Continuando a minha análise ao Futebol Clube do Porto versão 2014/15 chego ao capítulo Treinador. Deixei propositadamente este capítulo para esta altura porque os nervos de muito boa gente já voltaram ao seu devido local e tal permite-nos analisar a questão com a devida e exigida racionalidade.
Primeiro que tudo parece-me tremendamente injusto que se faça de Julen Lopetegui o único culpado da época frustrante que o FC Porto levou a cabo. Não gostei da forma como os adeptos trataram Paulo Fonseca pelo que agora também não tolero a “pancadaria diária” que certos sectores da Bluegosfera têm levado a cabo. É verdade que a massa adepta Azul e Branca têm tido uma enorme paciência com o Basco (coisa que não teve com Fonseca e Vítor Pereira), mas isto de se colocar em causa tudo e mais alguma coisa que o Homem fez não nos leva a lado algum.
Contudo há que apontar o dedo a Lopetegui em muitos aspectos negativos da época anterior. O primeiro ponto negativo, e aquele que me parece ter sido o mais grave, foi o total desconhecimento que o Espanhol tinha do futeboL Português.
Quando julen chegou á Invicta sofria de um problema que afecta todos os Espanhóis. Espanha é dona e senhora de um Povo orgulhoso e egocêntrico que só sabe olhar para o seu umbigo. Para o Espanhol apenas aquilo que existe no seu País é de qualidade e de dificuldade máxima sendo tudo o resto fácil e inferior. Era assim que Julen Lopetegui via o campeonato Português. Para ele ganhar a Liga Portuguesa era um ponto mais do que assente dado que o Campeonato Luso era +ara Julen mais fácil do que a famosa La Liga.
O tempo veio a mostrar ao Basco que estava redondamente enganado. É verdade que o nosso Campeonato não tem o poderio financeiro de La Liga dos Nuestros Hermanos, assim como também é a mais pura das verdades que cá pelo nosso burgo não existem dois colossos de nome Real Madrid CF e FC Barcelona que moralizam qualquer adversário. Para mais o futebol em Espanha é mais vertiginoso que o que nos apresenta o futebol Luso (em Espanha é rara a equipa que jogue para o pontinho).
Tudo isto para dizer que este desconhecimento de Julen fez com que este tivesse optado uma forma errada de abordagem dos jogos em Portugal. O Treinador optou, teimosamente, por um sistema de jogo que assenta num futebol de posse a todo o custo e a todo o tempo, e isto contra equipas que não se importam de jogar “fechadas” na sua metade do campo aproveitando os erros da defesa Azul e Branca para irem “levando a água ao seu moinho” revelou ter sido a “morte do artista”. A título de exemplo diga-se que foi desta forma que o SL Benfica venceu o FC Porto em pleno Estádio do Dragão.
Julen Lopetegui pecou por não ter feito o devido trabalho de casa e por não ter sabido dar o “braço a torcer” quando o deveria ter feito pelo que não é de admirar que haja na família Portista um saber amargo no final da época anterior pois foram muitos os jogos que o Dragão poderia ter ganho se tivesse sido outra a forma de abordar os jogos.



