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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Truques de Ilusionismo

Os mais antigos devem recordar-se do Circo de Natal no Coliseu e do CONDE DE AGUILAR um mágico que tirava cigarros da boca uns atrás dos outros e fazia desaparecer canários de uma gaiola. No final da sua atuação abria a casaca, mostrava umas faixas com as cores portuguesas e o Tony Dantas gritava impante de orgulho: PALMAS! É UM ARTISTA PORTUGUÊS!
Conde d'Aguilar, nome artístico de Saúl Fernandes de Aguilar (Lisboa, 21 de Janeiro de 1909 - Lisboa, 12 de Fevereiro de 1988). Na juventude Saúl jogou como júnior no Sport Lisboa e Benfica, pois claro, a maior parte dos ilusionistas passou por lá. Em 1926 estreou-se como faquir, e dez anos depois tornou-se mágico, atividade pela qual ficou internacionalmente conhecido. O "Conde d'Aguilar" tinha uma figura muito característica, apresentava-se de casaca, faixa verde e vermelha por cima da camisa, e muitas medalhas na lapela ganhas em concursos internacionais.
 
Hoje vou falar-vos de outro grande ilusionista, também português, de sua graça Nélio Lucas, que entrou no mundo do futebol pela mão do agente israelita Pini Zahavi. Move-se na área do futebol como peixe na água e numa passagem fugaz pelo Beira-Mar em 2003 contribuiu para que o popular clube aveirense desaparecesse da primeira Liga.
Consegue de uma só penada enganar jogadores, diretores desportivos, treinadores, presidentes de clubes, ilustres membros dos Conselhos Fiscais dos clubes e, pasme-se, até os próprios Tribunais como veremos mais adiante! Este auto intitulado CEO, diretor executivo do fundo de investimento Doyen Sports afirma que a sua empresa é "genericamente contra a copropriedade TPO (Third Party Ownership) de passes de jogadores, preferindo o modelo do coinvestimento".
 
“Somos a favor de um modelo TPI” (investimento por parte de terceiros) disse Nélio Lucas num seminário sobre o tema em Madrid. Trocando por miúdos significa que em vez de comparticiparem na compra dos passes como fazem os Fundos de Investimento normais preferem “emprestar” dinheiro aos clubes para que estes façam os seus negócios revertendo mais tarde uma parte (mais valias e juros) de eventuais transferências para a Doyen.
 
Segundo Nélio Lucas os reguladores do futebol como a FIFA e a UEFA estão a criar instrumentos que aumentam a diferença entre os clubes como as leis do fair play financeiro e retiram os poucos instrumentos ao alcance dos clubes mais pobres para que possam competir ao mais alto nível. Mais diz este santinho que “o jogador não faz parte dos nossos contratos nem está sujeito a qualquer tipo de pressão por parte da Doyen", rejeitando também que esta prática contribua para qualquer espécie de interferência nos clubes.
 
Ora aqui é que a porca torce o rabo. É claro que interferem e de que maneira. Não permitem que os clubes façam o seu negócio livremente quando são postos à margem de transferências que considerem pouco vantajosas para a Doyen. Se algum clube sai daquela estratégia já sabe que na primeira oportunidade que precise de um financiamento é posto de lado.
Um exemplo é Geoffrey Kondogbia contratado pelo Sevilha em 2012 por €3M€. O dinheiro veio da Doyen como mostra a investigação Football Leaks, a partir de documentos obtidos pela revista alemã "Der Spiegel", e a Doyen ficou com 50% dos direitos económicos de Kondogbia. Para ter os restantes 50%, o Sevilha prometeu pagar à Doyen €1,65M€, mais prestações de €150 mil ao ano até que o jogador fosse vendido a outro clube. Na prática, o Sevilha obteve um empréstimo de €1,5M€, com juros de 10% ao ano!
 
Este contrato com o Sevilha foi um dos primeiros. No pior dos cenários, se outro clube não adquirisse os direitos de Kondogbia até 2015, a Doyen receberia do Sevilha €3,4M€. Mas não foi isso que aconteceu. Em Agosto de 2013, Kondogbia foi contratado pelo Mónaco, que pagou €20M€, o valor da cláusula de rescisão. A Doyen, que tinha 50% dos direitos, encaixou €10M€ o que deu um lucro de €8,5M€ em apenas um ano: uma rentabilidade do capital investido de 567%, antes de descontadas as comissões.
Em julho de 2012, aconteceu um caso semelhante com o Sporting. Contrataram o futebolista argentino Marcos Rojo ao Spartak de Moscovo, por €4M€. Desse valor, €3M€ foram financiados pela Doyen, que ficou com 75% dos direitos económicos do jogador. Em agosto de 2014, o Sporting não quis saber do contrato e vendeu os direitos de Marcos Rojo ao Manchester United por €20M€. Descontando €4M€ para o antigo clube de Rojo, o Spartak, caberia à Doyen €12M€ o que dava um lucro de €9M€, ou 300%, em apenas dois anos. Só que o Sporting decidiu rasgar o contrato e apenas restituir ao fundo os €3M€ investidos em 2013. 
 
Claro que o fundo processou o clube na Suíça, e um acórdão de Dezembro de 2015 deu razão à empresa, condenando o Sporting a pagar os €12M€. Mesmo assim, o Sporting para ganhar tempo, recorreu para o Supremo Tribunal da Suíça, argumentando que a sentença “obriga os leões a pagar juros usurários e valida contratos que violam direitos fundamentais dos jogadores”. Contudo o Supremo acha “que um contrato é um contrato” e confirmou a sentença de primeira instância condenando o clube a pagar à Doyen os €12M€ mais juros. O honorável Tribunal Suíço não considerou o argumento dos Calimeros que considerava o contrato “excessivo e com cláusulas leoninas.”
 
Se o Conde de Aguilar ainda estivesse entre nós devia rir-se destes novos ilusionistas! 
 
Até à próxima e BOAS ILUSÕES

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Leaks, Vmocs e Remoques

Pouco a pouco percebemos que esta cambada que gira à volta do Futebol vai-se “governando”. Uns porque pagam comissões, outros porque recebem. Curiosamente, na transferência de um jogador para uma equipa, toda a gente ganha dinheiro. O comprador, o vendedor, o filho do presidente, o atleta, a avó do atleta, o empresário, o clube que o formou, o detentor dos direitos de imagem, a banca, o fundo, e os empresários que financiam o negócio à espera do que lhes toca quando o atleta é transferido.

Este mês ficamos a saber que dos cerca de 30 atletas que temos espalhados por aí alguns vão regressar à base, quiçá para voltarem a ser despachados em grande velocidade com portes CIF (costs, insurance, freight) ou FOB (free on board). Quer dizer: se de alguns conseguimos retirar algum rendimento (talvez algum otário lhes pague parte do salário), de outros mancos, tipo Walter ou Ghilas, se calhar ainda temos que lhes pagar o bilhete do avião.

A boa notícia é que alguns poderão interessar-nos para remendar a pobre equipa. Por exemplo vão ficar livres, Kelvin, e Quintero, com quem, em relação a este ultimo, os pasquins anunciam que já renovamos até 2021. Gostava que também aproveitassem o Kelvin.
Isto relaciona-se com as notícias despejadas diariamente pelo Football Leaks sobre jogadas entre empresários, presidentes de Sad, investidores e clubes, nomeadamente as trocas e baldrocas do clube da treta com algumas das suas vedetas, um estranho negócio com Roberto, e esta semana um balúrdio que tem que pagar aos tais empresários para ficar com Mitroglou. Convém referir que das espertezas acima referidas o nosso Clube também não está isento.

Noutra área, a dos cãezinhos amestrados de vítor pereira, a notícia são os sucessivos “deslizes” dos árbitros nomeados para jogos de responsabilidade, caindo sempre para o mesmo lado, esquecendo-se que são os clubes que lhes sustentam a mandriice. Observadores ignotos, decidem como lhes apetece as classificações, subidas e descidas. Por nós, já nem estranhamos por ser política seguida desde os anos 50 onde o colinho era dividido, sempre em benefício dos 2 Circos da Segunda Circular. Enquanto não correrem com o senhor Vítor Pereira que não tem que prestar contas a ninguém (é eleito em listas separadas) isto não vai lá. O espertalhão para o fim-de-semana nomeou para o jogo do clube da treta o talhante Manuel Mota que já sabe do que a casa gasta!
Novidade é o reaparecimento de dois cómicos, Mr Burns e o banana, vomitando remoques quase diários nas tvs e pasquins desportivos. Ambos falidos até à chegada dos Messias das operadoras que lhes compraram por uma pipa de massa os famosos Direitos Desportivos, é no mínimo engraçado que por exemplo os Calimeros, que andam há meses a ladrar contra os Fundos que os salvaram de fechar as portas, conseguiram passar uma rasteira à FIFA quando renegociaram a colossal dívida tutelada pelos VMOC, ladeando a proibição Third Own Party.
Os valores mobiliários são documentos emitidos por empresas ou entidades, que representam direitos e deveres, podendo ser comprados e vendidos, nomeadamente na Bolsa. Para as empresas que os emitem, representam uma forma de financiamento semelhante ao crédito bancário. Para os investidores, são um modo de aplicação de poupanças alternativo aos depósitos bancários e a outros produtos financeiros que se caracteriza por oferecer níveis diferentes de risco e rendibilidade. Mas que raio de coisa serão para a FIFA, o Millennium e o Novo Banco que se arrogam em salvadores da pátria prolongando até 2020 sem juros os prazos de resgate dos empréstimos que concederam há anos? Mais: as operadoras que compraram os Direitos Televisivos aos clubes injetando centenas de milhões de euros não serão, também, “terceiras partes” disfarçadas?

Até à próxima 

NOTA - Agora coisas boas. Fez na passada quarta-feira 102 anos um grande portista Jaime Tavares. Se quiserem podem associar-se à homenagem lendo o que escrevi no dia do seu centenário.ou então no seu Facebook

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Figuinho da Figueira

Os contos onde entram figos são como os chapéus: há muitos! Uma rápida pesquisa pela Internet (onde tudo se encontra) recorda-nos alguns da nossa infância: A Vendedeira de Figos; A Lenda do Papa-Figo; A Figueira Sem Figos; O Figuinho da Figueira, etc.
Na última semana os pasquins acordaram ao som dum estardalhaço futebolístico: “o nosso” Luís Figo em tempos jogador de futebol, e mais recentemente manequim do BPN, resolveu apresentar-se a votos na eleição para presidente da FIFA, cargo omnipotente que produz, por exemplo na Comunidade Económica Europeia, legislação futebolística e financeira às resmas, pouco se importando com as leis próprias de cada Continente.
Recordemos o que escreveu há dias o nosso amigo José Manuel Meirim na sua habitual coluna de opinião no PUBLICO:
 
“Ser presidente da FIFA não é apenas ser titular de um alto cargo numa associação sem fins lucrativos, constituída em conformidade com as normas do Código Civil suíço. Ser presidente da FIFA é ser chefe de estado, no duplo sentido de que alguém passa a liderar os destinos de uma organização de vocação universal, composta por 209 membros, reguladora (eficaz) de uma modalidade desportiva, economicamente bem saudável (uma verdadeira multinacional) e ainda que assume, no plano das nações, no plano político internacional, as vestes de um importante líder.”
Vejamos então se o currículo de Luís Figo corresponde a estes requisitos. Pertenceu à tribo do pontapé-na-bola; despediu-se do Zbórden “à francesa”; nos anos de maior fulgor futeboleiro virou as costas ao Barcelona que o acolheu e fugiu para Madrid; tem amigos nos meios financeiros da pouca-vergonha que burlaram milhares de portugueses; provavelmente toca piano, e fala Francês. Que importam as 209 Federações e as 6 Confederações que constituem o universo FIFA mais os 3 candidatos ao bolo? Os patrioteiros do costume fizeram soar as trombetas, embandeiraram em arco e logo se apressaram a colar Luís Figo aos clubes que sempre viram nos Fundos uma tábua de salvação. Para eles é o candidato ideal para a função ou não fosse nado e criado num país de trapaceiros.
Enquanto os clubes (pequenos, médios, ou grandes) estão falidos Jorge Mendes que vive às custas das transferências de jogadores (só no ano passado ganhou 50 milhões de euros) está do seu lado. “Então pode lá ser, a FIFA e a comadre UEFA, acabarem com os intermediários e a detenção de parte dos passes pelos Fundos de Jogadores? Pergunto eu: fundos como o Benfas Star Fund gerido pelos aldrabões do BES!? E intermediários como um funcionário do BESA, Álvaro Sobrinho, a enterrar dinheiro no Zbórden?!
Caro Agente Especial Jorge Mendes! Pelo menos que a FIFA os deixe “emprestar” dinheiro sem juros como faz aquele amigo de peito do Sócrates. Então até sugeria uma petição (maniqueísmo muito em voga) para apoiarmos todos a candidatura de Luís Figo. Vamos transformar esta comédia da treta num desígnio nacional. Se não fosse abusar muito, até podia ser o senhor Rui Santos e o senhor Vieira a entregar a petição na Assembleia da Republica como estão habituados a fazer. Sabe? É que eles estão habituados a defender a verdade desportiva, é mais um jeitinho que fazem à malta da bola (não confundir com A BOLA).
Notícias de há poucos dias referem que representantes das Ligas portuguesa e espanhola deslocaram-se a Bruxelas para tentar que a FIFA abandone estas ideias. Os jornais do país vizinho que conhecem o pesetero de ginjeira, já falam num triunvirato de salvação internacional. O líder da Federação Holandesa Michael Van Praag; o príncipe Ali Bin All Hussein das Arábias, por coincidência vice-presidente do organismo; e o figuinho da figueira em representação dos Pastilhas. Assim uma espécie de troika para libertar a instituição das garras do senhor Blatter, tentar anular a proibição de fundos ou esquemas equiparados, e fazer com que os milhões das transferências continuem a escorrer dos clubes falidos para os bolsos dos “Agentes Especiais”, pois claro!
 
Até à próxima

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ponto de Ordem

LIGA - Fim de ano é altura de Assembleias-Gerais, Orçamentos e também Balanços. O melhor e o pior desta Liga. Começo com um apontamento cómico. O parvalhão que presidiu à anterior direção esqueceu-se de mandar retificar o Regulamento da II Liga no que respeita às descidas. Como houve aumento de clubes participantes (atualmente são 18) pelo Regulamento ainda em vigor, pasme-se, descem o 15º e o 16º, em vez do 17º e 18º. Naturalmente será corrigida a situação.
Depois do descalabro, a roçar o doloso, da gestão financeira a entrada de Luís Duque parece ter resultado. Resolveu o problema dos débitos aos árbitros, faltando ainda saber o resultado da indispensável auditoria externa para se avaliar em definitivo como estão as contas. Para já os clubes participantes na Taça da Liga prescindiram das receitas para equilibrar os prejuízos.
 
DIREITOS TELEVISIVOS – A trapalhada arranjada por Mário Figueiredo com o projeto da centralização na própria LIGA é uma bomba relógio. Primeiro porque está falida e não vejo como possa concorrer com operadores televisivos ou distribuidores de conteúdos por cabo. Depois porque um dos clubes, o Benfica, arrancou com a compra e transmissão dos jogos em casa, acrescentando uma cenoura (Liga Inglesa) para tornar atrativos os €9,90 da sua BTV.
 
Na próxima comercialização de Direitos nada nos garante que a BTV consiga competir com eventuais fusões entre operadores com maior poder negocial ou mesmo, se acontecer a tal centralização na LIGA, tornará rentável manter o atual cenário. Por declarações avulsas do responsável financeiro parece que o anunciado volume de assinaturas mal cobre as despesas.
PASQUINS, TV’s E RÁDIOS – Lamentável proliferação de programas televisivos sobre futebol que passam nos órgãos, ditos de informação, todos de inspiração descaradamente benfiquista. Já não bastava a vergonhosa Benfica TV, juntaram-se-lhe os títulos da COFINA (Record, Correio da Manhã, CMTV); os programas Mais Futebol, Zona Mista, onde os nossos ”representantes” ou são meio-gagos (Dia Seguinte); ou palhaços (Prolongamento). Outros “comentadores” manifestam um ódio visceral ao Futebol Clube do Porto (p. ex. Octávio Machado). O bombeiro agricultor diz que “a culpa é da estrutura”. Este é como o Santana Lopes. Ainda não percebeu porque foi substituído. Outro ainda encobre sorrateiramente uma putativa candidatura ao nosso clube (António Oliveira). Completamente sui-generis ainda, a participação de um pobre apresentador de telejornais, funcionário da RTP, Carlos Daniel, com o acordo da linha editorial da empresa, finge ser um profundo conhecedor de futebol mas que está ali, apenas, para enaltecer os feitos do seu clube da treta. Simplesmente vergonhoso.
 
Vimos no Rascor de 17 de Dezembro, Jorge Barbosa o intitulado “Editor Chefe”, do alto das suas tamancas proclamar: “Jesus apaga Lopetegui” provavelmente referindo-se à vitória sobre o nosso clube no jogo da Liga. E lá vinha a ladainha habitual da “competência” do catedrático, da “inexperiência” de Lopetegui, blá, blá, blá. Ó Jorge! Tu é que foste apagado filho! Vai-te encher de moscas. Basta ver o apagão hoje (escrevo a 21/12) com o Gil Vicente.
 
PORTISTAS NOVOS, VELHOS, E ASSIM-ASSIM – Mais lhes valeria estarem calados. Aqueles que criticaram o nosso treinador e os nossos atletas levaram logo passados 3 dias com a gata pelas ventas. Sim amigos. A vitória histórica do Braga na Luz foi muito mais traumatizante para as águias depenadas do que a nossa derrota no Dragão. Já cá ando há muito tempo!
 
OS NOSSOS CONCORRENTES – Tradicionalmente fazendo parte dos chamados “3 grandes”, Sporting e Benfica, consoante a sua prestação dentro das 4 linhas lhes permite vir à tona de quando em vez, aldrabam ou escondem as suas fragilidades, o verdadeiro drama em que se transformaram as suas situações financeiras.
 
No decorrer de poucas dezenas de anos e muitos erros de gestão transformaram-se ambos em sociedades falidas, sobrevivendo apenas com a ajuda de perdões fiscais, empréstimos da Banca também ela falida, o recurso a investidores privados, ou aos cada vez menores, Proveitos Extraordinários (transferência de atletas).
No caso do Benfica é fácil de verificar que esta última solução (venda de ativos) está a constituir um verdadeiro quebra-cabeças para a “instituição”. Vendendo os seus melhores atletas (são esses que interessam aos vorazes compradores) o plantel fica desfalcado e constitui pasto fácil para os clubes menos poderosos. O recente desastre que foi a não conquista de UEFA CHAMPIONS LEAGUE cuja final foi disputada no estádio da Luz e, mais recentemente, a eliminação da Champions, e da Taça de Portugal, são a prova evidente desse desequilíbrio.
 
No Sporting o caso é mais grave visto que os seus jogadores não pertencem inteiramente à SAD, os Proveitos não cobrem os Custos, e com um número insuficiente de atletas no plantel não será fácil atingir um dos 3 lugares das competições europeias, as únicas que dão lucro. Além disso, o Capital Social começa a ficar entregue às sociedades de investidores que transformaram os créditos em Ações. Por exemplo o Novo Banco e o BCP transformaram os créditos que detinham na SAD em VMOC títulos que a longo prazo serão transformados em ações da Sad, ou seja, lixo tóxico.
FUNDOS DE INVESTIMENTO - O senhor Blatter parece ter desferido forte machadada nos clubes habituados a fazer dos Fundos o seu cofre-forte. Foi mais uma das asneirolas que o banana que (ainda) preside aos Calimeros arranjou. Foram tantas as queixinhas aos senhores da UEFA que esta aproveitou e fez-lhe a vontade. A partir do próximo ano quem tiver contratos em vigor pode mantê-los apenas até meados de 2016. Vai ser interessante verificar se o BES continuará a esbanjar dinheiro no Sporting como até aqui. O poço deve estar a secar. Para já anuncia-se o fim da equipa B e os processos levantados à brigada do croquete.
 
Até à próxima

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O Fundo do Benfica que não era do Benfica

A maioria das pessoas que não se interessam por estas minudências pensava que o agora, em vias de extinção, Benfica Star’s Fund era propriedade do Benfica a que “investidores” se associavam. Não era, é ao contrário. Trata-se sim de uma Sociedade de Investimento anónima gerida por uma societária do BES, mais precisamente a ESAF com o capital inicial de 40M€, na qual o Benfica, Sad investiu 15%. O termo desta Sociedade fundada em 30 Setembro de 2009 estava previsto desde essa data para 30 de Setembro de 2014.
 
O Fundo era uma forma da Benfica, SAD se financiar. Quando precisava de dinheiro colocava lá jogadores, e o Fundo adiantava-lhe um valor (20%/25%/40% etc. da avaliação) a deduzir em eventuais vendas. Bastará ler o Regulamento do Fundo para se perceber quem geria, e quem mandava (Art.º 2º). Interessante o número 5 deste Artigo: “A Entidade Gestora no exercício das suas funções age de forma independente no exclusivo interesse dos participantes”.
 Tiveram a sorte de alguns jogadores serem entretanto muito bem vendidos, graças à ajuda “desinteressada” de Jorge Mendes. Recordemos alguns: Di Maria, Coentrão, Ramires, David Luiz, Witsel, Javi Garcia, Matic, André Gomes, Rodrigo, etc.
 
A Entidade responsável pela colocação das unidades de participação do Fundo junto dos investidores estava subdividida entre Entidade Gestora e o Depositário (ambos sob gestão da ESAF) que guardava a maçaroca proveniente das vendas. Os eventuais lucros só serão distribuídos pelos participantes aquando do encerramento do Fundo.
 
O Comité de Investimento (Artº 6º) “é assegurado pela Entidade Gestora” composto “por dois elementos ligados ao mundo do futebol, idóneos, e reconhecidos internacionalmente, que não sejam agentes de jogadores de futebol e não tenham qualquer vínculo laboral ou equiparado com a Benfica, SAD.”
 
Mais ainda: No Ponto 2 do art.º 6º - Compete ao Comité: “tomar decisões”; “avaliar os termos de aquisição e alienação”; “deliberar matérias de particular interesse para o Fundo, quanto a projetos destinados à valorização dos ativos”; “deliberar sobre potenciais imparidades” (caso Garay), etc. ou seja, a Benfica, SAD ao contrário do que dizia o aldrabão do Dia Seguinte, não pregava prego nem estopa. Nem sequer tinha voto na matéria.
 
Por estas e outras habilidades, é que a UEFA não quer que este tipo de Fundos participem nas transações dos ativos das sociedades desportivas. Basta ver que podem levar à combinação de resultados. É bom de ver que um Fundo que possua atletas de vários clubes que se venham a defrontar poderia manipular a presença ou não dos “seus ativos” em qualquer jogo. Uma situação parecida com os empréstimos de jogadores a outros clubes que mais tarde “são impedidos de jogar contra os emprestadores” e por-aí-fora.
 
A Entidade Gestora é que escolhe os atletas que fazem parte do fundo e sobre os quais adianta percentagens da avaliação. Devem ser “o mais fresquinhos possível, com idades entre os 16 e 25 anos, e capacidade de integrar a primeira equipa”, isco apetitoso para os compradores. Mais ainda: é a Entidade que fixa a percentagem que adianta à SAD, e naturalmente decide o preço para as propostas que aparecerem. Se a Benfica,SAD quiser, ela própria, mais tarde ficar com um atleta, basta só superar a oferta do eventual comprador. Uma verdadeira chantagem.
 
No Artigo 28º Liquidação do Fundo estão previstas (Ponto 8) as condições para os atletas que “sobrarem”. Ou o Benfica, Sad os adquiria pelo valor em que foram avaliados ou o Fundo os pode vender pelo valor que quiser. Na ausência de qualquer proposta concreta, entrega-os aos Investidores na proporção da participação de cada um.
 
As continhas deste Fundo da ESAF aparecerão lá para Dezembro, mas mesmo feitas em cima de um guardanapo na mesa do café devem ficar “ela-por-ela”. Ou seja: os Investidores, dos quais, repito, a Benfica, Sad tem apenas 15% nem perdem nem ganham. A única vantagem era a entrada na SAD falida de dinheiro fresco sempre que precisava. E não era forçoso o Fundo acabar na data prevista como diz o papagaio/recadeiro do Benfica que envergonha a “instituição” no programa DIA SEGUINTE. Poderia ser prorrogado se houvesses vontade das partes.
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A anedota do dia foi o aldrabão ter dito que a compra “demonstrava o bom momento económico do Benfica”. Traduzindo para futebolês significa que como resolveram gastar cerca de 27M€ nos restos que sobraram de jogadores invendáveis (à exceção de Gáitan), lá vamos ter em Dezembro mais um Empréstimo Obrigacionista para empurrar mais para a frente os que se vencem por essa data.
 
Até à próxima

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Batalha Naval à Vista

Nunca a palavra “fundo” foi tão bem aplicada. As duas frotas da Segunda Circular começaram irmanadas na sua luta pelo segundo lugar, afinal o último que este ano dá direito a entrar na Champions. Mas não é que quando tudo lhes parecia correr lindamente, o Almirante encarnado voltava a tentar enganar os que ainda acreditam nele, e o Contra-almirante esverdeado afirmava o seu conceito de “verdade desportiva”, foram ao charco ao mesmo tempo? Dois submarinos foram atingidos nas vésperas do início da Liga e dificilmente voltarão para cima
Tudo começou quando o Banco de Portugal acertou o primeiro tiro no BES acionista da SAD, o segundo no Clube, e o terceiro com estrondo nas ventas de Domingos Soares de Oliveira, o gajeiro de serviço. Acabou-se a mama que os sustenta há 12 anos desde que Vale e Azevedo foi ao fundo, Vilarinho veio à tona e Vieira passou a comandar o barco.
 
O outro fundo, o verdadeiro, o tal Fundo das Estrelas (Star’s Fund) que tem avançado com a maçaroca para aquela armada em 10 anos comprar cerca de 300 jogadores e pagar 200 milhões de euros de juros (Vieira dixit), vai encerrar para balanço. Durante 5 anos adiantou dinheiro ao senhor Vieira penhorando dezenas de atletas. Pelo Regulamento do Fundo que pertence à ESAF uma societária do BES e não à SAD do Benfica como diz o aldrabão no DIA SEGUINTE fica claro que os vai devolver à procedência e receber a massa de volta. A “instituição” se os quiser reaver terá que pagar os valores que lhe foram adiantados (em Contabilidade chama-se Proveitos Diferidos). É uma espécie de empréstimo como fazia o Joaquim Oliveira quando lhes avançava dinheiro para comprarem a cal de marcar o campo. A aldrabice da venda de Garay deve ter precipitado o processo de encerramento. Note-se que a extinção do fundo não implica que não possa ser criado outro. Sem o BES, já se vê. Não falta por aí quem queira investir e a salvação do clube da treta é um desígnio nacional.
Mas parece que arranjaram um novo otário. Lembram-se quando eles foram às Arábias no ano passado tentar vender o naming do estádio? Naquela altura falhou. Este ano conseguiram uns dinheiritos para inserir publicidade aos Emirates nas camisolas, e lá apareceu feliz e risonho Domingos Soares Oliveira um dos responsáveis pelo afundanço da “instituição”.
 
No estaleiro do outro lado da Circular, a esquadra do banana, não consegue sequer sair do cais. Quatro dos navegadores ficaram sem a carta de marinheiro e estão debaixo de processos disciplinares. Rojo, Slimani, Shikabala e Ruben Semedo! São os submarinos da nossa Batalha Naval. É muito difícil acertar-lhes. Além destes, Eric Dier mandou-os passear, e há problemas com Cédric, William Carvalho e Jefferson. As negociações para a renovação do contrato estão suspensas. Para um senhor que caiu de paraquedas num clube falido que só não fechou as portas no ano passado porque José Maria Ricciardi e o BES lhe perdoaram metade dos juros e esticaram o pagamento das dívidas até às calendas Gregas deve fazer-lhe muita confusão os jogadores quererem ganhar mais dinheiro.
 
A batalha por Rojo tem sido engraçada. Os tiros disparados pela Doyen assobiam por cima do banana que como não tem argumentos nem faz a mínima ideia de como gerir um clube, quanto mais uma SAD, diz que vai tudo para os tribunais, imitando o fogo-de-artifício da cavacada/coelhada. Enquanto o pau vai-e-vem, folgam as costas!
Reparem só! O banana nem sabe como estes fundos funcionam. Primeiro: não respondeu dentro dos prazos legais a uma proposta da Doyen. Segundo: pretende rescindir um contrato unilateralmente. Terceiro: nem sequer se lembra que não entrou com um cêntimo para a compra do atleta. Quem avançou com a entrada de 1 milhão de euros e os 75% do valor da transação foi a Doyen. Caso o jogador fosse vendido (seja por 20 ou 30 milhões), a frota de bacalhoeiros dos calimeros não receberia nada. 75% seria para a Doyen e 25% para o Spartak.
 
Além disso, e pouca a gente conhece este pormenor, a Doyen Sports ainda lhes emprestou dinheiro para resolver problemas de tesouraria. Subitamente o banana passou por cima do contrato com a Doyen (rescindiu alegando justa causa) e negociou diretamente com o Manchester. Vamos ter assunto para muito tempo.
 
Até à próxima

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Ser ou não ser, eis o aldrabão

Hamlet: Ser ou não ser, essa é a questão: será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer?

A esta hora podia estar a saborear a quarta derrota consecutiva do clube da treta com um chazinho e umas bolachas de água e sal. Parece que hoje finalmente lá ganharam. Infelizmente agora as bolachas não tem sal! Por via do colesterol pois claro. Por acaso até acho mal preocuparmo-nos com o colesterol. Se não tomar a Sinvastatina (o remédio de milhões de portugueses) morro mais cedo, fico mais barato à Segurança Social.

Já basta a cerveja sem álcool, a Laranjina sem borbulhas, e o cigarro sem nicotina. Os electrónicos acabaram com o alcatrão. E que me dizem do café descafeinado? E o adoçante em vez do açucar? Brrrrr... nem pensar! As francezinhas com todas as mistelas que lhe metem agora, parecem mais um cozido à portuguesa. A única que continua fiel às "do antigamente" ainda é a Regaleira e até podemos olhar em frente para o novo hotel do Oliveira. Mas tem que ser com uma cervejola pois claro, das antigas, com álcool. A Coca-Cola sem a dita, ainda vá, agora a Cola ZERO é um purgante do caraças.

A “instituição faz-me lembrar o BES. Falida até ao tutano mas "orgulhosamente" em pé! Que início de temporada! Bem sei que o Hugo Miguel, um dos cãezinhos amestrados do inefável Vítor Pereira fez os possíveis. Este gajo na China era fuzilado ou morto à pedrada! Marcou o penalty da ordem no mergulho do Jara, mostrou aí uns 37 amarelos aos coitados do Ajax, deixou passar os fora-de-jogo da “instituição” mas não era o dia de Sidnei nem do Bebé os barrigudos do plantel. “Aquilo” parecia que tinha vindo diretamente do Lar do Comércio.
Dos barrigudos passamos aos pedantes. Outro Espirito Santo da treta, Pais do Amaral, “quer comprar a TAP”. Foi este asno pomposo que “comprou” os direitos televisivos dos jogos da UEFA e não pagou sequer a entrada! Ser ou não ser um bluff, eis a questão. Joe Berardo outro palhaço deste Circo Portugal também queria fazer uma OPA sobre o Benfica e depois vender as ações aos Chineses! Ser ou não ser disléxico pode ser “um jogo de mão”.
Ser ou não ser campeão palpita-me que não. As falhas são evidentes. O plantel levou uma carecada de todo o tamanho. Os da baliza não valem um charuto, os centrais cada qual o mais esburacado. Do lado esquerdo já é o sétimo, faz lembrar a missa de sétimo dia! O Talisca podem deitar ao gato. Cardozo não existe, é uma alucinação. E quanto a dinheiros recordo-me que o anjinho do Dia Seguinte disse num dos programas que “o dinheiro não era problema”! Chiça que o homem além de estupido é burro! Ainda não percebeu como “aquilo” está? Não vê que os Proveitos não cobrem os Custos, o Passivo sobe há 8 anos, não tem dinheiro nem crédito para mandar cantar um cego, o Ativo e os jogadores estão todos hipotecados a Fundos ou a Bancos, e vem para os pasquins televisivos da Cofina dizer que “está bem de dinheiros”!? Ser ou não ser aldrabão, eis a questão…

Até à próxima

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Fundos da Treta

Há umas semanas o país acordou atarantado com o estouro do BES. Nada que já não se esperasse há algum tempo. Para os “especialistas” da matéria tem sido um maná. Não há cão nem gato que não ande por aí a debitar asneiradas, quer nos pasquins da especialidade, quer na caixinha que mudou o Mundo. Naturalmente não cabe aqui analisar a situação financeira do Banco. Mas podemos falar nalgumas variantes engraçadas.
O Diário de Notícias do último Domingo trazia um excelente trabalho sobre os Fundos de Investimento onde os clubes de futebol se têm ultimamente, dependurado. Apenas não fez a necessária separação das águas, a distinção entre os Fundos digamos, normais, e aquele que foi “inventado” pela “instituição” de uma freguesia da capital do reino, o Benfica Stars Fund.

A “novidade” é que desse Fundo faz parte um dos fundadores/investidores. Quer dizer: Tira de um bolso e mete no outro. Assim por alto, para não maçar os leitores, o Fundo foi constituído com um capital inicial de 40M€ dos quais a SAD do clube em questão, detém 15% (6M€).
Como se trata de um fundo fechado, quer dizer, apenas aberto “a convidados” não sabemos exactamente quem são. Falou-se na altura da constituição que os investidores dos restantes 85% poderiam ser o Banco BES, Joe Berardo, Jorge Mendes, e claro, a Isabelinha dos Santos que ultimamente investe em tudo que mexe. Nas operadoras televisivas, na multimédia, na área das comunicações, e organismos correlativos. Tratando-se de “emprestar” dinheiro ao clube que faz chegar às palhoças lá da terra os hossanas cantados pela imensa legião dos pasquineiros do futebol da treta, todos encarnados já se vê, não poderia ficar de fora.

Ora ”partanto” quando disse acima “emprestar” estou a falar do “forno íntimo” do penhorista. Este Fundo nasceu para isso mesmo. É igualzinho a uma Casa de Penhores. Uma SAD coloca lá uns jogadores presumivelmente valiosos comprados a pataco, e oferece, digamos 20 ou 25% à cabeça para a SAD ir estourar em mais umas paletes a chegar ao Cais do Sodré.

Se por acaso algum dos penhorados se distinguir dos seus pares e alguém o quiser adquirir o dito Fundo informa o titular dos direitos económicos, neste caso a “instituição”, que arranjou um otário que quer comprar o atleta. Mais tarde, um dia quando o Fundo estoirar, a maçaroca que eventualmente sobrar é rateada pelos investidores na razão direta da sua participação.
É desta situação que está próximo o acima referido Benfica Stars Fund. Vamos ver sem grandes explicações técnicas como aquilo funciona. O Fundo é administrado pela ESAF, uma sociedade do BES que seleciona, adquire e aliena os ativos do mesmo, através dum Comité de Investimentos composto por elementos da Entidade Gestora, e “elementos ligados ao futebol que não sejam Agentes de jogadores, e não tenham qualquer vínculo laboral à Sad do SLB”. Ao contrário do que diz o aldrabão do Dia Seguinte é ao Fundo que compete decidir se vende um jogador ali colocado e por quanto.

Para isso baseia-se numa política de investimento cujos fatores são, por exemplo, a expetativa da valorização futura do atleta; o sucesso nas camadas jovens; a probabilidade de integrar ou não a equipa principal da Benfica Sad; a internacionalização e historial do atleta; a posição do atleta em campo e a quantidade de atletas atuantes na mesma posição; o passado disciplinar do atleta; etc.

Os Custos do Fundo são: comissões de gestão, depósito e supervisão; seguros de acidentes pessoais dos atletas; exames médicos; comissões a pagar ao Agente FIFA responsável por uma eventual transação; contribuições para o fundo de solidariedade da FIFA; e finalmente, os Encargos Fiscais.
Por fim, e este é o assunto do momento, o que vai ser dos jogadores não transacionados quando o Fundo encerrar, o que sabemos irá acontecer dentro dos próximos 2 meses? Segundo o Capítulo VI Artigo 28º (Liquidação do Fundo) este poderá dissolver-se por: a) decurso do prazo previsto (5 anos após o seu inicio); b) por decisão da Entidade Gestora; c) caducidade da autorização; d) revogação pela CMVM; e) impossibilidade da Entidade Gestora continuar a exercer a sua função.

O que acontece aos Direitos Económicos dos atletas ainda integrantes do património? Competirá à Entidade Gestora encontrar compradores interessados, assistindo sempre à Benfica, Sad a possibilidade de cobrir qualquer oferta, adquirindo-os pelo valor refletido na carteira do Fundo. Por outras palavras: Se o Benfica quiser pode levantar os jogadores pelo valor que a Entidade Gestora os tenha avaliado.

Fácil não é? Bastava mesmo terem lido o Regulamento numa Internet perto de si.
NOTA - Já depois de ter escrito esta crónica tomei conhecimento que o Espírito Santo Liquidez, o maior fundo de investimento do país tem cerca de 67 milhões dos mais de mil milhões de euros que gere aplicados em obrigações da Benfica SAD. Estas obrigações atingem maturidade em outubro e dezembro, não sendo claro se o Fundo aceitará mais um “empurrão” para a frente deste Passivo como habitualmente a “instituição” faz, ou seja contrair um novo empréstimo obrigacionista para liquidar o atual.
 
Até à próxima

sábado, 19 de julho de 2014

Falências e Transferências

Desde há uns meses a esta parte, os que se interessam por estas minudências das continhas se aperceberam, que algo vai mal no reino da treta. Empréstimos para tapar empréstimos, vendas ao preço da chuva, societárias falidas, referimo-nos é claro, não ao estouro do BES mas aos dinheiros de um dos seus clientes o Circo de Açúcar.
Apanham um poucochinho de água, derretem logo! Os banqueiros que durante anos lhes emprestavam a maçaroca fecharam a torneira. Até o Fundo, uma autêntica casa de prego especializada em jogadores, vai encerrar as portas. A Sad tem que devolver as quantias que foi recebendo por conta de eventuais vendas, ou seja, resgatar os atletas para vender a pataco.
 
O dono do circo comprou em 12 anos mais de 150 “artistas” para até agora ganhar apenas 3 campeonatos (2004; 2009; e 2013). Aumentou mais de 5 vezes o Passivo que vinha do tempo de Vilarinho, situando-se agora (só na SAD) em 440M€. Se contarmos com o Clube, SGPS e algumas sociedades não consolidadas, ultrapassa os 600M€. Escusam de vir para cá com o choradinho dos “valiosos ativos” porque estes, na realidade, ou estão dados como penhor ou não são vendáveis (galinheiro, pavilhões, a maior parte dos 104 jogadores, etc.)
 
Na sua ânsia ganhadora o senhor Vieira disse a célebre frase: “não preciso jogadores prefiro pessoas nos lugares certos”. Por isso Cunha Leal, Ricardo Costa, e Mário Figueiredo ficarão sempre associados aos anos em que venceu os 3 campeonatos. Coincidências…
 
Para esta época pensou mais alto. Apoiou Fernando Gomes para a FPF desde que este aceitasse incluir no seu elenco alguns benfiquistas carunchosos e claro, continuasse com o inefável treinador de cãezinhos amestrados, Vítor Pereira, que consegue nomear para cada jogo do clube da treta, um árbitro benfiquista e para cada jogo do nosso clube também um benfiquista! Não há grande escolha “eles” são todos benfiquista não é? O atual grande problema é vender o maior número possível dos mais de 100 jogadores a qualquer preço!
Na Comunicação Social já sabemos, está a criadagem menor. Gatos Félix, Cervans, Delgados, Serpas, Guerras e um tal Pinhão que vomita ódio às 5.as feiras. Todos juntos não conseguiram entender como foram comidos durante os 30 anos de presidência do senhor Pinto da Costa. Outros lambe-botas empoleiram-se nas TV’s fazendo alarde da sua ignorância: o execrável Gomes da Silva, o pomposo Fernando Seara, e o avantajado Gobern, três exemplos de pobres lacaios cujo único dano que provocam é obrigar-nos a carregar no botão do comando de cada vez que aparecem a ladrar.
 
A história da transferência (?) de Garay é surrealista, a fazer recordar as trocas e baldrocas com Roberto. Eles pensarão que somos todos estúpidos? Um dia quando investigarem as contas desta cambada devem encontrar coisas interessantes! O problema é se já não vão a tempo, e o Circo do Açúcar derreteu.
 
Ultrapassadas estas baralhadas, habituais nos incompetentes, queria contar-vos uma coisa engraçada: Nem sabem o que me aconteceu! Então não é que na quinta-feira entrei em casa chegado de uma noite divertida, liguei a televisão e estava a passar um filme de uma qualquer jantarada dos Calimeros uma coisa tenebrosa que nem percebi bem o que era. Ora vejam!
Quando era pequeno ria-me daqueles que acreditavam nos discos voadores, nos marcianos e que o Planeta dos Macacos existia mesmo. Nunca pensei que tantos anos mais tarde tivesse que dar o braço a torcer. Era tudo verdade. Afinal sempre há gajos verdes!
 
Até à próxima

sábado, 31 de maio de 2014

Análise de Contas

Face ao descalabro que as Contas da nossa SAD tem apresentado, alguns leitores deste blogue solicitam-me informações sobre a melhor forma de as analisar. Como já tenho dito noutros lados não é muito diferente do que “ver” as contas de um qualquer negócio. Numa sociedade desportiva o raciocínio terá que ser o mesmo. Partindo do princípio que temos um orçamento (previsão de receitas e despesas) a regra de ouro será: não gastar mais do que se recebe.
O nosso objeto é a “venda” de espetáculos de futebol, para o que temos que procurar os mais capazes. Não estamos a falar em compras e vendas de “mercadoria” estamos a falar de pessoas (atletas, equipas técnicas, gestores). Precisamos de trabalhar com os melhores. Naturalmente que para isso temos que analisar a nossa atividade dos últimos anos para, no tal “orçamento”, sabermos com que verbas poderemos contar. Onde temos essa informação?
 
Primeiro que tudo no Balanço que descreve o estado financeiro da sociedade no momento. Ficamos a saber quais os nossos Ativos (bens e direitos) os nossos Passivos (dívidas e obrigações) e o Capital Próprio (o saldo entre ambos). Ajuda-nos a responder a algumas questões como:
 
- Qual o valor dos equipamentos da sociedade, edifícios, existências etc.
 
- De quanto dinheiro dispõe a sociedade à data do balanço, e quanto valem os atletas.
 
- Quanto devem à sociedade as empresas (clientes) e quanto deve a sociedade a médio ou longo prazo (a fornecedores, banca, fundos, etc.)
 
- Se está muito ou pouco endividada e como se tem financiado; se manteve ou não e quanto vale o seu património.
 
- Outra fonte de informação financeira determinante é a Demonstração de Resultados que, basicamente é um resumo dos Proveitos e Custos, durante cada trimestre ou 1 ano.
A última fonte de informação financeira da sociedade que reputo de muito importante é a resultante da Demonstração dos Fluxos de Caixa durante o mesmo período da Demonstração de Resultados. Aí podemos testar se a sociedade é capaz de gerar cash-flow (dinheiro vivo) ou se, pelo contrário, é capaz de ter Lucros, mas não é capaz de gerar “dinheiro” seja porque tem dificuldades em receber dos clientes ou porque está demasiado endividada e tem que pagar o “serviço da dívida”, ou ainda porque está a financiar o arranque de novos projetos.
 
Esta análise permite avaliar se a sociedade foi capaz de gerar lucros; quais foram as suas fontes e o valor dos Proveitos; e qual o valor e a natureza dos seus Custos. Mais do que esta análise, quanto a mim, é muito importante verificar “o comparativo” de anos anteriores para aferir se
 
1 - A sociedade tem crescido, tem conseguido controlar os Custos e logo aumentar os Lucros
 
2 - Não consegue e tem que recorrer a mecanismos externos como são os recursos a Fundos ou Empréstimos Obrigacionistas que nos levam “couro-e-cabelo”.
 
As Contas da SAD estão disponíveis quer no portal do clube, quer na CMVM, mas gostava de dizer que para uma análise correta da performance da sociedade deve comparar-se com o setor em que está inserida; se o desempenho é melhor ou pior do que a média do setor; e sobretudo fazer a análise comparativa com os 4 ou 5 anos anteriores. Infelizmente para a nossa SAD a tendência é negativa.
 
Até à próxima

terça-feira, 15 de abril de 2014

O Soba da Madeira e "outros artistas"

Penso que não será excessivo classificar o Tio Alberto como Soba. Até acho que é um elogio.
 
Segundo os amigos da Wikipedia que sabem tudo de tudo dizem que um Soba toma decisões, organiza eventos, desempenha o papel de juiz e age de forma a prevenir o aparecimento de problemas externos à comunidade, tais como a feitiçaria! As suas funções são fazer a ponte entre a comunidade e governo, informar-se dos problemas, investigar causas e obter soluções, tais como as relacionadas com a morte, doença ou assuntos similares, e também afirmar-se responsável pela segurança da comunidade e estabelecimento das regras a aplicar.
 
Se não for capaz de resolver localmente os problemas, o Soba (no nosso caso, o Tio Alberto) faz um relatório para apresentar ao Soba Grande que o irá analisar e em colaboração com outros Sobas decidirá o que fazer. Sempre que haja descontentamento local é o Soba que representa o povo perante a Administração Municipal e tenta solucionar os problemas, nem que seja com a “esfregona”, a senhora da limpeza da Casa dos Deputados que dá conferências de imprensa nos corredores.
Nesta altura estão os meus amigos a pensar o que terá isto a ver com o futebol. Olhem que tem! Segundo uma portaria publicada na quarta-feira da semana passada no suplemento do Jornal Oficial do dia 4 de Abril o Governo Regional da Madeira atribuiu mais de 12,5 milhões de euros em apoios a clubes e associações desportivas do arquipélago para a época de 2013/14.
 
Metade dos subsídios (seis milhões) destina-se aos clubes e sociedades anónimas desportivas em competições profissionais e não profissionais, em violação clara da lei de bases do sistema desportivo. Como sabem os subsídios para sociedades desportivas estão proibidos, dados os fins, naturalmente o lucro, que estas sociedades perseguem. Quaisquer apoios só poderão ser entregues para infraestruturas desportivas (ginásios, pavilhões etc.) ou para as modalidades ditas amadoras, praticadas sem fins lucrativos.
 
Não sei se “o guardanapo” que dirige o Marítimo se meteu naquelas obras megalómanas para um estádio que está sempre às moscas, com o conhecimento do Soba, ou não. Mas admito que sim. Afinal o Soba é quem manda na ilhota há dezenas de anos e não dá cavaco a ninguém. Quando precisa de dinheiro mete-se num avião, e vem buscar aos parolos do “contenente”. Uma “instituição” de referência auto-intitulada Tribunal de Contas, que poderia controlar estas habilidades, é um verbo-de-encher, só comparável aos Institutos de Desporto e afins que ninguém sabe ao certo para que servem, onde se passeiam há anos os Dias Ferreiras, os Fernandos Searas, e claro, “o senhor comandante” (fazer vénia) Vicente Moura.
 
Os três clubes de futebol profissional lá da ilhota, dois dos quais com sociedades anónimas desportivas e a disputar campeonatos profissionais, absorvem quase cinco milhões que correspondem a 40% do montante total dos subsídios: a SAD do Marítimo recebe 2,04 milhões, a SAD do Nacional 1,96 milhões e a SAD do União 985 mil euros.
 
O remanescente milhão de euros é distribuído pelas três sociedades desportivas de andebol e basquetebol, sendo 398 mil para Académico Marítimo Andebol (masculino), 228 mil para Madeira Andebol (feminino) e 389 mil para o Amigos do Basquetebol.
 
Às outras modalidades desportivas com representação nacional, o governo de Alberto João Jardim concedeu apoios que totalizam os 497 mil euros. Aos clubes que participam nas competições regionais foram distribuídos mais 1,1 milhões de euros. Podemos concluir que à custa do alibi da insularidade, o Tio Alberto continua um “mãos largas”. Há muito quem seja especialista em dar música. Lembram-se das ações da “instituição”? Tudo gente da mesma quadrilha que rebentou com o BPN que nós andamos a pagar. Continuam em roda livre.
Ainda de acordo com a portaria do governo madeirense, o orçamento regional suportará também deslocações de equipas e atletas no montante de 736 mil euros. Para eventos e infraestruturas desportivas foram com reservados cerca de 500 mil euros. O total dos apoios concedidos para a época desportiva de 2013/14 ultrapassa o nível global da anterior, apesar do Programa de Ajustamento Economico e Financeiro impor cortes superiores a 15% nos subsídios.
 
Mais que questionar esta redução imposta pela conjuntura financeira, os clubes e associações madeirenses têm reclamado os vários milhões de subsídios relativos a épocas anteriores e ainda não transferidos pelo governo regional que tem encerrado instalações desportivas por falta de dinheiro para a sua manutenção. O incumprimento de tais contratos levou a que alguns clubes desistissem da participação em competições nacionais. Coitados! Deram um passo maior que a perna e pensam que vivem no tempo do arroz de quinze.
 
Isto tudo numa altura em que aqui na terra dos otários que sustentam o Soba, clubes como o Trofense, Beira-Mar, Leixões, Boavista, Setúbal, Belenenses, Oliveirense, Leiria, etc. etc. estão impedidos de receber das autarquias umas esmolas que ajudassem a resolver os problemas.
Os que se preocupam muito com “a verdade desportiva”, de vez em quando, em vez de levarem o Soba ao colo, podiam preocupar-se com estas ninharias, né?
 
Até à próxima

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Há Passivos e Passivos

Como os meus amigos sabem, deixei de ver o DIA SEGUINTE, pelo menos, enquanto lá continuar o execrável comentador benfiquista. Passei a seguir (à mesma hora) um programa cómico, PROLONGAMENTO, que não me enerva e tem muita mais piada. Na outra segunda-feira fui alertado por vários mails recebidos, já madrugada dentro, de amigos que me falaram no tal programa que apenas se destina a lavar a imagem ultimamente degradada do clube

Conta quem viu, que após os habituais 60 minutos de propaganda barata à “instituição”, dois dos analfabetos presentes entretiveram-se a falar da situação financeira dos circos da Segunda Circular. O representante dos Calimeros, instado a falar nos famosos VMOC, afirmou com a maior naturalidade do mundo, e como se não fosse nada com ele, que era “um problema para resolver lá para o ano 2025”, enquanto que a marioneta do clube da treta, achava que o seu Passivo não era de 550 milhões como o colega do lado dizia, visto que “nas contas consolidadas, havia negócios entre as várias empresas do grupo Benfica (umas com as outras) e não se podia, simplesmente, (palavras suas) proceder à soma aritmética dos débitos de cada uma”.
Perante o olhar atarantado do pobre apresentador e os risos contidos do Dr. Guilherme Aguiar (o único daquela cambada que sabe do que está a falar) o senhor que representa o Benfica no programa não sabe, e pelos vistos ninguém lhe disse, que nas Contas Consolidadas que tanto gosta de apregoar, os saldos das societárias que fazem parte da sociedade-mãe, são expurgados entre si, ou seja, o resultado que aparece no Relatório e Contas da SAD que comentavam já é o valor líquido.

Por isso, sempre que se analisa o desastre que vai naquela casa, temos que ver as Contas de cada sociedade (Benfica Estádio; Clinica SLB; Benfica TV; Benfica Stars Fundo; Benfica Seguros) e só depois as da SAD. Convém não esquecer que quando alguém fala nos 550 milhões de euros de Passivo, está a referir-se ao Grupo Benfica onde se inclui o Passivo do Clube (130 milhões) e outras sociedades que andam por lá dependuradas mas não consolidam na SAD. Segundo o Código das Sociedades Comerciais as sociedades consolidam obrigatoriamente na casa-mãe sempre que esta detenha a maioria do Capital ou, não tendo, exerça a qualidade de gestor.
Se o papagaio quiser apostar comigo um cafezinho, eu aposto que o Passivo do Grupo é de mais de 600 milhões de euros. Aliás deve ser por isso que a propósito do valor que pretendem receber dos Direitos Televisivos, eles gostam de se equiparar ao Barcelona ou Real de Madrid com Passivos semelhantes. E não me venha falar nos “Activos”. Além de “invendáveis” estão alocados a várias hipotecas. Porque pensam os meus amigos que não conseguem comprar um defesa-esquerdo de jeito? É que já não têm mais crédito. Só podem oferecer algum dos 104 charutos, que ninguém quer, em troca.

A segunda trapalhada que indignou os amigos que me chamaram a atenção para o programa refere-se à contabilização do número de adeptos dos 3 grandes. O senhor do Zbórden que tem uma agência de sondagens afirma que o circo da Segunda Circular tem 4,2 milhões de adeptos, os Calimeros 3,1 restando para o pobre FCP, apenas 2,1! Os restantes 600 mil que faltam para os 10 milhões de portugueses devem ser dos clubes dos árbitros: o Oriental, a Académica e o Atlético. O Guimarães, no pensamento deste senhor, devia ter os seus adeptos (nem mais um) todos concentrados no Estádio de Aveiro na final da Supertaça, já contando com os jogadores e os funcionários como nas Assembleias-gerais do Benfica! Como é possível uma Direcção de Programas de um operador televisivo permitir a presença destes dois atrasados mentais?

Até à próxima

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Deixa Cá Ver Mais 45 Milhões

Os meus amigos recordam-se de há algum tempo o pasquim do Tio Belmiro agitar o fantasma dos 1.000 milhões de euros de Passivo “dos 3 grandes”, misturando de forma abusiva o Porto, Sporting e Benfica, fazendo supor que haveria um buraco de 333 milhões em cada.
Puro engano. Do clube dos Viscondes tivemos notícias recentes, através de declarações dos 3 candidatos envolvidos na disputa eleitoral que o Passivo dos Calimeros apurado numa Auditoria ultrapassaria os 400 milhões de euros. Do clube da treta chegam agora informações plasmadas num chamado “prospecto informativo” de mais um Empréstimo Obrigacionista, onde no mapa de Demonstração da posição financeira em base consolidada (pág. 52) constam 404 milhões de euros de Passivo à data de 31 de Dezembro de 2012 ou, por outras palavras, até ao final do 1º semestre do exercício da época 2012/2013, o mesmo período do vizinho.
Ora aqui chegados verificamos que pelas contas do senhor Samagaio, o economista autor do bitaite, caberia ao nosso Passivo a módica quantia de uns míseros 196 milhões. Segundo o RC relativo ao mesmo período podemos afirmar que são precisamente 217 milhões. Na próxima vez convém que o economista não misture tudo no mesmo saco.
Bem sei que para a nossa querida televisão, mais a pasquinada que intoxica a opinião pública com a conversa da verdade desportiva, não lhes convém expilicar (como diria o saudoso Badaró) toda a história. Quem deve quanto a quem. Felizmente que para nos ajudar a este raciocínio apareceu agora nas páginas da CMVM o tal “prospecto informativo”. Vão sacar 45 milhões até “aquilo” estourar de vez.
Nas 179 páginas do livrinho, está lá o drama do clube da treta. Obrigado como está pela Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários a contar a vida toda, ficamos a perceber que tal como o companheiro de infortúnio do circo em frente, não tem um tusto para mandar cantar um cego. Receitas de bilheteira, namings, passes de jogadores, receitas actuais e futuras, quotizações, enfim tudo o que os meus amigos consigam imaginar que mexa com fluxos de dinheiro, estão dados de penhor à Banca, aos Fundos com quem negoceiam, ou a alguns credores que continuam a gemer.
E tem muita graça ler as bazófias do director financeiro em entrevista ao pasquim que leva o clube ao colo que “um empréstimo obrigacionista de 45 milhões é suficiente porque o resto está controlado”! Pasme-se a lata deste caramelo que quando há 10 anos aterrou no clube apenas existia um Passivo, digamos “normal” para a sua dimensão, de 80 milhões. O homem, mais o senhor vieira, o gomes da selva e todos os incompetentes que por lá passaram numa década, multiplicaram aquele número por 5 e acham “normal”. Para a pasquinada que leva o andor na procissão, de um lado da 2ª Circular está tudo bem. Do lado em frente está tudo mal! A táctica é continuar a levar o senhor vieira ao colo e enterrar o bruno carvalho quanto mais depressa melhor. Afinal, em questão de Passivos, ele é que lhe pode pedir meças.
Até à próxima

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A caminho do abismo...


"Recebi a informação, de forma oficiosa, por telefone, da parte do administrador da SAD do F.C. Porto, Júlio de Matos, que me disse que o FC Porto não ia continuar com o basquetebol na liga. Foi uma notícia que recebi com muita tristeza, naturalmente. Era um dos clubes mais antigos inscritos na federação, é um clube com imensos títulos, tem dado muita projeção ao basquetebol português. É, portanto, uma situação que entristeça qualquer pessoa que seja da família do basquetebol", referiu o dirigente à TSF.

Os dragões, curiosamente, tinham contratado Mário Fernandes (ex-CAB Madeira) e renovado contrato com três atletas - Nuno Marçal, David Gomes e Diogo Correia - no mês passado, precisamente com vista à nova época. Greg Stemping, João Santos e Miguel Miranda também iriam continuar no clube, assim como o treinador espanhol Moncho López.


Sobre este delicado assunto apenas me apetece dizer o seguinte:

- A situação financeira do FC Porto deve estar completamente de rastos para o Clube ter chegado a este ponto. Pelos vistos há dinheiro para se criar uma Equipa B cuja utilidade ainda está por demonstrar, mas não existem fundos para se manter uma Modalidade Histórica;

- O Sr. Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol se não é hipócrita mai9s parece. Vem a público com resta cantiga, mas punir o Treinador do SL Benfica pelo comportamento rídiculo e provocatório que teve quando ganhou o Campeonato no Dragão Caixa vai no batalha... Lágrimas de crocodilo eu dispenso;

- Tanto dinheiro que foi gasto com a construção de um Pavilhão 5 estrelas e cada vez são menos as Modalidades Azuis e Brancas que o utilizam...

sábado, 11 de junho de 2011

Há que saber fazer as coisas

É do conhecimento geral que para se empreender seja o que for, primeiro temos de saber fazer as coisas para que tal empreendimento não caia por terra ou morra à nascença por ignorância ou distracção. E vêm isto a respeito de quê? A resposta é muito simples: Petição para a criação de uma Equipa de Futsal do FC Porto. Quem tem conta no Facebook já deve ter sido confrontado com esta Petição que alguns Adeptos Portistas estão a levar a cabo.

A atitude é digna e a ideia interessante, pois o Futsal é uma modalidade cujo nº de adeptos tem aumentado em flecha e pela qual eu tenho um carinho muito grande, pois nos meus tempos de Faculdade tive o prazer de orientar uma equipa de Futsal que ajudei a conquistar um Campeonato e um honroso 3º Lugar/Finalista vencido da Taça.

Contudo esta Petição corre o sério risco de cair num abismo profundo onde será condenada ao esquecimento. E tudo isto porque os seus Autores não se deram ao trabalho de primeiro indagar como se criam e como funcionam as Secções das Modalidades no FC Porto. É que Pinto da Costa pode ter muitos defeitos, mas de burro não tem nada e não é por acaso que o nosso Clube tem tido tantos sucessos no Futebol e nas Modalidades. Organização e independência são a palavra-chave deste sucesso e também a razão de muitas queixas por parte de certos sectores da massa Adepta Azul e Branca.

Para quem não sabe, o Futebol Clube do Porto está administrativamente divido por Secções. Existe a Secção do Futebol, a Secção do Hóquei em Patins, a Secção do Andebol, a Secção de Basquetebol, a Secção que gere o Estádio do Dragão, a Secção que gere o Dragão Caixa e por ai adiante. E todas elas (atenção a este pormenor) são autónomas e independentes entre si. Ou seja, cada Secção tem de arranjar Patrocinadores que garantam os fundos necessários para a sua manutenção e normal funcionamento. Não existe nenhuma troca de fundos entre elas, ao contrário do que muita gente pensa (Futebol, por exemplo, não atribui mais ou menos € ao Andebol). E para comprovar isto mesmo, basta estarmos atentos á publicidade que existe nas Camisolas dos Jogadores de Hóquei em Patins/Andebol/Basquetebol e que acompanham as Equipas quando estas jogam fora do Dragão Caixa, para percebermos isto mesmo.

Quer isto dizer que a criação de uma Secção, ou o seu Encerramento, não está dependente da vontade de Pinto da Costa nem das Assembleias Gerais de Sócios, mas sim da existência ou não de fundos para que esta Secção consiga funcionar em pleno. Não há Dinheiro, não há Secçáo. E é por isto que durante os vários Mandatos de Pinto da Costa fecharam as Secções de Hóquei em Campo, Pesca Desportiva, Xadrez, Boxe, etc…

Portanto, o tal grupo de pessoas que anda a tentar impingir quase que diariamente a tal Petição para a criação de uma Equipa de Futsal no Dragão, primeiro deveria preocupar-se em arranjar Fundos que garantam que esta Secção consiga sobreviver sozinha e só depois pensarem na tal Petição para solidificarem a sua posição e mostrar a verdadeira vontade dos Adeptos Portistas.

O mesmo tipo de raciocínio se aplica aquelas pessoas que só sabem criticar o FC Porto por isto e por aquilo sem primeiro tentarem perceber como funcionam as coisas. O Clube não fecha Secções só porque lhe apetece, mas sim porque tem mesmo de fechar para evitar os sarilhos em que o Sporting Clube de Portugal (ou o Belenenses) está metido no que a Finanças diz respeito