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domingo, 12 de fevereiro de 2017

A vitória de Nuno (II)

imagem retirada de zerozero
Três temporadas depois o Futebol Clube do Porto voltou a ser feliz em Guimarães. Dito de outra forma; se Julen Lopetegui ainda treinasse a equipa azul e branca de certeza que o FC Porto teria empatado ou perdido.

O Vitória Sport Clube de Pedro Martins é uma equipa combativa. Tal foi bem visível na partida de hoje. Este Vitória só parou de dar tudo por tudo quando os dragões marcaram o segundo golo ao minuto 85´. O meio campo portista- hoje bastante reforçado e menos artístico – teve sempre muitas dificuldades em ter a posse da bola. Para mais esta aposta de Nuno Espírito Santo (NES) num meio campo reforçado fez com que a equipa portista estivesse algo “coxa” na hora de atacar dado que só tinha um extremo (Brahimi) do lado esquerdo… E foi precisamente por este flanco que surgiu o golo dos portistas! E logo numa altura em que tudo parecia muito equilibrado.

Como era esperado o Vitória reagiu. Deu luta. Muita luta e foi a partir deste momento que vi uma dupla de centrais e um Danilo Pereira imperiais. Num ou noutro lance Marcano dava mostras de alguma desconcentração. Iker Casillas ia fazendo o mesmo (especialmente nos lances de bola pelo ar). Mas os vitorianos não conseguiam chegar ao golo do empate. Especialmente na segunda parte onde a linha defensiva dos portistas teve de enfrentar uma forte pressão dos comandados de Pedro Martins.

Foi nesta altura de maior pressão que me passou pela cabeça a necessidade de se colocar Óliver Torres em campo. Não que André André tenha estado mal (este até que ajudou bastante Danilo), mas era importante dar uma outra “muleta” ao jogo ofensivo dos azuis e brancos dado que Héctor Herrera não conseguia fazer mais do que aquilo que ia fazendo num tom bastante razoável. Contudo NES optou por fazer entrar Diogo Jota para o lugar de Brahimi e só mais tarde (ao minuto 82') é que fez entrar Óliver em campo Coincidência – ou não – pouco depois Alex Telles aproveita uma desconcentração colectiva da equipa de Guimarães para passar a bola a Jota que marca o segundo golo do FC Porto. NES ganhou a aposta e a dura batalha de Guimarães.

Tiquinho Soares continua a “facturar”. Desta vez marcou um golo à ponta de lança (cheio de instinto). Vamos a ver se as boas prestações de Soares se mantêm, se bem que fica cada vez mais demonstrado que é mais proveitoso apostar na “matéria-prima” que existe na nossa Liga NOS em detrimento das loucuras galácticas dos tempos de Lopetegui.

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. Um “patrão” no meio campo portista tanto a defender como a atacar. Danilo comandou um meio campo portista que teve de lutar – e muito – com um meio campo vitoriano que só se “rendeu” após o segundo golo dos azuis e brancos. Excelente no apoio defensivo, Danilo foi a razão pela qual o Vitória Sport Clube não conseguiu empatar na altura em que esteve por cima no jogo.

Chave do Jogo: Chegou tarde para resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. No minuto 85´ Alex Telles aproveita um erro de Douglas para assistir Diogo Jota que marca o segundo golo e sentencia a partida. Até esta altura o equilíbrio foi a nota dominante com momentos de maior pressão de parte a parte.

Arbitragem: Carlos Xistra é o típico árbitro português. Sempre muito interessado em prejudicar o Futebol Clube do Porto marcando tudo quanto era fita e fitinha da parte dos atletas do Vitória com o objectivo de “quebrar” o ritmo do futebol portista. Creio que na 1.ª parte ficou por marcar uma Grande Penalidade a favor do FC Porto dado que um jogador vitoriano domina a bola com a mão na grande área da sua equipa (a confirmar) e este terá sido o maior erro de Carlos Xistra. Não houve “Xistrema” em Guimarães mas não se pode dizer que ´árbitro tenha estado bem.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES). Apostou num onze com um meio campo reforçado em detrimento do ataque, mas a sua aposta revelou-se certeira e é muito por sua culpa que o Futebol Clube do Porto continua na corrida pelo título de campeão.

Negativo: Sapiência futebolística. Até que compreendo que haja um ou outro portista que não goste de Nuno Espírito Santo (NES), mas começar a criticar NES e as suas opções mal o jogo começa é de bradar aos céus e revelador de um tremendo mau carácter.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/02/2017)

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A tarefa é difícil, mas a missão é só uma...vencer

Nesta luta a dois pela liderança da Liga NOS, o FC Porto tem este sábado uma das mais difíceis partidas até ao final da competição. O jogo em Guimarães, frente ao Vitória, é um dos que mais preocupa os adeptos portistas e com razão. Mesmo com algumas baixas e mexidas, a equipa de Pedro Martins é das mais fortes da nossa liga e, agora com o seu lugar europeu a ser ameaçado pelo Marítimo, terá de cerrar fileiras para proteger os seus objetivos.

Ainda assim, a missão do FC Porto é simples. Vencer e ponto final. Depois da vitória encarnada frente ao Arouca, o fosso entre 1º e 2º voltou a abrir para quatro pontos e a missão da equipa de Nuno Espírito Santo é voltar a colocar a diferença em apenas um ponto.
 
Boa fase de um lado e muitas baixas do outro
 
Para alcançar este objetivo, os portistas sabem que têm a seu favor o momento. Nuno Espírito Santo gosta de dizer que o futebol é feito de «momentos» e o momento do FC Porto é dos bons. Numa série de quatro vitórias seguidas, a última das quais no clássico frente ao Sporting, os azuis e brancos chegam a este jogo com a motivação em alta. Por outro lado chegam também a Guimarães com todas as opções do plantel disponíveis.
 
Falta, portanto, perceber o que vai fazer NES. Se vai jogar com a virada de forma vertiginosa para o ataque, como jogou contra o Sporting, ou se vai voltar ao sistema que apresentou, por exemplo, contra o Estoril na última partida fora. Nesse jogo Brahimi e Corona começaram no banco, com Herrera e André André a serem os falsos extremos da equipa. 
 
Já do lado do V. Guimarães o momento é o oposto ao do FC Porto. A equipa de Pedro Martins ainda não venceu em casa em 2017 e na jornada passada foi derrotada pelos Paços de Ferreira. Para além disso, perdeu Soares e João Pedro no mercado de inverno e, nesta partida, não pode contar com o seu melhor marcador, Marega e com Hernâni por estarem emprestados pelos dragões. Não será uma missão fácil para a equipa minhota que terá de se apoiar nos seus fervorosos adeptos.
 
O FC Porto não venceu em Guimarães nas últimas três temporadas para a Liga NOS. Ainda assim a equipa portista tem um trunfo para esta partida. O avançado Soares trocou o V. Guimarães pelos portistas e terá um conhecimento previligiado daquilo que Pedro Martins gosta de colocar em campo. Já para não falar que terá motivação de sobra depois de se estrear no clássico com dois golos...
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Mestre André

Ainda não é mestre, mas caminha a olhos vistos para se tornar a lógica opção para a frente de ataque do FC Porto nesta época. O avançado fez os dois golos da vitória em Guimarães, contra um conjunto solidário, mas ainda a precisar de muito calo, e Nuno conseguiu retirar ilações interessantes, a duas semanas do arranque do campeonato.
 
Diz o dicionário da língua portuguesa que, por eficácia, se entende a «força latente que têm as substâncias para produzir determinados efeitos». Adaptando ao futebolístico, subentende-se que as substâncias são os jogadores e os efeitos são... os golos, pois claro. E esta é uma lição que André Silva parece ter muito bem aprendida neste momento.
 
Por eficácia e por André Silva se pode fazer uma análise por alto daquilo que foi a primeira metade da partida entre Vitória de Guimarães e FC Porto, a qual teve uma primeira meia hora muito equilibrada, menos nessa tal questão. O avançado português só precisou de 8 minutos para marcar, só que a reação vitoriana foi boa.
 
A apresentar um 4x4x2 que colocava Rafael Miranda (o patrão da equipa) mais recuado para iniciar a construção, a formação de Pedro Martins mostrou alguns momentos interessantes e tornou-se perigosa quando soube ir à linha e cruzar para a dupla de avançados - que precisa de estudar melhor a tal definição.
 
Voltando a André Silva, porque foi ele a desequilibrar novamente o marcador, a demonstração de que o 9 titular pode muito bem estar já encontrado foi outra vez visível. Excelente nos movimentos, numa equipa muito mais à José Peseiro do que à Lopetegui - ou seja, a atacar de forma objetiva e com menos tendência para um futebol demasiado pensado na posse - e letal na hora de fazer o golo. Um golo que resulta de um excelente passe de Otávio, o regressado mais recente ao Castelo.
 
Um golo que amenizou bastante os vitorianos, que praticamente deixaram que o intervalo chegasse para irem buscar às palavras de Pedro Martins a sabedoria para ainda ser possível discutir o resultado no segundo tempo.
 
O que não aconteceu. Houve um cruzamento traiçoeiro de Franci, mas no resto, foi a equipa portista a entrar melhor. Já com um arranjo tático um pouco diferente - Adrián entrou para as costas de André Silva, num 4x4x2 alternativo - os portistas dispuseram de mais ocasiões, uma por André Silva e duas pelo espanhol.
 
Depois, foi ver as alterações ajudarem ainda mais à quebra do ritmo de jogo. Viu-se um Varela de volta à extrema, um João Carlos cheio de vontade e um Bueno a remar contra os poucos minutos. E ainda deu para ver João Costa uns minutos - a sensibilidade de treinador ex-guardião tem destas coisas.
 
Por fim, deu para ver um pouquinho de Ricardo Valente, a justificar mais, e um Marcos Valente que empresta à equipa vitoriana outro tipo de consistência posicional a meio. Isto para além de Marega, que atuou uns minutos contra a equipa que detém o seu passe. Mas golos não houve mais...​
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: André Silva