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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

2 pontos que “foram ao ar”

imagem retirada de zerozero
Pode haver quem discorde (e está no seu direito), mas eu sou da opinião de que hoje o Futebol Clube do Porto “atirou 2 pontos ao ar” na sua vista a Moreira de Cônegos para disputar com a equipa local mais uma jornada da Liga NOS. E, na minha opinião, tal aconteceu por duas razões completamente distintas. Uma é a culpa própria e outra os “factores estranhos”. E não, uma não terá tido mais peso do que a outra neste empate com sabor a derrota. Cada coisa no seu lugar.

Comecemos então pela culpa dos Dragões neste “tropeção” minhoto. Sérgio Conceição (SC) sabia muito bem que ia enfrentar uma equipa “pequenina” em todos os aspectos. SC sabia perfeitamente que o Moreirense FC ia jogar atrás da linha da bola. SC sabia muito bem que a equipa dos Cônegos ia usar e abusar do pontapé para a frente para que os dois tipos musculados e com alguma técnica que estavam na frente mantivessem a bola o mais longe possível do meio campo da sua equipa.

SC sabia disto tudo e mais alguma coisa. Na jornada anterior o “filme” foi idêntico (a única diferença foi o golo afortunado de Marga marcado na fase inicial da partida). Exigia-se, portanto, que a equipa de SC tivesse aprendido a lição. Mas não o fez e, mais uma vez, vimos a equipa portista a desperdiçar uma primeira parte onde se limitou a andar a passear a bola de um lado para o outro num ritmo lento. Tivesse entrado em campo da mesma forma que entrou na segunda parte deste jogo de Moreira de Cônegos e SC teria tido a oportunidade de “rodar” os seus jogadores. E já que falo aqui em rotação do plantel, é deveras preocupante que nesta fase do campeonato já haja tanta gente fatigada… Nada que me admire dado que nestas coisas SC é muito parecido com Jorge Jesus.

A juntar a tudo isto tivemos as substituições de SC. Mesmo algo degastado Aboubakar é um jogador que joga muito bem de costas para a baliza (tem físico para tal). Soares e Aboubakar na frente com Marega e Brahimi nas faixas teriam sido uma boa aposta. Mas SC pareceu estar mais interessado em mostrar a todos que os reforços de inverno são muito bons. Como se um reforço de inverno tivesse o condão de “chegar, ver e vencer”.

Chegados aqui há que dar conta do tal segundo factor que contribuiu para este empate forasteiro dos azuis e brancos.

Que eu saiba, quando um guarda-redes sai mal a um cruzamento e abalroa um jogador na grande área o árbitro deve marcar a falta e punir a equipa do guarda-redes com a marcação de uma grande penalidade. Hoje um tal de Jhonatan Luiz do Moreirense fez tal coisa sobre Felipe na segunda parte do jogo sem que o árbitro Luís Ferreira tivesse seguido o devido e adequado procedimento disciplinar. Até que aceito a tese de que o árbitro e os seus assistentes não tenham visto o lance, mas o tal de Vídeo Árbitro (VAR) viu de certeza e nada fez. Já o fora de jogo (mal assinalado) nos minutos finais da partida que invalidou o golo portista, Luís Ferreira & companhia a(VAR)iada não teve dificuldade alguma em ver.

E já agora, as simulações dos atletas têm como punição a exibição do devido cartão amarelo. Pelo menos é o que está escrito no Regulamento de Competição. Contudo em Portugal vigora a jurisprudência arbitral de que tal não se aplica aos adversários do Futebol Clube do Porto.

Por tudo o que aqui expus, espero sinceramente que SC tenha aprendido de vez a lição. Lição esta que não terá forçosamente de ser aplicada na jornada seguinte dado que não me parece que o Braga venha ao Dragão jogar “à equipa pequenina” (embora o seja na verdade). 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. De todos os jogadores deste FC Porto, Brahimi foi o mais inconformado com o resultado. O argelino deu tudo o que tinha em campo para que o empate não tivesse “aguentado” até ao fim. Apenas se critica alguns excessos nas fintas quando por vezes um simples toque de bola para o lado resolveriam o problema. 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas cosnegu9oram criar um lance que fizesse pender o desfecho da partida para o seu lado. 

Arbitragem: Luís Ferreira teve uma péssima arbitragem com erros e graves que influenciaram o resultado final. Ficou por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto no lance de Felipe na área do Moreirense e Waris estava totalmente em jogo. O golo que poderia ter ditado a vitória do FC Porto foi mal anulado. 

Positivo: Brahimi à Brahimi (outra vez). Hoje o argelino mostrou aquilo que é capaz de fazer. É verdade que esteve longe de ser brilhante, mas Brahimi correu, fintou, driblou e criou imensas oportunidades de golo. 

Negativo: Sérgio Conceição. Insistiu no erro e pagou um preço elevado pela sua teimosia. Para mais os reforços de inverno devem entrar progressivamente na equipa Sérgio.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (30/01/2018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Chegar, ver, marcar, relaxar e pressionar

imagem retirada de zerozero
Chegar, ver, marcar, relaxar e pressionar. Penso que esta é a melhor forma de descrever a prestação de hoje do Futebol Clube do Porto em Moreira de Cônegos diante ad equipa local. O único ponto de interesse desta partida foi, somente, o facto de esta ter dito respeito aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Tudo o resto pareceu-me demasiado previsível.

Em certos momentos este jogo chegou mesmo a aborrecer-me. E a culpa foi de uma dupla de mexicanos que cedo “teceu” o “par de meias” que os azuis e brancos irão utilizar em dois dos muitos clássicos que vão ter de realizar diante do Sporting Clube de Portugal. Mas atenção. O mérito deste “aborrecimento” não é só da dupla Héctor Herrera/Miguel Layún. Há também que dar mérito ao Moreirense Futebol Clube por ter mostrado ser de uma fraqueza tal em termos de qualidade. Atente-se, a título complementar, que a única oportunidade em que os da casa conseguiram marcar o seu “golito” foi quando os atletas do FC Porto se deixaram “embriagar” pela arrogância de um 2 a 0 a seu favor. Aliás, logo após este golo o Moreirense voltou a desparecer do seu Comendador Joaquim de Almeida Freitas, fruto da pressão constante da equipa liderada por Sérgio Conceição.

Não havendo muito mais a acrescentar a esta naturalíssima vitória portista por terras minhotas, gostaria somente de deixar aqui uma questão que me parece pertinente.

Porquê razão o Vídeo Árbitro (o tal de VAR) nunca funciona nos jogos dos Dragões?

Ainda hoje os azuis e brancos fartaram-se de levar “pancadaria velha” sem que os infractores tivessem sido devidamente punidos. Já quando os atletas do Futebol Clube do Porto olhavam de lado para um seu colega da equipa adversária eis que eram logo admoestados pela equipa de arbitragem. Mistério…

MVP (Most Valuable Player): Miguel Layún. Layún realizou hoje uma excelente exibição num estádio que não é lá muito propício a extremos dada a sua pequenez em termos de dimensão do relvado. O internacional mexicano jogou e fez jogar. Marcou um bonito golo e mostrou a Sérgio Conceição (e não só) que pode contar com ele na posição de extremo.

Chave do Jogo: Surgiu na altura em que o Moreirense FC marcou o seu único golo da partida. Tal fez soar os alarmes da casa portista que depressa “alinhou a suas tropas” no sentido de não permitir que o seu adversário conseguisse sequer sonhar com o prolongamento.

Arbitragem: Arbitragem sem sobressaltos e a dar boa conta do recado. Apenas se critica o facto de Manuel Oliveira ter permitiu o abuso do poderio físico aos da casa.

Positivo: Espírito de grupo. Se há coisa que ficou bem patente no jogo de hoje é que esta equipa do FC Porto segue à risca o lema de “um por todos e todos por um”.

Negativo: Moreirense FC. Fraquinho, fraquinho, fraquinho, Com toda a certeza na Segunda Liga do nosso futebol existirão equipas com muito melhor qualidade do que este Moreirense FC. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/01/2018)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Se era para fazer o frete

Não me vou alongar muito na análise ao Moreirense FC 3 x FC Porto 1. Isto porque o título deste texto é elucidativo sobre o que aconteceu em campo. Uma defesa como a do Futebol Clube do Porto não pode – nem deve – sofrer golos daqueles. Será que os atletas do FC Porto nunca ouviram falar nas “compensações”? Se um companheiro da defesa vai marcar um outro atleta da equipa adversária, cabe a um jogador do FC Porto ocupar o espaço deixado vazio pelo defesa para se evitar sofrer um golo como o terceiro do Moreirense FC. É assim tão complicado?

Pois para os jogadores do actual plantel do Futebol Clube do Porto tudo parece ser complicado. Tal ficou bem patente nos três golos da equipa minhota… Três disparates defensivos que redundaram em três golos inadmissíveis. Se isto continuar assim bem que se pode ir buscar o José Mourinho que isto nunca mais lá vai. E mais, se era para se fazer o frete, mais valia ter-se entrado em campo com os jogadores da equipa B. Se calhar até que teriam deito melhor figura.

Quanto a Nuno Espírito Santo (NES), este percebeu tarde demais que nunca deveria ter dado ouvidos à “sapiência” futebolística dos adeptos que o criticam por tudo e por nada. Eu sempre disse que o melhor sistema táctico para o actual FC Porto é o 4x4x2. E a prova está neste jogo de Moreira de Cônegos onde os azuis e brancos só começaram “a jogar à bola” quando NES retirou do campo Otávio e Herrera para fazer entrar André Silva e Corona. Dito de outra forma; a equipa portista joga muito melhor num 4x4x2 do que num 4x3x3 onde praticamente só se vê Brahimi a brincar com a bola e a correr para cima dos adversários para perder a posse do esférico o mais rapidamente possível. O que não, percebi foi a razão da entrada de Rui Pedro em campo por troca com Tiquinho Soares… Gestão de esforço nesta altura do campeonato NES?

Depois do que vi hoje em Moreira de Cônegos espero bem que Pinto da Costa e restante Direcção do FC Porto já tenham definido a próxima época. Se ainda não o fizeram o mais provável é na próxima época ficarmos – mais uma vez - em branco

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. De todos os que estiveram em campo, Alex foi aquele que mais procurou dar a volta ao rumo dos acontecimentos antes de ter sido “levado na onda”. Bem a atacar e exímio a defender, Alex foi um “oásis” num tremendo “deserto de ideias” que hoje se apelidou de Futebol Clube do Porto.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 83', altura em que o Moreirense marcou o seu terceiro golo e colocou um ponto final no jogo. Até esta altura a partida estava longe de estar decidida muito por força da reacção dos portistas que fora entretanto promovida pelas “mexidas” tardias do seu treinador.

Arbitragem: Não terá sido por causa de Fábio Veríssimo e dos seus assistentes que o Futebol Clube do Porto perdeu o jogo de hoje. Contudo os Dragões terão algumas razões de queixa porque terá ficado por marcar uma grande penalidade contra o Moreirense por falta de Caué sobre Otávio ainda na primeira parte e quando os azuis e brancos pressionavam a equipa cónega foram vários os momentos em que Fábio Veríssimo pactuou com as famosas “demoras de tempo” que cortam o ritmo do jogo a quem ataca.

Positivo: As alterações de NES ao intervalo. A mudança de um confuso 4x3x3 para um eficiente 4x4x2 foram o único factor positivo a apontar à equipa portista em todo o jogo.

Negativo: “Fazer o frete”. Os jogadores do Futebol Clube do Porto são profissionais bem renumerados. Independentemente de o jogo de hoje não contar para nada, a sua obrigação era a de ter feito algo mais pelo Clube.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/05/2017)

domingo, 21 de maio de 2017

Tanto por decidir e tanto por esquecer

Moreirense e FC Porto entram neste jogo com estados de espírito bem diferentes. Os minhotos estão a jogar o tudo por tudo para não descerem de divisão e o FC Porto já só pensa nas férias e na próxima temporada. Os dois clubes vão por isso entrar neste jogo com estados bem diferentes.

A equipa treinada por Petit sabe que só depende de si para se manter na Liga NOS, mas o adversário não é o mais fácil. Mesmo sem ter objetivos imediatos para atacar nesta última jornada, a equipa de Nuno Espírito Santo tem o valor que todos sabemos e é favorito para a partida. Até por isso, os ouvidos do Moreirnese estarão certamente no jogo do Tondela com o Braga.

Para o FC Porto o jogo contra o Moreirense chega numa altura de incerteza. Incerteza em relação a quem treina na próxima temporada e incerteza sobre quem fica e quem sai no plantel. Podemos até por isso ver jogar alguns jogadores com menos minutos. Ainda assim e aconteça o que acontecer há muita coisa que os adeptos do FC Porto vão querer esquecer sobre esta temporada.

Uma partida onde um jogo pelo futuro e o outro jogo pelo orgulho. Vamos ver qual prevalece.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Tinha de correr mal (II)

imagem retirada de zerozero
Resumo o meu comentário a este triste jogo a dois únicos pontos:

- Nuno Espírito Santo (NES) disse n o treino aberto do passado domingo - salvo erro - que há que lutar contra tudo e contra todos (penso ter sido mais ou menos isto aquilo que NES disse), mas quem aposta em Héctor Herrera e em André André num jogo onde só a vitória poderia não bastar para se passar à fase seguinte da dita prova denominada de “Taça da Liga” é pouco. Manifestamente pouco. Para mais isto de se andar uma primeira parte a passar a bola para trás e para os lados a um ritmo lento (a roçar o lentíssimo) na vã esperança de que Yacine Brahimi tivesse uma jogada de génio que resolvesse a contenda a favor do Futebol Clube do Porto é caricato (para não dizer ridículo) pois bastaria um lance de desconcentração da parte dos azuis e brancos para que o ultra defensivo Moreirense marcasse o seu golo. Golo que acabou por ser o da vitória da equipa cônega.

- Começa a ser demais a quantidade de jogos em que o Futebol Clube do Porto é prejudicado por chicos-espertos que tem o condão de poder apitar uma partida de futebol. Não terá sido somente (repito: não terá sido somente) por causa da cegueira selectiva de Luís Godinho e seus pares que os Dragões perderam em Moreira de Cônegos, mas há que ser justo e dizer que o amigo Luís fez aquele jeitinho aos comandados de Augusto Inácio que estiveram sempre mais interessados em fazer o impossível para que não se jogasse futebol. Como se não bastasse Luís amigalhaço Godinho teve ainda a ideia peregrina de expulsar Danilo Pereira. 2016 terminou com o cartão amarelo mais estapafúrdio de sempre. 2017 começa com o cartão vermelho mais estapafúrdio de sempre.

Agora que cada um retire as suas conclusões. Eu continuo a defender que a prestação do FC Porto nesta tal de “Taça” não interessa para nada, mas era escusado ter-se aumentado a pressão a que os azuis e brancos vão ser submetidos em Paços de Ferreira. Para além de que era sempre importante manter e melhorar a sempre importante “dinâmica de vitória”. 

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. O defesa lateral esquerdo do FC Porto acabou por ser o menos mau da equipa portista. Alex esteve sempre bem a defender e a atacar e foi dos poucos (juntamente com Maxi) que procurou lutar contra o rumo dos acontecimentos. 

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 49´, altura em que Francisco Geraldes marca o único e decisivo golo da partida. A partir daí a equipa do Moreirense limitou-se a “levar a água ao seu moinho” gerindo tempo e esforço diante de uma equipa portista que (por culpa própria e do amigo Luís) nunca se encontrou. 

Arbitragem: Luís Godinho e a sua equipa de arbitragem foram hoje tudo aquilo que uma equipa de arbitragem não pode ser em campo. Ficaram duas grandes penalidades por marcar a favor do Futebol Clube do Porto e ainda se está para se perceber a expulsão de Danilo Pereira. Para além disto pactuou com o anti jogo do Moreirense FC. Apesar de tudo ajuizou bem o lance que ditou a expulsão de Yacine Brahimi do FC Porto. Má arbitragem com influência directa no resultado final (mais uma). 

Positivo: Inexistente. 

Negativo: A apatia portista. É verdade que as arbitragens têm sido habilidosas e que há que “lutar contra tudo e contra todos”, mas cabe ao FC Porto mostrar em campo aquilo que diz aos seus adeptos. Coisa que hoje não fez (obviamente).

Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/01/2017)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Pensamento da Semana: Será pedir muito?

Como amanhã, Segunda, o Futebol Clube do Porto vai medir forças com o Boavista em mais uma jornada do Campeonato Português eis que resolvi antecipar (mais uma vez) o Pensamento da Semana.

E para tema do dito escolhi algo que com toda a certeza já colocou a Nação Azul e Branca a reflectir muito. E a protestar também diga-se desde já! E não se pense que tem algo a ver com Lopetegui e as suas escolhas técnico tácticas. E não, o “alvo” não é Casemiro.

O que aqui trago para tema de reflexão é algo que fiz referência aqui mal o dito jogo terminou.

É que há uns tempos para cá não há raio de jogo da Liga Portuguesa/Taça da Liga que envolva o SL Benfica onde não surjam erros clamorosos de arbitragem que beneficiam de uma forma descarada a equipa da Luz.

Será pedir muito aos responsáveis da arbitragem nacional que deixem as equipas adversárias derrotar o Benfica se assim tiver de ser?

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Vitória do mais forte

Numa noite gelada em Moreira de Cónegos, o Dragão somou os três pontos e fica agora sentado no "quentinho do sofá" para ver no que dá o Dérbi Lisboeta.
A missão das tropas Portistas nos arredores da Cidade Berço era bem clara: chegar, ver e rapidamente vencer. Mal Carlos Xistra apitou para começo da partida, o FC Porto foi povoando terrenos ofensivos e tentando levar perigo para as redes de Marafona. O que se viu durante toda a primeira parte foi uma equipa Azul e Branca a comandar as operações perante um Moreirense que se debateu com várias contrariedades, obrigando o Treinador a fazer duas alterações por lesão (Ramón Cardozo e André Marques).
Com um Ricardo Quaresma muito preso na lateral, eram Danilo e Alex Sandro - com ordens para subir no terreno - a tentar criar alguns desequilíbrios e auxiliar um Jackson Martínez que na frente andava bem vigiado. Porém, o Colombiano não precisou de muitas oportunidades para inaugurar o marcador. Aos 28 minutos, dançou-se o Cha Cha Cha. Herrera meteu na área, onde apareceu Jackson Martínez a dominar de peito e a encostar com o pé esquerdo.
Foi com uma vantagem mínima, mas justa do FC Porto, que se chegou ao intervalo. Perante um domínio claro dos Dragões, o Moreirense tentou fazer pela vida, mas as lesões não ajudaram a turma de Miguel Leal, que voltou para o segundo tempo com a ambição de fazer tremer o FC Porto.
Mais subidos no terreno, os Minhotos arriscaram mas a turma da Invicta foi sempre controlando as operações e ia esperando pelo momento certo para colocar "uma pedra" no resultado; foi aos 59 minutos que tal aconteceu. Herrera, desde o lado esquerdo, cruzou ao segundo poste, onde apareceu Casemiro para encostar e fazer o segundo tento Portista.
Os minutos que se seguiram mostraram um FC Porto com tranquilidade a fazer circulação num terreno de jogo que teve ainda Brahimi nos últimos minutos. O Argelino regressou cerca de um mês depois aos relvados em Portugal, depois de ter representado a Argélia na Taça das Nações Africanas.
Até final, o Moreirense bem tentou trocar argumentos com o FC Porto que se manteve sereno e seguro a guardar a sua vantagem e que lhe vale uma preciosa vitória em jornada de Dérbi Lisboeta. A turma de Lopetegui soube trabalhar bem este duelo, onde o talento e esforço de Jackson combinaram e muito com um Herrera que preencheu muito o meio-campo do FC Porto. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Herrera

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Fácil não vai ser de certeza

Após uma semana em que o Futebol Clube do Porto não teve de perder o seu preciso tempo numa tal de Taça da Liga que é uma valente treta em todos os aspectos, eis que hoje temos um jogo de importância extrema para o futuro do Dragão no Campeonato nacional.
 
Podemos pintar os cenários que quisermos, mas o jogo de Moreira de Cônegos é tudo menos fácil. Não será muito difícil como Lopetegui tem dito (para este todos os adversários são de uma dificuldade extrema), mas será sem sombra de dúvida difícil. Isto porque os Azuis e Brancos estão obrigados a ter de vencer o Moreirense para poderem continuar a na corrida do Título. Para mais uma vitória Azul e Branca na cidade dos Cônegos irá pressionar, e muito, o confronto entre Sporting CP e SL Benfica dado que um deles, ou ambos, perderão pontos para os Dragões.
 
Miguel Leal tem conseguido que o seu Moreirense leve a cabo um Campeonato tranquilo. A manutenção é uma realidade porque os Axadrezados têm feito o seu trabalho de uma forma competente apesar de não contarem com grandes estrelas do Mundo da Bola. Ou melhor, até que tinham uma que dava pelo nome de Vítor Gomes, mas este saiu de Moreira de Cônegos no mercado de Inverno mas por lá ficaram o super competente Guardião Marafona e o avançado Ramón Cardozo.
 
É certo e sabido que a equipa de Miguel Leal vai jogar para o “pontinho” e terá todos os factores (estádio/relvado pequeno) a seu favor, pelo que Julen Lopetegui não pode apostar no habitual toca para trás e para os lados nesta importante partida. Entrar forte e pressionante é vital para se evitar que os níveis de confiança do Moreirense possam conduzir ao tal “pontinho”.
 
E para este difícil jogo eis que Hernâni, reforço contratado no fecho do mercado de Janeiro, é a grande novidade da Lista de Convocados elaborada por Julen Lopetegui para a deslocação a Moreira de Cónegos, marcada para hoje, às 20h15, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas e relativa à 20.ª jornada da Liga. Depois de ter participado na Taça das Nações Africanas (CAN), Brahimi foi também chamado pelo Técnico Espanhol, bem como Martins Indi, de regresso após cumprir um jogo de suspensão.
 
Em relação à última convocatória, para a partida frente ao Paços de Ferreira, a contar para a 19.ª jornada da Competição, saem Reyes e Ricardo. 
 
Lista de 19 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Hernâni, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Brahimi, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

domingo, 21 de abril de 2013

Dever cumprido

Na véspera do dérbi que opõe Benfica e Sporting, os Dragões deslocaram-se ao terreno do Moreirense, em partida da 26.ª jornada do Campeonato, para somar três pontos e pressionar o Benfica. O FC Porto, como diz o ditado, não deixou para amanhã o que podia fazer hoje.
Sem margem para errar, os Dragões entraram em campo com uma novidade no onze. Vítor Pereira lançou Christian Atsu e relegou Steven Defour para o banco de suplentes. Tudo o resto... foi um FC Porto de volta ao habitual figurino: Helton na baliza (Fabiano tinha sido escolha na última partida da Taça da Liga), enquanto que Otamendi e Mangala formaram a dupla de centrais.
Tal como vem sendo hábito, os Bicampeões Nacionais tiveram sempre muita posse de bola, futebol de pé para pé, mas sem grande velocidade na circulação de jogo.
As coisas não estiveram fáceis para os Portistas. O Moreirense, bem fechado na defesa, tentou explorar o contra-ataque e as bolas paradas. De resto, a equipa de Moreira de Cónegos até começou melhor. Aos seis minutos, os Axadrezados obrigaram Helton a defesa apertada, após um remate cruzado de Fábio Espinho.
O FC Porto respondeu, aos 18 minutos, por Fernando. O Polvo obrigou Ricardo Ribeiro a grande defesa! O médio Portista chutou, em arco, mas o guarda-redes do Moreirense voou e evitou o primeiro golo dos Portistas.
No entanto, a equipa da casa voltou a chegar perto das redes de Helton, aos 23 minutos. Nabil Ghilas quase marcava mas valeu aos Dragões a atenção de Helton. O Franco-argelino levou a melhor sobre Mangala mas Helton foi rápido a sair dos postes e negou o golo ao atacante que completava hoje 23 anos de vida.
Era, pois, numa toada morna que o encontro se desenrolava. O Moreirense cortava as linhas de passe, o FC Porto não conseguia marcar.
Mas quem tem Jackson Martínez pode estar sossegado da vida. O Colombiano desmontou a defesa do Moreirense, aos 34 minutos. Cha Cha Cha apareceu na cara do guarda-redes Verde e Branco e não falhou, depois de um passe de 'nota artística' de Danilo.
Até ao intervalo, o FC Porto ainda reclamou uma grande penalidade. Já em tempo de descontos da primeira etapa, Atsu, à entrada da área, caiu mas Marco Ferreira, o árbitro da partida, mandou seguir. Tudo somado e atendendo ao rendimento, o FC Porto foi a vencer para os balneários pela margem mínima mas com justiça.
Sem qualquer mexida para o segundo tempo nas equipas, o FC Porto acabou por entrar endiabrado. Os Portistas chegaram confiantes e com a firme intenção de carimbar os três pontos.
Aos 52 minutos, Fernando deu 'corpo' a essa ideia e fez o segundo golo. O Brasileiro, sem marcação, recolheu a bola e rematou para uma defesa por instinto de Ricardo Ribeiro. Ainda assim, na recarga o Polvo acabou por não perdoar. 0 X 2 e respiravam de alívio os Portistas.
Três minutos depois... o terceiro para a equipa da Invicta. Jackson Martínez, que não marcava há seis jogos consecutivos, já tinha aberto o marcador e acabou por ampliar a vantagem. Lucho colocou a bola na perfeição para um chapéu do Colombiano a Ricardo Ribeiro. O terceiro golo em tons de azul e branco derrubou toda e qualquer intenção do Moreirense em alcançar qualquer ponto.
Os minutos que se seguiram viram, pois, o FC Porto a gerir bem a vantagem, a testar a sua organização e a espreitar a baliza do Moreirense.
A equipa de Augusto Inácio, que procurava amealhar pontos para a sua fuga aos últimos lugares, enfrentava dificuldades perante o conjunto de Vítor Pereira. No entanto, aos 84 minutos, Ghilas ameaçou marcar mas valeu (outra vez) Helton. O guarda-redes do FC Porto voltou a levar a melhor no 'diálogo' com o avançado do Moreirense; Ghilas apareceu na cara de Helton, já dentro da área, mas o guarda-redes desviou.
Até final - já com Liedson e Izmaylov em campo nos últimos minutos - Danilo podia ter feito o quarto golo dos Bicampeões Nacionais. O internacional Brasileiro, após jogada individual, rematou forte em zona frontal mas o guarda-redes do Moreirense evitou o golo.
O FC Porto saiu de Moreira de Cónegos com os três pontos. Missão cumprida para a equipa da Invicta. O Benfica terá agora direito de resposta.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Helton