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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Figuinho da Figueira

Os contos onde entram figos são como os chapéus: há muitos! Uma rápida pesquisa pela Internet (onde tudo se encontra) recorda-nos alguns da nossa infância: A Vendedeira de Figos; A Lenda do Papa-Figo; A Figueira Sem Figos; O Figuinho da Figueira, etc.
Na última semana os pasquins acordaram ao som dum estardalhaço futebolístico: “o nosso” Luís Figo em tempos jogador de futebol, e mais recentemente manequim do BPN, resolveu apresentar-se a votos na eleição para presidente da FIFA, cargo omnipotente que produz, por exemplo na Comunidade Económica Europeia, legislação futebolística e financeira às resmas, pouco se importando com as leis próprias de cada Continente.
Recordemos o que escreveu há dias o nosso amigo José Manuel Meirim na sua habitual coluna de opinião no PUBLICO:
 
“Ser presidente da FIFA não é apenas ser titular de um alto cargo numa associação sem fins lucrativos, constituída em conformidade com as normas do Código Civil suíço. Ser presidente da FIFA é ser chefe de estado, no duplo sentido de que alguém passa a liderar os destinos de uma organização de vocação universal, composta por 209 membros, reguladora (eficaz) de uma modalidade desportiva, economicamente bem saudável (uma verdadeira multinacional) e ainda que assume, no plano das nações, no plano político internacional, as vestes de um importante líder.”
Vejamos então se o currículo de Luís Figo corresponde a estes requisitos. Pertenceu à tribo do pontapé-na-bola; despediu-se do Zbórden “à francesa”; nos anos de maior fulgor futeboleiro virou as costas ao Barcelona que o acolheu e fugiu para Madrid; tem amigos nos meios financeiros da pouca-vergonha que burlaram milhares de portugueses; provavelmente toca piano, e fala Francês. Que importam as 209 Federações e as 6 Confederações que constituem o universo FIFA mais os 3 candidatos ao bolo? Os patrioteiros do costume fizeram soar as trombetas, embandeiraram em arco e logo se apressaram a colar Luís Figo aos clubes que sempre viram nos Fundos uma tábua de salvação. Para eles é o candidato ideal para a função ou não fosse nado e criado num país de trapaceiros.
Enquanto os clubes (pequenos, médios, ou grandes) estão falidos Jorge Mendes que vive às custas das transferências de jogadores (só no ano passado ganhou 50 milhões de euros) está do seu lado. “Então pode lá ser, a FIFA e a comadre UEFA, acabarem com os intermediários e a detenção de parte dos passes pelos Fundos de Jogadores? Pergunto eu: fundos como o Benfas Star Fund gerido pelos aldrabões do BES!? E intermediários como um funcionário do BESA, Álvaro Sobrinho, a enterrar dinheiro no Zbórden?!
Caro Agente Especial Jorge Mendes! Pelo menos que a FIFA os deixe “emprestar” dinheiro sem juros como faz aquele amigo de peito do Sócrates. Então até sugeria uma petição (maniqueísmo muito em voga) para apoiarmos todos a candidatura de Luís Figo. Vamos transformar esta comédia da treta num desígnio nacional. Se não fosse abusar muito, até podia ser o senhor Rui Santos e o senhor Vieira a entregar a petição na Assembleia da Republica como estão habituados a fazer. Sabe? É que eles estão habituados a defender a verdade desportiva, é mais um jeitinho que fazem à malta da bola (não confundir com A BOLA).
Notícias de há poucos dias referem que representantes das Ligas portuguesa e espanhola deslocaram-se a Bruxelas para tentar que a FIFA abandone estas ideias. Os jornais do país vizinho que conhecem o pesetero de ginjeira, já falam num triunvirato de salvação internacional. O líder da Federação Holandesa Michael Van Praag; o príncipe Ali Bin All Hussein das Arábias, por coincidência vice-presidente do organismo; e o figuinho da figueira em representação dos Pastilhas. Assim uma espécie de troika para libertar a instituição das garras do senhor Blatter, tentar anular a proibição de fundos ou esquemas equiparados, e fazer com que os milhões das transferências continuem a escorrer dos clubes falidos para os bolsos dos “Agentes Especiais”, pois claro!
 
Até à próxima

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

¡¡Hala Madrid!!: O tema do momento

Não queria falar sobre a enorme questão que surgiu recentemente. Não o queria fazer porque já é do conhecimento público a forma pouco honesta como a FIFA é presidida e também é do conhecimento público a forma nada tendenciosa como decorre a votação para o FIFA Ballon d'or.
 
Para mais eu sempre disse que o “único Lionel Messi” que merecia o Título de Melhor Jogador do Mundo foi o de Pep Guardiola que juntamente com o FC Barcelona ganhou quase tudo o que havia para ganhar numa época (convêm lembrar que o Real Madrid CF venceu a Copa del Rey tendo derrotado o FC Barcelona na Final de Valência). Daí para a frente a Bola de Ouro não foi entregue ao melhor mas sim ao que teve a melhor empresa de marketing a trabalhar para ele. Provavelmente a única excepção foi Iniesta que fez da Espanha a Selecção que é hoje.
 
Isto tudo para dizer que desde que o Ballon d'or da revista France Football passou para a égide da FIFA eu deixei de me interessar pelo assunto. Passou tudo a ser uma simples jogada de Marketing onde a maior parte das vezes se comete a injustiça de atribuir o prémio a quem não o merece. Para mais o Presidente da FIFA até faz campanha por um determinado Atleta da sua simpatia.
 
Contudo desde a triste figura de Blatter que ridicularizou Cristiano Ronaldo em público que não se fala noutra coisa senão no prémio de Melhor Jogador do Mundo, prémio que já estava destinado a Messi sem que este tenha feito algo de extraordinário na época anterior e na actual. 
 
E mais se fala neste tema depois da galáctica exibição de Ronaldo ao serviço da Selecção Portuguesa ante a Suécia. O assunto é tema de debate tanto em Portugal como em Espanha e agora até a Argentina se meteu “ao barulho” porque o Presidente da FIFA quer tapar o sol com a peneira ao reabrir a votação para a eleição do Melhor Jogador do Mundo.
 
Isto é elucidativo da mesquinhez do tema aqui em análise. Messi tem um enorme talento mas não fez nada de outro Mundo na época anterior e neste momento passa mais tempo lesionado do que a jogar, Franck Ribéry também nada de mais fez senão fazer parte de uma máquina Germânica de jogar futebol que se sagrou Campeã Europeia na época anterior. Resta então Cristiano Ronaldo que nada venceu na temporada passada mas que actualmente está a “partir a louça toda” em Madrid e em Portugal.
 
Se quisermos que haja um pequeno respingo de justiça o Melhor Jogador do Mundo deverá ser Cristiano Ronaldo, mas até que ponto isto será correcto e irá de encontro ao espírito do prémio?