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sábado, 16 de junho de 2018

Voltamos ao mesmo

imagem retirada de zerozero
Foi melhor o resultado do que a exibição. Não fosse o melhor Jogador do Mundo e alguma sorte à mistura e tenho as minhas sinceras e manifestas dúvidas de que a nossa equipa teria conseguido impor um empate a esta Espanha. Uma Espanha que, pasme-se, é a mesma de sempre. Daí não se perceber muito bem a forma algo ridícula como a linha defensiva lusa (e não só) actuou hoje.

Confesso que me enervei a ver a partida. Coisa rara, diga-se de passagem, dado que para mim o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da Vida. E enervei-me porque após a nossa selecção se ter colocado em vantagem era óbvio (tão óbvio!) que não se podia entrar no jogo do dar bola e espaço à selecção de «Nuestros Hermanos». Especialmente se se tiver em linha de conta que esta mesma Espanha tem na sua natureza futebolística a posse de bola. E muito especialmente porque todos nós que temos um mínimo de conhecimento de futebol sabemos que Diego Costa é aquele tipo de avançado que sozinho consegue colocar em risco toda uma linha defensiva…

No plano das substituições Fernando Santos até que esteve bem. Falhou na preparação da equipa pelas razões que aqui evidenciei, mas acabou pro fazer a devida correcção a tempo. O empate a três bolas passou muito pelas entradas de João Mário e Ricardo Quaresma. Depois Cristiano Ronaldo fez o resto, mas sou da opinião que caso estes dois jogadores tivessem jogado de início a Espanha não teria conseguido fazer o que fez com tanta facilidade.

Em suma; voltamos ao mesmo. Ou seja, voltamos à fórmula do último Europeu que acabou com Portugal a sagra-se campeão. Pessoalmente não gosto desta coisa do apelo à sorte e a todos os Santinhos e mais alguns dado que prefiro que Portugal melhore a bem melhorar pois o adversário seguinte (Marrocos) está longe de ser uma equipa fácil, mas…

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. 3 golos (hat-trick num Mundial!). Um de Penálti, outro fruto de um tremendo “frango” de De Gea e um outro que foi um autêntico “míssil à CR7”. Impossível é não se atribuir o título de MVP deste jogo ao Melhor Jogador do Mundo!

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 88´, altura em que Cristiano Ronaldo marcou um golo do outro universo. Até aí a selecção espanhola sentia que tinha o jogo controlado, mas esta acusou o golo português e nos momentos finais até que poderia ter perdido o jogo se bem que este momento determinou, quase que em definitivo, o empate deste grande duelo ibérico.

Arbitragem: Arbitragem algo irregular de Rocchi em Sochi. O árbitro italiano não vislumbrou uma carga de Diego Costa sobre Pepe, sendo que a ausência de participação do VAR também não ajudou. Antes, o juiz parece ter acertado no lance da grande penalidade sobre Cristiano Ronaldo.

Positivo: As entradas de João Mário e Ricardo Quaresma. O excelente trabalho de Cristiano Ronaldo teve estes dois “alicerces” de peso que possibilitaram o empate que mantêm Portugal na corrida para o apuramento para a fase seguinte do Mundial.

Negativo: A linha defensiva portuguesa. Mau. Muito mau para uma equipa que diz quere4r ser candidata à vitória final no Mundial. Melhor preparação exige-se já para o jogo seguinte que será diante de uma equipa que tem muita qualidade e uma vontade imensa de dar tudo por tudo. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (15/06/2018)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A Hierro e fogo

Chegou a hora de entrar em campo. Não há mais jogos de preparação, agora é mesmo a sério. O campeão da Europa entra em campo e tem encontro marcado com a vizinha Espanha, num jogo que promete marcar a primeira jornada da fase de grupos do Mundial.

A seleção portuguesa defronta uma Espanha a viver um momento atípico, depois do despedimento de Lopetegui e da entrada de Hierro numa altura em que faltavam apenas dois dias para o arranque do grupo B, por isso, a equipa orientada por Fernando Santos vai procurar entrar no Mundial com uma vitória, algo que não acontece numa fase final desde o Euro 2008.

Depois dos testes, os do costume (e uma possível surpresa...)

Fernando Santos não é propriamente um treinador de muitas surpresas e gosta de manter uma equipa rotinada e na qual confia plenamente, por isso não se preveem grandes mudanças relativamente à fase de qualificação para o Mundial, apesar dosvários testes desde o último jogo a sério, diante da Suíça.

A fórmula tem funcionado e o selecionador não vê motivos para mudanças, ainda assim há setores em que as dúvidas ainda pairam. O setor defensivo é aquele que merece mais discussão (pode ler mais aqui), mas espera-se que Fernando Santos aposte no quarteto habitual, pelo que a única mudança deve ser mesmo na frente, onde Gonçalo Guedes parece ter ganho o lugar a André Silva.

O avançado do Valência brilhou em Espanha e se tinha deixado água na boca durante a temporada, os jogos de preparação parecem ter catapultado o avançado para a presença no onze, juntamente com o capitão e um nome incontornável, Cristiano Ronaldo.

Uma mudança e... no más

Falar da saída de Lopetegui é inevitável. Surpreendeu e é inédito ver um selecionador sair em vésperas de começar um Mundial. Hierro assumiu o cargo no imediato, mas haverá pouco dedo do novo treinador nesta Espanha, como é normal tendo em conta o pouco tempo para transmitir ideias.

Por isso, mais do que novas ideias, o que esta Espanha procura é não mexer e os tempos recentes dão motivos para a continuidade. A última derrota de La Rojafoi no Euro 2016 e as ideias de Lopetegui vão continuar na mente dos jogadores, que defrontam Portugal com vontade de demonstrar que tudo o que se passou nos últimos dias não afetou o grupo.

Esta não é a mesma Espanha campeã Mundial em 2014, mas este jogo de vizinhos promete ser escaldante. Começa a caminhada da seleção nacional na Rússia.
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Artigo publicado no site zerozero 

terça-feira, 29 de março de 2016

O Cantinho das Modalidades

Hóquei em Patins 
 
- Hélder Nunes apontou os quatro golos da seleção portuguesa de Sub-23 no último jogo-treino antes da partida para Follonica. No Gimnodesportivo do Luso a equipa lusa (que também inclui o portista Álvaro Morais) empatou por 4-4 frente ao Cambra, do principal campeonato português da modalidade. Hélder Nunes é capitão e o mais internacional do grupo. 
 
- A seleção portuguesa de Sub-23 entrou da melhor forma na 28.ª edição da Taça Latina, que está a decorrer em Follonica, na Itália, ao derrotar a equipa anfitriã por 4-3 na ronda inaugural. Hélder Nunes, jogador do FC Porto Fidelidade, esteve em plano de destaque ao fazer um hat-trick (7m, 33m e 37m), sendo que o outro golo português também teve a assinatura de um Dragão: Álvaro Morais (16m). 
 
- Os portistas Hélder Nunes, com um hat-trick, e Álvaro Morais, que bisou, foram os autores dos golos da seleção portuguesa de Sub-23, que venceu a Espanha, por 5-1, em encontro da segunda jornada da 28.ª edição da Taça Latina, que está a decorrer em Follonica, na Itália. Com este resultado e o triunfo da Itália sobre a França, os lusos conquistaram a prova pela 14.ª vez, revalidando o troféu de 2014. Todos os golos de Portugal na prova foram até agora azuis e brancos, já que, na véspera, Hélder Nunes tinha assinado igualmente um hat-trick frente à Itália, sendo que o outro golo teve a assinatura de Álvaro Morais.
 
- Hélder Nunes completou uma prestação memorável na Taça Latina, competição reservada a atletas Sub-23 que Portugal conquistou pela 14.ª vez, ainda antes da realização da última jornada. O defesa-médio dos Dragões (capitão luso e o mais internacional do grupo) concretizou o terceiro hat-trick em três jornadas da competição, disputada em Follonica (Itália), na vitória lusa frente à França, por 5-1, da terceira e última ronda. Álvaro Morais também participou na partida.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pensamento da Semana: Tempos de mudança?

Bem sei que ainda é cedo, cedo demais, para se poder dizer que o Futebol Clube do Porto está a mudar. E a mudar para a sua realidade e não para aquela em que Julen Lopetegui teima em viver e pela qual a SAD Azul e Branca se deixou iludir.

Já o disse aqui, e por mais do que uma vez, que o FC Porto não é o FC Barcelona. O Barcelona tem muito dinheiro para poder comprar e formar os talentos que quiser. O Porto não tem dinheiro e por causa disto tem sempre pouco tempo para poder formar os seus talentos.

Tal é por demais evidente. Só não vê tal coisa quem não quer. Daí que seja de todo impossível fazer dos Dragões um Clone do Braça. Julen tentou, Pinto da Costa acreditou mas a realidade mostrou-nos outra coisa. Só lamento que tenha sido preciso um ano e meio para que todos despertassem para a realidade.

A prova de que o Dragão está a mudar e a regressar à dura realidade é a vitória do passado Sábado no Estoril. Ante os “Canarinhos” os Dragões tiveram menos posse de bola que o seu adversário mas foram mais eficazes tendo apresentado um futebol pragmático e prático. Um futebol mais condizente com a realidade do Futebol Clube do Porto.

Evidentemente que ainda existem problemas. Não é da manhã para a noite que um Treinador cujo plantel não construiu consegue emendar o que esteve e está mal. Mas parece que as coisas estão a mudar. A ver vamos se esta mudança se confirma e se vem a tempo…

E já agora, fica mal a Julen Lopetegui andar a “mandar bocas” em tudo quanto é matutino Espanhol. O seu projecto falhou e ponto. Estar a dar uma de pobre vitima fica-lhe mal e se calhar explica porque razão as suas ideias não tiveram sucesso no Reino do Dragão.

sábado, 20 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (VI)

Continuando a minha análise ao Futebol Clube do Porto versão 2014/15 chego ao capítulo Treinador. Deixei propositadamente este capítulo para esta altura porque os nervos de muito boa gente já voltaram ao seu devido local e tal permite-nos analisar a questão com a devida e exigida racionalidade.
 
Primeiro que tudo parece-me tremendamente injusto que se faça de Julen Lopetegui o único culpado da época frustrante que o FC Porto levou a cabo. Não gostei da forma como os adeptos trataram Paulo Fonseca pelo que agora também não tolero a “pancadaria diária” que certos sectores da Bluegosfera têm levado a cabo. É verdade que a massa adepta Azul e Branca têm tido uma enorme paciência com o Basco (coisa que não teve com Fonseca e Vítor Pereira), mas isto de se colocar em causa tudo e mais alguma coisa que o Homem fez não nos leva a lado algum.
Contudo há que apontar o dedo a Lopetegui em muitos aspectos negativos da época anterior. O primeiro ponto negativo, e aquele que me parece ter sido o mais grave, foi o total desconhecimento que o Espanhol tinha do futeboL Português.
 
Quando julen chegou á Invicta sofria de um problema que afecta todos os Espanhóis. Espanha é dona e senhora de um Povo orgulhoso e egocêntrico que só sabe olhar para o seu umbigo. Para o Espanhol apenas aquilo que existe no seu País é de qualidade e de dificuldade máxima sendo tudo o resto fácil e inferior. Era assim que Julen Lopetegui via o campeonato Português. Para ele ganhar a Liga Portuguesa era um ponto mais do que assente dado que o Campeonato Luso era +ara Julen mais fácil do que a famosa La Liga.
 
O tempo veio a mostrar ao Basco que estava redondamente enganado. É verdade que o nosso Campeonato não tem o poderio financeiro de La Liga dos Nuestros Hermanos, assim como também é a mais pura das verdades que cá pelo nosso burgo não existem dois colossos de nome Real Madrid CF e FC Barcelona que moralizam qualquer adversário. Para mais o futebol em Espanha é mais vertiginoso que o que nos apresenta o futebol Luso (em Espanha é rara a equipa que jogue para o pontinho).
Tudo isto para dizer que este desconhecimento de Julen fez com que este tivesse optado uma forma errada de abordagem dos jogos em Portugal. O Treinador optou, teimosamente, por um sistema de jogo que assenta num futebol de posse a todo o custo e a todo o tempo, e isto contra equipas que não se importam de jogar “fechadas” na sua metade do campo aproveitando os erros da defesa Azul e Branca para irem “levando a água ao seu moinho” revelou ter sido a “morte do artista”. A título de exemplo diga-se que foi desta forma que o SL Benfica venceu o FC Porto em pleno Estádio do Dragão.
 
Julen Lopetegui pecou por não ter feito o devido trabalho de casa e por não ter sabido dar o “braço a torcer” quando o deveria ter feito pelo que não é de admirar que haja na família Portista um saber amargo no final da época anterior pois foram muitos os jogos que o Dragão poderia ter ganho se tivesse sido outra a forma de abordar os jogos.

sábado, 6 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (III)

Voltando ao capítulo “Plantel de Luxo” para finalizar a minha análise aos reforços do Futebol Clube do Porto 2014/15 dado que me falta aqui falar do ataque. Nem este sector escapou às entradas dado que Hernâni, Cristian Tello, Adrián López e Aboubakar passaram a equipar de Azul e Branco. 
 
Ora, tendo em consideração o que estes fizeram ao longo da época sou da opinião de que Hernâni é uma boa aposta de futuro que tem vindo a crescer e mostrado que sabe aproveitar as oportunidades que lhe são dadas dado que o “miúdo” esforça-se e muito, 
Aboubakar é um ponta de lança “à moda antiga” que parece ter cedido um pouco à pressão quando as suas exibições chamaram a atenção pela positiva. O Camaronês está ainda longe de ser uma clara alternativa a Jackson Martinez, mas é um “diamante em bruto” que bem lapidado poderá dar muitas alegrias aos Portistas. 
Relativamente ao extremo Catalão Cristian Tello tenho de dizer que ainda tenho algumas dúvidas sobre o Atleta. Não que este não tenha sido útil em certos momentos cruciais da época anterior, contudo o Jogador passou mais tempo lesionado do que a jogar e nos primeiros tempos de Dragão ao peito o Atleta mostrou ter muita velocidade mas muitas dificuldades em retirar algum sentido prático da dita. Felizmente acabou por melhorar e muito este aspecto, fruto do trabalho específico de Julen Lopetegui, mas infelizmente as lesões graves voltaram e o Catalão acabou por ficar parado precisamente numa altura em que estava a melhorar (a falta que este fez em Munique) até ao final da época, o que não invalida que nãos e possa classificar Tello como um bom reforço.
Por último temos Ádrian López. Deixei o Espanhol propositadamente para último lugar da minha análise por uma razão muito simples: conhecimento do Jogador. Pouca gente sabe, mas sou um espectador atento do Campeonato Espanhol e acompanhei, mais ou menos de perto, o trabalho de Ádrian no Atlético Madrid e como tal estou perfeitamente à vontade para aqui dizer que não estamos, de forma alguma, perante um mau Jogador. 
 
O grande problema de Ádrian é a sua fraca capacidade em se adaptar a uma posição que não a sua. 
 
Muita gente opta por o criticar tendo em consideração o elevado preço do seu passe, contudo não creio que este seja o melhor caminho quando analisamos um Atleta. Isto porque existem Jogadores cujos passes tem um valor inflacionado que acabam por mostrar uma qualidade tal que justifica o preço absurdo do dito passe (veja-se o exemplo de Brahimi).
 
Quando Ádrian jogava em Madrid ocupava uma posição atrás do ponta de lança. Era uma espécie de segundo avançado que aproveitava os “rasgos” que o ponta de lança ia fazendo nas defesas adversárias marcando muitos e bons golos. Ádrian chegou a fazer uma “dupla mortal” com Falcao tendo inclusivamente marcado golos espectaculares na Liga Europa.
 
No Futebol Clube do Porto Ádrian não jogou atrás do ponta de lança. Nem o podia fazer dado que o 4x3x3 que Lopetegui tinha acabado de recuperar não o permitia. Restou ao Jogador encostar-se a uma das faixas e jogar como Extremo. E aí aconteceu aquilo que designamos na gíria popular como “a morte do artista” porque Ádrian López não se adaptou à sua nova posição (não fez muito por isto) e acusou a pressão do preço “inflacionado do seu passe” (entenda-se assobios dos adeptos e critica feroz). Depois surgiram as lesões graves que o afastaram por muito tempo dos relvados e acabou por se perder um investimento que, segundo o nosso amigo Jorge Vassalo, não se perdeu minimamente não obstante este não ter dado o devido e desejado retorno financeiro.
Ora tudo isto para concluir algo que eu já aqui tinha dito: o Plantel do Futebol Clube do Porto 2014/15 de luxo tinha pouco ou quase nada. Para mais Julen Lopetegui teve de melhorar muita coisa num Plantel que teve 17 entradas, sendo que a maioria delas sai do Dragão muito melhor do que quando entraram!

terça-feira, 2 de junho de 2015

O Cantinho das Modalidades

Hóquei em Patins
 
Nasceu em Barcelona há 39 anos, tem nome de um trovador Espanhol, um passado longo como jogador e é apontado como um dos mais promissores treinadores de hóquei em patins. Guillem Cabestany é o novo treinador do FC Porto Fidelidade para as próximas duas épocas,
 
Na época passada, o treinador catalão orientou o Breganze, uma equipa de média dimensão em Itália, mas que foi capaz de ombrear com a elite europeia do hóquei em patins. Pela primeira vez na carreira, assume o comando técnico de um clube que luta por títulos, mas diz-se preparado para a exigência do desafio: “Sou primeiro a colocar pressão sobre mim, ela é natural num clube como este, mas não vai mudar o nosso estilo. Tanto eu como a minha equipa técnica temos uma grande confiança nos nossos métodos e forma de trabalhar, que foi o que nos trouxe aqui e vamos mantê-los para que o FC Porto possa fazer coisas boas e bonitas”.
 
Basquetebol
 
A equipa Sub-18 do Dragon Force sagrou-se campeã nacional de basquetebol ao vencer o Benfica, por 91 x 49, em encontro da terceira jornada da fase final do Campeonato Nacional, que se disputou no Pavilhão Municipal de Lousada. ​No caminho para a conquista do troféu, o jovem conjunto Azul e Branco superou também o Queluz por 92 x 57 e o Guifões por 87 x 44, mantendo o registo invejável com que chegou à fase final, não perdendo um único jogo durante toda a época.
 
Pedro Oliveira (base), Diogo Brito (base/extremo) e Diogo Araújo (extremo), atletas do Dragon Force, foram escolhidos para o cinco ideal.
 
Bilhar
 
O FC Porto perdeu frente ao Dallinga, na meia-final da Taça da Europa de clubes de bilhar às três tabelas, que se disputou no Siyavuşpaşa Sports Center, em Istambul, na Turquia. Frente àquele que era apontado como o grande favorito a conquistar o título na antecâmara da prova, os Dragões não resistiram ao poderio da formação Holandesa e regressam a casa com a medalha de bronze.
 
A equipa Portista, composta pelo sueco Torbjörn Blomdahl (número um do Mundo, na foto), pelo Espanhol Daniel Sánchez (número oito) e pelos Portugueses João Ferreira e Rui Manuel Costa, perdeu os quatro duelos individuais e alcançou uma média de 1,225 carambolas por entrada, insuficiente face ao rendimento elevado do adversário (média de 1,553), que tem nos seus quadros três jogadores entre os dez melhores do Mundo: Eddy Merckx, Dick Jaspers e Frédéric Caudron.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Histórias da Carochinha

Notícias recentes vindas de Espanha sobre o Decreto-Lei que aprovou a Centralização dos Direitos Televisivos para as Ligas Profissionais a partir da próxima época, vieram animar esta fase final do nosso campeonato e relançar um dos temas usado como cenoura pelo senhor Figueiredo aquando da sua fugaz passagem pela Liga.

Mas vamos lá fazer o ponto da situação em Portugal. Primeiro analisar o aspeto legal. A Liga, entidade criada para a organização das competições de futebol profissionais, refere no seu Regulamento (Art.º 68º nº 2) que “os clubes detém individualmente a titularidade dos direitos de transmissão televisiva dos jogos e resumos.”

Como sabemos a Liga faz parte da Federação que está inscrita numa Confederação europeia (UEFA) e outra Mundial (FIFA). Pode parecer estranho como estas confederações ditam as suas Leis, por vezes ao arrepio da legislação de cada país, e mandam às malvas conceitos como o “direito à livre concorrência” desde que existam acordos entre associações de empresas, como é o caso. Quanto a mim o problema principal nem é o legislativo mas sim a credibilidade que este “negócio” possa ter juntos dos investidores.
Quem são os atores neste negócio? Nós (clubes); o Produto (jogos); e o Cliente (consumidor). Não podem sobreviver uns sem os outros. Sem clubes não haveria jogos nem transmissões. A credibilidade é necessária. O Cliente não muda. Está no sofá de pantufas mas não quer ser enganado com linhas de fora-de-jogo oblíquas ou repetições sonegadas. O Produto é o que é. Uns vão de colinho e os outros não. Cabe-nos a Nós rentabilizar o negócio.

A “repartição dos lucros pelos pobrezinhos” é uma conversa da treta. Nos 80 anos que Portugal já leva de futebol só por duas vezes um dos 3 grandes não ganhou o Campeonato principal: o Belenenses na época 1945/46 e o Boavista em 2000/01. É natural que “uns queiram ganhar mais do que os outros”.

Tomando a Espanha como exemplo refira-se que a “repartição” está assim escalonada: as receitas são distribuídas na 1.ª Liga segundo três critérios: 50% do que se consiga pela venda centralizada será dividida em partes iguais pelos 20 clubes. Outros 25% serão repartidos tendo em conta os resultados das últimas cinco épocas e os restantes 25% de acordo com o critério de "notoriedade", o qual se estabelece, por exemplo, levando em consideração o número de associados. Deve ser por isso que “a instituição” admite sócios de qualquer maneira, sem sequer pagarem quotas ou, a preços simbólicos.
Atualmente Real e Barcelona recebem cada, cerca de 140M€, de uma receita total de 750M€, esperando-se que a futura quantia arrecadada se aproxime dos 1000M€. Na Premier League a receita a distribuir anda pelos 2.300M€ com um critério de redistribuição semelhante. Isto enquanto no nosso país a quantia que Joaquim Oliveira paga (pagava) aos clubes anda na ordem dos 60M€.

Não se pense que vai ser fácil convencer os nossos 3 grandes a ceder parte significativa dos seus Proveitos aos clubes mais modestos assim como não prevejo que tenhamos mercado publicitário que permita ao futuro “centralizador dos Direitos” que poderá ser a LIGA, revender o produto às operadoras com uma boa margem de lucro.

Se juntarmos no mesmo ramalhete outra história da carochinha, a da recente proibição do recurso a Fundos de Investimentos e as penalizações previstas no Fair Play Financeiro enquanto se esconde a proveniência dos petrodólares, adivinha-se que a próxima época vai ser complicada para a formação dos planteis. Como disse há dias em resposta a um comentário do Jorge Vassalo "lá vem mais um Empréstimo Obrigacionista".

Até à próxima

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Grande Questão

A crónica de hoje é um desafio a Lopetegui. Depois da força que lhe deram os 20.000 adeptos que assistiram ao primeiro treino do ano, não tem espaço para falhar. Hoje não ouvi nenhum assobio. Só aplausos. Nem ninguém com cara de “chateado”. Só sorrisos. Depois dos habituais exercícios físicos e uns centros “a fugir” dos guarda-redes transformou o campo numa espécie de futebol de salão com jogadas ao primeiro toque agradável de se ver.
Acabaram as experiências. O treinador deve definir uma equipa-tipo com um máximo de 16 jogadores e apenas substituir quem estiver lesionado, castigado ou “chateado”. Esta é para o Quaresma, claro. Espero que não arranje um problema para o treinador nem para os sócios e adeptos. Claro que é difícil. Já noutros tempos Jesus (o verdadeiro) tinha dificuldades em escolher quem ficava de fora. E Judas, qual Zé Eduardo, vendeu-o por 30 moedas de prata.
Como diria o nosso Ronaldo, a mim “tanto se me dá” que joguem Los Sul-Americanos como Los Espanholes. Portugueses já nem falo, mas ficava contente que dos outros 2 jogadores de campo (Ricardo e Ruben Neves) de vez em quando, pelo menos, estivessem no banco.
Parecendo definida a opção de Lopetegui pelas espanholadas, pelo menos que não misture sevilhanas com passo-dobles. Já bastaram no clube da treta as experiências de Quique Flores mais o seu CIRCUS FLAMENCO.
Lopetegui sentiu o carinho dos sócios. Muito simpática da sua parte a oferta da gravata a um adepto. Vamos ver quanto tempo dura o namoro. É essa A Grande Questão
Até à próxima

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Cantinho das Modalidades

Hóquei em Patins
 
O FC Porto Fidelidade venceu o Valdagno, por 6 x 2, em encontro da jornada inaugural do grupo D da Liga Europeia. Os Dragões até começaram a perder, mas um autêntico vendaval ofensivo colocou-os no caminho certo (ao intervalo, já venciam por 3 x 1). Caio (2), Jorge Silva, Rafa, Pedro Moreira e Vítor Hugo foram os marcadores de serviço numa partida em que se destacou a exibição de Nélson Filipe e os regressos à competição de Edo Bosch, Jorge Silva e Reinaldo Ventura (os dois últimos já cumpriram castigo, enquanto o guarda-redes ainda tem vários jogos para cumprir nas competições nacionais).
 
Com esta vitória, os Dragões começam da melhor forma a campanha na Liga Europeia e alcançam a segunda vitória consecutiva sobre os Italianos em casa, após o 9-7 de 2012/13, na meia-final da final four disputada no Dragão Caixa.
 
Basquetebol
 
O Dragon Force conquistou o Troféu António Pratas – Proliga, após bater o Esgueira por concludentes 97 x 41, no Pavilhão “Os Marialvas”, em Cantanhede. Depois de bater o Atlético na véspera (72 x 60), os Portistas completaram um fim-de-semana perfeito, arrecadando uma Competição que lhes fugira no jogo da decisão em 2013/14, frente ao Eléctrico.
 
A equipa comandada por Moncho López alinhou e pontuou da seguinte forma: Diogo Brito (12), João Ribeiro (7), André Bessa (11), João Grosso (11), Miguel Queiroz (10), Pedro Figueiredo (7), João Gallina (3), Ferrán Ventura (13), Pedro Bastos (3), João Fernandes (5), João Torrie (4) e António Monteiro (11).
 
Andebol
 
O sorteio da terceira eliminatória de qualificação para a fase de grupos da Taça EHF colocou o Ademar León (Espanha) no caminho do FC Porto. O jogo da primeira mão está agendado para 22 ou 23 de Novembro, no Dragão Caixa, sendo que a segunda mão está prevista para 29 ou 30 de Novembro, no Palacio Municipal de los Deportes, em León.
 
O Ademar León ocupa o sexto lugar da Liga ASOBAL, com oito pontos em sete jogos, resultado de três vitórias, dois empates e duas derrotas. Na temporada passada terminou a principal competição Espanhola em quinto lugar, com 16 vitórias, quatro empates e dez derrotas. Refira-se ainda que, em 2013/14, o adversário do FC Porto qualificou-se para a fase de grupos da Taça EHF, tendo ficado em segundo lugar do grupo A.
 
Ainda no Andebol Portista há que dizer que ​Alfredo Quintana, ​Ricardo Moreira, Gilberto Duarte e Nuno Roque integram a lista de convocados da selecção Portuguesa de Andebol para os dois primeiros jogos de qualificação para o Campeonato da Europa de 2016, frente à Hungria (29/10, 20h30, em Miskolc) e Rússia (02/11, 16H, no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Gaia).

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pensamento da Semana: Fazer omeletes sem ovos

O sinal de alarme terá soado no Reino do Dragão. A derrota caseira ante o Sporting Clube de Portugal por 3 bolas a 1, se não colocou a SAD/Clube, Treinador e Jogadores em sentido terá, de certeza, colocado muita gente em sobressalto.
 
Ao contrário de certos comentadores, públicos e anónimos, que de uma forma arrogante e depreciativa vinham “batendo” em Lopetegui jogo sim, jogo sim, sempre quis dar tempo ao tempo mas mantinha, e mantenho, a minha ideia de isto do tiki taka é algo de exclusivo do FC Barcelona de Pep Guardiola.
 
Já nem o actual Barcelona de Luís Enrique aposta cegamente neste modelo de jogo. Alias, nem o seu criador aposta no dito porque quando sentiu que os pilares do seu modelo de posse caminhavam para o declínio natural que a idade provoca no Ser Humano, resolveu fazer as malas e partir para Munique onde já pagou um preço elevado por ter voltado a apostar no tiki taka.
 
Tiki taka funciona na perfeição quando, por uma combinação cósmica do destino, conseguimos colocar em campo Atletas que se conhecem desde os escalões de formação como sucedeu com Messi, Iniesta, Xavi, Busquets, Puyol, Cesc, Piqué, Pedro e outros que fizeram do Barcelona de Guardiola uma máquina de jogar futebol. Quem não tiver esta fortuna do seu lado não deve, nunca, apostar nisto do tiki taka.
 
Podemos, e bem, afirmar que este modelo de jogo funcionou recentemente com a Alemanha Campeã do Mundo. Mas há que perceber que tudo se desenrolou num determinado contexto climático que exigia um futebol pausado e eficaz. E a prova de tal é que esta mesma Campeã do Mundo perde jogos oficiais com a Polónia, empata em casa com a República da irlanda e está agora num nada normal 4.º lugar do seu Grupo de Apuramento para o EURO 2016.
 
Isto para dizer que a SAD Portista apostou numa mudança radical de mentalidade e estilo para a sua equipa de futebol, mas esta aposta está a revelar-se desadequada e poderá vir a ser fatal para as naturais aspirações do Futebol Clube do Porto.
 
O Basco Lopetegui já demonstrou, por mais que uma vez, que é um fanático do tiki taka e que quer implementar tal sistema/modelo à força ao actual Plantel do FC Porto mesmo sabendo que a maioria dos Atletas chegaram esta época à Invicta. Alias, a tão debatida e contestada questão da rotatividade prende-se com esta obsessão do Basco.
 
Como tal espero sinceramente que Julen perceba de uma vez por todas que é de todo impossível fazer-se omeletes sem ovos. E espero, também, que não seja nunca preciso que a SAD tenha de perceber tal pelo Espanhol, para que não suceda o mesmo que sucedeu com Paulo Fonseca em tempos não muito distantes.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A importância de vencer em casa

Eis que já é conhecido o Grupo da Champions onde participará o Futebol Clube do Porto. Um velho conhecido e duas novidades é o que espera o Dragão numa fase de grupos onde vencer em casa vai ser, a meu ver, a chave para a passagem à fase seguinte da prova. Isto porque os Azuis e Brancos terão de realizar deslocações tremendamente complicadas e muito distantes. 
 
San Mamés, histórico e remodelado estádio do Athletic Bibao é sempre um inferno para os visitantes. Para além disto, a equipa Basca conta somente com Jogadores da sua cantera que sentem o Clube e Região como ninguém. Para os Bascos vencer em casa é uma questão de Honra e de Vida ou Morte. Até à data houve apenas dois confrontos entre Bascos e Portistas, nos longínquos anos de 1956/57, com o FC Porto a perder os dois.
 
Temos depois a deslocação à gélida Barisaw onde mora o BATE Borisov, crónico Campeão Bielorusso. Este Clube já é um cliente habitual da Liga dos Campeões e todos os que já jogaram no seu estádio sentiram muitas dificuldades por causa do piso sintético e clima abrasivo. E convêm não esquecer que nesta altura do ano o Campeonato da Bielorrússia já vai muito adiantado, o que coloca a equipa da casa numa fase muito adiantada no que à sua forma física/entrosamento diz respeito. Não há registo de qualquer confronto entre Dragões e o BATE ou tão pouco com outro Clube da Bielorrússia.
 
Por último existe a complicada deslocação à Ucrânia. Não pelo adversário em si até porque a equipa do Shakhtar Donestk nem é um rival de más memórias para os Azuis e Brancos, já que em quatro jogos os Portugueses venceram três e cederam apenas um empate, mas o ambiente de guerra que tem sido levado a cabo pelo regime criminoso de Kiev faz com que qualquer deslocação a este País seja uma tremenda aventura. Para mais os Nacionalismos estão nos píncaros ou não tivesse um grupo de neo nazis tomado o poder à força e imposto o seu regime de terror. Será por isto de esperar um ambiente terrível em Kiev, casa emprestada do Donestk em virtude do conflito armado a que já aqui fiz referência.
 
E pronto. Alea jacta est. Não existem, nem nunca existirão, grupos acessíveis e grupos complicados pois tal é determinado pelas prestações das equipas, mas volto a realçar que o apuramento do Dragão para a fase seguinte passa pelas fundamentais vitórias caseiras dado que as dificuldades fora de portas vão ser mais que muitas.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

“Acalmem lá a passarinha”

Em jeito telegráfico venho, mais uma vez, tentar colocar muita água na fervura e pedir para que os ânimos da grandiosa e numerosa Nação Azul e Branca voltem a níveis razoáveis porque já estou a ver muita malta entusiasmada com o novo Treinador.
 
Julen Lopetegui está a dar os seus primeiros passos como Mister de um Clube profissional. Até à data não foi mais do que um excelente Seleccionador das camadas Jovens da Selecção de Nuestros Hermanos.
 
É verdade que este frequentou duas boas escolas como são o caso dos Corpos Directivos do Real Madrid CF e FC Barcelona, trouxe para a Invicta métodos de treinos diferentes que a populaça desconhecia e outras coisas tais que estão a entusiasmar muito boa gente, mas há sempre um mas.
E este mas tem a ver com o simples facto de ainda estarmos na pré temporada e nesta altura do campeonato todos são Guardiolas, Mourinhos e grandes líderes, mas as avaliações dos Treinadores fazem-se no final da época e não na sua ante estreia.
 
Por isto repito: “acalmem lá a passarinha”, vivam um dia do Clube de cada vez, deixem o Espanhol fazer o seu trabalho e no final veremos se o moço é assim tão bom como muita “Jornalada” o tem pintado.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Pensamento da Semana: Óliver Torres

 
Ao que parece o jovem Espanhol já terá feito os testes médicos na Invicta tendo em vista o seu ingresso no plantel do Futebol Clube do Porto da próxima época.
 
Não vou aqui analisar o Jogador e muito menos me vou pro a opinar sobre a sua qualidade enquanto Jogador de futebol. O que sei é que o Atleta em questão tem muito boa imprensa em Espanha e é muito apreciado pelo Treinador dos Dragões que o conhece bem das camadas jovens da Selecção Espanhola.
 
O que me incomoda é o facto de este vir para o Porto por empréstimo. 
 
Desde quando é que o FC Porto, Clube com a dimensão Internacional que todos conhecemos e com uma capacidade formadora também reconhecida por todos, serve para fazer render as Jovens promessas dos outros? 
 
E se porventura Óliver levar a cabo uma época extraordinária no Dragão o FC Porto irá lucrar alguma coisa com isto ou irá apenas contribuir para que o Atlético Madrid tenha um possível encaixe financeiro com uma futura venda do Jogador?
 
Desde quando é que o Futebol Clube do Porto passou a ser um Clube que rentabiliza Jogadores dos outros? Para mais estamos a falar de um Jogador de um Rival!
 
Posso e quero mesmo estar enganado, mas a nível financeiro a coisa deve estar mesmo muito, muito complicada no reino do Dragão.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Pensamento da Semana: Julen Lopetegui

Desconheço o método de trabalho do Espanhol Julen Lopetegui. O seu CV não é muito extenso apesar de ser marcado pelos sucessos sucessivos à frente das Selecções Jovens de Espanha. Segundo o que dizem o Espanhol vai tentar aplicar ao Futebol Clube do Porto a escola do tiki taka que tantas vitórias têm dado à Selecção dos Nuestros Hermanos.
 
Mas a questão que se coloca é esta: Terá Julen Lopetegui estofo, carisma e personalidade suficiente para enfrentar de peito aberto os estapafúrdios adeptos Azuis e Brancos?
 
É que é preciso recordar que a penosa Temporada que está quase a terminar foi delineada e traçada pelos adeptos dos lencinhos e do red alert com os frutos que todos vemos.
 
Da minha parte seja quem for o treinador d Clube Portista tem sempre o meu apoio. 
 
Posso demonstrar alguma discordância aqui e acolá com certas opções, mas o tempo ensinou-me que as decisões dos Treinadores são mais válidas que o palpite de café do adepto e como tal o seu trabalho tem de ser respeitado e sempre avaliado no final de cada época. 
 
Contudo no Dragão há gente muito mal habituada que não passou pelos momentos difíceis do Clube e acha que é ganhar e ganhar e de preferência com uma “destruição” do SL Benfica pelo meio. Treinador que não o faça é alvo de esperas á porta do estádio e deve ser de imediato demitido para depois ser substituído por um interino que fará pior que ele.
 
A ver vamos o que vale este Espanhol. A questão da nacionalidade é pouco ou nada relevante. O que é relevante é o facto de a Direcção do FC Porto ter contratado este Técnico em meados de Abril e só agora o ter anunciado. Desta forma Julen Lopetegui já observou, analisou a actual equipa e saberá com quem contar para as próximas e duras batalhas. A ver vamos se vence a mais dura delas todas…

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O Cantinho das Modalidades

Natação
 
Carlos Almeida, nadador do FC Porto, arrecadou a medalha de bronze no XV Campeonato de Espanha - Open Primavera P50, que se disputou em Palma de Maiorca até 13 de Abril. A medalha foi conquistada na prova de 100 metros bruços, com o tempo de 1m02s02.
 
O nadador, que estuda e treina nos Estados Unidos da América, integra a Selecção Portuguesa que se encontra a disputar a mais importante competição Espanhola da modalidade.
 
Noutro patamar a nadadora juvenil do FC Porto, Maria Francisca Cabral, conquistou a medalha de prata nos 400m estilos, na sessão da manhã do Multinations Youth, que decorreu em Limassol (Chipre), com o tempo de 5m06s52, o seu novo recorde pessoal.
 
Francisca Cabral integrou ainda a equipa de Portugal que alcançou o segundo lugar na estafeta de 4x100m estilos. Nos 100m livres, Ana Faria, a outra Portista seleccionada, foi quarta classificada com 1m01s36, também recorde pessoal.
 
Ainda na natação destaque para Carlos Almeida, Maria Francisca Cabral e Ana Rita Faria, todos eles nadadores do FC Porto e integrados nas respectivas Selecções Nacionais, subiram ao pódio em provas internacionais.
 
No Open de Espanha, em Palma de Maiorca, o sénior Carlos Almeida alcançou a medalha de prata nos 200 metros bruços, com o excelente tempo de 2'14.23", a apenas quatro décimos de segundo dos mínimos para os Europeus Absolutos de Berlim, que se disputam em Agosto próximo.
 
Na cidade Cipriota de Limassol competiu a selecção juvenil, pela qual Maria Francisca Cabral conquistou a medalha de prata nos 200 metros livres, com o tempo de 2' 09,35". Ana Rita Faria, em estreia nos 800 metros livres, alcançou a medalha de bronze, com o tempo de 9' 31,95", recorde pessoal.
 
Hóquei em Patins
 
O sorteio dos oitavos-de-final da Taça de Portugal de Hóquei em Patins ditou um confronto entre FC Porto Fidelidade e Valença, no pavilhão do clube Minhoto, que já garantiu a conquista da zona Norte da Terceira Divisão e respectiva subida de escalão. As partidas desta eliminatória estão agendadas para 23 de Abril, quarta-feira.
 
Para chegar a esta eliminatória, o Valença deixou pelo caminho o Parede (2 x 5), o Ancorense (6 x 4) e o HC Marco (6 x 5). Os Portistas, líderes do Campeonato Nacional e detentores da Taça, estiveram isentos até aos 16-avos-de-final, em que derrotaram, no Dragão Caixa, o Valongo, por 4 x 3.
 
Ainda no Hóquei Patinado ​o FC Porto Fidelidade venceu o Liceo da Corunha por 6 x 3, após desempate por grandes penalidades (4 x 3 no período regulamentar), alcançando assim a “final four” da competição pela segunda vez consecutiva. 
 
Após a derrota por 1 x 2 no Dragão Caixa, os Portistas responderam com uma grande exibição nesta segunda mão dos quartos-de-final, chegando ao empate na eliminatória (5 x 5), que depois levou aos penáltis (já que os golos marcados fora não contam para desempate). Aí, Edo Bosch foi herói, depois de Hélder Nunes ter brilhado no tempo regulamentar, com um "hat-trick".
 
Basquetebol
 
O Dragon Force recebeu e venceu o Benfica B (61 x 56), no segundo jogo dos quartos-de-final dos “Playoffs” da Proliga, garantindo desde já uma vaga nas meias-finais da competição. Depois do triunfo em Lisboa (76 x 69), o conjunto Portista fechou a eliminatória no Dragão Caixa.
 
O Dragon Force alinhou e pontuou com: Hugo Sotta, André Bessa (4 pontos), João Grosso (5), Eduardo Guimarães, João Gallina (9), Ferrán Ventura (6), Pedro Bastos (6), José Miranda, João Ribeiro, João Torrie (9), Pedro Figueiredo e Miguel Queiroz (22).

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Caricatura do Dragão

O FC Porto está fora da Liga Europa. A equipa de Luís Castro, depois do 1 x 0 no Dragão, cometeu demasiados erros defensivos e viu o Sevilla virar e sentenciar a eliminatória nos primeiros 30 minutos de jogo. Depois da felicidade que Sevilha significou em 2003 e 2011, agora a cidade da Andaluzia significou mais um rude golpe na época Azul e Branca, depois dos fracassos no Campeonato e na Liga dos Campeões.
 
O Dragão acabou por ter uma noite negra e disse 'adeus' a mais uma Competição, depois da Liga dos Campeões e do Campeonato. Mais uma vez, Quaresma foi o melhor, mas nem o fabuloso golo do número 7 chegou.
 
Na turma do Sevilla, Unai Emery teve Daniel Carriço de regresso e não hesitou em lançá-lo num onze que começava com Beto na baliza e que acabava com Reyes, Vitolo e Carlos Bacca na frente de ataque. Do lado Portista, face às ausências por castigo de Fernando e de Jackson Martínez, Luís Castro não surpreendeu e lançou em campo Herrera para o meio campo (Defour ocupou o lugar 6) e Nabil Ghilas na frente de ataque. Mangala, que tinha ficado de fora na partida para o Campeonato, envergou a braçadeira de Capitão e juntou-se a Diego Reyes no centro da defesa.
 
A primeira parte é muito simples de descrever: 30 minutos iniciais de sonho para o Sevilla e de verdadeiro pesadelo para o FC Porto. Foi nesse espaço temporal que os Espanhóis fizeram os três golos com que o jogo foi para o intervalo.
 
Tudo começou, é bom que se diga, de forma irregular. Aos cinco minutos de jogo, Danilo até pode ter cometido falta dentro de área, até pode ter sido imprudente (ainda que as dúvidas fiquem no ar), só que, primeiro que tudo, esteve mal o Assistente ao não assinalar fora-de-jogo no início do lance.
 
Indiferente a isso, Ivan Rakitic enganou Fabiano, inaugurou o marcador e igualou a eliminatória. Poder-se-ia achar que o jogo passaria a ser de contenção, mas não. Os Sevilhanos, puxados por um público fervoroso, carregaram na tecla da pressão e deixaram o Dragão como uma 'barata tonta'.
 
Isso mesmo ficou claramente presente nos dois golos seguintes. Primeiro, Danilo saiu a jogar onde não podia e perdeu a bola, Diego Reyes foi lento e deixou Vitolo fugir para o Espanhol bater Fabiano, com a bola passar por baixo das pernas de Mangala. Depois, passividade gritante no centro da área, onde a bola foi 'pingando' até que Carlos Bacca decidiu rematar. Para a rede, pois claro.
 
O resto do primeiro tempo foi de amenização. O Sevilla, com a eliminatória a seu favor, baixou o ritmo, o FC Porto tentou equilibrar o desafio e conseguiu-o, mas não mais do que isso.
 
Para o segundo tempo, Luís Castro, claramente desagradado com o desempenho dos seus Homens (não era para menos), operou duas alterações: entraram Ricardo e Quintero, saíram Carlos Eduardo e Silvestre Varela.
 
A reacção foi imediata. Primeiro Quaresma, num livre 'à Quaresma', junto à linha lateral, meteu a bola no poste mais distante e Beto sacudiu para o ferro. Depois foi Herrera, à entrada da área, a rematar também para fabulosa defesa do guardião Português, que voltou a dar uma 'palmada' para o ferro.
 
O tempo passava e escasseava, mas surgia uma situação que beneficiava o FC Porto. Coke, imprudente, viu o segundo amarelo numa falta sobre Quaresma e foi expulso, um pouco antes de também o ter sido Luís Castro, por protestar um lance na grande área do Sevilla - bem ajuizado pelo árbitro.
 
Contudo, nem contra dez os Portistas foram audazes para conseguirem reentrar na eliminatória, mesmo depois de ter entrado o outrora 'salvador Kelvin', para o lugar do desastrado Danilo.
 
Aliás, os Sevilhanos é que haveriam de voltar a marcar, por Kévin Gameiro, em contra-ataque. A eliminatória ficava, aos 79 minutos, irremediavelmente fechada e, mesmo com o fabuloso golo de Quaresma no primeiro minuto de descontos, de fora da área e 'na gaveta' da baliza de Beto, o FC Porto terminava assim a sua participação nas Competições Europeias 2013/2014. Restam aos Portistas tentarem as conquistas das Taças internas... 
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

terça-feira, 1 de abril de 2014

O Cantinho das Modalidades

Basquetebol
 
​O Dragon Force recebeu e bateu o Illiabum (70 x 58) e sagrou-se vencedor da Fase Regular da Proliga, garantindo desde já o direito desportivo de disputar a Liga Portuguesa de Basquetebol na próxima temporada, bem como a vantagem-casa em todas as eliminatórias dos “play-off”.
 
Resta dizer que o adversário do Dragon Force na primeira ronda do “play-off” será o Benfica B, que terminou esta fase no 8.º lugar.
 
O Dragon Force alinhou e pontuou com: Hugo Sotta (2 pontos), André Bessa (9), João Grosso, Eduardo Guimarães, João Gallina (6), Ferrán Ventura (12), Pedro Bastos (21), José Miranda, João Ribeiro, João Torrie (6), Pedro Figueiredo (2) e Miguel Queiroz (12)
 
Hóquei em Patins
 
​​O FC Porto Fidelidade perdeu por 2 x 1, frente ao Liceo da Corunha, na primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europeia, no Dragão Caixa. Num encontro muito equilibrado, os Portistas estiveram na frente do marcador entre os 21 e os 41 minutos, graças a um golo de Vítor Hugo, mas os Espanhóis deram a volta ao marcador no espaço de apenas cinco minutos. Para avançar para a "final four", os Azuis e Brancos terão agora de vencer na Corunha, na segunda mão.
 
Andebol
 
O FC Porto Vitalis perdeu pela primeira vez na fase final do Andebol 1, frente ao ABC (20 x 25) no Dragão Caixa. A derrota neste encontro da quarta jornada explica-se em grande parte pela exibição do guarda-redes Bracarense Humberto Gomes e pela ineficácia Portista aos seis metros. Ainda assim, os Dragões mantêm-se na frente da classificação (40 pontos), a par do ABC, que é agora a única formação invicta da fase final.
 
O Andebol 1 tem agora uma paragem de três semanas e, no regresso, o FC Porto VItalis desloca-se ao pavilhão do Benfica, a 19 de Abril.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

¡¡Hala Madrid!!: Em Espanha é assim

La Liga BBVA tem muito destas coisas. Em poucas jornadas o que parecia uma solitária luta entre FC Barcelona e Atlético de Madrid rapidamente se tornou numa luta a três. E tudo parece indicar que o Real Madrid CF voltou em força para conquistar o título de Campeão.
 
A equipa Blanca já há uns bons jogos para cá que vem melhorando o seu futebol. A confiança está em alta e o Treinador parece ter encontrado a fórmula certa para lidar com um plantel recheado de vedetas. 
 
Não vou aqui dizer que concorde com o facto de Ancelotti aceder às birras dos seus Jogadores (Di Maria foi o ultimo caso), mas a partir do momento em que este tipo de gestão vai dando os seus saborosos frutos não posso criticar o Italiano. Não fico é muito agradado quando vejo o Argentino Di Maria a ter o comportamento execrável que teve e ser brindado com a titularidade em detrimento de Isco e de Jesé. E isto porque Gareth bale conquistou o seu espaço na equipa. Mas é como digo, enquanto isto resultar é deixar a coisa rolar.
 
E já que falo aqui em Bale e Jesé vou aproveitar para levar a cabo o prometido esclarecimento rectificativo.
 
Como é sabido sempre fui muito crítico quanto ao Galês. O receio que fosse apenas mais um investimento tresloucado da Casa Blanca e as más experiências no passado com os Jogadores Britânicos faziam com que eu “olhasse de lado” para Bale. Para mais o estapafúrdio preço do seu passe em nada ajudou a que eu construísse uma imagem positiva do 11 do Real Madrid CF. Contudo o tempo tudo ensina e eu como Ser Humano não estou isento de erros e tenho a capacidade de reconhecer quando erro.
 
Gareth chegou, teve algumas dificuldades de adaptação mas agora está de pedra e cal na equipa. Cristiano Ronaldo num dos lados da faixa atacante da equipa Merengue e Bale na outra tem feito a cabeça às defesas adversárias e por aí pode estar a explicação para a crescente melhoria do futebol Blanco e da sua aproximação aos líderes Barcelona/Atlético.
 
Apenas lamento que o Galês tenha a infelicidade de se lesionar com alguma frequência, mas a verdade seja reposta e a justiça feita a um Jogador que soube conquistar o meu respeito e admiração.
 
Quanto a Jesé, confesso que as suas atitudes infantis nas redes sociais fizeram com que eu construísse uma imagem negativa da sua pessoa. Tal imagem ainda não foi totalmente posta de lado, mas tenho de admitir que o “puto” tem muita qualidade nos pés. O rapaz joga, faz jogar e marca golos. Realmente parece que estamos perante um “diamante em bruto” que bem lapidado e orientado pode vir a ser o novo Raul.
 
È por isto que não vejo com bons olhos a titularidade de Di Maria. Jesé merece ser titular indiscutível pelo que faz em campo. Já o Argentino pelo que não faz e não deve fazer em campo merecia ser transferido para outro qualquer campeonato que esteja disposto a aturar as suas más criações.