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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Antes da Champions há que pensar na Taça da Liga

É a quatro dias da estreia na Liga dos Campeões (terça-feira no terreno do Schalke 04) que o FC Porto inicia a Taça da Liga. Os dragões jogam com o Chaves em casa, numa partida onde se esperam algumas alterações no 11 mais habitual.

Apesar de se esperarem alterações, não é previsível uma revolução no FC Porto. Alguns jogadores não competiram neste período de seleções, outros estão lesionados e condicionam essa rotatividade e há ainda a questão de os dragões terem o objetivo claro de vencer o grupo e chegar às meias-finais. Tudo isso fará com que as alterações não sejam totais nos azuis e brancos.
 
Chaves quer evitar repetição e há a questão Danilo Pereira 
 
Do lado do Chaves também não se espera uma revolução. Ainda assim, jogadores como Maras, Djavan ou Bressan estão de fora por lesão e por isso Daniel Ramos terá de fazer ajustes importantes.
 
Estas duas equipas já se encontraram na 1ª jornada da Liga NOS e nessa partida o FC Porto foi esmagador. O Chaves melhorou bastante depois disso, mas o fantasma da repetição está certamente presente na equipa flaviense.
 
Para terminar, temos uma das questões mais pertinentes sobre este jogo e que se prende com Danilo Pereira. O médio recuperou de lesão recentemente e Sérgio Conceição certamente quererá vê-lo o mais rapidamente com ritmo máximo. Irá o treinador portista arriscar colocar já Danilo para o preparar para a Alemanha? Uma das questões mais relevantes para ser respondida esta sexta-feira.
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Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Marega o “Tosco” – quase – campeão

imagem retirada de zerozero
Efectivamente o futebol é um coisa muito engraçada. Aquando da primeira passagem pelo Futebol Clube do Porto, Moussa Marega foi apelidado de tudo e mais alguma cosia pelos adeptos portistas. O internacional maliano teve, inclusive, de sair do clube no final da temporada. Este saiu pela porta pequena na altura. Hoje Marega é, somente, o atleta que terá hoje dado o título de campeão ao Futebol Clube do Porto.

Deixando os pormenores de parte, quanto ao jogo da Madeira sou da opinião de que era desnecessário ter-se sofrido tanto. Especialmente quando o CS Marítimo ficou reduzido a dez unidades por expulsão do seu Guarda-redes Amir. Isto porque para fazer entrar o Guardião Charles Daniel Ramos, treinador da equipa madeirense, retirou do campo Cléber (o melhor em campo do Marítimo na minha opinião) e com isto entregou, por completo, o jogo aos Azuis e Brancos tendo dado um claro sinal à sua equipa de que o empate era o resultado pela qual os seus pupilos deveriam lutar. Caberia a Sérgio Conceição ter arriscado um pouco mais em vez de insistir no jogo afunilado que a dupla Otávio e Brahimi promoviam. Admito que a ideia de Sérgio até que era boa, pois a colocação de Brahimi e de Otávio no meio campo permitia ao FC Porto um maior controlo do meio campo, mas fazer tal diante de uma equipa que só pensou – quase em exclusivo – no empate é um desperdício de tempo. Por aí se explica a razão pela qual a partida chegou ao intervalo empatada a zero.

Apesar de tudo Conceição soube ir “mexendo” na equipa por forma a melhorar um futebol que mais parecia o de um miúdo (entenda-se FC Porto) a chutar a bola contra uma parede (falo, obviamente, do CS Marítimo). O problema é que estas “mexidas” pecavam por tardias… Jesús Corona pode não ter entrado bem no jogo, mas a verdade é que este colocou um ponto final no afunilamento ofensivo que aumentava (cada vez mais) a moral do “muro” defensivo do Marítimo. A entrada (muito tardia na minha opinião) de Óliver para o lugar de um “estourado” Sérgio Oliveira ajudou a colocar um ponto final numa partida que eu já acreditava que ia terminar empatada a zero. O que também me pareceu ter sido uma perda de tempo foi a aposta na frente de ataque Soares/Marega. Ambos são muito esforçados. Tiquinho e Moussa deixam tudo em campo, mas penso que o futebol de Marega se dá muito melhor com alguém cujo estilo de jogo se parece muito com o de Aboubakar que joga de muitas vezes de costas para a baliza em tabelas com os colegas de equipa. Falo, obviamente, de Gonçalo Paciência e acredito que a aposta no internacional português ao lado de Marega poderia ter evitado tanto sofrimento portista no Estádio dos Barreiros.

Contudo, opiniões à parte, a verdade é que o Futebol clube do porto venceu hoje num campo tradicionalmente complicado e está um pequeno passo de se sagrar campeão. E tudo isto graças a um “tosco” chamado Moussa Marega.

Um aparte. Espero que após a vitória portista na Madeira a palhaçada das denúncias anónimas (cujo autor é bem conhecido de todos nós) tenha um fim. Já chega de ridicularizar a Justiça e os seus Agentes. Quem de direito que assuma de uma vez por todas os seus erros. Erros que estão prestes a ditar o fim de um determinado “Penta” (e vamos a ver se não ditam a perda de mais alguma coisa).

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. O internacional espanhol não entrou de início (só jogou na segunda parte), mas foi - de longe - o melhor em campo dado que foi ele o único capaz de “destruir” o muro defensivo do CS Marítimo com a sua visão e capacidade de passe.

Chave do Jogo: Surgiu com a entrada de Óliver Torres em campo para resolver a contenda a favor da equipa portista. A entrada de Óliver fez com que a resistência maritimista começasse a ter um fim, tal a dinâmica ofensiva que o internacional espanhol trouxe ao meio campo e ataque do FC Porto.

Arbitragem: Carlos Xistra acertou no lance mais complicado do jogo. Expulsão de Amir Abedzadeh correta. Decisão também certa ao anular um golo ao FC Porto no início da segunda parte por falta de Marcano.

Positivo: Yacine Brahimi. Autor de uns quantos lances de génio, Brahimi foi quem mais tentou “desatar um nó” que a equipa da casa insistia em tornar cada vez mais forte e apertado.

Negativo: A jogar contra dez diante de uma equipa que só pensava no empate, exigia-se mais rapidez na tomada de decisões por parte de Sérgio Conceição. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/04/2018)

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Até que correu bem, mas…

imagem retirada de zerozero
Hoje o Futebol Clube do Porto teve pela frente uma partida onde tudo poderia ter corrido mal. Só não correu porque a equipa adversária ficou reduzida a dez elementos ainda na primeira parte do jogo e porque os madeirenses não quiseram, nunca, outra coisa senão o empate.

Efectivamente os Dragões não se “podem colocar a jeito” diante de equipa de valor como este Clube Sport Marítimo. Isto de o Marítimo ter equilibrado a contenda logo após ter sofrido o golo poderia ter ditado algo de muito mau para as aspirações portistas. Bem sei que conta é o resultado final e que os portistas até dominaram o jogo quase que por completo (também contra dez…), mas preocupou-me a tremenda falta de organização defensiva que este FC Porto evidenciou no lance em que sofreu o golo do empate. Onde raio esteve o meio campo azul e branco neste lance? A tomar café na esplanada? Já que rever isto Sérgio até porque nem sempre a sorte protege os audazes. Especialmente contra equipas de qualidade como este CS Marítimo.

Preocupante foi também a imensa lentidão com que a equipa portista entrou no jogo. Confesso que gosto muito mais e ver a defesa do FC Porto com Maxi dado que este traz algum equilíbrio defensivo à equipa - Maxi não sobe tanto no campo como Ricardo Pereira e Alex Telles -, mas este equilíbrio defensivo tem de ser compensado com um meio campo muito mais veloz na gestão da posse da bola sob pena de o FC Porto apresentar um futebol altamente previsível e dependente dos “rasgos individuais” da linha da frente. Por exemplo; se um colega de equipa se encontra desmarcado na faixa, porquê razão se passa sempre a bola para o centro do campo para só depois a tentar passar para uma das faixas onde dantes estaca o jogador desmarcado? Tal contra equipas, repito, de valia como o CS Marítimo pode dar muito mau resultado.

Felizmente João Gamboa foi imprudente e acabou expulso. Tal deitou por terra toda a estratégia maritimista que passava por empatar no Estádio do Dragão. A partir deste momento os Dragões tomaram conta do jogo e impuseram o seu futebol diante de um Marítimo que se limitou a defender.

Eis então que o Futebol Clube do Porto termina o ano cível de 2017 na liderança da Liga NOS. Uma liderança merecida que bem que poderia, e deveria, ser mais “gorda” não tivessem Sporting CP e SL Benfica as “ajudas do costume”. Seguem-se agora dois jogos treinos referentes à Taça da Liga. Um puro desperdício de tempo e dinheiro.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. È impossível não se colocar como MVP um jogador que marca três golos numa partida bem complicada. Só foi pena num ou noutro lance Marega não ter tido aquela técnica que lhe permitisse ter dado um outro fim a alguns lances promissores na área maritimista.

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 39' desta partida. João Gamboa é expulso por Manuel Mota e a partir daí os Dragões tomaram conta, por completo, dos destinos da partida sendo que os madeirenses se limitaram a defender o empate que entretanto tinham alcançado.

Arbitragem: Boa arbitragem de Manuel Mota e dos seus auxiliares. Aqui e ali algumas falhas, mas nada de considerável. Bem na decisão de expulsar João Gamboa, que foi imprudente.

Positivo: A avalanche ofensiva da segunda parte. Dá gosto ir ao Estádio e ver futebol de ataque. Especialmente quando a equipá mais forte se impõe sobre a equipa mais fraca através de lances de bom futebol. A manter e a melhorar FC Porto.

Negativo: Horário do jogo. Jogo da Liga NOS marcado para uma Segunda-feira às 21H não só é uma estupidez como é um tremendo insulto aos adeptos que se deslocam aos estádios. Só em Portugal se assiste a tamanha palhaçada.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/12/2017)

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Muitas razões para um Natal feliz

Para passar a quadra natalícia e dobrar o ano na frente, o FC Porto tem de conseguir fazer aquilo que é seu hábito, mas que o seu treinador nunca conseguiu: derrotar o Marítimo, equipa de ambição europeia.

E por aí se pode falar de uma vontade de ser feliz. Foi aqui que lhe demos conta do (muito) mau histórico do treinador portista, por outros emblemas, contra o clube madeirense, ainda que, como também referimos, nunca o cenário foi tão propício a que se matasse o borrego como agora.
 
O FC Porto, que anda numa versão altamente goleadora, tem mostrado uma enorme capacidade para desmembrar defesas organizadas - ainda que, é bom que se diga, por uma série de fatores não conseguiu da última vez para o campeonato em casa.

Uma ferida que já foi entretanto sarada ao ritmo do golo, numa equipa que parece imune à pressão e sedenta ao golo.

Mas não são só os dragões que querem ser felizes. O Marítimo, apesar de confortável no quinto lugar, quer mais e não quer ver fugir o Braga, ainda para mais depois de tão saborosa vitória na última ronda. Quer também ter espaço para uma surpresa. E quer bater o pé a um líder que corre o risco de deixar de o ser (caso não ganhe), quando o calendário diz ser esta uma fase determinante - vem aí um Benfica x Sporting, convém não esquecer.
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Retirado de zerozero

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Natal antecipado à espera de uma consoada tranquila

Já sem bilhetes para a Taça de Portugal, FC Porto e Marítimo adaptaram o calendário nacional e anteciparam a jornada em vésperas do natal. Por isso, esta quinta-feira dá-se um «pulo» à 15ª ronda da Liga NOS, no estádio do Dragão (20h30).
 
Uma jogada pensada, como admitiu Nuno Espírito Santo, apesar de ficar com apenas três dias entre a receção aos insulares e o jogo com o Desportivo de Chaves, igualmente no Porto, na segunda-feira, a contar para a 14ª jornada do campeonato.

No entanto, a partida entra numa fase de grande fulgir do FC Porto, que marcou 10 golos nos últimos três encontros e não sofreu nenhum. Aproveitar o grande momento para dar um passo à frente - e pressionar os rivais - é seguramente uma das estratégias de Nuno.

Para a receção ao Marítimo há apenas uma baixa no plantel portista. Otávio continua indisponível, mas todos os outros elementos do grupo estão aptos e podem ser opção para o técnico do FC Porto.

O Marítimo, por sua vez, não conseguiu dar seguimento ao triunfo sobre o Benfica e visita o Dragão depois de uma derrota no estádio do Restelo na jornada anterior. Daniel Ramos, técnico dos insulares, destacou a boa organização defensiva para conseguir pontos nesta visita ao Porto.
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in zerozero