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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Campeão de Inverno, mas…

imagem retirada de zerozero
Finalizada que está a primeira volta da Liga NOS, eis que o Futebol Clube do Porto é o líder isolado da classificação. Podemos e devemos, apelidar a equipa portista de “Campeão de Inverno” mas se a equipa azul e branca quiser ser a campeã nacional terá de evitar jogar como jogou na primeira parte da partida de hoje diante do Vitória Sport Clube.

Pensava eu que esta coisa de “os jogos estão ganhos e como tal não precisamos de correr muito” não se aplicava a este Porto de Sérgio Conceição. Pois enganei-me por completo, pois foi precisamente esta a postura seguida hoje pelo FC Porto na primeira parte. Não admirou, portanto, que o Vitória se tivesse adiantado no marcador perante o olhar inquieto, mas nada surpreso, de todo o público presente no Estádio do Dragão. Claro que compreendo - e até que aceito - o facto indesmentível de que os jogadores não são máquinas, mas estes são, acima de tudo, profissionais. Para mais estes profissionais já deveriam saber que em Portugal somente Benfica e Sporting têm os jogos ganhos à partida (e quando tal não sucede, eis que surgem sempre as habituais “forças de desbloqueio”).

Ora tudo isto para dizer que este FC Porto de Sérgio Conceição está (ainda?) muito longe de ser aquele FC Porto de José Mourinho que dominava de tal forma o seu adversário que sofrer um golo inaugural não era sinónimo de preocupação. È importante manter sempre o “pé no acelerador” e os níveis de concentração no máximo pois não vai aparecer sempre um Brahimi inspirado e uma dupla de guerreiros incansáveis de nome Aboubakar e Marega. E nem vou aqui fazer menção ao segundo golo sofrido…

À parte de tudo isto há que ressalvar a capacidade de luta e a Fé que os Dragões demonstram em campo. Tal é, sem sombra de dúvida, o cunho pessoal de Sérgio Conceição que marca a diferença - para melhor – relativamente ao FC Porto de Nuno dado que esta “garra” faz com que se criem mais oportunidades de golo, mas a verdade que lhe falta (ainda) velocidade de execução. Vamos a ver o que vai acontecer até ao final da pressente temporada.

Uma palavra final para dizer o quanto aprecio este Guimarães de Pedro Martins. É uma equipa que tem as suas limitações é um facto, mas esta hoje demonstrou que está muito bem trabalhada não obstante a qualidade média baixa do seu plantel. Não foi somente por demérito que os portistas se apanharam a perder na primeira parte. Há que dar mérito a este Vitória e perguntar a Pedro Martins por que razão este Vitória Sport Clube não consegue fazer o mesmo nos jogos em que defronta os outros “Grandes”.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Quando tudo parecia estar complicado para as aspirações azuis e brancas, Brahimi pegou na bola e fez magia. Magia esta que desbloqueou o jogo a favor do Dragões dado que redundou num tremendo golo. Yacine Brahimi é, muito por culpa deste lance, o MVP desta partida.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 62´ para resolver a “contenda” a favor do Futebol Clube do Porto. Foi nesta altura que Brahimi marcou o segundo golo do FC Porto e colocou um ponto final em toda e qualquer resistência vitoriana. Resistência que, sublinhe-se, até ao momento vinha sendo eficaz e difícil de digerir por todos os portistas presentes no Estádio do Dragão.

Arbitragem: Vários lances do primeiro tempo suscitaram dúvidas e levaram a boa dose de protestos. Grande parte deles são difíceis de deliberar, mas um agarrão de Jubal a Marega na grande área parece evidente. Má prestação da parte da equipa de arbitragem liderada por Artur Soares Dias.

Positivo: Acreditar até ao fim. Os jogos ganham-se se as equipas trabalharem para isto. Não obstante o “adormecimento” inicial, esta equipa do Futebol Clube do Porto mostrou – mais uma vez – que é capaz de lutar até ao limite das suas forças pela vitória final. Um aspecto que é de louvar nesta equipa de Sérgio Conceição.

Negativo: Velocidade de circulação (mais uma vez). Diante de equipas organizadas e de qualidade mediana é extremamente importante que se aposte na velocidade de circulação de bola para, dessa forma, criar espaços que permitam tentar o golo. Mais ima vez, a melhorar Sérgio Conceição.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/01/2018)

domingo, 7 de janeiro de 2018

Manter a coerência em casa e a concorrência lá fora

Numa altura em que, nas conferências de imprensa, a coerência é colocada em causa, o FC Porto quer regressar ao seu reduto e mostrar que, atualmente, não há coerência tão forte no futebol português como a do domínio portista em casa. O adversário é o Vitória, equipa que já foi goleada no palco do jogo há pouco mais de um mês. Mas os conquistadores vêm com outra artilharia...

Na partida da Taça de Portugal, a equipa de Pedro Martins vinha de uma série complicada de jogos e o técnico optou por fazer descansar Heldon e Raphinha, os dois principais desequilibradores. Com os dois em campo, o Vitória tem mais condições para agredir um Dragão que é fogo em casa.
 
Óliver para a batuta?

Uma das principais ausências para este jogo é Herrera, castigado por dois jogos, na sequência de uma agressão a Andrezinho. O médio, que estava a ser indispensável para Sérgio Conceição, abrirá uma vaga no meio-campo, que poderá ser ocupada por Óliver. O técnico portista prometeu que o espanhol ia voltar a ser importante, e que melhor oportunidade senão um jogo em casa, depois da entrada positiva na Feira.

Mais atrás, e indo contra o habitual percurso, haverá nova mudança. Felipe e Reyes têm alternado a titularidade - Marcano continua a ser indiscutível. O mexicano substituirá o brasileiro (expulso na Feira), naquele que será mais um jogo em que o Dragão terá uma dupla de centrais em final de contrato.

Do lado dos homens de Pedro Martins, há alas perigosos para explorar. Os vimaranenses continuam a ter jogadores que fazem a diferença, ainda que o problema central se mantenha: o Vitória vai mudança de avançado e os que entram não acrescentam golo. Rafael Martins pode ganhar novo fôlego se conseguir imitar Nakajima, Rúben Fernandes, Welthon e Fábio Pacheco como marcador de golos no Dragão em jogos de Liga NOS.

Um jogo grande do futebol nacional, hoje fustigado por conferências de imprensa...sobre arbitragem. No campo meramente futebolístico será o Vitória a tentar a surpresa e os azuis e brancos em busca da coerência.
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Retirado de zerozero

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

“Meio” Porto chegou e bastou

imagem retirada de zerozero
Jogo com pouca - ou nenhuma - história que os azuis e brancos souberam tornar fácil não obstante o “nome” do adversário. É o que se me apraz dizer acerca de mais uma goleada portista (desta vez a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal).

Defrontar o Vitória SC (Vitória de Guimarães) nunca é uma tarefa fácil. Mesmo quando se joga em casa como foi o caso do Futebol Clube do Porto que recebeu os vimaranenses no seu Estádio do Dragão, mas o actual Guimarães está longe de ser aquele Guimarães aguerrido que luta sempre até ao fim por um dos pouquíssimos lugares europeus da nossa Liga. Claro que a juntar a isto há o (não menos importante) facto de os Dragões não terem nunca virado a “cara à luta” mesmo quando já se encontravam a vencer no minuto 12' da partida.

Esta foi uma partida que correu de feição a Sérgio Conceição. O técnico portista fez descansar algumas das suas “pedras nucleares” (Brahimi e Ricardo Pereira) e ainda teve a oportunidade de dar tempo de jogo a quem dele precisa como é o caso de Óliver, Reyes e Corona. Com tudo isto a moral no Dragão está em alta. E ainda bem que tal é assim pois na próxima Segunda-feira o FC Porto vai “fechar” o calendário competitivo de 2017 diante de um fortíssimo e muito bem orientado CS Marítimo.

Uma última nota para aqui levantar a seguinte questão. O que será que Pedro Martins vê de bom no guardião Miguel Silva? O moço até que se posiciona bem na baliza mas é muito fraquinho em todos os outros aspectos. Espacialmente nos lances de bola pelo ar… Em Guimarães as coisas não devem estar mesmo muito famosas no que à tesouraria diz respeito.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar. Hoje o internacional camaronês lutou contra a frágil defesa vimaranense, criou espaços para os seus colegas de equipa, procurou fazer assistências para golo e até visou na partida. Vincent Aboubakar está efectivamente em grande forma!

Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 12. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo. Tal como no jogo anterior diante do Vitória FC.

Arbitragem: Boa arbitragem da parte de Carlos Xistra e restante equipa. Boa decisão no lance da grande penalidade cometida por Victor García. A esse momento seguiram-se, ao longo do encontro, outras decisões menos marcantes, mas globalmente correctas. Um lance entre Hélder e Marcano suscita algumas dúvidas, mas o jogador vitoriano pareceu ter forçado a queda.

Positivo: Querer sempre mais, Este FC Porto de Sérgio Conceição bem que pode ser acusado de ser um tudo ou nada “vertiginoso”, mas é sempre importante para a moral da equipa e dos adeptos quando este FC Porto procura fazer sempre mais e mais mesmo quando já está a vencer por uma boa margem de golos.

Negativo: Horário dos jogos. Não cabe na cabeça de ninguém marcar-se uma partida dos oitavos-de-final da segunda competição mais importante de Portugal para as 20h15 de uma Quinta-feira (dia de trabalho para muito boa gente). Haja mais respeito pelos adeptos dado que quem não trabalha não pode pagar a entrada nos Estádios e a transmissão televisiva dos jogos.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/12/2017)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Dragões e...Conquistadores do Jamor?

Só haverá lugar para possivelmente um. A festa da Taça está de regresso ao estádio do Dragão, depois da emocionante eliminatória com o Portimonense, que quase terminava com vitória algarvia. Os dragões aprenderam a lição e estão bem alerta para defrontar a equipa de Pedro Martins, que quer voltar ao Jamor. Tarefa árdua? É para conquistador...
 
Três ou dois médios? Eis a questão

Tem sido a grande dúvida e, ao mesmo tempo, a grande variante do FC Porto de Sérgio Conceição. os últimos jogos não dissipam dúvidas. Houve mão cheia para o Dragão em ambos, uma vez com 4-4-2, outra com 4-3-3. Por ser um jogo em casa, é natural que Ricardo Pereira, extremo em Setúbal, possa voltar ao onze...na lateral. Felipe deve substituir Reyes e, depois, há a grande dúvida: Marega a segundo avançado ou a extremo? Corona ou Sérgio Oliveira/Óliver/André André?

Do lado dos homens de Guimarães, há sobrecarga de partidas. houve jogo europeu na passada quinta, vitória sofrida perante o Feirense na última segunda. Mais do que o cansaço físico, há emoções e equilíbrio para gerir. O coletivo até pode nem responder, mas Pedro Martins, aquando da antevisão, realçou a qualidade individual dos seus jogadores. Responsabilidade para Raphinha e companhia se a equipa estiver em perigo.

A Festa da Taça faz-se com surpresas, superação e qualidade, claro está. É tudo o que o Dragão não quer ver representado no adversário. Os dois querem chegar ao Jamor, mas só um vai poder continuar a alimentar o sonho.
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Retirado de zerozero

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A tarefa é difícil, mas a missão é só uma...vencer

Nesta luta a dois pela liderança da Liga NOS, o FC Porto tem este sábado uma das mais difíceis partidas até ao final da competição. O jogo em Guimarães, frente ao Vitória, é um dos que mais preocupa os adeptos portistas e com razão. Mesmo com algumas baixas e mexidas, a equipa de Pedro Martins é das mais fortes da nossa liga e, agora com o seu lugar europeu a ser ameaçado pelo Marítimo, terá de cerrar fileiras para proteger os seus objetivos.

Ainda assim, a missão do FC Porto é simples. Vencer e ponto final. Depois da vitória encarnada frente ao Arouca, o fosso entre 1º e 2º voltou a abrir para quatro pontos e a missão da equipa de Nuno Espírito Santo é voltar a colocar a diferença em apenas um ponto.
 
Boa fase de um lado e muitas baixas do outro
 
Para alcançar este objetivo, os portistas sabem que têm a seu favor o momento. Nuno Espírito Santo gosta de dizer que o futebol é feito de «momentos» e o momento do FC Porto é dos bons. Numa série de quatro vitórias seguidas, a última das quais no clássico frente ao Sporting, os azuis e brancos chegam a este jogo com a motivação em alta. Por outro lado chegam também a Guimarães com todas as opções do plantel disponíveis.
 
Falta, portanto, perceber o que vai fazer NES. Se vai jogar com a virada de forma vertiginosa para o ataque, como jogou contra o Sporting, ou se vai voltar ao sistema que apresentou, por exemplo, contra o Estoril na última partida fora. Nesse jogo Brahimi e Corona começaram no banco, com Herrera e André André a serem os falsos extremos da equipa. 
 
Já do lado do V. Guimarães o momento é o oposto ao do FC Porto. A equipa de Pedro Martins ainda não venceu em casa em 2017 e na jornada passada foi derrotada pelos Paços de Ferreira. Para além disso, perdeu Soares e João Pedro no mercado de inverno e, nesta partida, não pode contar com o seu melhor marcador, Marega e com Hernâni por estarem emprestados pelos dragões. Não será uma missão fácil para a equipa minhota que terá de se apoiar nos seus fervorosos adeptos.
 
O FC Porto não venceu em Guimarães nas últimas três temporadas para a Liga NOS. Ainda assim a equipa portista tem um trunfo para esta partida. O avançado Soares trocou o V. Guimarães pelos portistas e terá um conhecimento previligiado daquilo que Pedro Martins gosta de colocar em campo. Já para não falar que terá motivação de sobra depois de se estrear no clássico com dois golos...
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domingo, 11 de setembro de 2016

A devida resposta

imagem de zerozero

Ponto prévio; tenho de fazer aqui uma pequena correcção á antevisão que fiz ao jogo que opôs o Futebol Clube do Porto ao Vitória Sport clube (Vitória de Guimarães) porque, a verdade seja dita, a equipa de Pedro Martins fez tudo menos jogar à defesa com “autocarros” diante da sua baliza. Este Guimarães jogou de olhos nos olhos no Estádio do Dragão e praticou um futebol muitíssimo bom. Não é qualquer um que se pode gabar de ter feito tal proza.

Quanto ao jogo em si, o Dragão assistiu a um espectáculo de futebol muito agradável. Ambas as equipas quiseram ganhar o jogo e fizeram por isto.

O Guimarães entrou pressionante e decidido a dar muita luta aos azuis e brancos. A primeira parte do jogo foi muito equilibrada e em certos momentos os vitorianos estiveram por cima na partida. Pedro Martins tem ao seu dispor um excelente plantel e é notório o bom trabalho que este tem feito até à data. Não admira que hoje em dia o Vitória Sport Clube seja uma das melhores equipas da nossa Liga. Faço votos de que tal forma de estar em campo se mantenha quando os minhotos tiverem de defrontar Benfica e Sporting (tenho muitas dúvidas).

Quanto ao Futebol Clube do Porto, digam o que disserem, Nuno Espirito Santo (NES) apresentou um onze com duas novidades relativamente à jornada anterior (Oliver Torres no lugar de Héctor Herrera e Laurent Depoitre no lugar de Jesús Corona). Os portistas jogaram quase todo o jogo numa espécie de 4x4x2 sem alas. Miguel Layún fazia todo o corredor direito, André Silva tinha como principal missão o apoio a Depoitre, Óliver Torres coordenava todo o jogo do FC Porto, André André desempenhava as funções de um médio box-to-box e Danilo Pereira apoiava uma defesa onde Felipe era um comandante seguro. Tal forma de estar em campo acabou, pouco a pouco, por dificultar a tarefa de um Vitória que estaria a contar com um FC Porto no seu clássico 4x3x3.

Contudo o que resolveu a contenda a favor dos azuis e brancos foi algo de que já venho falando aqui há muito: lances de bola parada. Foi através de um pontapé de canto que os dragões chegaram à vantagem numa partida que estava muito equilibrada. Marcano não apareceu por acaso naquela posição para marcar golo, o que revela que se está a trabalhar num aspecto que hoje em dia é cada vez mais fundamental no futebol.

Após se ter colocado em vantagem o FC Porto passou a dominar o jogo e, sob a batuta do Maestro Oliver Torres, a vitória portista acabou por se consolidar com muita naturalidade e alguma sorte.

Em suma; foi bom vencer. O Futebol Clube do Porto deu uma excelente resposta aos seus adeptos e rivais após a “roubalheira” de Alvalade, mas há ainda algum trabalho a fazer (especialmente na defesa).

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 46´ +ara resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. Após o golo de Oliver Torres o Vitória Sport Clube viu toda a sua estratégia e vontade anímica caírem por terra.

Arbitragem: Jorge Sousa e a sua equipa realizaram uma má arbitragem que só não teve influência no resultado final porque o FC Porto soube dar a volta a um bom adversário. Ao minuto 19´ Jorge Sousa anula o golo de André Silva que teria dado a vantagem aos portistas, ficando por perceber qual a razão de tal decisão. Para mais neste mesmo lance os defesas vitorianos tiveram uma acção faltosa na grande área, tendo ficado uma grande penalidade a favor do FC Porto por assinalar.

Positivo: Óliver Torres. Na posição que é ocupada por Héctor Herrera, Oliver jogou e fez jogar. Será que está, finalmente, encontrado o “patrão” que o Futebol Clube do Porto tanto necessita para que o seu futebol “carbure”?

Negativo: Iker Casillas e os lances de bola aérea. Iker entre os postes e “a fazer a mancha” é dos melhores – senão o melhor – do Mundo, mas quando as bolas resolvem vir pelo ar para a pequena área do FC Porto é sempre um “ai Jesus, nossa Senhora!” NES tem de melhorar este aspecto sob ena de no futuro ver a sua equipa sofrer golos caricatos.
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado (10/09/2016)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Mestre André

Ainda não é mestre, mas caminha a olhos vistos para se tornar a lógica opção para a frente de ataque do FC Porto nesta época. O avançado fez os dois golos da vitória em Guimarães, contra um conjunto solidário, mas ainda a precisar de muito calo, e Nuno conseguiu retirar ilações interessantes, a duas semanas do arranque do campeonato.
 
Diz o dicionário da língua portuguesa que, por eficácia, se entende a «força latente que têm as substâncias para produzir determinados efeitos». Adaptando ao futebolístico, subentende-se que as substâncias são os jogadores e os efeitos são... os golos, pois claro. E esta é uma lição que André Silva parece ter muito bem aprendida neste momento.
 
Por eficácia e por André Silva se pode fazer uma análise por alto daquilo que foi a primeira metade da partida entre Vitória de Guimarães e FC Porto, a qual teve uma primeira meia hora muito equilibrada, menos nessa tal questão. O avançado português só precisou de 8 minutos para marcar, só que a reação vitoriana foi boa.
 
A apresentar um 4x4x2 que colocava Rafael Miranda (o patrão da equipa) mais recuado para iniciar a construção, a formação de Pedro Martins mostrou alguns momentos interessantes e tornou-se perigosa quando soube ir à linha e cruzar para a dupla de avançados - que precisa de estudar melhor a tal definição.
 
Voltando a André Silva, porque foi ele a desequilibrar novamente o marcador, a demonstração de que o 9 titular pode muito bem estar já encontrado foi outra vez visível. Excelente nos movimentos, numa equipa muito mais à José Peseiro do que à Lopetegui - ou seja, a atacar de forma objetiva e com menos tendência para um futebol demasiado pensado na posse - e letal na hora de fazer o golo. Um golo que resulta de um excelente passe de Otávio, o regressado mais recente ao Castelo.
 
Um golo que amenizou bastante os vitorianos, que praticamente deixaram que o intervalo chegasse para irem buscar às palavras de Pedro Martins a sabedoria para ainda ser possível discutir o resultado no segundo tempo.
 
O que não aconteceu. Houve um cruzamento traiçoeiro de Franci, mas no resto, foi a equipa portista a entrar melhor. Já com um arranjo tático um pouco diferente - Adrián entrou para as costas de André Silva, num 4x4x2 alternativo - os portistas dispuseram de mais ocasiões, uma por André Silva e duas pelo espanhol.
 
Depois, foi ver as alterações ajudarem ainda mais à quebra do ritmo de jogo. Viu-se um Varela de volta à extrema, um João Carlos cheio de vontade e um Bueno a remar contra os poucos minutos. E ainda deu para ver João Costa uns minutos - a sensibilidade de treinador ex-guardião tem destas coisas.
 
Por fim, deu para ver um pouquinho de Ricardo Valente, a justificar mais, e um Marcos Valente que empresta à equipa vitoriana outro tipo de consistência posicional a meio. Isto para além de Marega, que atuou uns minutos contra a equipa que detém o seu passe. Mas golos não houve mais...​
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: André Silva

domingo, 8 de maio de 2016

Mais um treino que (por acaso) correu bem

Sérgio Oliveira está a criar uma nova lei no FC Porto. É ele o redator desta equipa, é ele o comandante e é ele que dita os ritmos. Além disso, é também ele que decide. Em Vila do Conde, foi um golaço do camisola 13 que desequilibrou uma partida que tinha aberto com outro golo não menos fantástico de Postiga. O Rio Ave atrasou-se na luta pela Europa, os dragões voltaram a ganhar, depois do clássico.
 
Num cenário invernal, o Rio Ave entrou em campo a olhar para a Liga Europa e a ganhar duplamente: já tinha ganho no dia anterior, com a derrota do Paços de Ferreira contra o Tondela, passando novamente a depender apenas de si para chegar às vagas em causa; começou a ganhar também pelo enorme momento de Hélder Postiga.
 
O avançado,que tinha marcado em Tondela, ganhou a titularidade a Guedes e não fez por menos: com cinco minutos de jogo, aproveitou a passividade de uma dupla portista que não tem jogado junta (Marcano voltou dois meses depois) e atirou para o fundo da rede.
 
Apanhado a perder, nem por isso o conjunto de José Peseiro se desmobilizou. Acertou, aos poucos, o que estava a falhar atrás (só se viu mais uma investida vilacondense na primeira parte, com exceção para as bolas paradas) e lançou-se no domínio da partida.
 
Com Rúben Neves mais simples na primeira fase de construção e com Sérgio Oliveira mais complexo no transporte para o passo seguinte, os azuis e brancos apareciam com uma boa densidade de homens junto à área do Rio Ave, que foi sempre muito certeiro na forma como anulou as entradas na área de André André, mas que cometeu um pecado capital.
 
Edimar optou pela falta a André Silva, que corresponde bem a um cruzamento de Brahimi. Aliás, se os dragões atacavam mais vezes pela direita, nem por isso quantidade quis dizer qualidade, já que da esquerda apareceram os melhores momentos - não foram muitos, diga-se.
 
Layún, outro dos regressados, fez o golo da igualdade, que se justificava na ida para os balneários: os dragões tinham mais bola, mas isso não se refletiu em maior qualidade.
 
O Rio Ave até pareceu mais disposto, no segundo tempo, a ter bola durante mais tempo, só que tal demorou bastante, por dois motivos: porque o vento estava contra e soprava com mais força e porque os dragões se mostraram mais audazes.
 
André Silva, incansável, mereceu crédito por ter sido persistente na batalha que travou com os adversários; Sérgio Oliveira foi o mais objetivo no alvo e disparou duas vezes, uma para grande defesa de Cássio, outra para o golo que já se ia adivinhando.
 
Depois sim, foi necessário um Rio Ave mais afoito. Conseguiu-o, na fase inicial, mas foi sol de pouca dura. As substituições ajudaram a equipa azul e branca a estancar as intenções de José Peseiro e os dragões foram ficando mais confortáveis com o andamento do relógio.
 
Ukra ainda deu alguma vivacidade ao ataque caseiro, só que o golo de Valera desfez as dúvidas.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

sábado, 7 de maio de 2016

Mais um treino

É só para cima, ou para a frente, que Rio Ave e FC Porto podem olhar. As prestações de ambos estão distantes dos objetivos (mais no caso dos dragões), mas ainda há muito a lucrar. Por Vila do Conde passam vários condimentos interessantes.

Desde logo, o primeiro e mais interessante passa pela equipa da casa. Numa frenética luta pelas vagas europeias, os vilacondenses precisam dos pontos com urgência e vitalidade. O objetivo de retomar a história na Europa foi assumido desde o início e o trilho está bem desenhado, faltando, ainda assim, o derradeiro passo.

Pedro Martins não poderá contar com Tarantini, que é a maior ausência, mas não deverá mudar o desenho da equipa, que voltará a ter um ataque bastante móvel - apesar do golo em Tondela, Hélder Postiga deve manter-se como alternativa a Guedes.

Melhores notícias tem José Peseiro, com o plantel praticamente em pleno (exceto Alberto Bueno) e com a possibilidade de fazer o desenho para a final da Taça de Portugal, num verdadeiro penúltimo teste.

Curiosidade para perceber vários pontos: se Danilo volta ao centro da defesa ou se Marcano se junta a Martins Indi, se Miguel Layún torna ao lado esquerdo, se Rúben Neves figura no meio-campo e se será Aboubakar ou André Silva o homem da frente. 

Retirado de zerozero

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo e Chidozie.

Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, Layún, Danilo, Rúben Neves, André André, Brahimi, Coroma e André Silva

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Adiós Liga

Mais um travão na luta pelo título. O FC Porto, após ter sofrido a primeira derrota no campeonato em Alvalade e cedido o primeiro lugar para o Sporting, foi incapaz de regressar aos triunfos na recepção ao Rio Ave e não só ficou mais longe da liderança – os Leões, que golearam o Vitória de Setúbal, estão agora a 4 pontos de distância – como viu o Benfica – goleou o Marítimo – a colar-se no segundo lugar em igualdade pontual. 
 
Os Azuis e Brancos entraram bem no encontro, procuraram controlar mas a superioridade na posse de bola, tal como acontece em tantos outros jogos, teimou em não significar grandes oportunidades para marcar. Uma das causas é a (falta de) velocidade que os Dragões incutem ao seu jogo, que permitem ao adversário manter-se organizado defensivamente. Foi precisamente isso que o Rio Ave fez, aliando depois processos bem definidos nas saídas para o contra-ataque.
 
Ainda assim, após um desvio feliz num adversário, Herrera viu a bola entrar dentro da baliza de Cássio após ter executado um remate à entrada da área. Com o golo, o FC Porto adormeceu um pouco à sombra do magro resultado e o Rio Ave aproveitou para estender um pouco o seu jogo, acabando por chegar ao golo do empate com a mesma felicidade que Herrera havia encontrado cerca de dez minutos antes. João Novais, ainda de muito longe, decidiu arriscar o remate e a bola, após desviar em Martins Indi, ganhou uma trajectória. Casillas não teve qualquer hipótese de defesa.
 
Os Vila-condenses aproveitaram o (demasiado) espaço que os Dragões deixaram na zona interior e foram felizes. A felicidade acompanhou-os igualmente a cinco minutos do intervalo, quando André André cabeceou ao poste e depois viu Cássio, praticamente em cima da linha, a afastar a bola. Felicidade de um lado, azar do outro. Mas é disto que é feito o futebol e cabe às equipas encontrar todos os caminhos possíveis para chegarem ao golo.
 
Na segunda parte, a primeira a tentar desatar o nó até foi o Rio Ave, com um remate bastante perigoso de Krovinovic. Casillas viu a bola passar a centímetros da baliza e o FC Porto procurou assumir a partir daí o jogo. Mas à vontade faltou jogo colectivo e foi essencialmente através de rasgos individuais de Brahimi que os Dragões procuraram chegar perto da baliza de Cássio. No fundo, apenas por uma vez os Azuis e Brancos estiveram verdadeiramente perto de desempatar, mas Cássio respondeu bem a um remate à meia volta de Aboubakar.
 
Julen Lopetegui decidiu lançar Rúben Neves, André Silva e Silvestre Varela, mas o FC Porto não ganhou confiança e a crise de resultados continua. Apesar de tudo, mérito total ao Rio Ave, cujo treinador foi obrigado a mudar bastante o onze habitual, que deixou o Dragão à beira de um novo estado de nervos e com os adeptos a despedirem-se da equipa com um enorme coro de assobios e lenços brancos dirigidos ao treinador. 
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ir à luta!

Após a derrota com o Sporting CP só uma coisa interessa neste momento: ir à luta! O resto pese a importância, é paisagem e deve - para o bem do Futebol Clube do Porto – ser colocado de lado. Dito de outra forma, haverá tempo para se debater se Julen Lopetegui deve ou não continuar a ser Treinador dos Azuis s Brancos. O que interessa neste momento é vencer o Rio Ave em casa e dar que fazer ao Sporting CP que irá jogar fora com o Setúbal. 
 
E este não será um jogo fácil. Isto porque os Vila Condenses são uma boa equipa que dá sempre muita luta sempre que entra em campo. Dotado de tecnicistas e de Atletas experientes e velozes a equipa de Pedro Martins é, sem sombra de dúvida alguma, uma das boas equipas da nossa Liga e irá criar muitas dificuldades aos Portistas. 
 
Temos então que mais logo o FC Porto terá pela frente um jogo de paciência. Muita paciência. Não creio que o Rio Ave FC venha ao Dragão jogar de olhos nos olhos com o FC Porto, mas não me parece que Pedro Martins vá jogar da mesma forma que jogou a Académica aquando da sua deslocação á Invicta. Muito pelo contrário: Acredito muito mais num Rio Ave ofensivo q.b., que irá apostar nas transições rápidas, pressão sobre a defesa Portista e controlo da sua zona defensiva sempre que estiver no processo defensivo. È por isto que digo, e repito, que este será um jogo de muita paciência onde o marcar cedo poderá ser vital para o Futebol Clube do Porto. 
 
Renan Bressan, médio Bielorusso dos Vila Condenses, esta a atravessar um bom momento de forma e deve merecer uma atenção especial da parte de Julen Lopetegui. 
 
À hora em que escrevo esta antevisão não foi, ainda, tornada pública a Lista de Convocados do Futebol Clube do Porto para esta importante partida da 16.ª jornada da Liga NOS (20h15 – SPORTTV1), contudo o onze dos Dragões que deverá entrar em campo mais logo não deverá andar muito longe deste: 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Victor Garcia, Maicon, Marcano, Layún, Danilo Pereira, André André, Herrera, Brahimi, Bueno e Aboubakar

domingo, 12 de abril de 2015

O importante é vencer

O FC Porto não desarma na luta pelo título, tendo vencido por três bolas a uma na deslocação a Vila do Conde, em partida da 28.ª jornada do campeonato.
Com a ponderação e o pragmatismo do costume, o FC Porto abordou o jogo com rigor e concentração, sem pensar no escaldante duelo com o Bayern München, agendado para a próxima quarta-feira. Um Dragão trabalhador, solidário e com rigor, foi capaz de travar toda e qualquer intenção de um Rio Ave que se viu obrigado a aguentar uma entrada fortíssima dos Portistas.
Sem dificultar a tarefa dos pupilos de Lopetegui na construção de jogo (os Azuis e Brancos faziam circulação de bola como queriam), os Vila-condenses viam um Dragão que tinha pressa em resolver a partida. Quaresma esteve sempre muito participativo e o FC Porto chegou mesmo ao golo. Porém, a equipa de arbitragem anulou; cruzamento do Mustang com emenda de Brahimi para o fundo das redes mas o fiscal de linha assinalou mal um fora de jogo (o Argelino estava em posição legal).
O FC Porto ia carregando na direção da baliza do Rio Ave (quase sempre pela direita) e ia desenhando a vantagem. Os da casa “nem respiravam”, tal era a força do Dragão no relvado Vila-condense, e fez-se justiça no marcador. Aos 25 minutos, o pé direito de Ricardo Quaresma atirou à barra, a bola sobrou para Danilo (os de Vila do Conde reclamaram da posição do internacional Brasileiro no momento do remate de Quaresma) que, dentro da área, foi empurrado por Marvin Zegelaar. Penálti para o FC Porto que o Mustang, com o seu pé direito, se encarregou de concretizar.
O primeiro sinal de perigo da turma de Pedro Martins aconteceu apenas à passagem da meia-hora. Ukra rematou com perigo à entrada da área, mas a bola saiu um pouco por cima da baliza de Fabiano. Com o avançar dos minutos e com o golo apontado, o FC Porto tranquilizou (intranquilo só parecia estar Herrera que ia falhando alguns passes) e Danilo deu expressão ao resultado.
O internacional Brasileiro, em jeito, atirou com um remate muito colocado e fez o golo número 100 do FC Porto em jogos oficiais, esta época. O guarda-redes do Rio Ave ainda se esticou mas não teve hipótese e, por isso, ao intervalo o FC Porto vencia com justiça por duas bolas a zero.
No segundo tempo, o FC Porto foi gerindo a vantagem e controlando as transições do Rio Ave que eram, ainda assim, tímidas. Só após a saída de Quaresma é que o Rio Ave cresceu. Marvin Zegelaar teve mais liberdade para descer no corredor e Danilo não tinha o apoio de Hernâni a defender. E foi com o ex-Vitória de Guimarães em campo, aos 71', que o Rio Ave chegou ao golo. Zegelaar cruzou para Tarantini que respondeu bem num remate com o pé direito. Incerteza no resultado e emoção quase até ao fim.
Lopetegui percebeu que a equipa precisava, nesta fase, de serenidade e lançou em campo Rúben Neves (tirou Brahimi). O FC Porto segurou melhor o meio-campo e Hernâni (melhor a atacar do que a ajudar Danilo em tarefas defensivas), aos 83', acabaria por chegar ao terceiro golo, após assistência de Aboubakar. Estava garantida a vitória dos dragões, em Vila do Conde. 
Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

sábado, 11 de abril de 2015

O difícil teste dos Arcos

Antes de mais uma cartada decisiva na Liga dos Campeões onde os Dragões terão pela frente um histórico da maior competição Europeia de clubes, os Azuis e Brancos terão pela frente um difícil teste. 
 
Julen Lopetegui desta vez tem toda a razão quando diz que esta deslocação a Vila do Conde para disputar os três pontos da vitória com a equipa local é muito complicada. È que se há equipa do Futebol Português que mais tem evoluído é o Rio Ave Futebol Clube que antes era uma e equipa que lutava pela manutenção no escalão principal do nosso futebol luta agora dá tudo por tudo por um lugar final que lhe dê acesso às provas europeias.
 
A equipa de Pedro Martins tem surpreendido o mundo do futebol e inclusive já derrotou o líder Benfica no seu Estádio dos Arcos. Um sério aviso para os comandados do Basco que deverá, mais do que nunca, ter um acautela extrema na preparação desta partida que pode muito bem ser decisiva (como são todas até ao final da época). Se a conquista do campeonato é realmente a prioridade, como Julen disse há bem pouco tempo, então este será um jogo onde não poderão existir poupanças a pensar no jogo seguinte.
 
Os Vila-condenses estão com algumas dificuldades para poderem apresentar uma linha defensiva que lhes garanta alguma segurança devido a castigos e lesões de Jogadores importantes, mas o maior perigo deste Rio Ave está no meio campo e na frente de ataque. Tarantini, Alhassan Wakaso, Emmanuel Boateng, Ukra e Yonathan Del Valle são Atletas de valor que fazem do físico e velocidade a sua maior arma. Nunca será demais exigir ao onze inicial do FC Porto muita cautela com este grupo de Jogadores.
 
Os defesas Maicon e José Ángel são as novidades na lista de convocados do FC Porto para a deslocação a Vila do Conde, onde os Dragões defrontam o Rio Ave às 18H, em jogo a contar para a 28.ª jornada da Liga NOS. 
 
Em comparação com a convocatória para a recepção ao Estoril (5 x 0), saem dos eleitos de Julen Lopetegui o defesa Martins Indi e o médio Quintero. 
 
Lista de 19 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Reyes, José Ángel, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Marcano, Maicon, José Àngel, Casemiro, Herrera, Oliver Torres, Brahimi, Quaresma e Aboubakar

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Bora lá para o treino?

O Natal já marcou a sua presença e trouxe consigo os doces típicos da época e os Jogadores, como Seres Humanos que são, não ficaram de forma alguma isentos dos “males” que a época costuma fazer na forma física de uma pessoa, pelo que é sempre importante realizar um jogo treino para se “abater alguma barriguinha” antes de se começar a jogar a sério em jogos de verdadeira competição e competitividade.
 
Ora como isto de arranjar adversário nesta altura da época é algo de complicado, eis que a Liga Portuguesa de Futebol faz o trabalho pelos seus Associados e organiza uma espécie de torneio (muito mal organizado, para não dizer ridículo a todos os níveis), sendo que este ano, por obra e graça de um certo Cavalheiro que não queria deixar de presidir à Liga, não haverá um prémio monetário para ninguém. Quem vencer leva a Taça e já tem muita sorte.
 
Posto isto, o sorteio da tal de “Competição” ditou que o Futebol Clube do Porto tenha de medir forças em Vila do Conde ante o Rio Ave. Fosse uma partida a sério onde os Treinadores tivessem a clara intenção de jogar para ganhar seria expectável pensar-se que os Vila-condenses apresentassem o melhor onze, mas como isto não vai suceder e como tal é de todo impossível apontar as qualidades e defeitos dos pupilos de Pedro Mendes.
 
Já quanto aos Dragões, este vai ser um jogo à medida de Lopetegui. Isto porque desta vez o Espanhol vai poder levar a cabo a sua apaixonada rotação que ninguém irá levar a mal. Desde que não perca e não se lesione algum Jogador ninguém se chateia de certeza.
 
Centrando agora a nossa atenção nas escolhas de Julen para este particular, há seis novidades na Lista de Convocados do FC Porto para o jogo frente ao Rio Ave: Helton, Marcano, Casemiro, José Ángel, Ricardo Pereira e Ivo, do FC Porto B, entram nos escolhidos por troca com Fabiano, Danilo, Maicon, Jackson Martínez, Herrera e Alex Sandro, que foram titulares na recepção ao Vitória de Setúbal, o compromisso anterior dos Dragões.
 
O regresso de Helton merece especial destaque (o guarda-redes Brasileiro não entra em campo desde 16 de Março de 2014, quando se lesionou no tendão de Aquiles, num jogo no Estádio de Alvalade), assim como a chamada de Ivo, do FC Porto B, que lhe pode permitir estrear-se pela equipa principal em encontros oficiais. Casemiro encontrava-se suspenso aquando do encontro frente ao Vitória de Setúbal.
 
Lista de 18 convocados: Helton e Andrés Fernández (g.r.); Martins Indi, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Quintero, Tello, Reyes, José Ángel, Evandro, Adrián López, Ricardo, Campaña, Óliver Torres, Ivo Rodrigues e Aboubakar
 
Onze Provável (4x3x3): Helton, Ricardo, Marcano, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Evandro, Quintero, Adrian, Quaresma e Aboubakar
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Dragão remou e de que maneira!

Conhecedor do triunfo do Benfica e do Vitória de Guimarães frente a Académica e Moreirense, respectivamente, o FC Porto estava obrigado a vencer o Rio Ave para não perder o comboio da frente. Diante da turma de Vila do Conde, Julen Lopetegui, em comparação com o onze apresentado no último jogo frente ao BATE Borisov, fez apenas uma alteração na equipa inicial, tirando Ricardo Quaresma para fazer entrar Cristian Tello.
A mexida do Treinador Espanhol acabou por revelar-se certeira, pois foi o extremo emprestado pelo Barcelona que teve a capacidade de inaugurar o marcador logo a abrir a segunda parte, depois de um primeiro tempo em que o FC Porto foi superior e em que o Rio Ave apenas rematou à baliza no último lance antes do apito para o descanso de Olegário Benquerença.
Os Dragões entraram bem no jogo, com clara vontade de marcar cedo. Criaram oportunidades para tal e estiveram por cima do encontro durante a primeira meia hora. Tello foi sempre dos mais interventivos nos corredores, enquanto Brahimi se fez deslocar para zonas mais interiores e o ataque Azul e Branco contou ainda com o apoio dos laterais, embora neste captulo Danilo tenha sido bem mais ofensivo que Alex Sandro. Contudo, ficou sempre a ideia de que Jackson Martinez estava demasiado sozinho na frente, pois Herrera e Óliver Torres estavam demasiado recuados no terreno.
O FC Porto não aproveitou a superioridade dos primeiros 30 minutos e o Rio Ave foi conseguindo estender o jogo pelos corredores. Ukra foi o mais conformado do lado direito, do lado oposto Tiago Pinto tentou sempre dar apoio ao ataque e Diego Lopes foi o responsável por desequilibrar no meio e soltar para as alas, mas os poucos cruzamentos efectuados pelos Vila-condenses terminaram todos nas mãos de Fabiano. O lance mais perigoso surgiu precisamente no último lance da primeira parte, com Ukra, de primeira, a rematar muito longe do alvo. Foi o único remate do Rio Ave em toda a primeira parte.
O que o FC Porto não conseguiu fazer no primeiro tempo conseguiu fazê-lo logo a abrir a segunda parte. Estavam decorridos apenas pouco mais de dois minutos quando Cristian Tello inaugurou o marcador, num lance individual que colocou os Dragões na frente do resultado e que também devolveu a tranquilidade que a equipa vinha a perdendo com o passar dos minutos.
O Rio Ave, no entanto, reagiu e tentou chegar à baliza à guarda de Fabiano. A primeira tentativa foi de Wakaso, através de um remate de longe que Fabiano defendeu, mas à segunda ficou por assinalar grande penalidade a favor da turma orientada por Pedro Martins, por mão na bola de Herrera dentro da área. Olegário Benquerença mandou seguir e o Rio Ave procurou manter a postura de equipa que precisava de marcar, tentando manter a posse de bola e tentar servir os jogadores mais rápidos da frente.
Apesar das tentativas, os jogadores do Rio Ave não foram bem sucedidos e à medida que o tempo ia-se aproximando do final o FC Porto voltou a tomar conta do jogo. A entrada de Rúben Neves ajudou a que isso acontecesse e foi Cássio quem foi adiando o segundo golo dos da casa, golo esse que surgiu por intermédio de Jackson Martínez a 11 minutos dos 90 e terminou de vez com o jogo. Apesar do 2 x 0, o Rio Ave manteve uma boa postura, podia até ter reduzido por Diego Lopes, mas foi Alex Sandro, num lance bafejado pela sorte, quem marcou e colocou o resultado em 3 x 0.
Parecia terminado o jogo no que diz respeito aos golos, mas a verdade é que os Dragões acordaram nesse capítulo no período de compensação e tornaram o resultado numa goleada tremendamente injusta para aquilo que o Rio Ave fez durante o jogo. Óliver Torres assinou o 4 x 0 e pertenceu a Danilo o 5 x 0 final, num lance em que não sofreu qualquer oposição dos defesas adversários e apontou o melhor golo da noite. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Danilo

domingo, 30 de novembro de 2014

Contra o Rio remar, remar

Após o sucesso da Liga dos Campeões onde a uma Jornada do final da Fase de Grupos os Dragões já conquistaram o primeiro lugar do Grupo e consequente passagem à fase seguinte da prova, eis que todas as atenções voltam a estar centradas no Campeonato onde ainda há uma liderança para alcançar.
 
Para que tal objectivo seja alcançado é necessário somar três pontos no jogo de mais logo. Tarefa que não se avizinha fácil não obstante o Futebol Clube do Porto ser o mais que claro favorito a vencer a partida. Isto porque do outro lado do campo vai estar um Rio Ave que é esforçado, bem orientado e muito aguerrido.
 
Os Vila-condenses de Pedro Martins deixam sempre a “pele em campo” seja qual for o adversário. Também batem muito, mesmo muito, e é certo e sabido que nesta partida vão poder bater o quanto lhes apetecer porque é certo e sabido que em caso de dúvida deixa-se sempre jogar quando o prejudicado é o FC Porto. Será importante que Casemiro jogue prático e simples neste jogo e não entre no jogo da pancadaria dos Caxineiros. Faço desde já votos de que Julen Lopetegui tenha anotado e tenha dado a conhecer aos Atletas Azuis e Brancos deste importante pormenor. Isto apesar de se saber que o Basco nunca estuda as equipas que vai defrontar, mas fica aqui a dica não vá alguém da equipa técnica ler o que por aqui se escreve.
 
Quanto aos Jogadores mais valiosos e preponderantes do Rio Ave, Cássio é um Guarda-redes que costuma brilhar contra os “Grandes”, Ederson é o habitual suplente de Cássio e quando é chamado a jogar corresponde se bem que é um pouco fraco nos lances de bola pelo ar. Na defesa Pedro Martins tinha em Marcelo um central poderoso e motivado antes do fecho do mercado de transferências e Prince Gouano é uma “torre” de músculos que impõe o respeito a qualquer atacante. Já no centro do campo, Tarantini destaca-se dos demais sendo Pedro Moreira (“produto made in FC Porto) a estrela da companhia. Já no ataque Ahmed Hassan e Emmanuel Boateng tem sido bastante eficazes na Competição nacional.
 
Como se poder ver estão reunidos todos os ingredientes para que o jogo de mais logo seja complicado, pelo que se exigirá alguma paciência ao adepto que for ao Dragão e muita sensatez a Julen Lopetegui.
 
Já no que diz respeito às escolhas de Julen ​Lopetegui para este jogo, as ditas mantiveram-se quase inalteradas a recepção ao Rio Ave, ​da 11.ª jornada da Liga Portuguesa (20h15, no Estádio do Dragão). Em relação à lista para o jogo frente ao BATE Borisov, na Bielorrússia, o Treinador, retirou apenas dois nomes, chamando assim 18 jogadores, como é habitual nos encontros em casa. Evandro e Ricardo Nunes são os Atletas que ficam desta vez de fora.
 
Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.

Onze Provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Quintero, Brahimi, Tello, Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Pior que a derrota foi a exibição

Numa jornada em que era importante para o FC Porto não escorregar de modo a que, no mínimo, não deixasse o Benfica e o Sporting ampliarem a vantagem na tabela classificativa e para na próxima ronda poder aproveitar da melhor forma o facto de Águias e Leões se defrontarem no Estádio da Luz, os Dragões foram travados pelo Marítimo no Estádio dos Barreiros, tendo perdido por 1 x 0.
 
Os Tricampeões Nacionais não entraram bem no jogo e por isso permitiram que o Marítimo ganhasse confiança desde os primeiros minutos. Com isso, os Insulares começaram por ser mais perigosos e foram-se aproximando da baliza de Helton, enquanto o FC Porto não conseguia subir no terreno e afastar os jogadores da casa de uma zona de acção mais perigosa.
 
Consequência da forma como começou o jogo, o Marítimo conseguiu ganhar uma grande penalidade aos 12 minutos, num lance em que Danilo não chegou a tempo à bola e acabou por tocar no pé de Danilo Pereira, fazendo com que o árbitro, e bem, assinalasse o penálti. Na conversão, Derley, melhor marcador dos Madeirenses esta temporada, bateu Helton e colocou os da casa na frente do resultado.
 
O FC Porto demorou a reagir e apenas aos 26 minutos é que conseguiu criar algum perigo junto da baliza de Salin, com o guarda-redes do Marítimo a levar a melhor num lance aéreo sobre Jackson Martínez. Além desta situação, só Ricardo Quaresma, dez minutos mais tarde, deu um ar da vontade dos Dragões em mudar o resultado, rematando ao lado na conversão de um livre à entrada da área.
 
Até ao intervalo não se viu mais nada do FC Porto, pertencendo a última oportunidade ao Marítimo, com Márcio Rozário, já em tempo de compensação, a rematar muito perto do poste da baliza à guarda de Helton.
 
Ao intervalo, era claramente notório que o FC Porto tinha que fazer mais para conseguir chegar ao empate, pois pelo pouco que jogou na primeira parte, embora mérito tenha que ser dado ao Marítimo pela segurança defensiva, os Insulares estavam confortáveis na frente do resultado, mesmo não tendo precisado de correr mais do que os Azuis e Brancos.
 
Por isso, era expectável que Paulo Fonseca mudasse algo na equipa no decorrer da segunda parte para ir em busca do empate, mas antes de qualquer alteração os Dragões estiveram perto do empate em dois lances consecutivos. Primeiro, aos 57 minutos, Ricardo Quaresma (claramente o que mais tentou remar contra a maré desfavorável dos Dragões) obrigou Salin a defender com dificuldades um remate cruzado. Logo a seguir foi Josué quem, com um remate em jeito, fez com que o guarda-redes voltasse a brilhar.
 
A segunda parte estava a ser dominada pelos visitantes mas entretanto, já com Juan Quintero no lugar de Defour, o FC Porto viu Helton fazer uma grande defesa após um remate de Derley, naquele que foi o único lance de perigo dos comandados de Pedro Martins ao longo de toda a etapa complementar. Foi uma espécie de sacudir de pressão por parte dos Insulares, que viram, pouco depois, Silvestre Varela a ter uma boa ocasião para marcar, mas a bola saiu ao lado.
 
A sorte não queria nada com o FC Porto e Paulo Fonseca tudo tentou fazer para contrariar isso. Colocou Ghilas no lugar de Varela e nos últimos dez minutos jogou apenas com três defesas, metendo em campo Licá no lugar de Maicon. Mas de nada valeu, pois, apesar das tentativas, o FC Porto perdeu frente ao Marítimo e o resultado pode colocar os Dragões a seis pontos da liderança.
 
O Marítimo, por sua vez, limitou-se a defender na segunda parte após uns primeiros 45 minutos de jogo em que discutiu o encontro olhos nos olhos com os Tricampeões Nacionais, sabendo jogar, também, com a insegurança do adversário, que alinhou sem dois jogadores que até esta jornada foram quase sempre opção no meio-campo: Fernando, que esteve de saída e segundo o boletim clínico está lesionado, e Lucho, que saiu para o Catar.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma