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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Ligas Do Porto com Mística 2017/18 (Champions League/Europa League)

Fantasy Champions League

Denominada Champs Fevr, replica com evidentes ganhos o mesmo jogo disponível no site da UEFA: plataforma mais responsiva, mais simples e mais intuitiva.

A nossa liga privada Do Porto com Mística vai presentear o vencedor com uma camisola oficial 2017/18 do FC Porto, tal como aconteceu nas edições anteriores. No entanto, por estar "sediada" nesta nova plataforma, há muitos prémios adicionaispara serem ganhos - por jornada, mensais e finais.

Para participar na nossa liga Do Porto com Mística basta clicar aqui.

Fantasy Europa League

É com especial prazer que retomo a fantasy desta competição, incompreensivelmente abandonada pela própria UEFA. Para celebrar o regresso, vamos igualmente presentear o vencedor com uma camisola oficial 2017/18 do FC Porto, mas do terceiro equipamento! Tal como nas anteriores, a própria RealFevr oferece muitos outros prémios durante a competição.
 
Para participar na nossa liga Do Porto com Mística basta clicar aqui.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Mundial sub 20 : Da geração coragem à geração talento. ( 2ª parte)

  • O efeito Belenenses na Geração Talento
O Belenenses acabou por ter um efeito curioso nesta geração. O clube de belém fez um campeonato extraordinário na II Liga e com alguns jovens talentos portugueses. A sua equipa directiva e técnica apostou nalguns jovens desta faixa etária no momento da constituição do seu plantel. Curiosamente foi no Belenenses que algumas decisões sobre a equipa a apresentar neste Mundial começaram a ser tomadas.
 
Primeiro na hora de afastar alguns atletas até então titulares na selecção. O caso mais claro é o do guarda-redes Rafael Veloso, que enquanto júnior do Sporting era o titular da equipa, mas que ao transferir-se para o Belenenses perdeu o comboio, por ter sido suplente durante toda a época do britânico Matt Jones. Tal serviu para dar espaço ao aparecimento de José Sá do Marítimo B, que acabou por ser uma das maiores surpresas apresentadas por Edgar Borges nesta competição. Principalmente quando Sá partiria atrás da dupla de guarda redes que tinha estado no euro sub-19. A dúvida sempre havia sido entre Veloso guarda redes do Sporting e Varela guarda redes do Benfica.
 
Veloso saiu para o Belenenses e perdeu espaço competitivo, e Bruno Varela no Benfica b teve que dividir a baliza com Mika ( curiosamente uma das figuras de destaque da Geração Coragem), e viu assim um terceiro elemento como José Sá aparecer de surpresa e roubar o lugar que parecia destinado a uma luta a dois. 
O mesmo aconteceu com o lateral esquerdo Daniel Martins. Foi titular à frente do lateral esquerdo do Sporting, Mica, durante o euro sub-19, conferindo assim um maior equilíbrio entre jogadores de Sporting e Benfica, mas que ao transferir-se para o Belenenses perdeu não só a titularidade como atá a convocatória para o Mundial, após ter efectuado apenas um jogo pelo Belenenses na época transacta. Quem saiu beneficiado foi o lateral do Sporting B, Mica, que assim assumiu a titularidade. Não se nota por aí grande diferença. A posição de lateral esquerdo é uma das pechas desta equipa, uma vez que não há um titular indiscutível como à direita onde Cancelo é mesmo uma das figuras da equipa.
 
Mas o Belenenses não retirou apenas o sonho do Mundial a alguns sub-19, concedeu o sonho a outros. Caso disso é Ricardo Dias, que no euro sub-19 era suplente e agora parte na frente de Agostinho Cá no onze inicial.
Parece-me uma decisão errada por parte de Edgar Borges. Agostinho Cá acompanhou Ié logo após o campeonato nacional de juniores numa transferência polémica para o Barcelona, quando tinham também o Inter de Milão com o negócio praticamente fechado.
Para a evolução de ambos, foi um passo complicado, pois Cá tem jogado poucos jogos no Barcelona B e tem sentido as naturais dificuldades de adaptação. Contudo, a transferência para o Barcelona já diz muito da qualidade de Agostinho Cá. Era um dos jogadores de peso desta geração. Conseguia dar o equilíbrio ao meio campo. O tal meio campo que tem o defeito de ser demasiado macio, com Cá ganhava um jogador mais forte no duelo físico e ao mesmo tempo que serve melhor de tampão aos contra ataques adversário graças à sua qualidade de posicionamento, mas ainda oferecia a capacidade de saber sair a jogar com critério e pautar bem os ritmos de jogo.
 
No jogo com a Nigéria, a equipa portuguesa que se deixou empatar e ia perdendo o meio campo, voltou a ganhar as rédeas do jogo quando Cá entrou em jogo.
 
Outro médio que saiu beneficiado com a excelente época do Belenenses, foi Tiago Silva que foi titularíssimo no meio campo do Belenenses e que viu assim nascer a oportunidade de entrar na convocatória, embora ainda sem a oportunidade de se fixar entre os titulares, talvez por ter chegado mais tarde a uma equipa já formada.
  • Problemas/ Soluções
Edgar Borges tem a enorme vantagem de encontrar um grupo com talento mas também com rodagem de futebol sénior, com jogadores que transitaram para as equipas B que aqui demonstram já ser uma aposta certíssima para o futuro do futebol português. Um espaço competitivo importantíssimo para que uma série de atletas não se percam ou sejam obrigados a emigrar cedo demais como aconteceu a jogadores da geração anterior como Danilo e Pelé ou ainda Mário Rui.
O problema maior reside talvez no facto desta geração carregar a pressão de ser encarada como uma das favoritas ao contrário da geração anterior que foi para o Mundial sem qualquer tipo de pressão.
A vantagem é que esta geração já se bateu com os campeões da Europa, a Espanha, no euro sub-19 e apesar de não ter conseguido ser superior, demonstrou que pode disputar o jogo pelo jogo com os melhores. Há a enorme vantagem de nesta competição não estarem as duas maiores potências mundiais na categoria: Brasil e Argentina.
Portugal parte como favorito, porventura será a 3ª grande favorita após Espanha e França. Portugal aparecerá na mesma linha ou ligeiramente à frente da Grécia, vice campeã da Europa e do Uruguai, campeão sul americano.
Tacticamente o desafio maior de Edgar Borges será melhorar o processo defensivo desta equipa. A Geração Coragem era menos rodada e menos experiente mas em termos defensivos conseguia apresentar uma maturidade superior que a Geração Talento que parece fiar-se em demasia na sua qualidade técnica, mas que acaba por se deixar surpreender na defesa, cometendo erros por vezes algo infantis em termos de posicionamento.
 
Pode-se pensar que se a defesa falha é porque os defesas são maus. Não é o caso. Individualmente Portugal apresenta bons valores. João Cancelo, até à tragédia pessoal que viveu, era a maior promessa do Benfica B, e um lateral direito que podia até espreitar oportunidades na equipa principal.
No centro da defesa Ié é já jogador do Barcelona, e não é por acaso, pois tem uma capacidade física interessante, falta-lhe talvez uma maior capacidade de concentração. Tiago Ferreira é a grande promessa da formação do F. C. Porto mas esta época na equipa B não foi a melhor para ele, sente-se que precisa de novos desafios uma vez que tem estagnado a sua evolução.
 
O que dizer da qualidade de um sector, quando um jogador titular do Sporting como Tiago Ilori é suplente…?
São 3 jogadores para dois postos. Edgar Borges deu prioridade à dupla original: Ié e Ferreira, que foi alterada no Euro sub-19 apenas devido à lesão de Ié. Tratava-se de optar pelo entrosamento da selecção entre Tiago Ferreira e Ié, ou apostar pelo entrosamento da dupla de centrais titular dos juniores do Sporting campeões nacionais. Ié e Ilori.
 
Borges não quis melindrar o equilíbrio do grupo ao retirar a titularidade a Tiago Ferreira, único elemento titular do F. C. Porto e que é o jogador que já tem a experiência de um mundial nas pernas. Contudo, e atendendo às falhas defensivas no jogo com a Nigéria, não seria de desaproveitar a tarimba que Tiago Ilori ganhou esta época ao assumir a titularidade na equipa do Sporting.
 
Os factos são estes: Tiago Ferreira não fez uma época brilhante no Porto b, e Tiago Ilori foi titular do Sporting na 1ª Liga.
Mesmo em termos de estrutura da equipa seria interessante ter 3 elementos da defesa mais dois no meio campo que tivessem jogado juntos durante mais que uma temporada. Uma estrutura central com: Ilori, Ié, Cá e João Mário.
 
Na lateral esquerda mantem-se um problema já algo crónico no futebol português. Mica é um jogador razoável apenas, tal como o era Daniel Martins. Não há uma solução clara para a posição que assegura uma qualidade ao nível do resto da equipa.
 
No sector do meio campo, o problema é a tal passividade no momento defensivo. Quando a equipa tem bola, tem jogadores capazes de criar e até aparecer em zonas de finalização, o problema é no momento da organização defensiva. No momento da transição defensiva (momento da perda da bola) não é tão grave, porque na defesa existem elementos com rapidez de execução, capazes de acorrer aos fogos que vão aparecendo.
 
A equipa sofre mais em organização defensiva. Quando o adversário tem a bola, e obriga a equipa a ter que se posicionar defensivamente. Nesse momento, a passividade do meio campo e algumas desatenções no sector defensivo, permitem que os adversários consigam criar perigo em ataque organizado. Tal não será tão problemático com as equipas que Portugal encontrará na 1ª fase pois grande parte delas darão as rédeas do jogo a Portugal, mas será um problema com uma selecção como a Espanha que joga em ataque organizado e usa e abusa da posse.
 
Uma solução possível para a falta de velocidade e dinâmica no meio campo, seria a incorporação e Tozé do F. C. Porto b, um jogador que apesar de ter feito grande parte da época a extremo, é um jogador que cai melhor no espaço interior e que poderia jogar no meio campo, recuando para isso João Mário um pouco mais no terreno para junto de Dias. 
No ataque reside o menor dos problemas de Edgar Borges. Tem muitas soluções para as faixas, e tem o craque da equipa que é Bruma que se tem assumido como a figura desta selecção.
Em relação ao europeu de sub-19 Edgar Borges ganhou o reforço Ricardo do V. Guimarães, não hesitando em o incluir no onze titular em detrimento de Ricardo Esgaio do Sporting B. Tal opção prende-se com a excelente época de Ricardo no surpreendente Guimarães.
A lógica que não funcionou para dar a titularidade a Ilori, funcionou aqui para dar prioridade a Ricardo em relação ao até então titular Ricardo Esgaio que fez uma brilhante e goleadora época no Sporting B. Parece-me uma má opção. Ricardo tem qualidade técnica, mas não tem o mesmo entrosamento que Esgaio tem com esta equipa e isso nota-se bastante.
Depois temos que ter em atenção as características dos jogadores que compõe o onze. O problema de passividade a meio campo, pode passar também por fazer algumas alterações no ataque. Esgaio começou a carreira como lateral e subiu para extremo. Ou seja, é um jogador que pode fazer todo o flanco, tem um enorme pulmão, boa qualidade técnica e enorme capacidade na hora de ter que auxiliar o lateral nas tarefas defensivas. Esgaio tem ainda inteligência táctica para se necessário jogar como interior direito.
Para dar mais nervo e velocidade ao meio campo português seria interessante ter Ricardo Esgaio no flanco direito, podendo fechar no meio campo, quando a equipa não tenha a bola e criar assim superioridade no sector conferindo assim, uma maior capacidade de pressão.
Acrescenta ainda Ricardo Esgaio uma excelente capacidade de finalização, uma vez que marcou 17 golos na 2ª liga, cotando-se como um dos melhores marcadores da competição e o melhor do Sporting B.
 
Do trio de ataque do euro sub-19 apenas Bruma sobreviveu como titular para este Mundial. Betinho nem convocado foi, e a titularidade acabou entregue à descoberta Aladje que ganhou o lugar após um bom torneio de Toulon.
 
O atleta do Asprella da 3ª divisão italiana, tem força, velocidade, e é capaz de encostar bem nos centrais adversários mas também tem capacidade para cair no espaço entre o central e o lateral.
É um jogador com boa capacidade de finalização. Não é um avançado tanto de tabelas, é mais um avançado de aparecer no espaço. Faltou-lhe aprimorar alguns aspectos técnicos, para que consiga dar um contributo mais completo para o jogo colectivo da equipa.
 
Edgar Borges errou talvez na convocatória ao deixar duas vezes de fora um avançado mais de área como Betinho. Se na 1ª convocatória se percebeu pela possível aposta em Gonçalo Paciência, aquando da sua lesão não se entende porque a opção recaiu por Cavaleiro que é um extremo que pode jogar no centro, em vez de um jogador que seja avançado centro de raiz como Betinho que marcou 7 golos nesta época ao serviço do Sporting B onde por vezes tinha que dividir o espaço com Diego Rubio.
Ivan Cavaleiro marcou mais golos, mas é claramente um jogador com outro tipo de características. Cavaleiro é contudo incapaz de ser a solução para outro tipo de jogo quando se queira um jogador mais fixo no ataque.
 
Esta selecção em termos de banco tem também boas soluções, desde logo neste jogo com a Nigéria havia: Ilori, Agostinho Cá, Tiago Silva e Tozé ( um dos melhores jogadores do F. C. Porto b).
 
Pena a lesão de Gonçalo Paciência pois seria um jogador que realmente traria soluções diferentes para o centro do ataque da selecção, uma pecha que tem vindo a ser trabalhada.
Para o fim deixo a baliza que encontrou em José Sá uma das maiores figuras da equipa no primeiro jogo, dando assim razão a Edgar Borges que apostou nele à frente daquelas que haviam sido as primeiras opções ao longo do trajecto desta geração os guarda redes: Bruno Varela e Rafael Veloso.
 
José Sá soube aproveitar bem o espaço competitivo no Marítimo B onde assumiu a titularidade a meio da época, bem assim como algum apagamento competitivo de Varela o até então titular da selecção , que esta época quase não jogou pelo Belenenses, ou Bruno Varela que teve que dividir a baliza do Benfica B com Mika.
 
É contudo uma das posições em que Edgar Borges menos tem com que se preocupar. Tem 3 guarda-redes de enorme qualidade, podendo qualquer um deles assumir a titularidade sem tremer. José Sá foi uma agradável surpresa no primeiro jogo e claramente ganhou o posto. 
  • Conclusão
Edgar Borges tem a matéria prima, tem o talento, será que terá a sagacidade que teve Ilídio Vale há dois anos para conseguir fazer um verdadeiro grupo, desta vez com mais talento?
Gerações muito diferentes mas num ponto semelhantes. Quer a Geração Coragem quer a Geração Talento, são provas de que se calhar muitos especialistas da desgraça, deveriam pensar duas vezes antes de anunciar o fim do futebol português a nível de selecções. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O futuro da selecção nacional e do futebol português (parte 2)


Outro exemplo de incorporação de sucesso foi a de Edgar Borges que treina esta selecção de sub-19 que pode apurar-se para as meias finais do Europeu, e que já garantiu a qualificação para o Mundial de sub-20 a ter lugar em 2013.

Diria mesmo que o único escalão que parece estar ainda meio perdido é o de esperanças. A antecamera para a selecção principal. O selecionador é Rui Jorge. Não que seja alguém sem provas dadas, já havia treinado a formação do Belenenses, mas parece claro que o cargo deve-se mais à sua boa relação com o selecionador principal do que propriamente a outro tipo de critérios atinentes ao projecto que se pretende para FPF. Por outro lado parece ser aquele que está fora do que tem sido o trabalho dos escalões abaixo. Joga num 4-4-2, preocupa-se mais com os resultados e menos com o modelo de jogo da selecção e com o facto dos sub-21 serem a última etapa até a afirmação na selecção principal.

Falta maior ligação entre os sub-21 e os escalões abaixo. Tal torna-se ainda mais claro, quando os vice-campeões mundiais de sub-20, têm penado para entrar nas escolhas de Rui Jorge. Era importante que fosse dada uma continuidade no trabalho e não romper com o que foi bem feito para trás. Nelson Oliveira saltou uma etapa, mas outros jogadores que despontavam nessa geração casos de: Danilo, Pelé, Nuno Reis ou Mika não têm tido oportunidades de se mostrar nos sub-21 e no caso de Danilo até tem jogado fora de posição sempre que chamado a jogo.

Seria importante no futuro, encontrar um selecionador sub-21 que possa dar contuidade ao trabalho feito por Ilídio Vale e Edgar Borges. Não um ex-jogador, mas alguém da formação capaz de ajudar na transição dessas gerações para o futebol sénior. Daqui a uns 2 anos o selecionador sub-21 terá um papel muito importante no futuro da selecção nacional, pois vai ter nas mãos duas gerações talentosas e com resultados para poder mesclar. A vicecampeã mundial de sub-20 e a actual de sub-19 que ainda pode brilhar no próximo mundial de sub-20 em 2013.

Para quem quiser acompanhar a selecção de sub-19 e o seu percurso neste europeu deixo aqui o onze titular e a proveniência dos jogadores:

Veloso (Sporting), João Cancelo (Benfica), Tiago Elori (Sporting), Tiago Ferreira (F. C. Porto), Daniel Martins (Sporting), meio campo: Agostinho Cá (Sporting), João Mário (Sporting) e André Gomes (Benfica). Ataque: Bruma (Sporting), Ricardo Esgaio (Sporting) e Betinho (Sporting).

Portugal joga num 4-3-3 à semelhança da selecção principal. Um meio campo com 3 médios que se complementam mas em que nenhum é um 10 clássico. A contrário da principal temos nos sub-19 um trinco com maior capacidade defensiva, fazendo assim um 1 x 2 no meio campo. O trinco é Agostinho Cá, tendo depois à sua frente o capitão João Mário (irmão de Wilson Eduardo) e André Gomes.

No ataque temos dois extremos rápidos como Bruma e Ricardo Esgaio e Betinho no centro do ataque.Um ponta de lança que facturou muitos golos na qualificação mas que não está ao nível de um Nelson Oliveira. Esgaio é um extremo que joga mais por dentro, enquanto que Bruma dá maior verticalidade ao jogo.

Destaques individuais:

Tiago Ferreira – O central do F. C. Porto é o sobrevivente da “geração coragem “ . Um central forte no jogo aéreo, com bom posicionamento e boa capacidade física. Mais um bom central a sair dos escalões de formação do F. C. Porto.

João Cancelo - Cada vez mais, Portugal forma bons laterais. Cancelo é tecnicamente muito evoluído, um lateral direito que não se limita a defender e que acaba por criar muitos desiquílibrios nas defesas adversárias com as suas constantes subidas. Portugal transporta muito jogo pelo flanco direito graças a João Cancelo

Agostinho Cá - Porventura o jogador num estado de desenvolvimento mais elevado. Jogador que tem sido muito falado por estar de saída do Sporting . Após ter sido disputado por colossos como Real Madrid ou Inter de Milão, parece que finalmente o seu futuro ficou decidido. Incorparará a equipa B do Barcelona já na próxima época. Não é difícil de perceber porquê. Um trinco que se posiciona muito bem. Corta muitas linhas de passe, é rápido a sair a jogar, forte no confronto físico e que geralmente joga sempre ao primeiro toque. Na Estónia, jornalistas estrangeiros começaram logo a compará-lo a Patrick Vieira.

João Mário - O capitão e líder da equipa. Divide protagonismo com Agostinho Cá. Contudo enquanto que Cá se destaca no processo defensivo, João Mário é um jogador que brilha mais no momento ofensivo. Boa visão de jogo, culto tacticamente, é ele que puxa os cordelinhos do jogo ofensivo da equipa, dando contudo sempre equílibrio ao meio campo. Um jogador muito interessante. Para dar o salto para o futebol sénior, terá que , no entanto, melhorar a sua intensidade competitiva e velocidade.

Bruma - Portugal não tem extremos com a classe de outros tempos, contudo Bruma destaca-se por ser um jogador muito rápido e que não teme o duelo individual. É cedo para dizer o que pode fazer como sénior, porque também Ivanildo era mais ou menos parecido com a sua idade e depois no futebol profissional tornou-se apenas banal. Veremos o que faz Bruma.
  • O que fica claro é que Portugal tem futuro
A selecção nacional não caírá no vazio por culpa de jogadores e técnicos. Trabalha-se bem em Portugal. Só não teremos sucessão se não quisermos. O perigo do futebol português e da selecção nacional em concreto não são os clubes formadores, muito menos a qualidade dos jogadores, é antes a falta de qualidade dos seus dirigentes… Decisões como a proibição de empréstimos entre clubes de 1ª liga é que é dar tiros nos pés e tentar impedir que o bom trabalho que é feito na formação dê frutos.
  • Esta direcção da Liga dos pequeninos é que está a perigar o futuro da selecção nacional
Porque se por um lado finalmente apostaram nas equipas B (com vários anos de atraso se comparado com Espanha diga-se), por outro acabam com os empréstimo demonstrando que se estão a marimbar para o futuro do jogador português. A fase mais difícil na carreira de um jogador é entre os 18 e 23 anos. As equipas B, seriam a 1ª fase na adaptação ao futebol profissional, o 2º passo seria obviamente a rodagem por clubes de 1ª liga. Sem isso, acaba-se com esse espaço de afirmação e podem destruir a carreira de muitos, ora obrigando-os a competir numa 2ª divisão ora podendo obrigá-los a emigrar cedo demais.

Gaba-se tanto a selecção espanhola. Em Espanha também a Liga espanhola tem muitos estrangeiros e tirando o Barça, muitos clubes dão pouco espaço aos jogadores formados localmente… Contudo eles remam todos para o mesmo lado. Grandes e pequenos. Por um lado todos formam. Não apenas Barça e Madrid. Outros clubes como Sevilha, Atlético de Madrid ou Málaga, Valência, entre outros, também se destacam na formação de jogadores. Não são apenas 3 grandes clubes a formar. Por outro lado, as equipas B são uma realidade há muito tempo, e uma série de jogadores sem espaço no Madrid ou no Barça rodam por outras equipas do mesmo escalão.

Mas lá está, esta liga dos pequenos, quer inovar, nem que para isso diminua a competitividade da liga portuguesa (uma vez que os clubes mais pequenos não poderão ter jogadores de tanta qualidade como antes), e pior que isso, que arrisquem o futuro do jogador português e, por consequência o futuro da selecção nacional.

Por isso não falem de que não há sucessão. Eles estão aí. Apresentam resultados. É necessário é que os dirigentes não estraguem o seu futuro.

Jogadores para o futuro da selecção em diferentes sectores (falando só em sub-21, já nem falo dos da geração acima como: Sereno, André Castro, Adrien Silva, André Santos, Manuel Fernandes Helder Barbosa, Hugo Vieira etc)

Guarda redes: Mika e Tiago Maia.

Defesas: João Cancelo, Cedric,Roderick, Nuno Reis, Tiago Ferreira,Pedro Mendes, Mário Rui,Luis Martins.

Médios: André Martins, Danilo, Pelé, Agostinho Cá, João Mário, Sérgio Oliveira (se ainda for a tempo de reconstruir a sua promissora carreira, após alguns precalços, derivados em grande parte à sua atitude.)

Avançados: Wilson Eduardo, Salvador Agra, Nelson Oliveira, Gonçalo Paciência.

Proximamente poderemos assistir à mescla de duas gerações talentosas como a de sub-20 de Ilídio Vale e a de sub-19 de Edgar Borges e o resultado pode ser este:

Mika, Cedric, Nuno Reis, Tiago Ferreira, Mário Rui; Agostinho Cá, Danilo e João Mário; Bruma, Nelson Oliveira e Alex ou Ricardo Esgaio.

Nada mau para uma selecção que após o Mundial do Brasil se arriscava a cair no vazio…

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quentes e Boas

Boas são as intenções, quentes as trapalhadas que daí podem advir. Desde a mudança dos clubes para SAD’s e, com a assunção de actividades que nada tem a ver com o futebol (Shoppings, etc), da qual é expoente máximo a dupla Roquette/Dias da Cunha, que não se via tamanho apetite, por todas as formas de fazer dinheiro, esgotadas que estão as receitas ditas normais, como sejam, a bilheteira, a quotização, a publicidade e os inevitáveis direitos televisivos.

Vem isto a propósito da recente vitória eleitoral de Mário Figueiredo, não tanto pela obra feita, que não se lhe reconhece, mas pelas intenções que sugeriu no seu programa. Com o currículo de advogado do Marítimo, e uma sociedade (em fim de ciclo) com Adelino Caldeira, o senhor, trouxe dependuradas numa varinha de condão, 3 cenouras: 1 - O “alargamento de 16 para 18 clubes na Liga Sagres”; 2- A ideia (já aprovada pela Liga) de que as equipas B “podem servir de formação para o aparecimento de novos valores”; 3 - a já tão falada “negociação em bloco, pela LIGA, dos direitos televisivos”.

1 – Como devem estar recordados, com a falta de espectadores em quase todos os jogos, os estudos económicos, aconselham que se deve diminuir e não aumentar o número de equipas. Claro que para a instituição, os seus “excedentários” tem que se entreter com qualquer coisa (Jorge Jesus dixit) e nada melhor, segundo este carroceiro pensante, do que lhes arranjar mais 4 joguinhos por ano. Como, mesmo no caso de serem cedidos a terceiros, a obrigação de lhes pagar é do clube do regime, assim, como assim, pelo menos tendo mais jogos para disputar, sempre ficam debaixo de olho. O principal óbice é que o alargamento necessita do acordo da FPF (leia-se dos clubes), e do novel CND, Conselho Nacional do Desporto. O Conselho, que funciona junto do membro do Governo que tutela o desporto, tem ainda por missão acompanhar o desenvolvimento de políticas desportivas e pronunciar-se sobre projectos legislativos relativos a matérias de desporto (o sublinhado é meu), e não me palpita que estejam de acordo.

Integram o novo organismo, que vem substituir o antigo Conselho Superior de Desporto, o membro do Governo responsável pela área do desporto, o presidente do Instituto do Desporto de Portugal, representantes de seis ministérios, das regiões autónomas, da Associação Portuguesa de Municípios, dos comités Olímpico e Paralímpico e da Confederação do Desporto de Portugal entre outros. Além disso, será também necessária a aprovação dum novo Regulamento, para saber quantos sobem e descem, etc. Como a LIGA e a FPF tem contrato estabelecido até 2013, os clubes mais aflitos que esperavam vender mais uns bilhetinhos quando os grandes lá fossem jogar, podem tirar o cavalinho da chuva. A haver alterações, só lá para a época seguinte.

2 - A inclusão de equipas “B” já foi testada sem grande sucesso, até me lembro que lhes chamavam “reservas”, mas o único aliciante que poderiam ter (a subida de divisão até à Liga Sagres), como se sabe, não é permitida pelos regulamentos. No caso do clube da treta com 70 jogadores sob contrato (é o que consta do último RC anual) até podiam arranjar equipas “C”, “D”, etc. mas não vejo que por esta via, aumentassem as receitas.

3 - Por último mas não menos interessante vai ser o debate pela melhoria das condições financeiras resultantes dum novo critério de negociação das transmissões televisivas em pacote, onde a LPFP teria papel fundamental. No caso de ser aprovada uma melhor redistribuição dos valores em causa em benefício dos mais fracos, necessariamente que o montante global terá que subir um bom bocado afim de que os 3 grandes recebam, pelo menos, aquilo a que estão habituados. Para o dono dos direitos, Joaquim Oliveira, com a crise a chegar à porta, se oferecer muito aos clubes não vejo a quem consiga, depois, “revender” os jogos. Basta ver o falhanço estrondoso do conde de opereta, o senhor Pais do Amaral, que bateu em retirada para parte incerta.

Todos os projectos que conduzam a eventuais aumentos de receitas devem ser analisados atentamente mas, voltar a aumentar o número de clubes da Liga Sagres, acho mal. Que raio de interesse terá para os espectadores dos estádios ou das televisões, verem um Trofense X Nacional ou um Freamunde X Olhanense? Não seria mais rentável, e consentâneo com a legislação da Comunidade Europeia, as estruturas do futebol negociarem com o Estado a retirada do monopólio à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e viabilizar as apostas on-line?

Até para a semana