacine Brahimi em campo os azuis e brancios andaram, nitidamente, a passear a boal em campo com o Chaves a ver. Pergunto: o que tem isto a ver com o anti jogo ou com o árbitro?

A outra importante ilação que retiro é que há jogadores no plantel portista que não aproveitam as oportunidades que lhes são dadas. E aqui falo, especialmente, de Jesús Corona que passou completamente ao lado da partida.

E a ilação mais importante que retiro – e sobre a qual já venho falando desde a vitória à tangente no Jamor diante do “Belenenses SAD” – é que este novo Futebol Clube do Porto de Sérgio conceição não consegue gerir uma vantagem no marcador. A “chegada” de Danilo Pereira poderá ser a solução deste problema, mas um jogador que esteve lesionado tanto tempo não recupera a sua boa forma rapidamente, pelo que não se entende a nulidade que tem sido o meio campo portista nos últimos tempos. A não ser que tal tenha a ver com o anti jogo ou com o árbitro.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. O argelino não jogou de inicio, mas quando entrou em campo para substituir Corona, este “mexeu (e de que maneira!) com um jogo que parecia condenado ao aborrecimento. Merecia mais do que este empate a uma bola, mas o futebol é um desporto colectivo que deve se disputado desde o apito inicial do árbitro.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Minutos finais quentes para Vítor Ferreira, que depois de não ter assinalado - mal - uma grande penalidade sobre Aboubakar acabou por invalidar - bem - o golo ao camaronês já nos descontos.

Positivo: Sérgio Conceição. Mexeu bem na equipa dado que esta parecia estar refém de um marasmo tal que o jogo culminaria num empate a zero. Escusava era de ter arriscado com Abounakar dado que o camaronês regressou lesionado dos trabalhos da sua selecção.

Negativo: Começar a jogar ao minuto 60. Mau demais para uma equipa como o FC Porto que diz querer vencer esta “competição”. Se quer ganhar, então tem de fazer por isto entrando em campo decidida a vencer desde o primeiro minuto. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado /14/09/2018)

domingo, 26 de agosto de 2018

Quando não se aprende a lição

imagem retirada de zrozero

Efectivamente quando não se aprende com os erros é, mais do que natural, que os mesmos erros voltem a ser cometidos. A partida do Jamor colocou a nú algumas debilidades que tanto o plantel portista como Sérgio Conceição deveriam ter analisado e procurado corrigir. Em bez disto tivemos um treinador teimoso que voltou a insistir no onze que “tremeu” diante do “Belenenses SAD” e desta vez o VAR “apenas” serviu para que a derrota caseira não tivesse sido ainda maior. Isto segundo o que rezam as crónicas, dado que no Estádio é impossível ter-se a certeza do que passa em termos arbitrais.

Antes do golo inaugural dos azuis e brancos dizia para mim mesmo que das duas, uma; ou alguém ia ter um lance de génio individual que culminaria no golo inaugural da partida ou então um lance de bola parada ia determinar quem marcaria o primeiro tento. Tendo em consideração que o plantel dos portistas é – de longe – mais forte e completo do que os dos vimaranenses, a minha convicção era a de que um o golo inaugural ia ser da autoria do Futebol Clube do Porto. Yacine Brahimi acabou por me dar razão. Mas este ficou longe (muito longe!) de me dar alguma paz de espírito dado que os azuis e brancos não estavam a justificar a vantagem no marcador. O golo de André Pereira – em claro fora de jogo segundo as crónicas – pode ter dado a ilusão a muito boa gente de que a vitória portista era certa. A mim não.

O que eu ia vendo não me agradava. É verdade que o Vitória Sport Clube (mais conhecido por “Guimarães”) estava a praticar um futebol muito “fraquito”. A ideia com que fiquei era de que Luís Castro “montou” a sua equipa para vir ao Dragão “roubar” um ponto ou, na pior das hipóteses, não sofrer muitos golos numa derrota que poderia ser apelidada de natural tal a diferença de qualidade entre as equipas. Contudo nada disto se reflectiu no relvado. Tal era evidente e eu, mero espectador entre os muitos outros do Estádio do Dragão, receava um possível golo dos vimaranenses. Isto porque tinha bem viva na memória o sucedido no Jamor na jornada anterior e porque era notório que a equipa portista ia acusar um eventual golo. Somente Sérgio Conceição foi incapaz de ver tal. E, comos e não bastasse a “cegueira” do Mister, eis que este retira do campo o único jogador que fazia a diferença para o FC Porto… Brahimi, para o bem e para o mal, era o único que mostrava ser capaz de “prender” a equipa do Vitória e de ir “colando” o desastre monumental que era o meio campo do Futebol Clube do Porto.

Sérgio errou. Não com a saída de Yacine que por ter sido feita na altura em que foi sublinha o facto de que o atleta estava mesmo lesionado. Conceição errou porque mesmo sabendo que estamos na fase da época em que estamos e que a sua equipa já tinha mostrado sérias debilidades no controlo do jogo, este aposta na troca por troca em detrimento de um reforço do meio campo. Acredito que a troca do lesionado Brahimi por Oliver poderia ter ajudado a conservar um enfadonho e afortunado 2 a 0 a favor do FC Porto do que a aposta num Corona que nada mais fez senão ter-se lesionado. A entrada tardia de Oliver em campo acabou por ser – mais uma – forma de Sérgio ir “queimando o atleta em lume brando” dado que este já não conseguiu colocar a ordem que o meio campo portista tanto necessitava uma vez que entretanto já o Vitória SC tinha marcado o seu golo por força de (mais um!) disparate defensivo de Sérgio Oliveira.

Ora bem. Tudo isto para concordar com Sérgio Conceição quando este diz que perdeu bem diante de um fraquíssimo Vitória. Contudo este poderia aproveitar para também fazer mea culpa pois esta é uma derrota que é, praticamente, fruto da sua teimosia em não ver o óbvio e em insistir na sua programação. Errar é Humano, é um facto. Já errar porque se ignorou o que de mal se fez anteriormente não é Humano. É estupidez crónica. A ver vamos se daqui a uma semana - novamente em casa - diante do Moreirense a estupidez crónica não marca presença.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Longe de ter sido brilhante, o internacional argelino foi o melhor em campo. Jogou e procurou fazer com que a sua equipa jogasse à bola. Marcou um belo golo. A sua saída forçada é a demonstração clara da sua crassa importância.

Chave do Jogo: Saída de Brahimi por lesão. Já aqui falei nisto. Até à altura em que Yacine saiu do campo o Vitória SC foi incapaz de explorar as muitas fragilidades do FC Porto. A saída de Brahimi (e a caricata Grande Penalidade cometida por Sérgio Oliveira) foi a “chave” de que os comandados de Luís Castro necessitaram para vencer em pleno Estádio do Dragão.

Arbitragem: Erro grave no segundo golo portista, justificado pela falha de comunicação com o VAR entre os 15 e os 45 minutos. Foi sempre rigoroso na disciplina e largo nas apreciações na área, mas quase sempre com coerência.

Positivo: Ambiente do Estádio do Dragão. Um estádio “a rebentar pelas costuras” é o que se deseja em todo e qualquer jogo de futebol. 

Negativo: Sérgio Oliveira. È um grande jogador, é um facto, mas não pode continuar com o duplo papel de construtor de jogo/recuperador de bolas.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/08/2018)

sábado, 18 de agosto de 2018

Isto até já lá vai a pedido

Isto está bonito está.

Depois de se ter demonstrado por a+b que a polémica em torno do atleta Yacine Brahimi não passa de – mais uma - alucinação do tal de Sport Lisboa e Benfica e da malta que (supostamente) o dirige, eis que a equipa liderada por José Manuel Meirim faz o impensável só porque isto agora até já lá vai a pedido e, de preferência, na Praça Pública.

Mas por mim até que podem suspender o Brahimi. Aliás, eu se fosse ao Benfica exigia na Praça Pública a suspensão de todo o plantel e equipa técnica do Futebol Clube do Porto. Pode ser que assim vençam alguma coisa esta época. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Deu para animar a malta

imagem retirada de zerozero
Boa prestação da nossa equipa diante de um adversário muito (mesmo muito!) acessível. Alias, se eu fosse argelino teria vergonha de uma prestação destas. Especialmente tendo em linha de conta que Yacine Brahimi, Riyad Mahrez e Islam Slimani (3 dos melhores atletas desta selecção africana) jogaram de início. E para ser sincero e justo, há que dizer que o guarda-redes Abdelkader Salh é uma anedota em todos os aspectos… Se calhar por aí se percebe a razão pela qual a Argélia não conseguiu marcar presença no Mundial da Rússia. Adiante.

Apesar de tudo este tipo de jogos serve, acima de tudo, para manter a moral num nível elevado. Tal, só por si, é muito importante. Especialmente se tivermos em linha de conta que tudo acontece muito rapidamente no Mundial. Já o jogo em si, este foi bem jogado por parte de Portugal. Os escolhidos por Fernando Santos para defrontar esta muito frágil Argélia mostraram vontade e querer. Os 3 golos marcados pela Equipa de Todos Nós são fruto de muita qualidade técnica colectiva e individual. Para mais parece que é desta que vamos a um Mundial com o Melhor Jogador do Mundo em forma e disposto a jogar para o colectivo.

Mas, há sempre um “mas”, não podemos deixar de lado o facto de que o adversário de hoje era muito frágil. A Argélia não tem nada a ver com a selecção de Espanha, Marrocos ou Irão, pelo que me parece ser importante deitar alguma água na crescente fervura do coração lusitano que é famoso por ir do 8 ao 80 em poucos segundos. Vamos indo e vamos vendo. Como já aqui disse, e repito, num Mundial tudo se passa muito rapidamente e um deslize pode muito bem ser a morte do artista. Temos, sem sombra de dúvida, uma bela e motivada equipa que é campeã da europa, temos também um seleccionador com provas dadas e com muita experiência internacional a comandar esta mesma equipa e motivação/querer q.b., mas se porventura Portugal fizer o que fez hoje nos últimos 15 minutos diante da selecção argelina e acredito que a coisa possa correr mal. Por isto deixemos esta coisa do embandeirar em arco em Portugal antes de se embarcar no avião para Moscovo.

Venha de lá a Espanha mas com os pés bem assentes na Terra.

MVP (Most Valuable Player): Bruno Fernandes. Confesso que estive tentado a atribuir este título a João Moutinho ou até a Cristiano Ronaldo, mas sou da opinião que o médio do Sporting CP fez uma enorme exibição. Este “encheu” por completo o meio campo e entendeu-se na perfeição com Moutinho (até pareceu que já jogam juntos há anos). O golo que marcou acabou por ser a cereja no topo de um merecido bolo.

Chave do Jogo: Dizer que este jogo teve um lance que fizesse com que a vitória pendesse para qualquer uma das equipas é, a meu ver, um tremendo exagero. Isto porque a Argélia não procurou fazer grande “mossa” a Portugal (ou não teve capacidade para tal). Até se me atrevo a dizer que Portugal entrou a ganhar mal o árbitro apitou para o início do jogo.

Arbitragem: Um jogo de carácter particular sem grandes problemas para Craig Pawson, tal como era expectável. O árbitro inglês teve uma noite tranquila na Luz, sem erros.

Positivo: Variedade de opções. Confesso que fiz cara feia quando Fernando Santos anunciou o lote de convocados para o Mundial, mas hoje ficou bem patente que tais escolhas foram muito bem pensadas.

Negativo: Selecção da Argélia. Mau. Muito mau para uma equipa que até conta nas suas fileiras com jogadores capazes de fazer maravilhas ao serviço dos seus clubes. Confesso que esperava mais desta equipa de Rabah Madjer.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/06/2018)

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dia de festa diante de tão fraco adversário

imagem retirada do site zerozero
Primeiro que tudo quero aqui deixar o meu agradecimento a Sérgio Conceição, equipa técnica e plantel pela conquista do título de campeão de futebol da temporada 2017/18. Não pela conquista em si dado que isto de se ser campeão nacional de futebol é uma obrigação para uma equipa como o Futebol Clube do Porto, mas sim pela forma como tal foi alcançado. Foi preciso lutar contra um sistema mafioso montado pelos de sempre que preferem a mentira em detrimento do mérito. Por tudo isto, obrigado Sérgio Conceição & Companhia. Posto isto, passemos ao jogo.

O que me apraz dizer de imediato sobre a partida de hoje que decorreu no Estádio do Dragão é que raio faz o Feirense no escalação principal do nosso futebol. A equipa de Santa Maria da Feira não jogou absolutamente nada! A sua estratégia passava, tão simplesmente, por ir jogando aqui e acolá à bola para - caso a sorte assim o determinasse - marcar um golo à equipa da casa. A verdade seja dita que tal ia resultando, mas confesso que é preciso ter-se muita lata para se apelidar de equipa profissional este CD Feirense. É muito por isto que não aceito - de forma alguma! - o golo que Iker Casillas sofreu. O jogo era de consagração, é um facto, mas isto não é sinónimo de descontração ao ponto de uma equipa deste calibre ter a “destreza” de marcar um holo ao actual Campeão. Não podia ter acontecido. Não deveria ter acontecido.

De resto queria também dizer que foi contra este tipo de adversários que o FC Porto de Lopetegui e de NES “escorregaram”. E aqui há que dar inteiro mérito a Sérgio Conceição que mesmo não tendo (algumas vezes) colocado a sua equipa a jogar um futebol brilhante conseguiu passar a ideia de que a sorte protege os audazes. Assim se explica o posicionamento de Sérgio Oliveira no primeiro golo da equipa azul e branca. `

Sérgio voltou a apostar em Tiquinho Soares no ataque, tendo colocado Marega numa das faixas do ataque portista. Pessoalmente não me agrada tal opção até porque isto retira muito da força ofensiva do Futebol Clube do Porto. Esta mesma força ofensiva até que fez alguma falta diante de tão frágil adversário, mas a verdade é que quando se vence nada há a apontar às opções do treinador da equipa vencedora. A ver vamos se esta opção de Marega a extremo e Tiquinho a ponta de lança não tenha vindo para ficar… O mesmo é dizer que Aboubakar tem de voltar a estar em forma para que na próxima temporada a dupla ofensiva Abou/Moussa volte a “espalhar o terror” nas linhas defensivas das equipas adversárias.

Falta mais uma jornada para terminar a actual edição da Liga NOS. O título é nosso, mas há ainda a possibilidade de se bater o recorde de pontos que até à data é pertença do FC Porto de José Mourinho. Em Guimarães, mais do que nunca, espera-se muita seriedade e profissionalismo da parte dos Dragões. Para mais a equipa da casa não tem nada a ver com este triste e desonroso Feirense.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. É sempre um prazer ver futebol quando Brahimi joga desta forma. Hoje o argelino mostrou toda a sua categoria tanto no golo que marcou como em tudo o que fez em campo.

Chave do Jogo: Até que poderia dizer que esta já era pertença dos Dragões mal o jogo começou tal a pobreza futebolística do adversário, mas para ser mais preciso tenho que dizer que esta apareceu com o fabuloso golo de Brahimi.

Arbitragem: Arbitragem correcta e com decisões certas nos lances mais discutíveis. O mais duvidoso aconteceu no derrube de Briseño a Hernâni, mas fica o benefício da dúvida para o árbitro, que decidiu ter sido fora da área depois de ver as imagens.

Positivo: Hernâni. Esteve pouco tempo em campo, mas hoje este soube aproveitar este pouco tempo para mostrar a todos que até que sabe dar uns toques interessantes na bola.

Negativo: Tirando o CD Feirense, nada mais a apontar. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (06/05/2018)