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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Bem Prega Frei Tomás

Um cartilheiro da PSP, de sua graça Rui Costa (coincidências), resolveu dividir a meias os “artefactos pirotécnicos” encontrados num dos quartos de banho do galinheiro no jogo Benfica x Porto referindo na sua participação que “pertenciam aos dois clubes”! Depois, sabe-se lá como, viemos a saber que ao FC do Porto pertencia apenas um dos foguetes e aos corruptos cento e quarenta e nove! 
 
Este “comissário” provavelmente em comissão de serviço ao querido clube deve ser um daqueles “amigos” que recebe alguns dos cinco mil convites “autorizados de cruz” com que o Senhor Vieira, a pedido de Paulo Gonçalves, engalana as bancadas para fingir que “está sempre cheio”. 
 
Ali babá e os 40 Ladrões entram e saem pela porta 18; o outro Rui Costa anda pelos túneis a pressionar os árbitros; os “assistentes de clube desportivo” são apalpadores das partes íntimas dos adeptos adversários. Os lançadores de foguetes para as bancadas rivais e atropelamentos mortais aos adeptos adversários não é nada que nos espante!
 
No Estádio de Oeiras mataram um adepto do Sporting com um míssil no peito, continuaram a sua ação persecutória por vários campos da Liga NOS e no ano passado atropelaram mortalmente outro Sportinguista. Ultimamente iniciaram uma nova fase o ataque a Hotéis onde os adversários se julgavam a salvo! 
 
Devido à inoperância de um imberbe Secretário de Estado que anda pelos Ministérios a distribuir medalhas o querido PM em vez de o demitir com justa causa resolveu criar mais uma xaropada a fingir que está muito preocupado pela violência no Desporto.
Vamos então ver resumidamente de que consta a “nova Lei” Diz assim no seu preâmbulo
 
“Decorridos mais de cinco anos sobre a entrada em vigor da Lei n.º 52/2013, de 25 de julho, que procedeu à última alteração do regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança, sentiu-se a necessidade de promover uma nova alteração ao mencionado regime jurídico. Necessidade que se vê reforçada com a criação, pelo Decreto Regulamentar da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), que sucede ao Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. (IPDJ, I.P.), nas atribuições previstas neste regime jurídico.”
 
A seguir, num longo arrazoado de 114 páginas, um rol de obrigações, prazos e regras que a partir da aprovação desta Lei os clubes devem seguir sob pena de severas sanções. Cumpre dizer que nada de essencial foi criado. Existia Lei semelhante. Simplesmente por inércia do ainda Secretário de Estado e interesses estatais afetos há anos ao clube do regime sempre ficaram impunes os desmandos que praticam por todo o País.
 
A Lei define o que é Agente Desportivo, Assistente de Recinto Desportivo, Coordenador de Segurança, Gestor de Segurança, Zona para Permanência de Adeptos, Cartão de Acesso à zona especial de Acesso, Grupo Organizado de Adeptos etc.
 
Mais estabelece que os regulamentos previstos são submetidos a parecer da força de segurança territorialmente competente, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), dos serviços de emergência médica localmente responsáveis e do organizador da competição desportiva, devendo conter, entre outras, as seguintes medidas:
 
Vigilância de Grupos de Adeptos, Controle de Excessos de Lotação, Instalação e Montagem de Anéis de Segurança, Proibição de Bebidas Alcoólicas, Determinação de Zonas de Paragem, e Elaboração de um Plano de Emergência.
 
Os regulamentos estão sujeitos a aprovação e registo junto da APCVD, que é condição da sua validade. A não aprovação e a não adoção da regulamentação prevista ou a adoção de regulamentação cujo registo seja recusado pela APCVD, implicam, enquanto a situação se mantiver: 
 
a) A impossibilidade de serem realizados espetáculos desportivos no recinto desportivo respetivo; 
b) A impossibilidade de obtenção de licença de funcionamento ou a suspensão imediata de funcionamento, consoante os casos; 
c) A impossibilidade de o proprietário do recinto desportivo ou de o promotor do espetáculo desportivo beneficiarem de qualquer tipo de apoio público. 
 
Temos a seguir mais uma data de obrigações: Criar, Garantir, Impedir, Instalar e Proceder. 
 
Personagem novo é um Gestor de Segurança um representante do promotor do espetáculo desportivo, permanentemente responsável por todas as matérias de segurança do clube, associação ou sociedade desportiva. 
 
A seguir lá vem as proibições: é vedado aos espetadores do espetáculo desportivo a posse, transporte ou utilização de megafones e outros instrumentos produtores de ruídos, por percussão mecânica e de sopro, bem como bandeiras, faixas, tarjas e outros acessórios, de qualquer natureza e espécie, de dimensão superior a 1 metro por 1 metro, passíveis de serem utilizados em coreografias de apoio aos clubes e sociedades desportivas.
 
Não utilizar material produtor de fogo-de-artifício, quaisquer engenhos pirotécnicos, fumígenos ou produtores de efeitos análogos, bem como produtos explosivos. Não ostentar ou envergar qualquer utensílio ou apetrecho que oculte, total ou parcialmente, o rosto. 
O raio do homem que fez o decreto deve ter visto as últimas gravações dos 2 Circos da Segunda Circular ou teria perguntado ao “Secretário de Estado”?
 
Quer dizer: Não posso utilizar o meu lençol de 3 metros, o bombo e a vuvuzela!
 
Este resumo ainda só vai na página 34 da proposta de Decreto-lei. Daqui para baixo são as sanções (condenações para aqui contraordenação para ali) que não podemos apresentar por absoluta falta de espaço (fica sempre bem escrever isto). 
 
O clube da treta está a marimbar-se incluindo o uso do tal cartão de acesso à zona da claque.
 
João Paulo Rebelo “Secretário de Estado” vai-te encher de moscas!
 
Até à próxima

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Meirim e os Apóstolos

Salazar não deixava transferir Eusébio. Quando Humberto Coelho levantava o braço o árbitro marcava fora-de-jogo! Agora é a mesma coisa. Eliseu agride um adversário, o Padre do relvado e o Padre da casota acham normal e o Bispo da Comissão de Arbitragem, o senhor Meirim, não castiga Eliseu. Diz que os 2 Padres não viram nada que lhes fizesse mudar de opinião e ele também não! Faz-me lembrar Saeed Al-Sahhf Ministro da Informação de Saddam Hussein.
Os mails comprovando o compadrio existente entre a “instituição” e as estruturas desportivas, judiciais e governativas explicam muita coisa. A gestão do Futebol foi entregue pelo nosso Governo à FPF. Tem uma cadeia hierárquica composta por benfiquistas. Começa no senhor Meirim e acaba no senhor Proença um criado às ordens de Sua Excelência, o “Primeiro-Ministro”! Por sua vez o Conselho de Arbitragem está à vontade. Não tem ninguém a vigiá-lo nas roubalheiras que entende fazer com as nomeações cirúrgicas semanais e nas classificações dos árbitros. Resta a APAF criadagem menor desta estrutura que se limita a distribuir os Padres pelas freguesias, seguindo as indicações das “palhaças-pobres” e dos “meninos queridos”. Condição essencial: ajoelharem-se todos à “instituição”!
Pela parte das instâncias desportivas ou do Governo incluindo este anódino Secretário de Estado do Desporto estamos conversados. Não sabe o que faz, o que diz ou o que pensa. Tentou intervir com castigos nas claques ilegais do clube da treta numa segunda-feira, cuspiram-lhe em cima no fim-de-semana seguinte. Até hoje nunca mais abriu bico.

Em condições “normais” não perdíamos a Liga 3 anos seguidos. Mas não pensem que o problema está “no tempo que Pinto da Costa tem de presidência, a passividade da administração caduca, ou a inexistência de uma candidatura credível”. O problema está numa associação de malfeitores sem vergonha que se apossou da FPF. Uma verdadeira Máfia conhecida há décadas como clube do regime que trata por tu a governação. Desde o tempo da outra senhora todos os sucessivos governos vergaram-se ao seu poder.

Por tudo isto a minha cara caiu de espanto quando o senhor Meirim presidente do Conselho de Disciplina e figura relevante no Tribunal Arbitral do Desporto cuja competência específica é “administrar a justiça nos litígios que relevam do ordenamento jurídico desportivo” desceu do seu Olimpo para se se reunir com os Árbitros!
Que eu saiba, José Manuel Meirim não tem que ir “ensinar o padre-nosso ao vigário”! Fiquei tão espantado como se me tivessem contado que o Juiz Carlos Alexandre tinha reunido com os Advogados do Ministério Público para lhes ensinar a estratégia que devem usar para enfiar Oliveira Costa ou Ricardo Salgado na cadeia!
Como se sentirá Fontela Gomes, presumivel responsável pela cambada que semana após semana maltrata a sua profissão? Quem dirige os cursos de formação? Onde estão os castigos para os amigos do clube da treta que não veem as cacetadas aos adversários e depois vão pedir ajudas ao Paulo Gonçalves via “palhaça-pobre” ou “menino querido”?

Até à próxima

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Tribunal Arbitral do Desporto

Em 20 de Setembro de 2010 uma COMISSÃO PARA A JUSTIÇA DESPORTIVA criada por despacho governamental conjunto do Ministério da Justiça (Secretaria de Estado da Justiça) e da Presidência do Conselho de Ministros (Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto) foi incumbida de “formular propostas e projeto para promover uma adequada conexão entre a Justiça e o Desporto através de diplomas legais no sentido de se alcançar uma justiça desportiva especializada, uniformizada e simultaneamente mais célere e segura".
Há algum tempo que existem Tribunais Arbitrais dirigidos a conflitos de Consumo, na Administração Fiscal, no Sector Imobiliário, no ramo Automóvel, etc. No desporto ainda não havia. O penoso caminho para a criação deste tribunal arbitral especializado em questões desportivas, parece ainda estar longe do fim.
 
Confesso que ainda não descortinei a vantagem real na constituição desta estrutura intermédia entre os tribunais desportivos existentes (Conselho de Disciplina, Conselho de Justiça, e Conselho Arbitral), atualmente sob jurisdição da FPF, e o recurso aos tribunais internacionais da UEFA, ou do TAS.
Mas o nosso futebol gosta de inovar. Não considera suficientes os “tribunais desportivos” referidos no parágrafo anterior nem sequer, se algum litígio sair desse âmbito, os existentes Tribunais Cíveis, de Trabalho, Administrativos etc. ou mesmo o Tribunal Constitucional. Então essa “comissão para a justiça desportiva”, constituída por eminentes juristas, à cabeça dos quais o inevitável João Correia (sócio de um Gabinete de Advogados com Fernando Seara) produziu um organigrama complicadíssimo que tivemos ocasião de analisar aqui. 
 
O ponto mais gravoso da complexa estrutura referia-se à impossibilidade de qualquer das partes litigantes interporem recurso para os tribunais comuns! Para encurtar explicações diga-se que essa norma (por inconstitucional) foi imediatamente chumbada pela Assembleia da Republica onde esta trapalhada tem que passar. Os cavalheiros autores deste aborto são os mesmos que advogam nos pasquins da especialidade, ou nos comentários das televisões “a verdade desportiva” e proclamam a necessidade deste tribunal.
 
Esquecem-se que ainda há dias um jogador de futebol português a jogar numa liga distrital em Berna na Suíça, só porque pontapeou a bola contra a cara do árbitro, apanhou 50 anos de castigo! O “nosso” Luisão da escola de caceteiros que, entre outros, já produziu Petit, Javi, Katsouranis, David Luiz, Matic, Enzo ou Maxi, correu vários metros, agrediu um árbitro à cabeçada, pôs o homem KO, e só apanhou dois meses de suspensão correspondente a seis jogos.
Voltando ao tema da criação do Tribunal Arbitral, e para quem conhece esta cambada há muito tempo, não foi difícil adivinhar que se estava a preparar mais um cozinhado para “fazer as coisas pelo outro lado” como no tempo de Ricardo Costa. Todos nos recordámos do caso Hulk onde este cavalheiro produziu um acórdão da treta que viria a ser reduzido a cinzas pelos tribunais verdadeiros. Um dia seria muito engraçado, analisar o aborto produzido por este cavalheiro, que nos custou um campeonato.
 
Foi um dos 3 campeonatos ganhos pela ”instituição” em 11 anos de mandato de LFV aos comandos do “sistema”. Os outros 2 foram o da cabeçada de Luisão que atirou o guarda-redes Ricardo pela baliza dentro, e o conhecido Algarvegate quando o administrador, José Veiga, “acumulando” funções simultaneamente no Estoril e Benfica conseguiu, com a colaboração de outro artista infiltrado na Liga, Cunha Leal, obrigar o Estoril a ir jogar ao Algarve.
Tudo isto sem fazer esquecer a inscrição incorreta do jogador Ricardo Rocha que daria descida de divisão, e as patifarias dos cãezinhos amestrados da arbitragem, superiormente treinados por Vítor Pereira, os Duartes Gomes, Xistras, Pedro Henriques, Joões Ferreiras, Proenças, sempre apoiados na cumplicidade de ignotos “observadores dos árbitros” todos conotados com a “instituição”. Ao longo de uma década o Benfica conseguir colocar na arbitragem mais de 90% dos árbitros que apitam favoravelmente os seus jogos e gamam o que podem nos jogos dos outros clubes, sempre a favor do mesmo, está claro!
 
Para já decorrem inscrições para a formação do colégio de árbitros (melhor dizendo, juízes) para fazerem parte do órgão julgador que verá a luz do dia lá para o segundo trimestre de 2015. Dos outros árbitros (os que andam dentro das 4 linhas) já conhecemos aquela cãozoada.
 
Bastará ver o exemplo do auxiliar que assinalou um fora-de-jogo estando atrasado 4 metros em relação a uma linha imaginária traçada entre ele e o jogador mais avançado do Rio Ave. A outra linha, a colocada pelo realizador do programa, pese embora todas as explicações que queiram dar sobre pontos de fuga, erros de paralaxe, etc. é conversa da treta. A única linha que lá está corretamente marcada e a única que interessa para analisar esta jogada é a linha limite da grande área. Por isso aguardo ansioso para ver os nomes dos “juízes” que o clube da treta vai conseguir meter no Tribunal Arbitral.
 
Até à próxima.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Bandeira de Pernas para o Ar

Começo por agradecer ao meu amigo Fernando Tavares a excelente dica que me deu para o título da crónica de hoje. Também na última Quadratura do Circulo, Pacheco Pereira, referindo-se naturalmente ao Governo da Treta que (ainda) nos desgoverna, chamou-lhe “A Trapalhada Andante”. Eu já tinha pensado que aquelas marionetas manipuladas pela Troika, me faziam lembrar alguém. Por exemplo Santana Lopes.
 
Por coincidência, à mesma hora da Quadratura, mas noutro canal (o das sopeiras), o farsante que em tempos não muito longínquos foi carinhosamente coroado como o Rei das Trapalhadas apareceu a dizer umas baboseiras, com a barba por fazer como convém, para dar dramatismo à situação. Felizmente exonerado da vida política activa, foi entretanto despachado num caixote para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com o letreiro CUIDADO! NÃO VOLTAR, evitando que nas suas frequentes aparições na Tv ou nos congressos laranjas, se lembrasse de morder algum apaniguado.
 
E reparem nas coincidências. Outro habitué da política, Paulo Portas, esteve em ambas as situações. No Governo das Trapalhadas, deram-lhe a incumbência de comprar submarinos. No governo actual tem a difícil missão de desaparecer para não estorvar. Enquanto que o (ainda) Primeiro-ministro e o amigo iletrado Relvas, no outro filme, se entretinham com os laranjinhas, no actual estão mais adultos, e brincam ás casinhas com a senhora Merkle. Cavaco, o comparsa resignado, anda tão confuso com esta cambada que até hasteou a bandeira ao contrário.
Os meus amigos que conseguiram aguentar os 3 parágrafos anteriores, devem estar a pensar: que raio tem “isto” a ver com futebol? É fácil se juntarmos a este cozinhado, outra expressão também da autoria do Pacheco Pereira: “A procissão trapalhona”! Lembrei-me dos pasquineiros da nossa querida comunicação social que na última semana quase ignoraram o triunfo do nosso Clube, e tudo fizeram para minimizar o banho de bola que a “instituição de âmbito nacional”, denominador comum destes “incidentes”, levou do Barcelona. Chamaram de tudo aos azuis-celestes: “harmónio”; “carrossel”; “estrelas sintonizadas”; “estratosfera futebolística”; etc. e claro lá veio a frase do ano de Jesus o Pensador: “jogamos contra a melhor equipa do mundo”!
 
Nanja que a culpa fosse do clube da treta! Nem pensar! Que interessa que não tenham defesas ou trincos em stock para travar “extraterrestres” e que os “substitutos” não joguem népia? Mesmo quando deixaram “o sonolento” no banco deve considerar-se uma vantagem. Pelo menos não estorvou. E podem dar-se por muito felizes ao verem perdoados aos caceteiros de serviço (Maxi Pereira, Matic e Carlos Martins) os segundos amarelos e consequentes vermelhos. Na próxima jornada da Champions devia ser lindo. Lá tinha que entrar em pista a trupe de anões do Circo, capitaneados por Miguel Vítor. Os do Governo, para não ficarem atrás, colocaram Paulo Portas em off-side.
O clube da treta está cada vez mais parecido com o Governo. Ambos estão falidos e não sabem para onde se virar. Hoje contam-nos um filme na TV, e na semana seguinte uma aldrabice num pasquim. Os pobres pagantes cada vez “acarditam” menos “naquilo”. Outro elo comum é Bagão Félix. Fez parte do Governo das Trapalhadas, entrou no Totonegócio, finge que critica os nossos governantes e a direcção do Clube da Treta. Devia estar em Sèvres como exemplo padrão dos lambe-botas da “instituição: Fernando Seara, Gomes da Selva, Intestino Delgado, Ôdre Gobern, Leonor Pinhoa, João Gabriel, Gomes da Selva, Sílvio Cérvan, Fernando Guerra, e outros extraterrestres.
Mas o Gato Félix em vez de estar no Museu de Sèvres, em Paris, delicia-nos com o humor das suas croniquetas nas páginas dum pasquim, A BOLHA, que faz com que os pobres dos sócios, ano após ano, desconheçam a situação calamitosa a que o clube da treta chegou. Numa das últimas croniquetas, atreveu-se a misturar as contas todas, afirmando: “Foi assim que sem dramatismos os chamados 3 grandes de Portugal chegaram a um Passivo de perto de 900 milhões de euros”.
 
Este caramelo fez parte dum Governo que aceitou uns papéis sem qualquer valor comercial como garantia de dívidas fiscais. E quando “mistura” os 3 Passivos, os pobres dos pacóvios seus apaniguados, dividem por 3 e julgam que cada um “dos grandes” está a arder em 300 milhões. Nada de mais errado. O senhor na próxima crónica devia esclarecer os seus consócios que vão ao acto eleitoral que o seu clube é responsável por mais de metade daquele valor. E não venha para cá com a historieta do consolidado ou não consolidado como o aldrabão das segundas-feiras. Olhe! Se não souber, eu explico.
Porreiro, pá!
 
Até para a semana.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O "novo" IDP

O novel recém-nascido dá pelo nome de Instituto Português de Desporto e Juventude, I.P. (IPDJ I.P.) e é o resultado da extinção do Instituto Português da Juventude (IPJ) e do IDP Instituto do Desporto de Portugal I.P. ultimamente muito em foco por se terem “esquecido” de seiscentas e tal facturas por pagar, no fundo duma gaveta.

Tutelado hierarquicamente pelo conhecido corta fitas Laurentino Dias, pomposamente intitulado Secretário do Desporto e da Juventude, que obviamente “não sabia de nada”, tinha na pessoa do seu Presidente Luís Sardinha outro ignorante que também não tinha a mínima ideia como estavam as continhas daquela bagunçada. Vagamente, referiu na Comissão de Inquérito que “estavam em tramitação duma secção para outra”. Deve ser a “cesta” secção!

No preâmbulo do novo diploma pode ler-se:

“...Face ao exposto, considera-se urgente e determinante a criação dum único organismo para as políticas de desporto e da juventude, com o objectivo de assegurar a coordenação operacional integrada de ambas as políticas numa mesma estrutura...”

Fazendo esta reestruturação, por via da contenção orçamental, parte do conceito de “redução de estruturas da Administração Pública”, o actual Governo, aproveitou a ocasião e deu uma valente vassourada noutros organismos que provocavam danos colaterais naquela casa, onde, diga-se em abono da verdade ninguém consegue vislumbrar obra. Estão neste caso a Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI) e da MOVIJOVEM – Mobilidade Juvenil, Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada (?), que apresentavam recorrentes resultados líquidos negativos, acumulados, acrescendo o facto dos dois institutos públicos, IDP e IPJ agora extintos, terem uma elevada dependência do Orçamento do Estado (custos de funcionamento e PIDDAC).

O IPDJ, I.P. terá por missão “apoiar a definição, execução e avaliação da política pública do desporto, promovendo a generalização do desporto, bem como o apoio à prática desportiva regular e de alto rendimento, através da disponibilização de meios técnicos, humanos e financeiros”

Depende do Primeiro-Ministro ou do membro do Governo com responsabilidade na área do desporto e da juventude, neste caso, Miguel Relvas, sede em Lisboa (claro) e Direcções Regionais no Porto, Coimbra, Évora e Faro sendo as suas atribuições não muito diversas do consignado no Decreto-lei 169/2007 que regulamentava o IDP, também com a inclusão da AdoP nesta área que tão maus resultados deram no diferendo Queiroz/AdoP/FPF.

A propósito desta fusão diz José Manuel Constantino antigo presidente do CDP e IDP (*)

“Não é preciso ser especialista em sistemas organizacionais para saber que é mais fácil criar um organismo que fundir dois ou mais. Sobretudo se essa fusão não é acompanhada de um desenho diferente da missão e das competências da nova organização. Situação que a não ocorrer transforma a fusão em simples adição. “...

“A solução de agregação (desporto+juventude) não é uma situação atípica. Ela tem equivalência em muitos governos e outras instâncias europeias. Mas na generalidade destes casos foi uma solução de raiz. Não resultou de fusões ou extinções de organismo já existentes. O que, no caso português, aumenta o grau de complexidade é a circunstância de fundir organismos com histórias, culturas, práticas e agentes sociais muito distintos. E essa dificuldade começa a partir de agora. Produzir um diploma é fácil. Dar vida a um organismo novo bem mais difícil.”

“É uma ilusão supor que aquilo que estamos a assistir é uma reforma do Estado. Ou à eliminação de gorduras dispensáveis poupando dinheiro como a eliminação de um certo número de cargos dirigentes. Ou que se está a racionalizar o Estado para o tornar mais eficiente. O que está a fazer, por força da conjuntura, é cortar a eito encolhendo o Estado. Nada garante que não continue a gastar mal o dinheiro. Quando muito vai gastar menos. O que vai resultar no final deste desespero ninguém sabe.”...

Até para a semana

domingo, 3 de outubro de 2010

O País do Faz de Conta que somos gente séria e honesta

Já todos nós sabemos que no nosso Portugal a esperteza saloia está sempre presente nos nossos Órgãos Governamentais e Desportivos. O acto execrável e desumano que levou a que Carlos Queiroz fosse corrido da Federação e a ajuda que uma Comunicação Social deu para este desfecho, foram somente um dos muitos exemplos desta tal esperteza.

Agora descobriu-se outra faceta do nosso pobre e analfabeto País. Em Portugal é tudo um enorme conjunto de gente séria e honesta que tem como principal preocupação o tratamento igual de todos os Cidadãos perante situações, por exemplo, de violência. Seguindo esta maneira hipócrita de estar, eis que o Sr. Ministro da Administração Interna resolveu receber os representantes do Benfica para debaterem a tal situação de violência na Cidade do Porto. È que segundo os (irre)responsáveis do Clube da Luz, a equipa Encarnada é sempre vítima de uma chuva de pedras sempre que se desloca á Cidade Invicta.

Tudo bem. Ninguém deve ser vítima de actos violentos mesmo que façam por isto, mas é aqui que se vê a hipocrisia dos nossos Governantes a funcionar e como a nossa Comunicação social pactua com um Clube que se afirma como não ligado ao regime. Fica aqui a minha pergunta que de certeza que terá um impacto tão grande na honestidade Encarnada que a afundará no mar do ridículo:

- Porque razão, os Dirigentes do Sport Lisboa e Benfica não solicitaram, publicamente, ao Ministério da Administração Interna uma audiência para debater a violência quando um autocarro de Adeptos do Futebol Clube do Porto foi incendiado por elementos de uma Claque do Benfica?
- Porque razão o sempre Honesto Benfica não chamou a atenção do Povo Português e do Governo sobre o lançamento de pedras ao autocarro do FC Porto e da viatura onde seguia o Presidente Portista quando a equipa Azul e Branca ia ao Estoril para disputar uma partida da Taça da Liga?
- Porque razão o Benfica não mostrou nenhuma preocupação e repúdio pelo facto de um elemento da sua Claque ter morto, em directo, um Adepto do Sporting no Estádio do Jamor?
- Porque razão o Presidente Benfiquista Luís Filipe Vieira não manifestou nenhuma preocupação quando um certo individuo, que por acaso é adepto do Benfica, tentou agredir Pinto da Costa quando o FC Porto se deslocou á Luz na Temporada passada?

Cá está… Os Governantes só se preocupam com a Violência no Desporto quando a vítima é o Benfica, porque se for outro qualquer não há crise. Podem destruir autocarros, matar pessoas e até mesmo tentar agredir Presidentes de Clubes que o Sr. Ministro da Administração Interna está-se a marimbar para isto. Tenho a certeza de que um qualquer Clube agredido marcasse uma Reunião com o Sr. Ministro para debater o problema e garantir a sua segurança, este não seria recebido e a nossa Comunicação Social fazia de conta que nada se passou.

Pelos vistos, só o Benfica é que é a única Pessoa Colectiva que merece ser ouvida e ver atendida os seus Desejos. Foi assim com Vítor Pereira que se ajoelhou de imediato perante o protesto de sua Exc. sobre a arbitragem de Olegário Benquerença e foi assim com o Ministério da Administração Interna.

E quando a malta do Vermelho não quer passar a imagem de Mafiosos que são, lá vem Comunicação Social tapar o sol com a peneira tal como fizeram com a submissão do Presidente do Conselho de Arbitragem da Liga á pressão Benfiquista. Se calhar ainda vão espalhar a ideia de que Vieira e os seus Acólitos foram ao Ministério da Administração Interna para cobrar as quotas que o Sr. Ministro possa ter em atraso…

O que nos vale é que o Benfica está a ganhar uns joguinhos, porque se a má onda continuasse lá para os lados da Luz, acredito que o tal de Laurentino mais a sua malta da Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude e o resto do pessoal do Governo faziam aprovar um Decreto em que todas as Equipas Portuguesas tinham de perder com o Benfica por quinze a zero.

Parece estúpido, mas num País como o nosso em que se brinca com tudo e mais alguma coisa e se faz o que o Benfica pede publicamente, então porque não pensar assim? E ainda dizem com uma enorme lata que o Pinto da Costa e o Futebol Clube do Porto é que são Corruptos e os principais responsáveis pelo clima de desconfiança na Sociedade Desportiva Portuguesa…