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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Há Mais um Circo na Capital

Talvez por estarmos próximos da quadra natalícia foi lançado um novo Circo. Já tínhamos o Titanic do clube da treta e o Quarto de Banho dos Calimeros. Este não se chama CHEN nem CARDINAL. Chama-se Assembleia da República. 
Uma pobre e ignota deputada (?) andou por lá durante 3 anos sem saber que ao aceder ao computador de outro deputado (?) era como se fosse o próprio a trabalhar com ele!
 
Assim se explicou a inocente no plenário. Para espanto de todos a senhora “deputada” disse ainda que “mais pessoas” tem a senha de colegas de partido!
 
Fez-me recordar aqueles Rebuçados Victória feitos aqui no Porto na Rua da Vitória que há muitos e muitos anos se vendiam nos quiosques e que os miúdos da instrução primária trocavam uns com os outros como agora se trocam os cromos das Seleções.
Os mais difíceis eram o Bacalhau, a Cobaia e o Cabrito!” Não me recordo se a coleção contemplava o Polvo mas acho que sim. Um dos factos engraçados é que essas cadernetas de pequeno formato, pouco mais eram do que um caderno escolar, de pequenas dimensões e com algumas folhas, nas quais se encontravam alguns retângulos numerados, de 1 a 200, onde eram colados os cromos. Estas cadernetas eram dedicadas aos temas zoológicos ou históricos. Os cromos eram impressos a uma cor, mas demasiado grandes para poderem embrulhar os caramelos no espaço muito pequeno nas cadernetas, pelo que tinha de se cortar o cromo, de tal modo que este ficava reduzido a um diminuto retângulo de papel.
Na nossa crónica de hoje não é difícil adivinhar quem é o Cabrito. Pois claro, esse mesmo, o senhor “deputado” que distribuiu a sua password pela criadagem como se fossem rebuçados. 
 
Neste novo Circo onde se troca a password entre os amigos e se come à fartazana por 1/2 dúzia de euros só falta montarem uma barraquinha de tiro-ao-alvo!
Os colegas do Cabrito e da sua amiga “deputada” ou respondem em Alemão aos jornalistas ou dizem que “já está tudo esclarecido”. Quanto ao Primeiro-ministro devia ter vergonha de se juntar aquela “organização criminosa” e sentar-se lado-a-lado com o Chefe da Banda!
 
Entretanto a cambada pombalina vai centralizando cada vez mais a economia.
Quando sabemos que um dos Circos da Segunda Circular, o Galinheiro, foi construído com as ajudas do “compagnon de route” Santana Lopes que ainda se deu ao luxo de colocar uma empresa pública, a EPUL, a construir uma urbanização para usufruto do clube da treta sem que tenha sido considerado culpado está tudo dito!
 
Por isso também não compreendo porque anda o DIAP a investigar o motivo pelo qual o Futebol Clube do Porto “ofendeu o bom nome” do clube da treta ao divulgar os emails das aldrabices que praticam há dezenas de anos!
 
Até à próxima

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Em Que Planeta Vive Fernando Gomes?

Foi à AR como representante do clube da treta ou como presidente da FPF? Tem lido jornais? Não os do regime como A BOLHA mas, pelo menos, a imprensa internacional. Como no tempo da outra senhora já não podemos acreditar no que dizem os nossos pasquineiros.
De que falou? Do “ódio em que está mergulhado o futebol português por obra e graça dos dirigentes e dos comentadores desportivos”. É preciso ter lata! Que fez o senhor para responder à ofensiva dos cartilheiros que desculpam as arbitragens miseráveis que levam ao colo a “instituição”? Convocou os dirigentes da CA, do CD e do CJ? Não! Pavoneia-se entre os êxitos da Seleção Nacional e o Eldorado da UEFA.
 
Recordam-se do filme “Mary Poppins” o musical da Disney? O filme conta a história de um homem que trata com severidade os seus filhos e os miúdos não gostam das amas que o pai contrata. Certa noite a filha escreve uma carta onde pede aquilo que deseja. A ama perfeita. No dia seguinte Mary Poppins desce do céu suspensa de um guarda-chuva com a carta na mão e, a partir daí, enche de alegria e animação a vida daquela família. Os miúdos são os clubes lesados, as amas os árbitros, Fernando Gomes o protagonista da nossa história de hoje.
Fez-me lembrar um tal Schneider ou lá como se chamava o “salvador” do nosso Clube, que há uns tempos para apresentar uma intenção de candidatura, recorreu ao mesmo pasquim do regime para publicitar o respetivo ato falhado. Então, ao contrário do que alguns pasquins noticiaram não foi Fernando Gomes que resolveu ir ao Governo mas sim este que depois da sua choradeira na BOLHA de há 1 mês o resolveu chamar. Afinal o homem na sua qualidade de presidente da Federação a quem o governo delegou “a gestão do futebol profissional” é o único responsável pelo estado a que isto chegou e não os pobres clubes, adeptos, pasquineiros, dirigentes ou, ainda menos, os programas desportivos.
 
Mas, afinal, de que se queixou o “facadinhas”?
 
1 - Dos pobres-diabos da parvónia lá-de-cima que protestam quando são prejudicados
2 - Dos comentadores que tem a coragem de dizer as verdades 
3 – Das ameaças de morte aos árbitros que só veem para um lado
4 – Dos dirigentes contra dirigentes e, suprema ignomínia, clubes contra clubes!
Olhem só do que se “esqueceu” de falar
 
1 – Que lhe roubaram 1 computador para eventualmente o chantagearem 
2 – Que lhe violaram as SMS do telélé
3 – Que o clube da treta tem (pelo menos) duas claques ilegais 
4 – Que os membros dessa claque já assassinaram 2 adeptos e o IPDJ nada fez
5 – Que em todos os jogos onde se deslocam provocam incidentes com adeptos locais
6 – Que existem, trocas de emails entre funcionários do Benfica e elementos da arbitragem, pedindo favores, sanções ou alterações nas notas dos árbitros. 
7 – Que nas subidas e descidas dos árbitros está o segredo. Os lacaios da CA tudo fazem para agradar ao clube do regime porque sobem os que o favorecem, descem os que são isentos.
8 – Que 7 árbitros considerados como “sendo de confiança” são sempre nomeados para os jogos do Benfica, no campo ou na casota do VAR, com os resultados que se conhecem.
9 – Que a CA nomeia sempre árbitros benfiquistas para jogos do Benfica eles que foram formatados e escolhidos a dedo por Vítor Pereira.
 
E finalmente o que pretende fazer
 
1 – Uma autoridade para a segurança e combate à violência
2 – Medidas de interdição no acesso aos espetáculos desportivos
3 – Mudanças na política de apoios aos grupos de adeptos
4 – Retirada de benefícios no policiamento aos promotores do espetáculo
5 – Cursos de formação para os agentes desportivos
6 - Alterações à Lei de Bases do Regime Jurídico das Federações Desportivas
7 - Criação de um BI para os adeptos
 
Comentários ponto-por-ponto
 
1 - A PIDE nos seus tempos áureos não faria melhor. A autoridade já existe não?
2 – E interdição para os habituais favorecidos na roubalheira: Nada?
3 - Sem apoios, clubes, e espectadores o senhor Gomes iria plantar batatas!
4 – Se com policiamento é o que se vê sem policiamento devia ser bonito!
5 – Cursos para os agentes? E para a cambada da FPF, CA, CD, e CJ?
6 – Não está bem? Só se for por o senhor Meirim meter os processos na gaveta!
7 – Sugeria antes um garrote no pescoço para os meninos-queridos!
Diz-me com quem andas…
 
Até à próxima

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Tribunal Arbitral do Desporto

Em 20 de Setembro de 2010 uma COMISSÃO PARA A JUSTIÇA DESPORTIVA criada por despacho governamental conjunto do Ministério da Justiça (Secretaria de Estado da Justiça) e da Presidência do Conselho de Ministros (Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto) foi incumbida de “formular propostas e projeto para promover uma adequada conexão entre a Justiça e o Desporto através de diplomas legais no sentido de se alcançar uma justiça desportiva especializada, uniformizada e simultaneamente mais célere e segura".
Há algum tempo que existem Tribunais Arbitrais dirigidos a conflitos de Consumo, na Administração Fiscal, no Sector Imobiliário, no ramo Automóvel, etc. No desporto ainda não havia. O penoso caminho para a criação deste tribunal arbitral especializado em questões desportivas, parece ainda estar longe do fim.
 
Confesso que ainda não descortinei a vantagem real na constituição desta estrutura intermédia entre os tribunais desportivos existentes (Conselho de Disciplina, Conselho de Justiça, e Conselho Arbitral), atualmente sob jurisdição da FPF, e o recurso aos tribunais internacionais da UEFA, ou do TAS.
Mas o nosso futebol gosta de inovar. Não considera suficientes os “tribunais desportivos” referidos no parágrafo anterior nem sequer, se algum litígio sair desse âmbito, os existentes Tribunais Cíveis, de Trabalho, Administrativos etc. ou mesmo o Tribunal Constitucional. Então essa “comissão para a justiça desportiva”, constituída por eminentes juristas, à cabeça dos quais o inevitável João Correia (sócio de um Gabinete de Advogados com Fernando Seara) produziu um organigrama complicadíssimo que tivemos ocasião de analisar aqui. 
 
O ponto mais gravoso da complexa estrutura referia-se à impossibilidade de qualquer das partes litigantes interporem recurso para os tribunais comuns! Para encurtar explicações diga-se que essa norma (por inconstitucional) foi imediatamente chumbada pela Assembleia da Republica onde esta trapalhada tem que passar. Os cavalheiros autores deste aborto são os mesmos que advogam nos pasquins da especialidade, ou nos comentários das televisões “a verdade desportiva” e proclamam a necessidade deste tribunal.
 
Esquecem-se que ainda há dias um jogador de futebol português a jogar numa liga distrital em Berna na Suíça, só porque pontapeou a bola contra a cara do árbitro, apanhou 50 anos de castigo! O “nosso” Luisão da escola de caceteiros que, entre outros, já produziu Petit, Javi, Katsouranis, David Luiz, Matic, Enzo ou Maxi, correu vários metros, agrediu um árbitro à cabeçada, pôs o homem KO, e só apanhou dois meses de suspensão correspondente a seis jogos.
Voltando ao tema da criação do Tribunal Arbitral, e para quem conhece esta cambada há muito tempo, não foi difícil adivinhar que se estava a preparar mais um cozinhado para “fazer as coisas pelo outro lado” como no tempo de Ricardo Costa. Todos nos recordámos do caso Hulk onde este cavalheiro produziu um acórdão da treta que viria a ser reduzido a cinzas pelos tribunais verdadeiros. Um dia seria muito engraçado, analisar o aborto produzido por este cavalheiro, que nos custou um campeonato.
 
Foi um dos 3 campeonatos ganhos pela ”instituição” em 11 anos de mandato de LFV aos comandos do “sistema”. Os outros 2 foram o da cabeçada de Luisão que atirou o guarda-redes Ricardo pela baliza dentro, e o conhecido Algarvegate quando o administrador, José Veiga, “acumulando” funções simultaneamente no Estoril e Benfica conseguiu, com a colaboração de outro artista infiltrado na Liga, Cunha Leal, obrigar o Estoril a ir jogar ao Algarve.
Tudo isto sem fazer esquecer a inscrição incorreta do jogador Ricardo Rocha que daria descida de divisão, e as patifarias dos cãezinhos amestrados da arbitragem, superiormente treinados por Vítor Pereira, os Duartes Gomes, Xistras, Pedro Henriques, Joões Ferreiras, Proenças, sempre apoiados na cumplicidade de ignotos “observadores dos árbitros” todos conotados com a “instituição”. Ao longo de uma década o Benfica conseguir colocar na arbitragem mais de 90% dos árbitros que apitam favoravelmente os seus jogos e gamam o que podem nos jogos dos outros clubes, sempre a favor do mesmo, está claro!
 
Para já decorrem inscrições para a formação do colégio de árbitros (melhor dizendo, juízes) para fazerem parte do órgão julgador que verá a luz do dia lá para o segundo trimestre de 2015. Dos outros árbitros (os que andam dentro das 4 linhas) já conhecemos aquela cãozoada.
 
Bastará ver o exemplo do auxiliar que assinalou um fora-de-jogo estando atrasado 4 metros em relação a uma linha imaginária traçada entre ele e o jogador mais avançado do Rio Ave. A outra linha, a colocada pelo realizador do programa, pese embora todas as explicações que queiram dar sobre pontos de fuga, erros de paralaxe, etc. é conversa da treta. A única linha que lá está corretamente marcada e a única que interessa para analisar esta jogada é a linha limite da grande área. Por isso aguardo ansioso para ver os nomes dos “juízes” que o clube da treta vai conseguir meter no Tribunal Arbitral.
 
Até à próxima.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Rato de Biblioteca

Lembram-se do “Caso do Túnel” e do senhor Ricardo Costa que puniu HULK com 4 meses de suspensão, ou seja 17 jogos, fazendo uma oportuna confusão entre “seguranças” e “assistentes de recinto desportivo” para poder aplicar uma pesada pena, e que mais tarde o Conselho de Justiça viria a reduzir para 3 jogos?
O “assistente universitário” ou lá o que é a profissão do senhor ficará para todo o sempre manchado pelas habilidades jurídicas que introduziu no seu acórdão de mais de 900 páginas com explicações televisivas em directo, que resultaram na perda de um campeonato para o nosso clube e que apenas por mera coincidência, viria a beneficiar o seu clube do coração.
 
Para abreviar o sentido desta crónica, recordo que o senhor, em boa hora corrido do desporto, continua na sombra a vomitar pareceres sobre as intentonas do clube da treta que esperava do Tribunal Arbitral do Desporto, mais um meio para “fazer as coisas pelo outro lado”.
Já estava tudo prontinho. Uma comissão de “ilustres juristas” convenientemente recrutados nos meios afectos à “instituição” da qual Ricardo Costa não fazia parte, para não ser considerado “gato escondido com o rabo de fora”, deu previamente andamento favorável à ideia, num intitulado “Relatório e Projecto da COMISSÃO PARA A JUSTIÇA DESPORTIVA”.
 
Como diria o saudoso Solnado “o submarino era bonito, só que não flutuava”! De que se lembraram os “ilustres juristas”? De não permitir que os casos julgados no tal Tribunal pudessem ser objecto de recurso para os Tribunais de Relação e/ou Administrativos, apenas o podendo ser “se as decisões então tomadas estivessem “feridas de inconstitucionalidade”, para o Tribunal Constitucional.
Ora, como o projecto que viria a ser sufragado e aprovado pela canalhada que se alberga na Assembleia da Republica, a ser analisado por qualquer aprendiz de direito, estava ferido de diversas inconstitucionalidades, a primeira das quais a proibição de subir a instâncias superiores, foi claramente chumbado.
 
Veja-se o desplante a que esta cambada dos “colegas do senhor Ricardo Costa” chegou. Levar pelas ventas abaixo e logo por solicitação do Presidente da Republica que nem liga nada ao futebol, um rotundo não! Para mim resultou duma situação perfeitamente normal, sendo anormal mesmo, o estardalhaço que o senhor Ricardo Costa, sem vergonha na cara, apresentou no último Domingo dia 28 de Abril no pasquim que o alberga, o Rascord, um vómito intitulado: “Manter o tribunal do desporto”.
 
Afinal o homem não está morto. Está é mal enterrado. E como ele outra rata sábia que votou vencida. Já que não perceberam o essencial do projecto ter sido chumbado, ou querem atirar areia para os olhos dos parolos, pelo menos, podiam perguntar a quem saiba. Olhem! Por exemplo ao Dr. José Manuel Meirim. Tenho a certeza que lhes explicava de bom grado.
 
Até à próxima