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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Rescaldo dos Dragões de Ouro

125 anos é muito tempo. Eu já venho lá de trás desde o Campo da Constituição e mais tarde em 1952 no Estádio das Antas Os meus ídolos eram o Barrigana, o Virgílio e o Carvalho. Até hoje as estatísticas apontam para 1862 títulos só no futebol profissional e 1785 nas modalidades. Fonte: JN de 28 setembro 2018.
 
Por isso permito-me classificar os portistas dos últimos 36 anos (a era Pinto da Costa) como “portistas novos” que quase só sabem o que é ganhar. Vamos então entrar por aí. Esta nova era começou com José Maria Pedroto e Pinto da Costa. Os Dragões de Ouro atribuídos no Sábado no Coliseu do Porto foram “apenas” os de 2018.
Vou fugir aos grandes nomes laureados e recordar os que mais me impressionaram. Emocionar-me mesmo foi com o Prémio Carreira atribuído a Fernando Brandão, carinhosamente conhecido como Moreno. Já me tinha acontecido na Avenida dos Aliados na conquista do título. Repararam na simplicidade dele? Além de dividir o galardão pelos “seus meninos” quase pediu desculpa por o ter ganho. 
Depois o Prémio Atleta Amador do Ano. Foi para Pedro Cardoso que é simplesmente no Desporto Adaptado Penta Campeão em Ténis de Mesa! Coincidência ou não é treinado por outro Dragão de Ouro, o meu amigo Rui Vicente Silva.
 
A seguir um nome que me surpreendeu pelo inesperado. Para Sócio do Ano foi escolhido Pedro Marques Lopes comentador político, cronista e comentador televisivo independente. Não deve ser nada fácil viver em Lisboa com aquela cambada de cartilheiros!
O Pedro nem imagina mas por causa dele compro a BOLHA todas as sextas feiras…
 
Todos já suspeitávamos de 2 dos premiados. Iker Casillas e Sérgio Conceição. Fiquei contente por o ouvir dizer “temos a responsabilidade coletiva de revalidar este título". 
Coletiva! Ouviram bem pipoqueiros? Todos nós, sócios, simpatizantes e adeptos temos esse dever e responsabilidade. E foi lindo ver o Sérgio quebrar o protocolo e chamar os verdadeiros obreiros ao palco para serem aplaudidos.
Não queria terminar esta singela crónica sem colocar esta imagem que, para mim e para os Portistas do meu tempo, simbolizam muita coisa…
Obrigado Drª Cecília Pedroto por estar entre nós. Obrigado senhor Presidente Pinto da Costa por tudo que nos tem dado.
 
Até à próxima

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

UEFA Nations League

Na nossa crónica de hoje vamos analisar esta nova competição iniciada há alguns dias que, segunda a UEFA, consistiu em aproveitar as datas em que habitualmente se jogavam os encontros particulares entre seleções normalmente designadas “datas UEFA”. 

QUAL O FORMATO DA COMPETIÇÃO?

O formato da UNL será bianual com subidas e descidas de escalão, dividindo 55 seleções nacionais europeias em quatro Ligas, de acordo com as respetivas posições no ranking de coeficientes de seleções nacionais da UEFA a 11 de Outubro de 2017. 
De acordo com o formato aprovado, os 55 países membros da União da UEFA foram divididos em quatro divisões, chamadas LIGAS, onde 13 equipas estarão na Liga A, 14 equipas na Liga B, 14 equipas na Liga C, e 14 equipas na Liga D, tendo nesta primeira edição os países sido selecionados de acordo com suas posições no ranking da UEFA.
Em cada LIGA, os vencedores de cada Grupo são promovidos e disputam a fase final (ver abaixo). Quatro equipas serão despromovidas para a LIGA abaixo na edição seguinte da competição, a disputar em 2020. O ranking geral da UNL determinará, depois, os potes dos sorteios para as qualificações europeias subsequentes

Para além disso, a UNL irá conferir às seleções nacionais outra oportunidade de se qualificarem para a fase final do UEFA EURO, onde quatro seleções garantem o apuramento através de um play-off, a disputar em Março de 2020 (ver abaixo). 

QUANDO SE DISPUTA A UEFA NATIONS LEAGUE?

Os jogos dos Grupos da UNL serão disputados ao longo de seis jornadas, em forma de "jornadas duplas", em Setembro, Outubro e Dezembro de 2018. A fase final para as equipas que vencerem os quatro Grupos da LIGA A, está agendada para Junho de 2019.

Para essa fase final os vencedores dos quatro Grupos jogarão entre si em encontros a eliminar (meias-finais, jogo de atribuição do terceiro lugar e final) em Junho de 2019, de forma a consagrar o campeão da UEFA Nations League. Os embates das meias-finais serão decididas por sorteio e o local será decidido pelo Comité Executivo da UEFA em Dezembro de 2018, sendo o anfitrião escolhido de entre os quatro finalistas. Os jogos dos play-offs decorrerão em Março de 2020 (ver abaixo). 

IRÁ O APURAMENTO PARA O UEFA EURO SOFRER ALTERAÇÕES?

As mudanças feitas ao apuramento para o UEFA EURO tornam-no mais simples. Serão10 grupos, com as 2 melhores equipas de cada grupo a apurarem-se automaticamente e os restantes 4 lugares a serem atribuídos aos vencedores do "play-off" da Qualificação Europeia, nos quais têm direito a participar os vencedores dos 16 grupos da UNL

O sorteio da fase de qualificação para a UEFA EURO 2020 será realizado após a conclusão da UNL e colocará as 4 seleções presentes na fase final da UEFA Nations League em grupos de cinco equipas onde a qualificação se mantém: uma equipa pode defrontar qualquer outra.

A Qualificação Europeia para a UEFA EURO 2020 começará em Março de 2019. Haverá duas rondas de jogos em Março, Junho, Setembro, Outubro e Novembro de 2019. Ao todo, serão constituídos 6 grupos de cinco seleções e 4 grupos de 6 seleções (10 grupos no total), a disputar ao longo de 10 jornadas (tal como acontece atualmente). O vencedor e o segundo classificado de cada um dos 10 grupos garantirão o apuramento automático para a fase final da UEFA EURO 2020 (a disputar em Junho de 2020). Se algum dos vencedores dos grupos tiver garantido o apuramento através da Qualificação Europeia, então a posição no play-off será atribuída à selecção com melhor ranking na Liga em questão. Se numa LIGA não restarem seleções ainda não apuradas suficientes, os restantes lugares passarão para seleções de outra LIGA, tendo em conta o ranking geral dessa LIGA. Cada LIGA terá um caminho próprio nesse play-of", com duas meias-finais e uma final jogada a uma só mão. O vencedor de cada um desses caminhos garante uma vaga na UEFA EURO 2020.
COMO SÃO CALCULADOS OS RANKINGS GERAIS DA UEFA NATIONS LEAGUE?

Dentro de cada LIGA (A, B, C e D), o ranking geral é calculado com base nos pontos, diferença de golos, golos marcados, golos marcados fora, vitórias, vitórias fora, pontos, questões disciplinares e coeficiente. 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS PARA AS FEDERAÇÕES E PARA AS SELEÇÕES NACIONAIS?

 As federações e selecionadores consultados pela UEFA revelaram sentir que os amigáveis não permitem competitividade desportiva adequada. A UNL vai permitir jogos mais competitivos e um calendário e estrutura dedicados ao futebol de seleções.

Para as nações de "ranking" médio e mais pequenas, a UNL vai permitir uma possibilidade extra de qualificação para a fase final do EURO. As nações pior classificadas – as últimas 16 do "ranking" – têm agora garantido um lugar nas 24 vagas para a UEFA EURO. As equipas com menor ranking que tenham sentido dificuldades contra equipas com um ranking superior que o seu irão agora ter a oportunidade de participar em jogos equilibrados.
Com a UNL a substituir a maioria dos jogos amigáveis, ainda assim haverá espaço no calendário para essas partidas, especialmente para as seleções de topo que podem querer defrontar adversários de fora da Europa, já que integrarão grupos de três seleções.

As federações e as seleções irão beneficiar da melhor definição do calendário de jogos, existindo agora alguma folga entre o final do EURO e do Campeonato do Mundo, e vice-versa, além de estabilidade nas receitas. 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS PARA OS ADEPTOS?

Os adeptos, mais do que ninguém, percebem que a maioria dos amigáveis não tem interesse. Agora vão passar a ter a oportunidade de ver a sua seleção disputar mais jogos oficiais, participar numa nova competição e obter uma segunda oportunidade de qualificação para os principais torneios internacionais. Em cada ano par há um vencedor do Mundial ou do EURO; agora, a cada ano ímpar, haverá um campeão da UEFA Nations League. O futebol gira à volta da competição e agora, tal como no futebol de clubes, haverá um campeão de seleções no fim de cada temporada. 

ISTO VISA APENAS GERAR MAIS RECEITAS?

Não. As finanças não foram o motor da nova competição. Contudo a competição terá os mesmos direitos centralizados para os media recentemente introduzidos para todos os jogos da Qualificação Europeia, pelo que as federações vão poder usufruir de maior estabilidade na sua receita. Haverá também um prémio monetário para cada um dos 16 vencedores dos grupos da UEFA Nations League e para as seleções finalistas na competição final four.

Até à próxima

terça-feira, 5 de junho de 2018

Vamos falar do Sporting?

Tem sido a temática do dia. Não há canal generalista (e não só) que não traga notícias sobre a crise que assola o Sporting Clube de Portugal. A razão de tudo isto resume-se a um só facto: invasão da academia do clube situada em Alcochete por um grupo de indivíduos violentos que tiveram, tão-somente., o único objectivo de fazer aquilo que tão bem sabem fazer. Dito de outra forma; tudo começou porque um grupo de “bandoleiros” invadiu o espaço do clube para espalhar o terror entre jogadores, equipa técnica e demais trabalhadores que se encontravam no local no fatídico dia.
 
O que se sucedeu foi o típico “arraial” português. Muito falatório e o Estado - sempre ele – a prometer tudo e mais alguma coisa como se não fosse ele próprio o autor moral de tamanha barbárie. Sim. Leram bem. O estado português é o principal autor moral dos incidentes de Alcochete. Claro que à cabeça podemos colocar a actual direcção do clube, mas o Estado português tem uma enorme responsabilidade no sucedido.
 
Porquê razão digo tal? Simples. Porque já existe uma vasta legislação e meios idóneos (e mais do que apropriados) para se minimizar o impacto da violência no futebol e, verdade seja dita, nada se faz e tudo se permite. O maior exemplo de tal é a benevolência que o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), organismo que é tutelado pela Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude, nada faz relativamente á situação das claques ilegais do Sport Lisboa e Benfica que de Norte a Sul do país tem espalhado o terror em tudo quanto é modalidade desportiva. Se quem tem o dever de fazer algo sobre este tenebroso - e cada vez mais perigoso! - dossiê dá uma de “surdo, cego e mudo”, é, então, perfeitamente natural que o autor moral da invasão de Alcochete.
 
Não há volta a dar. Já diz o Povo na sua imensa sabedoria que “quem semeia ventos, colhe tempestades”. Se o Estado português, através dos seus vários Secretários de Estado do Desporto e da Juventude e Presidentes do IPDJ, optou por uma atitude passiva relativamente à – crescente! - violência no desporto, porquê razão há-de agora este mesmo Estado vir para a Praça Pública clamar pela paz no futebol (e afins) acenando, como se de uma cenoura para um burro se trate, com medidas legais e criação de organismos para combater esta mesma violência quando, pasme-se, este já dispõe de legislação e organismos para tal?
 
Vamos falar do Sporting? Vamos. Mas convêm não deixar o principal responsável pelo actual estado de coisas (convenientemente) de lado.
 
Termino com uma nota muito breve sobre a saída de Rajoy do poder em Espanha para aqui dizer que já vai tarde. Pedro Sanchez como Primeiro-ministro de Espanha é um sinal de esperança para a questão catalã. Questão que, ao contrário do que é maldosamente propagandeado pelos Órgão de Comunicação Social portugueses, não passa pela independência da região mas sim por um tratamento igual ao que Madrid dá ao País Basco. Vamos, finalmente, ter diálogo e promover a tão necessária revisão constitucional de um texto legal fundamental que já tem 40 anos de idade.
 
Artigo publicado no site Repórter Sombra (04/05/2018)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Porque já irrita tanta palermice

Confesso que me começa a fartar ouvir e ler a palermice que Benfica e Sporting têm patrocinado sobre o sucedido no Estádio do Estoril.
Como tal transcrevo na íntegra o texto que foi escreveu na página do facebook do blog aquando do sucedido:

Tendo por base este "ramalhete" made in propaganda do regime, eis que na nossa modesta opinião o assunto se resume tão somente a isto:

Se ficar demonstrado através das varias peritagens que estão a ser levadas a cabo pelas autoridades competentes de que a bancada norte do Estádio Coimbra da Mota não apresentava condições de segurança para albergar um n.º elevado de adeptos, à luz do Regulamento de Competição em vigor e aprovado em Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (estando nós somente a falar no âmbito desportivo), o Grupo Desportivo Estoril Praia deve ser punido com a pena de derrota porque para todos os efeitos este é o "dono" do aqui referido estádio e, como tal, este deveria estar a par das condições de segurança (da falta delas, inclusive). Especialmente sabendo este mesmo clube que no dia da partida ocorreu um tal de "terremoto" em Arraiolos (Alentejo).

O facto de o estádio ser pertença da Câmara Municipal e toda a polémica em torno da legalidade ou não/boa ou má construção da tal bancada é um aspecto que somente ao Estoril diz respeito e que deverá ser devidamente discutido por este e pela Câmara Municipal de Cascais (salvo erro) nos locais próprios. Esta é uma questão cível que em nada tem a ver com o Futebol Clube do Porto, Liga Portuguesa de Futebol, Federação Portuguesa de Futebol, UEFA e demais entidades desportivas que regem o futebol português e internacional.

Ora por tudo isto, parece-nos lamentável que o Presidente do Grupo Desportivo Estoril Praia venha para a dita imprensa do regime falar em indignação pelo facto de o Futebol Clube do Porto colocar a hipótese de recorrer ao Regulamento caso se venha a constatar que a interrupção do jogo e respectivo adiamento tenha sido da inteira responsabilidade do Estoril.

Para mais, ainda está para se perceber o que quer a imprensa do regime dizer com isto do "FC Porto quer vencer o Estoril na Secretaria"... Como se o direito de se fazer aplicar o Regulamento de Competição aprovado - repetimos- em Assembleia Geral de Clubes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional fosse uma espécie de acto criminoso e anti desportivo. 
 
E mais não digo senão que caso o incidente tivesse ocorrido com os adeptos do Benfica ou Sporting o tal de “recurso à Secretaria” não seria visto como um acto batoteiro, mas sim como algo de legítimo que visa proteger o interesse dos adeptos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Notas à Moda do Porto

Para mim é o Livro do Ano! Crónicas, artigos, memórias, chamem-lhes o que quiserem, com um denominador comum. O nosso querido Clube. Escrito por quem sabe e por quem viveu por dentro as nossas conquistas, os nossos sonhos, as nossas alegrias.
Começa logo com uma citação do nosso querido José Maria Pedroto: “A massa associativa do Futebol Clube do Porto não é o 12º jogador, como se diz por aí. É o 1º jogador porque sem ela não tinha razão de existir.

Depois nas suas 260 páginas é um desfilar de 58 histórias, recordações, lembranças, todas escritas no Notas com paixão, muito amor e emoção por alguns daqueles que nos habituámos a ler nos blogues ou a conviver pelos estádios onde o nosso Clube tem jogado.

Ali se fala do tribunal (sector do estádio junto à Maratona mesmo por cima do túnel por onde entravam e saíam os nossos atletas), o moina (jogador que fazia que jogava mas não jogava), e os misters (treinadores). Eu já venho do Campo da Constituição onde fugia à escola para ver o Barrigana treinado por Reboredo e Artur Baeta. Recordo-me do senhor Pedroto ainda como nosso jogador. A sua vinda para o Clube coincidiu com o ano da inauguração do Estádio das Antas, quando o meu Pai me fez associado do Clube do coração.
Esq./Dir. - José Maria, Pedroto, Monteiro da Costa, António Teixeira e Fernando Barros.
O “Notas à moda do Porto” é um grupo do Facebook que junta umas centenas de portistas, de onde emergiu a ideia de editar em livro um conjunto de histórias. A Edição Coletiva chama-lhes “Histórias de Portismo sem Filtro”. São estes (escolhidos por mim ao acaso) alguns dos títulos que os autores lhes resolverem dar.

AQUELE JOGO NO 1º DE MAIO – O BILHETE PARA SEVILHA – O PORTO É O NOSSO AMOR – UMA TARDE NAS ANTAS – E NA LUZ SE FEZ LUZ… - AQUELE GOLO DO GOMES – O FULGOR DE CARLOS ALBERTO SILVA – “O” JOGO – O BILHETE E O BAÍA – IDA À CORUNHA (TORNEIO DE CAMPEÕES DE HOQUEI EM PATINS) - MEMÓRIAS EM AZUL E BRANCO – PAVÃO – A MARCHA - O “MÃOS DE FERRO”, O “HOMÃO”, E O DEMÓNIO RAMIN – A NOITE EM QUE A CIDADE NÃO DORMIU – TORNAMO-NOS PORTO TODOS OS DIAS, etc. etc.

Por mim, que já cá ando há muito tempo, escolheria para título da minha história: CALABOTE O GATUNO. Uma história vivida há mais de 50 anos e sobre a qual às vezes parece que a memória está esquecida. Disputávamos com o Torreense o último jogo do campeonato 1958-59. O Futebol Clube do Porto estava empatado com o clube da treta em pontos mas tínhamos uma vantagem a nosso favor de 8 golos.
Saímos do Porto num Studebaker em segunda mão, daqueles com estribos de fora estilo Al-Capone em direção ao campo em Torres Vedras. Chegados cerca do meio-dia fomos a um restaurante das proximidades do campo almoçar e logo um empregado nos alertou: na quarta-feira esteve cá o Valdivieso (treinador adjunto de Otto Glória) a dar o treino! Vimos logo o que nos esperava. O clube da treta jogava no antigo galinheiro contra a CUF e “por coincidência” o padre nomeado chamava-se Inocêncio Calabote conhecido adepto da “instituição”. Entrou com as equipas mais tarde em campo, deu vários minutos a mais durante o intervalo, marcou 3 penaltys contra a CUF, expulsou-lhes 3 jogadores e acabou o jogo 12 ou 13 minutos depois do nosso. Por felicidade dos deuses ganhámos o campeonato com 1 golo de vantagem. Uma grande massa de adeptos que se tinha deslocado esperou sentada no saibro gelado do campo seguindo pelo transistor o relato da Luz. Aquilo foi uma roubalheira tão descarada que o homem passados alguns meses foi irradiado. Se fosse agora os meninos-queridos pediam por email para lhe subirem a nota!

Regressando ao livro, são histórias de Portismo, algumas deliciosas que nos fizeram chorar de alegria e aos mais novos compreender melhor esta simbiose Porto Cidade/Porto Clube.

Até à próxima

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

“Chapeau” Conceição

imagem retirada de zerozero
“Chapeau” Conceição, E este bem que merece que se lhe tire o chapéu em jeito de respeito e admiração. Hoje Sérgio Conceição mostrou ser capaz de aprender com os seus erros. Agora vamos a ver se a coisa é para continuar ou se o que hoje foi somente um “fogacho” (em todos os aspectos).

Ao contrário de muito boa gente, eu optei por dar o benefício da dúvida a Sérgio quando soube que este tinha apostado em Sérgio Oliveira para o onze inicial do Futebol Clube do Porto. O jogo era da Champions e do outro lado estava um AS Mónaco que exigia um Porto mais paciente e “musculado” no meio campo. Sérgio Oliveira e o seu futebol mais lento e cerebral eram precisamente aquilo de que o FC Porto de Conceição precisava para “entupir” a máquina ofensiva dos monegascos. Sérgio Conceição não quis repetir o erro que lhe custou uma humilhante derrota caseira diante do Beşiktaş e esta foi, sem sombra de dúvida, a melhor forma de dar a volta por cima enganado por completo Leonardo Jardim que estava nitidamente à espera do habitual Futebol Clube do Porto vertiginoso.

Claro que o facto de se ter tido um Héctor Herrera – mais uma vez - numa “noite sim” (será para durar?) e um Yacine Brahimi a jogar para o colectivo ajudou a que a estratégia de Conceição funcionasse quase na perfeição. Quase na perfeição porque Danilo Pereira insiste em não voltar a ser o Danilo que sabemos que pode ser… Tal explica (e muito) o facto de o Mónaco ter “caído em cima” da equipa portista na segunda parte. Se o remate ao poste de Falcao tivesse entrado de certeza que a equipa francesa teria dado muita luta até fim… E tenho as minhas dúvidas de que o FC Porto fosse capaz de fazer frente à “avalanche” ofensiva da equipa de Jardim.

Uma palavra final para destacar o enorme trabalho de Moussa Marega. O moço deixa sempre tudo em campo! Ele assiste os seus companheiros para golo e ainda tem tempo para fazer aquilo que Jesús Corona teima em não fazer quando a equipa precisa: fechar o seu corredor! E foi este mesmo Marega tão mal tratado pelos adeptos do Futebol Clube do Porto num passado não muito distante.

E pronto. Missão cumprida na 2.ª jornada da UEFA Champions League de um grupo que é tremendamente difícil (ou não fossem todas as equipas muito parecidas). Agora é manter a cabeça no devido lugar porque no próximo domingo há uma complicada deslocação a Alvalade. Convêm recordar os mais esquecidos que por lá o Sporting CP costuma derrotar os seus adversários com jogadas de andebol, fora de jogo mal assinalados, tempos de compensação intermináveis e grandes penalidades duvidosas. Não pensem que por causa da tal de “aliança” o filme da época passada não se vá repetir.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Este é o Brahimi que eu quero ver a jogar de Dragão ao peito. Esforçado, virtuoso q.b. e disposto a jogar com e para o colectivo. O seu passe para Marega que culminou no golo de Aboubakar é, simplesmente, magistral!

Chave do Jogo: Veio tarde para resolver a contenda a favor da equipa portuguesa. Surgiu somente no minuto 89´, altura em que Aboubakar fez o terceiro golo do Futebol Clube do Porto acabando, de vez, com a resistência e capacidade de luta que o AS Mónaco vinha mostrando até então.

Arbitragem: Jogo tranquilo. Tirando um ou outro lance, Slavko Vinčić e restante equipa de arbitragem realizaram uma boa arbitragem.

Positivo: Claques do FC Porto. Os meus parabéns aos Super Dragões e Colectivo, pois deram uma enorme lição ao mundo do futebol de como apoiar a sua equipa a muitos milhares de quilómetros de casa. Simplesmente fantásticos!

Negativo: Danilo Pereira (outra vez). Danilo está ainda longe (muito longe) do seu melhor. Onde estava Danilo quando Falcao rematou ao poste da baliza de Casillas na segunda parte? “A ver a banda a passar”.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (26/09/2017)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Anúncios Leva-os o vento

Aproveitando a Silly Season gostava de fazer um apelo aos meus amigos Portistas. Vamos lá deixar de atirar picardias uns aos outros, apoiar os nossos jogadores e equipa técnica, esquecer o que de mau se passou na última temporada e acreditar no futuro.
Passo a explicar. Quais tem sido os nossos principais problemas? Uma gestão financeira desequilibrada fruto de uma política de contratações errada que culminou com o anunciado incumprimento do Fair-Play Financeiro e que nos obrigou a meter travões a fundo para evitar males maiores.
 
Assim não valerá a pena chorar sobre o leite derramado nem estarmos a mandar palpites ou fazer contas de cabeça. Se a venda do Rúben foi boa ou má, o Herrera sai ou fica, o Brahimi é transferido ou não. Todas as soluções comportam fatores externos à nossa vontade.
Não estamos sozinhos. Já não bastavam os extraterrestres dos árbitros e delegados a levar o clube da treta ao colo ainda nos damos ao trabalho de discutirmos os estafados temas das contas, as contratações, e pasme-se, o reacender do tema “é preciso mudar de presidente”! 
 
Agora? Nesta altura? Vou dar uma dica ao senhor Schneider ou lá quem é. Se quer ser presidente traga projetos e orçamentos debaixo do braço, uma lista credível, e se possível aquilo com que se compram os melões. Já o devem ter informado que o presidente, por razões óbvias, deve ser o mesmo para o Clube e SAD. As eleições são em 2020. Apareça mas não coloque os anúncios da candidatura na BOLHA. Nenhum Portista lê essa merda!
 
Até à próxima

terça-feira, 23 de maio de 2017

Pensamento da Semana: A postura que se exige

Terminada que está mais uma época que ficou – mais uma vez – em branco, importa agora preparar o futuro. E é nesta importante “tecla” que os adeptos e sócios do Futebol Clube do Porto devem “bater com força” em vez de fazerem aquilo que o dito “Polvo” deseja e ambiciona.

Dito de outra forma; os adeptos e sócios do Futebol Clube do Porto devem exigir ao Presidente e restante Direcção do Clube que por esta altura já tenham a próxima época devidamente preparada seja com Nuno Espírito Santo como treinador da equipa principal ou não.

È que se vamos fazer aquilo que a “mainada” quer e deseja, então mais vale a aplicação do Futebol Clube do Porto passar a ter a opção de escolha semanal do treinador da equipa portista. O mais votado orienta a equipa no fim-de-semana e com sorte até poderia dar uns “toques” numa partida da Champions. 

p.s. Um aparte. Quantos Telejornais abriram com a notícia de que Luís Filipe Vieira (actual Presidente do SL Benfica) foi constituído arguido num dos variados processos do BPN? Fosse Pinto da Costa ou outro qualquer do universo Futebol Clube do Porto e teríamos “circo” a toda a hora. Continuem, então, a “cascar” em NES e a mostrar toda a sapiência táctica que há em vós. Estão no bom caminho e demonstram que em quatro anos não aprenderam ABSOLUTAMENTE NADA. O “Polvo” agradece e nem precisa de drones para tal.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Pensamento da Semana: Evidências

Esta equipa do FCP ridicularizada por todos, portistas e restante tralha...tem à 24ª Jornada...o melhor ataque e defesa...quando eram os outros que tinham ataques de luxo...contratações que faziam corar qualquer portista (assim dizia MSTs e afins) e jogadores valiosos em triliões de euros, cobiçados por todo o mundo...hilariante...

...Eu acho que mesmo que o FCP não ganhe o campeonato...nunca uma equipa do FCP que ninguém dava nada por ela...fez tanto em tão pouco tempo...e a ser roubada escandalosamente...

...Claro...claro...que os egos inchados vão dizer que já sabiam que era óptima...o treinador é que era fraco...e estava na cara que o Soares é que era, bla,bla,bla...o costume a que já estamos habituados desta gente...os que não rendem são culpa da SAD despesista...:-)) Nunca erram...e acertam em todos os que rendem...

...Mas se perdermos... não faltarão... os mesmos que disseram que o plantel desta época era ridículo...a atribuir culpas ao treinador...à SAD por não ter ido buscar Soares mais cedo...bla...bla...bla...

...Só mais uma coisinha...contra uma equipa totalmente inofensiva...remetida ao seu ferrolho...é natural que Layún...que sempre jogou melhor a atacar do que a defender se destaque...pois não teve que fazer nenhuma acção defensiva...

...pegar na exibição de ontem para dizer que é melhor do que o Maxi e que estava na cara que é melhor...é simplesmente ridículo...esta malta nem sequer tem memória de 4 dias atrás com a Juventus...arrepiante...só comparados com a memória selectiva do MST...:-) Num jogo onde a nossa defesa seja posta à prova...eu meto de caras o Máxi...Layún tem um passado a enterrar-nos defensivamente em jogos importantes medonho...mas se jogar à frente até disfarça...e eu acho que ontem com aquele Nacional até o Máxi brilhava como brilhou em muitos jogos esta época...com exibições até muito melhores do que a de ontem...não tão gordas mas melhores..


in SOU PORTISTA COM MUITO ORGULHO

Escusado será dizer que subscrevo tudo na íntegra. 
 
Aliás, já venho dizendo há muito tempo que uma cisma é pior do que uma doença. Espero que depois desta grande vitória diante do CD Nacional esta mesma doença já tenha sido curada de vez (tenho dúvidas).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Pensamento da Semana: Vamos com calma

Tiquinho Soares, recente reforço de inverno do Futebol Clube do Porto, foi um dos heróis do jogo entre dragões e leões.

Soares foi o autor de dois belos golos. O segundo foi uma clara demonstração de tudo aquilo que um ponta de lança de qualidade tem de ser numa equipa como o Futebol Clube do Porto.

Mas há que ter calma e dar azos a euforias. È que o futebol é uma coisa fantástica. No mundo do pontapé na bola os heróis de hoje são as bestas de amanhã. Para tal basta que o atleta não seja regular em termos exibicionais.

Já muito pouca gente se lembrará de Suk e a forma fantástica como este chegou ao Dragão. Também ele era visto como um herói. Não é preciso recordar como tudo acabou para o jogador e clube pois não?

Ora isto para dizer que é sempre importante irmos com calma e deixarmos as euforias de lado. Tiquinho Soares mostrou serviço, mas vamos dar tempo ao tempo em vez de criarmos uma desnecessária pressão sobre Soares/plantel/treinador.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Pensamento da Semana: Brahimi o “Messias” (a confirnação)

Excerto de capa do jornal ojogo de 30/11/2016

Agora já percebem porque razão escrevi este artigo?

E já agora, lenços, lencinhos e afins servem essencialmente - entre outras coisas - para assoar o nariz. Pensem bem nisto da próxima vez que estiverem no Estádio do Dragão a acenar com os lenços, lencinhos e afins.

E mais não digo senão que é no final de cada época que se faz a avaliação do trabalho de toda uma equipa (treinador incluído).

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

The times They are a-changing

Recordo-me perfeitamente dos almoços no Restaurante Vitória ali na entrada da Praça Velasquez antes dos jogos nas Antas, uma bebida apressada no Café Estádio enquanto as senhoras ficavam no carro a fazer crochet e os maridos iam ver a bola. A miudagem dependurava-se: “ó meu senhor deixe-me entrar consigo!”. Então naquele dia “até vinha o Craveiro Lopes cortar a fita e tudo”…
Foi há tanto tempo que as cestas, suspensas por cabos, que transportavam o carvão de S. Pedro da Cova para a Estação de Contumil por cima do Monte Aventino, ainda sobrevoavam a cobertura da bancada central.
Os oportunistas afadigavam-se a impingir os últimos bilhetes: ” é só mais 5 escudos do que na agência…” A agência, do amigo Firmino, uma espécie de candonga autorizada, era na Rua Santa Catarina entre os Porfírios e o Palladium vendia bilhetes para os cinemas, teatro (sim ainda havia teatro), circo e futebol. Os mais comodistas evitavam estar na fila e pagavam mais uns escudos pela rapidez no atendimento.
 
Ultimamente o futebol tem dado uma grande volta. Agora é uma indústria o tempo do crochet acabou. Por exemplo o Real de Madrid acaba de anunciar uma remodelação no Santiago Bernabéu que custa 500 milhões de euros. Um valor quase maior do que o Passivo do Benfica. O raio do estádio parece o filho de um Burger King com uma Tupperware.
Os clubes tinham umas poucas centenas de sócios, o presidente convinha ser o dono de uma fábrica das redondezas a quem só se pedia que tivesse dinheiro para acudir a qualquer emergência (leia-se dívida). Arranjava-se um carola para treinador e uns tipos que tivessem jeitinho para o pontapé na bola a quem se pagavam umas centenas de escudos. Hoje não. Qualquer renatinho (suplente dos suplentes no Bayern) é transferido por milhões graças aos bons ofícios de um azeiteiro travestido de empresário que vende os rapazinhos aos milionários dos petrodólares.
Por cá muita graça teve a moda das SAD. Os clubes transmutaram-se em sociedades comerciais com estádios novos, pavilhões, museus e academias presumivelmente visando o lucro. As eleições são uma fantochada. Arranjam milhares de assinaturas para apresentar as listas, mas só 10% vão votar. Quem manda no clube é a SAD quando deveria ser o contrário. Em vez de um presidente e um chefe de secção tem Corpos Sociais, corpos mortos e mortos-vivos. Administrações que não administram onde só um é quem manda, um Diretor Financeiro que não gere as finanças, Conselhos Fiscais que não fiscalizam, Auditores que não auditam, e Revisores que não revisam. Juntam-lhe uma data de societárias batidas em castelo, barram-nas com um motivador profissional angariado pelo scouting e mostram-nos na TV do clube no programa de culinária. Vão ao forno coser lentamente. Quando estão muito tempo lá dentro ficam esturricadas.
 
No clube da treta o diretor de Comunicação reúne-se na Catedral da Cerveja com os comentadores do clube nas várias Televisões e dá-lhes instruções sobre o que devem dizer nos programas em que participam. Na foto podem ver-se de frente os dois paquidermes Pedro Guerra e João Gobern, e de costas, Calado.
Depois começa o calvário. Para arranjarem aquilo com que se compram os melões (leia-se jogadores) atravessam-se na Banca. Começam pela subscrição de Ações, seguem para o factoring, depois papel comercial, empréstimos obrigacionistas, etc. o que faz com que nas Contas do final da época paguem mais de juros do que recebem de quotas dos sócios. Os credores, o fisco, os agentes desportivos apertam, não há massa para todos, lá vem os PER os PARES e os REPARES, tudo medidas de recauchutagem de dívidas. Nas 3 SAD dos chamados grandes, se lhes juntarmos os clubes, tem mil milhões de euros de Passivo. E não há um só dos seus responsáveis (leia-se: presidente ou diretor Financeiro. Os outros são verbos de encher) que tenha a hombridade de se demitir. Os tempos mudaram mesmo.
 
Até à próxima

sábado, 24 de setembro de 2016

O importante é vencer, mas...

imagem retirada de zerozero

Tenho para mim que mais importante do que jogar bem é vencer. E foi basicamente isto que o Futebol Clube do Porto fez hoje diante do Boavista Futebol Clube. Venceu, jogou q.b mas não convenceu porque o futebol que mostrou na segunda parte é elucidativo de como o Dragão está – ainda – longe de estar aprimorado.

Nuno Espíritos Santo (NES) tem tentado gerir (com relativo sucesso) um plantel que foi muito mal construído, daí a tremenda dificuldade que este Porto tem de “matar” o jogo. Mesmo quando os adversários são acessíveis como este Boavista. Espero, sinceramente, que em Janeiro tenhamos novidades em certos sectores (especialmente no ataque e defesa) caso o problema tenha sido minimizado.

Um dos grandes problemas do FC Porto de NES é a defesa. Posiciona-se mal e tem um guarda-redes conceituado que por vezes mais parece um guarda-redes dos Distritais. O golo dos Axadrezados é um bom exemplo. É verdade que o atleta Boavisteiro se encontrava em fora de jogo (só a equipa de arbitragem é que “não viu”), mas o posicionamento da defesa Portista é de bradar aos céus de tão má que foi. Para piorar o cenário é ver Iker Casillas a dar uma de “brinca na areia” numa segunda parte onde o FC Porto lhe deu para gerir esforço (por acaso a coisa não correu mal… Por acaso!).

O outro grande problema do FC Porto de NES é a estranha “necessidade” que este tem de gerir o esforço na segunda parte. Tal tarefa rapidamente se transforma num dos 7 trabalhos de Hércules quando se aposta numa espécie de 4x4x2 com o qual a equipa Portista não está – mesmo – nada habituada. Vá lá que do outro lado da barricada esteve uma equipa relativamente acessível… Mas o FC Porto que nem pense em fazer tal coisa em Leicester senão vai ser o fim do mundo!

Bem sei que as rotinas e entrosamentos se ganham durante a competição e que é mais fácil conseguir tal coisa ganhando os jogos mesmo sem jogar bem, mas com NES a mudar constantemente o onze inicial e com uma linha defensiva onde o disparate pode surgir a qualquer momento torna-se complicado aplicar com eficácia o 4x4x2 no FC Porto.

Apesar de tudo o mais importante é que os Azuis e Brancos venceram. Mas espero sinceramente – repito – que em Leicester a tal 2.ª parte de hoje não se repita. Contra as equipas inglesas não basta jogar q.b. na primeira parte.

Uma nota final. Marcar um Dérbi da cidade do Porto (que tem história no futebol português) para as 19H de uma Sexta-feira é uma tremenda falta de respeito para com os adeptos que se deslocam ao Estádio. Obrigar o adepto a ter de sair “à pressa” do seu local de trabalho para ver o Dérbi da cidade Invicta é um tremendo castigo. E tudo isto porque a SportTv entendeu que o Sporting CP x GD Estoril Praia deveria ser disputado às 21H deste mesmo dia… Como se o confronto entre Sporting e Estoril tivesse um interesse maior do que um duelo de eternos rivais. Depois queixam-se de que os estádios de futebol em Portugal estão vazios.

Chave do Jogo: Apareceu “tarde e a más horas” para resolver a contenda a favor dos Dragões. Isto porque no minuto 86´ o guardião dos Axadrezados, Kamran Agayev, fez um tremendo “frango”, introduzindo a bola na sua própria baliza. A partir daí toda a resistência e espírito de luta do Boavista FC “caiu por terra”.

Arbitragem: Razoável. Nuno Almeida esteve mal ao validar o golo do Boavista (em claro fora de jogo). Esteve bem na marcação de uma grande penalidade contra o Boavista por falta cometida por Henrique sobre Otávio. Tirando estes dois lances quase não se deu por Nuno Almeida e a sua equipa (o exigível a qualquer equipa de arbitragem).

Positivo: André Silva, Otávio & companhia. A melhorar e, se possível, com um André Silva sempre “matador”. Destaque também para Ádrian López que parece um “peixe na água” neste 4x4x2 de NES. 
Negativo: Defesa. Equipa que quer ser campeã e competitiva na europa do futebol não pode continuar a cometer tantos erros de palmatória.

Artigo publicado no blog o gato no telhado

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Como? Querem “fazer o favor” a esta malta?

Aproveitado a temática que foi lançada pelo Jorge Vassalo no seu Porto Universal trago-vos uns vídeos sobre a forma “correcta” como o Sporting Clube de Portugal “tratou” o Futebol Clube do Porto em certos momentos chave. Ora vejamos:  

Taça de Portugal (Finalíssima Sporting CP 1 x FC Porto 2 - Temporada 1993/94)
Adeptos não identificados do Sporting causam confrontos no Dragão
Agora digam-me; querem mesmo perder com esta gente só porque o SL Benfica se pode sagrar Campeão caso o FC Porto derrote o Sporting CP no próximo Sábado?

terça-feira, 19 de abril de 2016

Nem Tudo São Rosas

Não vou aqui exortar as potencialidades de Pinto de Costa nem o que fez de bom por todos nós. Nós os Portistas. Não me interessa se são sócios, adeptos, simpatizantes, admiradores ou outros sinónimos que lhes queiram chamar. PORTISTAS! 1.899 Associados votaram nele. Não sei por onde andaram os 10.000 “promotores da candidatura” nem os 60.000 sócios pagantes (a acreditar no número anunciado aquando da última renumeração).
 
Há muitos anos éramos “andrades”, agora somos “dragões”. Uns mais do que outros. Pinto da Costa fez o que nenhum presidente de nenhum clube do mundo conseguiu. Modelou à sua maneira o clube de bairro que passou a potência futebolística mundial. Nada disso está em causa. O que se questiona é o que se deve fazer quando as coisas deixam de correr bem por algum tempo. Mudança é o imperativo usado. Nada melhor do que umas eleições para isso. Democráticas, à vista de todos, nada de truques na manga, nem proibições de votos à distância. 
 
Vou colocar aqui uns quadros para recordar que os últimos anos não foram assim tão bons quanto isso. Nem me refiro “apenas” ao desempenho desportivo mas junto-lhe o aspeto financeiro que considero preocupante. Bem sei que para a esmagadora maioria dos Portistas é coisa de somenos. São portistas do futebol não são das finanças. Dizem eles que “isso é para quem sabe e de somenos importância”. Ouvi um prestigiado portista dizer neste Domingo que “se a Sad precisar de dinheiro vai buscá-lo com facilidade”! Como se depois não tivesse que o pagar. A SAD é do Clube, logo também da responsabilidade de Pinto da Costa. Repare-se na diferença projetada no Orçamento de 2014/2015 entre Proveitos e Custos.
Sim. Já sei que faltam os “Proveitos Extraordinários” a Conta que representa as transferências de jogadores, e que a Sad, como entreposto que tem sido, pensa que vai conseguir fazer todos os anos. Imaginem que as vendas falham no todo ou em parte, nunca esquecendo que mesmo que se façam boas transferências precisamos de substituir os atletas por outros de melhor, ou pelo menos igual, valia. Ou seja: o que a Sad devia prudentemente orçamentar eram os Proveitos normais, em contraponto com os Custos esperados. Infelizmente é política da sociedade “contar com o ovo no cú da galinha”.
Ou se preferirmos ver os números em forma de gráfico
CLICAR PARA AMPLIAR
 
Facilmente se pode ver que mantendo quase sempre o mesmo valor do plantel (coluna castanha), as responsabilidades (coluna vermelha) sobem todos os anos. O argumento do presidente é que “o Ativo (coluna verde) é maior do que o Passivo”. Contabilisticamente é verdade. Mas isto graças a uma habilidade no último ano com a emissão de Ações quando da passagem de parte do Estádio para a SAD. Acresce que os Ativos dos clubes de futebol não são vendáveis (pavilhões, campos de treino, academias, estádios, etc.). Além disso considero mesmo que o valor do nosso plantel (preço de custo) está sobreavaliado.
 
Se verificarmos a coluna amarela verificamos que nos Resultados Líquidos dos últimos anos tivemos prejuízos em dois (e esta época acontecerá o mesmo) com forte impacto na inobservância do Fair Play Financeiro, com as consequências que já se fizeram sentir noutros clubes europeus. 
 
Se a ausência de listas adversárias neste Domingo não é culpa do presidente a sua reeleição é “culpa” de todos. Sempre foi assim gritam alguns. E agora? Esperar pelas próximas ou começar a trabalhar para, quando for necessário, alterar a situação? Desculpem lá mas eu sou Portista. Afinal continuamos Portistas não?
 
Até à próxima