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terça-feira, 10 de abril de 2018

Vamos Baixar o Passivo

Ultimamente Luís Filipe Vieira tem sentido a necessidade de falar às massas. Um dos meios mais utilizados são as pretensas entrevistas aos cartilheiros que alguém lhe escreve ou então discursos nas “casas do Benfica” para lavar a imagem. O homem também informou a CMVM que ia baixar o Passivo em 97 milhões de euros. Diz ele que foi para “reestruturar a dívida”. Esta expressão que significa reformar, organizar de outra forma é mais uma lavagem ao cérebro dos seus associados para fingir que está cheio de dinheiro. Já conhecemos esta ladainha há anos. Na prática trata-se de uma artimanha para empurrar a dívida mais para a frente. Não sabemos o que vai acontecer aos seus calotes pessoais.
Sabemos, isso sim, na parte referente ao clube e à SAD quais os bens que estão dados como garantia de várias operações. Vejamos:

Com a reestruturação do Grupo Benfica realizada em dezembro de 2009, nomeadamente com a aquisição da totalidade das ações da Benfica Estádio pela Benfica SAD ao Clube, a Benfica SAD substituiu o Sport Lisboa e Benfica na prestação das garantias. A 13 de julho de 2007, no âmbito do financiamento da construção do Caixa Futebol Campus, a Benfica SAD em conjunto com a Benfica Estádio celebrou com a Caixa Geral de Depósitos um empréstimo sob a forma de mútuo com hipoteca, penhores e promessa de hipoteca, o qual foi garantido por

Hipoteca de primeiro grau sobre o direito de superfície dos terrenos sitos no Seixal onde se encontra construído o Caixa Futebol Campus, que abrange as pertenças e benfeitorias presentes e futuras sobre os bens objeto daquele direito;

Penhor de créditos do contrato de naming right e patrocínio celebrado a 21 de setembro de 2006 com a Caixa Geral de Depósitos;

Promessa de hipoteca sobre os terrenos onde está edificado o Caixa Futebol Campus, caso seja exercido o direito de aquisição dos mesmos por parte da Benfica SAD no final do período de cedência do direito de superfície;

• Domiciliação do pagamento de créditos referentes a contratos de naming right, de patrocínio ou de publicidade relacionados ou localizados no Caixa Futebol Campus;

• Domiciliação do pagamento a partir de 1 de julho de 2013 de créditos referentes ao contrato de utilização das lojas do Centro Comercial atualmente exploradas pelas sociedades Adidas Portugal – Artigos de Desporto, S.A. e Media – Saturn Systemzentrale GmbH;

Cessão de crédito futuro que a Benfica SAD tenha direito caso o Sport Lisboa e Benfica opte por exercer o direito de adquirir as benfeitorias edificadas nos terrenos sujeitos ao contrato de direito de superfície supra-referido.

O contrato de financiamento no montante máximo de 30 milhões de euros em vigor com o Novo Banco foi garantido com a entrega de uma livrança, penhor sobre os direitos desportivos de um conjunto de jogadores e os respetivos contratos de seguro desportivo referente a acidentes pessoais, designadamente dos atletas André Almeida, César, Cristante, Fejsa, Lisandro Lopez, Luisão, Pizzi, Rafa, Raúl Jimenez, Samaris, Sálvio e Talisca.

O contrato de organização, colocação e tomada firme de papel comercial no montante máximo de 61 milhões de euros em vigor com o Novo Banco foi garantido com um contrato de penhor de créditos futuros celebrado entre o Novo Banco, a Benfica SAD, o Sport Lisboa e Benfica, a Benfica Estádio e a Benfica TV referente ao contrato assinado entre essas empresas do Grupo Benfica e a Sociedade Central de Cervejas, S.A. Atualmente, o montante máximo do referido programa equivale a 57 milhões de euros, mantendo-se a mesma garantia.
 
Para garantia do integral e pontual cumprimento pela Benfica Estádio das Obrigações Garantidas (obrigações da empresa perante os bancos, emergentes do Contrato de Financiamento e dos Contratos Financeiros), foram constituídas as seguintes garantias (algumas das quais já foram referidas anteriormente em base individual):

• O Sport Lisboa e Benfica constituiu a favor dos bancos, penhor sobre todas e cada uma das ações de que era titular (10.000 ações representativas da totalidade do capital social da Benfica Estádio), assim como de novas ações de que possa vir a ser titular (em virtude de qualquer aumento de capital social da Benfica Estádio), bem como de todos os suprimentos e/ou prestações acessórias, no montante de 29.297 milhares de euros

• A Benfica Estádio, o Sport Lisboa e Benfica e a Benfica SAD, constituíram a favor dos bancos, garantia sobre todos os saldos a crédito das Contas do Projeto, das Contas SLB e da Conta SAD, constantes do Contrato de Financiamento, podendo ser livremente movimentados desde que não se verifique incumprimentos (a garantia prestada pela Benfica SAD já estava referida anteriormente em base individual);

• A Benfica Estádio constituiu a favor dos bancos, penhor sobre todos os bens empenháveis (adquiridos a partir da data de assinatura do Contrato de Financiamento) e ainda sobre todos os créditos de que a Benfica Estádio venha a ser titular sobre o Sport Lisboa e Benfica e a Benfica SAD, relativamente a suprimentos e/ou prestações acessórias;

• O Sport Lisboa e Benfica constituiu a favor dos bancos, primeiro penhor sobre todos os créditos, atuais e futuros, que detenha ou venha a ser titular, sobre os associados do Clube, a título de quotas;

A Benfica Estádio constituiu hipoteca de primeiro grau a favor dos bancos, sobre o imóvel, (leia-se o galinheiro) conforme escritura de hipoteca de 16 de junho de 2003;

• A Benfica Estádio cedeu ao banco agente das garantias, em representação dos bancos, todos os créditos de qualquer tipo ou natureza, emergentes ou futuros, dos contratos descritos no Contrato de Financiamento;

Para garantia do integral e pontual cumprimento pela Benfica TV do contrato de locação financeira mobiliária celebrado com o Novo Banco, foi subscrita pela própria e avalizada pela Benfica SAD uma livrança com montante e data de vencimento em branco.
Só faltou mesmo empenhar o ourinho e os anéis. Tinha graça ver o Luisão a ser leiloado se não pagarem os juros. Depois de alguns jogadores serem libertados do ferrete do penhor mete o catálogo debaixo do braço e lá vai por esse Mundo fora com o Jorge Mendes enfiar os “Renatos” a outros clubes mediante o pagamento de chorudas comissões. Diz o homem que “não vivemos da boa vontade de créditos de última hora da Banca". Pois não! Ninguém lhe empresta um Euro todos os Ativos estão dados como penhor. Para abater os 97 milhões foi pedir dinheiro adiantado dos créditos futuros relativos aos proveitos do contrato dos direitos de transmissão televisiva celebrado com a NOS. Por isso esta época tem necessidade de ganhar o título com as constantes aldrabices que todos conhecemos.

Até à próxima

NOTA - Os sublinhados e destaques a vermelho são meus

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A Comunicação Oficiosa do Clube da Treta

Há semanas foi publicitado nos pasquins habituais um “comunicado” La Paliciano onde se lia que “os canais oficiais da comunicação do SLB são a BTV, o jornal Benfica, o sítio oficial do clube e todos os sítios nas redes sociais devidamente identificados e registados”.
Ficamos assim a saber que o imbecil Rui Gomes da Silva, cómico residente do Dia Seguinte, não faz parte dos acima identificados sítios oficiais, não representa o clube, apenas pertence à numerosa pandilha que diariamente através dos sítios oficiosos eleva aquela “instituição” aos mais altos patamares do descaramento e da pouca-vergonha.
 
Alguns exemplos. No RASCORD (pasquim presumivelmente Sportinguista) um velho rato, António Magalhães, classificou Luís Filipe Vieira após o seu discurso de anúncio de candidatura, como “estadista”. Estadista? Outro cartilhado, Nuno Farinha, exultou com a aldrabice do clube da treta que pensava enganar os parolos cá de cima com as manipulações de imagem. O pobrezinho quando percebeu que tinha metido a pata na poça deve ter ficado com uma enorme cabeçorra! Capristano e António Figueiredo, que corridos da Luz foram asilar no Estoril Praia e quase levaram o clube à falência, agora são visitas assíduas duma coisa chamada CMTV televisão de faca-e-alguidar onde aparece por vezes um senhor Pinhão também em boa hora corrido da BOLHA que escreveu um livro a meias com uma prostituta. Agora deram-lhe um cantinho de má-língua no RASCORD, pasquim rendido ao clube da treta a ver se vende mais umas dezenas de exemplares o que deve fazer o saudoso Artur Agostinho dar umas cambalhotas no túmulo.
Outro caso interessante é de um dos dois paquidermes que a caixinha que mudou o mundo acolhe. Um chama-se Pedro Guerra, é “recibo-verde” do clube da treta, logo supunha-se que quando vomita um dos seus disparates estivesse a representá-lo. Mas não. Tal como o outro, João Gobern que festeja os golos dos encarnados em direto traz a agenda bem recheada de assuntos sobre o clube da Luz que Vê-se logo que são duas focas amestradas.
Por falar neste abjeto segundo personagem recordo que foi Carlos Daniel, o conhecido benfiquista de Paredes, quem o trocou por um senhor comentador benfiquista chamado Júlio Machado Vaz. Não contente com isso o jornalista pago pela RTP de todos nós permite-se participar no programa, reduzir os comentadores a figurantes e elogia todos os “renatinhos” que nasçam no galinheiro. Não sei se foi pelo anúncio da Fat Tax mas na Alemanha o Bayern despachou o menino de oiro para o Swansea de Inglaterra onde vai pelo mesmo caminho. Foi um dos melhores negócios do traficante de carne humana Jorge Mendes. Sim o tal que descobriu a pólvora e está a levar as SAD’s à falência. Ganha comissão, de quem vende, de quem compra… e do jogador! Como novidade ficamos a saber que é parceiro de negócios do clube da treta! Por isso a “instituição” tem um Passivo daqueles.
 
Nada que nos admire quando depois, como muito bem referiu em tempos Jorge Vassalo no seu blogue Porto Universal, um palermoide de um locutor na mesmíssima RTP classificou André Silva com despropositados termos críticos sempre que o rapaz toca na bola. Felizmente os nossos comandos tem um botãozinho que nos permite calar esses imbecis.
 
Mas há mais, muitos mais espalhados pelos vários canais televisivos. Jaime Antunes, economista, uma das vozes críticas contestatário das direções de LFV na apresentação das sempre desastradas Contas Anuais, foi convidado para a televisão das sopeiras e agora está caladinho, mesmo com o descalabro financeiro que o clube atravessa.
 
Soubemos que a manipulação das imagens no lance de Danilo foi publicada numa conta oficial o twitter do clube. Logo os aldrabões são os responsáveis por aquela vergonha. Compõe o ramalhete “oficioso” ex-jogadores como Diamantino, Calado, João Alves e os apresentadores residentes Rui Pedro Braz, Paulo Garcia, Hugo Gilberto etc. Nos pasquins escritos são mais do que as mães. Nem merecem referência por conhecidos que são. Ficámos então a saber que “nenhum deles” representa a “instituição”! Estamos mais descansados.
 
Até à próxima.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A Caixinha Que Mudou o Mundo

A expressão é interessante. Mas só mudou lá por fora. Cá dentro está na mesma, pelo menos, quanto aos programas futeboleiros. Os cartilhados tomaram aquilo de assalto. Na TVI24 da Média Capital (que brevemente será da ALTICE) continuam as focas amestradas Pedro Guerra e Pedro Adão e Silva. Enterram a “instituição” programa após programa. Na SIC da Cofina, perante o gaudio geral, mantem-se por lá o mesmo imbecil há vários anos.
Mentiroso, cínico e aldrabão Get Smart foi escorraçado da BOLHA mas adesivou ali outra vez com a cumplicidade permanente do “moderador”. Anunciou que também escreve num blogue benfa e deu-se ao desplante, nos escassos 5 minutos que consentem que se fale do FC. Porto, de “analisar” as qualidades técnicas do nosso treinador. O analfabeto futebolista pensa que explica alguma coisa quando utiliza 37 vezes em cada programa: “por uma razão muito simples”! Aproveita depois para citar frases da cartilha da semana, por exemplo, “não temos claques” e “clima de crispação, estragam o negócio”. Muitos gelados deve comer com a testa! 
A caixinha do vídeo-árbitro nos jogos transmitidos pela BTV também mudou. Colocam ou escondem as linhas à vontade do freguês. Veja-se este plano que foi “escondido” por Ricardo Espírito Santo realizador da BTV. Na transmissão aproximou a imagem de forma a excluir dela o nº 14 Seferovic que está a colocar Ricardo Horta em jogo. Os lixos oficiosos da SIC e da CMTV comeram o truque e enganaram os espectadores. Não contavam que alguém tivesse a imagem real. Se preferirem tem aqui outro ângulo.
Não seria avisado o senhor Pedro Proença que atribuiu uma Taça inventada por ele para “premiar o TRI”, tratar de encomendar outra (se possível ainda maior) para premiar a Liga Penta Padre? Pelos vistos estarão cheios de dinheiro assim como a FPF. À custa dos clubes deixem-me dizer. Já seria tempo do senhor Fernando Gomes levantar a voz contra estes aldrabões. Não sei de que estará à espera.
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Já conhecem mais esta aldrabice? Diz o senhor Luís Filipe Vieira que “desconhece a existência de claques”! Então tem que averiguar quem, nas suas costas, vende bilhetes precisamente para os membros da claque, neste caso, dos No Name. Veja na 3ª linha a contar de baixo. Parece uma fatura daqueles restaurantes de 3ª categoria que ficam muito ofendidos quando lhes pedimos uma fatura. Esta tem IVA mas não tem o preço! Quanto são 23% de zero?
Vamos dar um saltinho a outra caixinha. A dos pasquins escritos. Da BOLHA nem é bom falar. Única atitude correta foi despachar em grande velocidade o senhor Rui Gomes da Silva. Em troca contrataram outro padre Bagão Félix. Lembram-se dele? Juntamente com Manuela Ferreira Leite autorizaram que papéis sem qualquer valor comercial do clube da treta a que chamavam “Ações” servissem como garantia de dívidas fiscais. Este pasquim que publica diariamente umas 10 a 12 páginas sobre o clube da treta, 4 a 6 para os calimeros e 2 para o nosso Clube, também se presta ao serviço (não sei se pago) de promover jogadores da “instituição” para o senhor Jorge Mendes faturar umas comissões. 
QUE ESPANTO! Também digo. Como é possível enfiar este barrete a um clube como o Bayern? Quanto não foi preciso pagar para que alguém no seu perfeito estado de juízo adquirisse um jogador vulgaríssimo, o mesmo acontecendo com a outra “revelação” Nelson Semedo para o Barcelona? Parabéns senhor Jorge Mendes! Porventura recebeu comissões dos vendedores, dos compradores e dos atletas.
 
Até à próxima

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Que Futuro Teremos Com Esta Uefa

Nunca a silly season teve tanto sentido como neste defeso. Se traduzirmos “silly” como tola, idiota, estupida ou palerma e “season” como temporada, estação, período ou ocasião podemos emparelhar cada um dos dois significados de qualquer maneira que o sentido da expressão estará sempre correto.
Escolho “período idiota”. Período porque é um espaço temporal, idiota porque são 2 meses. Que raio de ideia iniciar os campeonatos nos primeiros dias de Agosto com um mês já decorrido de férias e treinos, o mercado das transações ainda a decorrer sem que atletas, treinadores, adeptos e direção tenham a certeza que podem contar uns com os outros.
 
Parece que não há nenhum dos nossos delegados à UEFA que se preocupe com estas coisas. “Delegados” entre aspas porque já sabemos de que forma são selecionados. Todos a soldo do clube do costume. Um de pleno direito, o que representa o clube da treta, os outros são os cartilhados dos clubes amigos a quem emprestam jogadores. Quem apanha o bouquet no final deste casamento? Um qualquer Jorge Mendes que sem arriscar 1 cêntimo recebe comissões do vendedor e do comprador como os agentes imobiliários.
Só a “instituição” com um Passivo inimaginável de 500M€, o segundo maior entre os clubes europeus, paga-lhes 30M€/ano. Por isso LFV anda há meses com o catálogo debaixo do braço a impingir tudo que pode. E é cada barrete que consegue despachar… Depois do Renatinho agora este caceteiro do Semedo!
 
Pior, muito pior são os exemplos que os clubes ricos estão a dar. Investem loucuras em jogadores que só muito tempo depois estarão amortizados. No TOP 10 destacam-se os Ingleses com 5 equipas, Espanhois com 2, Alemanha, França e Itália 1 cada.
Donde vem estes fantásticos Proveitos? Essencialmente dos Direitos Televisivos, Quotizações, Bilheteira, Merchandising e Sponsors. Como diria o outro dinheiro atrai dinheiro. Quem tenha bons jogadores e resultados desportivos, angaria mais sócios, vende mais camisolas e lugares no estádio, hipoteca o nome aos patrocinadores e recebe bons direitos televisivos.
 
Infelizmente para os países do sul da Europa está provado que devem investir na formação e formar atletas apetecíveis para os mercados mais poderosos. Sabemos que, de vez em quando, as coisas invertem-se. Os nossos 3 grandes gostam de apresentar Orçamentos com muitos milhões de Euros mas depois, no acerto de Contas anuais, sai tudo ao contrário.
 
Contrariando esta tendência dos clubes ricos se distanciarem cada vez mais dos pobres, a UEFA anuncia o aumento do número de clubes nas competições uefeiras. Vejamos quais os clubes que venceram as edições da Champions
Aumentar o número de clubes percebemos para que serve. Mais jogos, logo mais transmissões televisivas, mais dinheiro para distribuir. Curioso que na UEFA não falta dinheiro e nas estruturas dirigentes do nosso pontapé na bola passa-se o mesmo. É só ver as contas airosas da FPF e da Liga enquanto os clubes andam de calças na mão. E essas “estruturas” deviam preocupar-se com TODOS os clubes e não, como sobejamente já foi provado, apenas com o clube da treta. Ou será que ainda não perceberam que os patrões deles são os clubes?
 
Até à próxima

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pensamento da Semana: Contra factos…

Comecemos por Marco Ferreira. Há duas épocas atrás, Marco Ferreira apitou duas derrotas do Benfica e, numa delas, teve o desplante de expulsar Luisão. Foi despromovido. E se tivesse sido justamente despromovido, não haveria nada a dizer, mas repare-se, o mesmo Conselho de Arbitragem que o despromoveu nomeou-o semanas antes para arbitrar a final de uma taça. E nunca, por muitos erros que cometa, Marco Ferreira seria pior que Bruno Paixão, por exemplo. Continuemos com Manuel Oliveira, árbitro que estará desempregado. Em agosto foi nomeado para arbitrar o Benfica-Vitória de Setúbal. O jogo acabou empatado e, de facto, o árbitro cometeu alguns lapsos. Foi directo para a jarra uns tempos e, desde então, passa mais tempo a arbitrar na segunda liga do que na primeira, recebendo menos dinheiro por isso. Por outro lado, Jorge Sousa. No final de novembro arbitrou um polémico Boavista-Guimarães, marcando um penalty quando uma bola rematada a menos de um metro bateu no braço de um jogador do Boavista. Nada lhe aconteceu e foi nomeado, poucas semanas depois para o Benfica-Sporting. Quando a bola ressaltou para a mão de Pizzi e depois de uma mão para a outra, nada lhe aconteceu. Mas analisando os dois lances, percebe-se que o árbitro foi incoerente. Num deles cometeu um erro muito grave, mas nada lhe aconteceu. O mesmo aconteceu a Bruno Esteves que, 3 dias depois de fechar os olhos a um penalty escabroso sobre Maxi Pereira no Porto-Marítimo foi arbitrar o Tondela-Boavista.

Neste momento, o Conselho de Arbitragem não promove os melhores árbitros e pune os piores. Promove os que ajudam o Benfica e prejudicam o Futebol Clube do Porto. E os árbitros, por mais honestos e imparciais que sejam, sabem disto e são afectados por isso. Mesmo que não façam de propósito, o seu subconsciente funciona e, na dúvida, apitam sempre contra o Porto e sempre a favor do Benfica. Só assim se percebe os inúmeros recordes de jogos sem penaltis contra e sem expulsões que o Benfica tem.


Excerto de artigo de opinião publicado no blog mística do dragão

Obviamente que percebo e até que concordo com muito daquilo que João Ferreira escreveu, mas há que ter também em linha de conta que a forma como o Futebol Clube do Porto aborda certos jogos e o plantel de mediana qualidade que Pinto da Costa e seus pares (e por pares entenda-se Alexandre Pinto da Costa, Jorge Mendes e Doyen) “criaram” para que Nuno Espírito Santo enfrentasse a actual época desportiva não abona muito a favor das múltiplas e justificadas razões de queixa que o Clube tem sobre as arbitragens…

Contra factos não há argumentos, e como tal há que dizer que o principal culpado de toda esta situação é Jorge Nuno Pinto da Costa. E pelos vistos tal situação vai perdurar ab eternum porque Pinto da Costa só fala e defende o Futebol Clube do Porto nas horas boas. Nas más deve tomar chá de sumiço
 
E é lamentável que assim seja pois nunca como hoje o Futebol Clube do Porto necessitou tanto de um Presidente - e estrutura - à altura dos pergaminhos do Clube!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Fugas de Capitais e Outras Que Tais - Parte II

José Mourinho já tinha enfrentado um problema semelhante. A sua chegada à Premier League há 12 anos consolidou o negócio de Mendes e este fez a sua parte no acordo com Mourinho. Desde então o treinador recebe os rendimentos por direitos de imagem através de uma estrutura offshore que se reparte entre Irlanda, Ilhas Virgens Britânicas (BVI na sigla inglesa) e Nova Zelândia, que dificulta o controlo de qualquer autoridade fiscal. 
 
Segundo a revista "Der Spiegel", numa investigação da rede europeia de jornalismo EIC —European Investigation Collaborations, à qual o Expresso se associou, a Agência Tributária de Espanha realizou uma inspeção às declarações de Mourinho em 2014 e impôs-lhe uma sanção um ano depois. O valor final da coima, 2,1 milhões de euros (20% das suas receitas entre 2010 e 2013) prova os obstáculos que o ministério espanhol das Finanças enfrenta perante o universo de Jorge Mendes.
Sendo um dos primeiros clientes de Mendes, Mourinho serviu para aperfeiçoar um sistema que se repetiria noutros casos. O facto de o treinador ter chegado ao Reino Unido, onde o superagente já tinha relações de negócio, e de o ter feito de forma fulgurante, levou a que muitos patrocinadores se interessassem por ele, permitindo montar uma estrutura em seu redor. Essa estrutura começou nas Caraíbas, no mesmo sítio da realizada em torno de Cristiano Ronaldo: num edifício em Vanterpool Plaza, na ilha de Tortola, que pertence as BVI, consideradas um paraíso fiscal pela OCDE. Ali foi criada uma empresa chamada Koper Services SA e foi a essa sociedade que Mourinho, em 2004, entregou os seus direitos de imagem, com uma contrapartida financeira, mostram os documentos obtidos pela "Spiegel". 
 
Graças à permissiva legislação fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, a Koper não deveria pagar impostos sobre os rendimentos publicitários do treinador, mas a gestão destas receitas não podia ser feita num escritório sem empregados naquele território insular britânico. Entre 17 de Setembro de 2004 e 22 de Dezembro de 2008, a Koper cedeu a exploração dos direitos de imagem a duas empresas do grupo de Mendes na Irlanda, a Multisports & Image Management Limited (MIM) e a Polaris. Assim, treinador e agente garantiram que trabalhariam dentro da União Europeia e, ao mesmo tempo, com uma baixa tributação (o imposto sobre sociedades na Irlanda é de 12,5%). 
 
Se, em qualquer momento, as autoridades de algum país se interessassem pelo assunto e tentassem atribuir a propriedade da offshore Koper ao técnico, deparar-se-iam com uma empresa de fachada. Outra empresa na BVI, a Operating Nominees Limited, com morada também no referido edifício de Road Town, apresentava-se como dona da Koper, ainda que, na realidade, o controlo da mesma estivesse a milhares de quilómetros das Caraíbas. 
 
Segundo os documentos obtidos pela "Spiegel" e partilhados com o consórcio EIC, o contrato Kaitaia Trust, firmado em Auckland, Nova Zelândia, tinha como "trustees" (os detentores deste titulo de propriedade) as empresas Denton Morell e Kaitaia Holding, e eram estas na realidade as donas da Koper. José Mourinho era quem usufruía os ativos abrangidos por aquele contrato, que tinha ainda como beneficiários no longo prazo a mulher e filhos do treinador. Este esquema enviava os ganhos publicitários de Mourinho para outro ponto do globo e, alem disso, permitia-lhe arrecadá-los para o futuro sem precisar de tributá-los anualmente.
 
As sanções poderiam ser pesadas mas as Finanças espanholas costumam fazer acordos com os incumpridores, de forma que eles acertem o valor com o fisco, sem chegar a Tribunal. Assim aconteceu com Mourinho, Ricardo Carvalho, Mascherano, Messi e Neymar. Posteriormente a estas notícias divulgadas por vários órgãos noticiosos, os nomes de Pepe, Fábio Coentrão, Benzema, Xabi Alonso, Di María, e o antigo avançado do Atlético de Madrid Radamel Falcão, foram associados a este escândalo de proporções imprevisíveis.
Será interessante referir que o “agente especial” que chefia toda esta tramoia tem uma atividade ímpar. Patrocina os jogadores e trabalha para os clubes. Quando há uma transferência, ganha comissão do vendedor, do comprador, e do pobre diabo que lhe vendeu a pele. Se o jogador sair um Baroni, um Pablo ou um “pinheiro de Natal” quem perde é o comprador. Em que morada fiscal terá este espertalhão registado o seu avião particular?
 
Só para que não nos fiquemos a rir, também em novembro do ano passado, o Football Leaks divulgou documentos relacionados com o FC Porto. Neste caso sobre verbas alegadamente pagas pela SAD à Energy Soccer de Alexandre Pinto da Costa, filho do presidente portista. De acordo com essas informações, a empresa de representação de jogadores teria recebido cerca de 430 mil euros por serviços de intermediação referentes a quatro negócios distintos. Ora novos detalhes foram relatados pela Football Leaks que dão conta que não só a Energy Soccer fez negócios com o FC Porto como também terá violado a lei no que aos empresários desportivos diz respeito. Em pelo menos dois negócios a empresa terá faturado ao clube de origem e à equipa de destino. Uma espécie de “prestação de serviços” muito usada nas agências imobiliárias que recebem uma comissão do senhorio e outra do arrendatário quando lhe propõe arrendar uma casa.
 
Em 2013, na saída de Carlos Eduardo do Estoril para o FC Porto a Energy Soccer recebeu 100 mil euros do FC Porto em junho pela intermediação do negócio sendo que, em outubro, embolsou 68.400 euros do Estoril como comissão dessa mesma transferência. Contornos idênticos tem a venda de Rolando. A 16 de agosto de 2013, a empresa de Alexandre Pinto da Costa faturou 60 mil euros ao FC Porto como comissão pelo empréstimo do central ao Inter e, no mesmo dia, emitiu uma fatura de 75 mil euros ao Inter.
O semanário 'Expresso' dá ainda conta dos valores que envolveram a transferência de Casemiro. A Energy Soccer ganhou 700 mil euros pela saída do jogador do FC Porto para o Real Madrid, jogador que era do Real, mas estava emprestado aos dragões. Em junho de 2015, os merengues ativaram a cláusula do contrato que suspendia a opção de compra de compra do jogador pelo FC Porto e pagaram 7,5 milhões de euros aos azuis e brancos. Os 700 mil ganhos pela empresa de Alexandre Pinto da Costa, avança o Football Leaks, não foram pagos pelo clube, mas pela Vela Management (com sede em Malta), empresa liderada por Nélio Lucas, presidente da Doyen.
 
Outro caso que nos diz respeito refere-se a Brahimi. Segundo o sítio Mediapart a Doyen terá recebido em 2015 do FC Porto procuração para negociar a venda do atleta. E se a venda se concretizasse este fundo receberia 10% de comissão sobre a transferência a acrescentar à percentagem anterior que já detinha. 
 
Boas Entradas e boas comissões.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Fugas de Capitais e Outras que Tais

Parte I
 
A investigação que um consórcio de jornalista de que fazem parte o Expresso e o jornal espanhol El Mundo trouxe à luz do dia é baseada na ocultação de importâncias recebidas pelos grandes craques de futebol mundiais, recolhidas do site Football Leaks. Embora o assunto esteja já muito divulgado resolvi fazer um apanhado dos principais jornais que publicaram essas notícias.
 
A trama é muito fácil de entender mas muito difícil de desmontar. Como é conhecido os futebolistas tem normalmente contratos com os clubes baseados no seu desempenho que começa pelo prémio de assinatura, depois o salário mensal, prémios por objetivos desportivos, e cláusulas que não são conhecidas, tais como, percentagens em eventuais transferências para outros clubes, cláusulas de rescisão, etc. Paralelamente existem os chamados “direitos de imagem” dos quais, por vezes, o clube fica com uma parte, e outros, que revertem apenas a favor do atleta como publicidade a produtos, marcas, etc.
 
Será nestes últimos que pode haver marosca. Como os valores são apenas do conhecimento dos patrocinadores e do jogador, este poderá indicar como e para onde as importâncias serão encaminhadas. O recurso normalmente utilizado é o envio dos valores para países onde o jogador possua morada fiscal e cuja taxa a tributar pelo fisco seja menor do que o local onde presta a sua atividade. Por exemplo Ronaldo quando jogava no Reino Unido poderia ter morada noutro país onde o fisco cobrasse menos. Digamos que este processo é legal e utilizado por empresários como Jerónimo Martins, Belmiro de Azevedo etc. com a abertura de empresas em países com menor carga fiscal. 
O Ministério das Finanças espanhol (Hacienda) abriu uma investigação, que ainda está em curso, para apurar possíveis irregularidades de Cristiano Ronaldo nas suas declarações do Imposto sobre o Rendimento de Não Residentes (IRNR) relativas aos anos 2011, 2012 e 2013 por terem detetado um esquema empresarial com passagem nas Caraíbas, na Irlanda, e em contas bancárias na Suíça desde 2009 os rendimentos provenientes da publicidade prestada pelo jogador a várias marcas. 
 
Como sabemos para usufruir do benefício dos impostos fora do seu domicílio normal com o estatuto de Não Residente é necessário que o contribuinte tenha residência efetiva nesse país, doutro modo, o local de pagamentos dos seus impostos deve ser feito onde exerce a sua atividade profissional. Segundo a mesma fonte, e ao todo, de 2009 a 2014, Ronaldo teria recebido €74,8 milhões pelos seus direitos de imagem como jogador do Real Madrid e também já teria recebido adiantados €75 milhões para o período 2015 a 2020, mas só na declaração de rendimentos de 2014 é que mencionou este bolo.
 
A investigação jornalística remonta a factos ocorridos a 20 de dezembro de 2008, quando Cristiano Ronaldo ainda jogador do Manchester United assinou um contrato com a Tollin Associates Limited — uma empresa registada nas Ilhas Virgens Britânicas. A Tollin ficaria depositária dos direitos de imagem e o atleta seria o recetor de todos os rendimentos recebidos pela sociedade, à exceção de 20 mil euros anuais e possíveis gastos operacionais. Também a comissão de Jorge Mendes não seria aqui contabilizada.
 
No entanto, a Tollin acabaria por transferir esses direitos de imagem para empresas com ligações a Jorge Mendes: a Multisports & Image Management (MIM), que por sua vez já tinha uma colaboração com a Polaris Sports, também controlada por Jorge Mendes. Ambas as sociedades têm sede em Dublin, na Irlanda e as duas seriam as responsáveis por negociar os acordos publicitários do jogador.
 
Desta forma, e de acordo com a investigação da European Investigative Collaborations, o dinheiro dessas campanhas seguia um caminho onde a meio (entre a Irlanda e as Caraíbas) se perdia o rasto de modo a explorar as vantagens fiscais para a MIM.
 
Segundo difundiu a plataforma Football Leaks, a Tollin encaixou €74,8 milhões de euros pela exploração dos direitos de imagem do internacional português, que deu a cara por diversas marcas internacionais. Terá tido rendimentos provenientes do estrangeiro (€63,3 milhões) e também de Espanha (€11 milhões). Este último valor seria declarado às autoridades fiscais, mas o restante (o que terá sido auferido nas campanhas fora de Espanha), fez disparar as sirenes no fisco espanhol. Citado pela Spiegel, o especialista de assuntos fiscais Rafael Villena, diz que a situação é clara: “Ronaldo devia ter declarado todo o dinheiro pago à Tollin em cada ano, a começar em 2009 e não apenas em 2014”.

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Na próxima semana será publicada a Parte II desta história
 
Um Bom Natal para todos

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A "comunicação" no clube da treta

Há dias foi publicitado nos pasquins habituais um “comunicado” La Paliciano onde se lia que “os canais oficiais da comunicação do SLP são a BTV, o jornal Benfica, o sítio oficial do clube e todos os sítios nas redes sociais devidamente identificados e registados”.
Ficamos assim a saber que o imbecil Rui Gomes da Silva, cómico residente no Dia Seguinte, não faz parte dos acima identificados “sítios oficiais”, não representa o clube, apenas pertence à numerosa pandilha que diariamente, através dos sítios oficiosos eleva aquela “instituição” aos mais altos patamares da pouca-vergonha.
 
Alguns exemplos. No RASCORD (pasquim presumivelmente Sportinguista) um velho rato, António Magalhães, classifica Luís Filipe Vieira após o seu discurso de anúncio de candidatura, como “estadista”. Estadista? Importa-se de repetir? Capristano e António Figueiredo, que corridos da Luz foram asilar no Estoril Praia, quase levaram o clube à falência, agora são visitas assíduas duma tal CMTV televisão de faca-e-alguidar que felizmente não faz parte da grelha da minha operadora, onde aparece por vezes um senhor Pinhão que escreveu um livro a meias com uma prostituta, também em boa hora corrido da BOLHA. Agora deram-lhe um cantinho de má-língua no RASCORD, pasquim rendido ao clube da treta, e que deve fazer o saudoso Artur Agostinho dar umas cambalhotas no túmulo.
Outro caso interessante é de um dos dois paquidermes que a caixinha que mudou o mundo acolhe. Um chama-se Pedro Guerra, é funcionário da BTV, logo deveria ter direito a quando vomita um dos seus disparates estar a representar o clube. Mas não. Tal como o outro que festeja os golos dos encarnados em direto, João Gobern, traz a agenda tão bem recheada de assuntos que protegem o clube da Luz, que até parece que vai ali despejar o recado.
Por falar neste segundo ser abjeto recordo que foi Carlos Daniel, o conhecido benfiquista de Paredes, quem o trocou por um senhor comentador benfiquista chamado Júlio Machado Vaz. Não contente com isso o jornalista pago pela RTP de todos nós permite-se participar no programa, reduzir os comentadores a figurantes e elogia todos os “renatinhos” que nasçam no galinheiro. Não sei se foi pelo anúncio da Fat Tax mas na Alemanha já encostaram o menino de oiro, um dos melhores negócios do traficante de carne humana Jorge Mendes. Sim o tal que descobriu a pólvora e está a levar as SAD’s à falência. Ganha comissão, de quem vende, de quem compra… e do jogador! Como novidade ficamos a saber (LFV dixit) que é parceiro de negócios do clube da treta! Por isso, a nós, só “vende” barretes.
 
Nada que nos admire quando depois, como muito bem referiu Jorge Vassalo no seu Blogue Porto Universal, um palermoide de um locutor na mesmíssima RTP tenha classificado André Silva com despropositados termos críticos sempre que o rapaz tocava na bola no jogo com Andorra. Felizmente os nossos comandos tem um botãozinho que nos permite calar esses imbecis.
 
Mas há mais, muitos mais, espalhados pelos vários canais televisivos. Jaime Antunes, economista, uma das vozes críticas das direções de LFV na apresentação das sempre desastradas Contas anuais, foi convidado para a televisão das sopeiras e agora está caladinho, mesmo com o descalabro financeiro que atravessa o seu clube.
 
Compõe o ramalhete “oficioso” ex-jogadores como Diamantino, Calado, João Alves e os apresentadores residentes Rui Pedro Braz, Paulo Garcia, Hugo Gilberto etc. Nos pasquins escritos são mais do que as mães. Nem merecem referência por conhecidos que são. Ficámos então a saber que “nenhum deles” representa a “instituição”! Ficamos descansados.
 
Até à próxima.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Figuinho da Figueira

Os contos onde entram figos são como os chapéus: há muitos! Uma rápida pesquisa pela Internet (onde tudo se encontra) recorda-nos alguns da nossa infância: A Vendedeira de Figos; A Lenda do Papa-Figo; A Figueira Sem Figos; O Figuinho da Figueira, etc.
Na última semana os pasquins acordaram ao som dum estardalhaço futebolístico: “o nosso” Luís Figo em tempos jogador de futebol, e mais recentemente manequim do BPN, resolveu apresentar-se a votos na eleição para presidente da FIFA, cargo omnipotente que produz, por exemplo na Comunidade Económica Europeia, legislação futebolística e financeira às resmas, pouco se importando com as leis próprias de cada Continente.
Recordemos o que escreveu há dias o nosso amigo José Manuel Meirim na sua habitual coluna de opinião no PUBLICO:
 
“Ser presidente da FIFA não é apenas ser titular de um alto cargo numa associação sem fins lucrativos, constituída em conformidade com as normas do Código Civil suíço. Ser presidente da FIFA é ser chefe de estado, no duplo sentido de que alguém passa a liderar os destinos de uma organização de vocação universal, composta por 209 membros, reguladora (eficaz) de uma modalidade desportiva, economicamente bem saudável (uma verdadeira multinacional) e ainda que assume, no plano das nações, no plano político internacional, as vestes de um importante líder.”
Vejamos então se o currículo de Luís Figo corresponde a estes requisitos. Pertenceu à tribo do pontapé-na-bola; despediu-se do Zbórden “à francesa”; nos anos de maior fulgor futeboleiro virou as costas ao Barcelona que o acolheu e fugiu para Madrid; tem amigos nos meios financeiros da pouca-vergonha que burlaram milhares de portugueses; provavelmente toca piano, e fala Francês. Que importam as 209 Federações e as 6 Confederações que constituem o universo FIFA mais os 3 candidatos ao bolo? Os patrioteiros do costume fizeram soar as trombetas, embandeiraram em arco e logo se apressaram a colar Luís Figo aos clubes que sempre viram nos Fundos uma tábua de salvação. Para eles é o candidato ideal para a função ou não fosse nado e criado num país de trapaceiros.
Enquanto os clubes (pequenos, médios, ou grandes) estão falidos Jorge Mendes que vive às custas das transferências de jogadores (só no ano passado ganhou 50 milhões de euros) está do seu lado. “Então pode lá ser, a FIFA e a comadre UEFA, acabarem com os intermediários e a detenção de parte dos passes pelos Fundos de Jogadores? Pergunto eu: fundos como o Benfas Star Fund gerido pelos aldrabões do BES!? E intermediários como um funcionário do BESA, Álvaro Sobrinho, a enterrar dinheiro no Zbórden?!
Caro Agente Especial Jorge Mendes! Pelo menos que a FIFA os deixe “emprestar” dinheiro sem juros como faz aquele amigo de peito do Sócrates. Então até sugeria uma petição (maniqueísmo muito em voga) para apoiarmos todos a candidatura de Luís Figo. Vamos transformar esta comédia da treta num desígnio nacional. Se não fosse abusar muito, até podia ser o senhor Rui Santos e o senhor Vieira a entregar a petição na Assembleia da Republica como estão habituados a fazer. Sabe? É que eles estão habituados a defender a verdade desportiva, é mais um jeitinho que fazem à malta da bola (não confundir com A BOLA).
Notícias de há poucos dias referem que representantes das Ligas portuguesa e espanhola deslocaram-se a Bruxelas para tentar que a FIFA abandone estas ideias. Os jornais do país vizinho que conhecem o pesetero de ginjeira, já falam num triunvirato de salvação internacional. O líder da Federação Holandesa Michael Van Praag; o príncipe Ali Bin All Hussein das Arábias, por coincidência vice-presidente do organismo; e o figuinho da figueira em representação dos Pastilhas. Assim uma espécie de troika para libertar a instituição das garras do senhor Blatter, tentar anular a proibição de fundos ou esquemas equiparados, e fazer com que os milhões das transferências continuem a escorrer dos clubes falidos para os bolsos dos “Agentes Especiais”, pois claro!
 
Até à próxima

domingo, 18 de maio de 2014

Pensamento da semana: Teorias dos teóricos

Ainda sobre o novo Treinador do Futebol Clube do Porto foi espalhada a brasa pelo habitual espalha brasas que comenta todas as semanas na Televisão de Carnaxide que por detrás da sua contratação está o Empresário Jorge Mendes.

Naturalmente que tal personagem parte do principio de que somente no Reino do Dragão existem manobras até porque é sabido que os tais 6 Milhões são surdos, cegos e mudos dado que acreditam em tudo o que lhes contam.

Para mais este mesmo espalha brasas que diz perceber tanto de futebol disse há um ano atrás que o Futebol Europeu passaria a ser dominado pelo Norte da Europa dado que é por lá que se concentra o poder financeiro. Contudo esta Temporada que está a terminar temos nas Finais Europeias 3 Equipas Espanholas e 1 Portuguesa que representam a Península Ibérica que é retratada como o parente pobre da Europa. Por este exemplo rapidamente percebemos o quanto percebe tal personagem de futebol.

Contudo uma coisa é certa, com manobras ou sem manobras prefiro mil vezes ter o Empresário Jorge Mendes ligado ao Dragão do que um outro qualquer que trazia para a Invicta barretes como o Danilo, Herrera e “fantasmas” como o Guardião Turco Bolat e o Médio Sérvio Pavlovski e outros tantos que depois é um dia de juízo para os “despachar” para outras andanças com lucro.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Empréstimos, Investidores e Figurões

Todos os anos mais ou menos a meio do campeonato, quando se abre a chamada janela de transferência dos mercados futeboleiros, descobre-se a real situação dos planteis. Basta levantar a carpete onde durante os meses anteriores se escondeu o lixo adquirido no início da época, e as falsas promessas vem todas à tona. Depois é preciso varrer.
 
A BOLHA, o pasquim oficial da “instituição” que há dezenas de anos engana os sócios e adeptos, deu gritos de alegria pelas vendas mirabolantes de 3 jogadores, um deles, Matic por metade da cláusula de rescisão. No total esta temporada desde 1 de Julho de 2013 até 31 de Janeiro de 2014, aquele clube/SAD de um lote inicial de 104 jogadores “cedeu” cerca de 30 (a maior parte emprestados) e recebeu outros tantos.
Por isso, quer nos Orçamentos apresentados no início da temporada, quer nos RC de fim-de-ano, fala-se de receitas “extraordinárias” já que, na sua essência, os clubes não foram criados para servir de entreposto na compra, venda e hipoteca de jogadores. E é mesmo de Casas de Penhores que se trata quando verificamos quem ajuda a vender os barretes importados ano-após-ano que se acotovelam nas imparidades das Contas da SAD. Estamos a falar nos Fundos de jogadores.
 
O seu funcionamento é muito simples. Um grupo de investidores cria uma sociedade por quotas onde por vezes, como acontece com o clube da treta, a própria SAD é sócia. A sociedade é gerida, não pela SAD como diz o aldrabão do Dia Seguinte, mas por uma comissão de gestão que analisa quais os atletas que lhe podem interessar, por quanto os deve avaliar, e quando e por quanto, os deve vender. No seu Regulamento pode ler-se:
A SAD, que no caso em apreço apenas tem uma participação de 15%, não abre o bico. Ou aceita e faz-se o negócio, ou se achar que o atleta vale mais, tem a opção de compra pelo valor que acha que vale. O Fundo adianta à SAD a quantia pelo qual avaliou o jogador e fica à espera da parte mais interessante da operação, as mais-valias. O jogador fica “preso” ao Fundo, até que apareça um “cliente” que ofereça um valor maior, senão, como bom gestor, não dá ordem para efetuar a venda.
 
Além disso, os participantes obrigam-se (Art.º 26.º) a
 
(a) Aceitar os documentos constitutivos do Fundo, aceitando inequivocamente todo o seu conteúdo;
 
(b) Mandatar a Entidade Gestora para a realização de todos os atos de administração do Fundo;
 
(c) Cumprir com quaisquer obrigações legal ou regulamentarmente previstas.
 
NOTA – Este Fundo caduca no dia 30 de Setembro de 2014, poderá ser reformulado mas, a UEFA, estuda a possibilidade de proibir que passes (ou partes de passes) de jogadores estejam na posse de Fundos de Investimento.
 
Este ano apareceu uma novidade: Pelo facto do Benfica Stars Fund estar carregado de atletas, e provavelmente já não ter espaço nas prateleiras, entrou em cena um personagem que vegeta no meio do pontapé-na-bola, classificado fiscalmente como “empresário”, ou “agente FIFA”, cuja função é mediar a transferência dos atletas de um clube para outro. Qual é a novidade? Como o jogador Rodrigo não convinha nada sair nesta altura do campeonato e André Gomes não tem quem o queira, o “agente FIFA” arranjou quem adiantasse dinheiro à SAD ficando titular dos direitos económicos dos passes. Quando e se, os atletas forem vendidos, embolsam a diferença e repartem uns trocos pelos acionistas na proporção das suas quotas. Além disso, o figurão ganha a triplicar. Recebe comissões do comprador, do vendedor e, pasme-se, dos jogadores!
Claro que, para tornar este negócio “legal” foi necessário um Fundo com capacidade para investir em jovens promissores. E apareceu! É o Meriton Capital Limited, com sede em Hong-Kong, fundado em 2009, cuja atividade vem descrita no seu objeto comercial, como gestora de negócios e capitais.
 
O homem por detrás desta empresa chama-se Peter Lim, empresário de 60 anos natural de Singapura com ligações a Jorge Mendes. Segundo a revista Forbes, Lim é um dos homens mais ricos do seu país e é conhecida a sua vontade de investir no futebol.
O empresário tem estado na berra nos últimos anos, primeiro quando tentou comprar o Liverpool em 2012, depois o Middlesbrough em 2013 e atualmente o Valência, a quem fez uma proposta concreta e aguardava a confirmação do negócio até 15 de janeiro.
 
Segundo a agência Bloomberg, Lim iniciou a sua carreira como corretor da bolsa para clientes indonésios e começou a investir o seu dinheiro em 1996. Terá construído fortuna através do investimento na produção de óleo de palma, para além de uma cadeia de cafés do Manchester United na Ásia. Segundo a Forbes a fortuna avaliada em agosto de 2013 era de cerca de dois mil milhões de dólares.
 
Como a banca fechou a torneira à “instituição”, e os compromissos caem mensalmente na mesa do tesoureiro, tornou-se inevitável o recurso aos Empréstimos Obrigacionistas ou aos Fundos. “MAIS DIFÍCIL AINDA” gritou o regisseur do Circo da Luz! “Estes nossos amigos oferecem dinheiro, só para terem o direito de vender”! Ora bolas, digo eu. Então porque não é o clube a transferi-los diretamente e ganha 100% no negócio? Para quê o agente FIFA e o Fundo? Querem receber adiantado, claro! Sabemos que o clube acumula prejuízos há 5 anos consecutivos, e afasta-se cada vez mais da regra dos pressupostos financeiros indicados pela UEFA. Não podia esperar mais um bocadinho? A menos que utilizem a dádiva que caiu do céu para comprarem “o tal defesa-esquerdo” que continua congelado.
 
Este fim-de-semana veio à tona a péssima forma do clube da treta que nem ajudado por esse aborto do Paixão um produto com marca registada Vítor Pereira, diretor da Escola de Cãezinhos Amestrados conseguiu vencer o jogo. Serão efeitos das saídas, ou trata-se do habitual “estouro” nas segundas voltas dos clubes treinados pelo catedrático?
 
Até à próxima

sábado, 31 de agosto de 2013

A lista do sargentinho.

 
  • Saiu mais uma lista de convocados da selecção para o importante embate com a Irlanda do Norte. Lista mais uma vez tão previsível como a risca ao meio de P. Bento.
Tão previsível como discursos totalmente vazios e pouco ambiciosos como os de P. Bento a cada jogo a dizer que os jogos não são decisivos… Nunca são, até ficarmos de fora do Mundial, nunca são.
 
Um seleccionador que não gosta de mudar. Tem aversão à mudança e que segue as pisadas do seu ídolo, o Sargentão Scolari que também fazia listas de convocados sem ter que ver jogo nenhum. As convocatórias estavam feitas independentemente do que cada jogador fizesse em campo. Ambos têm também em comum o facto de gostarem de dar uma de disciplinadores.
Scolari fez isso ao deixar de fora da selecção jogadores como Baía ou Sérgio Conceição, P. Bento com a birrinha que fez com Ricardo Carvalho. Ambos gozam de uma enorme benevolência da imprensa. A imprensa que sempre crucificou os seleccionadores, veja-se o caso recente de Carlos Queiroz… mas que é muito amiga do sargentinho e do sargentão que parecem estar acima da crítica.
 
O Sargentão podia insultar, não convocar jogadores do Porto campeão da Europa, deixar de fora o melhor guarda redes do Mundo, e todos achavam bem… P. Bento pode fazer convocatórias ridículas, convocando um grupo de amigos tal como fazia Scolari sem ouvir uma crítica.
Fico estarrecido quando ouço os amiguitos de P. Bento na imprensa a terem a distinta lata de dizer que ele faz milagres com os jogadores que tem… Ou seja, devemo-nos convencer que uma selecção com 3 jogadores do Real Madrid, um do Manchester United, dois do Zenit, e ainda jogadores do Porto e ainda Moutinho do milionário Monaco deve ser uma selecção que deve estar a lutar taco a taco com a poderosa selecção de Israel…
 
Quando era Carlos Queiroz o seleccionador, Portugal tinha uma grande selecção e era o seleccionador que não a sabia aproveitar, com P. Bento em poucos anos já os jogadores não são assim tão bons e coitadinho do sargentinho que tem muitas dificuldades em encontrar jogadores para a selecção… Talvez por haver tão poucos jogadores de qualidade, é que durante anos ignorou as grandes épocas de Hugo Viana no Braga, ou a preponderância de Manuel Fernandes no Besiktas, a grande época de Eliseu no Málaga, ou mais recentemente Licá, o seu novo alvo de estimação.
  • Paulo Bento quando foi apresentado como seleccionador referiu que os critérios para um jogador ser convocado seriam a assiduidade desse jogador no seu clube e a qualidade. Que só em casos muito contados em posições deficitárias é que ponderaria convocar um jogador que não jogasse no seu clube…
Ora se assim é, fica a pergunta. Portugal tem falta de opções no meio campo ao ponto de Ruben Amorim ( jogador fetiche de P. Bento), ter sempre lugar entre os convocados? Ruben Amorim que é um jogador tremendamente regular porque consegue ser suplente no Braga com a mesma qualidade que é suplente no Benfica…
 É que só assim de cabeça para o meio campo ficam de fora: Adrien Silva, André Leão, Manuel Fernandes, André Castro, Paulo Machado etc.
 
Fiquei estarrecido quando soube que P. Bento havia estado no estádio da Luz a ver o Benfica x Gil Vicente, jogo em que o Benfica não se apresentou com um único jogador português no onze. Das duas uma: ou estaria a fazer uma observação da selecção da Sérvia, já contando que Portugal pode encontrar os sérvios no play off, ou então estaria a observar os jogadores portugueses do Gil Vicente.
Tendo em conta a convocatória agora tornada pública, afinal nenhuma das hipóteses colhe. Pelos vistos estava mesmo a observar a forma como Ruben Amorim se mexe no banco de suplentes. Se aquece bem, se está atento ao jogo, se brinca muito ou pouco com os colegas no banco, esse tipo de observação técnico táctica de valor inestimável para a selecção.
  • Nisso P. Bento segue o seu mentor…
Scolari de burro não tem nada, e identificou logo que neste país para se ser protegido pela imprensa tem que comprar uma guerra com o F. C. Porto e o seu presidente. Daí não ver jogos do Porto porque segundo ele “ O Porto fica lá longe…”. Lema que parece estar a ser seguido agora pelo Sargentinho.
 
Foi o que fez Scolari ao deixar Baía de fora do europeu, mesmo sem explicação alguma, comportamento digno de um cobarde. Veja-se onde anda o seu delfim, Ricardo, o guarda redes que defendia sem luvas mas que fechava os olhos quando saía a cruzamentos…
Paulo Bento não tardou em comprar uma guerra com Pinto da Costa e com o Porto a propósito da utilização obsessiva de João Moutinho. Paulo Bento tal como Scolari vende a imagem de independência para fora, de não estar sujeito a pressões, mas quando escavamos um pouco mais fundo vemos que é bastante influenciável para não dizer que por vezes é um pau mandado.
Foi assim quando Mourinho era para treinar uns joguitos da selecção e não pôde e lá foi o sargentinho como 2ª opção mas bem mandado por Jorge Mendes.
 
Curiosamente a gestão de esforço que não fazia com os jogadores do Porto, especialmente Moutinho, sempre fez com os jogadores do Real Madrid…Pepe, Ronaldo e Coentrão eram geridos com pinças para não incomodar os trabalhos do Real Madrid. Aqui entra a falácia de suposta independência de Paulo Bento… É que esta selecção não é apenas um grupo fechado como era com Scolari onde o mérito não se reconhece e sim se valorizam os compadrios…
  • Esta é a selecção de Jorge Mendes
É só ver as convocatórias e facilmente se percebe porque é que faltam alguns nomes e outros aparecem de forma algo inexplicável, mesmo que não joguem. É só fazer as contas. Quantos jogadores desta selecção são agenciados por Jorge Mendes?
 
Desta lista temos 16 jogadores representados directa ou indirectamente por Jorge Mendes.
 
Eduardo, por exemplo não é agenciado directamente, mas foi Jorge Mendes o intermediário que participou nas suas transferências.
Os únicos jogadores da lista que não são do Jorge Mendes são: Beto, Neto, Josué, Raul Meireles, Vieirinha e Ricardo Costa. Mesmo estes, alguns deles mantém boas relações com Mendes,e viram no passado Jorge Mendes a intermediar algumas das suas transferências.
Outros como Neto são jogadores que certamente estarão no radar de Jorge Mendes que os “roubará” sem dó nem piedade seja quem for que os represente.
 
Também seria pedir muito que todos os convocados fossem Jorge Mendes… Por um lado porque Jorge Mendes não tem jogadores para todas as posições. Guarda-redes para terceiro teria mesmo que ser o Beto.
 
Para centrais Jorge Mendes também não tem mais. Meireles teria que ser convocado pela influência que tem, e depois Josué cumpre o plano de ter que ter alguém do Porto caso contrário seria demasiado ostensivo… Outra opção é Varela que também não é Jorge Mendes e que por isso fica de fora desta convocatória. Mendes perdeu influencia no Porto no pós 2004 e por isso se querem convocar jogadores do Porto o mais normal é que não sejam agenciados por Jorge Mendes.
 
Mas é curioso que também os jogadores convocados que não são Jorge Mendes, são representados por agentes que não atingem os mesmos mercados nos quais Mendes se movimenta nem lhe tapam jogadores que ele tem que colocar.
A selecção é a montra de Mendes. Pizzi, por exemplo, foi bem promovido na selecção. Brilhou no Corunha, e logo teve a sua chance. Já Lica como não é Jorge Mendes bem que pode brilhar que tem as portas da selecção fechadas.
 
  • Ficando de fora Varela, seria natural que entrasse Licá, do mesmo clube e a ser titular na sua vaga para a selecção… Mas não.
P. Bento disse mesmo que Nani mesmo não jogando teria que ser convocado porque não se poderia desperdiçar o seu talento… Ora, sabe-se que Nani esta época praticamente nem convocado foi no seu clube, mas sabe-se também que está num processo de negociação ou para sair ou para renovar com o Manchester, assim que a exposição na selecção lhe dá bastante jeito…
 
Por essa ordem de ideias porque nãos e aproveita o talento de Bruma? Nem nos sub-21? Não está a treinar? Tem jogado tanto como Nani nestes últimos tempos… Só que um é Catio Baldé, outro é Jorge Mendes.
Ruben Amorim foi titular da selecção no último jogo. Qualquer outro seleccionador que o fizesse seria bombardeado… P. Bento não. Ninguém questiona, ninguém coloca o dedo na ferida, as conferências de imprensa e entrevistas são de uma subserviência bacoca.
 
Não há coragem nem vontade que se lhe coloquem questões directas sobre a sua própria ligação com Jorge Mendes e a curiosidade de que quase sempre as suas listas são constituídas maioritariamente por jogadores de Jorge Mendes.
Mais ainda. Notou-se que alguns jogadores viram o seu caminho facilitado no acesso à selecção nacional após serem representados por Jorge Mendes… Veja-se o caso de André Martins. Quando representado por Pina Zahavi não era convocado, bastou mudar para a Gestifute e passou a aposta mesmo que não seja preponderante no Sporting.
Mas há mais… Nelson Oliveira. Engraçado que para este jogo já não foi convocado… Mas durante vários jogos em que foi suplente do Deportivo da Coruña tinha vaga assegurada. Mesmo com o seu futuro indefinido foi convocado para o jogo anterior e até jogou, o que foi um bom cartão de visita para chegar ao Rennes e se afirmar.
 
O critério de P. Bento nunca é questionado. Porque é que Nelson Oliveira era convocado quando não jogava, e agora que até marcou 3 golos pelo Rennes já ficou de fora?
  • Com Licá, P. Bento mata dois coelhos com uma só cajadada 
Por um lado chateia o Porto e mostra-se à imprensa como um seleccionador de ideias fixas e inabalável a pressões, por outro abre a vaga a Nani, jogador Jorge Mendes.
 
Para Licá fica o recado: para ser convocado ou é melhor ser suplente do Benfica ( visto que são jogos que P. Bento gosta mais de assistir), ou então passa a ser representado por Jorge Mendes e de um momento para o outro até parece que passará a ser outro jogador. Até lá, P. Bento estará mais ocupado a ver as movimentações de Ruben Amorim no banco do Benfica…
Ps- E o que dizer do compadrio total na federação ao entregar a Rui Jorge a selecção de sub-21 só porque é amigo de P. Bento? Que resultados conseguiu Rui Jorge com a selecção? Nada. Recompensa? Recebe uma geração de enorme talento outra vez para que uma vez mais falhe a qualificação para o Europeu.
 
Enquanto isso fica a questão: O que fizeram a Ilídio Vale?