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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Do mal o menos

imagem retirada de zerozero
Bem sei que no nosso campeonato não se pode exigir muito das nossas equipas, mas pelo amor de deus. Hoje CD Aves e FC Porto protagonizaram aquele que terá sido – para já – um dos piores jogos desta temporada. A culpa maior de tão enfadonha coisinha é, sem sombra de dúvida e com a maior das naturalidades, dos Dragões dado que são, de longe, u8am equipa muito melhor em termos de qualidade do que o conjunto de mancos que José Mota diz treinar e orientar.

Efectivamante como portista apenas me apetece dizer que a única coisa que se aproveita da deslocação dos comandados de Sérgio Conceição à Vila das Aves é a vitória do Futebol Clube do Porto. É uma vitória que aumenta o tremendo recorde de vitórias seguidas da turma de Conceição é verdade, mas não passa de uma vitória fraca. Muito fraca! O golo que deu os três pontos aos portistas é o culminar de uma série de ressaltos e de um Militão na hora e lugar certos. Tudo o resto é uma história que contada, ninguém acredita. A meu ver exigia-se muito mais a este FC Porto. Especialmente perante uma equipa avense que mostrou que estar próximo da zona de descida é um tremendo privilégio. O CD Aves deveria antes ser o último classificado do nosso campeonato!

Claro que este tipo de vitórias faz parte do processo até porque o futebol não é ópera, mas fiquei com a nítida e clara sensação de que bastaria um bocadinho mais de empenho da parte dos onze eleitos por Sérgio Conceição e não se teria vivido o tremendo sofrimento que toda a Nação Azul e Branca viveu hoje no Estádio do Clube Desportivo das Aves. Espero que na próxima segunda a equipa azul e branca esteja bem mais preparada para poder fazer frente – como deve ser! – a um adversário bem melhor do que este triste e enfadonho Aves.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. O “Xerife” foi hoje, na minha opinião, o melhor em campo. Não houve adversário que conseguisse passar pelo central brasileiro que esteve – sempre – exímio nas dobras a Maxi Pereira que está claramente a acusar a “idade da reforma”.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em, definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Arbitragem exemplar de João Pinheiro. Decisões acertadas relativamente aos golos anulados e, em relação aos critérios disciplinares, nada a apontar. Análise e opinião de Ricardo Lestre (jornalista do site zerozero).

Positivo: As substituições de Sérgio. O treinador do FC Porto percebeu o que tinha de fazer e quando fazer para que o FC Porto dominasse um jogo que insistiu em complicar. Infelizmente não teve a devida resposta por parte dos seus comandados.

Negativo: Falta de empenho. Dizem que ganhar muitas vezes seguidas cansa. Nota-se! Os atletas do FC Porto hoje não quiseram “dar o litro” diante de um tão acessível adversário. A ver se tal não passou de um “mau estar passageiro”. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (04/01/2019)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Aproveite-se para se reflectir

imagem retirada de zerozero
Ganhar é sempre bom. Então num jogo que teve - nada mais, nada menos – do que 8 golos(!) é aquilo que se pode apelidar de “cereja no topo do bolo”. Quem foi hoje ao Estádio do Dragão numa de ver o jogo pelo jogo, de certeza que deu o seu investimento por bem aplicado. Já quem quis ver a dita partida de um ponto de vista mais sério não terá dado por mal empregue o seu tempo e dinheiro, mas de certeza que saiu do Estádio algo pensativo. Isto porque já não é a primeira vez esta época que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição mostra ter sérias dificuldades para impor o seu futebol sempre que defronta uma equipa mais organizada. Já foi assim no Estádio do Jamor diante de um tal de “Belenenses SAD”, foi assim na derrota caseira com o Vitória SC, mais recentemente com o CD Santa Clara nos Açores e agora com o Moreirense FC em casa. E isto para não fazer aqui referência aos jogos com Galatasaray.

Não me vou alongar muito na análise ao que sucedeu hoje na cidade Invicta. E não o falo porque não tenho prazer nenhum em andar-me a repetir vezes sem conta. Hoje até se começou a partida a perder com um golo muito parecido com o sofrido no último jogo do nosso campeonato diante do CD Santa Clara.

Sérgio Conceição que não me venha com a história do cansaço porque o que faltou hoje ao clube portista foi a capacidade de gerir o jogo. Capacidade esta que usa e abusa (e bem!) com maior ou menor eficácia nos jogos da Liga dos Campeões. O que faltou hoje aos Dragões foi a capacidade de manter a posse da bola, aproximar linhas, retirar linhas de passe ao adversário e gerir o esforço não é sinal de fraqueza. È antes sinal de inteligência Espacialmente quando se dá a volta a um resultado desfavorável. Hoje o FC Porto não fez nada disto. E vamos a ver se não vai pagar cara esta forma de estar já no próximo Domingo diante de um Rio Ave que tem um perfil de jogo muito parecido com este Moreirense.

Já sobre as lesões de Otávio e Danilo, bem que poderia dizer o que realmente penso mas não sei o que se faz nos treinos da equipa azul e branca, pelo que não vou estar aqui a falar sobre o que não sei. O que sei é que em outros campeonatos os calendários dos ditos “grandes” são bem mais “apertados” do que os do nosso “pequeno burgo futebolístico” e raras são as vezes em que ouço os treinadores e jogadores a queixar-se do calendário. Que cada um retire as suas ilações se bem que há que ser justo e reconhecer que a lesão de Danilo Pereira foi um tremendo azar. Espero que a dita não seja grave, até porque o terceiro golo da equipa de Ivo Vieira é fruto da sua forçada ausência.

Em suma; o importante é que se passou á fase seguinte da Taça de Portugal e, a verdade seja dita, tal foi fruto da entrada de Yacine Brahimi em campo (aqui tenho de dar os parabéns ao Sérgio Conceição por ter sabido “mexer” quando foi preciso), mas insisto na ideia de que é necessário reflecetir-se sobre este “vamos para cima deles a todo o custo!”. Especialmente agora que se aproxima a famosa paragem do Natal que costuma “fazer mal” ao Dragão. A época é longa e a margem de manobra na Liga NOS é – ainda – muito reduzida.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Saiu do banco para resolver o jogo. Foi dos pés do internacional argelino que veio o passe “açucarado” para Moussa Marega que não desperdiçou e fez o quarto golo dos azuis e brancos na partida. Brahimi acabou por ser o autor da vitória portista num jogo que foi tremendamente complicado para os donos da casa.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: A partida, em virtude do resultado, ganhou outra dimensão física na segunda parte e aos 49 minutos registou-se o momento mais crítico para Carlos Xistra, que entendeu não ter havido falta de Loum sobre Danilo Pereira. Uma decisão errada, na nossa opinião. Análise e opinião de Duarte Monteiro (jornalista do site zerozero)

Positivo: Festa do golo. Colocando de lado a parte que me interessa (que é a do FC Porto, obviamente), tenho de colocar como factor positivo deste jogo a quantidade de golos marcados. Gutebol espectáculo na sua plenitude!

Negativo: Tanto desperdício! È um facto que este FC Porto se concentra em demasia no ataque, mas quem cria tantas oportunidades de golo e não as concretiza arrisca-se a sofrer. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/12/2018)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Aquela “estrelinha” num dia histórico

imagem retirada de zerozero
Hoje é um dia histórico para o nosso futebol. Hoje foi o dia em que o Vídeo-árbitro (VAR) foi isento e coautor de um critério arbitral uniforme. Nunca antes tal tinha sucedido num jogo do futebol Clube do porto na Liga NOS. Digo tal por causa das duas Grandes Penalidades que foram assinaladas por Carlos Xistra. Ambas são o resultado de lances muito parecidos que tiveram a mesma sanção. Claro que agora “os do costume” vão fazer o habitual ruído, mas “estes” só incomodam quem lhe dà importância. Adiante. Vamos ao jogo em si.

Quanto ao jogo jogado (aquilo que realmente interessa), fosse o futebol uam ciência exacta e o empat e teria sido o resultado mais justo. O tal de “Belenenses SAD” - não vou aqui chamar o tal “Clube” pelo seu real nome porque estou de férias e não me apetece estar aqui a “discutir política”) – jogou muito e bem. Foi uma equipa que não teve, em momento algum, medo de fazer frente à equipa portista. Procurou ter a posse da bola e com esta incomodou a defesa de uma equipa azul e branca que não conseguiu impor o seu futebol. A certa altura dizia para mim mesmo que somente um lance de bbola parada poderia ditar a desejada vantagem portista, e assim foi quando Alex telles marca de forma preciosa um livre lateral que Diogo Leite aproveitou da melhor maneira poss´+ivel. Mas nem assim este “Belenenses” baixou os braços. Pelo contrário. Os comandados de Silas foram para a frente e deram sempre muito que fazer a um meio campo e defesa azul e branca que teve sempre muitas dificuldades em explanar o seu futebol no relvado do Estádio do Jamor. Só o segundo golo dos Dragões marcado no inicio da segunda parte graças a um tremendo disparate de um atleta dos “Azuis” do Jamor é que “deitou por terra” todo a boa exibição que este “Belenenses” vinha fazendo até ao momento. Não fosse a asneira de um defensor portista no lance do penálti e acredito plenamente que o FC Porto se ia limitar a gerir o esforço até ao apito final de Carlos Xistra…

E é precisamente este último o ponto que me preocupou e que me faz pensar que a goleada na jornada inaugural não foi mais do que fruto de algum sorte (e de algum mérito). É preciso ter-se em linha de conta que hoje o Futebol Clube do Porto teve imensas dificuldades perante uma equipa que estava preparada para fazer frente ao Dragão. O “Belenenses SAD” esteve completamente à vontade na luta pela posse da bola no meio campo. O que não se percebe se tivermos em linha de conta que o meio campo azul e branco é composto por atletas que tem como função o controle da posse da bola e o impedir que o adversário desenvolva as saus jogadas. Bem sei que Héctor Herrera é, para muitos, o elo mais fraco dste meio campo, mas hoje este não me pareceu ter sido a razão de tão complicado desafio. Estou antes em crer que a responsabilidade por este suadíssima e. em certa medida, sortuda vitória portista no Jamor se deveu. Em grande parte, à inoperância de Sérgio Conceição que aquando do 2 a 1 a favor dos azuis e brancos deveria ter aproveitado para reforçar o seu meio campo com a entrada de Oliver Torres para, desta forma, impedir que os pupilos de Silas pudessem acreditar na conquista do seu objectivo de empatar com o Futebol Clube do Porto naquilo que apelidam de “casa”. Nem sempre o recurso ao programa que é trabalhado durante a semana nos treinos é o melhor caminho. Sérgio Conceição já deveria saber de tal…

Contudo, o mais importante é que se venceu hoje diante de um adversário de valor. Tal permite que o FC Porto continue a liderar a Liga NOS com a concorrência por perto. Mas não se pode voltar dar o flanco como hoje… O VAR e o profissionalismo de quem apita os jogos dos Dragões não vai estar sempre presente.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Duas assistências para golo e autor do golo da vitória portista. Penso que estes são argumentos – mais do que – válidos para dar o MVP a Alex. Contudo sou da opinião que este a defender esteve um pouco abaixo do normal (como a maioria dos seus colegas de equipa, diga-se desde já).

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum “Belenenses SAD” e FC Porto foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória final pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: No lance da primeira grande penalidade, Carlos Xistra nada assinalou à primeira vista, mas não teve problemas em recorrer ao vídeo-árbitro (VAR) para ter uma segunda leitura do lance. O mesmo sucedeu na segunda. Foi ver o lance e assinalou penálti a favor dos dragões. Em análise muito geral, arbitragem positiva do juiz da partida.

Positivo: Iker Casillas. Velhos são – e continuam a ser – os trapos. Numa defesa que andou quase sempre aos papéis, Casillas foi o que mais fez para manter a baliza portista em branco com uam série de defsas fora de série.

Negativo: Felipe. Ao que parece a convocatória para a selecção do seu país fez-lhe mal. Muita desconcentração e disparates q.b. durante toda a partida. Não fosse Iker o dono da baliza… 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (19/08/2018)

domingo, 18 de março de 2018

Missão cumprida à moda do q.b.

imagem retirada de zerozero
Jogo engraçado este que pude assistir in loco no Estádio do Dragão. E foi assim muito por culpa de um Boavista FC que não se limitou a defender. A equipa de Jorge Simão mostrou - sempre - que tinha uma ideia de jogo. Faltou-lhe foi ter atletas capazes de aplicar com ef8icácia esta mesma ideia de jogo. Já o FC Porto entrou forte na partida para tentar resolver, desde já, o problema. E até que acabou por o conseguir! O problema é que após o golo madrugador de Felipe apareceu o, já habitual, “calcanhar de Aquiles” de um meio campo portista que é manifestamente incapaz de controlar o jogo. Danilo Pereira faz muita falta é verdade, mas a é também verdade que este problema se manifesta (em menos quantidade, obviamente) com o internacional português em campo. Sinal de que ter muitos centro campistas no plantel não é sinónimo de qualidade. Uma questão a rever na próxima temporada.

Apesar de tudo confesso que hoje gostei da forma como este Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tentou jogar. Já vai sendo hora de colocar o “modo cavalaria” de lado quando este não é necessário. Também gostei da forma como o técnico azul e branco geriu a sua equipa com su8bstituições bem pensadas e adequadas ao que estava a acontecer no terreno de jogo.

O que não gostei de ver foi o facto de o segundo golo portista ter aparecido por obra do acaso. Não que os Dragões não aparentassem ter o jogo mais ou menos controlado, mas também não davam sinais de que poderiam sentencia-lo de vez com um seguindo golo. Fosse o Boavista uma equipa mais capaz e acredito que o público presente no Dragão teria tido mais razões de queixa do que aquelas que teve para com a equipa de arbitragem.

E já agora. Levando à letra aquilo que Sérgio Conceição diss3e após a derrota em Paços de Ferreira, tenho que dizer que vi os axadrezados a fazer “anti jogo”. Muitas as vezes em que o Vágner atrasou a reposição de bolas em jogo e até aos dois a zero a favor da equipa da casa o que não faltou foi jogador do Boavista a atirar-se para o chão numa simulação clara de falta que o árbitro da partida assinalou sem pestanejar. Se o Sérgio fosse mais “homenzinho” quando as coisas não correm bem… O mesmo se aplica a Pinto da Costa que "só aparece" nas horas boas. Já nas más… Adiante.

Missão cumprida à moda do q.b. Primeiro lugar da Liga NOS mantido antes da paragem para os trabalhos das selecções. Agora é esperar que tudo corra bem para que o Dragão possa apresentar-se na máxima força no Restelo.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Bem que poderia ter também colocado Marcano como o MVP desta partida, mas optei pelo defesa central brasileiro por causa do golo que este marcou. Ambos os centrais estiveram impecáveis na sua posição.

Chave do Jogo: O segundo golo dos azuis e brancos ajudou “a colocar uma pedra” em cima do assunto, mas não acabou por completo com a partida dado após este mesmo golo foram ainda algumas as vezes em que os boavisteiros conseguiram criar alguns lances de perigo para a baliza de Casillas.

Arbitragem: Manuel Oliveira esteve bem ao voltar atrás na expulsão de Vítor Bruno e parece (atenção ao parece!) ter estado bem ao anular a grande penalidade de Sérgio Oliveira. Ainda assim, teve alguns erros na partida.

Positivo: Sérgio Conceição. Bem na preparação da sua equipa para o jogo e bem nas substituições. È isto que se exige a um treinador do Futebol Clube do Porto.

Negativo: Vincent Aboubakar. Ao que parece o período que esteve lesionado fez com que voltássemos a ter o “velho” Aboubakar. Aquele que falha golos de baliza aberta…

Artigo publicado no blog o gato no telhado

segunda-feira, 12 de março de 2018

Quando o querer não chega

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Confesso que ao ver esta derrota do Futebol Clube do Porto em Paços de Ferreira me fez recordar o empate em Moreira de Cónegos. Nem sempre o querer chega. Há que jogar para s vencer e a verdade é que hoje os azuis e brancos não jogaram absolutamente nada. Ou melhor, para ser mais preciso tenho de dizer que os portistas não jogaram nada na primeira parte e quando se lembraram que tinham de jogar à bola já estavam a perder por uma bola a zero diante de uma equipa que, para o bem e para o mal, “jogou com as suas armas”.

Mas o culpado maior desta derrota é, sem sombra de qualquer dúvida, Sérgio Conceição. Apostou mal no onze inicial da equipa portista, não soube – nunca – tranquilizar os seus jogadores quando estes mais precisaram e nas substituições foi um tremendo desastre… Tirar um avançado (Waris) para fazer entrar um médio (Otávio) e mais tarde tirar um médio (André André) para colocar em campo um avançado (Gonçalo Paciência) nem no famoso FM se admite. E já agora, qual o problema que impede Oliver Torres de jogar? È preferível jogar-se com um André André que não fez absolutamente nada que se aproveitasse enquanto esteve em campo?

É muito por isto que não partilho, na totalidade, da crítica de Sérgio Conceição sobre a prestação do árbitro Bruno Paixão. É verdade que o FC Paços Ferreira fez anti jogo, mas a também é verdade que este anti jogo de que o Sérgio se queixa (e que parece ter “contagiado” a mente de muitos portistas) só se tornou uma realidade depois de a equipa da casa se ter colocado em vantagem no marcador. Até lá não houve anti jogo algum da parte do Paços. A verdade é que até chegar ao golo, a equipa pacense chegou a ter momentos em que “abafou” o futebol dos Dragões.

Agora não há que entrar no “jogo do oito ao oitenta e vice-versa”. Após esta derrota no Estádio Capital do Móvel a vantagem pontual para do FC Porto o segundo classificado é agora de dois pontos. Não deixa de ser uma vantagem. É esta a mensagem que treinador, plantel, dirigentes e adeptos portistas tem de fazer passar. E se puderem adicionar o sério aviso de que o campeonato só termina lá para os fins de Maio e de que nada está – ainda – ganho era importante.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Foi o “menos mau” de um onze que não soube nunca encontrar-se de forma a impor o seu futebol. Tal como todos os restantes colegas, Felipe teve momentos em que parecia um amador, mas a sua coragem e vontade de dar tudo por tudo até ao apito final destacam-no como o MVP desta partida.

Chave do Jogo: Até que poderia dizer que esta apareceu mal Bruno Paixão apitou para o arranque da partida, mas o golo dos pacenses acabou por ser a “verdadeira” chave do jogo que fez com que a vitória pendesse para os lados dos da casa.

Arbitragem: Bruno Paixão é um árbitro que, fisicamente, tem dificuldades para acompanhar um jogo fluido e corrido, por isso protege-se com sucessivas paragens, conversas e tretas que não ajudam ao espetáculo. É um estilo muito difícil de gostar e de concordar. Ainda assim, nada a dizer nos lances capitais.

Positivo: Nada a apontar.

Negativo: Sérgio Conceição. Mais do que o anti jogo e da passividade de Bruno Paixão perante tal. Sérgio foi o principal responsável pela derrota de hoje por tudo aquilo que não fez quando a sua equipa precisou.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/03/2018)

quarta-feira, 7 de março de 2018

A eliminatória ao contrário

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Não me vou alongar muito na análise deste empate a zero bolas do Futebol Clube do Porto em Liverpool. Não o vou fazer porque a forma como hoje o Dragões enfrentaram o Liverpool FC era a forma como os azuis e brancos deveriam ter enfrentado a equipa inglesa na primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League.

É um facto que Liverpool de Jürgen Klopp tem um orçamento muito superior ao FC Porto de Sérgio Conceição. O outro facto – não menos importante - é que não há vergonha nenhuma em se ter perfeita consciência das suas limitações e entrar em campo procurando dar tudo por tudo. Foi isto que o Futebol Clube do Porto fez hoje em Anfield. E era isto que este deveria ter feito há coisa de 15 dias em vez de “ligar a cavalaria”.

E não me venham cá com a “letra” de que o Liverpool não marcou porque não quis. Hoje o Liverpool FC jogou para vencer e teve oportunidades para tal. O seu modelo de jogo foi o mesmo de sempre. Pressão sobre a linha defensiva do FC Porto por parte dos ingleses foi coisa que não faltou até ao apito final da partida. O problema da equipa do norte de Inglaterra é que um tal de Felipe esteve em campo e um outro tal de Casillas soube estar à altura daquilo que lhe foi sendo exigido. Isto a somar, obviamente, áquilo que fiz referência anteriormente.

Agora que a “aventura” europeia chegou ao fim é apontar todas as “baterias” para o Campeonato e a Taça de Portugal. Dois objectivos primordiais que estão ao perfeito alcance deste FC Porto. Ah, e espero que Sérgio Conceição tenha percebido que para se jogar na europa do futebol é necessário “mudar o chip”. Deixar a “cavalaria” a repousar no Quartel de vez em quando é uma boa ideia.

Uma última nota para dizer que não é num único jogo em que nada se decide que se vai avaliar a qualidade (ou falta dela) de um jovem atleta. Bruno Costa mostrou hoje algumas coisas interessantes e outras não tão interessantes. É um “miúdo” que tem de ter tempo de jogo para poder mostrar a sua real valia. Como muitos outros da formação do Futebol Clube do Porto. Contudo tal não invalida que o caminho a seguir pela equipa portista não seja o da aposta na “prata da casa”. Mas cada coisa no seu tempo e devido lugar até porque o futebol é muito “cruel”.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Antes de o sempre perigoso ataque inglês ameaçar a baliza de Casillas, este tinha de superar um tremendo “muro” chamado Felipe. Grandiosa exibição do defesa central brasileiro. Nada passava por Felipe que esteve sublime na marcação dos seus adversários através de um sentido posicional tremendo.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Arbitragem sem complicações e a decidir bem em dois lances nas áreas, sem motivo para penálti.

Positivo: Iker Casillas. “Velhos são os trapos”. Que o diga e confirme o guardião Iker que respondeu sempre afirmativamente sempre que o Liverpool FC criava um lance de perigo na baliza azul e branca.

Negativo: André André. De todos os que entrarem em hoje em campo o André foi o que menos aproveitou para mostrar a todos que é uma alternativa na qual Sérgio conceição pode confiar.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (06/03/2018)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Incompetência

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Depois do que vi hoje, das duas, uma; ou o Futebol Clube do Porto é uma equipa muito limitada em todos os aspectos ou então o Besiktas é uma equipa candidata a vencer a actual edição da UEFA Champions League.

Mau. Muito mau. Este FC Porto tinha a obrigação de ter tido outro tipo de postura diante de uma boa equipa. Há que dize-lo. O Besiktas é uma boa equipa mas está longe – a anos-luz mesmo – de ser aquela equipa europeia que obriga os Dragões a jogarem como se fossem uma daquelas equipas que no nosso campeonato lutam pela manutenção. Se contra este Besiktas as dificuldades são monstruosas, então nem quero imaginar o que vai acontecer a seguir caso os portistas passem à fase seguinte da prova e tenham de medir forças, por exemplo, com o Manchester City. Isto se (repito: se!) daqui por 15 dias Sérgio Conceição for capaz de apresentar uma equipa que derrote o Mónaco no Estádio do Dragão, até porque de certeza que os turcos do Besiktas não vão dar-se ao trabalho de incomodar o Leipzig na Alemanha.

E não, o facto de hoje o FC Porto ter assegurado um lugar que lhe dá acesso à Liga Europa (na pior das hipóteses) não me agrada. Assim como não me agradou ter visto tanta incompetência em campo da parte dos azuis e brancos.

Quando uma equipa é fortemente pressionada pelo adversário não pode, nunca, tentar sair a jogar pelo meio do tereno. Se o faz perde de imediato a bola e desperdiça o facto de nas alas ter contado com extremos virtuosos e de qualidade. Qualquer equipa de top sabe disto. Hoje o Futebol Clube do Porto de Conceição esqueceu-se de tal e sujeitou-se por vontade própria a uma pressão ridícula da parte do “Todo-Poderoso” Besiktas.

Se um meio campo composto por Danilo Pereira, Sérgio Oliveira e Héctor Herrera não consegue tirar a bola ao adversário, fazer posse e fazer a ligação defesa-ataque, então muda-se o que está mal dado que no banco de suplentes estava um fulano de nome Óliver Torres que de certeza que teria feito melhor figura do que Sérgio Oliveira e o trapalhão Herrera (sim, o Herrera voltou ao normal). Apesar de tudo Sérgio Conceição confiou antes em todos os “Santinhos e mais alguns”, num José Sá inspirado e num Ryan Babel com uma pontaria demasiado afinada.

Claro que haverá quem diga que o golo que Felipe marcou é fruto de trabalho nos treinos e que foi muito bem executado, mas no melhor pano caiu a nódoa pois Felipe e companhia estavam todos a dormir na forma quando Talisca empatou a partida. E isto, somado ao que já aqui expus nos parágrafos anteriores, é incompetência. Especialmente da parte de Sérgio Conceição que vai “apostar as fichas todas” no último jogo da fase de grupos no que ao futuro do FC Porto na Liga dos Campeões diz respeito. Tal coisa, por muito que haja quem não goste, é inaceitável!

MVP (Most Valuable Player): Ricardo Pereira. Desta vez no seu lugar de origem (extremo direito), Ricardo terá sido o melhor em campo e poderia ter tido um melhor desempenho se os seus colegas de equipa do meio campo lhe tivessem feito chegar a bola em condições de poder ser jogada. Teve a hipótese de marcar o golo da vitória portista mas pecou porque o seu pé esquerdo não é tão eficaz como o direito. 
 
Chave do Jogo: Inexistente.

Arbitragem: Mateu Lahoz teve uma actuação sem erros graves. Arbitragem muito regular, com apenas alguns erros pontuais. Escusava de ter sido tão “caseirinho”.

Positivo: José Sá. Hoje o guardião português mostrou a razão da inabalável confiança de Sérgio Conceição. Excelente em todos os momentos em que teve de se aplicar a fundo. Foi muito por causa de Sá que o empate se manteve até ao fim.

Negativo: Yacine Brahimi. Tanta habilidade e ao mesmo tempo tanta vontade de complicar o que não é complicado. Custa assim tanto fintar um adversário e passar a bola a um colega desmarcado em vez de ir para cima de mais dois adversários para depois perder a bola?
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/11/2017)

domingo, 5 de novembro de 2017

Quando a sorte nos visita

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Quando a sorte nos visita não é Sérgio? É que foi precisamente isto que aconteceu hoje no Dragão diante do CF Os Belenenses. Não que o Futebol Clube do Porto não tivesse realizado uma primeira parte onde mostrou que merecia ter vencido, mas a verdade seja dita que por tudo o que fez a equipa do Restelo também não merecia perder. Especialmente contra este FC Porto que na segunda parte da partida mostrou estar cansado e sem ideias.

Nesta altura a pergunta que se me apraz colocar neste momento é porquê carga de água este Belenenses de Domingos Paciência não é assim tão aguerrido na sua defesa quando tem de medir forças com o Sport Lisboa e Benfica. Coincidências? Talvez não. Adiante.

Voltando ao jogo do Dragão, pouco mais há a dizer senão que este teria sido um jogo como muitos outros dos tempos idos de Nuno Espírito Santo caso Héctor Herrera não tivesse aproveitado um dos típicos ressaltos de bola nos pontapés de canto para marcar o golo inaugural da partida. E nem assim os azuis e brancos foram capazes de impor o seu futebol diante de um Belenenses que não queria outra coisa senão um empate ou uma vitória tangencial fortuita. Foi preciso esperar pelo minuto 90 para que a massa adepta portista presente em bom número no Dragão suspirasse de alívio com o bonito golo de Vincent Aboubakar. Nem as certeiras “mexidas” de Conceição evitaram 48 longos minutos de futebol trapalhão, desgarrado e sem nexo.

Siga a rusga que ninguém liga a nada disto. O plantel portista desta época é curto e algumas das opções de Sérgio Conceição - Óliver não joga quando a equipa mais precisa dele porquê? - tornam-no ainda mais curto mas a Deusa da Fortuna esta temporada parece estar do lado Futebol Clube do Porto e o resto é música.

O Futebol Clube do Porto que se exiba assim no próximo jogo com o Portimonense e depois lá vamos ter a velha história de que a Taça de Portugal não interessa para nada.

MVP (Most Valuable Player): Num jogo onde a equipa azul e branca esteve, no global, muito abaixo do desejado o MVP vai para direitinho para Vincent Aboubakar. Não pelo bonito golo que avançado camaronês marcou, mas sim pela capacidade de luta que este mostrou durante todo o jogo.

Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 90' do jogo (tal como no jogo anterior diante do RB Leipzig). Só a partir deste momento é que os comandados de Domingos deixaram de acreditar num possível empate embora na segunda parte até tenham feito por isto.

Arbitragem: Fábio Veríssimo igual a si mesmo. Não teve influência no resultado final da partida nem complicou, mas sempre que podia pactuava com o anti jogo da equipa da Cruz de Cristo.

Positivo: Ricardo Pereira (mais uma vez). Exibição impecável a que o internacional português levou a cabo no Estádio do Dragão. Desta vez esteve bem melhor a atacar do que a defender, o que é compreensível dado que o CF Os Belenenses não veio ao Dragão com grandes ideias ofensivas.

Negativo: Felipe. Longe, muito longe mesmo, do seu melhor. Desconcentrado q.b., Felipe foi o principal responsável por muitos dos lances de perigo da equipa azul do Restelo. Há dias assim. Felizmente do outro lado do campo a qualidade ofensiva não era grande coisa.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (04/11/2017)

domingo, 29 de outubro de 2017

A Lei do mais fortuito

imagem retirada de zerozero
Começo por dizer que o resultado de 3 a 0 que o Futebol Clube do Porto conquistou no Estádio do Bessa é enganador. Muito enganador. “Estrelinha de campeão”, mas nem tanto pois os azuis e brancos tinham a obrigação de ter feito mais. Muito mais diante de um banal Boavista FC que na primeira parte teve várias oportunidades para inaugurar o marcador e se o tivesse feito, para além da justiça no marcador, teria complicado - e muito - a vida de Sérgio Conceição que durante muito tempo se viu completamente impotente para dar a volta ao rumo dos acontecimentos.

Claro que os portistas podem, e devem, fazer notar que não é fácil jogar-se futebol numa espécie de areal disfarçado de relvado. Assim como foi notória a vontade da equipa de arbitragem em provocar a expulsão de algum dos atletas azuis e brancos, mas isto não justifica o futebol medonho feito à base do repelão e do chutão para a frente que a equipa de Conceição apresentou até ao golo inaugural. Esperar 50 minutos por uma jogada colectiva com princípio, meio e fim da parte do Futebol Clube do Porto é inadmissível.

Felizmente a equipa axadrezada veio para a frente após o golo sofrido e o seu treinador (Jorge Simão) acabou por fazer o resto, cabendo ao FC Porto aproveitar-se disto. Mas não tivesse surgido aquele golo inaugural no minuto 50 da partida fruto da pura sorte e tenho as minhas dúvidas de que estaria aqui a dissecar – mais - uma vitória do Futebol Clube do Porto.

Mais duas notas sobre este jogo. Uma para dizer que Jesús Corona hoje esteve quase a reviver o mesmo triste cenário que viveu na época anterior e que o afastou dos relvados por muito tempo devido a uma entrada violenta de Talocha que o árbitro da altura não puniu devidamente. É nisto que dá nomear para os jogos do FC Porto árbitros “habilidosos” (já lá vamos). A segunda nota prende-se com o jogo da próxima quarta-feira. Sérgio Conceição que ponha os Dragões a jogar como hoje (repelão e do chutão para a frente) e depois não se queixe que o RB Leipzig lhe deu uma “banhada”.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Nem sempre da melhor forma e numa espécie de areal improvisado para a prática de futebol, o internacional maliano foi o que mais lutou pela vitória portista tendo sido premiado com um golo. Merecia ter marcado outro mas os postes da baliza do Boavista não o deixaram.

Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 80´ para resolver a questão a favor do Futebol Clube do Porto. È nesta altura que Marega marca o segundo golo dos azuis e brancos e “fere de morte” um Boavista FC que até ao momento vinha lutando como podia pelo resultado.

Arbitragem: Hugo Miguel e restante equipa de arbitragem pelo que fizeram hoje não deveriam, nunca mais, apitar seja que jogo for do Futebol Clube do Porto. Hugo Miguel tolerou o anti jogo da equipa do Bessa. Mostrou amarelos aos atletas do FC Porto por terem festejado os golos. Não viu a agressão bárbara a que Jesús Corona foi sujeito. Teve sempre uma espécie de diálogo pouco respeitoso e demorado com qualquer jogador de ambas as equipas não tolerando, fosse de forma fosse, qualquer tipo de discordância destes para com as suas decisões. Péssima arbitragem que – felizmente – não teve influência no resultado final.

Positivo: Felipe. Aguerrido e certeiro. È assim que se pode (e deve!) descrever a actuação do central brasileiro na partida e hoje. Felipe foi hoje aquilo que se pode apelidar de “patrão” da defesa (coisa que o Benfica não tem e gostaria de ter).

Negativo: Yacine Brahimi. Não obstante o golo que marcou, o argelino voltou a complicar em momentos chave da partida. Por vezes dar um simples toque para o lado é muito melhor do que ir para cima da defesa e perder a bola. 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/10/2017)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Dores de crescimento

imagem retirada de zerozero
Derrota “natural” de um Futebol Clube do Porto em construção diante de uma equipa da Juventus FC que está consolidada há mais de cinco épocas. Não deixa é de ser engaçado que foi preciso reduzir o FC Porto a dez elementos para que a natural superioridade italiana viesse ao de cima nas duas partidas da eliminatória. Daí os ““ no natural.

Lamento mas eu não vou embarcar no discurso dos coitadinhos. É verdade que a equipa azul e branca está ainda em construção e que o embate com a Juventus era desigual, mas há que dizer que foi preciso expulsar um jogador do dragões em ambas as partidas(!) para que a Juventus ficasse por cima em ambas as partidas. E mesmo a jogar com 10 o FC Porto de NES foi sempre capaz de criar problemas à “toda poderosa” Juve.


É óbvio que a Juventus é mais forte do que o FC Porto. Mas há que dizer que este Porto de NES - tão criticado e mal tratado num passado não muito distante - foi capaz de lutar até ao fim pela passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões. E isto quer dizer muita coisa, especialmente se tivermos em linha de conta que uma outra equipa portuguesa bem mais rotinada e apetrechada levou uma tremenda “tareia” do quarto classificado da liga alemã.

E pouco mais há a dizer sobre a partida de Turim. O Futebol Clube do Porto foi derrotado mas caiu de pé e com o sentimento de dever cumprido. E isto é de extrema importância pois vai ser fundamental dar a devida resposta no próximo domingo diante do Vitória FC no Estádio do Dragão.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Incansável, lutador, aguerrido e arrojado q.b. O central brasileiro foi hoje. Sem sombra de qualquer dúvida - o melhor em campo da parte da equipa portista. Felipe foi o “porta-estandarte” do Porto combativo que lutou até ao fim contra a Juventus. E era o moço tão criticado e rebaixado no início da época pelos “crânios da bola”.

Chave do Jogo: Se olharmos somente para a eliminatória tenho de dizer que a estúpida expulsão de Maxi colocou um ponto final na partida, mas no jogo jogado no Juventus Stadium não se pode dizer que tenha havido um qualquer lance que tenha resolvido a contenda a favor de qualquer um dos lados. Em suma; chave de jogo inexistente.

Arbitragem: Nada a apontar ao trabalho do Sr. Ovidiu Haţegan e restante quipá de arbitragem. Ao contrário do que tinha sucedido no jogo do Dragão, Ovidiu Haţegan procurou sempre ser o mais justo e imparcial possível no julgamento dos lances nesta partida de Turim. Maxi Pereira é bem expulso e a grande penalidade bem assinalada.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES) e adeptos do FC Porto. NES porque “montou” bem a equipa e “mexer” bem quando esta se viu reduzida a dez elementos. Os adeptos do FC Porto pelo apoio incansável à equipa do Futebol Clube do Porto.

Negativo: Maxi Pereira. Não quero individualizar a derrota do FC Porto, mas é de todo impossível não criticar o uruguaio por ter sido tão infantil no lance da grande penalidade. Maxi é um jogador internacional muito experiente que não pode – nem deve – fazer tamanha figurinha.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/03/2017)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Até parece fácil

imagem retirada de zerozero
CD Feirense 0 x FC Porto 4. Olhando para o resultado até parece fácil e realmente o jogo até que foi fácil. E foi assim porque os azuis e brancos fizeram por isto. A partida não foi muito complicada para os pupilos de Nuno (é um facto) mas tal foi assim porque estes estão, sem sombra de qualquer dúvida, com a moral em alta e quando assim é tudo parece ser natural.

Não haja a mais pequena dúvida de que o futebol é feito de momentos. São os momentos que decidem o futuro de uma equipa e o famoso momento em que Rui Pedro marcou o golo ao SC Braga marcou uma equipa do Futebol Clube do Porto que vinha a atravessar uma “seca” de golos tal que já todos duvidavam das reais capacidades de Nuno Espírito Santo e plantel. Bastou o tal golo para que a mesma equipa que parecia não saber o que fazer em campo ter ridicularizado por completo um CF Feirense que vinha formatado para fazer outra coisa senão anti jogo. Anti jogo… A tal “malapata” que tanto “travava” a máquina portista num passado não muito distante.

Apesar de o resultado final ser “gordo”, o Futebol Clube do Porto não fez um “jogo do outro mundo”. Foi eficaz e viu as bolas a entrar na baliza do Feirense. Era o que se exigia a esta equipa que tinha como principal missão vencer na Feira para depois pressionar Benfica e Sporting que jogavam logo a seguir. A missão foi cumprida com brio e profissionalismo mas não com grande brilhantismo. Repito; é o que se exige. Quem quiser ópera já sabe que não é no futebol que tem de investir o seu dinheiro.

Mas para terem feito o seu trabalho os Dragões tiveram de depositar todo o seu jogo nos maravilhosos pés de Oliver Torres. Com Danilo Pereira a dar o devido – e precioso - apoio à linha defensiva do FC Porto, Oliver teve liberdade total para ir explanado todo o seu futebol. Óliver vinha buscar a bola à defesa para depois a distribuir com os seus passes milimétricos. Foi um “mimo” enquanto o pequeno espanhol teve forças para continuar em campo.

Brahimi fez hoje um jogo razoável e, inclusive, marcou um golo. Poderia – e deveria – ter sido menos “complicativo” em certos momentos do jogo. Especialmente no capítulo do passe. Parece-me que a passagem pelo banco de suplentes fez bem ao argelino que agora até vem atrás buscar jogo e ajudar a equipa na defesa. A ver se esta atitude se mantêm no próximo jogo e no pós CAN.

Este foi mais um jogo onde Iker Casillas não sofreu golos. E isto porque a dupla de centrais Felipe e Marcano está num momento de forma impressionante. Nada passa por eles! Quem diria que bastaria um treinador em condições para fazer de Iván Marcano um central ao nível dos melhores da europa? Depois venham-me dizer que Lopetegui é que era…

Apesar de tudo ainda persistem alguns problemas neste FC Porto de Nuno. Especialmente na saída rápida para o ataque. Em muitos momentos reparei que o jogador que saia em contra ataque com a bola dominada tinha de parar, olhar e passar a bola para trás dado que ninguém o acompanhava nesta incursão. Atente-se que o CD Feirense estava a jogar com 10. E também não foi mesmo nada bom de ser ver a displicência que se apossou da equipa portista nos momentos finais da partida. Vamos a ver se melhoramos estes aspectos Nuno.

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem ponta de lança do Futebol Clube do Porto teve a enorme responsabilidade de marcar a grande penalidade que abriu o marcador em Santa Maria da Feira. Não obstante a enorme pressão André Silva marcou e iniciou, desta forma, uma exibição que viria a ser a melhor de todos os jogadores que alinharam hoje pelo FC Porto. Combativo, trabalhador, esforçado e sempre a procurar estar no lugar certo na hora certa, este é o André Silva que orgulha os portistas e que todos queremos que se mantenha de azul e branco vestido por muitos e bons anos.

Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva (mais uma vez). Ao minuto 4' este converteu uma grande penalidade e tal aliviou de imediato a pressão para o Futebol Clube do Porto. Tal permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida que acabou por ser tranquila.

Arbitragem: Ao contrário do que estava à espera Luís Ferreira e a sua equipa realizaram um bom trabalho. A equipa de arbitragem esteve bem ao assinalar penálti sobre André Silva dado que Ícaro toca no atacante e, desse modo, a expulsão também é correcta. Luís Ferreira procurou acompanhar os lances bem de perto e foi notório que olhava sempre para os assistentes antes de apitar (sinal de que estava a fazer um trabalho em equipa).

Positivo: Dupla Felipe/Marcano. Uma “muralha” defensiva que completa o bom trabalho de Iker na baliza. Actualmente o FC Porto tem a melhor defesa da europa, o que não admira dado que conta com esta fantástica dupla de centrais.

Negativo: Displicência. Na recta final do jogo os azuis e brancos revelaram uma descontração que só não foi fatal porque os postes da baliza de Casillas não o deixaram. A corrigir porque os jogos duram – sempre - 90 e poucos minutos.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/12/2016)