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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Novamente em Guimarães e logo contra a equipa sensação

A Liga está relançada. Não que estivesse fechado, nada disso, mas estar a três pontos é diferente do que estar a cinco. E esse estar a três (distância do Benfica para o líder) deve-se ao nulo do FC Porto em Guimarães, frente ao Vitória, no passado domingo. Curiosamente, passados cinco dias, o campeão nacional volta a jogar no concelho de Guimarães e novamente com a equipa que começa uma jornada no 5º posto, neste caso o Moreirense.

Já não há muitas dúvidas de que este Moreirense de Ivo Vieira é um caso sério na Liga NOS 18/19. A equipa, que normalmente entra com o objetivo da manutenção, está a fazer um campeonato que roça o brilhantismo e só está a cinco pontos do Sporting.

Não há Marega

Para além de ter visto os rivais aproximarem-se, Sérgio Conceição trouxe um grande problema de Guimarães. Marega lesionou-se e vai falhar pelo menos as próximas 12 partidas, sendo que a primeira é esta contra o Moreirense. Sérgio Conceição, que já não tem Aboubakar, assumiu que tem dois caminhos. Manter o 4x4x2 (provavelmente com Fernando Andrade), ou então mudar para o 4x3x3 (provavelmente com a entrada de Danilo ou Otávio).

Essa será uma dúvida que só vamos tirar perto do jogo, ainda que a inclusão de Fernando Andrade seja a possibilidade que tem mais probabilidade. O avançado contratado ao Santa Clara tem entrado bem e parece ter algumas características algo semelhantes a Marega e que pode permitir a Conceição manter um jogo semelhante, ainda que mesmo em 4x3x3 a exploração da profundidade faz parte da identidade azul e branca.

Antes de olhar para o «glamour» de Roma na Champions, o FC Porto tem uma missão bem trabalhosa em Moreira de Cónegos, contra uma equipa que é uma certeza em 18/19.
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Artigo publicado no site zerozero

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Aproveite-se para se reflectir

imagem retirada de zerozero
Ganhar é sempre bom. Então num jogo que teve - nada mais, nada menos – do que 8 golos(!) é aquilo que se pode apelidar de “cereja no topo do bolo”. Quem foi hoje ao Estádio do Dragão numa de ver o jogo pelo jogo, de certeza que deu o seu investimento por bem aplicado. Já quem quis ver a dita partida de um ponto de vista mais sério não terá dado por mal empregue o seu tempo e dinheiro, mas de certeza que saiu do Estádio algo pensativo. Isto porque já não é a primeira vez esta época que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição mostra ter sérias dificuldades para impor o seu futebol sempre que defronta uma equipa mais organizada. Já foi assim no Estádio do Jamor diante de um tal de “Belenenses SAD”, foi assim na derrota caseira com o Vitória SC, mais recentemente com o CD Santa Clara nos Açores e agora com o Moreirense FC em casa. E isto para não fazer aqui referência aos jogos com Galatasaray.

Não me vou alongar muito na análise ao que sucedeu hoje na cidade Invicta. E não o falo porque não tenho prazer nenhum em andar-me a repetir vezes sem conta. Hoje até se começou a partida a perder com um golo muito parecido com o sofrido no último jogo do nosso campeonato diante do CD Santa Clara.

Sérgio Conceição que não me venha com a história do cansaço porque o que faltou hoje ao clube portista foi a capacidade de gerir o jogo. Capacidade esta que usa e abusa (e bem!) com maior ou menor eficácia nos jogos da Liga dos Campeões. O que faltou hoje aos Dragões foi a capacidade de manter a posse da bola, aproximar linhas, retirar linhas de passe ao adversário e gerir o esforço não é sinal de fraqueza. È antes sinal de inteligência Espacialmente quando se dá a volta a um resultado desfavorável. Hoje o FC Porto não fez nada disto. E vamos a ver se não vai pagar cara esta forma de estar já no próximo Domingo diante de um Rio Ave que tem um perfil de jogo muito parecido com este Moreirense.

Já sobre as lesões de Otávio e Danilo, bem que poderia dizer o que realmente penso mas não sei o que se faz nos treinos da equipa azul e branca, pelo que não vou estar aqui a falar sobre o que não sei. O que sei é que em outros campeonatos os calendários dos ditos “grandes” são bem mais “apertados” do que os do nosso “pequeno burgo futebolístico” e raras são as vezes em que ouço os treinadores e jogadores a queixar-se do calendário. Que cada um retire as suas ilações se bem que há que ser justo e reconhecer que a lesão de Danilo Pereira foi um tremendo azar. Espero que a dita não seja grave, até porque o terceiro golo da equipa de Ivo Vieira é fruto da sua forçada ausência.

Em suma; o importante é que se passou á fase seguinte da Taça de Portugal e, a verdade seja dita, tal foi fruto da entrada de Yacine Brahimi em campo (aqui tenho de dar os parabéns ao Sérgio Conceição por ter sabido “mexer” quando foi preciso), mas insisto na ideia de que é necessário reflecetir-se sobre este “vamos para cima deles a todo o custo!”. Especialmente agora que se aproxima a famosa paragem do Natal que costuma “fazer mal” ao Dragão. A época é longa e a margem de manobra na Liga NOS é – ainda – muito reduzida.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Saiu do banco para resolver o jogo. Foi dos pés do internacional argelino que veio o passe “açucarado” para Moussa Marega que não desperdiçou e fez o quarto golo dos azuis e brancos na partida. Brahimi acabou por ser o autor da vitória portista num jogo que foi tremendamente complicado para os donos da casa.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: A partida, em virtude do resultado, ganhou outra dimensão física na segunda parte e aos 49 minutos registou-se o momento mais crítico para Carlos Xistra, que entendeu não ter havido falta de Loum sobre Danilo Pereira. Uma decisão errada, na nossa opinião. Análise e opinião de Duarte Monteiro (jornalista do site zerozero)

Positivo: Festa do golo. Colocando de lado a parte que me interessa (que é a do FC Porto, obviamente), tenho de colocar como factor positivo deste jogo a quantidade de golos marcados. Gutebol espectáculo na sua plenitude!

Negativo: Tanto desperdício! È um facto que este FC Porto se concentra em demasia no ataque, mas quem cria tantas oportunidades de golo e não as concretiza arrisca-se a sofrer. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/12/2018)

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Momentos testados ao limite

Liga dos Campeões, campeonato, Taça de Portugal. O ano está a chegar ao fim e o calendário está apertado, especialmente para as equipas a jogarem nas quatro competições, como é o caso do FC Porto.

Frente a frente nos oitavos de final da prova rainha do futebol português estão duas equipas em estado de graça. Os dragões seguem numa sequência de 13 vitórias consecutivas, que está perto de se tornar histórica, o Moreirense... já fez história. A equipa de Ivo Vieira vive o seu melhor arranque de sempre na Primeira Liga.

É um desafio ao momento e à moral elevada de dragões e cónegos. Um desafio, diga-se, decisivo. É que se o ano se aproxima do fim, a final do Jamor também fica cada vez mais próxima. Os quartos estão já aí à porta...

De bebés a crescidos 

Já que estivemos a falar de momentos, importa falar do dia 2 de setembro, isto porque estas duas equipas já se encontraram, na quarta jornada do campeonato, com a equipa de Sérgio Conceição a vencer por 3x0, mas longe de realizar uma partida com elevado grau de brilhantismo. Era um dragão bebé quando comparado como o atual, mas a equipa de Ivo Vieira também estava em construção e somava apenas quatro pontos na última visita ao palco azul e branco.

O tempo passou, novas ideias foram assimiladas e as antigas, que não beneficiavam as duas equipas, foram deixadas para trás. Pela frente, vitórias. O FC Porto já não perde desde a visita ao Estádio da Luz, palco onde o Moreirense venceu por 1x3 num jogo que mostrou os pontos fortes dos cónegos aos mais desatentos. 

São, sem dúvida, duas equipas a atravessar um bom período, mas o Moreirense nunca visitou o Dragão com tanta confiança. Eliminar, na Taça de Portugal, o campeão nacional teria um forte impacto na época do Moreirense e dava ainda mais força à ideia de Ivo Vieira, que de uma equipa que jogava na expectativa do que o adversário poderia fazer passou a ser uma formação que gosta de ter bola e confiante no processo ofensivo e defensivo. Os bons momentos são testados perante os melhores adversários. E que maior adversário do que o líder do campeonato?
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Artigo publicado no site zerozero

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Choraminguices

Quando o Futebol Clube do Porto perde, são muitas as teorias que são colocadas a circular por esta internet fora. Então agora que existem Redes Sociais, o que não faltam são teorias que explicam (ou tentam explicar) a razão de tamanho desastre que tanto consome a nossa alma azul e branca.

Não tenho nada contra tal. Até que acho salutar a troca de ideias e de opiniões. Isto desde que tais ideias e opiniões façam o mínimo de sentido e tenham algum nexo.

O problema é que nas raras vezes em que o FC Porto perde há uma teoria que vem sempre à baila. Mas sempre! Não falha! Tal como a sua falta de senso e de razoabilidade.

Refiro-me, ora pois, à velha questão das selecções. Dos tais jogos amigáveis ou de “faz de conta que são a sério” que - pasme-se! – estragam a vida ao pobre do treinador que não tem tais interrupções já devidamente programadas desde o arranque da pré temporada.

Tenham lá santa paciência, mas não é por causa da pausa para os trabalhos das selecções que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição não voltou a vencer após a aselhice caseira diante do Guimarães.

E não deixa de ser engraçado que o tal argumento da “famigerada pausa das selecções” não tenha vindo à baila nas análises à recente vitória azul e branca diante do Moreirense.

Haja alguma seriedade na altura das derrotas. Nem sempre o problema vem de fora. Muitas vezes está lá dentro.

Para além disto, as selecções estão longe de ser um problema. Muitas vezes até são uma excelente fonte de rendimento dos clubes quando as coisas correm bem.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Descubra as diferenças

imagem retirada de de zerozero
Com toda accerteza que todos conhecem o famso jogo quebra-cabeças “descubra as diferenças”. Para quem ainda não percebeu qual é, explico que me refiro aquele joho que muitas bezes e publicado nso jornais em que temos duas imagens paralelas aparentemente semelhantes onde somos desafiados a encontrar as pequenas e grandes diferenças entre elas.

Ora para aqui falar neste FC Porto 3 x Moreirense FC 0 de hoje recorro a este mesmo jogo porque entre o que vi hoje ao vivo no Estádio do Dragão e o que vi in loco no mesmo local na semana passada diante do Vitória minhoto as diferenças são poucas. Muito poucas. E, em certa medida, tal é preocupante. Isto porque depois da paragem para os trabalhos das selecções e do jogo treino com o GD Chaves, vanos ter os jogos da Champions e a jogar desta forma num grupo que é muito equilibrado…

A grande diferença da partida anterior para a de hoje está, essencialmente, no resultado final que acabou por ser favorável aos comandados de Sérgio Conceição. Já o jogo em si… Parecia uma cópia a papel químico do anterior! Especialmente na segunda parte onde a equipa forasteira conseguiu “encostar a equipa azul e branca às cordas”.

Confesso que me custa a perceber a tremenda dificuldade que o actual Futebol Clube do Porto tem em controlar um jogo que está a vencer por duas bolas a zero. Assim como também me custa a perceber a razão pela qual Sérgio Conceição fez de Diogo Leite a principal razão da derrota caseira anterior… Militão até que esteve bem. Mas não esteve nada diferente de Diogo Leite. Acho que era escusado ter-se “queimado” o moço desta forma, mas já todos percebemos que o Sérgio adora arranjar bodes expiatórios para os seus disparates.

Apesar de tudo o mais importante foi alcançado. O FC Porto venceu e com os regressos de Danilo Pereira e de Moussa Marega ao onze inicial é natural que as coisas venham a melhorar. Contudo há que olhar para o jogo de hoje e fazer a devida reflexão.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. O maliano pode não ser muito dotado tecnicamente e até que é algo trapalhão em certos momentos do jogo, mas as suas movimentações em campo feitas, essencialmente, em força acabam por ser decisivas na criação de espaços para que os seus companheiros finalizem. Basicamente foi isto que aconteceu hoje. Se os Dragões venceram hoje foi muito por culpa de Marega que viu o seu trabalho ser recompensado com um mais do que justo golo.

Chave do Jogo: As entradas de Danilo e Oliver. Numa segunda parte onde o Moreirense acreditou que poderia fazer de Bitória Sport Clube, as entradas de Danilo pereira e de Oliver Torres acabaram por ser o factor que fez com que a vitória pendesse, em definitivo, para o lado dos portistas.

Arbitragem: Boa arbitragem de Hélder Malheiro. À primeira vista, o lance entre Aboubakar e Loum parecia penálti, mas o recurso às imagens permitiu perceber que o defesa do Moreirense corta a bola e depois o contacto é sobretudo forçado pelo avançado.

Positivo: Substituições de Sérgio Conceição. Tardias mas certas. Muito certas e sensatas. Trouxeram o equilíbrio que o meio campo dos Dragões necessitou para confirmar a vitória neste jogo.

Negativo: “Queimar” Diogo Leite. Um jovem talento tem de ter espaço para crescer e não ser a justificação das más opções técnico tácticas que o seu Treinador tomou na partida anterior. 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (02/09/2018)

domingo, 2 de setembro de 2018

Dragão escaldado contra Moreirense perigoso

Foi um verdadeiro choque, aquilo por que passou o FC Porto na passada semana. A derrota em casa perante o V. Guimarães, da maneira que foi, certamente deixou os campeões nacionais em alerta e com a noção de que é proibido relaxar. Juntando essa derrota ao susto contra o Belenenses SAD, podemos esperar uma equipa escaldada contra um adversário que já mostrou estar bem organizado e com capacidade para surpreender, especialmente fora de casa.

Não é fácil imaginar que o FC Porto de Sérgio Conceição poderá ser surpreendido duas semanas seguidas em plano Estádio do Dragão, mas os perigos deste Moreirense são bem reais.
 
Brahimi faz toda a diferença 
 
Poucos são aqueles que não olham nesta fase para Brahimi como a principal figura do ataque e até de toda a equipa azul e branca. Os desequilíbrios que cria e as suas jogadas individuais são a principal arma azul e branca e esta semana foi de preocupação. Brahimi treinou quase sempre limitado, mas tudo aponta para que jogue a titular e isso terá uma influência extrema no jogo portista.
 
Por outro lado, o Moreirense aparece neste jogo sabendo que vai passar uma grande percentagem do tempo a defender. Isso não parece incomodar a equipa de Ivo Vieira que já mostrou que tem a equipa minhota bem oleada na arte do contra-ataque. Também no meio-campo a equipa do Moreirense tem mostrado capacidade física e capacidade de ter bola.

O Dragão é totalmente favorito no último jogo da jornada e não quer voltar a passar pelas situações por que passou nas duas últimas jornadas. Já o Moreirense sabe que a pressão está do lado azul e branco.
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Artigo publicado no site zerozero

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

2 pontos que “foram ao ar”

imagem retirada de zerozero
Pode haver quem discorde (e está no seu direito), mas eu sou da opinião de que hoje o Futebol Clube do Porto “atirou 2 pontos ao ar” na sua vista a Moreira de Cônegos para disputar com a equipa local mais uma jornada da Liga NOS. E, na minha opinião, tal aconteceu por duas razões completamente distintas. Uma é a culpa própria e outra os “factores estranhos”. E não, uma não terá tido mais peso do que a outra neste empate com sabor a derrota. Cada coisa no seu lugar.

Comecemos então pela culpa dos Dragões neste “tropeção” minhoto. Sérgio Conceição (SC) sabia muito bem que ia enfrentar uma equipa “pequenina” em todos os aspectos. SC sabia perfeitamente que o Moreirense FC ia jogar atrás da linha da bola. SC sabia muito bem que a equipa dos Cônegos ia usar e abusar do pontapé para a frente para que os dois tipos musculados e com alguma técnica que estavam na frente mantivessem a bola o mais longe possível do meio campo da sua equipa.

SC sabia disto tudo e mais alguma coisa. Na jornada anterior o “filme” foi idêntico (a única diferença foi o golo afortunado de Marga marcado na fase inicial da partida). Exigia-se, portanto, que a equipa de SC tivesse aprendido a lição. Mas não o fez e, mais uma vez, vimos a equipa portista a desperdiçar uma primeira parte onde se limitou a andar a passear a bola de um lado para o outro num ritmo lento. Tivesse entrado em campo da mesma forma que entrou na segunda parte deste jogo de Moreira de Cônegos e SC teria tido a oportunidade de “rodar” os seus jogadores. E já que falo aqui em rotação do plantel, é deveras preocupante que nesta fase do campeonato já haja tanta gente fatigada… Nada que me admire dado que nestas coisas SC é muito parecido com Jorge Jesus.

A juntar a tudo isto tivemos as substituições de SC. Mesmo algo degastado Aboubakar é um jogador que joga muito bem de costas para a baliza (tem físico para tal). Soares e Aboubakar na frente com Marega e Brahimi nas faixas teriam sido uma boa aposta. Mas SC pareceu estar mais interessado em mostrar a todos que os reforços de inverno são muito bons. Como se um reforço de inverno tivesse o condão de “chegar, ver e vencer”.

Chegados aqui há que dar conta do tal segundo factor que contribuiu para este empate forasteiro dos azuis e brancos.

Que eu saiba, quando um guarda-redes sai mal a um cruzamento e abalroa um jogador na grande área o árbitro deve marcar a falta e punir a equipa do guarda-redes com a marcação de uma grande penalidade. Hoje um tal de Jhonatan Luiz do Moreirense fez tal coisa sobre Felipe na segunda parte do jogo sem que o árbitro Luís Ferreira tivesse seguido o devido e adequado procedimento disciplinar. Até que aceito a tese de que o árbitro e os seus assistentes não tenham visto o lance, mas o tal de Vídeo Árbitro (VAR) viu de certeza e nada fez. Já o fora de jogo (mal assinalado) nos minutos finais da partida que invalidou o golo portista, Luís Ferreira & companhia a(VAR)iada não teve dificuldade alguma em ver.

E já agora, as simulações dos atletas têm como punição a exibição do devido cartão amarelo. Pelo menos é o que está escrito no Regulamento de Competição. Contudo em Portugal vigora a jurisprudência arbitral de que tal não se aplica aos adversários do Futebol Clube do Porto.

Por tudo o que aqui expus, espero sinceramente que SC tenha aprendido de vez a lição. Lição esta que não terá forçosamente de ser aplicada na jornada seguinte dado que não me parece que o Braga venha ao Dragão jogar “à equipa pequenina” (embora o seja na verdade). 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. De todos os jogadores deste FC Porto, Brahimi foi o mais inconformado com o resultado. O argelino deu tudo o que tinha em campo para que o empate não tivesse “aguentado” até ao fim. Apenas se critica alguns excessos nas fintas quando por vezes um simples toque de bola para o lado resolveriam o problema. 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas cosnegu9oram criar um lance que fizesse pender o desfecho da partida para o seu lado. 

Arbitragem: Luís Ferreira teve uma péssima arbitragem com erros e graves que influenciaram o resultado final. Ficou por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto no lance de Felipe na área do Moreirense e Waris estava totalmente em jogo. O golo que poderia ter ditado a vitória do FC Porto foi mal anulado. 

Positivo: Brahimi à Brahimi (outra vez). Hoje o argelino mostrou aquilo que é capaz de fazer. É verdade que esteve longe de ser brilhante, mas Brahimi correu, fintou, driblou e criou imensas oportunidades de golo. 

Negativo: Sérgio Conceição. Insistiu no erro e pagou um preço elevado pela sua teimosia. Para mais os reforços de inverno devem entrar progressivamente na equipa Sérgio.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (30/01/2018

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Reagir ao objetivo falhado com a defesa da liderança

É depois de uma eliminação da Taça da Liga que o FC Porto vai defender a liderança no campeonato. Desta vez é no Minho perante o Moreirense que precisa de pontos e que costuma complicar a vida a que joga no seu terreno. Os dragões podem ainda aumentar a vantagem para o Benfica e pressionar o Sporting.

O FC Porto é claramente favorito para o jogo, mas sabe-se das dificuldades de jogar no terreno do Moreirense. Seja como for, a luta pelo título está a apertar e os jogos fora vão sendo cada vez mais importantes.

O dragão teve algo que já não tinha há algum tempo e que não vai ter tão cedo. Teve quase uma semana para preparar o jogo e isso poderá ser importante para uma equipa que tem acusado algum cansaço nos últimos jogos.

Por seu lado, o Moreirense chega a esta partida numa série de quatro jogos sem vencer e ainda à procura de estabilidade. Terá de saber sofrer na partida, mas a equipa minhota também já mostrou que tem jogadores rápidos no ataque e isso será essencial para o jogo contra o FC Porto

Muda sistema por Danilo?
 
Sérgio Conceição tem um problema chamado Danilo Pereira. O médio está lesionado e vai obrigar a mudanças. O FC Porto não tem no plantel nenhum jogador com as mesmas características do internacional português e isso vai obrigar a uma adaptação da forma de jogar. Quer jogue Reyes, Herrera ou André André, a forma de jogar não será igual.

Ainda assim, e tal como se viu contra o Sporting na Taça da Liga, a equipa sabe jogar sem o seu esteio no meio e acaba por ser uma equipa mais móvel. Perde em algumas algumas, mas irá certamente ganhar em outras e isso será a grande dúvida até ao momento do jogo.

A luta pelo título passa por Minho e o Dragão quer defender a posição de líder com que entrou na jornada. 
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Retirado de zerozero

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Chegar, ver, marcar, relaxar e pressionar

imagem retirada de zerozero
Chegar, ver, marcar, relaxar e pressionar. Penso que esta é a melhor forma de descrever a prestação de hoje do Futebol Clube do Porto em Moreira de Cônegos diante ad equipa local. O único ponto de interesse desta partida foi, somente, o facto de esta ter dito respeito aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Tudo o resto pareceu-me demasiado previsível.

Em certos momentos este jogo chegou mesmo a aborrecer-me. E a culpa foi de uma dupla de mexicanos que cedo “teceu” o “par de meias” que os azuis e brancos irão utilizar em dois dos muitos clássicos que vão ter de realizar diante do Sporting Clube de Portugal. Mas atenção. O mérito deste “aborrecimento” não é só da dupla Héctor Herrera/Miguel Layún. Há também que dar mérito ao Moreirense Futebol Clube por ter mostrado ser de uma fraqueza tal em termos de qualidade. Atente-se, a título complementar, que a única oportunidade em que os da casa conseguiram marcar o seu “golito” foi quando os atletas do FC Porto se deixaram “embriagar” pela arrogância de um 2 a 0 a seu favor. Aliás, logo após este golo o Moreirense voltou a desparecer do seu Comendador Joaquim de Almeida Freitas, fruto da pressão constante da equipa liderada por Sérgio Conceição.

Não havendo muito mais a acrescentar a esta naturalíssima vitória portista por terras minhotas, gostaria somente de deixar aqui uma questão que me parece pertinente.

Porquê razão o Vídeo Árbitro (o tal de VAR) nunca funciona nos jogos dos Dragões?

Ainda hoje os azuis e brancos fartaram-se de levar “pancadaria velha” sem que os infractores tivessem sido devidamente punidos. Já quando os atletas do Futebol Clube do Porto olhavam de lado para um seu colega da equipa adversária eis que eram logo admoestados pela equipa de arbitragem. Mistério…

MVP (Most Valuable Player): Miguel Layún. Layún realizou hoje uma excelente exibição num estádio que não é lá muito propício a extremos dada a sua pequenez em termos de dimensão do relvado. O internacional mexicano jogou e fez jogar. Marcou um bonito golo e mostrou a Sérgio Conceição (e não só) que pode contar com ele na posição de extremo.

Chave do Jogo: Surgiu na altura em que o Moreirense FC marcou o seu único golo da partida. Tal fez soar os alarmes da casa portista que depressa “alinhou a suas tropas” no sentido de não permitir que o seu adversário conseguisse sequer sonhar com o prolongamento.

Arbitragem: Arbitragem sem sobressaltos e a dar boa conta do recado. Apenas se critica o facto de Manuel Oliveira ter permitiu o abuso do poderio físico aos da casa.

Positivo: Espírito de grupo. Se há coisa que ficou bem patente no jogo de hoje é que esta equipa do FC Porto segue à risca o lema de “um por todos e todos por um”.

Negativo: Moreirense FC. Fraquinho, fraquinho, fraquinho, Com toda a certeza na Segunda Liga do nosso futebol existirão equipas com muito melhor qualidade do que este Moreirense FC. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/01/2018)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Duelo com leão à vista

Em Moreira de Cónegos realiza-se o último jogo dos quartos de final da Taça de Portugal, com Moreirense e FC Porto a espreitarem o duplo duelo com o Sporting, última etapa antes do ambicionado Jamor.

Para a equipa vimaranense seria uma estreia. Pouca habituada a estas andanças, diz a história, a formação cónega surge com a crença lógica de quem olha para uma competição onde a lógica poucas vezes impera - no fundo, é também por isso que a Taça é especial.

Agarrada ao sonho de ir onde nunca os seus antepassados foram, a equipa de Sérgio Vieira não deixa também de saber que está no campeonato a grande prioridade. Porém, não é preciso ir muito longe: basta lembrar que há um ano esse também era o discurso por alturas da final four da Taça CTT. E o resultado todos sabem qual foi...

Só que há a muito difícil missão de parar uma equipa que está... imparável! Este FC Porto já há muito que deixou de parecer fugaz e não há quem não o leve a sério.

A equipa de Sérgio Conceição está sedenta e comunga da ânsia de títulos do treinador, da direção e dos adeptos, naquela que tem sido uma simbiose perfeita e que tem garantido uma renovada ambição de todos os que compõem o clube.

Há, apenas, a missão de contrariar uma inesperada lógica recente em Moreira de Cónegos. A estatística não entra em campo, mas pode ajudar a que se perceba que ganhar no Comendador Joaquim de Almeida Freitas é tarefa bem complicada.
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vincent III

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Dos três jogos oficiais que vi o Futebol Clube do Porto disputar, este diante do Moreirense FC, foi o que mais me agradou. É um facto indesmentível que a equipa de Manuel Machado nada fez senão tentar o famoso “pontinho”, mas gostei imenso da forma como os azuis e brancos se comportaram numa partida onde estes eram super favoritos. Repito, o adversário de hoje pouco ou nada fez durante os 90 e poucos minutos da partida, mas confesso que fiquei satisfeito com a segurança de passe que a equipa portista mostrou.

Também gostei de ver a iniciativa de Sérgio Conceição de gerir – um pouco - o esforço dos seus comandados num dia de extremo calor. É também um facto que apenas se viu uma pequena mudança no onze inicial (Maxi no lugar de Ricardo), mas na segunda parte Conceição aproveitou a vantagem de dois golos para aprimorar algumas das alternativas ao seu já habitual 4x4x2. Não terá sido uma exibição brilhante a do seu 4x3x3 com Otávio no centro do campo com Marega no lugar de extremo e Aboubakar na posição de ponta de lança (a de Layún a extremo e Marega a ponta de lança foi o mesmo), mas é sempre importante que Sérgio vá melhorando as suas opções dado que na próxima jornada este FC Porto vai ter um verdadeiro teste de fogo em Braga.

Pouco mais há a dizer sobre um jogo que acabou por ser tranquilo por culpa de ambas as equipas. Apenas desejo que Vincent Aboubakar volte a ter um desempenho tão bom como o que teve hoje no Estádio do Dragão. È importante que o camaronês mantenha a confiança em alta e faça ouvidos moucos aos seus críticos pois, repito, a próxima jornada vai ser decisiva dado que o Futebol Clube do Porto terá de enfrentar um Sporting Clube de Braga em Braga que será, sem sombra de qualquer dúvida, apoiado pelo “polvo encarnado”. Convêm não esquecer a pouca vergonha a que todos assistimos em Braga na época passada. E já agora, esta jornada de Braga servirá também ela para se aferir da real valia de Sérgio Conceição enquanto treinador de uma equipa como o Futebol Clube do Porto.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar. Era impossível não colocar o ponta de lança do FC Porto como o MVP desta partida. A razão para tal? Simples! É que para além dos três golos que este marcou, Aboubakar trabalhou muito em todos os aspectos do jogo. Este foi sempre o primeiro a atacar e a defender. Um ponta de lança não “mede” somente pelos golos que marca. A manter e a melhorar Vincent III!

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 18´ para sentenciar a partida a favor do FC Porto. Isto porque foi nesta altura que Aboubakar marcou o golo inaugural da partida, “deitando por terra” toda a estratégia da equipa de Moreira de Cônegos que veio ao Porto com a clara e nítida ideia de levar um ponto da Invicta.

Arbitragem: Manuel Oliveira levou a cabo uma arbitragem tranquila. Tão tranquila que quase não se deu por ela e pelos sus colegas de equipa.

Positivo: Iker Casillas. É em jogos como este que se vê a qualidade de um Guarda-redes. Iker respondeu quase sempre bem ao que se lhe foi sendo exigido num jogo que o FC Porto dominou por completo

Negativo: Super Dragões. Sou o primeiro a admirar e a apoiar o trabalho desta claque do FC Porto, mas é mesmo necessário tantas bandeiras na bancada? É que tal torna impossível ao comum espectador ver o jogo 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (20/08/2017)