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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Enorme balão de oxigénio

imagem retirada de zerozero
Jogo interessante este que, tal como tinha previsto, acabou por ser um tremendo balão de oxigénio para a equipa portista que, para além disto, “tourou” com mestria o eterno rival da Luz. E quando falo aqui em mestria refiro-me, obviamente, à capacidade que a equipa de Sérgio Conceição teve de gerir o jogo. Este FC Porto soube quando e como recuar para, desta forma, acabar por fazer xeque-mate ao Benfica aquando do golo de Fernando Andrade (o terceiro dos azuis e brancos).

Efectivamente não há muito a dizer sobre um jogo-treino onde o que havia realmente a ganhar era a moral que se ganha ao vencer um eterno rival. Felizmente o vencedor acabou por ser o FC Porto numa partida que, aqui e acolá, foi algo equilibrada. E há que ser justo pois se Moussa Marega não tivesse marcado o segundo golo da partida logo a seguri ao empate, muto provavelmente as coisas não teriam corrido bem aos Dragões. Não que o SL Benfica tivesse mostrado um futebol atractivo para vencer o FC Porto (não há mudança de Treinador a meio da época que faça milagres), mas a ideia que tenho é de que a equipa de Sérgio Conceição apenas percebeu o que tinha de fazer – e como tinha de fazer – após o internacional maliano ter marcado o segundo golo do jogo na altura em que marcou.

Agora o meu desejo para a Final da competição mais aldrabada do nosso calendário competitivo é, tão-somente, que Sérgio Conceição não “coloque a carne toda no assador”. Há ainda muito campeonato para se disputar, uma meia-final a duas mãos da Taça de Portugal para se disputar e uma Liga dos Campeões para se tentar ir o mais longe possível. Fica o aviso… Agora que não se repita o cenário da época transacta.

Uma nota final sobre João Félix. Penso que se trata de um jogador muito jovem que parece ter muito talento. Como tal vamos dar tempo ao tempo em vez de andarmos a fazer do moço o próximo Renato Sanches. Deixem-no evoluir com calma e, sobretudo, muita responsabilidade.

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. Se há jogo onde mais se necessitou de um médio organizador de jogo foi estre em que o pequeno internacional espanhol brilhou a bem brilhar. Excelente a pautar o jogo da equipa portista e - pasme-se! - excelente também na recuperação de bolas.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 35´ para resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. Moussa Marega marcou este golo 4 minutos após a equipa ter conseguido empatar a partida e, desta forma, acabou com a força anímica que a equipa da luz tinha acabado de alcançar.

Arbitragem: Arbitragem com uma primeira parte muito complicada, até mesmo com o auxílio do VAR. Nesse capítulo, benefício da dúvida para a equipa de Carlos Xistra, que não esteve tão coerente no aspeto disciplinar. Ainda assim, um trabalho razoável, atendendo à especificidade do jogo. Análise e opinião de Luís Rocha (jornalista do site zerozero).

Positivo: Capacidade de saber sofrer. Sempre o disse, e mantenho, uma equipa de futebol não é só bola para a frente e Fé em deus. Há que saber gerir momentos e, muitas vezes, saber sofrer para vencer. Neste aspecto hoje o FC Porto es5teve muito bem.

Negativo: Rui Costa. Todos temos excessos. Fica por perceber (ou não) a razão pela qual Rui Costa, dirigente do SL Benfica, se exalta ao ponto de se expulso quando a sua equipa defronta o FC Porto. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (22/01/2019)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Aproveite-se para se reflectir

imagem retirada de zerozero
Ganhar é sempre bom. Então num jogo que teve - nada mais, nada menos – do que 8 golos(!) é aquilo que se pode apelidar de “cereja no topo do bolo”. Quem foi hoje ao Estádio do Dragão numa de ver o jogo pelo jogo, de certeza que deu o seu investimento por bem aplicado. Já quem quis ver a dita partida de um ponto de vista mais sério não terá dado por mal empregue o seu tempo e dinheiro, mas de certeza que saiu do Estádio algo pensativo. Isto porque já não é a primeira vez esta época que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição mostra ter sérias dificuldades para impor o seu futebol sempre que defronta uma equipa mais organizada. Já foi assim no Estádio do Jamor diante de um tal de “Belenenses SAD”, foi assim na derrota caseira com o Vitória SC, mais recentemente com o CD Santa Clara nos Açores e agora com o Moreirense FC em casa. E isto para não fazer aqui referência aos jogos com Galatasaray.

Não me vou alongar muito na análise ao que sucedeu hoje na cidade Invicta. E não o falo porque não tenho prazer nenhum em andar-me a repetir vezes sem conta. Hoje até se começou a partida a perder com um golo muito parecido com o sofrido no último jogo do nosso campeonato diante do CD Santa Clara.

Sérgio Conceição que não me venha com a história do cansaço porque o que faltou hoje ao clube portista foi a capacidade de gerir o jogo. Capacidade esta que usa e abusa (e bem!) com maior ou menor eficácia nos jogos da Liga dos Campeões. O que faltou hoje aos Dragões foi a capacidade de manter a posse da bola, aproximar linhas, retirar linhas de passe ao adversário e gerir o esforço não é sinal de fraqueza. È antes sinal de inteligência Espacialmente quando se dá a volta a um resultado desfavorável. Hoje o FC Porto não fez nada disto. E vamos a ver se não vai pagar cara esta forma de estar já no próximo Domingo diante de um Rio Ave que tem um perfil de jogo muito parecido com este Moreirense.

Já sobre as lesões de Otávio e Danilo, bem que poderia dizer o que realmente penso mas não sei o que se faz nos treinos da equipa azul e branca, pelo que não vou estar aqui a falar sobre o que não sei. O que sei é que em outros campeonatos os calendários dos ditos “grandes” são bem mais “apertados” do que os do nosso “pequeno burgo futebolístico” e raras são as vezes em que ouço os treinadores e jogadores a queixar-se do calendário. Que cada um retire as suas ilações se bem que há que ser justo e reconhecer que a lesão de Danilo Pereira foi um tremendo azar. Espero que a dita não seja grave, até porque o terceiro golo da equipa de Ivo Vieira é fruto da sua forçada ausência.

Em suma; o importante é que se passou á fase seguinte da Taça de Portugal e, a verdade seja dita, tal foi fruto da entrada de Yacine Brahimi em campo (aqui tenho de dar os parabéns ao Sérgio Conceição por ter sabido “mexer” quando foi preciso), mas insisto na ideia de que é necessário reflecetir-se sobre este “vamos para cima deles a todo o custo!”. Especialmente agora que se aproxima a famosa paragem do Natal que costuma “fazer mal” ao Dragão. A época é longa e a margem de manobra na Liga NOS é – ainda – muito reduzida.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Saiu do banco para resolver o jogo. Foi dos pés do internacional argelino que veio o passe “açucarado” para Moussa Marega que não desperdiçou e fez o quarto golo dos azuis e brancos na partida. Brahimi acabou por ser o autor da vitória portista num jogo que foi tremendamente complicado para os donos da casa.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: A partida, em virtude do resultado, ganhou outra dimensão física na segunda parte e aos 49 minutos registou-se o momento mais crítico para Carlos Xistra, que entendeu não ter havido falta de Loum sobre Danilo Pereira. Uma decisão errada, na nossa opinião. Análise e opinião de Duarte Monteiro (jornalista do site zerozero)

Positivo: Festa do golo. Colocando de lado a parte que me interessa (que é a do FC Porto, obviamente), tenho de colocar como factor positivo deste jogo a quantidade de golos marcados. Gutebol espectáculo na sua plenitude!

Negativo: Tanto desperdício! È um facto que este FC Porto se concentra em demasia no ataque, mas quem cria tantas oportunidades de golo e não as concretiza arrisca-se a sofrer. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/12/2018)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Aquela “estrelinha” num dia histórico

imagem retirada de zerozero
Hoje é um dia histórico para o nosso futebol. Hoje foi o dia em que o Vídeo-árbitro (VAR) foi isento e coautor de um critério arbitral uniforme. Nunca antes tal tinha sucedido num jogo do futebol Clube do porto na Liga NOS. Digo tal por causa das duas Grandes Penalidades que foram assinaladas por Carlos Xistra. Ambas são o resultado de lances muito parecidos que tiveram a mesma sanção. Claro que agora “os do costume” vão fazer o habitual ruído, mas “estes” só incomodam quem lhe dà importância. Adiante. Vamos ao jogo em si.

Quanto ao jogo jogado (aquilo que realmente interessa), fosse o futebol uam ciência exacta e o empat e teria sido o resultado mais justo. O tal de “Belenenses SAD” - não vou aqui chamar o tal “Clube” pelo seu real nome porque estou de férias e não me apetece estar aqui a “discutir política”) – jogou muito e bem. Foi uma equipa que não teve, em momento algum, medo de fazer frente à equipa portista. Procurou ter a posse da bola e com esta incomodou a defesa de uma equipa azul e branca que não conseguiu impor o seu futebol. A certa altura dizia para mim mesmo que somente um lance de bbola parada poderia ditar a desejada vantagem portista, e assim foi quando Alex telles marca de forma preciosa um livre lateral que Diogo Leite aproveitou da melhor maneira poss´+ivel. Mas nem assim este “Belenenses” baixou os braços. Pelo contrário. Os comandados de Silas foram para a frente e deram sempre muito que fazer a um meio campo e defesa azul e branca que teve sempre muitas dificuldades em explanar o seu futebol no relvado do Estádio do Jamor. Só o segundo golo dos Dragões marcado no inicio da segunda parte graças a um tremendo disparate de um atleta dos “Azuis” do Jamor é que “deitou por terra” todo a boa exibição que este “Belenenses” vinha fazendo até ao momento. Não fosse a asneira de um defensor portista no lance do penálti e acredito plenamente que o FC Porto se ia limitar a gerir o esforço até ao apito final de Carlos Xistra…

E é precisamente este último o ponto que me preocupou e que me faz pensar que a goleada na jornada inaugural não foi mais do que fruto de algum sorte (e de algum mérito). É preciso ter-se em linha de conta que hoje o Futebol Clube do Porto teve imensas dificuldades perante uma equipa que estava preparada para fazer frente ao Dragão. O “Belenenses SAD” esteve completamente à vontade na luta pela posse da bola no meio campo. O que não se percebe se tivermos em linha de conta que o meio campo azul e branco é composto por atletas que tem como função o controle da posse da bola e o impedir que o adversário desenvolva as saus jogadas. Bem sei que Héctor Herrera é, para muitos, o elo mais fraco dste meio campo, mas hoje este não me pareceu ter sido a razão de tão complicado desafio. Estou antes em crer que a responsabilidade por este suadíssima e. em certa medida, sortuda vitória portista no Jamor se deveu. Em grande parte, à inoperância de Sérgio Conceição que aquando do 2 a 1 a favor dos azuis e brancos deveria ter aproveitado para reforçar o seu meio campo com a entrada de Oliver Torres para, desta forma, impedir que os pupilos de Silas pudessem acreditar na conquista do seu objectivo de empatar com o Futebol Clube do Porto naquilo que apelidam de “casa”. Nem sempre o recurso ao programa que é trabalhado durante a semana nos treinos é o melhor caminho. Sérgio Conceição já deveria saber de tal…

Contudo, o mais importante é que se venceu hoje diante de um adversário de valor. Tal permite que o FC Porto continue a liderar a Liga NOS com a concorrência por perto. Mas não se pode voltar dar o flanco como hoje… O VAR e o profissionalismo de quem apita os jogos dos Dragões não vai estar sempre presente.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Duas assistências para golo e autor do golo da vitória portista. Penso que estes são argumentos – mais do que – válidos para dar o MVP a Alex. Contudo sou da opinião que este a defender esteve um pouco abaixo do normal (como a maioria dos seus colegas de equipa, diga-se desde já).

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum “Belenenses SAD” e FC Porto foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória final pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: No lance da primeira grande penalidade, Carlos Xistra nada assinalou à primeira vista, mas não teve problemas em recorrer ao vídeo-árbitro (VAR) para ter uma segunda leitura do lance. O mesmo sucedeu na segunda. Foi ver o lance e assinalou penálti a favor dos dragões. Em análise muito geral, arbitragem positiva do juiz da partida.

Positivo: Iker Casillas. Velhos são – e continuam a ser – os trapos. Numa defesa que andou quase sempre aos papéis, Casillas foi o que mais fez para manter a baliza portista em branco com uam série de defsas fora de série.

Negativo: Felipe. Ao que parece a convocatória para a selecção do seu país fez-lhe mal. Muita desconcentração e disparates q.b. durante toda a partida. Não fosse Iker o dono da baliza… 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (19/08/2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Marega o “Tosco” – quase – campeão

imagem retirada de zerozero
Efectivamente o futebol é um coisa muito engraçada. Aquando da primeira passagem pelo Futebol Clube do Porto, Moussa Marega foi apelidado de tudo e mais alguma cosia pelos adeptos portistas. O internacional maliano teve, inclusive, de sair do clube no final da temporada. Este saiu pela porta pequena na altura. Hoje Marega é, somente, o atleta que terá hoje dado o título de campeão ao Futebol Clube do Porto.

Deixando os pormenores de parte, quanto ao jogo da Madeira sou da opinião de que era desnecessário ter-se sofrido tanto. Especialmente quando o CS Marítimo ficou reduzido a dez unidades por expulsão do seu Guarda-redes Amir. Isto porque para fazer entrar o Guardião Charles Daniel Ramos, treinador da equipa madeirense, retirou do campo Cléber (o melhor em campo do Marítimo na minha opinião) e com isto entregou, por completo, o jogo aos Azuis e Brancos tendo dado um claro sinal à sua equipa de que o empate era o resultado pela qual os seus pupilos deveriam lutar. Caberia a Sérgio Conceição ter arriscado um pouco mais em vez de insistir no jogo afunilado que a dupla Otávio e Brahimi promoviam. Admito que a ideia de Sérgio até que era boa, pois a colocação de Brahimi e de Otávio no meio campo permitia ao FC Porto um maior controlo do meio campo, mas fazer tal diante de uma equipa que só pensou – quase em exclusivo – no empate é um desperdício de tempo. Por aí se explica a razão pela qual a partida chegou ao intervalo empatada a zero.

Apesar de tudo Conceição soube ir “mexendo” na equipa por forma a melhorar um futebol que mais parecia o de um miúdo (entenda-se FC Porto) a chutar a bola contra uma parede (falo, obviamente, do CS Marítimo). O problema é que estas “mexidas” pecavam por tardias… Jesús Corona pode não ter entrado bem no jogo, mas a verdade é que este colocou um ponto final no afunilamento ofensivo que aumentava (cada vez mais) a moral do “muro” defensivo do Marítimo. A entrada (muito tardia na minha opinião) de Óliver para o lugar de um “estourado” Sérgio Oliveira ajudou a colocar um ponto final numa partida que eu já acreditava que ia terminar empatada a zero. O que também me pareceu ter sido uma perda de tempo foi a aposta na frente de ataque Soares/Marega. Ambos são muito esforçados. Tiquinho e Moussa deixam tudo em campo, mas penso que o futebol de Marega se dá muito melhor com alguém cujo estilo de jogo se parece muito com o de Aboubakar que joga de muitas vezes de costas para a baliza em tabelas com os colegas de equipa. Falo, obviamente, de Gonçalo Paciência e acredito que a aposta no internacional português ao lado de Marega poderia ter evitado tanto sofrimento portista no Estádio dos Barreiros.

Contudo, opiniões à parte, a verdade é que o Futebol clube do porto venceu hoje num campo tradicionalmente complicado e está um pequeno passo de se sagrar campeão. E tudo isto graças a um “tosco” chamado Moussa Marega.

Um aparte. Espero que após a vitória portista na Madeira a palhaçada das denúncias anónimas (cujo autor é bem conhecido de todos nós) tenha um fim. Já chega de ridicularizar a Justiça e os seus Agentes. Quem de direito que assuma de uma vez por todas os seus erros. Erros que estão prestes a ditar o fim de um determinado “Penta” (e vamos a ver se não ditam a perda de mais alguma coisa).

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. O internacional espanhol não entrou de início (só jogou na segunda parte), mas foi - de longe - o melhor em campo dado que foi ele o único capaz de “destruir” o muro defensivo do CS Marítimo com a sua visão e capacidade de passe.

Chave do Jogo: Surgiu com a entrada de Óliver Torres em campo para resolver a contenda a favor da equipa portista. A entrada de Óliver fez com que a resistência maritimista começasse a ter um fim, tal a dinâmica ofensiva que o internacional espanhol trouxe ao meio campo e ataque do FC Porto.

Arbitragem: Carlos Xistra acertou no lance mais complicado do jogo. Expulsão de Amir Abedzadeh correta. Decisão também certa ao anular um golo ao FC Porto no início da segunda parte por falta de Marcano.

Positivo: Yacine Brahimi. Autor de uns quantos lances de génio, Brahimi foi quem mais tentou “desatar um nó” que a equipa da casa insistia em tornar cada vez mais forte e apertado.

Negativo: A jogar contra dez diante de uma equipa que só pensava no empate, exigia-se mais rapidez na tomada de decisões por parte de Sérgio Conceição. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/04/2018)

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

“Meio” Porto chegou e bastou

imagem retirada de zerozero
Jogo com pouca - ou nenhuma - história que os azuis e brancos souberam tornar fácil não obstante o “nome” do adversário. É o que se me apraz dizer acerca de mais uma goleada portista (desta vez a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal).

Defrontar o Vitória SC (Vitória de Guimarães) nunca é uma tarefa fácil. Mesmo quando se joga em casa como foi o caso do Futebol Clube do Porto que recebeu os vimaranenses no seu Estádio do Dragão, mas o actual Guimarães está longe de ser aquele Guimarães aguerrido que luta sempre até ao fim por um dos pouquíssimos lugares europeus da nossa Liga. Claro que a juntar a isto há o (não menos importante) facto de os Dragões não terem nunca virado a “cara à luta” mesmo quando já se encontravam a vencer no minuto 12' da partida.

Esta foi uma partida que correu de feição a Sérgio Conceição. O técnico portista fez descansar algumas das suas “pedras nucleares” (Brahimi e Ricardo Pereira) e ainda teve a oportunidade de dar tempo de jogo a quem dele precisa como é o caso de Óliver, Reyes e Corona. Com tudo isto a moral no Dragão está em alta. E ainda bem que tal é assim pois na próxima Segunda-feira o FC Porto vai “fechar” o calendário competitivo de 2017 diante de um fortíssimo e muito bem orientado CS Marítimo.

Uma última nota para aqui levantar a seguinte questão. O que será que Pedro Martins vê de bom no guardião Miguel Silva? O moço até que se posiciona bem na baliza mas é muito fraquinho em todos os outros aspectos. Espacialmente nos lances de bola pelo ar… Em Guimarães as coisas não devem estar mesmo muito famosas no que à tesouraria diz respeito.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar. Hoje o internacional camaronês lutou contra a frágil defesa vimaranense, criou espaços para os seus colegas de equipa, procurou fazer assistências para golo e até visou na partida. Vincent Aboubakar está efectivamente em grande forma!

Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 12. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo. Tal como no jogo anterior diante do Vitória FC.

Arbitragem: Boa arbitragem da parte de Carlos Xistra e restante equipa. Boa decisão no lance da grande penalidade cometida por Victor García. A esse momento seguiram-se, ao longo do encontro, outras decisões menos marcantes, mas globalmente correctas. Um lance entre Hélder e Marcano suscita algumas dúvidas, mas o jogador vitoriano pareceu ter forçado a queda.

Positivo: Querer sempre mais, Este FC Porto de Sérgio Conceição bem que pode ser acusado de ser um tudo ou nada “vertiginoso”, mas é sempre importante para a moral da equipa e dos adeptos quando este FC Porto procura fazer sempre mais e mais mesmo quando já está a vencer por uma boa margem de golos.

Negativo: Horário dos jogos. Não cabe na cabeça de ninguém marcar-se uma partida dos oitavos-de-final da segunda competição mais importante de Portugal para as 20h15 de uma Quinta-feira (dia de trabalho para muito boa gente). Haja mais respeito pelos adeptos dado que quem não trabalha não pode pagar a entrada nos Estádios e a transmissão televisiva dos jogos.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/12/2017)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ponto perdido/ponto ganho

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Após este empate em Alvalade penso que a pergunta que paira no ar é se o Futebol Clube do Porto ganhou ou perdeu um ponto. Na minha modesta opinião (tendo em consideração que em Alvalade o campo está sempre “inclinado” para os da casa) acho que os Azuis e Brancos ganharam um ponto. Obviamente que somente o tempo dirá se estou ou não correcto sobre este aspecto, mas é impossível olhar-se para o clássico e não achar-se que face à “Xistralhada” os Dragões não tenham ganho um ponto.

Estes jogos entre os ditos “grandes” do nosso campeonato, por norma, não decidem o campeão, mas servem para se ter uma ideia de quem tem “estofo de campeão”. E, verdade seja dita, estou em crer que o Futebol Clube do Porto mostrou hoje ser uma equipa melhor do que o Sporting Clube de Portugal. De facto este FC Porto de Sérgio Conceição demonstrou ter “estofo de campeão”. Na primeira parte da partida os Azuis e Brancos impuseram o seu futebol, tendo apenas “quebrado” na recta final do jogo. E, repito, não tivesse acontecido o “Xistrema” e o mais provável era o FC Porto ter ganho. Não basta um São Patrício para que a equipa de Jorge Jesus derrote uma equipa como a do Futebol Clube do Porto.

Agora se o Futebol Clube do Porto vai conseguir manter este “estofo” até ao fim do Campeonato é outra conversa. Especialmente se este se lembrar de repetir o que de tão mau fez na recta final do jogo. Isto de recuar no campo e Brahimi que finte a defesa toda do Sporting não lembra ao Diabo…. E isto de se demorar tanto tempo a tirar o argelino do campo poderia vir a ser fatal dado que a certa altura este não fazia outra coisa senão fintar-se a ele próprio até perder a bola ou fazer um passe ridículo. E Aboubakar que não marque golos simples que não é preciso.

Agora vamos ter a habitual paragem para os trabalhos das selecções. Que tudo corra bem e que Portugal conquiste o apuramento directo para o Mundial que se vai realizar na Rússia.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Num jogo onde a intensidade física procurou sempre impor-se à técnica, Marega foi o MVP pela enorme capacidade de trabalho que mostrou em campo. Pode não ter feito as coisas da melhor maneira possível, mas foi o jogador do FC Porto que mais trabalhou para colocar a defesa leonina em sentido. Merecia ter sido feliz com um golo.

Chave do Jogo: Inexistente.

Arbitragem: Deslocação do FC Porto ao Estádio de Alvalade que não
esteja “inquinada” pela equipa de arbitragem não é deslocação do FC Porto ao Estádio de Alvalade. Fossem Carlos Xistra e equipa de arbitragem profissionais no verdadeiro sentido do termo e teriam marcado as duas grandes penalidades que ficaram por marcar a favor do FC Porto na primeira parte da partida. E Carlos Xistra terá também de explicar a razão pela qual William Carvalho não foi expulso por duplo amarelo dado que este se fartou de distribuir pancadaria. Por perceber está também a razão da existência do VAR? Estará lá somente para fazer número?

Positivo: Yacine Brahimi da primeira parte. O Brahimi da primeira parte deste jogo é aquele Brahimi que gostaria de ver muito mais vezes em campo. Excelente no passe e com uma visão de jogo fantástica.

Negativo: A recta final do FC Porto. Isto de se encolher no campo, bola para a frente e Brahimi que resolva poderia ter sido o fim de uma equipa que se bateu muito bem num campo tradicionalmente difícil.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (01/10/2017)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Vencer uma má partida de futebol

imagem retirada de zerozero
Vencer uma má partida de futebol. É basicamente isto que vi o Futebol Clube do Porto fazer em Braga diante do Sporting local. E até digo mais, muito mal está o actual SL Benfica que para derrotar este SC Braga na Luz necessitou de “ajuda divina”!

Chamem-lhe o que quiserem. Apelidem esta vitória do FC Porto em Braga de “estrelinha de campeão” ou de “vitória pragmática”, mas eu tenho de confessar que este tipo de exibições poderá, num futuro próximo, custar pontos ao FC Porto. Já não é a primeira vez que vejo a equipa de Sérgio Conceição a jogar muito bem até chegar ao golo. Depois de marcar tenta-se controlar o jogo até ao fim mesmo que isto possa sujeitar a equipa a uma série de calafrios. Foi assim em Tondela, repetiu-se a dose em Braga e será assim em Vila do Conde? O problema é que o Rio Ave não é o Tondela e muito menos é este fraquíssimo Sporting Clube de Braga. O FC Porto se quiser ser campeão tem de fazer muito mais nos seus jogos fora de casa. Sérgio Conceição sabe muito bem disto e partindo do princípio de que ainda estamos na 4.ª jornada há que ir dando o devido “desconto” ao treinador e equipa, mas espero bem que mais lá para a frente as coisas mudem pois a sorte não vai andar sempre por aí. Especialmente se tivermos em linha de conta que os “padres” andam por aí como se viu hoje em Braga.

E já agora, façam o favor de não “endeusar” o Brahimi. O argelino padece sempre do mesmo mal de fintar dois adversários e querer fintar mais três até perder a bola. Desta vez a coisa até que lhe correu bem pois a bola ressaltou para Jesús Corona que a “meteu” dentro da baliza bracarense, mas caso a “estrelinha de campeão# não tivesse marcado presença, e esta jogada teria sido mais uma das típicas jogadas de um atleta que tem muita qualidade mas cuja cabeça não está - quase nunca – no seu devido lugar. Brahimi tem uma tremenda dificuldade em perceber que o futebol é um desporto de equipa e é muito por isto que ainda não apareceu um dos ditos “tubarões” para o levar do Dragão. A sua sorte é que actualmente Octávio não está a passar pelos seus melhores dias.

Apesar de tudo o que importa é vencer. O convencer pode bem ficar para depois, mas começa a ser hora de o Futebol Clube do Porto mostrar um futebol mais dominador nos seus jogos fora de casa. Sérgio Conceição tem equipa e conhecimento para isto (hoje tal ficou bem vincado). Há é que trabalhar para melhorar e não fazer como certos adeptos que ficam extremamente felizes com este tipo de vitórias e já começam a dizer em tudo quanto é sítio que o Futebol Clube do Porto vai ser campeão.

Uma nota final para dizer que o VAR (Vídeo árbitro) está para o futebol português como o SIRESP para o Estado português. Isto a não ser (ora pois) que o dito VAR tenha sido criado para “ajudar” o SL Benfica quando este necessitar.

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. O médio recuperador de bolas pode não estar ainda na sua melhor forma, mas hoje esteve simplesmente impecável ma recuperação das mais variadas bolas que a equipa bracarense chutava para a frente na esperança de que a “sarrafada” e o “assobiar para o lado do árbitro” lhes possibilitasse criar perigo aos azuis e brancos. Não admira, portanto, que Danilo tenha sido um dos atletas dos portistas que mais pancadaria levou da parte dos atletas bracarenses.

Chave do Jogo: Inexistente. Nenhuma das equipas foi capaz de construir um lance que tivesse colocado um ponto final no jogo a seu favor.

Arbitragem: Carlos Xistra foi a Braga com a sua “missa” muito bem preparada. Após o desaire do SL Benfica em Vila do Conde havia que garantir que os estragos eram mínimos. E a verdade seja dita que Xistra, os seus assistentes e o VAR fizeram por isto. Aos jogadores do SC Braga foi-lhes perdoado todo e qualquer tipo de jogo violento. Já os de azul e branco vestido viam amarelo somente por olhar de lado para um jogador da equipa da casa. Há quem fale em 4 grandes penalidades que ficaram por marcar a favor do FC Porto. Confesso que só vi duas (ambas na segunda parte). Uma por carga sobre Brahimi na grande área do SC Braga e outra sobre Aboubakar, mas admito perfeitamente que tenham existido mais lances para grande penalidade que Carlos Xistra, assistentes e VAR “não viram”. Em sima, péssima arbitragem que – por mero acaso - não teve influência directa no resultado final.

Positivo: Sérgio Conceição. Não obstante a vontade insensata que a equipa tem de querer gerir um resultado de uma bola a zero desde a primeira parte, Conceição soube ir ao banco para responder com sucesso ás tentativas de Abel de fazer virar o “tabuleiro a seu favor”

Negativo: Gerir um resultado escasso. Bem sei que a época é longa e que há que gerir o físico até porque opções no actual plantel do FC Porto não são uma realidade, mas isto de querer gerir um resultado de um a zero desde a 1.ª parte em Braga é insano. Que tal não se repita na próxima saída do FC Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (27/08/2017)

domingo, 30 de abril de 2017

Quando a bola entra

imagem de zerozero
Qual foi a grande diferença desta partida de Chaves para a anterior diante do Feirense? O Futebol Clube do Porto não jogou nada mal (tal como da outra vez) só que desta vez a bola entrou na baliza adversária. Esta é, sem sombra de qualquer dúvida, a principal diferença entre os aqui referidos jogos.

Tanto Feirense como Chaves apostaram na mesma “estratégia do autocarro” – um triste hábito - mas desta vez os portistas marcaram. Ou seja; desta vez a equipa de Nuno Espírito Santo (NES) conseguiu conciliar uma exibição bastante razoável com uma vitória diante de uma equipa que não esteve nunca interessada noutra coisa senão no empate (vá-se lá saber porquê…). E já que falo aqui nisto; as equipas que defrontam o SL Benfica têm tido o mesmo tipo de comportamento. A diferença está no simples facto de que quando é preciso surge o penalti da praxis a favor do “glorioso” ou então um qualquer atleta formado na Luz resolve “desimpedir” o jogo. Coisas que nunca acontecem ao FC Porto talvez porque os regulamentos competitivos do futebol português assim o determinem. Adiante.

Voltando ao jogo de Chaves, achei interessante o facto de NES ter deixado Oliver no banco de suplentes. O espanhol tem estado um tudo ou nada em baixo de forma nas últimas partidas e tal tem sido aqui falado. Acredito que a vitória azul e branca de hoje tenha passado muito por aí. Claro que ter Rúben Neves em campo a desempenhar as funções de Oliver ajudou bastante. Assim como também terá ajudado o facto de NES ter apostado em Diogo Jota e Jesús Corona nas faixas do ataque portista. Só é pena que Tiquinho Soares não esteja – ainda – habituado a jogar “sozinho” na área adversária.

Após esta complicada deslocação a Trás-os-Montes segue-se agora uma viagem à Madeira para defrontar o CS Marítimo. Acredito que este vá ser um jogo completamente diferente deste de Chaves. Isto porque a equipa madeirense precisa de vencer para poder ainda aspirar a um lugar europeu e como tal estou em crer que o jogo não venha a mesma tristeza que tem marcado presença nos jogos do FC Porto nos últimos tempos.

E já agora uma pequena nota final. É deveras complicado uma equipa criar espaço e trocar a bola quando o adversário só tem como única e exclusiva preocupação fazer anti jogo. Em vez de se criticar este Porto de NES por “demorar a entrar no jogo”, deveriam antes criticar a postura ridícula destas equipas e as “coisas estranhas” que acontecem nos jogos do SL Benfica. Mas não vou por este caminho porque sei que isto de “puxar pela cabeça” é complicado para muito boa gente pois “uma cisma é pior do que uma doença”.

MVP (Most Valuable Player): André André. André André foi a melhor “muleta” que Rúben poderia ter tido num jogo onde a “batalha” do meio campo acabou por ser decisiva. Sempre muito activo e disponível, o médio box to box André André foi o principal responsável pela vitória azul e branca em terras flavienses. Mereceu, e muito, o golo que acabou por marcar após um excelente trabalho colectivo do meio campo dos dragões.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 52 para resolver a contenda a favor do FC Porto. Foi nesta altura que Tiquinho Soares marcou o golo inaugural da partida. Tal obrigou a que o GD Chaves tivesse de abandonar a confortável postura defensiva e tal acabou por abrir espaços que a equipa portista aproveitou.

Arbitragem: Já é um hábito. Todo e qualquer árbitro que apite os jogos do Futebol Clube do Porto pactua - de uma forma directa ou indirecta – com o antijogo adversário. Carlos Xistra foi demasiado brando com as faltas duras cometidas pelos jogadores da equipa flaviense, mas já soube aplicar o regulamento na disparatada falta de Maxi Pereira… A - já – habitual dualidade de critérios. Na 1.ª parte ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do FC Porto por mão na bola de um defesa do GD Chaves.

Positivo: Nuno Espirito Santo (NES). O técnico dos portistas “montou” bem a sua equipa e mexeu muito bem quando esta necessitou. Uma prestação a manter nas próximas e decisivas jornadas.

Negativo: Comunicação Social. Tivesse sido o “fabulástico” SLB a vencer em Chaves e não se lia e ouvia tanta crítica. Mais profissionalismo e menis “clubite” da parte de que informa exige-se.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/04/2017)

domingo, 2 de abril de 2017

Quase tudo em aberto (ou não)

imagem retirada de zerozero
Ponto prévio; não se pode festejar um empate (seja ele qual for) em casa de um rival quando se vencendo se teria a oportunidade de passar para o primeiro lugar da tabela classificativa. É verdade que foram só alguns os atletas e elementos do staff técnico que fizeram tal coisa, mas tal é revelador de uma “pequenez de espírito” que não se coaduna – de forma alguma – com os pergaminhos do Futebol Clube do Porto. Para além disto após este resultado apenas o SL Benfica fica a depender de si próprio para se sagar campeão nacional… Isto não obstante neste momento dragões e águias estarem empatados no que ao confronto directo diz respeito.

Quanto ao jogo em si, tenho de ser sincero e dizer sem qualquer tipo de rodeios que Nuno Espírito Santo (NES) fez mal (muito mal mesmo!) em ter cedido à sabedoria dos treinadores de bancada. Após o empate caseiro diante do Vitória de Setúbal muitos horam os “génios da bola” do universo azul e branco que clamaram por um 4x3x3 em detrimento do eficaz 4x4x2. NES cedeu à exigência dos “doutos adeptos” e o resultado foi um empate no estádio da luz diante de um Benfica que dominou, quase sempre, a partida. A razão para tal? Muito simples; o tal de 4x3x3 é útil e recomendável quando do outro lado do campo está uma equipa - como o Setúbal por exemplo - que joga para o empate. Já quando o adversário tem um bom plantel e soluções viáveis para o seu meio campo/defesa e conta no ataque com jogadores velozes e “teatreiros q.b.”, o 4x3x3 obriga a que o FC Porto lateralize o seu jogo ofensivo, facilitando, desta forma, a tarefa defensiva do adversário. Basicamente foi isto que sucedeu hoje na Luz… Se juntarmos a isto o facto de Tiquinho Soares não ter (não sei se algum dia o terá) a mesma capacidade de “arrastamento” das defesas adversárias que Jackson Martinez tinha e rapidamente ficamos a perceber a razão do empate portista em casa dos “encarnados”… O problema é que os mesmos portistas que elegeram o 4x3x3 como o “melhor sistema” vão agora criticar e enxovalhar NES por não ter apostado no 4x4x2.

Numa coisa - e só mesmo numa única coisa - eu estarei de acordo com quem critica NES. Nuno deveria ter feito muito mais para que a equipa não tivesse saído de Lisboa com um empate. Desta vez NES tinha banco para ter tentado dar a volta ao empate mas este preferiu antes jogar pelo seguro e agora vai estar dependente de terceiros para se sagrar campeão. É que vencer todos os jogos pode não bastar.

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. O homem das defesas impossíveis voltou a aparecer na Luz para garantir um amargo empate aos azuis e brancos. Decisivo em dois ou três momentos chave, Iker foi, sem sombra de qualquer dúvida, o melhor em campo deste clássico do futebol português.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum qualquer uma das equipas foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Lá voltamos ao mesmo… Arbitragem caseirinha (como se exige nos jogos da Luz) e uma grande penalidade a favor do SL Benfica que das duas, uma, ou vamos ter muitas grandes penalidades destas marcadas no nosso campeonato ou então o que aconteceu hoje foi somente “aquela execpção”. Foi notório o teatro de Jonas no lance do penalti. Assim como foi notório o repetido teatro dos jogadores da equipa da casa sempre que sentiam a presença de um atleta do FC Porto. Como se não bastasse na primeira parte ficou uma grande penalidade por marcar a favor dos azuis e brancos. Na segunda parte o assistente de Carlos Xistra terá de explicar como é que Diogo Jota (que se preparava para se isolar numa das faixas) estava em fora de jogo com Luisão a colocar o referido atleta em jogo. Pelos vistos vale a pena riscar os carros e ameaçar a família dos elementos das equipas de arbitragem. Carlos Xistra e assistentes realizaram uma péssima arbitragem com influência directa no resultado final.

Positivo: Marcano. Mais uma vez o defesa central espanhol realizou uma exibição fantástica. Excelente no posicionamento e nas dobras aos seus colegas de defesa. Não se entende por que razão Julen Lopetegui não o convoca para a selecção espanhola.

Negativo: Nuno Espírito Santo. NES cedeu à sabedora dos “treinadores de sofá” e não foi capaz de dar a volta a um resultado que pode não ser favorável ao FC Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (01/04/2017)

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A vitória de Nuno (II)

imagem retirada de zerozero
Três temporadas depois o Futebol Clube do Porto voltou a ser feliz em Guimarães. Dito de outra forma; se Julen Lopetegui ainda treinasse a equipa azul e branca de certeza que o FC Porto teria empatado ou perdido.

O Vitória Sport Clube de Pedro Martins é uma equipa combativa. Tal foi bem visível na partida de hoje. Este Vitória só parou de dar tudo por tudo quando os dragões marcaram o segundo golo ao minuto 85´. O meio campo portista- hoje bastante reforçado e menos artístico – teve sempre muitas dificuldades em ter a posse da bola. Para mais esta aposta de Nuno Espírito Santo (NES) num meio campo reforçado fez com que a equipa portista estivesse algo “coxa” na hora de atacar dado que só tinha um extremo (Brahimi) do lado esquerdo… E foi precisamente por este flanco que surgiu o golo dos portistas! E logo numa altura em que tudo parecia muito equilibrado.

Como era esperado o Vitória reagiu. Deu luta. Muita luta e foi a partir deste momento que vi uma dupla de centrais e um Danilo Pereira imperiais. Num ou noutro lance Marcano dava mostras de alguma desconcentração. Iker Casillas ia fazendo o mesmo (especialmente nos lances de bola pelo ar). Mas os vitorianos não conseguiam chegar ao golo do empate. Especialmente na segunda parte onde a linha defensiva dos portistas teve de enfrentar uma forte pressão dos comandados de Pedro Martins.

Foi nesta altura de maior pressão que me passou pela cabeça a necessidade de se colocar Óliver Torres em campo. Não que André André tenha estado mal (este até que ajudou bastante Danilo), mas era importante dar uma outra “muleta” ao jogo ofensivo dos azuis e brancos dado que Héctor Herrera não conseguia fazer mais do que aquilo que ia fazendo num tom bastante razoável. Contudo NES optou por fazer entrar Diogo Jota para o lugar de Brahimi e só mais tarde (ao minuto 82') é que fez entrar Óliver em campo Coincidência – ou não – pouco depois Alex Telles aproveita uma desconcentração colectiva da equipa de Guimarães para passar a bola a Jota que marca o segundo golo do FC Porto. NES ganhou a aposta e a dura batalha de Guimarães.

Tiquinho Soares continua a “facturar”. Desta vez marcou um golo à ponta de lança (cheio de instinto). Vamos a ver se as boas prestações de Soares se mantêm, se bem que fica cada vez mais demonstrado que é mais proveitoso apostar na “matéria-prima” que existe na nossa Liga NOS em detrimento das loucuras galácticas dos tempos de Lopetegui.

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. Um “patrão” no meio campo portista tanto a defender como a atacar. Danilo comandou um meio campo portista que teve de lutar – e muito – com um meio campo vitoriano que só se “rendeu” após o segundo golo dos azuis e brancos. Excelente no apoio defensivo, Danilo foi a razão pela qual o Vitória Sport Clube não conseguiu empatar na altura em que esteve por cima no jogo.

Chave do Jogo: Chegou tarde para resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. No minuto 85´ Alex Telles aproveita um erro de Douglas para assistir Diogo Jota que marca o segundo golo e sentencia a partida. Até esta altura o equilíbrio foi a nota dominante com momentos de maior pressão de parte a parte.

Arbitragem: Carlos Xistra é o típico árbitro português. Sempre muito interessado em prejudicar o Futebol Clube do Porto marcando tudo quanto era fita e fitinha da parte dos atletas do Vitória com o objectivo de “quebrar” o ritmo do futebol portista. Creio que na 1.ª parte ficou por marcar uma Grande Penalidade a favor do FC Porto dado que um jogador vitoriano domina a bola com a mão na grande área da sua equipa (a confirmar) e este terá sido o maior erro de Carlos Xistra. Não houve “Xistrema” em Guimarães mas não se pode dizer que ´árbitro tenha estado bem.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES). Apostou num onze com um meio campo reforçado em detrimento do ataque, mas a sua aposta revelou-se certeira e é muito por sua culpa que o Futebol Clube do Porto continua na corrida pelo título de campeão.

Negativo: Sapiência futebolística. Até que compreendo que haja um ou outro portista que não goste de Nuno Espírito Santo (NES), mas começar a criticar NES e as suas opções mal o jogo começa é de bradar aos céus e revelador de um tremendo mau carácter.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/02/2017)

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um Porto à Porto

imagem retirada de zerozero
Como descrever este FC Porto 1 x SC Braga 0 numa só frase? Simples: Um FC Porto à Porto! Penso que esta é a melhor forma de se começar a abordar uma partida onde o Futebol Clube do Porto foi dono e senhor de uma partida que era - por força da derrota do SL Benfica na Madeira - crucial.

Excelente a resposta dada pela equipa e treinador no jogo de hoje onde a pressão era mais do que muita dada necessidade vital de se vencer. Nuno Espírito Santo (NES) calou hoje muito treinador de bancada e, inclusive, mostrou uma coragem que já há muito se vinha exigindo dado que nos instantes finais do jogo este arriscou tudo e ganhou muito por culpa deste seu risco. É nestes pequenos mas grandes pormenores que se vê a diferença entre um treinador e um Treinador. Espero que agora os treinadores de bancada deixem o homem trabalhar até porque o grande problema do actual FC Porto não é o seu Treinador. É antes do foro psicológico e da extrema falta de sorte.

Efectivamente um dos grandes problemas do FC Porto é a cabeça. Isto porque em muitos momentos do jogo foi notória uma falta de confiança gritante da parte de alguns dos atletas dos Azuis e Brancos (André Silva foi um deles). E esta falta de confiança só foi possível contornar com a ajuda do público e de uma equipa portista combativa que nunca – mas nunca - baixou os braços.

O problema sorte (da falta dela) é algo que tem marcado presença assídua nos jogos dos Portistas. Hoje foi impressionante a quantidade de golos que o Futebol Clube do Porto falhou. Ora os remates iam para fora depois de uma boa jogada colectiva/individual. Ora a bola ia ao poste e depois para fora ou para as mãos do guarda-redes ou pés de um defesa. Ora o guarda-redes adversário está de tal forma inspirado que nada passa por ele. E por aí adiante.

E já agora, eu até pago para ver se Marafona vai ter um desempenho idêntico ao de hoje diante do SL Benfica. Eu aposto que não e até acredito que este vá facilitar. Não foi por mero acaso que os benfiquistas “encalharam” na Madeira. Só foi preciso ter-lhes aparecido pela frente uma espécie de Marafona.

Voltando ao jogo do Dragão, há quem ande por esta internet fora (e não só) a apregoar que o FC Porto não tinha uma ideia de jogo, mas hoje ficou bem demonstrado o quanto estes percebem de futebol. Claro que podemos – e devemos – criticar o excessivo recuo de Óliver Torres (o melhor em campo) no terreno de jogo. Assim como também podemos e devemos colocar em causa a excessiva lateralização do futebol portista e a lentidão dos processos atacantes em certos momentos do jogo. Mas o que não se pode dizer é que este Futebol Clube do Porto não tem uma clara ideia de jogo. A ideia de jogo existe e hoje foi aplicada na perfeição em campo. O que estava a faltar era a bola entrar na baliza adversária.

Espero sinceramente que NES saiba agora aproveitar este balanço. O campeonato está relançado dado que o 1.º lugar está agora a cinco pontos e ainda muita coisa vai ter de acontecer. Vamos a ver se esta suada - mas muito bem conseguida - vitória sobre o SC Braga é o “clic” que esta equipa do FC Porto necessitava para conquistar um título que já lhe foge há 3 longos anos.

Três notas finais:

- Marafona defendeu a grande penalidade que foi marcada por André Silva. Sim. Leram bem. Foi o guarda-redes que defendeu e não André Silva que a falhou. Estivesse a equipa portista com a confiança em alta e de certeza que Marafona não teria feito tal coisa. Por isto não comecem já a preparar o “pelotão de fuzilamento” do André Silva;

- Brahimi mostrou - mais uma vez - porque começa os jogos no banco e porquê razão vai muitas vezes para bancada. Depois de o argelino ter jogado bem na passada terça-feira diante do CF Os Belenenses, eis que Brahimi tem uma prestação muito razoável diante do SC Braga. Não fez a diferença e em muitos momentos do jogo complicou o que não era complicado. Continuem a fazer do moço o vosso “Messias” e não exijam dele o futebol perfumado que só ele sabe criar quando lhe apetece;

- Rui Pedro é (tal como André Silva) um “produto” made in FC Porto. O jovem atleta dos azuis e Brancos resolveu hoje uma partida deveras complicada e já na passada terça-feira tinha mostrado alguma da sua valia. Agora não vamos “endeusar” o rapaz e fazer dele a solução de todos os problemas do plantel do Futebol Clube do Porto.

Chave do Jogo: Penso ser óbvio e unânime que o lance que resolveu o jogo (no caso para os Portistas) foi o do golo de Rui Pedro.

Arbitragem: Ainda está para vir uma arbitragem na Liga NOS onde o Futebol Clube do Porto não seja amplamente prejudicado. Carlos Xistra esteve na marcação da grande penalidade a favor do FC Porto e na expulsão por vermelho directo de Artur Jorge, mas “esqueceu-se” de marcar uma outra grande penalidade a favor dos portistas por carga na grande área sobre André Silva e não se percebe porquê razão anulou dois golos legais ao Futebol Clube do Porto.

Positivo: Óliver Torres & Companhia. O “pequeno” espanhol foi hoje o maestro de um FC Porto que impôs o seu futebol. A manter e a melhorar se faz o favor.

Negativo: A dupla faceta de Marafona. O guardião da equipa bracarense realizou hoje uma grandiosa exibição. Porquê razão só faz tal diante do Futebol Clube do Porto?

Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/12/2016)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Visita de Estado

Dos jornais:
 
“O Presidente da República, Cavaco Silva, vai receber Luís Filipe Vieira, numa audiência marcada para o Palácio de Belém, na próxima segunda-feira, pelas 11:30h, mas o líder da direcção encarnada não vai sozinho, já que se fará acompanhar por Rui Barreira, presidente do Conselho Fiscal, e por Luís Nazaré, líder da Assembleia-Geral do emblema da Luz. A recepção aos responsáveis pelos órgãos sociais do Benfica foi confirmada pela agenda do Presidente, que, de seguida, recebe os chefes dos Estado-Maior das Forças Armadas, aos quais oferece um almoço.”
 
Alguns amigos enviaram-me e-mail de protesto por esta acção. Apenas me parece estranho não estarem por lá mais alguns amigos do Presidente da Republica…
A cerimónia afigura-se-me perfeitamente correcta dentro dos enunciados, por exemplo, do tratado (já tão longínquo) da CEE, em que se proclama “a livre circulação de pessoas e animais”
 
Senão vejamos:
 
1 – Quem é o chefe-da-banda da Orquestra Portugal? Cavaco Silva
 
2 – Quantos habitantes tem Portugal? Mais ou menos 10 milhões.
 
3 – Quantos desses habitantes são representados pela “instituição”? 6 milhões
 
4 – Depois de serem recebidos pelo chefe dos Árbitros que viria a ajoelhar nas queridas televisões, de 5 em 5 jornadas. Pelo Senhor Presidente da AR a quem entregaram um importante documento sobre a Verdade Desportiva que serviu de gáudio para o País inteiro. Recebido também pelo senhor Procurador-Geral da República personagem de opereta que não existe, nada sabe, nada vê, assim uma espécie de Vítor Constâncio… segue-se na hierarquia, naturalmente, Sua Excelência.
 
Aguardando-se, como cita a notícia, a visita dos Chefes do Estado-Maior das Forças Armadas, nada melhor do que Sua Eminência e a delegação do Clube fossem convidados para almoçar e definir estratégias de defesa para eventuais arremessos de petardos nas instalações da “instituição”.
 
Apenas um reparo: Concordo plenamente com todos estes passos do presidente do clube da treta, e atrevo-me a sugerir uma visita que resolveria todos os seus problemas. Que tal a Sua Santidade? Afinal este é que o está a comer de cebolada há 10 anos.
Não há dúvida que esta “acção” deve ter sido congeminada por um dos maiores cérebros em marketing e comunicação do nosso País: João Gabriel. Segundo fontes geralmente bem informadas, é mesmo ele quem escreve os inflamados discursos que o senhor vieira lê quando visita “as Casas dos 50 votos”.
 
E as visitas, por exemplo aos Árbitros têm dado resultado. Ainda no Sábado, perdoaram ao caceteiro Maxi Pereira, o segundo amarelo. Bem sei que se tivesse sido expulso pelo Xistra na jornada anterior quando deu uma cabeçada ao vice-presidente da Académica, neste jogo ficava de fora. Com o Paços de Ferreira puseram o Pietra na rua, em vez do Jesus, mas “prontos”, no fundo era mesma coisa. Mais um “castigo” sem significado.
 
Pormenor que me deixa intrigado é a mesma fonte anunciar que será oferecida ao presidente uma camisola da ”instituição” com o número da divida externa de Portugal (ainda não apurado), com retribuição por parte de Cavaco Silva de um livro que poderá ser muito útil, por exemplo para Pragal Colaço analisar: Falências e Insolvências.
 
A Bem da Nação