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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Apesar de tudo era escusado

umagem retirada de zerozero
Começo, desde já, por dizer que me pareceu manifestamente escusado o Futebol Clube do Porto ter hoje passado pelo tremendo sofrimento que passou em pleno Estádio do Bessa. Especialmente se tivermos em linha de conta que a equipa de Jorge Simão só tinha um único objetivo: empatar!

Diga-se o que disser, a verdade é que este Boavista Futebol Clube de Jorge Simão (cujo ódio latente e expresso aos azuis e brancos é algo difícil de se explicar) tinha como missão tudo fazer para prejudicar as contas da equipa vizinha na corrida pela renovação do título de campeão. Só assim se percebe, de facto, a frustração bem visível de toda a equipa axadrezada (jogadores e equipa técnica). Por perceber fica a razão de tal dado que o grande objectivo da equipa do Bessa na liga NOS é o de tentar evitar a zona de descida e não o de levar a cabo uma espécie de “guerra santa” contra o seu “rival” das Antas sempre que o defronta. Há coisas que não se entendem.

Aproveitando a deixa do parágrafo anterior, o que também não se entende é o onze inicial que Sérgio Conceição escolheu para esta partida. Falamos de uma partida que todos sabiam que a equipa da casa ia tudo fazer (inclusive distribuir porrada por tudo quanto equipava de azul e branco) para que o nulo imperasse ao fim dos noventa e poucos minutos. Como tal até que percebo a ideia de se colocar Jesús Corona a fazer todo o flanco direito da equipa portista dado que o Boavista nunca atacou - conto pelos dedos de uma só mão as oportunidades de golo da equipa da casa durante todo o jogo - mas ao ter feito tal, Sérgio Conceição retirou profundidade ao ataque da equipa azul e branca que só tinha Marega a lutar contra toda a acérrima linha defensiva do Boavista.

Yacine Brahimi, Óliver Torres e Ótavio eram sempre “engolidos” pelo meio campo da equipa da casa (Herrera não esteve lá a fazer nada), pelo que não havia um fio de jogo ou algo que fizesse com que o FC Porto dominasse um jogo que o adversário não queria vencer. O pontapé para a frente e o apelo à eficácia nos lances de bola parada foram, quase sempre, a aposta forte deste FC Porto que ia dando cada vez mais ânimo e coragem a um Boavista sarrafeiro e maldoso.

Tal forma de estar por parte dos Dragões perante uma equipa axadrezada que apostava - sempre! - no bloco baixo, só não redundou em “suicídio” porque quis a sorte que Hernâni (na tal fase de desespero que caracteriza esta equipa de Sérgio Conceição) marcou o golo que deu os três pontos aos Dragões e a consolidação de uma liderança que poderia – por culpa própria - ter sido colocada sob forte pressão-

Já aqui o disse e repito, não gosto do 4x4x2 super ofensivo que o Futebol clube do porto utiliza nas probas nacionais (prefiro o racional 4x3x3 da Champions), mas admito perfeitamente a sua eficácia. Especialmente tendo em consideração que no nosso campeonato 99% das equipas joga da mesma forma que a equipa do Bessa quando defronta o FC Porto. Sérgio Conceição sabia de tal (se não sabia, já devia saber), pelo que fico claramente com a ideia de que isto era, efectivamente, escusado.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Foi deveras complicado olhar opara a exibição de hoje do conjunto azul e branco e tentar perceber quem se destacou – pela positiva - dos demais. Atribuo o MVP deste jogo ao defesa central Felipe pelo que fez nas poucas vezes em que o Boavista tentou incomodar Casillas e por nos lances de bola parada este ter tentado, sem sucesso, marcar o golo que poderia ter ditado um jogo bem mais fácil para os azuis e brancos.

Chave do Jogo: É óbvio para todos que esta só apareceu aos 90´+5, altura em que Hernâni aproveitou um ressalto na área axadrezada para marcar o golo da vitória portista.

Arbitragem: A exigência do jogo fala por si, mas Hugo Miguel tomou algumas decisões duvidosas como o fora de jogo anulado a Herrera e uma grande penalidade não assinalada sobre Rochinha por volta do minuto 70. Análise e opinião de Ricardo Lestre (jornalista do site zerozero)

Positivo: Golo de Hernâni. Num jogo onde tudo parecia correr mal e onde o adversário se preocupava mais em bater do que em jogar futebol, positivo só mesmo o golo que deu a vitória ao Futebol Clube do Porto.

Negativo: Héctor Miguel Herrera. Não acerta um passe, não se desmarca, não organiza jogo nem recupera bolas. Fez um golo que foi mal anulado pela equipa de arbitragem. Foi para isto que Sérgio Conceição mudou o sistema táctico? 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (02/12/2018)

domingo, 2 de dezembro de 2018

Há uma forma para manter e uma história para defender

Um encontro daqueles onde a história desempenha um papel importante. O sempre quentinho dérbi do Porto está à porta. Pela 56ª vez na história da principal divisão do futebol português, o Boavista recebe o eterno rival FC Porto. A superioridade é portista, mas recorda-se da última vitória axadrezada? Já lá vão 11 anos...

Os momentos de forma

Voltemos a cair na realidade. Jorge Simão teceu rasgados elogios ao seu homólogo e todos com cabeça, tronco e membros. O FC Porto de Sérgio Conceição atravessa um momento assombroso de forma. Garantiu recentemente a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões e, no campeonato, segue confortável na liderança. Desde a derrota na Luz, a turma portista entrou numa série de nove triunfos consecutivos e nada melhor, portanto, que um décimo em casa do eterno rival. A confiança está em alta e o rendimento dos jogadores não engana - veja-se Óliver, Corona e Militão.

Pese esses fatores, do lado oposto há um Boavista em ascensão. Uma evolução não tão acentuada, é certo, mas digna de registo. Nos últimos seis encontros para a Liga, a Pantera venceu por três vezes, empatou por duas e perdeu uma, em Alvalade. A última frente ao Espinho, folgada, deixou muitos indicadores positivos e o regresso de David Simão às escolhas iniciais, no Restelo, trouxe ainda mais ânimo a uma turma axadrezada decidida a abandonar os lugares perigosos da tabela.

Há, assim, dois momentos de forma para manter... e uma história para defender. Em 55 jogos disputados em casa do Boavistão, festejaram-se 15 vitórias frente ao FC Porto que soma 30. Nos outros 10, reinou a divisão de pontos
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Artigo publicado no site zerozero

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Orgulhosamente hipócritas

É certo e sabido que este fim-de-semana se realiza um Benfica x Sporting.

Nada demais para mim dado que o que me interessa no verdadeiro sentido do termo é o que vai acontecer algumas horas depois no Estádio do Dragão quando Futebol Clube do Porto e Vitória Sport Clube entrarem em campo.

Contudo acho uma graça tremenda a um facto que diz respeito ao dérbi da cidade de Lisboa. Refiro-me aos discursos de fair play e de apelo à não violência verbal e física. Especialmente quando tais apelos são oriundos do Estádio da Luz.

Quer dizer, Benfica – e Sporting quando lhe dá jeito – passa quase toda uma temporada a lançar para a Praça Pública acusações sem provas e a difamar tudo e mais alguma coisa que diga respeito ao Universo Azul e Branco e agora que vai defrontar o seu vizinho do lado vem para esta mesma Praça Pública falar em Fair Play e apelar à pacificação do futebol?

Um Clube que se orgulha de ser dono e senhor de Claques ilegais que gozam de um famoso estatuto de impunidade face à Lei e autoridades policiais e que têm um (por demais extenso e famoso!) histórico de violência?

Sabem onde é que podem meter esta vossa hipocrisia?

domingo, 18 de março de 2018

Missão cumprida à moda do q.b.

imagem retirada de zerozero
Jogo engraçado este que pude assistir in loco no Estádio do Dragão. E foi assim muito por culpa de um Boavista FC que não se limitou a defender. A equipa de Jorge Simão mostrou - sempre - que tinha uma ideia de jogo. Faltou-lhe foi ter atletas capazes de aplicar com ef8icácia esta mesma ideia de jogo. Já o FC Porto entrou forte na partida para tentar resolver, desde já, o problema. E até que acabou por o conseguir! O problema é que após o golo madrugador de Felipe apareceu o, já habitual, “calcanhar de Aquiles” de um meio campo portista que é manifestamente incapaz de controlar o jogo. Danilo Pereira faz muita falta é verdade, mas a é também verdade que este problema se manifesta (em menos quantidade, obviamente) com o internacional português em campo. Sinal de que ter muitos centro campistas no plantel não é sinónimo de qualidade. Uma questão a rever na próxima temporada.

Apesar de tudo confesso que hoje gostei da forma como este Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tentou jogar. Já vai sendo hora de colocar o “modo cavalaria” de lado quando este não é necessário. Também gostei da forma como o técnico azul e branco geriu a sua equipa com su8bstituições bem pensadas e adequadas ao que estava a acontecer no terreno de jogo.

O que não gostei de ver foi o facto de o segundo golo portista ter aparecido por obra do acaso. Não que os Dragões não aparentassem ter o jogo mais ou menos controlado, mas também não davam sinais de que poderiam sentencia-lo de vez com um seguindo golo. Fosse o Boavista uma equipa mais capaz e acredito que o público presente no Dragão teria tido mais razões de queixa do que aquelas que teve para com a equipa de arbitragem.

E já agora. Levando à letra aquilo que Sérgio Conceição diss3e após a derrota em Paços de Ferreira, tenho que dizer que vi os axadrezados a fazer “anti jogo”. Muitas as vezes em que o Vágner atrasou a reposição de bolas em jogo e até aos dois a zero a favor da equipa da casa o que não faltou foi jogador do Boavista a atirar-se para o chão numa simulação clara de falta que o árbitro da partida assinalou sem pestanejar. Se o Sérgio fosse mais “homenzinho” quando as coisas não correm bem… O mesmo se aplica a Pinto da Costa que "só aparece" nas horas boas. Já nas más… Adiante.

Missão cumprida à moda do q.b. Primeiro lugar da Liga NOS mantido antes da paragem para os trabalhos das selecções. Agora é esperar que tudo corra bem para que o Dragão possa apresentar-se na máxima força no Restelo.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Bem que poderia ter também colocado Marcano como o MVP desta partida, mas optei pelo defesa central brasileiro por causa do golo que este marcou. Ambos os centrais estiveram impecáveis na sua posição.

Chave do Jogo: O segundo golo dos azuis e brancos ajudou “a colocar uma pedra” em cima do assunto, mas não acabou por completo com a partida dado após este mesmo golo foram ainda algumas as vezes em que os boavisteiros conseguiram criar alguns lances de perigo para a baliza de Casillas.

Arbitragem: Manuel Oliveira esteve bem ao voltar atrás na expulsão de Vítor Bruno e parece (atenção ao parece!) ter estado bem ao anular a grande penalidade de Sérgio Oliveira. Ainda assim, teve alguns erros na partida.

Positivo: Sérgio Conceição. Bem na preparação da sua equipa para o jogo e bem nas substituições. È isto que se exige a um treinador do Futebol Clube do Porto.

Negativo: Vincent Aboubakar. Ao que parece o período que esteve lesionado fez com que voltássemos a ter o “velho” Aboubakar. Aquele que falha golos de baliza aberta…

Artigo publicado no blog o gato no telhado

sábado, 17 de março de 2018

Um dérbi para acertar a caminhada

É na ressaca da derrota em Paços de Ferreira, a primeira da época internamente (em 90 minutos), que o FC Porto se apresenta contra o vizinho Boavista. Com a rivalidade sempre presente no dérbi tripeiro, os azuis e brancos têm enorme favoritismo e grandes condições para conseguirem os três pontos, neste que é um jogo onde a pressão vive toda de um lado.
 
O lado azul e branco. Continua a ser a equipa do campeonato mais bem posicionada para ser campeã e isso é um ponto importante, mas também é indesmentível que a aproximação do Benfica mete a nação portista em alerta, agora que as águias voltaram a depender apenas de si para chegarem ao penta - um objetivo que, até por o FC Porto ser o único a poder gabar-se de ter conseguido, atinge o orgulho do dragão.

Com as recuperações a conta-gotas e ainda sem Alex Telles e Danilo, é certo que Herrera volta, o que, por si só, é já uma grande notícia para o técnico, ou não tivesse residido no meio-campo em Paços um dos grandes problemas para a equipa não ser o habitual.

Antes da paragem, que servirá para um trabalho mais pormenorizado de ataque a uma reta final incomparavelmente mais difícil fora do que em casa, é imperial triunfar contra o Boavista, num jogo que pode acontecer num contexto de liderança provisória do Benfica, se for capaz de ganhar em Santa Maria da Feira.
 
Há, do outro lado, um Boavista sereno, confiante e a cimentar os sinais de retoma. Desde que regressou ao convívio dos maiores, esta é a melhor época e tem tudo para ser ainda melhor. De Europa, não se fala, mas o quinto lugar (que não é certo que dê acesso) está ali tão perto...

Ainda assim, há um aspeto a melhorar bastante: a diferença entre os jogos em casa e fora é quase tão grande como o preto e o branco que preenchem o xadrez no símbolo. Veja-se os últimos nove jogos: no Bessa, só triunfos, fora do Bessa, só desaires. Ou seja, não é só do lado portista que há tendências para melhorar.
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Artigo publicado no site zerozero

sábado, 28 de outubro de 2017

Entre tripas e tortillas, há uma liderança para reconquistar

Dérbis há muitos, mas este é especial, é à moda do Porto. Com a liderança em vista, a equipa de Sérgio Conceição viaja até ao Bessa para defrontar um rival que vem num bom momento, ainda a sentir as boas sensações dos ventos da mudança - a derrota na Taça não abalou a confiança do grupo, que venceu por 0x3, poucos dias depois.

É claro que, tendo em conta a situação de Casillas, este é também um jogo para desfazer dúvidas: será que a reabilitação no empenho do espanhol nos treinos é suficiente para assistirmos a nova mudança na baliza? Ou a resposta de Sá convenceu definitivamente Sérgio Conceição?
 
Depois da gestão, voltam os pesos pesados

Depois de alguns jogos a atuar num sistema com três médios, Sérgio Conceição aproveitou o regresso ao campeonato para restabelecer a fórmula que, pelo menos em termos domésticos, tem dado resultado. Dois médios, com Herrera a fazer companhia a Danilo e dois alas prontos a alimentar uma dupla goleadora, formada por Aboubakar e Marega, que passou de patinho feio a jogador querido.

Do lado do Boavista, há todo um contexto positivo para aproveitar. As dificuldades nos resultados desapareceram com a saída de Miguel Leal, e nem mesmo a eliminação da Taça de Portugal aos pés do modesto Vilaverdense deixou a equipa fragilizada. David Simão entrou para dar mais criatividade a uma zona ofensiva agora ocupada por Rui Pedro, que que não poderá dar o seu contributo por estar emprestado pelo FC Porto.

O tempo de dérbi é especial, por isso os favoritismos, que recaem para o lado do Dragão, são esquecidos durante os 90 minutos. Do Bessa espera-se grande ambiente, competitividade e uma liderança que poderá acabar...na Invicta. 
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Retirado de zerozero

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Ir ao vizinho pedir pressão ao líder

Voltamos à velha questão de jogar antes ou depois. O FC Porto entra este domingo no Estádio do Bessa já sabendo da vitória do Benfica e a quatro pontos da liderança da Liga NOS. A nossa opinião é muito semelhante com o que os treinadores defendem, ou seja, mais importante que jogar antes e depois é vencer e é isso que os portistas vão ter de fazer para manter tudo na mesma no topo, quando se aproxima rapidamente a deslocação à Luz (2 de abril).
 
Apesar dessa necessidade há pela frente um dérbi. O FC Porto terá pela frente um Boavista em crescendo e que nos últimos nove jogos apenas perdeu por uma vez. Miguel Leal tem no Bessa um grupo que para além de guerreiro tem também qualidade no seu jogo. A missão da equipa de Nuno Espírito Santo não será fácil, mas quem ser campeão tem de saber vencer este tipo de partidas.
 
Baixas na ressaca europeia
 
A semana portista fica marcada pela derrota frente à Juventus. Para além do resultado ficaram também marcas na equipa. Desde logo o desgaste de ter jogado mais de uma hora apenas com 10 jogadores e essa questão obrigou jogadores como Soares a uma exibição de grande sofrimento. Depois a questão de Herrera que se lesionou e não joga no Bessa. Para terminar há ainda a questão de Alex Telles que foi expulso na Liga dos Campeões e pode não estar no melhor momento emocional.
 
Todas estas questões vão pesar para Nuno Espírito Santo que terá de mexer onde não gosta, na defesa. Não há Felipe, castigado, e será Bolly a atuar no centro da defesa com Marcano. Tendo em conta a pouca utilização do francês será também uma questão a ter em atenção.
 
Já Miguel Leal não tem Idris para a luta de meio-campo, mas já pode contar com o central Philipe Sampaio.
 
Se o FC Porto entra pressionado no jogo (como entra em todos) o Boavista sabe que os seus objetivos estão praticamente garantidos. Será um derbi portuense daqueles que Nuno Espírito Santo gosta, já que pode puxar pelo sentimento dos seus adeptos. Ainda assim, é um jogo fora e nem sempre a equipa portista tem sabido gerir estes jogos fora e na luta pelo título já não há espaço para deslizes. 
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um Dérbi é sempre um Dérbi

Efectivamente é mesmo assim. Um Dérbi é sempre um Dérbi, e este Futebol Clube do Porto x Boavista Futebol Clube não é execpção. É verdade que o Boavista está longe – muito longe - daquele “Boavistão”, mas não obstante o actual Boavista estar ainda a recuperar da “sacanagem” a que foi submetido há uns anos atrás este não deixará de “fazer das tripas coração” para poder sair do Dragão com um ponto (no mínimo). 
 
Se juntarmos a este importante factor a enorme – e natural – pressão a que o Futebol Clube do Porto vai estar submetido devido aos recentes maus resultados e a necessária gestão de esforço que terá de ser feita dado que a deslocação a Leicester para disputar mais uma jornada da UEFA Champions League é já na próxima semana, posso aqui dizer com total segurança que mais logo vamos assistir a uma partida de elevado grau de dificuldade para Nuno Espírito Santo (NES) e seus pupilos. 
 
Não se tenha a mais pequena dúvida de que este vai ser mais um jogo que exigirá muita paciência da parte dos adeptos e entrega da parte dos jogadores Azuis e Brancos. Não creio que a estratégia dos Axadrezados seja exactamente a mesma dos anos anteriores (“encostar o autocarro” diante da sua baliza e dar porrada em tudo o que seja Azul e Branco com a conivência do árbitro) porque Erwin Sánchez – treinador do Boavista FC - está longe (mesmo muito longe) de ser uma espécie de Armando Petit ou Jaime Pacheco, mas a necessidade de pontuar no Dragão face aos anteriores maus resultados irá “obrigar” Sánchez a ter de recorrer ao famoso ADN Boavisteiro da “sarrafada” e “bola para a frente que o jogo é do campeonato.” 
 
O guardião Mika é a grande baixa dos Axadrezados dado que foi transferido para Inglaterra. E é precisamente na baliza que reside o ponto mais fraco da equipa do Bessa. A defesa dos Boavisteiros é também algo permeável dado que tem tido sempre muitas dificuldades em se organizar quando pressionada e quando tem pela frente jogadores velozes (uma boa oportunidade para NES apostar no tradicional 4x3x3 com Otávio e Jesús Corona nas faixas).

O ponto mais forte do Boavista FC é o meio campo que é liderado por Fábio Espinho (por ele passa todo o futebol da equipa do Bessa), pelo que nunca será demais uma atenção especial da parte de NES que deverá apresentar um meio campo “trabalhador” e algo “duro” para que o Fábio não tenha tempo e espaço de que necessita para pautar o jogo dos Boavisteiros. 
 
Por último dizer que sempre que se “apanha a perder” a equipa de Sánchez começa a fazer o famoso “chuveirinho” para a área pelo que não será má ideia uma nova aposta na dupla de centrais Felipe/Boly dado que são dos jogadores muito fortes no futebol aéreo. 
 
Não obstante o grau de dificuldade deste jogo é crível que o Futebol Clube do Porto vença e fique com os três pontos, mas para tal vai precisar de “dar o litro”, procurar marcar cedo e deixar o futebol bonito no cacifo do balneário. 
 
Lista de Convocados: Por divulgar.
 
Onze provável (4x3x3): Iker Casillas, Miguel Layún, Felipe, Boly, Alex Telles, Danilo Pereira, André André, Óliver Torres, Otávio, Jesus Corona e André Silva.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Autocarro Axadrezado e o seu Árbitro amigo

O Boavista conseguiu um precioso ponto no Estádio do Dragão e provocou o segundo empate consecutivo dos Portistas no Campeonato. Num jogo marcado pela expulsão de Maicon a meio da primeira parte, os Dragões tiveram domínio absoluto do encontro, mas criaram poucas oportunidades para marcar. Desta vez, até Brahimi foi insuficiente e os Portistas deixaram o Benfica escapar na tabela classificativa.
A história desta partida começa um pouco antes do apito inicial. É que um verdadeiro dilúvio, com trovoada à mistura, pairou em pleno Dragão, numa tempestade que alagou o relvado, a ponto de quase se adivinhar que não existiriam condições. Dois adiamentos depois, houve mesmo partida, mais por vontade dos Boavisteiros (têm jogo quarta-feira para a Taça da Liga) do que dos Dragões - o piso encharcado não era propício ao seu futebol corrido e rápido. Ao fim de avanços e recuos, Jorge Ferreira deu ordem para avançar.
Quanto ao jogo, Lopetegui não surpreendeu... Ou seja, mexeu várias peças no onze, promovendo mesmo as estreias de Andrés Fernández e de Marcano, poupando Fabiano e Martins Indi. Tello também foi a jogo, Jackson, Danilo, Maicon e Brahimi eram os que mostravam ser a espinha dorsal e, portanto, imprescindível do Técnico.
Do outro lado estava um Boavista desconhecido, tímido, mas com garra, à imagem do seu treinador. Petit escalou um 4x4x2 puro, sem referência no ataque e com as linhas recuadas. No meio campo do FC Porto não havia pressão. O foco era canalizado para as laterais, onde se notava que estava o maior perigo por parte dos portistas.
Não era para menos. Brahimi está numa forma estupenda e vai encantando os relvados nacionais e internacionais. Cristian Tello debelou a lesão e quer mostrar todo o potencial que lhe foram apontando em Barcelona.
Foram precisamente esses os mais activos. O Argelino, com um pormenor delicioso, avisou Mika pela primeira vez, Tello aproveitou uma falha em zona proibida e correu em dois para um com Brahimi. A oferta foi bem feita e o golo ia acontecer, mas a água travou o percurso do esférico.
Depois, a expulsão de Maicon, a meio da primeira parte. Lopetegui colocou Martins Indi a aquecer, mas optou por não mexer. Em boa verdade, o Boavista continuava bastante encolhido na sua defensiva, pelo que a opção por jogar apenas com Marcano foi a escolhida pelo Técnico.
Ainda que a posse de bola continuasse a ser totalmente do domínio Azul e Branco (a rondar os 80%), os Boavisteiros soltaram-se um pouco mais. Com a confiança a crescer, a equipa de Petit atirou com perigo de meia distância e teve uma grande oportunidade perto do intervalo, ambas em saídas nas quais se notava a descompensação central nos Azuis e Brancos.
Lopetegui mexeu na equipa ao intervalo. Acima de tudo, era preciso que o miolo se conseguisse adaptar à realidade do 'dez contra onze'. O 3x3x3 com que o FC Porto se apresentava então tinha Casemiro muito mais atento ao sector defensivo, funcionando como segundo central em momentos sem bola, Herrera atuava a toda a largura e Rúben Neves aparecia em posições mais avançadas.
Os Dragões continuaram incisivos e melhoraram no último terço. Perante uma equipa Boavisteira a acusar a inexperiência para aproveitar os espaços, os Portistas conseguiram encontrar alguns espaços, outra vez por Tello e Brahimi.
Só que o golo não aparecia. Os Axadrezados, num misto de solidariedade defensiva e de atabalhoamento, conseguiam sacudir o perigo antes de chegar à baliza de Mika. Quando isso não acontecia, era o Português a entrar em serviço e a brilhar.
Quaresma foi chamado a jogo, Ádrian López também. As opções ofensivas eram reforçadas, acima de tudo com frescura, em alturas onde o Boavista já jogava com o relógio. Mesmo contra dez, a prioridade era só e apenas não sofrer golos. Oportunidades tinham havido no primeiro tempo. No segundo, Andrés Fernández foi mais um espectador a desesperar.
O empate acontecia, de forma surpreendente, neste regresso aos Dérbies da cidade do Porto. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi