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domingo, 14 de julho de 2013

Vitória da solidez

No primeiro teste a «sério» na pré-temporada, o FC Porto construiu uma vitória por números interessantes sobre o Marseille (3 x 0), sendo que o triunfo da equipa orientada por Paulo Fonseca foi conseguido com um golo na primeira parte e outros dois na etapa complementar.
 
O treinador dos Tricampeões Nacionais escalou um 11 em que apenas Jorge Fucile e Josué não faziam parte do plantel do FC Porto na época passada mas no começo do encontro teve que contar com uma atitude forte por parte do Marseille, valendo nessa altura a solidez defensiva, o guarda-redes Helton e também a ineficácia dos avançados Franceses para manter a baliza inviolável.
 
Os Dragões tinham mais bola mas pouco conseguiam fazer com ela, algo que mudou aos 29 minutos, altura em que Marat Izmaylov inaugurou o marcador na recarga a um primeiro remate de Kelvin, que tinha batido na barra.
 
A partir daqui o FC Porto começou a superiorizar-se ao adversário, que viria a ficar reduzido a dez elementos a poucos minutos do intervalo, depois de Jérémy Morel ter agredido Jorge Fucile.
 
Na segunda parte, com mais um jogador mas com bastantes alterações no 11, o FC Porto entrou bem e demorou apenas 11 minutos para ampliar a vantagem, com Jackson Martínez, após assistência de Defour, a bater o guarda-redes Brice Samba.
 
No entanto, o melhor golo do jogo ficou reservado para Juan Iturbe. O jovem Argentino, aos 76 minutos, recebeu a bola na direita e com um remate de longa distância rematou sem qualquer hipótese de defesa para o guarda-redes do Marseille, fechando com um golaço o resultado no encontro mais complicado dos Tricampeões Nacionais até ao momento.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Kelvin

quarta-feira, 14 de março de 2012

¡Visca Barça!: De volta

Nestes últimos tempos a nossa habitual crónica culé teve que por uns tempos parar devido a problemas de saúde nossos e de familiares. Porém, estamos de regresso para analisar a actualidade do futebol que gravita em torno do Barcelona. Houve sempre apoio e compreensão por parte do The Blue One, director deste blog, pela quebra de compromisso da nossa parte. Entre nós há uma grande amizade, apesar das diferenças no apoio à equipa estrangeira, e, claro, ambos somos portistas

1- Ver jogar o Barcelona actual é uma delícia. E é uma pena que, como tudo na vida, em breve este futebol maravilhoso acabe. Ver jogar Messi e companhia é um privilégio raro. Subscrevemos a última parte da crónica de ontem de Miguel Sousa Tavares no jornal “A Bola” em que afirma que Messi é talvez o melhor jogador do mundo: «Leo Messi é um deus com o mundo a seus pés». Em seguida, o dragão cronista tece uma curiosa comparação entre o prodígio argentino e outros jogadores exibicionistas. Às vezes recordamos “Amadeus” de Milos Forman, um grande filme de 1984, que trata do problema do génio. A história é contada por Salieri, rival de Mozart, o brilhante compositor. Enquanto o primeiro punha todo o seu engenho na música, não atingia nunca o génio. Mozart, de vida boémia e com personalidade infantil, brincava com a música. O filme, contado do lado de Salieri, mostra a revolta que este sente por não conseguir fazer o que parece fácil ao rival. Assim parece actualmente também o futebol. Leo Messi faz o que quer. No futuro estará no panteão dos jogadores lendários, ao lado de Pelé e Maradona, ou até acima deles (segundo Sousa Tavares ele é o melhor jogador de sempre). Outros que tudo tentaram para chegar ao topo serão ao longo dos tempos esquecidos. As suas jogadas tornar-se-ão menos vistas no youtube, ou num futuro youtube. Mas os adeptos do futebol que viram jogar agora Messi contarão aos filhos os golos impossíveis. A facilidade com que um ser tão pequeno destruía equipas. Como construía jogadas de encher o olho. Talvez nos recordemos do último embate do Barcelona na Champions, em que Messi pôs toda a sua alegria de jogar para milhões de pessoas contemplarem. Cinco golos ao Bayer Leverkussen num espectáculo delicioso. Isto já começa a ser mais do que futebol. Já parece magia.

2 – Agora sobre a Champions. Apesar dos oitavos-de-final não estarem fechados, começa-se a perspectivar uns quartos-de-final estranhos. Há equipas estranhas nesta fase da Champions: APOEL, Benfica, Marselha. É até parecido com o que sucedeu em 2004, ano de excelente memória para nós portistas. Damos conta de um aspecto: na próxima sexta-feira será o sorteio final. As oito equipas restantes serão sorteadas sem nenhuma condicionante, e em seguida será feito o sorteio do emparelhamento dos jogos das meias-finais. Pode acontecer que os quatro candidatos mais fortes, Barcelona, Bayern de Munique, Milan e Madrid (e isto a acreditar na mais que provável vitória hoje do Madrid) se cruzem agora em finais antecipadas. E, paralelamente, Apoel, Benfica, Marselha e Nápoles (se passar o Chelsea, mas vai bem lançado como sabemos) podem-se cruzar e também emparelhar-se nas meias-finais, chegando uma destas equipas à final contra todas as probabilidades. É uma hipótese pequena, é certo. Mas também não é grande a hipótese do Barcelona contra Madrid, a final de sonho, se realizar. É tudo um jogo de probabilidades.