sexta-feira, 30 de março de 2012
¡¡Hala Madrid!!: Como se ainda houvessem dúvidas
sábado, 24 de março de 2012
¡¡Hala Madrid!!: A 10ª Champions
quarta-feira, 14 de março de 2012
¡Visca Barça!: De volta
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Dragão viu-se grego no Chipre
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Ou vai ou racha
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Este FC Porto não gosta dos ares da Europa
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Corrigir a asneira feita na Rússia
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Sorteio da Champions
Para mim aquela conversa de que “não há clubes” fáceis, a frase que de forma diplomática todos os representantes dos 32 clubes costumam dizer no final do sorteio é mesmo um acto diplomático. Mesmo a nível da Liga dos Campeões há adversários difíceis – os do pote 1 – e os fáceis – os do pote 4. Por vezes, e assim do nada, surge um mini-tubarão no pote 4; um clube que de repente virou estrela mas que, não tendo por hábito disputar provas europeias, não tem a pontuação necessária para estar num pote mais “ao seu nível”. É o caso do Wolfsburg, por exemplo.
Olhando para os diversos potes, a meu ver os adversários a evitar eram claramente todos. Mas como isso não é possível, os ingleses são sempre uma dor de cabeça e o futebol que eles praticam já não é o mesmo que em tempos nos dava mais jeito – o tal kick & run. Depois há sempre o campeão em título, o Barcelona que seria provavelmente o mais difícil de todos. O adversário mais adequado seria, a meu ver o Bayern ou o Sevilla. Sendo ambas excelentes equipas, são igualmente equipas com que o Porto seria capaz de lutar taco-a-taco.
Felizmente fazemos parte do pote 2 onde também temos um vasto conjunto de equipas boas que evitamos: Real Madrid, Inter, Juventus… e até o Lyon que não seria as pêra-doce que encontramos na pré-época.
Passando para o pote 3, o adversário mais díficil seria naturalmente o Atlético de Madrid. Depois havia um lote de equipas ou boas ou com larga história. A evitar seria o Atlético de Madrid; a calhar seria a Fiorentina que nunca mostrou ser muito superior ao Sporting e o Besiktas, adversário do FC Porto há duas épocas. Olympiacos também seria um adversário a ter em conta como sendo dos mais acessíveis tal como o Dynamo apesar da deslocação ao leste da Europa.
Finalmente no pote 4 temos um clube certamente a evitar, o Wolfsburgo e depois vários clubes desconhecidos e que são uma incógnita. No entanto, como disse acima, há equipas fáceis e que seriam bem-vindas: FC Rubin, AFC Unirea Urziceni, APOEL FC e Debreceni VSC.
Realizado o sorteio uma coisa é certa. A sorte não esteve de forma alguma do nosso lado. Nem no Sorteio, nem tão pouco na calendarização.
Vamos por partes…
Do pote 1 saiu o sempre difícil Chelsea que, desde que chegou o Mourinho, procura uma Liga dos Campeões. Dos 8 possíveis adversários, saiu-nos provavelmente o segundo mais complicado atrás do Barcelona. Com um novo treinador e com uma nova mentalidade, o Chelsea será um osso muito duro de roer. Este ano não foi realizada nenhuma contratação sonante mas também não se concretizou nenhuma saída importante. Será uma equipa compacta, com jogadores excelentes e que jogam juntos já desde os tempos de Mourinho. Será certamente… e infelizmente, o primeiro classificado do grupo.
Do pote 3 saiu logo o tubarão: o Atlético de Madrid. Não podia ter sido pior. Não será um candidato principal à vitória mas é um dos 4-5 grandes da Espanha. O FC Porto jogou com o Atlético na época passada nos oitavos-de-final e já conhece o ambiente do Calderón. Apesar de algumas entradas para o clube de Madrid, a coluna principal mantém-se e o quarteto ofensivo é o mesmo perigo de sempre e que o Porto conhece. Sendo jogos de grupos, a importância e o comportamento do clube será naturalmente diferente se bem que na Liga dos Campeões só interessa vencer.
Finalmente, do pote 4 saiu-nos o APOEL, a segunda equipa – teoricamente – mais acessível. É uma equipa fácil e para os portistas é assim que tem que ser vistas as coisas. Esta equipa tem que ser a bomba da festa e nem pode passar pela cabeça de nenhum portista que esta equipa faça o mesmo que o Artmedia fez há algumas épcoas. Conta com muitos cipriotas mas também com muitos estrangeiros sendo 3 destes portugueses. O APOEL tem que ser visto como uma equipa que nos garante 6 cruciais pontos. Claro que posso estar a pensar com uma mente demasiado fechada mas tem que ser mesmo assim. Neste grupo não vai haver margem para erro e o APOEL tem que incomodar o menos possível.
Ora, se o sorteio não foi grande coisa por causa dos adversários do pote 1 e 3, a calendarização também não foi grande coisa. Sim, é verdade que mais cedo ou mais tarde todos os jogos tem que ser disputados mas há sempre conjugações de calendário mais interessantes que outras.
O Porto vai começar com o Chelsea, em Stamford Bridge. Ou seja, começa logo com o mais difícil dos adversários e logo fora. Eu sei que estou a ser pouco crente mas as possibilidades de ganhar ou trazer pontos são muito reduzidas. Assim, para além de perder pontos também se sofre um abalo de confiança. O segundo jogo é uma recepção ao Atlético, este que estará motivado por uma quase certa vitória sobre o APOEL. Claro que o Porto terá todas as condições para ganhar, mas nunca será um jogo fácil. O 3º e 4º jogo são a recepção e a visita ao terreno do APOEL. Ou seja, os pontos mais fáceis vêm no meio da competição. À quinta jornada recebe-se o Chelsea o que, dependendo dos resultados obtidos contra o APOEL e contra o Altético no Dragao, pode confirmar a passagem do Porto. No entanto, jogar fora ou em casa para o Chelsea é quase indiferente e o jogo será sempre muito difícil. E portanto sobra o jogo 6, fora, contra o Atlético. Dependendo da conjuntura dos resultados até essa jornada, poderá ser o jogo que decida quem passa a próxima fase.
Portanto, como podem ver, na minha opinião foi um dos mais difíceis sorteios dos últimos anos. Será preciso o Porto estar sempre no seu melhor para atingir os seus objectivos. A qualificação não será fácil. Mas eu também vou ver a coisa por outro prisma; se não chegarmos aos oitavos de final, iremos ganhar a Liga Europa. No ano passado certamente que o teríamos conseguido.














