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sábado, 23 de março de 2013

Uma Selecção à imagem do seu País

Bem que Paulo Bento afirmou que não existiam jogos de vida ou de morte. Não há morte neste resultado dos Lusos na Terra Prometida, mas há um afastamento quase surreal do futebol que deslumbrou no ano passado, no Euro 2012, e que deu para atingir as meias-finais. Portugal empata a três golos com Israel, sem saber muito bem como, e desperdiça a oportunidade de se isolar no segundo lugar do grupo F.
 
Moutinho a titular, depois de ter estado em dúvida durante a semana, apito inicial e golo. Tudo parecia correr bem em Israel e o Muro das Lamentações era apenas um marco turístico a pouco mais de 60 km de Tel Aviv, num lotado estádio Ramat Gan, onde a equipa das Quinas jogava.
 
Bruno Alves, fazendo jus ao seu bom jogo aéreo, cabeceia para golo após um canto batido na direita por Miguel Veloso. Dois minutos de jogo, está tudo bem encaminhado.
 
Matreira q.b., a selecção Israelita fez-se ao jogo, não acusando o murro no estômago que a equipa das Quinas lhe impôs: ameaçou aos 13´, concretizou aos 26´, na segunda oportunidade de golo que criou: rotação impecável de Tomer Hemed na sequência de uma boa jogada dos Israelitas que aproveitaram uma enorme passividade defensiva dos Lusos.
 
Hélder Postiga teve nos pés a possibilidade de colocar novamente em vantagem a Selecção Nacional mas falhou inacreditavelmente e de forma trapalhona, à passagem da meia hora, desperdiçando um passe de Raúl Meireles que o isolou. A bola foi ao poste, depois de o ponta-de-lança Luso ter escorregado.
 
Com Silvestre Varela e João Moutinho em evidente debilidade física, Israel chegou à vantagem a cinco minutos do intervalo. Ben Basat a mostrar a Postiga como se faz, aproveitou a passadeira concedida pela equipa Portuguesa, encheu o pé e sem deixar cair confirmou a cambalhota no marcador.
 
O exemplo de Basat até podia ter sido aproveitado por Hélder Postiga mas a lentidão do ponta-de-lança Português foi confrangedora e na cara do guarda-redes, em cima do intervalo, permitiu o desarme.
 
Em dia de debate quinzenal na Assembleia da República, Portugal fez uma primeira parte à imagem do País que tarda em afastar o fantasma crise. Sem vontade, ilusão ou dinamismo, deu até para ouvir Olés entoados pelos adeptos Israelitas.
 
Era mais que evidente que Portugal tinha, pelo menos, que mudar de atitude no segundo tempo mas os protagonistas que regressaram do intervalo eram os mesmos. Apesar de se notar um ligeiro aumento da pressão Portuguesa, resultados práticos nem vê-los e Paulo Bento acabou por chamar ao jogo Vieirinha e Carlos Martins, abdicando de Silvestre Varela e Miguel Veloso.
 
O médio do Benfica, um minuto depois de estar em campo, teve nos pés a possibilidade de marcar mas, surgindo ao segundo poste e na cara de Aouate, atirou com o pé direito para as nuvens.
 
Sem grandes ideias e sempre com um futebol algo queixoso, Portugal voltou a abrir a pista para os Israelitas, que não se fizeram rogados. Aos 70 minutos, desentendimento - vais tu ou vou eu? - entre Bruno Alves e Rui Patrício, que ficou a meio do lance e, na sequência de um pontapé de canto, Rami Gershon cabeceou sem oposição para o terceiro.
 
Descalabro total, a desvantagem Lusa foi diminuída dois minutos depois. Aleluia, Postiga, não estivéssemos perto da Páscoa, fez o golo Português, depois de um bom trabalho de Cristiano Ronaldo.
 
Daí até ao final foi um esforço colectivo Luso, com mais duas tentativas goradas de Hélder Postiga, mas sempre de forma inconsequente, lento, amorfo e sem ideias.
 
Naquele que foi praticamente o último lance do jogo, Coentrão, que já havia tentado antes da compensação, conseguiu o empate, depois de uma bola na barra saída da cabeça de Hugo Almeida. O lateral Português aproveitou a segunda bola e empurrou, dando um ponto a Portugal, que impede, pelo menos, que Israel descole no grupo F da qualificação europeia.
 
Com este resultado aumenta para cinco a série de jogos em que Portugal não consegue a vitória. O último triunfo foi frente ao Azerbaijão, em Setembro, por 3 x 0 no Estádio AXA, em Braga.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Cristiano Ronaldo

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Valha-nos o Santo Varela

Portugal continua invicto e o Azerbaijão mantém o jejum de vitórias neste arranque da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2014. A partida do Axa serviu os propósitos pragmáticos da equipa das Quinas com a conquista de três pontos, após um triunfo por 3 x 0.
 
Até nem havia grandes condicionantes ao favoritismo Português, mas acabou por ser uma vitória "suadiiinha", numa partida muito empolgante e bem jogada. Estiveram melhor os pupilos de Paulo Bento, mas os Azeris ainda fizeram suar muito a equipa das Quinas.
 
Os cerca de 30 mil que lotaram o anfiteatro de Braga começaram por ver uma boa entrada de Portugal, que podia ter marcado o primeiro golo logo aos 2 minutos. Nani, dentro da área Azeri, recebeu a bola, mas não foi rápido o suficiente para tentar o remate. O golo não apareceu nessa jogada, mas Portugal continuou a atacar e a criar vários lances de perigo.
 
Com uma atitude forte e determinada, os rapazes de Paulo Bento "cheiravam" o golo, lá está, fosse dentro da área ou mesmo fora dela, como aos 12 minutos num forte remate de Raul Meireles. O médio Português, em carreira de tiro, chutou para uma defesa apertada do guarda-redes Kamran Agayev.
 
Paulo Bento, no banco, gostava do que via, enquanto que nas bancadas os Portugueses não paravam de "carregar" a equipa.
 
Porém, o golo, esse, continuava sem aparecer. Aos 18', foi a vez de Hélder Postiga atirar à barra, numa bela jogada entre Ronaldo, João Pereira e o avançado Português.
 
Na "dança" da busca do golo também entrou, ainda na primeira parte, João Moutinho. O médio, tal como Postiga, tirou um belo remate mas os ferros, sempre eles, evitaram aquilo que parecia inevitável: o golo Lusitano.
 
Apesar de estar bem na partida e mandar no jogo, os últimos minutos da primeira parte mostraram um Portugal a baixar um pouco a intensidade de jogo, mas sempre com os "olhos" colados na baliza Azeri.
 
Ao intervalo, ainda assim, o placard registava um nulo, com sabor a injustiça para a formação Portuguesa.
 
O medo, sempre a deixar apertados os corações Lusitanos, pairava num "fantasma do passado", aquele que a 15 de outubro de 2008 levou Portugal a empatar sem golos com a Albânia... neste mesmo estádio Axa.
 
Na segunda parte, a partida não mudou de registo. Portugal a atacar, a ter posse de bola e o Azerbaijão, por seu lado, a sacudir o perigo da sua área. De resto, a débil equipa de Berti Vogts - com uma defesa muito fechada - apenas procurava jogadas rápidas de contra-ataque, sobretudo com bolas longas. É que os jogadores do Azerbaijão bem podem ser (quase) amadores mas têm o seu orgulho e fizeram da sua raça um condimento que enervou, de que maneira, a equipa Portuguesa.
 
Ora, o ditado tão Português diz que tantas vezes vai o cântaro à fonte, que alguma vez deixa lá a asa. E deixou com Silvestre Varela. O extremo teve uma entrada de sonho. Foi lançado aos 63' e nesse mesmo minuto, na primeira vez que toca na bola, conseguiu furar a defensiva Azeri e marcar para Portugal, após uma jogada confusa na área do Azerbaijão.
 
Dai em diante tudo mudou. Bem, nem tudo, porque o guarda-redes esteve inspirado. Mas Hélder Postiga acabaria por fazer o segundo golo Luso. Aos 86', o avançado das Caxinas encostou para o fundo da baliza, depois de Cristiano Ronaldo ter amortecido de cabeça um cruzamento de Meireles.
 
Dois minutos depois foi Bruno Alves a fazer o terceiro golo, no dia em que recebeu a placa que marca as 50 internacionalizações! Moutinho bateu o canto, e o central do Zenit, nas alturas, cabeceou para golo.

Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: João Moutinho

sábado, 8 de setembro de 2012

A austeridade chegou á Selecção

Em dia de austeridade em Portugal, a Selecção Nacional de Futebol recorreu aos serviços mínimos para vencer no Grão-ducado do Luxemburgo por 1 x 2, no arranque da caminhada de qualificação rumo ao Campeonato do Mundo de 2014, que se realiza no Brasil.
 
O primeiro sinal de perigo da formação Luxemburguesa surgiu aos cinco minutos, quando Mario Mutsch atirou de pé esquerdo, ainda que ao lado da baliza defendida por Rui Patrício. Era um indício do susto que estava para chegar, até porque Portugal jogou devagar, devagarinho no Grão-ducado, talvez acusado pela tristeza das renovadas medidas de austeridade apresentadas por Pedro Passos Coelho instantes antes do início da partida.
 
O certo é que aos 13 minutos o modesto Luxemburgo passou a liderar o marcador, com um grande golo de Daniel da Mota. O nome é Português e o jogador também; a recepção ao passe de Mutsch é fenomenal e o remate do Luso naturalizado Luxemburguês é potente, ainda que Rui Patrício lhe tenha tocado com os dedos. Ora, o País sofria a dobrar a partir desta altura e a Selecção de todos nós pouco parecia disposta a fazer para o mudar. 
 
Sem brilhar efusivamente – bem longe disso -, o orgulho das "estrelas" levou Portugal a criar mais problemas ao Luxemburgo a partir dos 20 minutos, com Cristiano Ronaldo na linha da frente. O Capitão acertou três vezes no poste, mas numa dessas vezes, aos 28 minutos, a bola entrou mesmo e Portugal empatava o encontro. Ainda na primeira parte, nota para duas boas ocasiões para Hélder Postiga, negadas pelo guarda-redes da casa.
 
Ainda assim, o avançado do Zaragoza acabaria por chegar ao golo, aos nove minutos da segunda parte, já depois de Cristiano Ronaldo e o próprio Postiga terem tentado o segundo golo de Portugal. Aos 54’, Postiga recebeu de João Moutinho, dominou de cabeça e atirou de pé direito para a primeira vantagem Portuguesa da noite. Era o prémio para uma melhor entrada da Selecção Nacional no segundo tempo da partida.
 
Chegados aqui, regressou a Selecção Portuguesa de baixo rendimento. O Luxemburgo voltou a crescer e Rui Patrício não se livrou de algumas aproximações perigosas dos homens mais avançados da equipa da casa. Aos 60 minutos, por exemplo, Joachim rodou com qualidade e atirou perigoso à baliza Portuguesa, valendo a intervenção do guarda-redes do Sporting. As tentativas Lusas, por sua vez, acabavam quase sempre de forma inconsequente.
 
Agora há jogo na terça-feira, em Braga, frente ao Azerbaijão, na segunda jornada do Grupo F. Recorde-se que a Rússia bateu a Irlanda do Norte por 2 x 0 e Israel empatou 1 x 1 no Azerbaijão.
 
 
Melhor em Campo: Cristiano Ronaldo