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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Pensamento da Semana: E deixar a estupidez de lado? Não?


Tenho ouvido e lido algumas opiniões da parte dos defensores de Paulo Bento na Selecção nacional, Na sua crassa maioria os argumentos são sempre os mesmos: a chamada dos proscritos de PB, equipa envelhecida, “discurso de bueiro" do Seleccionador e tacticamente nada mudou. 

Esta malta terá a sua razão no último ponto. Efectivamente Fernando Santos não trouxe nada que já não tenhamos visto com Paulo Bento num passado não muito distante. Se formos sérios temos de concordar que está a acontecer com FS o mesmo que sucedeu com Bento na sua sucessão a Carlos Queiroz.

Agora no resto a tal malta não tem razão alguma. E se estivesse calada ganhava mais. Muito mais mesmo. Senão vejamos.

O que ganhou a Equipa de Todos Nós com a dura disciplina de Paulo Bento? Uma fraca participação no último Mundial de futebol. Isto porque a disciplina “Bentiana” que se aplicava aos mais fracos e nunca aos mais fortes deixou de fora, por vontade expressa do Técnico, opções que, mesmo sendo já de idade avançada, poderiam fazer a diferença. Veja-se, a título de exemplo, o jeito que Ricardo Carvalho tem feito nos últimos jogos de Portugal. 

Depois temos a questão da equipa velha. E aqui eu pergunto: esta gente tem serradura no lugar dos miolos e buracos no lugar dos olhos? Uma Selecção renova-se da “manhã para a noite” em Países de grande densidade populacional (Brasil e Alemanha por exemplo), e mesmo assim sem garantias de sucesso. Ora sendo Portugal um País com pouco mais do que 10 milhões de habitantes, terá assim tantos futebolistas de qualidade que possam jogar na nossa Selecção? Só na imaginação de certas cabeças de “bento”. 

Por último o tal de discurso de Fernando Santos. Primeiro há que dizer que Paulo Bento tinha cá uma retórica que só vista. Numa Conferência de Imprensa eram imensas as vezes em que este se contradizia ou onde mandava ameaças camufladas aos Jornalistas que não estavam do seu lado. Não estou com isto a dizer que concorde com os termos “gajos”, “pau” e por adiante, mas Fernando Santos já anda nisto do futebol há muito tempo e sabe bem com que tipo de Comunicação Social está a lidar. Pelo que não é preciso dizer mais nada.

Por isto caros “Bentianos” e deixar a estupidez de lado? Não?

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cismas de Bento resolvem jogo

Portugal é incomparavelmente melhor que esta Dinamarca e Ronaldo mostrou, uma vez mais, que aparece nos grandes momentos. O gelo dos Vikings derreteu com um golo do Melhor Jogador do Mundo, nos descontos. Na estreia de Fernando Santos como Selecionador Luso em jogos oficiais, Ronaldo e companhia conquistaram os três pontos. Portugal já não vencia em Terras Nórdicas desde 1977.
 
O Estádio Parken, em Copenhaga, preencheu-se com muitos adeptos Dinamarqueses que tinham confiança para mais um duelo contra a equipa de Portugal.
 
No primeiro duelo oficial de Fernando Santos como Selecionador Nacional, Pepe e Ricardo Carvalho formaram dupla no eixo defensivo, enquanto que William Carvalho saltou para o meio-campo, ao lado de Moutinho e Tiago.
 
O ritmo não foi intenso nos primeiros minutos mas notou-se sempre um ligeiro ascendente da equipa das Quinas. De resto, só nos últimos 15 minutos do primeiro tempo é que a Dinamarca criou perigo.
 
Portugal, que desde 2000 não falha nenhuma Fase Final de grandes Competições de Selecção, sabia que se jogava uma cartada decisiva na Dinamarca, apesar de não ser um mata-mata.
 
Sempre com Cristiano Ronaldo em plano de evidência, o Capitão Português era, naturalmente, o Homem mais vigiado pelos Dinamarqueses mas era também por ele que Portugal conseguia criar perigo; ora com jogadas por si criadas, ora por conseguir arrastar a marcação de vários adversários e, por consequência, abrir espaço para entradas de Tiago e Moutinho em zona de finalização.
 
Já a Dinamarca, num futebol mais frio, procurava os lances de bola parada para criar perigo junto das redes de Rui Patrício ou com cruzamentos para a cabeça de Bendtner, tudo depois dos 30 minutos, altura em que a equipa da casa começou a subir no terreno de forma mais constante.
 
E a verdade é que a equipa de Morten Olsen fez "tremer" os postes de Rui Patrício, aos 34'. Krohn-Dehli, com um remate em jeito, atirou a bola ao poste esquerdo da baliza Lusa. O guarda-redes Português estava batido e ficaram aí evidentes algumas debilidades do sector defensivo da equipa das Quinas.
 
Se na frente Ronaldo e companhia iam tendo bom entendimento, lá atrás, o despertar dos Nórdicos no último quarto de hora quase dava em golo. Mas ambas as Selecções foram empatadas a zero para os balneários.
 
A abordagem dos Nórdicos no segundo tempo foi a mesma, apesar de uma alteração feita por Morten Olsen (entrada de Bech por troca com Vibe). Do lado Luso, a diferença esteve na forma mais atrevida com que Eliseu que arriscou várias descidas pelo corredor esquerdo.
 
Com Ronaldo, pois claro, a carregar a equipa para a frente, a Selecção Portuguesa podia ter marcado, aos 51 minutos. Danny isolou o Capitão Luso mas CR7 viu o guarda-redes Dinamarquês fazer a "mancha" e negar-lhe o golo.
 
Com o avançar dos minutos, o meio-campo de Portugal começava a mostrar dificuldades em recuperar a bola e Fernando Santos lançou em campo João Mário, retirando Nani.
 
Mas a Selecção Portuguesa não conseguia agarrar o jogo e a Dinamarca ia crescendo. Pior que isso, a equipa das Quinas não tinha bola no meio-campo Nórdico. Nesse sentido, Fernando Santos retirou Danny e colocou em campo Éder para ter um avançado mais fixo na área e tentar explorar uma maior liberdade de Ronaldo.
 
Ainda assim, não havia intensidade no futebol Luso. Mesmo depois da chegada de Ricardo Quaresma (por troca com Tiago) a equipa das Quinas, nos últimos minutos, não teve muita frescura para criar perigo.
 
Mas quem tem Cristiano Ronaldo tem a possibilidade de vencer qualquer jogo. Dito e feito. Aos 90+5', quando já todos faziam contas a um empate... Ronaldo marcou o golo da vitória. Excelente cruzamento de Ricardo Quaresma desde o lado direito e Cristiano Ronaldo, na área, subiu mais alto que o defesa e o guarda-redes e marcou o golo da vitória a Portugal.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Ricardo Carvalho

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Pensamento da Semana: Uma derrota é sempre uma derrota

Sinceramente quando vejo o estardalhaço (não tem outro nome) pela positiva que a nossa Comunicação Social (CS) faz com uma derrota da Selecção Nacional, rapidamente percebo porquê razão não vamos nunca ganhar seja o que for nas Competições de Selecções.

Quando a nossa equipa perde, seja num jogo treino ou não, tal é sempre motivo de preocupação e de profunda analise e nunca de regozijo e satisfação porque se viram sinais positivos.

Aliás, eu pergunto onde estiveram os sinais positivos neste jogo ante a França onde todos vimos uma defesa Lusa a cometer disparates atrás de disparates. E tanto foi assim que o Seleccionador Nacional Fernando Santos disse que não se podem voltar a cometer erros infantis desta gravidade e índole em alta competição.

Mas estas afirmações de Fernando Santos a nossa CS meteu-as num saco roto e perdeu-as nas suas vastas redacções. E com isto mantemos o mal do costume de embarcarmos todos, mesmo que à força da cegueira selectiva, numa onda positiva que depois de perder a sua força vai fazer a habitual vítima: o Treinador. Fosse Paulo Bento a perder este jogo ante a Selecção Gaulesa e o que não se t6eria dito e escrito nos Jornais, Rádios, Televisões e afins.

Vá, por alguma razão Portugal ostenta orgulhosamente como seu grande símbolo Nacional o Fado. O triste e enfadonho Fado de que não sabermos fazer uma séria autocritica quando perdemos.

Só melhora aquele que aprende com os erros e não aquele que camufla os erros conformem as “ondas” lhe dão ou não jeito. Mas esta parte o Fadinho Lusitano parece não querer entender.

domingo, 7 de setembro de 2014

Começa uma caminhada

Após a sua participação no Mundial do Brasil 2014 que acabou como todos abemos, eis que a nossa Selecção arranca outra fase de apuramento. Desta feita é a contar para o Europeu que se vai realizar em solo Gaulês, território onde a Selecção “nasceu” para os Adeptos e Mundo do Futebol.

O Grupo, já aqui devidamente “dissecado” e analisado, não é fácil. Calhou em sorte que o pontapé de saída seja dado em casa ante uma Albânia que já teve dias em que foi uma equipa muito, muito, mas mesmo muito acessível. Agora o “galo canta de outra“ forma e defrontar os Albaneses deixou ser o jogo treino que todos gostávamos de ver que terminava sempre com uma tremenda goleada a favor das nossas cores.

Entre Portugueses e Albaneses existe um histórico de confrontos curto. Contando com a partida de mais logo em Aveiro, será a quinta vez que se defrontam. Curiosamente as duas Seleções nunca se defrontaram em apuramentos para um Campeonato da Europa.

Remonta a 1996 a primeira vez que Portugal e Albânia se defrontaram. Na altura as duas Seleções faziam parte do grupo nove de acesso à Fase Final do Mundial 1998, que se realizou em França. Os dois jogos realizados nessa caminhada terminaram com triunfo Luso: 0 x 3 lá, com golos de Luís Figo, Hélder e Rui Costa, 2 x 0 nas Antas, com golos de João Vieira Pinto e, novamente, de Luís Figo. Independentemente dos resultados, nenhuma das duas Seleções conseguiu qualificar-se para a Fase Final da Prova: a Albânia ficou no último posto do Grupo, Portugal no terceiro.

Mais equilibrada foi a segunda vez que Lusos e Albaneses se defrontaram, também na qualificação para um Campeonato do Mundo, o de 2010. No grupo 1 as duas equipas empataram no primeiro encontro, a zero, numa partida que decorreu em Braga e na Albânia a equipa das Quinas venceu por 2 x 1, graças a um golo de Bruno Alves em cima do apito final. Os albaneses voltaram a falhar o apuramento para a prova que decorreu na África do Sul e Portugal foi forçado a disputar o play-off com a Bósnia e Herzegovina, ganhando os dois jogos por 1 x 0 e seguindo para o Mundial.

Além destes quatro jogos oficiais houve, pelo meio, um particular entre as duas Equipas Nacionais, em 2003, e o triunfo sorriu aos Portugueses, que venceram por 5 x 3, com golos de Figo, Simão Sabrosa, Rui Costa, Pauleta e Miguel.

Como é visível no histórico de confrontos. A Albânia tem vindo a equilibrar as contendas e para mais Portugal entrou num tardio processo de renovação. E logo numa fase em que o apuramento para uma Competição como o Europeu é crucial para manter o nível de exigência e de crescimento da nossa Selecção. A ver vamos se Portugal ganha o jogo como todos esperamos.

Onze provável (4x3x3): Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Luís Neto, Fábio Coentrão, William Carvalho, Raul Meireles, João Moutinho, Nani, Bruma e Éder.

Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

sábado, 6 de setembro de 2014

Porque não existem facilidades

Como não vivo somente de Futebol praticado pelo Futebol Clube do porto, eis que resolvi levar a cabo um breve comentário ao Grupo de Qualificação de Portugal para o EURO 2016. Mas antes de lá ir gostaria de deixar bem claro que não nutro simpatia alguma por Paulo bento, mas também não lhe sinto asco ou desprezo algum apesar de o considerar um Treinador muito limitado e demasiado teimoso. Posto isto, siga para afrente que é o caminho.
 
È useiro no nosso Portugal achar que tudo é fácil e que vencemos tudo e todos. Assim como é também usual apelidarmo-nos a nós próprios dos piores do Mundo quando algo não corre como o desejado. O exemplo mais recente disto mesmo foi o que achávamos que eramos antes do Mundial no Brasil e aquilo que achamos que somos depois do Mundial.
 
A Selecção Nacional Portuguesa é o que é. Uma equipa boa mas com limitações. Continua a faltar um Guarda-redes de top, falha que parece nunca mais ter um fim desde que Vítor Baía “pendurou as chuteiras, apesar de Beto andar lá por perto mas quase nunca lá chegar porque Paulo Bento cismou com Rui Patrício. Por resolver está também a questão do Ponta de Lança uma vez que Éder disfarça mas não “mata! A questão de uma vez por todas. De resto Portugal é uma equipa com bons valores, sendo que muitos deles começam a aparecer nas camadas jovens cabendo ao Seleccionador Nacional ir apostando nos mesmos sem os “queimar”.
 
Sim, “sem os queimar” porque este Grupo de Qualificação para o EURO Gaulês é tudo menos acessível. Primeiro que tudo há que dizer que o habitual Carrasco Luso está lá e dá pelo nome de Dinamarca. A Sérvia é uma indústria de grandes Jogadores e o seu Plantel já conta com muitos dos Jogadores que não há muito tempo estiveram numa Final das Selecções Jovens. E enganem-se aqueles que ainda cultivam a mais que batida ideia de que a Arménia e a Albânia são os “bombos da festa” das Qualificações porque o futebol evoluiu e estes Países não focaram de fora.
 
Mas o pior nem é o facto de este ser um Grupo equilibrado que terá de realizar, forçosamente, um particular com a França. O que é realmente mau para a nossa Selecção é o facto de estar neste momento num processo de forçada renovação após uma participação razoável no Mundial. Isto da renovação até que é uma coisa natural que acontece a todos, só que como já disse atrás, os Portugueses vão do 8 ao 80 num instante e a falta deste meio-termo deita muitas vezes por terra qualquer boa iniciativa que possa surgir.
 
Pessoalmente espero que Portugal consiga o seu apuramento directo, porque é sempre mais fácil ir-se mudando o que tiver de ser mudado competindo ao mais alto nível, mas tendo em consideração os adeptos, imprensa e Equipa Técnica que o nosso País tem não estou a ver o apuramento directo a ser uma realidade. Mas vamos a ver o que vai acontecer tendo sempre em linha de conta que o apuramento para o EURO de França é vital para o bem do Futebol de Selecções.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Mary Poppins recordada na FPF

No dia 29 de Agosto de 1964, estreava nos Estados Unidos “Mary Poppins” uma fantasia musical da Disney. O filme narra a história do banqueiro George Banks que trata com severidade os seus filhos. Os miúdos Michael e Jane “despedem” todas as amas que o pai contrata. Certa noite, Jane, escreve uma carta onde pede o que seria a ama perfeita. No dia seguinte Mary Poppins desce do céu suspensa de um guarda-chuva com a carta na mão e, a partir daí, enche de alegria e animação a vida daquela família. In Wikipedia
50 anos depois Fernando Gomes, o insigne presidente da FPF, ressuscita na pele da intérprete de “Supercalifragilisticexpialidoso” canção que descreve a fórmula milagrosa para sair bem de situações difíceis. Uma outra interpretação faz referência a “algo acima do comum” que só poderia ser a decisão do Conselho de Justiça sobre as eleições na LIGA a que o senhor Fernando Gomes, nem sequer se referiu, provavelmente para desviar as responsabilidades da FPF das diatribes do senhor que manda no “Organismo Autónomo”.

Veio então anunciar umas medidas avulsas que não tem nada a ver com as críticas que deveria ter assumido há dois meses sobre a miserável prestação da equipa técnica que escolheu para o Mundial. Quando se esperava (no mínimo) que dirigisse criticas ao único responsável por aquele descalabro, o treinador Paulo Bento, mais os restantes membros/ex-jogadores do clube da treta que se pavoneiam pela FPF e ninguém sabe ao certo o que andam por lá a fazer, arranjou outro “culpado”. O médico da seleção Dr. Henrique Jones e a equipa médica foram despachados em grande velocidade. Em sua substituição criou uma tal USP Unidade de Saúde e Performance, uma espécie de BES SAÚDE aplicado ao futebol!

Noutro quadrante da FPF, o esperado castigo ao arruaceiro do costume, não se verificou. Jorge Jesus foi apenas “punido” com uma multa sem significado. Não sei o que mais precisa o homem de fazer para levar uma sanção exemplar. Repare-se no que aconteceu a Bill Davies treinador do Nottingham Forest em Março. Foi castigado com cinco jogos de suspensão e vai pagar 11 mil euros de multa. Em causa esteve um incidente no túnel no intervalo do jogo Nottingham Forest x Leicester City, que envolveu Davies e o árbitro do encontro.

A Comissão Reguladora Independente que tomou conta do caso acusou o técnico do Nottingham de quebrar duas alíneas da regra E3 da Football Association, órgão que rege o futebol inglês, que prevê incidentes no túnel e pune linguagem imprópria ou confrontos. Agora foi conhecido o castigo a Simeone que, por motivos semelhantes razões, levou 8 jogos!
O trolha que (ainda) treina o clube da treta é useiro e vezeiro em atitudes como esta, dentro e fora do relvado, mas para os órgãos do nosso futebol é um protegido do sistema. Passa os jogos a gesticular, protesta com o 4º árbitro e auxiliares e insulta o árbitro do encontro. Neste caso de Domingo, como prémio, foi confraternizar com uns amigos que tem por aqueles lados.

À margem do encontro em que a “instituição” foi beneficiada com a anulação de um golo perfeitamente legal, continuámos a assistir às nomeações do tratador dos cãezinhos amestrados. Nomeia sempre árbitros benfiquistas para jogos do Benfica. Também se calhar não há outros, eles são escolhidos a dedo. Nas subidas e descidas dos árbitros está o truque. Os lacaios tudo fazem para agradar ao clube do regime. Vamos ver quem será o feliz contemplado para dar a banhada no próximo Domingo aos Calimeros sabendo-se que em relação a esta corja, nem mesmo a nossa Mary Poppins conseguirá fazer nada.

Até à próxima.

domingo, 13 de julho de 2014

Lá como cá

O Mundial Brasil 2014 está quase a terminar e penso que existem ilações que todos deveríamos retirar em vez de darmos força e corpo aos odiozinhos pessoais que tem ganho uma força tremenda na Nação Azul e Branca nos últimos tempos.
 
É um facto incontornável que tanto Scolari como Paulo Bento são donos de uma postura tal que tem inimigos em quase todos os lados e é nesta altura complicada que todos saem da sua toca para os trucidar.
Não estou aqui a defender Scolari e Bento. Pelo contrário são duas personagens pelas quais não sinto simpatia alguma e muito menos acho que os deva defender seja de que maneira for. O que está em causa é o facto de muita gente do Planeta Azul e Branco entrar numa de “cascar” nos dois, “obedecendo assim ao Dono”, em vez de olhar para o que realmente está a falhar na Selecção do Brasil e Portugal.
 
Senão vejamos; tanto uma Equipa como a outra tem Jogadores de Classe Mundial que à sua maneira fazem a diferença pela positiva. A Escrete tem Neymar e a Selecção das Quinas tem Cristiano Ronaldo por exemplo. Mas a mabas falta-lhe entrosamento e renovação de ceer5tos sectores. A ambas faltou-lhes, e falta, entrosamento e um fio condutor que faça delas uma equipa no verdadeiro sentido do termo.
E como se conseguir este entrosamento? Dando continuidade ao que se vai fazendo desde as camadas jovens. Tanto em Portugal como no Brasil todos os escalões de formação seguem um esquema táctico e uma forma de jogar que cria raízes em várias gerações de Jogadores. É isto que a actual Alemanha tem feito, a Holanda também e a Inglaterra optou agora por fazer o mesmo.
 
Ora então o que falhou na Canarinha e na Portuguesa? Tudo! Dizer que os culpados dos descalabros Luso e Brasileiro foram os seus Treinadores é o mesmo que ser-se obtuso e demonstrar não perceber absolutamente nada de futebol. 
 
Tudo falhou e há que apurar responsabilidades junto de todos os corpos directivos e Técnicos das respectivas Federações em vez de se entrar na individualização do insucesso porque se formos por este caminho o problema vai-se manter mesmo que à frente das respectivas Selecções se coloquem Treinadores de Classe Mundial como José Mourinho e Pep Guardiola.
 
Lá como cá o problema é complexo e é preciso que, com caracter de urgência, se faça alguma coisa com racionalidade e não com a emotividade irracional que é marca registada dos Latinos.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Ver as coisas como elas são

Confesso que não queria tocar neste assunto. Não o queria porque sempre que o tema é Ricardo Quaresma surge logo um conjunto de Virgens Ofendidas que tem como ensinamento que não se pode dizer seja o que for sobre um Jogador que dá “beijinhos” ao emblema do Futebol Clube do Porto. 
Mas não posso ficar indiferente a esta entrevista que o Ciganito deu ao Maisfutebol e à TVI. E isto porque entendo que há que ser sério quando queremos criticar alguém e não apenas “dar pancadaria em mortos” para se ficar bem na fotografia.
 
Obviamente que estou inteiramente de acordo com Ricardo Quaresma quando este afirma que, passo a citar; "não entendo a justificação do selecionador, mas respeito. Acima de tudo, respeito. Acho que criaram esse mito de eu não defender, porque quem viu os jogos do FC Porto, desde janeiro, viu que já sou uma pessoa muito diferente. Já não sou o jogador que era há quatro ou cinco anos. Sou um jogador mais de equipa.
 
Aqui Quaresma tem toda a razão. Para mais é sabido que Paulo Bento é um bronco cismático que não sabe apresentar argumentos decentes que sustentem as suas decisões.
 
Contudo eu se fosse o Seleccionador Nacional também não teria convocado Quaresma para disputar o Mundial.
 
E não o faria nunca por causa do mau feitio do Atleta (na Selecção há gente bem pior que ele tal como o “caceteiro” do João Pereira por exemplo).
 
Simplesmente há que ser justo na avaliação das coisas e ver tudo com olhos de ver.
 
Se fizermos isto rapidamente vamos perceber que Ricardo Quaresma chegou ao Dragão em Janeiro do corrente ano cível, fez jogos fabulosos até meados de Março ao serviço do Clube Azul e Branco e desta altura até ao final do Campeonato simplesmente não jogou absolutamente nada.
 
Ora estar a convocar mais um para depois vir dizer para os Jornais que aos trinta minutos de jogo já estava de rastos tal como fez João Moutinho nem pensar! Mais vale procurar outras alternativas.
 
E quando falo em alternativas falo no verdadeiro sentido do termo e não nos amigos que querem ir “passear” para um Mundial e festejar com as malucas que se penduram nas grades dos centros de treinos.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sair de uma forma discreta

Até que custa fazer a antevisão de uma partida que todos sabemos que o mais provável é não dar em nada mais senão no fim da participação Lusa no Mundial FIFA Brasil 2014. E se juntarmos a isto as péssimas exibições da equipa de Todos Nós e o amadorismo de uma Federação que já há muito deveria ter aprendido como se comporta uma Federação dos tempos modernos, mais complicado fica opinar sobre este Portugal x Gana.
 
Quer isto dizer que se tivermos a sorte de não ver mais um jogo humilhante da nossa Selecção já estaremos cheios de sorte. 
 
È que para além de actualmente Portugal ser uma “equipa de mancos” e lesionados, o Gana é uma equipa de qualidade elevada que conta com grandes artistas da bola que tudo farão para passarem á fase seguinte do Mundial dado que os Africanos têm ainda uma grande possibilidade de conquistar o segundo lugar do Grupo e desta forma alcançar os oitavos de final da Competição. 
 
Pouco mais há a dizer senão que Portugal deverá apresentar o seguinte onze tendo em consideração aquilo que os “fanáticos” por Paulo Bento da Impressa Lusa tem dito e escrito:
 
Beto, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, André Almeida, William Carvalho, João Moutinho, Raul Meireles, Varela, Nani e Cristiano Ronaldo.
 
Perto da hora do jogo, 17H, vamos tentar disponibilizar alguns streams para quem não tiver mais nada que fazer e tiver paciência para ver a nossa Selecção fazer cenas tristes num palco internacional.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Agora só um milagre do futebol

Portugal evitou a derrota ao cair do pano frente aos Estados Unidos e tem uma missão praticamente impossível para ainda se apurar. Precisa de golear o Gana e esperar que Americanos e Alemães não empatem na última jornada. O jogo esteve na mão, fugiu no pé de Jermaine Jones e na barriga de Dempsey, e foi finalizado com a cabeça de Varela. Há uma réstia de esperança matemática, mas a eliminação está muito próxima de acontecer.
 
É a altura em que as desculpas se arranjam, é a fase em que o dedo é apontado. Acima de tudo, é altura de reflexão e de se perceber que futuro para a sSelecção Portuguesa. Grupo unido? Claro que sim, pelo menos parece. Mas nada é eterno e a renovação é uma inevitabilidade. Lesões, lesões e mais lesões não chegam para justificar o que quer que seja. São precisas contas feitas e conclusões tiradas.
 
Ao apito inicial eram 31º C e 62% de humidade. Cansava só de ver. Suava logo ao ver as cordas vocais abanarem assim que a Portuguesa começou a tocar. Eram dados que importavam debater e analisar para perceber comportamentos, mas que teriam que ficar para abordagens futuras. A bola rolava e o futebol era 11 para 11, todos no mesmo rectângulo de jogo, todos em busca da mágica rede, que balança e faz saltar.
 
Aos saltos estava o estádio com o começo do desafio, em êxtase à espera do apito inicial entre Portugal, todo de vermelho, e os Estados Unidos, equipados de branco. Paulo Bento sabia que não havia nada a fazer sem ser buscar a vitória. Tinha-o dito na conferência de imprensa, explicou-o depois aos jogadores, mesmo sem arrojar num onze remediado - Beto, Ricardo Costa, André Almeida e Hélder Postiga entravam para as vagas de Patrício, Coentrão, Pepe e Hugo Almeida.
 
Bem mais contido esteve Jürgen Klinsmann a escolher as suas pedras. Prescindiu de um homem com tendências naturais para ponta-de-lança e deu essa vaga ao capitão Dempsey, no sentido de este atuar vagabundo e a baralhar a defensiva Portuguesa, mas com a intenção primordial de alicerçar o meio campo com músculo, solidariedade para as faixas e redução de espaços.
 
Os esquemas tácticos faziam adivinhar uma maior tendência para ser Portugal a pegar no jogo. Assim se exigia à equipa depois do descalabro contra a Alemanha. E foi precisamente isso que se verificou. A Armada Lusitana não fugiu à responsabilidade. Estava com pica, com adrenalina, com chama, via-se isso até na cerimónia dos Hinos. A resposta ia ser dada.
 
E foi. Diz a história que quem joga para empatar, normalmente acaba por perder. Klinsmann teve o castigo merecido por tamanha falta de ambição e Nani foi o primeiro a festejar por Portugal neste Mundial, ao minuto 5. André Almeida ganhou na dividida, Veloso cruzou da esquerda e o 17 recebeu, esperou que Howard se sentasse e acertou no alvo.
 
O golo era o tónico perfeito para Portugal embalar numa respiração mais confiante. Só que logo voltaram alguns fantasmas. Ganeses ou não, o certo é que nova lesão tomou conta de um jogador Português, no caso Hélder Postiga, agarrado ao músculo e a pedir substituição. Éder foi chamado (já não sobra mais nenhum avançado) para a vaga.
 
Não por causa dessa alteração, mas o jogo cedo mudou e a confiança passou a ser aflição. Inteligentes, os Americanos exploraram o lado esquerdo da defesa Portuguesa, onde André Almeida também ia dando demonstrações de dor, onde Ronaldo não descia e onde a descompensação era o tónico mais visível: Veloso e Meireles redobravam o esforço para fazer as dobras.
 
A aflição deu em quatro ou cinco lances de perigo para a baliza de Beto. Esteve à altura das exigências e contrariou a tendência que as estatísticas podiam significar. Portugal atacava menos, rematava muito menos mas estava a ganhar.
 
Só um momento inédito até agora devolveu a tranquilidade à equipa de Paulo Bento. O minuto e meio concedido pelo árbitro aos 37' para beber água serviu para uma mini-palestra improvisada, mas muito eficaz de Paulo Bento. Os Lusos relaxaram positivamente e acabaram por cima a primeira parte.
 
Nani reapareceu para pontapear para o poste, que devolveu a bola na direcção de Éder. O avançado recargou e a bola ia no sentido certo, só que Tim Howard fez uma soberba defesa para canto.
 
Discreto e inibidor estava Cristiano Ronaldo. Ninguém duvida das suas capacidades e os prémios individuais falam por si, só que a conduta do Capitão, por vezes, condiciona a movimentação de uma equipa que, bem ou mal, trabalha para potenciar as suas qualidades ofensivas. É que a forma como reage negativamente a cada má acção de um companheiro não é de líder nem de companheiro. Sempre actuou assim, é um facto, mas menos facto não é que Nani, Éder e companhia parecem intimidados e com obrigatoriedade de procurar o Capitão, ao invés de procurarem a equipa. Digamos que um líder aplaude e incentiva, não condena.
 
O intervalo trouxe William Carvalho e uma maior serenidade da equipa, que viu Miguel Veloso adaptar-se bem à esquerda da defesa, um posto que não lhe é desconhecido, mas que já não ocupava há algum tempo.
 
As melhorias ficaram visíveis em dois lances de Éder de forma acrobática (48' e 51'), incapaz de inaugurar a sua conta pela Selecção Portuguesa. Era espelho de uma melhor reentrada em campo, só que era também o mau pronúncio para o que se seguiria.
 
O golo Americano podia ter surgido pelo pé de Michael Bradley, só que Ricardo Costa estava milagrosamente no caminho da bola, limpando para canto em cima da linha de golo. Não foi aí, foi depois. Jermaine Jones aproveitou um alívio incompleto de um pontapé de canto e chutou de fora da área, seco e colocado. Empate.
 
E estava a meio, o pesadelo. Meireles teve a resposta no minuto seguinte, mas desperdiçou. As pernas começavam a falhar, Varela não tinha entrado bem e a apresentação em campo começava a ficar claramente pálida.
 
Para ajudar à festa, chegou a barriga cheia de Clint Dempsey, a empurrar para o 2 x 1 e a deixar os Portugueses de barriga vazia. Era o descalabro, outra vez.
 
Não se pode negar que tudo foi feito para se chegar aos pontos e à esperança, mas também não se pode imiscuir que o mal estava feito e que os Estados Unidos cresciam à dimensão do seu País para fechar a baliza do gigante Tim Howard. O que o Americano não contava era que Ronaldo finalmente saísse da área para ir ao flanco cruzar. Varela, como em 2012, estava lá para reavivar as contas.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Nani

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Pensamento da Semana: Isto da borracha

Depois da tremenda derrota ante a Alemanha, talvez por o efeito do choque já ter passado, tem sido recorrente na nossa Comunicação Social a mensagem de que a derrota ante os Germânicos foi resultado da normalidade e que Pepe terá sido o mau da fita devido á sua ridícula expulsão.
 
Ora eu sou da opinião que há que chamar os bois pelos nomes porque os problemas resolvem-se enfrentando-os mesmos e não fazendo de conta que eles não existiram.
 
Ponto 1- Uma derrota é sempre uma derrota e deve ser sempre encarado como algo de negativo. E pior fica o cenário quando se encolhe os ombros e se diz que perder com a Alemanha é normal. 
 
Desculpem lá mas não é nada normal perder um jogo por quatro boas a zero seja com quem for. A coisa não ficaria pior nem melhor se do outro lado tivesse estado a Selecção das Honduras. Portugal não jogou nada no sue jogo de estreia no Mundial e há que retirar muitas ilações deste facto e não tentar normalizar o que por si nunca será normal.
 
Ponto 2 – Pepe teve uma atitude estúpida. Não há adjectivos para descrever quão mal o defesa esteve pois fez-se expulsar de uma forma no mínimo estúpida. Mas não foi o único e principal responsável pela copiosa derrota ante a Selecção do País da Sra. Merkel.
 
Paulo Bento demorou muito tempo a reagir á expulsão do Jogador e não cabe na cabeça de ninguém fazer de Raul Meireles o central só porque estávamos perto do intervalo do jogo. O Seleccionador não cumpriu com a sua obrigação neste caso e em muitos outros que foram acontecendo ao longo da partida.
 
Pepe esteve mal, muito mal, assim como toda equipa Lusa, mas o Guardião Rui Patrício foi sem sombra de dúvida o pior deles todos. O Guarda-redes não conseguiu fazer uma única defesa durante os 90 e poucos minutos e ainda teve tempo de fazer uma assistência para o golo Alemão. Assistência esta, que por pura sorte, não foi aproveitada por Khedira.. 
 
O “Goleiro” do Sporting CP mostrou que não tem qualidade para defender a baliza da equipa de Todos Nós e tal facto deve ser analisado, debatido e devidamente dissecado na Comunicação Social e não fazer de conta que nada se passou.
 
Pelo bem da nossa Selecção já chega de proteccionismo e de “Clubite Aguda” na gora de dar acara nas televisões e de pegar na Caneta. Façam o favor de colocar a borracha de lado e façam o vosso trabalho, pois só assim poderemos ver Portugal a enfrentar o que falta do Mundial com confiança e serenidade.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Uma festa Portuguesa com certeza

No derradeiro teste antes da partida para o Brasil, Portugal venceu, goleou e convenceu. Ronaldo mostrou que está apto para a prova, e mesmo sem conseguir marcar ajudou a equipa a realizar uma boa exibição. Hugo Almeida bisou, Coentrão e Vieirinha também fizeram o gosto ao pé, pelo meio Keogh apontou um auto-golo. Atenção voltada para a Alemanha já na próxima segunda-feira.
 
A grande novidade do onze Nacional foi o regresso de Cristiano Ronaldo após a ausência nas duas primeiras partidas de preparação. Depois de uma longa semana onde a lesão do nosso Capitão foi tema constante de especulação com todos os cenários a serem equacionados, eis que Paulo Bento decide por um ponto final na questão e testar a forma física do Melhor do Mundo em competição.
 
A baliza das Quinas voltou a ser defendida por Rui Patrício, o provável titular durante a prova. Surpresa na escolha de Paulo Bento para a lateral direita com a inclusão de Ruben Amorim. Na lateral oposta, Coentrão ocupou o seu habitual posto, enquanto o centro da defesa foi ocupado por Luís Neto e Ricardo Costa. O meio campo ficou entregue a William Carvalho, Moutinho e Raúl Meireles. No ataque, além do já referido Ronaldo, Varela tentava do lado direito servir o "ponta-de-lança" Hugo Almeida.
 
O jogo não podia ter começado melhor para a Selecção Nacional, depois de Ronaldo tentar um remate de longe ainda no 1º minuto, eis que o golo surge no 2º! Rúben Amorim trabalha bem na saída do seu meio campo, abre para Varela, que sem oposição centra para a área, onde Hugo Almeida aparece mal marcado pelo seu opositor e completamente à vontade para abrir o activo num golpe de cabeça de cima para baixo. Fácil de mais!
 
Os minutos seguintes foram de domínio absoluto de Portugal, com 3 grandes ocasiões para dilatar a vantagem. Primeiro foi Ronaldo a ensaiar mais um remate e na recarga, Varela assiste Meireles para uma defesa espectacular do guardião Irlandês! Na sequência do canto, batido por Moutinho, Hugo Almeida quase bisa ao desviar ao primeiro poste um pouco por cima da barra. Finalmente, foi de novo Ronaldo a conquistar uma falta e a bater o livre directo ao poste esquerdo da baliza de Forde. O golo estava eminente e chegou ao minuto 20, desta vez pelo lado esquerdo, com Coentrão e Ronaldo a combinarem com nota artística, e o lateral a centrar para o desvio infeliz de Keogh para a sua própria baliza.
 
O domínio do jogo continuou totalmente do lado Luso. Destaque para um meio-campo que controlou totalmente as operações e onde William Carvalho já parece totalmente entrosado com toda a equipa. O terceiro golo surgiu de novo do lado direito, Varela centra para o segundo poste onde Ronaldo sobe mais alto e cabeceia com força, Forde defende para a frente e Hugo Almeida aproveita para bisar no encontro. 45 Minutos de grande qualidade por parte de Portugal que mostrou que está com grandes níveis de concentração e com grande qualidade na troca de bola.
 
Portugal regressou das cabines com o mesmo onze e cedo viu a Irlanda reduzir a desvantagem. Um livre em posição frontal foi marcado de forma rápida para o lado direito onde McClean recebeu totalmente solto, tirou um adversário da frente e bateu Rui Patrício com um remate rasteiro.
 
A Irlanda conseguiu equilibrar as operações, mas sem incomodar novamente a baliza de Rui Patrício. Paulo Bento fez 5 alterações, retirando do encontro Hugo Almeida, Ronaldo, Meireles, Neto e Varela e colocando em campo Postiga, Nani, André Almeida, Pepe e Vieirinha.
 
Aos 77 minutos, Moutinho lança longo para a corrida de Nani na esquerda, o domínio do extremo é de grande qualidade assim como o centro milimétrico para a entrada de Vieirinha que cabeceia primeiro para a defesa de Forde, mas consegue na recarga fazer o seu 1º golo com a camisola das Quinas!
 
A "mão cheia" chegou aos 83 minutos, novamente Nani a receber um passe longo no lado esquerdo, a dominar a bola e a esperar pela desmarcação de Coentrão. O lateral desviou a bola do guardião Irlandês com o pé direito e festejou o seu 4º golo pela Selecção.
 
Nani ainda apontou um golo de calcanhar a culminar um grande lance de toda a equipa, mas o extremo estava ligeiramente adiantado e a equipa de arbitragem anulou bem o lance.
 
Boa exibição de Portugal que aproveitou o jogo para moralizar a equipa e partir para o Brasil com a bagagem cheia.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Silvestre Varela

sábado, 7 de junho de 2014

Boa vitória em mais um bom jogo treino

No segundo encontro do estágio de preparação para o Mundial 2014, Portugal venceu o México por 1 x 0, com um tento de Bruno Alves já em tempo de descontos.  Num encontro em que mais uma vez Paulo Bento não pôde contar com algumas das principais figuras da Selecção Nacional, o equilíbrio foi a nota dominante, com Portugal a ser superior na primeira parte, mas a sentir algumas dificuldades no segundo tempo, altura em que Eduardo brilhou e foi fundamental para manter a baliza inviolável até ao final da partida.
 
O início da partida trouxe André Almeida como defesa esquerdo na equipa Portuguesa, já que Paulo Bento optou por colocar Fábio Coentrão no trio meio campo, fazendo companhia a Miguel Veloso e João Moutinho. Sem o contributo de Ronaldo, Pepe, Meireles e Beto, os jogadores Portugueses sentiram dificuldades iniciais na partida e o México aproveitou para colocar pressão na saída de bola da Selecção Nacional, o que fez com que dominasse os primeiros momentos do encontro.
 
No entanto, a turma de Paulo Bento foi aos poucos acertando posições e foi empurrando o adversário para o seu meio campo. Ainda que nunca houvesse domínio claro de nenhuma das equipas, foi Portugal a equipa mais perigosa durante os primeiros 45 minutos e Éder esteve em destaque já que protagonizou as melhores situações de golo. O avançado teve por várias vezes nos pés e na cabeça a oportunidade de inaugurar o marcador, mas revelou ineficácia na hora da finalização. O México apenas a espaços se aproximou com perigo da baliza de Eduardo e foi assim com naturalidade que o nulo se verificava ao intervalo.
 
O segundo tempo trouxe um encontro mais rápido, de parada e resposta. Nesta toada foi o México a adaptar-se melhor, assinando maior número de oportunidades de golo, principalmente depois da entrada de Chicharito Hernández. Portugal apenas por Fábio Coentrão conseguiu criar perigo na primeira meia hora do segundo tempo, número revelador da quebra de produção de Portugal. Se Éder foi a figura da primeira parte pelas oportunidades criadas e desperdiçadas, na segunda parte foi o trio Chicharito/Guardado/Herrera a estar em destaque no México, já que foram os jogadores com maior dinâmica ofensiva e criaram as maiores dificuldades a Eduardo, que esteve à altura dos acontecimentos e revelou-se como o melhor de Portugal na segunda metade.
 
Ambos os treinadores aproveitaram a segunda metade para rodar alguns jogadores, o que fez com que a partir do minuto 75 a partida decrescesse muito de qualidade. Quando era esperado o nulo final, um livre lateral sobre a direita do ataque Português permitiu um cabeceamento a Bruno Alves que não desperdiçou e assinou um belo golo já em tempo de desconto, fazendo o resultado final. O mais justo seria de facto o empate, face ao equilíbrio de forças verificado, mas o central Português revelou mais eficácia que companheiros e adversários e na primeira oportunidade não se fez rogado, colocando a bola no fundo da baliza Mexicana.
 
Com esta vitória Portugal soma o sétimo encontro consecutivo sem perder e pode chegar ao Mundial 2014 com o recorde de invencibilidade de Paulo Bento, que nunca esteve 8 jogos consecutivos sem conhecer a derrota ao comando da Selecção Nacional.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Eduardo

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pensamento da Semana: Bentices à parte

Para tema deste pensamento sobre a Selecção de Todos Nós (sim de Todos Nós mesmo quando não gostamos do treinador e de alguns jogadores) resolvi fazer uma breve analise a uma consequência da Lista de Convocados de Paulo Bento.
 
Não vou aqui dizer que faria assim ou assado e muito menos me vou meter a dar palpites sobre quem convocaria ou não até porque não podem ir todos. Para mais nesta coisa a decisão de Paulo Bento é soberana e só perante os resultados que Portugal alcançar no Brasil é que lhe podemos exigir seja o que for e nunca antes.
 
Contudo das escolhas do Seleccionador Nacional resulta, como já aqui o disse,  um facto preocupante para nós Portistas: exclusão de Ricardo Quaresma do lote que vai tentar dar o seu melhor no Mundial.
 
Decisão justa ou não é o que na minha opinião menos deve interessar ao Universo Azul e Branco dado que o problema aqui é bem maior. 
 
Isto porque é sabido que Quaresma deu tudo por tudo ao serviço do FC Porto até meados de Abril na expectativa de ser convocado por Paulo Bento. Ora tal não sucedeu e agora a moral do Ciganito deve estar pelas ruas da amargura.
 
Já todos sabemos o que acontece quando Quaresma desmoraliza e isto não augura nada de bom para o Dragão que terá de lidar com um talentoso mas indisciplinado e desrespeitador Atleta que se “agarra” em demasia à bola como se fosse o único criativo que o Clube Azul e Branco tem no seu Plantel.
 
É caso para se dizer que Bentices á parte, o Paulo arranjou um belo sarilho ao Dragão. Sarilho que nem os habituais e hipócritas “beijinhos” no símbolo Portista vão resolver, mas também ninguém mandou o FC Porto ir “recuperar” o Harry Potter e o seu mau feitio.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Cristiano Ronaldo o Rei

No último jogo disputado antes de Paulo Bento divulgar a convocatória final para o Campeonato do Mundo, Portugal recebeu e goleou os Camarões por 5 x 1, numa partida marcada pelas estreias de Rafa e Ivan Cavaleiro e também pelo facto de Cristiano Ronaldo se ter tornado no melhor marcador de sempre da turma das Quinas com 49 golos, depois de ter bisado em Leiria.

Com Rafa (jogou 45 minutos a um bom nível) e Ivan Cavaleiro (foi quase sempre discreto) no 11 inicial, que apresentou muitas novidades, entre elas a presença de William Carvalho no meio campo defensivo em vez de Miguel Veloso, Portugal inaugurou o marcador por intermédio de Cristiano Ronaldo, que com toda a sua classe deu justiça ao resultado aos 20 minutos.

Os Camarões ainda empataram bem perto do intervalo, com um golo de Vincent Aboubakar, mas na segunda parte Portugal partiu para a goleada, chegando ao resultado final de 5 x 1, com golos apontados por Raul Meireles, Fábio Coentrão, Edinho e Cristiano Ronaldo.

A exibição, ainda assim, não foi perfeita e há erros que devem ser analisados, mas o resultado e o comportamento dos jogadores confirmam que o último ensaio antes de serem conhecidos os nomes que vão representar Portugal no Brasil foi bom e por isso não há razão para não haver optimismo quanto à participação Lusa no Mundial, embora faltem 99 dias para começar a competição.

A primeira parte tem necessariamente que ser dividida em dois períodos. O primeiro durou cerca de 25 minutos e nele pôde-se ver uma Selecção Portuguesa a jogar um futebol desenvolvido, bem apoiado, com os três sectores da equipa a entenderem-se bem e com uma ligação coesa. No fundo, durante grande parte do primeiro tempo, Portugal jogou bom futebol.

Apesar das várias alterações verificadas por Paulo Bento no 11 inicial, até porque se tratava do último jogo antes de ser divulgada a convocatória para a fase final do Campeonato do Mundo e fazia todo o sentido testar várias das opções possíveis para aquele que tem sido o 11 base do Selecionador, Portugal entrou a mandar no jogo e teve a primeira oportunidade por intermédio do estreante Rafa, que na globalidade fez uns primeiros 45 minutos de bom nível e esteve melhor do que o outro estreante, Ivan Caveleiro. Charles Itandeje, guarda-redes dos Camarões, impediu que o jogador do SC Braga marcasse, sendo que na sequência do lance, Raul Meireles não conseguiu fazer melhor do que o novato.

Os Africanos apenas criaram perigo num lance de bola parada, com Samuel Eto'o a obrigar Beto a uma boa defesa, sendo que aos 20 minutos, Portugal adiantou-se no marcador. Numa jogada de ataque bem desenhada e organizada por João Moutinho, o médio do Monaco soltou o esférico para a direita e João Pereira, com uma boa visão de jogo, fez um passe atrasado para Cristiano Ronaldo e o Capitão fez o resto. Recebeu a bola, tirou um defesa do caminho e atirou para o fundo da baliza dos Camarões, tornando-se no melhor marcador de sempre da Selecção Portuguesa, com 48 golos (no final do jogo seriam 49) em 110 jogos.

Portugal jogava melhor e estava com justiça em vantagem, resultado que podia ter sido ampliado pouco depois, num lance que deixou as bancadas do Estádio Municipal de Leiria empolgadas. No lado esquerdo, Fábio Coentrão passou pelo seu opositor e Rafa apareceu em boa posição para marcar, mas o toque acrobático feito no coração da área e sem qualquer marcação saiu ao lado.

A história contada até aqui passou-se ao longo dos primeiros 25 minutos, mas desde então até ao intervalo, praticamente não houve mais Portugal do ponto de vista ofensivo. Os erros no capítulo do passe, muitos deles em zonas perigosas como o meio campo, tornaram-se mais visíveis. Os Camarões souberam aproveitar esses deslizes para se irem aproximando com perigo da baliza à guarda de Beto, até que aos 43 minutos, Vincent Aboubakar conseguiu conquistar uma posição privilegiada por trás dos defesas Lusos e só com o guarda-redes Português pela frente, restabeleceu a igualdade.

Tal como na primeira parte, Portugal entrou melhor do que os Camarões no segundo tempo, mas desta vez com uma intenção bem mais clara de alvejar a baliza adversária. Sinal disso foram as oportunidades criadas ao longo dos primeiros minutos.

Cristiano Ronaldo, de livre, rematou a centímetros da baliza Camaronesa, pouco depois, Fábio Coentrão obrigou Itandje a uma grande defesa, sendo que o guarda-redes voltou a ter que brilhar quase de seguida ao defender um remate forte de Ronaldo.

O guarda-redes dos Camarões adiou o quanto pôde o golo de Portugal, mas este iria mesmo surgir aos 66 minutos, embora por oferta dos Africanos. A defesa Camaronesa praticamente ofereceu a bola a Raul Meireles e o médio experiente não se fez rogado, rematando cruzado para o fundo da baliza, colocando novamente a Selecção Portuguesa na frente do resultado.

Ainda as bancadas do Municipal de Leiria, que estiveram praticamente cheias, festejavam o golo de Raul Meireles e já Fábio Coentrão, depois de um passe de Cristiano Ronaldo, marcava o seu terceiro tento com a camisola de Portugal e o terceiro da turma das Quinas no jogo, confirmando praticamente o triunfo.

Mas o resultado não iria ficar por aqui e iria acabar em goleada. A etapa complementar só deu Portugal e por isso foi sem surpresa que o regressado Edinho ampliou a vantagem para 4 x 1, empurrando a bola para o fundo da baliza após um excelente trabalho de Cristiano Ronaldo. De resto, seria mesmo o Capitão da Selecção a bisar e a fechar o resultado final em 5 x 1, aproveitando um ressalto na área para voltar a marcar.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Cristiano Ronaldo
 

sábado, 12 de outubro de 2013

Serviços minimos garantem o play-off

Atenção: não há culpados individuais. Portugal teve ocasiões mais do que suficientes para golear uma ténue selecção de Israel. Num jogo em que Moutinho e Ronaldo, habituais figuras de destaque, estiveram apagados, Rúben Micael, Antunes e Nani iam chegando para as encomendas, só que, sem nada o prever, os Israelitas aproveitaram uma infelicidade de Rui Patrício para fazer o empate final. Contas abortadas, é tempo de pensar no play-off.
 
Face ás muitas ausências (Meireles, Vieirinha, João Pereira e Bruno Alves por lesão, Fábio Coentrão e Hélder Postiga por opção), Paulo Bento promoveu alguns nomes menos habituais. Desde logo, referência para a estreia absoluta de André Almeida, que ocupou a vaga direita da defesa Lusitana, acompanhado por Pepe e Ricardo Costa no centro e Antunes à esquerda.
 
No meio campo, Rúben Micael saltou para o lugar de Meireles e acompanhou Miguel Veloso e João Moutinho no habitual triângulo ascendente. À frente, foi Hugo Almeida o homem mais perto da rede de Aouate, acompanhado de Nani e do capitão Cristiano Ronaldo.
 
Portugal entrou no desafio já a saber da vantagem da Rússia no Luxemburgo, mas observando uma moldura humana verde de esperança no colorido José Alvalade, que cantou a uma só voz o som contra os canhões.
 
Com os Israelitas na mira, o alvo ficou definido muito cedo e Micael, o primeiro a dizer verdadeiramente presente, recebeu o esférico amortecido pelo peito de Almeida e rematou torto.
 
Ziguezagueando a partir da zona central do meio campo, a equipa Portuguesa sentia as ausências de João Pereira e de Coentrão e via contenção natural de André Almeida e de Antunes nas subidas em campo. Conclusão: bola em Nani, bola em Ronaldo e toca a rematar!
 
Do outro lado estava uma Israel traiçoeira, à imagem do discurso do seu treinador na antevisão do encontro, que dizia não acreditar no apuramento. Em campo, a equipa demonstrava não querer nada do jogo, mas, sem se dar por ela, ia controlando bem os movimentos de João Moutinho e até visitou Patrício. Primeiro, Zahavi permitiu corte de Antunes, depois Eden Ben Basat ensaiou remate com perigo, mas desviado.
 
Findo o período mais nervoso de Portugal, a Selecção partiu para a baliza adversária com mais convicção. André Almeida e Antunes perderam a vergonha, Moutinho passou a jogar a um toque, Ronaldo e Nani assustaram, Micael, também de longe, obrigou Aouate a defesa apertada. Até aqui, tudo tentado desde fora da área, tudo sem sucesso.
 
Contra a monotonia, vieram os centrais explicar que é dentro de área que se resolve. Cruzamento de Antunes ao segundo poste, desvio de Pepe e mergulho de Ricardo Costa lá para dentro. Golo! Alvalade a saltar. Corações a baixar o ritmo. Vantagem para agarrar.
 
Nervoso continuava Cristiano Ronaldo. O capitão queria espaço e não tinha (Sheran Yeini não lhe permitia dois toques na bola, nem que o jogo estivesse parado), queria bola mas os Israelitas atiravam-no à relva, queria ver a rede, só que havia sempre algo a impedir.
 
Últimos quinze minutos da primeira parte com Portugal e Israel a desejarem intervalo: os primeiros, para entenderem os perigos de contra-ataque Israelita, os segundos para perceberem por onde furar.
 
O segundo tempo abre com Omri Ben Harush a furar a defesa Portuguesa e a encontrar as mãos de Patrício. Logo depois, Hugo Almeida já dedicava o golos aos filhos quando viu a bandeirola do auxiliar a assinalar fora-de-jogo.
 
Tacticamente, Paulo Bento pediu mais mexidas entre os homens da frente. Ronaldo vagueou para a direita, Nani visitou Antunes na esquerda e Hugo Almeida também andou mais solto.
 
A bola, essa coisa redonda e deliciosa, gostava mais de passear nos pós Lusos, claramente mais simpáticos e afectivos. Já os golos é que iam tardando: Ricardo Costa tentou, à ponta de lança, bisar na partida (62'), Josué rematou com perigo na primeira aparição em campo e Nélson Oliveira tentou embelezar, mas o chapéu saiu ao lado. Antunes também ia fazendo estragos, só que Aouate brilhou a grande altura ao ir ao chão.
 
Resultado magro, tempo a decorrer e Israel a ensaiar timidamente os ataques. Ou os argumentos eram poucos, ou a vontade era menos ainda, porque, para quem precisava de ganhar, não era claramente esta a postura.
 
Quem falhou na postura foi Rui Patrício, e de que maneira! Os atrasos ao guardião eram uma constante, mas, ao minuto 86, sem grande pressão, entregou escandalosamente a bola a Ben Basat e este empatou.
 
Balde de água gelada e contas postas em causa. Lá vamos nós ao playoff, outra vez...
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Antunes

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bateu-se a pala ao Sargentão

Noite de festa Luso-brasileira em Boston, nos Estados Unidos, que terminou com triunfo «Canarinho» por 3 x 1. Portugal até esteve a vencer mas acabou por sucumbir ao poderio do futebol Brasileiro.
 
Assim que A Portuguesa e o Hino Nacional Brasileiro entoaram os primeiros acordes para a multidão no Gillette Stadium percebeu-se que o encontro, embora particular, transcendia largamente essa condição. Os 62 mil adeptos que pintaram de amarelo, vermelho e verde as bancadas do impressionante palco Norte-americano cantaram os sons em forma de orgulho nacional e a língua Portuguesa tomou conta da noite de terça-feira em Foxboro, nos arredores de Boston.
 
A ausência de Cristiano Ronaldo foi notada, logicamente, sobretudo nas horas que antecederam o início do jogo. Os adeptos – Portugueses e Brasileiros – lamentaram o facto que, no entanto, seria relativizado com a entrada em cena dos protagonistas presentes dos dois lados da contenda; Neymar, pois claro, foi o mais ovacionado e a «estrela» do FC Barcelona trataria de retribuir com um golo sensacional, aos 34 minutos.
 
Nesse minuto, quando o «camisa dez» da «Canarinha» ensaiou um solo perfeito entre vários jogadores Lusos que terminou com um remate imbatível para Rui Patrício dentro da área, o Brasil virava o marcador que tinha começado por lhe ser desfavorável; era também o momento em que o Pentacampeão Mundial pegava no jogo depois de meia hora de domínio repartido.
 
No filme que antecedeu o acto individual de Neymar, Portugal mostrou-se à altura do desafio, mesmo sem a estrela maior Cristiano Ronaldo, que foi substituído por Nani no onze inicial. Antes de chegar à vantagem, Nélson Oliveira - a segunda novidade no onze de Paulo Bento – proporcionou o primeiro grande momento de futebol da noite, ao rematar ao poste na sequência de um lance acrobático.
 
Depois, o brinde de Maicon, aos 18 minutos. Na tentativa de atrasar a bola para Júlio César, de cabeça, o lateral deixou Raúl Meireles na cara do guardião do QPR e o médio Luso agradeceu o presente e instalou a festa Portuguesa no Gillette Stadium.
 
Uma festa que durou seis minutos, até que Thiago Silva usou o físico para se impor no espaço aéreo e igualar a partida (24’) com um golpe de cabeça imponente. Tudo igual, mas o Brasil ameaçava crescer; e cresceu, ainda que Nani tenha tido na cabeça (32’) o golo para nova vantagem Portuguesa, na finalização de uma grande jogada colectiva que envolveu Moutinho e Vieirinha.
 
Pouco depois chegou o show de Neymar (que joga a um ritmo alucinante) e o jogo caía em definitivo para o lado amarelo da questão. Entre os 35 e os 40 minutos foi um «salve-se quem puder» na (des)organização defensiva de Portugal, literalmente atropelada pela avalanche «Canarinha», que em três momentos esteve muito perto de fazer o 3 x 1.
 
O que não chegou antes do intervalo acabou por vir logo no início da segunda parte. Com Neto ainda a ambientar-se (tinha entrado para o lugar de Pepe), Neymar e Maxwell fabricaram a jogada pelo flanco esquerdo e Jô finalizou à «boca» da baliza. Portugal sofria o canto do cisne em Boston e o que sobrou do jogo viveu da preocupação Portuguesa em não piorar os números do desaire. O Brasil apresentou mais futebol, mais soluções e venceu bem.
 
Nota final para Luiz Felipe Scolari, o homem que reencontrou Portugal e que no terceiro duelo pessoal entre Lusos e Brasileiros voltou a sorrir, depois de ter vencido os dois encontros enquanto selecionador Português.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Raul Meireles

sábado, 7 de setembro de 2013

Do Inferno aos Céus

Entre as brumas densas de Belfast, Cristiano Ronaldo apareceu e provou - mais uma vez - que está no topo do futebol Mundial. Portugal perdia por 2 x 1 frente à Irlanda do Norte até que um «hat-trick» puro do Capitão selou sem dúvidas o triunfo Luso por 4 x 2.
 
As circunstâncias do grupo facilitavam as contas, especialmente depois do triunfo da Rússia sobre o Luxemburgo, por 4 x 1. A Portugal só interessava ganhar em Belfast, na passada sexta-feira, para manter na linha o sonho Mundial, por muito que tudo e todos tenham procurado retirar esse fardo de pressão antes do apito inicial.
 
O arranque foi sôfrego, com a Selecção Nacional a ver-se pressionada pelo estilo de jogo excitante da Irlanda do Norte; o que falta em técnica sobre em vontade e superação aos Britânicos e os primeiros 20 minutos de jogo foram marcados por essa conduta. De Portugal, pouco se via além das queixas de Cristiano Ronaldo às constantes entradas vigorosas dos adversários.
 
O cenário prometeu mudar aos 16 minutos, quando Bruno Alves deixou uma primeira ameaça. O desvio de cabeça do defesa central do Fenerbahçe passou ao lado, coisa que já não aconteceu aos 21 minutos. João Moutinho bateu um canto da direita, deu-se um desvio ao primeiro poste e Bruno Alves apareceu no coração da área a rematar certeiro, de pé direito, para a vantagem Lusa em Belfast.
 
O golo de Portugal não representava necessariamente uma superioridade em campo, mas a vantagem devia ter dado outra estabilidade emocional e futebolística à equipa; não deu, ainda que na dezena de minutos seguintes tivesse dado essa ilusão. A verdade é que a equipa de Paulo Bento manteve a atitude de passividade e aos 36 minutos pagou a factura.
 
Também de canto, a Irlanda do Norte chegou ao empate, com McAuley a antecipar-se a Bruno Alves e Hélder Postiga para desviar de cabeça para o fundo das redes de um impotente Rui Patrício. As contas voltavam ao início, simples de fazer mas complicadas de construir.
 
E tudo ficou tão mais complexo aos 43 minutos, quando Hélder Postiga encostou a cabeça ao oponente e recebeu ordem de expulsão. A decisão do árbitro pode ser exagerada – e é -, mas está longe de merecer total reprovação. O avançado do Valencia pôs-se a jeito e não escapou; ele e a Selecção, que ficava com 45 minutos de jogo pela frente em inferioridade numérica.
 
Uma condição que não demorou muito a conduzir Portugal ao precipício. Minuto 52, novo canto para a Irlanda do Norte e reviravolta completa no Windsor Park, com o golo de Weird a dar vantagem à equipa da casa, ainda que em posição claramente irregular. O que já estava mau para a Selecção Portuguesa assumia contornos desastrosos e que ameaçava deixar Portugal em posição delicadíssima na luta pelo apuramento.
 
Mas após tanto contratempo para Portugal, Chris Brunt viu o segundo cartão amarelo, aos 61 minutos, e também foi expulso. Novamente em igualdade numérica, a Selecção Portuguesa cresceu e Cristiano Ronaldo apareceu. O Capitão de Portugal fez o empate, aos 68 minutos, com um grande golpe de cabeça, mais uma vez na sequência de um canto, e aos 77 voltava a usar a cabeça para devolver a vantagem a Portugal.
 
Logo depois, Lafferty viu o cartão vermelho directo e Ronaldo respondeu-lhe com novo golo, fixando o resultado final em 4 x 2 para Portugal. Mesmo com limitações físicas, Ronaldo foi Herói e liderou o caminho que aponta cada vez mais ao Brasil, na noite em que ultrapassou Eusébio no número de golos apontados: 43. 
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Cristiano Ronaldo