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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Bandeira de Pernas para o Ar

Começo por agradecer ao meu amigo Fernando Tavares a excelente dica que me deu para o título da crónica de hoje. Também na última Quadratura do Circulo, Pacheco Pereira, referindo-se naturalmente ao Governo da Treta que (ainda) nos desgoverna, chamou-lhe “A Trapalhada Andante”. Eu já tinha pensado que aquelas marionetas manipuladas pela Troika, me faziam lembrar alguém. Por exemplo Santana Lopes.
 
Por coincidência, à mesma hora da Quadratura, mas noutro canal (o das sopeiras), o farsante que em tempos não muito longínquos foi carinhosamente coroado como o Rei das Trapalhadas apareceu a dizer umas baboseiras, com a barba por fazer como convém, para dar dramatismo à situação. Felizmente exonerado da vida política activa, foi entretanto despachado num caixote para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com o letreiro CUIDADO! NÃO VOLTAR, evitando que nas suas frequentes aparições na Tv ou nos congressos laranjas, se lembrasse de morder algum apaniguado.
 
E reparem nas coincidências. Outro habitué da política, Paulo Portas, esteve em ambas as situações. No Governo das Trapalhadas, deram-lhe a incumbência de comprar submarinos. No governo actual tem a difícil missão de desaparecer para não estorvar. Enquanto que o (ainda) Primeiro-ministro e o amigo iletrado Relvas, no outro filme, se entretinham com os laranjinhas, no actual estão mais adultos, e brincam ás casinhas com a senhora Merkle. Cavaco, o comparsa resignado, anda tão confuso com esta cambada que até hasteou a bandeira ao contrário.
Os meus amigos que conseguiram aguentar os 3 parágrafos anteriores, devem estar a pensar: que raio tem “isto” a ver com futebol? É fácil se juntarmos a este cozinhado, outra expressão também da autoria do Pacheco Pereira: “A procissão trapalhona”! Lembrei-me dos pasquineiros da nossa querida comunicação social que na última semana quase ignoraram o triunfo do nosso Clube, e tudo fizeram para minimizar o banho de bola que a “instituição de âmbito nacional”, denominador comum destes “incidentes”, levou do Barcelona. Chamaram de tudo aos azuis-celestes: “harmónio”; “carrossel”; “estrelas sintonizadas”; “estratosfera futebolística”; etc. e claro lá veio a frase do ano de Jesus o Pensador: “jogamos contra a melhor equipa do mundo”!
 
Nanja que a culpa fosse do clube da treta! Nem pensar! Que interessa que não tenham defesas ou trincos em stock para travar “extraterrestres” e que os “substitutos” não joguem népia? Mesmo quando deixaram “o sonolento” no banco deve considerar-se uma vantagem. Pelo menos não estorvou. E podem dar-se por muito felizes ao verem perdoados aos caceteiros de serviço (Maxi Pereira, Matic e Carlos Martins) os segundos amarelos e consequentes vermelhos. Na próxima jornada da Champions devia ser lindo. Lá tinha que entrar em pista a trupe de anões do Circo, capitaneados por Miguel Vítor. Os do Governo, para não ficarem atrás, colocaram Paulo Portas em off-side.
O clube da treta está cada vez mais parecido com o Governo. Ambos estão falidos e não sabem para onde se virar. Hoje contam-nos um filme na TV, e na semana seguinte uma aldrabice num pasquim. Os pobres pagantes cada vez “acarditam” menos “naquilo”. Outro elo comum é Bagão Félix. Fez parte do Governo das Trapalhadas, entrou no Totonegócio, finge que critica os nossos governantes e a direcção do Clube da Treta. Devia estar em Sèvres como exemplo padrão dos lambe-botas da “instituição: Fernando Seara, Gomes da Selva, Intestino Delgado, Ôdre Gobern, Leonor Pinhoa, João Gabriel, Gomes da Selva, Sílvio Cérvan, Fernando Guerra, e outros extraterrestres.
Mas o Gato Félix em vez de estar no Museu de Sèvres, em Paris, delicia-nos com o humor das suas croniquetas nas páginas dum pasquim, A BOLHA, que faz com que os pobres dos sócios, ano após ano, desconheçam a situação calamitosa a que o clube da treta chegou. Numa das últimas croniquetas, atreveu-se a misturar as contas todas, afirmando: “Foi assim que sem dramatismos os chamados 3 grandes de Portugal chegaram a um Passivo de perto de 900 milhões de euros”.
 
Este caramelo fez parte dum Governo que aceitou uns papéis sem qualquer valor comercial como garantia de dívidas fiscais. E quando “mistura” os 3 Passivos, os pobres dos pacóvios seus apaniguados, dividem por 3 e julgam que cada um “dos grandes” está a arder em 300 milhões. Nada de mais errado. O senhor na próxima crónica devia esclarecer os seus consócios que vão ao acto eleitoral que o seu clube é responsável por mais de metade daquele valor. E não venha para cá com a historieta do consolidado ou não consolidado como o aldrabão das segundas-feiras. Olhe! Se não souber, eu explico.
Porreiro, pá!
 
Até para a semana.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Reality Shows

Depois dos inenarráveis comportamentos da Sad da “instituição” na relação com os seus atletas mais representativos, tudo que aconteça neste defeso, já parece normal. Vieira, que deve ser quem manda naquilo, despede um plantel inteiro, castiga um atleta que “faz o favor” de lhe garantir uns milhões, despacha Nuno Gomes para as “relações externas” e Mantorres para o 1º de Agosto, de Angola, coloca-os o mais longe possível da Luz, duas decisões miseráveis. Claro que Nuno Gomes vai recusar. Para andar a passear já lá está “o outro”. Assim como assim, mais vale trabalhar em Publicidade.

Depois admiram-se que os atletas que chegam já venham com a ideia de dar “o salto para um grande da Europa”. Se calhar ninguém lhes explicou que o Benfica é um grande da Europa. O inefável Director para a Comunicação deve andar muito atarefado a ver quem lhes convém mais colocar na FPF e no Tribunal Arbitral do Desporto, não tem tempo para estas minudências. Saviola, Cardozo e Aimar só ficam porque têm contrato e ninguém dá um tusto por eles.

Do outro lado da Circular, talvez devido a um qualquer fenómeno de “simpatia”, Godinho Lopes despede o Director-geral (leram bem, não é o homem que marca o campo, ou lava as camisolas, é mesmo o Director-geral). Mais ao lado, para as bandas de Algés, é o popular Belenenses que, sucessivas indefinições directivas e insuportáveis faltas de resposta aos pedidos de ajuda feitos às entidades que mandam (mandaram) nos últimos Governos está mesmo, mesmo, à beirinha da falência.

No nosso clube, pelo contrário, os bons exemplos continuam a acontecer. Edo Bosch, guarda-redes do Óquei em Patins chegou do Barcelona há 22 anos e ganhou precisamente 22 títulos (12 campeonatos, 5 taças, 5 supertaças. E sabem o que disse aos jornalistas? “Gostaria (quando acabar a carreira) continuar ligado ao Futebol Clube do Porto para retribuir um pouco do que me deu”. Retribuir, leram bem?

José Eduardo Moniz, candidato adiado ao Circo da Luz, apresentou há dias na querida Comunicação Social um novo modelo de concurso interactivo em que os espectadores são quem dá as ordens. Desenvolvido pelo grupo israelita Dori Media Group, “uMan”, assim se chama o concurso, já foi vendido para 23 países, onde se revelou um fenómeno de audiências e conquistou o mercado publicitário da multiplataformas.

Em “uMan”, oito pessoas são vigiadas por várias câmaras durante 21 dias, 24 horas por dia. As suas acções são controladas pelos espectadores, e só pelos espectadores, que decidem o que devem comer, vestir, quando dormem e se dormem, a musica que ouvem, quem os visita. Os U-man têm que fazer tudo que o publico decidir Os participantes serão excluídos à medida que o público perde o interesse neles. Então lembrei-me de imaginar algumas das tarefas que os concorrentes possam realizar. Por exemplo, um deles terá que convencer Rui Rio a substituir a estátua de D. Pedro IV por uma de José Mourinho homenageando, de forma indirecta, o nosso Futebol Clube do Porto.

Outra missão poderá ser pedir ao senhor Vieira que fique como presidente vitalício da “instituição” e contrate um Chinês para director desportivo. Então é que vinham charters de jogadores da China em vez do Atlético de Madrid ou das Américas.

Um grande desafio para outro concorrente será convencer Manuela Ferreira Leite a colar nas paredes do estúdio, 1000 acções da “instituição” que ainda deve ter guardadas ou, em alternativa, desfilar na próxima colecção de Fátima Lopes com um traje original alusivo à recente condecoração do 10 de Junho, a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Puxa vida! O que é que a senhora terá feito que não me lembro? Deixo aqui uma sugestão para o modelo do traje.

Outra missão é uma prova dificílima: o concorrente deve obrigar, pela primeira vez na vida, Paulo Portas a trabalhar durante 1 semana. Não se trata de empregos complicados como abater sobreiros, fazer 80.000 fotocópias, escrever num pasquim e, muito menos, encomendar submarinos. Devem ser tarefas simples, como qualquer pessoa num emprego modesto, por exemplo, trabalhar numa gasolineira.

Naturalmente que os concorrentes que não conseguirem superar as provas, vão sendo expulsos semanalmente numa sessão que se espera irá pulverizar todos os recordes de audiências até hoje conseguidas em programas deste tipo. Uma das tarefas, muito fácil até pela apetência que o personagem em questão tem pelos ecrãs televisivos, será “convencer” o Prof. Martelo a apresentar as nomeações, em princípio às terças-feiras, para “esconder” o nosso excelente Miguel Guedes que se está a notabilizar como um excelente comentador desportivo no Trio de Ataque.

Fotomontagens de JOSE LIMA

Até para a semana