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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

UEFA Nations League

Na nossa crónica de hoje vamos analisar esta nova competição iniciada há alguns dias que, segunda a UEFA, consistiu em aproveitar as datas em que habitualmente se jogavam os encontros particulares entre seleções normalmente designadas “datas UEFA”. 

QUAL O FORMATO DA COMPETIÇÃO?

O formato da UNL será bianual com subidas e descidas de escalão, dividindo 55 seleções nacionais europeias em quatro Ligas, de acordo com as respetivas posições no ranking de coeficientes de seleções nacionais da UEFA a 11 de Outubro de 2017. 
De acordo com o formato aprovado, os 55 países membros da União da UEFA foram divididos em quatro divisões, chamadas LIGAS, onde 13 equipas estarão na Liga A, 14 equipas na Liga B, 14 equipas na Liga C, e 14 equipas na Liga D, tendo nesta primeira edição os países sido selecionados de acordo com suas posições no ranking da UEFA.
Em cada LIGA, os vencedores de cada Grupo são promovidos e disputam a fase final (ver abaixo). Quatro equipas serão despromovidas para a LIGA abaixo na edição seguinte da competição, a disputar em 2020. O ranking geral da UNL determinará, depois, os potes dos sorteios para as qualificações europeias subsequentes

Para além disso, a UNL irá conferir às seleções nacionais outra oportunidade de se qualificarem para a fase final do UEFA EURO, onde quatro seleções garantem o apuramento através de um play-off, a disputar em Março de 2020 (ver abaixo). 

QUANDO SE DISPUTA A UEFA NATIONS LEAGUE?

Os jogos dos Grupos da UNL serão disputados ao longo de seis jornadas, em forma de "jornadas duplas", em Setembro, Outubro e Dezembro de 2018. A fase final para as equipas que vencerem os quatro Grupos da LIGA A, está agendada para Junho de 2019.

Para essa fase final os vencedores dos quatro Grupos jogarão entre si em encontros a eliminar (meias-finais, jogo de atribuição do terceiro lugar e final) em Junho de 2019, de forma a consagrar o campeão da UEFA Nations League. Os embates das meias-finais serão decididas por sorteio e o local será decidido pelo Comité Executivo da UEFA em Dezembro de 2018, sendo o anfitrião escolhido de entre os quatro finalistas. Os jogos dos play-offs decorrerão em Março de 2020 (ver abaixo). 

IRÁ O APURAMENTO PARA O UEFA EURO SOFRER ALTERAÇÕES?

As mudanças feitas ao apuramento para o UEFA EURO tornam-no mais simples. Serão10 grupos, com as 2 melhores equipas de cada grupo a apurarem-se automaticamente e os restantes 4 lugares a serem atribuídos aos vencedores do "play-off" da Qualificação Europeia, nos quais têm direito a participar os vencedores dos 16 grupos da UNL

O sorteio da fase de qualificação para a UEFA EURO 2020 será realizado após a conclusão da UNL e colocará as 4 seleções presentes na fase final da UEFA Nations League em grupos de cinco equipas onde a qualificação se mantém: uma equipa pode defrontar qualquer outra.

A Qualificação Europeia para a UEFA EURO 2020 começará em Março de 2019. Haverá duas rondas de jogos em Março, Junho, Setembro, Outubro e Novembro de 2019. Ao todo, serão constituídos 6 grupos de cinco seleções e 4 grupos de 6 seleções (10 grupos no total), a disputar ao longo de 10 jornadas (tal como acontece atualmente). O vencedor e o segundo classificado de cada um dos 10 grupos garantirão o apuramento automático para a fase final da UEFA EURO 2020 (a disputar em Junho de 2020). Se algum dos vencedores dos grupos tiver garantido o apuramento através da Qualificação Europeia, então a posição no play-off será atribuída à selecção com melhor ranking na Liga em questão. Se numa LIGA não restarem seleções ainda não apuradas suficientes, os restantes lugares passarão para seleções de outra LIGA, tendo em conta o ranking geral dessa LIGA. Cada LIGA terá um caminho próprio nesse play-of", com duas meias-finais e uma final jogada a uma só mão. O vencedor de cada um desses caminhos garante uma vaga na UEFA EURO 2020.
COMO SÃO CALCULADOS OS RANKINGS GERAIS DA UEFA NATIONS LEAGUE?

Dentro de cada LIGA (A, B, C e D), o ranking geral é calculado com base nos pontos, diferença de golos, golos marcados, golos marcados fora, vitórias, vitórias fora, pontos, questões disciplinares e coeficiente. 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS PARA AS FEDERAÇÕES E PARA AS SELEÇÕES NACIONAIS?

 As federações e selecionadores consultados pela UEFA revelaram sentir que os amigáveis não permitem competitividade desportiva adequada. A UNL vai permitir jogos mais competitivos e um calendário e estrutura dedicados ao futebol de seleções.

Para as nações de "ranking" médio e mais pequenas, a UNL vai permitir uma possibilidade extra de qualificação para a fase final do EURO. As nações pior classificadas – as últimas 16 do "ranking" – têm agora garantido um lugar nas 24 vagas para a UEFA EURO. As equipas com menor ranking que tenham sentido dificuldades contra equipas com um ranking superior que o seu irão agora ter a oportunidade de participar em jogos equilibrados.
Com a UNL a substituir a maioria dos jogos amigáveis, ainda assim haverá espaço no calendário para essas partidas, especialmente para as seleções de topo que podem querer defrontar adversários de fora da Europa, já que integrarão grupos de três seleções.

As federações e as seleções irão beneficiar da melhor definição do calendário de jogos, existindo agora alguma folga entre o final do EURO e do Campeonato do Mundo, e vice-versa, além de estabilidade nas receitas. 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS PARA OS ADEPTOS?

Os adeptos, mais do que ninguém, percebem que a maioria dos amigáveis não tem interesse. Agora vão passar a ter a oportunidade de ver a sua seleção disputar mais jogos oficiais, participar numa nova competição e obter uma segunda oportunidade de qualificação para os principais torneios internacionais. Em cada ano par há um vencedor do Mundial ou do EURO; agora, a cada ano ímpar, haverá um campeão da UEFA Nations League. O futebol gira à volta da competição e agora, tal como no futebol de clubes, haverá um campeão de seleções no fim de cada temporada. 

ISTO VISA APENAS GERAR MAIS RECEITAS?

Não. As finanças não foram o motor da nova competição. Contudo a competição terá os mesmos direitos centralizados para os media recentemente introduzidos para todos os jogos da Qualificação Europeia, pelo que as federações vão poder usufruir de maior estabilidade na sua receita. Haverá também um prémio monetário para cada um dos 16 vencedores dos grupos da UEFA Nations League e para as seleções finalistas na competição final four.

Até à próxima

sábado, 25 de junho de 2016

BREXIT Uma Bomba ao Retardador

O Mundo acordou hoje 24 de Junho de 2016 sob a decisão do Reino Unido abandonar a União Europeia ao fim de 59 anos da formação inicial depois dos fundadores Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e os Países Baixos terem dado o pontapé de saída.
Em 1973 a Dinamarca, Irlanda e Reino Unido aderiram à União Europeia aumentando para nove o número de estados membro. Nos anos 80 é a vez de se juntarem a Grécia, Espanha e Portugal. É assinado o Ato Único Europeu, um tratado programa, destinado a eliminar as dificuldades que se opõem ao livre fluxo de comércio na UE, criando assim o “Mercado Único e a livre circulação de pessoas e bens”. Na parte relativa ao futebolzinho permitiu exportarmos ao abrigo desse regime comunitário centenas largas de jogadores que, de outra forma, não cumpriam os pressupostos para ali trabalharem. Vai ser difícil exportar mais Mangalas e outros seres estranhos.
 
Nos anos 90 negoceiam-se dois tratados, o Tratado da União Europeia ou Tratado de Maastricht, de 1993, e o Tratado de Amesterdão, de 1999. Nessa década a União Europeia conta com mais três parceiros a Áustria, Finlândia e Suécia. Com o acordo de Schengen, as pessoas podem viajar sem passaporte e atravessam livremente as fronteiras.
No novo milénio mais países aderiram com a propósito de combater a criminalidade e sair da crise económica que atravessava a comunidade. Os estados membros passam então a ser: a Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta. Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, e Suécia, a outros se anunciam.
 
Os efeitos são imprevisíveis, desde logo a quebra brutal das ações, a própria libra, e por tabela o Euro e a subida da taxa de juro. Os nossos compatriotas que por lá trabalham não se deverão preocupar para já, visto que o prazo previsto para que toda a legislação política, direito comunitário etc. seja adaptado à nova realidade, será pelo menos de dois anos, bem como a necessidade de rever toda a legislação do tratado entre os restantes países com esta saída/surpresa. 
 
Como é um assunto na moda as geringonças de outros membros já pedem referendos à permanência ou saída dos seus estados. Enquanto isso andamos nós tão preocupados com o alargamento da Liga para 20 clubes!
 
Até à próxima