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segunda-feira, 11 de julho de 2016

"Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal!"

Caro leitor, tem netos? Se tem, vá festejar com eles. Se não tem, nunca mais se esqueça deste 10 de julho de 2016 para um dia lhes contar. Foi 1966, foi 1984, foi 1996, 2000, 2004, 2006, 2012. Tudo para trás. A Europa e o Mundo são de Portugal! Vitória em França, contra a França, quase 100 minutos sem Ronaldo e com Éder (sim, esse que tanto foi criticado) a fazer o golo dos sonhos. O sonho está concretizado: cumpriu-se Portugal!
 
Olhar para o jogo e ver que as equipas não apresentaram surpresas e se desenharam taticamente como se esperava. Ver que o calor era muito e que havia uma estranha vaga de insetos voadores a pairar sobre o relvado. Sentir que a ansiedade portuguesa com a bola nos pés era incomparavelmente maior que a francesa, mas que a primeira distração até foi gaulesa, com Nani a desperdiçar.
 
Podíamos pensar nisso tudo, mas o minuto 8 bloqueou qualquer análise. Payet entrou com tudo sobre Cristiano Ronaldo (mesmo que sem maldade) e o joelho do português sentiu bastante a pancada. Foram 17 minutos de dúvida e de hesitação, mas, após um contra-ataque, percebeu-se que o pior estava para acontecer.
 
Claro que qualquer equipa fica mais frágil sem um jogador como Ronaldo. Mas a mudança até serviu para equilibrar o jogo, quer porque Portugal despertou, num claro sinal de que, agora, seriam 11 figuras a trabalhar para um objetivo que parecia mais utópico, quer porque a França, estranhamente, caiu muito de qualidade.
 
Só Sissoko cavalgava num jogo que decaiu muito de qualidade e se tornou rapidamente uma batalha de cautelas. No meio-campo, os franceses eram muito mais robustos e Adrien e Renato Sanches exageraram nas hesitações e abusaram nos passes a queimar - um pouco também à custa do relvado. Valia William, com uma serenidade incrível, e a dupla de centrais.
 
Ai Portugal fazia um jogo nojento? Pois bem, aí estava ele. Na segunda parte foi muito assim. A seleção portuguesa serviu aos críticos a verdadeira crítica, adormecendo ao máximo o jogo e esperando pelos franceses. Mas... é esta França uma equipa que joga um futebol deslumbrante? Ficou visto que não. Se os lusos estavam retraídos, os gauleses não estavam menos, recuados a fechar os espaços entre linhas e à espera de um mísero buraco para fazer a diferença.
 
Isso, em raras vezes, surgiu e o perigo rondou a baliza portuguesa. Normalmente, era nos flancos que a diferença se fazia, já que Guerreiro fez o seu jogo menos bem conseguido na prova e Cédric ficou condicionado muito cedo com o amarelo que recebeu. Então quando Deschamps mexeu, e bem, do seu lado esquerdo, Coman explorou isso ao máximo, com a sua velocidade explosiva. Moutinho entrou para dar outra frescura e lucidez e melhorou ligeiramente a equipa na zona central. Mas a maior mudança viria depois.
 
Claramente que Fernando Santos tem méritos e um dos principais é a capacidade de ser cerebral e frio. Outra delas é o conhecimento dos seus jogadores. Um pormenor: na votação para o onze desta final, Éder foi o jogador de campo menos votado pelos nossos leitores. Percebe-se. Ninguém apostaria no camisola 9. Quem diria...
 
O avançado entrou muito bem, começou finalmente a ganhar bolas nas alturas (algo que Nani, obviamente, não conseguia) e também faltas no meio-campo contrário. Portugal apareceu mais à frente, com mais confiança e, sobretudo, a praticar um estilo de jogo muito mais familiar, num 4x1x4x1 com João Mário a crescer em zonas centrais.
 
Foi com uma enorme secura de sangue que, quando ninguém o previa, os portugueses viram a bola de Gignac (entrou muito bem na vez de Giroud) no poste, depois de Pepe ficar para trás. Mas a sorte estava do lado dos audazes
 
Até podia fugir quando a trave tirou o golo a Guerreiro, já num prolongamento onde a França acabou fisicamente. Mas havia Éder. Quem mais podia ser o herói improvável? Bola ganha no meio dos franceses, conduzida com vontade de 11 milhões para a zona central e disparo para... O melhor momento da história do futebol português.
 
Depois? Depois foram incríveis e inesgotáveis os heróis em campo e as gargantas fora. A França ainda faria mais uma substituição, lançando peças para a frente, mas não chegou para incomodar.
 
A glória. Eis a glória!
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo. Rui Patrício

quinta-feira, 7 de julho de 2016

allez Portugal allez

Portugal está na final! Frente ao País de Gales, os lusos ganharam pela primeira vez em 90 minutos, num jogo onde dois golos no arranque da segunda parte foram decisivos. E razão tinha Fernando Santos: a mala está guardada para só voltar a Portugal no dia 11 de julho. 12 anos depois, a seleção volta a marcar presença no jogo decisivo.
 
Para que Portugal e País de Gales chegassem a esta fase da competição, um estilo de jogo de domínio avassalador não foi, claramente, o segredo. Pelo contrário. Uns e outros deram-se bem melhor quando o adversário o fazia. E, neste (improvável) duelo de meias-finais, foi uma chatice ver que ninguém o queria fazer.
 
O respeito era mútuo, o medo algum e o risco quase nenhum. Os galeses voltaram a apresentar três centrais e dois alas (Gunter e Taylor), se bem que esses eram muito mais defesas do que o que se tem visto. Portugal foi fiel ao seu sistema, com Danilo mais recuado no meio-campo.
 
Começou por pegar Portugal, a custo, sem muito saber como o fazer. João Mário e Renato Sanches foram sempre muito anulados nos movimentos para dentro e só tinham espaço na linha, para onde eram convidados a ir e de onde nunca conseguiam criar perigo - não é, de todo, a sua especialidade.
 
Depois, pegaram os galeses, sem grande impetuosidade, um pouco desconfiados, mas muito mais objetivos. Gareth Bale assumiu a batuta e construiu o perigo, deixando a nu a principal dificuldade portuguesa: a falta de velocidade no centro da defesa. Uma e outra oportunidade, dois sustos, mas nada que fosse capaz de acertar na rede de Patrício.
 
Da primeira parte, pouco sobrou. Fernando Santos não gostou - foi bem visível - pois o trabalho no setor intermédio não estava a ser bem feito. À exceção de Adrien Silva, o melhor, muitas eram as correções para fazer no balneário.
 
Foram cinco jogos consecutivos a empatar nos 90 minutos. Um sofrimento constante e que já parecia estar prestes a instalar-se novamente em Lyon. Mas não houve, porque, desta vez, houve cabeça. Ronaldo, o maior símbolo da equipa, voltou a aparecer com golo. Que grande cabeçada, no primeiro canto luso do jogo.
 
Portugal estava na frente, finalmente. Era altura de redefinir postura para saber defender algo que tinha sido raro neste Europeu: 19 minutos contra a Islândia e 3 contra a Croácia foi o total de minutos em vantagem. Só que nem foi preciso muita adaptação.
 
Mais três minutos, desta vez o pé de Ronaldo num remate torto, mas que encontrou Nani pelo caminho. Golo novamente! Num ápice, Paris ficou mais visível do que nunca. Dois golos de vantagem e só era preciso gerir.
 
Muito mais fácil a partir daí, o jogo correu de feição a Portugal, que viu Gales teimar num estilo muito flanqueado, com constantes cruzamentos que encontravam uma seleção lusa confortável (cá está a vantagem de ter sido Bruno Alves em vez de Ricardo Carvalho). Coleman bem tentou: tirou um trinco, meteu um avançado, depois refrescou o ataque e, por fim, tirou um dos centrais para meter um criativo. De 5x3x2, os galeses passaram para 4x3x3 com laterais muito subidos.
 
Nada que assustasse Fernando Santos. Experiente e astuto, o selecionador português soube esperar que os seus homens esgotassem as pilhas (Renato que o diga, depois de uma enorme arrancada que foi mal finalizada) para começar a mexer com pinças na equipa. Tira este, mete aquele para as mesmas funções e mantém o figurino e a ideia.
 
Não deixa de ser pertinente falar de Bale novamente. O número 11 tentou de tudo e fez tudo para que o desfecho não fosse este. Só que, também por causa da ausência de Ramsey, foi um jogador contra uma equipa. E não chegou, como é lógico.
 
Portugal está na final, em Paris. E o sonho nunca esteve tão perto!

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Cristiano Ronaldo

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Nas meias!

Foi o quinto empate da seleção portuguesa em cinco jogos, mas se há coisa que os lusos não estão é empatados. A caminho de Paris, este Tour em França teve mais uma etapa concluída com sucesso, diante de uma Polónia que entrou a ganhar, mas que viu uma seleção portuguesa mais capaz. Pepe foi outra vez enorme e Rui Patrício defendeu uma das grandes penalidades, antes de Quaresma voltar a ser o talismã, marcando o pontapé decisivo.
 
Não podia ter sido pior. Entrar e sofrer, ainda nem dois minutos cumpridos, era um péssimo cartão de visita para quem, depois do jogo contra a Croácia, tanto tinha elevado a moral. A reação até foi boa no imediato, mas curta, já que ficavam a nu algumas debilidades.
 
Portugal não conseguia lidar bem com o quarteto ofensivo da Polónia. Os laterais (nomeadamente Cédric) estavam macios e fora de tempo, mas a maior lacuna pareceu estar a meio, onde o posicionamento tático não era homogéneo. De William, nada a dizer, mas João Mário, Adrien e Renato Sanches demoraram a entrar na mecânica pretendida pelo selecionador.
 
Houve o golo e mais uma ou outra situação de calafrio para a retaguarda lusa. Portugal estava apático e precisava de um elemento que assumisse o jogo. E esse elemento foi o mais novo: Renato Sanches.
 
Nem tanto pelo golo, que foi fruto de um excelente movimento do médio em conjunto com Nani, que saiu da marcação para lhe devolver, mas sobretudo pela demonstração de maturidade a assumir o jogo. Foi pelo camisola 16 que Portugal chegou ao intervalo em igualdade.
 
Claro está que era imperioso acertar ideias no jogo defensivo. E Fernando Santos fez isso mesmo, baixando mais os médios de linha para perto dos laterais. Cédric também melhorou e a Polónia foi caindo com o passar dos minutos. Isto para além de Pepe, que foi novamente um monstro a limpar tudo o que era perigoso.
 
Só que, por essas correções ao intervalo, a equipa também se ressentiu na força ofensiva, já que João Mário e, sobretudo, Renato Sanches colaram na linha e deixaram de ocupar espaços centrais. Aí, Adrien Silva continuava a não estar bem, apesar de ter apresentado melhorias na sua especialidade: circulação.
 
Isso trouxe a primeira alteração, com a entrada de João Moutinho, que trouxe como aditivo uma maior frescura. Mas o problema da chegada com perigo ao último terço continuava a existir.
 
A entrada de Quaresma foi nesse sentido, só que o talismã não teve, na área, o seguimento dos companheiros. Ronaldo era muito pouco para tanto polaco e acabava por também não ser feliz, nem quando Moutinho o descobriu num passe picado para a área, sem que o capitão conseguisse acertar na bola. Teria sido o golo que evitaria o prolongamento, só que nada feito.
 
Para a etapa de 30 minutos adicionais, o jogo deixou de ser tão partido. A Polónia caiu quando o gás acabou a Grosicki (seria substituído) e Portugal passou a mandar muito mais no meio-campo contrário. As investidas à baliza de Fabianski voltaram a existir (mais do que na segunda parte), só que ou o polaco encaixou, ou houve algum desarme antes.
 
Nas grandes penalidades, houve frieza e acerto português nos cinco homens que bateram. Ronaldo, Renato, Moutinho e Nani marcaram antes de Rui Patrício defender o pontapé de Kuba. A fechar, Quaresma não tremeu. Venham as meias!
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Pepe

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Lá se começa com asneira

Não estava no guião, pelo menos da grande maioria dos portugueses, uma entrada em falso da equipa lusa. O empate a uma bola resulta de um jogo onde Portugal esteve longe de ser uma equipa afirmativa e dominadora, apesar de ter tido maior iniciativa. A Islândia, bem a defender e com princípios bem definidos, soube esperar pelo seu momento e alcançou um empate histórico. Ronaldo não "apareceu" e Portugal não mostrou futebol para o discurso de ambição que tem existido na comitiva.

Com os médios portugueses a jogar em zonas próximas, Fernando Santos começou por ver a sua equipa circular a bola muito fora do bloco islandês e sem conseguir criar instabilidade ao adversário. Portugal teve muitas vezes problemas a entrar nos espaços interiores (as tais entrelinhas) e metia pouca gente em zona de finalização. Além de que até foram os islandeses os primeiros a criar perigo.

A seleção do país dos vulcões e dos glaciares jogava em bloco baixo e compacto; com tranquilidade mas sempre ligados, ou não fossem eles de um país que tem uma cobertura de Internet grátis a rondar os 97 por cento do seu território.

Danilo e João Moutinho não conseguiam construir e procuravam sempre o jogo exterior. Mas João Mário e André Gomes derivavam muito para o meio e os defesas da lateral davam pouca profundidade. E com isso a bola não chegava aos homens da frente.

Com o avançar dos minutos, Ronaldo e Nani viram-se obrigados a buscar mais jogo em apoio, Vieirinha passou a estar mais projetado no corredor, Portugal aumentou a velocidade de processos e melhorou muito (até porque passou a baralhar as marcações dos islandeses). Foi nesse período de maior rapidez de processos que a turma dasquinas chegou ao golo. Minuto 31', André Gomes (que melhorou com o decorrer do encontro) serviu Nani no interior da área e o camisola 17 abriu o ativo, colocando a turma lusa em vantagem, vantagem essa que levou para os balneários.

Para o segundo tempo, Portugal parecia levar um futebol mais vertical mas foram os islandeses a empatar pouco depois do recomeço. Aos 50 minutos, cruzamento na direita e Birkir Bjarnason, sozinho na área, não teve dificuldades em bater Rui Patrício, num lance em que Pepe desocupou a posição e confundiu a marcação de Vieirinha ao adversário islandês.

Portugal andou perdido, baixou a intensidade e estava sem ideias perante uma Islândia confortável em campo a fechar os caminhos para as redes de Hannes Halldórsson. A entrada de Renato Sanches podia ter oferecido maior explosão e capacidade de progressão e a ida a jogo de Quaresma podia ter dado maior imprevisibilidade. Podia, mas nada disso se viu. O que se assistiu foi Portugal já mais com o coração do que com a razão num relvado onde Cristiano Ronaldo foi completamente anulado pela defesa islandesa. 

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Nani

sábado, 11 de junho de 2016

"Um cretino é um cretino"



Efectivamente Manuel Machado tem razão. Um cretino é um cretino. Só que este cretino francês é um tudo ou nada diferente dos demais. 

É aquele tipo de cretino que “leva na tromba”, é corrido da Selecção do seu País e ainda “canta de galo”. 

Em suma, é o Rei dos cretinos.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Será por causa das trancinhas?

O jovem médio Renato Sanches, jogador do Benfica, é a grande novidade na lista dos 23 futebolistas convocados por Portugal para o Euro2016, na qual não entram Tiago e Bernardo Silva.


Primeiro que tudo digo, mais uma vez, que gosto da nossa Selecção e que quero sempre o melhor para a Equipa de Todos Nós. 

Como tal é natural que, independentemente da questão clubística, coloque aqui uma pertinente e importante questão que Fernando Santos não permitiu que tivesse sido colocada aquando da apresentação dos seus 23 eleitos para disputar a fase final do EURO 2016. 

O que raio faz Renato Sanches neste lote? Será por causa das suas trancinhas? 

Compreendo e aceito que o Seleccionador nacional opte por levar ao Europeu um grupo de trabalho que desenvolveu durante a fase de qualificação para a já aqui referida prova, mas estando Tiago e Bernardo Silva impedidos - ambos por lesão - de seguir para França juntamente com os restantes eleitos, não faria mais sentido e lógica que o escolhido para colmatar tais ausências tivesse sido Sérgio Oliveira? 

E porque Sérgio Oliveira? 

Porquê, ao contrário do Renato, este tem feito um percurso gradual nas Selecções nacionais, acumulou muita experiência de fases finais de provas internacionais de Selecções e está neste momento em crescendo de forma sendo um dos titulares indiscutíveis do Futebol Clube do Porto de José Peseiro. Já o Renato tem vindo a perder alguma forma ao serviço do SL Benfica, “caiu de paraquedas” na Selecção nacional e tem uma curtíssima (para não dizer nenhuma) experiência de fases finais de competições de Selecções.

Repito: O Renato Sanches foi convocado por causa das trancinhas?

terça-feira, 29 de março de 2016

O Cantinho das Modalidades

Hóquei em Patins 
 
- Hélder Nunes apontou os quatro golos da seleção portuguesa de Sub-23 no último jogo-treino antes da partida para Follonica. No Gimnodesportivo do Luso a equipa lusa (que também inclui o portista Álvaro Morais) empatou por 4-4 frente ao Cambra, do principal campeonato português da modalidade. Hélder Nunes é capitão e o mais internacional do grupo. 
 
- A seleção portuguesa de Sub-23 entrou da melhor forma na 28.ª edição da Taça Latina, que está a decorrer em Follonica, na Itália, ao derrotar a equipa anfitriã por 4-3 na ronda inaugural. Hélder Nunes, jogador do FC Porto Fidelidade, esteve em plano de destaque ao fazer um hat-trick (7m, 33m e 37m), sendo que o outro golo português também teve a assinatura de um Dragão: Álvaro Morais (16m). 
 
- Os portistas Hélder Nunes, com um hat-trick, e Álvaro Morais, que bisou, foram os autores dos golos da seleção portuguesa de Sub-23, que venceu a Espanha, por 5-1, em encontro da segunda jornada da 28.ª edição da Taça Latina, que está a decorrer em Follonica, na Itália. Com este resultado e o triunfo da Itália sobre a França, os lusos conquistaram a prova pela 14.ª vez, revalidando o troféu de 2014. Todos os golos de Portugal na prova foram até agora azuis e brancos, já que, na véspera, Hélder Nunes tinha assinado igualmente um hat-trick frente à Itália, sendo que o outro golo teve a assinatura de Álvaro Morais.
 
- Hélder Nunes completou uma prestação memorável na Taça Latina, competição reservada a atletas Sub-23 que Portugal conquistou pela 14.ª vez, ainda antes da realização da última jornada. O defesa-médio dos Dragões (capitão luso e o mais internacional do grupo) concretizou o terceiro hat-trick em três jornadas da competição, disputada em Follonica (Itália), na vitória lusa frente à França, por 5-1, da terceira e última ronda. Álvaro Morais também participou na partida.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Apuramento fechado com chave de ouro

No fecho da fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2016, Portugal foi à Sérvia vencer por 2 x 1, estabelecendo com isso um novo recorde de vitórias consecutivas em jogos oficiais (sete). Com 21 pontos em 24 possíveis, a Selecção Portuguesa termina no 1º lugar do Grupo I e segue para França com a possibilidade ser cabeça de série.

As contas estavam fechadas, havia apenas que cumprir calendário. Fernando Santos aproveitou o descanso matemático para promover sete alterações em relação ao jogo frente à Dinamarca, com Nélson Semedo a estrear-se em absoluto pela Selecção Portuguesa. O lateral-direito do Benfica esteve uns furos abaixo daquilo que tem feito ao serviço das Águias, justificável pela ansiedade do momento.

Quando aos 28 minutos Nélson viu o cartão amarelo, a penalizar uma entrada dura sobre um adversário, já Portugal vencia por 1 x 0. Uma boa entrada, materializada com o golo de Nani, aos cinco minutos. O extremo Português não marcava desde o Mundial do Brasil (há 12 jogos), mas em Belgrado surgiu no sítio certo para finalizar uma bola defendida para a frente por parte de Stojkovic, depois de um primeiro remate de Danny.

Se o conforto de um apuramento já alcançado retirava qualquer nota de pressão à Selecção Portuguesa, o golo madrugador conferiu uma nota de relaxamento ainda maior à exibição Lusa. Se André André e Miguel Veloso procuravam pressionar bem alto as saídas de bola dos Sérvios, os espaços foram crescendo entre os sectores. Isso criou problemas a Nélson Semedo, à direita, onde Ljajic e Kolarov não lhe deram sossego, e a Danilo Pereira, demasiado sozinho nas tarefas defensivas do meio-campo.

Ainda assim, a Sérvia nunca criou problemas maiores a Rui Patrício no primeiro tempo; um remate de Tosic à figura (31') e outro de ângulo apertado de Ljajic (37'), com boa defesa do guarda-redes Português, foram as únicas notas de relevo do jogo ofensivo Sérvio na primeira parte. Tinham mais bola, mas pouco mais. Entretanto, Fernando Santos ia testando novas fórmulas; Neto entrou para fazer dupla com José Fonte e Éder passou a ser a referência de ataque.

Mas a Sérvia, já eliminada, procurou sempre despedir-se com boa imagem. A pressão intensificou-se no segundo tempo e se aos 53 minutos Ljajc atirou ao lado, depois de Kolarov ter passado por Nélson Semedo, Zoran Tosic, aos 65', não falhou. Kolarov voltou a bater Nélson na esquerda do ataque Sérvio, a bola chega ao coração da área onde Tosic atirou sem hipóteses para Rui Patrício.

Um golo que assentava na perfeição à superioridade Sérvia na segunda parte. No entanto, o herói de Braga voltaria a atacar; João Moutinho tinha acabado de entrar para o último quarto de hora quando, aos 78 minutos, marcou um golo sensacional. Eliseu trabalhou bem na esquerda (esteve muito melhor que Nélson à direita), serviu Moutinho que, em zona frontal, atirou perfeito e em arco para para o 2 x 1. Frustrados por nova desvantagem, os Sérvios perderam a cabeça. Kolarov viu o segundo amarelo e foi expulso e pouco depois foi Matic a ver o cartão vermelho directo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: João Moutinho

sábado, 5 de setembro de 2015

"Molenguice" só podia dar nisto

O relvado de Alvalade foi sala de projecção, cineminha, como dizem os Brasileiros, de um “filme” com muitas estrelas. Mas faltou emoção numa história de futebol que de seguida lhe contamos. Derrota 0 x 1 com a França. Segue-se a deslocação à Albânia. Um teste dificílimo em perspectiva.
 
Com um futebol interior, a tentar a posse, a Selecção nacional procurava colocar a bola, redonda, nos pés de Ronaldo (saiu muitas vezes da ala para o meio, como era previsível, a fugir à marcação). O Capitão da equipa das Quinas era visto pelos seus companheiros como uma espécie de "farol de ideias", mas esteve muito apagado. E isso teve como reflexo um reduzido caudal ofensivo da turma Portuguesa.
 
As jogadas em campo eram repartidas entre Lusos e Gauleses, sem que qualquer equipa fosse impondo alguma superioridade. Ritmo lento. Muito lento num jogo pobre.
 
Os Portugueses convidavam os Gauleses a subir no terreno mas eles respondiam em campo com o seu típico: “Non, merci”. E quando tinham oportunidade... lá avançavam na direcção de Rui Patrício. Mas, lá está, em ritmo baixo e muito tranquilo. Ainda assim, com mais perigo do que os Portugueses.
 
Foi aparecendo aqui e ali Pogba a tentar ligar os sectores da turma de Didier Deschamps. Fio condutor, passe curto, longo, esticado e encolhido, mediante as necessidades do jogo. Mas era Antoine Griezmann (que até nem foi titular, tendo entrado para o lugar do lesionado Nabil Fékir) que tentava de quando em vez uma ou outra arrancada. O jogador do Atlético de Madrid era de todos o mais irrequieto.
 
Ao intervalo, um nulo chato numa fria noite de Setembro na Capital Portuguesa.
 
No retomar do jogo, reza a história que os Franceses apareceram a pressionar a turma de Fernando Santos. Valeu Rui Patrício. Conhecedor dos cantos à casa, foi travando as investidas Gaulesas (com Griezmann, Benzema e Pogba sempre em acção).
 
As alterações retiraram, necessariamente, ritmo a um duelo já de si jogado a passo. Mas o golo acabaria por aparecer. Aos 85', Mathieu Valbuena cobrou na perfeição um livre, Rui Patrício ainda tentou chegar mas a bola acabou no fundo das redes. Foi um dos poucos lances a travar uma espécie de terapia do sono, em Alvalade. Pouco depois, o apito final. Vitória da França por 0 x 1. Segue-se uma deslocação à Albânia para a equipa de Fernando Santos.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Rui Patrício

domingo, 14 de junho de 2015

A França aqui tão perto (by CR7)

Portugal foi à Arménia conquistar mais três pontos rumo à qualificação para o Campeonato da Europa de França (2 x 3), que se realizará no próximo ano. Ronaldo foi a figura de um encontro que deixa a turma Lusa com o passaporte para terras Gaulesas praticamente garantido. Foi difícil mas a missão foi concluída com sucesso.
 
Portugal mostrou algumas dificuldades para segurar a bola, sobretudo no meio-campo, e para ligar os vários sectores. A equipa das Quinas tentava aproveitar a velocidade de Danny, Ronaldo e Nani e usava do passe longo para colocar a bola na frente. No entanto, faltava qualidade na circulação, não admirando, por isso, que a turma Lusa tenha visto a Arménia se adiantar cedo no marcador.
 
Aos 14 minutos, Marcos Pizzelli converteu na perfeição um pontapé livre e enganou Rui Patrício (muito mal batido no lance). Os homens de meio-campo (Tiago e Moutinho) não conseguiam aparecer em zonas de finalização, daí que mesmo quando a turma Lusa esticava o jogo pelas laterais acabava por faltar gente na frente; Ronaldo estava muito sozinho com Danny. Seria, contudo, o capitão Luso a empatar, aos 29', na transformação de uma grande penalidade (depois de Moutinho ser travado em falta na grande área).
 
Com Mkhitaryan (alinha no Borussia Dortmund) sempre a pautar o jogo dos Arménios, a turma caseira tentava baixar o ritmo de jogo que, necessariamente, Portugal tentou (mas não conseguiu) aumentar. A equipa Lusa continuava a pecar na ocupação de espaços no meio-campo e Coentrão começou então a fechar mais no meio para apoiar Tiago e Moutinho. Certo é que ao intervalo, o marcador registava um empate a uma bola.
 
Sem alterações de parte a parte para o segundo tempo, foram os Arménios a regressar melhor dos balneários e foram eles a criar perigo junto das redes de Rui Patrício. Mas Portugal tem Cristiano Ronaldo. E quem tem Ronaldo tem (quase) tudo. O Melhor do Mundo tentava empurrar a equipa das Quinas para a frente e conseguiu mesmo. Aos 55', o craque Luso aproveitou uma hesitação na defesa da Arménia e aproveitou para colocar Portugal na frente. O 1 x 3 chegou logo depois, aos 58'. Nova falha dos Arménios, Ronaldo foi mais rápido, conquistou a bola e disparou forte e colocado para o fundo das redes de Berezovskiy. Pouco depois Tiago foi para os balneários mais cedo, tendo visto dois amarelos e respectivo vermelho.
 
Ainda assim, o jogo parecia resolvido mas Rui Patrício tratou de recolocar a Arménia na decisão da partida. O guarda-redes do Sporting teve um mau momento onde não agarrou um remate dos Arménios, tendo a bola sobrado para Mkoyan que fez o 2 x 3. Adivinhavam-se minutos finais de grande pressão para a turma de Fernando Santos. Porém, a equipa Lusa recuou linhas e tapou todos os caminhos para as redes Portuguesas e segurou a vitória.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Cristiano Ronaldo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Pensamento da Semana: Uma derrota é sempre uma derrota

Sinceramente quando vejo o estardalhaço (não tem outro nome) pela positiva que a nossa Comunicação Social (CS) faz com uma derrota da Selecção Nacional, rapidamente percebo porquê razão não vamos nunca ganhar seja o que for nas Competições de Selecções.

Quando a nossa equipa perde, seja num jogo treino ou não, tal é sempre motivo de preocupação e de profunda analise e nunca de regozijo e satisfação porque se viram sinais positivos.

Aliás, eu pergunto onde estiveram os sinais positivos neste jogo ante a França onde todos vimos uma defesa Lusa a cometer disparates atrás de disparates. E tanto foi assim que o Seleccionador Nacional Fernando Santos disse que não se podem voltar a cometer erros infantis desta gravidade e índole em alta competição.

Mas estas afirmações de Fernando Santos a nossa CS meteu-as num saco roto e perdeu-as nas suas vastas redacções. E com isto mantemos o mal do costume de embarcarmos todos, mesmo que à força da cegueira selectiva, numa onda positiva que depois de perder a sua força vai fazer a habitual vítima: o Treinador. Fosse Paulo Bento a perder este jogo ante a Selecção Gaulesa e o que não se t6eria dito e escrito nos Jornais, Rádios, Televisões e afins.

Vá, por alguma razão Portugal ostenta orgulhosamente como seu grande símbolo Nacional o Fado. O triste e enfadonho Fado de que não sabermos fazer uma séria autocritica quando perdemos.

Só melhora aquele que aprende com os erros e não aquele que camufla os erros conformem as “ondas” lhe dão ou não jeito. Mas esta parte o Fadinho Lusitano parece não querer entender.

domingo, 12 de outubro de 2014

Ainda não foi desta...

Má estreia de Fernando Santos como Selecionador Nacional, com uma derrota contra a França. Erros defensivos fatais, ainda alguma falta de entrosamento e de conhecimento das ideias do Engenheiro, mas alguns aspectos positivos a reter de uma partida marcada também pela muita cor e alegria Lusitana nas bancadas Francesas.
 
A entrada não poderia ter sido pior. Na primeira investida, o primeiro golo, após excelente trabalho de Griezmann. Da esquerda para a direita, um golo que pareceu fácil, tal a apatia defensiva Nacional.
 
Se ainda se pudesse colocar em causa se aquele teria sido um golo fortuito, os minutos seguintes provaram que não. Aliás, 1x0 ao intervalo verificava-se porque os franceses não tiveram a mesma sabedoria na hora de finalizar. Isto porque os espaços existiam, ou eram criados por falhas individuais que descompensavam a equipa.
 
Se Cédric foi melhorando com o passar do tempo (acusou a pressão no início de jogo), Eliseu foi desastrado no capítulo defensivo durante toda a primeira parte. E nem a atacar se safou. Um chumbo no teste de regresso à Selecção, claramente.
 
Mas não podem ser apenas os laterais os visados pelas falhas do primeiro tempo. O próprio Tiago, regressado após três anos de ausência, foi o espelho de quem demorou a entender como actuar, nomeadamente nas dobras feitas às linhas. Moutinho e André Gomes pouco conseguiam transportar em transições com qualidade e assim se explicava o insucesso Nacional no primeiro tempo.
 
Contudo, nem tudo era mau. Notava-se que nem Ronaldo, nem Nani têm grande entrosamento com este estilo ofensivo, mas foi interessante ver a forma como exploraram os centrais adversários, claramente o sector mais descoordenado e inexperiente. Faltou depois calibrar a finalização: Danny e Nani tiveram boas hipóteses, mas não acertaram na rede.
 
Quando a segunda parte começou, já com uma mudança de peças, Portugal estava bem mais confortável do que uma hora antes, quando o jogo teve início. Ou seja, foi nessa altura que a Selecção Nacional mais mandou no jogo.
 
Com confiança renovada, os laterais passaram a subir com muito mais astúcia pelos flancos, apoiando o ataque e dando mais dinâmica, frente a uma Selecção Gaulesa que revelava mais dificuldades a sair a jogar - muito também porque os Lusos subiram na primeira pressão.
 
Só que, no último reduto, pouco havia a finalizar. Quando tal sucedeu, Mandanda foi enorme a segurar o cabeceamento de Cristiano Ronaldo, nas poucas vezes que o Capitão teve espaço no último terço (prova disso é que, no primeiro tempo, foram muitas as vezes que apareceu em zonas mais recuadas à procura de bola, nada usual).
 
No período em que Fernando Santos mexeu novamente na equipa, duro revés. A França marcou outra vez, na primeira vez em que incomodou Rui Patrício na segunda parte, e novamente pelo flanco esquerdo.
 
Parecia que Portugal desanimava com esse segundo tempo, só que João Mário, no minuto em que entrou, ganhou uma grande penalidade, que Quaresma concretizou. O jogo voltava a ter vivacidade e incerteza, ao mesmo tempo que Pogba, que cometeu o castigo máximo, continuava a 'inventar' no meio-campo, com perdas de bola comprometedoras.
 
Houve esperança, mas o fado foi o mesmo das últimas décadas: a sério ou 'a brincar', Portugal não se dá bem com a França.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Tiago

sábado, 6 de setembro de 2014

Porque não existem facilidades

Como não vivo somente de Futebol praticado pelo Futebol Clube do porto, eis que resolvi levar a cabo um breve comentário ao Grupo de Qualificação de Portugal para o EURO 2016. Mas antes de lá ir gostaria de deixar bem claro que não nutro simpatia alguma por Paulo bento, mas também não lhe sinto asco ou desprezo algum apesar de o considerar um Treinador muito limitado e demasiado teimoso. Posto isto, siga para afrente que é o caminho.
 
È useiro no nosso Portugal achar que tudo é fácil e que vencemos tudo e todos. Assim como é também usual apelidarmo-nos a nós próprios dos piores do Mundo quando algo não corre como o desejado. O exemplo mais recente disto mesmo foi o que achávamos que eramos antes do Mundial no Brasil e aquilo que achamos que somos depois do Mundial.
 
A Selecção Nacional Portuguesa é o que é. Uma equipa boa mas com limitações. Continua a faltar um Guarda-redes de top, falha que parece nunca mais ter um fim desde que Vítor Baía “pendurou as chuteiras, apesar de Beto andar lá por perto mas quase nunca lá chegar porque Paulo Bento cismou com Rui Patrício. Por resolver está também a questão do Ponta de Lança uma vez que Éder disfarça mas não “mata! A questão de uma vez por todas. De resto Portugal é uma equipa com bons valores, sendo que muitos deles começam a aparecer nas camadas jovens cabendo ao Seleccionador Nacional ir apostando nos mesmos sem os “queimar”.
 
Sim, “sem os queimar” porque este Grupo de Qualificação para o EURO Gaulês é tudo menos acessível. Primeiro que tudo há que dizer que o habitual Carrasco Luso está lá e dá pelo nome de Dinamarca. A Sérvia é uma indústria de grandes Jogadores e o seu Plantel já conta com muitos dos Jogadores que não há muito tempo estiveram numa Final das Selecções Jovens. E enganem-se aqueles que ainda cultivam a mais que batida ideia de que a Arménia e a Albânia são os “bombos da festa” das Qualificações porque o futebol evoluiu e estes Países não focaram de fora.
 
Mas o pior nem é o facto de este ser um Grupo equilibrado que terá de realizar, forçosamente, um particular com a França. O que é realmente mau para a nossa Selecção é o facto de estar neste momento num processo de forçada renovação após uma participação razoável no Mundial. Isto da renovação até que é uma coisa natural que acontece a todos, só que como já disse atrás, os Portugueses vão do 8 ao 80 num instante e a falta deste meio-termo deita muitas vezes por terra qualquer boa iniciativa que possa surgir.
 
Pessoalmente espero que Portugal consiga o seu apuramento directo, porque é sempre mais fácil ir-se mudando o que tiver de ser mudado competindo ao mais alto nível, mas tendo em consideração os adeptos, imprensa e Equipa Técnica que o nosso País tem não estou a ver o apuramento directo a ser uma realidade. Mas vamos a ver o que vai acontecer tendo sempre em linha de conta que o apuramento para o EURO de França é vital para o bem do Futebol de Selecções.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Com a Champions já ali ao lado

O título deste texto por si só já diz tudo sobre o que se vai passar mais logo no Dragão. E não é exagero dizer que o Futebol Clube do Porto vai jogar o seu futuro nesta segunda mão da pré eliminatória da Liga dos Campeões, pois em jogo vai estar muito, muito dinheiro e o prestígio internacional do Clube Azul e Branco.
 
O Futebol Clube do Porto de Julen Lopetegui não tem encantado, mas está em vantagem nesta eliminatória dado que ganhou em Lille, tendo derrotado por uma bola a zero a complicada e esforçada equipa local. 
 
Caberá portanto aos Franceses a árdua tarefa de “virar” o resultado a seu favor. E terão Jogadores para tentar fazer isto dado que motivação é coisa que não lhes falta dado que o seu futuro financeiro e internacional está totalmente dependente de uma possível entrada na Liga Milionária.
 
O Guardião Vincent Enyeama será com toda a certeza o maior obstáculo á tranquilidade Portista. Aliás a sua qualidade ficou bem patente no jogo que se realizou em solo Gaulês. Para além disto o central Dinamarquês Simon Kjaer é um Atleta que costuma aproveitar muito bem os lances de bola parada na aérea do adversário e como tal deverá ser alvo de uma atenção muito especial por parte da defesa dos Dragões. A completar o ramalhete Francês temos o médio Florent Balmont e o avançado Salomon Kalou que colocam o Lille num patamar de qualidade bastante elevado.
 
Face ao exposto é caso para se dizer que o Dragão tem o seu caminho meio trilhado, mas trilhar o que lhe falta vai-se revelar, c9om toda a certeza, uma tarefa possível mas hercúlea.
 
Centrado agora a nossa atenção somente no FC Porto, temos que Danilo, Reyes e Quaresma são as novidades da convocatória de 18 atletas elaborada por Julen Lopetegui, tendo em vista o encontro com o Lille, marcado para hoje, às 19h45, a disputar no Estádio do Dragão.
 
Comparativamente com a convocatória elaborada pelo técnico Espanhol para a deslocação a Paços de Ferreira, para a Liga, saem das escolhas do técnico Basco os defesas Marcano e José Ángel e o avançado Tello. 
 
Lista de 18 convocados: Andrés Fernández e Fabiano (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Reyes, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres e Rúben Neves.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Brahimi, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A meio do caminho

Num estádio que mais parecia um gigante pavilhão, uma vez que a cobertura estava fechada por indicações da UEFA, o FC Porto começou a encaminhar a sua passagem para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Um golo de Herrera dá vantagem aos Portistas na eliminatória. Terça-feira há mais, no Dragão, que se vestirá, por certo, "à grande e à Portuguesa"!
 
Casemiro foi titular no FC Porto, tal como Rúben Neves. Ricardo Quaresma começou o jogo no banco de suplentes, enquanto que Juan Quintero e José Ángel, novidades na convocatória, acabaram por ficar de fora da ficha de jogo.
 
A baliza Azul e Branca foi ocupada por Fabiano Freitas que teve à sua frente um quarteto defensivo com Danilo na direira, Alex Sandro na esquerda e uma dupla de centrais formada por Bruno Martins Indi e Maicon.
 
No miolo, Rúben Neves - que se tornou no futebolista mais novo dos Dragões a jogar nas competições europeias. Com 17 anos, 5 meses e 7 dias, o médio destronou Fernando Gomes, que era até hoje o jogador mais novo a actuar nas provas do Velho Continente. O jovem médio teve a companhia de Casemiro e Herrera no meio-campo.
 
O ataque, esse, teve Brahimi e Óliver Torres no apoio a Jackson Martínez, referência mais adiantada na equipa do Espanhol Julen Lopetegui.
 
Do lado do Lille, o técnico René Girard, deixou o Português Rony Lopes no banco e lançou para a titularidade nomes bem conhecidos como Enyema, Kjaer, Mavuba, Kalou e Origi.
 
Nos primeiros minutos, ambas as equipas foram proporcionando um duelo muito dividido e quase sem remates à baliza. As equipas jogavam muito na expectativa.
 
Com Rúben Neves, quase sempre ele, em destaque na equipa, o FC Porto foi tentando chegar ao golo. O médio formado nos Azuis e Brancos foi tentando conduzir jogo para o ataque. À passagem da meia-hora, por exemplo, Jackson por pouco não chegava ao golo. O Colombiano ficou a queixar-se de penálti e pareceu mesmo ter sido agarrado na área, depois de uma jogada de Rúben Neves.
 
O Lille apenas respondeu perto do final, aos 45', com Corchia, por duas vezes, quase a marcar. Primeiro, o jogador do Lille atirou contra um defesa Portista e, depois, na cara de Fabiano, rematou por cima da trave.
 
O FC Porto dominou todo o encontro, mas foi o Lille a jogar no erro do adversário que esteve mais próximo de chegar à vantagem. Os Gauleses ofereceram a iniciativa de jogo aos Dragões que não conseguiram traduzir em golos as poucas oportunidades criadas.
 
Perante um adversário que está ao alcance dos Azuis e Brancos, Lopetegui sabia que era importante a sua equipa marcar. É que os Gauleses, sempre a tentar aproveitar bem os erros contrários, podiam causar estragos na partida e, pois claro, na eliminatória.
 
Numa fase do jogo em que Lopetegui já tinha em campo Tello, que entrou para o lugar de Brahimi, o FC Porto adiantou-se no marcador, por Héctor Herrera.
 
Aos 61 minutos, Tello combinou com Rúben Neves, o médio contemporizou, assistiu novamente Tello que cruza à linha para Jackson Martinez cabeceia para defesa apertada de Enyeama. Mas Héctor Herrera, oportuno, apareceu para encostar para o fundo das redes.
 
Héctor Herrera fazia aqui o seu primeiro golo numa competição europeia com a camisola do FC Porto ao cabo de um total de nove jogos.
 
A vencer, o FC Porto controlava o jogo, mas era o Lille que pressionava os Dragões na tentativa de chegar ao empate e esteve perto, aos 76 minutos. Sébastien Corchia bateu um livre difícil para Fabiano que esperou até ao último momento por um toque, não segurou à primeira e o perigo passou para o FC Porto.
 
Até final, a equipa do Lille ainda tentou o empate mas os Portistas seguraram a vantagem e agora vão tentar, no Dragão, carimbar o passaporte para a fase de grupos da "grande montra".
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Rúben Neves

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Vencer e vencer. Mesmo sem convencer

Chegou o primeiro grande teste de Lopetegui e da sua nova Equipa. A mescla de Juventude Ibérica/Sul-americana/Norte Africana vai agora ter pela frente um jogo que com toda a certeza ditará a época desportiva do Dragão.
 
Mais logo vai estar em jogo a entrada na Liga dos Campeões, e é certo e sabido o quão prestigiante e lucrativa esta Competição é. E o Futebol Clube do Porto preparou-se para a disputar tendo em conta as contratações que fez e a necessidade que o Clube Azul e Branco têm de disputar a maior Competição do Velho Continente.
 
Mas para lá chegar os Portistas tem de vir de França com um bom resultado. Dito de outra forma, é fulcral vencer o Lille no seu reduto para que a partida da segunda mão seja somente para confirmar o passaporte para a Champions. 
 
Dito desta forma até parece fácil. Alias, há quem no Universo Azul e Branco tenha já catalogado de fácil esta tarefa dos Portistas, mas estre tipo de pensamento está errado e não pode de forma alguma ser partilhado pelo Técnico e Jogadores do FC Porto. É verdade que os Franceses não têm muita tradição nas Competições Europeias, assim como também é verdade que o saldo dos confrontos entre Gauleses é muito favorável aos Lusos, mas o LOSC Lille também está muito interessado em alcançar a fase de grupos da Liga dos Campeões e irá com toda a certeza fazer o possível e o impossível para derrotar o FC Porto
 
Quintero e José Ángel são as grandes novidades da convocatória de 20 Atletas elaborada por Julen Lopetegui, tendo em vista o encontro com o Lille, da primeira mão do play-off da UEFA Champions League, marcado para hoje, às 19h45, e a disputar no Estádio Pierre-Mauroy, em Lille.
 
Lista de 20 convocados: Andrés Fernández e Fabiano (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Reyes, José Ángel, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres e Rúben Neves.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Brahimi, Óliver Torres, Tello, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O Cantinho das Modalidades

 
Andebol
 
A equipa de andebol do FC Porto não conseguiu o pleno no Torneio Internacional de Vila Nova de Gaia, que se disputou no Pavilhão Municipal do Parque da Lavandeira, mas sagrou-se vencedora do quadrangular em virtude da melhor diferença de golos. 
 
Após dois triunfos nos dois primeiros jogos, frente aos Russos do Kaustik Volgogrado (33 x 25) e ao Águas Santas (28 x 26), os Dragões não conseguiram superar os Suecos do IFK Kristianstad (20 x 24) no terceiro e derradeiro jogo da Competição.
 
A pré-temporada Portista prosseguirá em Valence, França, mais concretamente no Palais des Sports Pierre Mendes-France. Os Azuis e Brancos vão defrontar o Istres, segundo classificado da segunda divisão Francesa em 2013/14 (dia 19, 17H), o Aix-en-Provence, nono classificado da primeira divisão Gaulesa na época passada (dia 20, às 17H) e, por fim, a equipa da casa, o Valence, pelo terceiro ano consecutivo na Pro D2 Francesa (dia 21, às 19H)

terça-feira, 25 de junho de 2013

Mundial sub 20 : Da geração coragem à geração talento. ( 2ª parte)

  • O efeito Belenenses na Geração Talento
O Belenenses acabou por ter um efeito curioso nesta geração. O clube de belém fez um campeonato extraordinário na II Liga e com alguns jovens talentos portugueses. A sua equipa directiva e técnica apostou nalguns jovens desta faixa etária no momento da constituição do seu plantel. Curiosamente foi no Belenenses que algumas decisões sobre a equipa a apresentar neste Mundial começaram a ser tomadas.
 
Primeiro na hora de afastar alguns atletas até então titulares na selecção. O caso mais claro é o do guarda-redes Rafael Veloso, que enquanto júnior do Sporting era o titular da equipa, mas que ao transferir-se para o Belenenses perdeu o comboio, por ter sido suplente durante toda a época do britânico Matt Jones. Tal serviu para dar espaço ao aparecimento de José Sá do Marítimo B, que acabou por ser uma das maiores surpresas apresentadas por Edgar Borges nesta competição. Principalmente quando Sá partiria atrás da dupla de guarda redes que tinha estado no euro sub-19. A dúvida sempre havia sido entre Veloso guarda redes do Sporting e Varela guarda redes do Benfica.
 
Veloso saiu para o Belenenses e perdeu espaço competitivo, e Bruno Varela no Benfica b teve que dividir a baliza com Mika ( curiosamente uma das figuras de destaque da Geração Coragem), e viu assim um terceiro elemento como José Sá aparecer de surpresa e roubar o lugar que parecia destinado a uma luta a dois. 
O mesmo aconteceu com o lateral esquerdo Daniel Martins. Foi titular à frente do lateral esquerdo do Sporting, Mica, durante o euro sub-19, conferindo assim um maior equilíbrio entre jogadores de Sporting e Benfica, mas que ao transferir-se para o Belenenses perdeu não só a titularidade como atá a convocatória para o Mundial, após ter efectuado apenas um jogo pelo Belenenses na época transacta. Quem saiu beneficiado foi o lateral do Sporting B, Mica, que assim assumiu a titularidade. Não se nota por aí grande diferença. A posição de lateral esquerdo é uma das pechas desta equipa, uma vez que não há um titular indiscutível como à direita onde Cancelo é mesmo uma das figuras da equipa.
 
Mas o Belenenses não retirou apenas o sonho do Mundial a alguns sub-19, concedeu o sonho a outros. Caso disso é Ricardo Dias, que no euro sub-19 era suplente e agora parte na frente de Agostinho Cá no onze inicial.
Parece-me uma decisão errada por parte de Edgar Borges. Agostinho Cá acompanhou Ié logo após o campeonato nacional de juniores numa transferência polémica para o Barcelona, quando tinham também o Inter de Milão com o negócio praticamente fechado.
Para a evolução de ambos, foi um passo complicado, pois Cá tem jogado poucos jogos no Barcelona B e tem sentido as naturais dificuldades de adaptação. Contudo, a transferência para o Barcelona já diz muito da qualidade de Agostinho Cá. Era um dos jogadores de peso desta geração. Conseguia dar o equilíbrio ao meio campo. O tal meio campo que tem o defeito de ser demasiado macio, com Cá ganhava um jogador mais forte no duelo físico e ao mesmo tempo que serve melhor de tampão aos contra ataques adversário graças à sua qualidade de posicionamento, mas ainda oferecia a capacidade de saber sair a jogar com critério e pautar bem os ritmos de jogo.
 
No jogo com a Nigéria, a equipa portuguesa que se deixou empatar e ia perdendo o meio campo, voltou a ganhar as rédeas do jogo quando Cá entrou em jogo.
 
Outro médio que saiu beneficiado com a excelente época do Belenenses, foi Tiago Silva que foi titularíssimo no meio campo do Belenenses e que viu assim nascer a oportunidade de entrar na convocatória, embora ainda sem a oportunidade de se fixar entre os titulares, talvez por ter chegado mais tarde a uma equipa já formada.
  • Problemas/ Soluções
Edgar Borges tem a enorme vantagem de encontrar um grupo com talento mas também com rodagem de futebol sénior, com jogadores que transitaram para as equipas B que aqui demonstram já ser uma aposta certíssima para o futuro do futebol português. Um espaço competitivo importantíssimo para que uma série de atletas não se percam ou sejam obrigados a emigrar cedo demais como aconteceu a jogadores da geração anterior como Danilo e Pelé ou ainda Mário Rui.
O problema maior reside talvez no facto desta geração carregar a pressão de ser encarada como uma das favoritas ao contrário da geração anterior que foi para o Mundial sem qualquer tipo de pressão.
A vantagem é que esta geração já se bateu com os campeões da Europa, a Espanha, no euro sub-19 e apesar de não ter conseguido ser superior, demonstrou que pode disputar o jogo pelo jogo com os melhores. Há a enorme vantagem de nesta competição não estarem as duas maiores potências mundiais na categoria: Brasil e Argentina.
Portugal parte como favorito, porventura será a 3ª grande favorita após Espanha e França. Portugal aparecerá na mesma linha ou ligeiramente à frente da Grécia, vice campeã da Europa e do Uruguai, campeão sul americano.
Tacticamente o desafio maior de Edgar Borges será melhorar o processo defensivo desta equipa. A Geração Coragem era menos rodada e menos experiente mas em termos defensivos conseguia apresentar uma maturidade superior que a Geração Talento que parece fiar-se em demasia na sua qualidade técnica, mas que acaba por se deixar surpreender na defesa, cometendo erros por vezes algo infantis em termos de posicionamento.
 
Pode-se pensar que se a defesa falha é porque os defesas são maus. Não é o caso. Individualmente Portugal apresenta bons valores. João Cancelo, até à tragédia pessoal que viveu, era a maior promessa do Benfica B, e um lateral direito que podia até espreitar oportunidades na equipa principal.
No centro da defesa Ié é já jogador do Barcelona, e não é por acaso, pois tem uma capacidade física interessante, falta-lhe talvez uma maior capacidade de concentração. Tiago Ferreira é a grande promessa da formação do F. C. Porto mas esta época na equipa B não foi a melhor para ele, sente-se que precisa de novos desafios uma vez que tem estagnado a sua evolução.
 
O que dizer da qualidade de um sector, quando um jogador titular do Sporting como Tiago Ilori é suplente…?
São 3 jogadores para dois postos. Edgar Borges deu prioridade à dupla original: Ié e Ferreira, que foi alterada no Euro sub-19 apenas devido à lesão de Ié. Tratava-se de optar pelo entrosamento da selecção entre Tiago Ferreira e Ié, ou apostar pelo entrosamento da dupla de centrais titular dos juniores do Sporting campeões nacionais. Ié e Ilori.
 
Borges não quis melindrar o equilíbrio do grupo ao retirar a titularidade a Tiago Ferreira, único elemento titular do F. C. Porto e que é o jogador que já tem a experiência de um mundial nas pernas. Contudo, e atendendo às falhas defensivas no jogo com a Nigéria, não seria de desaproveitar a tarimba que Tiago Ilori ganhou esta época ao assumir a titularidade na equipa do Sporting.
 
Os factos são estes: Tiago Ferreira não fez uma época brilhante no Porto b, e Tiago Ilori foi titular do Sporting na 1ª Liga.
Mesmo em termos de estrutura da equipa seria interessante ter 3 elementos da defesa mais dois no meio campo que tivessem jogado juntos durante mais que uma temporada. Uma estrutura central com: Ilori, Ié, Cá e João Mário.
 
Na lateral esquerda mantem-se um problema já algo crónico no futebol português. Mica é um jogador razoável apenas, tal como o era Daniel Martins. Não há uma solução clara para a posição que assegura uma qualidade ao nível do resto da equipa.
 
No sector do meio campo, o problema é a tal passividade no momento defensivo. Quando a equipa tem bola, tem jogadores capazes de criar e até aparecer em zonas de finalização, o problema é no momento da organização defensiva. No momento da transição defensiva (momento da perda da bola) não é tão grave, porque na defesa existem elementos com rapidez de execução, capazes de acorrer aos fogos que vão aparecendo.
 
A equipa sofre mais em organização defensiva. Quando o adversário tem a bola, e obriga a equipa a ter que se posicionar defensivamente. Nesse momento, a passividade do meio campo e algumas desatenções no sector defensivo, permitem que os adversários consigam criar perigo em ataque organizado. Tal não será tão problemático com as equipas que Portugal encontrará na 1ª fase pois grande parte delas darão as rédeas do jogo a Portugal, mas será um problema com uma selecção como a Espanha que joga em ataque organizado e usa e abusa da posse.
 
Uma solução possível para a falta de velocidade e dinâmica no meio campo, seria a incorporação e Tozé do F. C. Porto b, um jogador que apesar de ter feito grande parte da época a extremo, é um jogador que cai melhor no espaço interior e que poderia jogar no meio campo, recuando para isso João Mário um pouco mais no terreno para junto de Dias. 
No ataque reside o menor dos problemas de Edgar Borges. Tem muitas soluções para as faixas, e tem o craque da equipa que é Bruma que se tem assumido como a figura desta selecção.
Em relação ao europeu de sub-19 Edgar Borges ganhou o reforço Ricardo do V. Guimarães, não hesitando em o incluir no onze titular em detrimento de Ricardo Esgaio do Sporting B. Tal opção prende-se com a excelente época de Ricardo no surpreendente Guimarães.
A lógica que não funcionou para dar a titularidade a Ilori, funcionou aqui para dar prioridade a Ricardo em relação ao até então titular Ricardo Esgaio que fez uma brilhante e goleadora época no Sporting B. Parece-me uma má opção. Ricardo tem qualidade técnica, mas não tem o mesmo entrosamento que Esgaio tem com esta equipa e isso nota-se bastante.
Depois temos que ter em atenção as características dos jogadores que compõe o onze. O problema de passividade a meio campo, pode passar também por fazer algumas alterações no ataque. Esgaio começou a carreira como lateral e subiu para extremo. Ou seja, é um jogador que pode fazer todo o flanco, tem um enorme pulmão, boa qualidade técnica e enorme capacidade na hora de ter que auxiliar o lateral nas tarefas defensivas. Esgaio tem ainda inteligência táctica para se necessário jogar como interior direito.
Para dar mais nervo e velocidade ao meio campo português seria interessante ter Ricardo Esgaio no flanco direito, podendo fechar no meio campo, quando a equipa não tenha a bola e criar assim superioridade no sector conferindo assim, uma maior capacidade de pressão.
Acrescenta ainda Ricardo Esgaio uma excelente capacidade de finalização, uma vez que marcou 17 golos na 2ª liga, cotando-se como um dos melhores marcadores da competição e o melhor do Sporting B.
 
Do trio de ataque do euro sub-19 apenas Bruma sobreviveu como titular para este Mundial. Betinho nem convocado foi, e a titularidade acabou entregue à descoberta Aladje que ganhou o lugar após um bom torneio de Toulon.
 
O atleta do Asprella da 3ª divisão italiana, tem força, velocidade, e é capaz de encostar bem nos centrais adversários mas também tem capacidade para cair no espaço entre o central e o lateral.
É um jogador com boa capacidade de finalização. Não é um avançado tanto de tabelas, é mais um avançado de aparecer no espaço. Faltou-lhe aprimorar alguns aspectos técnicos, para que consiga dar um contributo mais completo para o jogo colectivo da equipa.
 
Edgar Borges errou talvez na convocatória ao deixar duas vezes de fora um avançado mais de área como Betinho. Se na 1ª convocatória se percebeu pela possível aposta em Gonçalo Paciência, aquando da sua lesão não se entende porque a opção recaiu por Cavaleiro que é um extremo que pode jogar no centro, em vez de um jogador que seja avançado centro de raiz como Betinho que marcou 7 golos nesta época ao serviço do Sporting B onde por vezes tinha que dividir o espaço com Diego Rubio.
Ivan Cavaleiro marcou mais golos, mas é claramente um jogador com outro tipo de características. Cavaleiro é contudo incapaz de ser a solução para outro tipo de jogo quando se queira um jogador mais fixo no ataque.
 
Esta selecção em termos de banco tem também boas soluções, desde logo neste jogo com a Nigéria havia: Ilori, Agostinho Cá, Tiago Silva e Tozé ( um dos melhores jogadores do F. C. Porto b).
 
Pena a lesão de Gonçalo Paciência pois seria um jogador que realmente traria soluções diferentes para o centro do ataque da selecção, uma pecha que tem vindo a ser trabalhada.
Para o fim deixo a baliza que encontrou em José Sá uma das maiores figuras da equipa no primeiro jogo, dando assim razão a Edgar Borges que apostou nele à frente daquelas que haviam sido as primeiras opções ao longo do trajecto desta geração os guarda redes: Bruno Varela e Rafael Veloso.
 
José Sá soube aproveitar bem o espaço competitivo no Marítimo B onde assumiu a titularidade a meio da época, bem assim como algum apagamento competitivo de Varela o até então titular da selecção , que esta época quase não jogou pelo Belenenses, ou Bruno Varela que teve que dividir a baliza do Benfica B com Mika.
 
É contudo uma das posições em que Edgar Borges menos tem com que se preocupar. Tem 3 guarda-redes de enorme qualidade, podendo qualquer um deles assumir a titularidade sem tremer. José Sá foi uma agradável surpresa no primeiro jogo e claramente ganhou o posto. 
  • Conclusão
Edgar Borges tem a matéria prima, tem o talento, será que terá a sagacidade que teve Ilídio Vale há dois anos para conseguir fazer um verdadeiro grupo, desta vez com mais talento?
Gerações muito diferentes mas num ponto semelhantes. Quer a Geração Coragem quer a Geração Talento, são provas de que se calhar muitos especialistas da desgraça, deveriam pensar duas vezes antes de anunciar o fim do futebol português a nível de selecções.