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sexta-feira, 30 de março de 2012

¡¡Hala Madrid!!: Como se ainda houvessem dúvidas

Quem por norma acompanha esta Crónica deve estar recordado do que escrevi sobre o Ricardo Kaká. Na altura afirmei convictamente que este Jogador é o principal responsável pela grande melhoria que se viu no Futebol Merengue. E afirmo tal coisa sem esquecer os preciosos contributos de Xabi Alonso e Mesut Özil. O Espanhol tem uma capacidade fabulosa de colocar uma bola onde quer e o Alemão com a sua raça, força e polivalência traz ao meio campo a irreverência que muitas vezes resolve jogos.

Contudo este meio campo sem a batuta do Maestro Kaká não tem a mesma qualidade. E tal nota-se ainda mais quando do outro lado da barricada está um adversário super organizado e ultra defensivo. E isto verificou-se na partida que o Real Madrid CF realizou em Nicosia.

José Mourinho sabia de antemão que os Cipriotas do APOEL são uma equipa que faz da defesa o seu ponto mais forte. O APOEL pratica um Futebol possante fisicamente, muito rápido e organizado na transição defesa-ataque. Foram estas as armas que o Treinador do APOEL utilizou para humilhar o FC Porto no Dragão e no Chipre e para afastar o Lyon nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Era fundamental que a Equipa Blanca entrasse em campo com jogadores rápidos a atacar e a recuperar a sua posição. Daí a opção do Treinador Português em Fábio Coentrão, Nuri Şahin (o Turco jogou porque Xabi Alonso estava suspenso para este jogo, mas é mais rápido do que o Espanhol), Cristiano Ronaldo e Benzema.

Contudo esta velocidade não era suficiente para derrubar de vez o enorme muro defensivo que os Cipriotas ergueram diante da sua baliza. Houve momentos do jogo em que os Merengues trocavam a bola em torno da grande área do APOEL! Era quase como estar a atirar uma bola á parede vezes sem conta.

O tempo passava, a avalanche ofensiva do Real Madrid CF era enorme, mas o golo não surgia… A bola circulava a uma velocidade impressionante mas quando chegava á hora da finalização ora o passe final saia torto, ora surgia um defensor do APOEL a tirar a bola da sua zona de perigo. Começava a tornar-se urgente fazer alguma coisa pois se a Equipa de Mou empatasse a zero ante este modesto APOEL o que não se escrevia pelas terras Espanholas.

È nesta altura que Kaká entra em cena. E a partir daí começa o show do Maestro Brasileiro. Aquilo que dantes era complicado passou a ser mais do que simples e até Benzema que antes tinha desperdiçado um golo de fácil execução passou a ser o Matador que conhecemos. O 3 a 0 final a favor dos Merengues surgiu com naturalidade depois da entrada do seu “Motor de Arranque”. 

Será que ainda existem dúvidas sobre a qualidade de Kaká e a falta que este faz á Equipa? Eu nunca as tive. Agora há sempre quem tenha a mania que sabe muito de futebol e que somente a sua opinião conta… É com agrado que vejo estes pseudo especialistas do Futebol caladinhos relativamente ao Brasileiro. È sinal de que afinal não é preciso ser-se um "doutorado" em futebol par se ver que está ali um Jogador de Classe Mundial..

sábado, 24 de março de 2012

¡¡Hala Madrid!!: A 10ª Champions

Olhando para o resultado do sorteio da Champions os mais optimistas dizem que o caminho até á Final de Munique está praticamente aberto uma vez que somente o Fußball-Club Bayern München poderá afastar o Real Madrid CF da Final. Naturalmente que o facto de o FC Barcelona seguir um caminho completamente diferente dos Blancos ajuda a chegar a esta conclusão, uma vez que quando os jogos são a 2 mãos os Culès levam a melhor sobre os Merengues.  

Sinceramente não vejo as coisas desta forma. Não alinho nesta arrogância de que o Real de Mou é uma lenda viva que ninguém consegue parar e para além disto no Futebol a bola é redonda. Tal ficou bem patente no último empate caseiro onde o Málaga Club de Fútbol mostrou que os jogos duram sempre 90 e poucos minutos e que para os vencer há que trabalhar para tal e não esperar que a bola entre na baliza adversária por obra do Divino.

E depois há um tal de APOEL que é tudo menos uma equipa de simpáticos Cipriotas que têm tido imensa sorte nos jogos que realizaram na Liga dos Campeões. O Futebol Clube do Porto provou e sofreu da pior maneira esta perigosa desvalorização que lhe custou um afastamento prematuro da Champions e o mesmo se pode dizer do Olympique Lyonnais que chegou ao Chipre em vantagem na eliminatória e de lá saiu vergado a uma derrota que foi imposta por uma equipa de ilustres desconhecidos.

Vamos a ter calma para depois não voltarmos a aturar a palhaçada mediática que fomos obrigados a ler e ver na Imprensa da Catalunha. A sensatez que não quer morar lá para os lados de Barcelona deve marcar sempre presença em Madrid. 

Não estou com isto a afirmar que o Real Madrid CF vá ter no APOEL um Bicho Papão! O que eu defendo é que cada jogo é um jogo e que não existem mais ou menos facilidades só porque Barcelona só na Final (se este lá chegar). E para mais se tudo correr como esperado e dentro de alguma lógica (como se no futebol houvesse espaço para a lógica), na meia-final os Madridistas terão de defrontar o dono do Allianz Arena e convêm recordar que nos oitavos–de-final este “despachou” o FC Basel com uma goleada de 7 bolas a 0, recuperando desta forma da derrota que trazia da Suíça.

Por isto muita calma, muita concentração e sobretudo muita humildade. No final teremos o prazer de mandar calar o FC Barcelona. Até lá, é trabalhar muito e deixar a habitual choradeira das arbitragens para a malta da Catalunha que não sabe ganhar nem perder.

quarta-feira, 14 de março de 2012

¡Visca Barça!: De volta

Nestes últimos tempos a nossa habitual crónica culé teve que por uns tempos parar devido a problemas de saúde nossos e de familiares. Porém, estamos de regresso para analisar a actualidade do futebol que gravita em torno do Barcelona. Houve sempre apoio e compreensão por parte do The Blue One, director deste blog, pela quebra de compromisso da nossa parte. Entre nós há uma grande amizade, apesar das diferenças no apoio à equipa estrangeira, e, claro, ambos somos portistas

1- Ver jogar o Barcelona actual é uma delícia. E é uma pena que, como tudo na vida, em breve este futebol maravilhoso acabe. Ver jogar Messi e companhia é um privilégio raro. Subscrevemos a última parte da crónica de ontem de Miguel Sousa Tavares no jornal “A Bola” em que afirma que Messi é talvez o melhor jogador do mundo: «Leo Messi é um deus com o mundo a seus pés». Em seguida, o dragão cronista tece uma curiosa comparação entre o prodígio argentino e outros jogadores exibicionistas. Às vezes recordamos “Amadeus” de Milos Forman, um grande filme de 1984, que trata do problema do génio. A história é contada por Salieri, rival de Mozart, o brilhante compositor. Enquanto o primeiro punha todo o seu engenho na música, não atingia nunca o génio. Mozart, de vida boémia e com personalidade infantil, brincava com a música. O filme, contado do lado de Salieri, mostra a revolta que este sente por não conseguir fazer o que parece fácil ao rival. Assim parece actualmente também o futebol. Leo Messi faz o que quer. No futuro estará no panteão dos jogadores lendários, ao lado de Pelé e Maradona, ou até acima deles (segundo Sousa Tavares ele é o melhor jogador de sempre). Outros que tudo tentaram para chegar ao topo serão ao longo dos tempos esquecidos. As suas jogadas tornar-se-ão menos vistas no youtube, ou num futuro youtube. Mas os adeptos do futebol que viram jogar agora Messi contarão aos filhos os golos impossíveis. A facilidade com que um ser tão pequeno destruía equipas. Como construía jogadas de encher o olho. Talvez nos recordemos do último embate do Barcelona na Champions, em que Messi pôs toda a sua alegria de jogar para milhões de pessoas contemplarem. Cinco golos ao Bayer Leverkussen num espectáculo delicioso. Isto já começa a ser mais do que futebol. Já parece magia.

2 – Agora sobre a Champions. Apesar dos oitavos-de-final não estarem fechados, começa-se a perspectivar uns quartos-de-final estranhos. Há equipas estranhas nesta fase da Champions: APOEL, Benfica, Marselha. É até parecido com o que sucedeu em 2004, ano de excelente memória para nós portistas. Damos conta de um aspecto: na próxima sexta-feira será o sorteio final. As oito equipas restantes serão sorteadas sem nenhuma condicionante, e em seguida será feito o sorteio do emparelhamento dos jogos das meias-finais. Pode acontecer que os quatro candidatos mais fortes, Barcelona, Bayern de Munique, Milan e Madrid (e isto a acreditar na mais que provável vitória hoje do Madrid) se cruzem agora em finais antecipadas. E, paralelamente, Apoel, Benfica, Marselha e Nápoles (se passar o Chelsea, mas vai bem lançado como sabemos) podem-se cruzar e também emparelhar-se nas meias-finais, chegando uma destas equipas à final contra todas as probabilidades. É uma hipótese pequena, é certo. Mas também não é grande a hipótese do Barcelona contra Madrid, a final de sonho, se realizar. É tudo um jogo de probabilidades.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dragão viu-se grego no Chipre

O FC Porto somou a segunda derrota em quatro jogos na fase de grupos da Liga dos Campeões. Em Nicósia, os Dragões perderam por 2 x 1 com o APOEL e complicaram ainda mais as contas do apuramento.

Este Porto de duas faces voltou a mostrar a que menos encanta e desde cedo se percebeu que Nicósia não seria uma recordação feliz como em 2009. Com as linhas distantes e sem ligação, a equipa Portista sofria pelas alas onde Charalambides, Manduca e Aílton atormentavam Mangala e companhia.

E foi pela ala, a direita, que surgiu o primeiro susto da noite para os Azuis e Brancos, aos 16 minutos. Charalambides entrou na área Portista e no duelo com Rolando acabou pisado. Pediu-se grande penalidade no Estádio GSP que o árbitro Italiano não atendeu e Vítor Pereira podia respirar de alívio, por enquanto...

É que apenas três minutos depois, Manduca ultrapassou Fucile, cruzou para a área onde Aílton se antecipou a Mangala. A bola emabateu no poste num claro sinal de que o golo Cipriota acabaria por chegar, mais tarde ou mais cedo, perante um FC Porto incapaz de imprimir velocidade e de criar situações de perigo.

E o que não aconteceu aos 16 minutos, aconteceu aos 41. Aílton força a entrada na área Azul e Branca e Mangala acaba por derrubar o avançado do APOEL. Desta vez, Rocchi apontou para a marca dos onze metros onde o próprio Aílton não falhou. Bola para um canto, Helton para o outro e o Porto saía a perder para o intervalo.

No regresso, pouco mudou e Vítor Pereira esperou até aos 60 minutos para procurar a sorte no banco. Guarín e James entraram para os lugares de Fernando e Varela e, pelo menos, na intensidade, o jogo do FC Porto melhorou ligeiramente, ainda assim insuficiente para incomodar Urko Pardo na baliza do APOEL que, entre os 63 e os 66 minutos defendeu três remates à figura.

O APOEL, por sua vez, começou a perceber que chegava a hora de fechar as portas e não arriscar demasiado em saídas até à área de Helton e com isso a vida do Porto não ficou mais fácil. Os Cipriotas, com os Portugueses Hélio Pinto e Nuno Morais como patrões no meio-campo, circulavam a bola com tranquilidade e roubavam ao FC Porto as últimas esperanças.

No entanto, a dádiva dos céus para um FC Porto infeliz estava reservada para o minuto 88. James Rodríguez conquistou uma grande penalidade ao defesa Cipriota que Hulk não desperdiçou. O Dragão chegava ao empate perto do final, mas não o suficiente.

No minuto seguinte, Álvaro Pereira com o erro e o ataque do APOEL. Manduca apareceu na área e voltou a dar vantagem ao APOEL. 2 x 1 e, para os românticos do futebol, uma espécie de justiça poética num jogo em que o FC Porto jogou mal. De justiça poética não quererá ouvir Vítor Pereira que ainda não tomou o gosto ao palco com que sempre sonhou.

Melhor em Campo: Fernando



Positivo: Num jogo tão mau da parte do Futebol Clube do Porto, a única coisa de positivo que há a destacar é o apoio que a Claque Portista deu á equipa num estádio completamente cheio de adeptos fanáticos do APOEL. Um gesto de coragem se tivermos em consideração que os Cipriotas vivem os jogos da sua equipa com uma paixão imensa.

Negativo: Começam a ser demasiadas as vezes em que Vítor Pereira faz parte do elenco do negativo dos jogos dos Dragões. hoje o Treinador voltou a ser o principal responsável por mais uma derrota humilhante na Liga dos Campeões. Péssimo a substituir, ao ter retirado Fernando de campo abriu a porta ao APOEL para conquistar os 3 pontos, e começa a ser preocupante ver que o FC Porto continua sem um modelo de jogo e sem alguém que o lidere. A crise está instalada no Dragão e parece ter vindo para ficar e não adianta estarmos a tapar o sol com a peneira.  

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ou vai ou racha

Ou vai ou racha! È com toda a certeza este o pensamento da comitiva Azul e Branca que viajou até á Capital do Chipre para jogar com a Equipa local e discutir com esta 3 pontos que podem dar aos Cipriotas a sua primeira qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões ou que podem dar aos Dragões a última hipótese de segurem para a próxima fase.

O cenário é este e pode-se dizer que favorece claramente a equipa da casa apesar de o Futebol Clube do Porto parecer estar a subir de rendimento e a alcançar melhores resultados a nível interno.

O Athlitikos Podosferikos Omilos Ellinon Lefkosias, mais conhecido por APOEL FC, é a equipa sensação da Liga mor da UEFA decorridas 3 jornadas, e tal não é só devido á sorte, mas sim ao bom plantel que tem e ao estratega Ivan Jovanovic que tem sabido dar um autêntico nó às Equipas que defrontou no Grupo G. Dionisios Chiotis, Paulo Jorge, Nuno Morais, Gustavo Manduca e Ailton Almeida são alguns dos Jogadores aos quais o FC Porto deve dar muita atenção para evitar outro desastroso empate que comprometa de vez a aspirações Portistas na Champions.

Vítor Pereira promoveu duas alterações na convocatória para este desafio da 4ª Jornada do Grupo G da Liga dos Campeões, fazendo entrar Fucile e Otamendi para os lugares de Maicon e Walter.

Lista de Convocados: Helton, Alvaro Pereira, Guarín, Belluschi, João Moutinho, Kléber, Hulk, Fucile, Rolando, Varela, James, Djalma, Sapunaru, Mangala, Fernando, Otamendi, Bracali e Defour.

Onze provável (sistema fáctico 4x3x3): Helton, Sapunaru, Rolando, Mangala, Alvaro Pereira, Fernando, Defour, Bellsuchi, Varela, Hulk e Kléber.

Para este importante jogo é de uma importância atroz que Vítor Pereira deixe as suas “invenções tresloucadas” no seu quarto do Hotel e que não aposte na tal rotação de que tanto gosta, pois equipa que ganha não se mexe mesmo que jogue e não demonstre segurança nenhuma. Espera-se também que Helton esteja tranquilo na baliza, pois o Brasileiro costuma ter uns “ataques de nervosismo” que o desconcentram nestes jogos da Liga dos Campeões. Quanto ao resto da equipa, já sabem o que tem de fazer em campo e sobretudo é esperado que joguem como uma equipa.

O FC Porto defronta o hoje APOEL, no Estádio GSP, às 21h45 locais (19h45 em Portugal Continental), e esta partida pode ser acompanhada em directo aqui no Mística.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Este FC Porto não gosta dos ares da Europa

Não está fácil para o FC Porto mudar o chip europeu. Depois da brilhante campanha na Liga Europa pelas mãos de Villas-Boas, o sucessor Vítor Pereira vê-se com dificuldades para encontrar "pé" na Liga dos Campeões. Ao desaire na Rússia seguiu-se um empate caseiro com o APOEL Nicosia (1 x 1).
De regresso ao onze, após "baixa" por lesão, Kléber foi o primeiro a esboçar o perigo no Dragão. Primeiro aos sete minutos, a passe de Guarín, mas o resultado final não foi além de um choque com o guarda-redes Cipriota. O mesmo que aos 12 minutos respondeu com uma defesa de nível ao remate à meia-volta do avançado Brasileiro.

Embora sem convencer, longe disso, o FC Porto era dono do jogo e das ameaças passou à concretização, um minuto depois da oportunidade de Kléber. É certo que o marcador do golo foi Hulk, na cobrança de um livre, mas Chiotis, guarda-redes do APOEL, fez, no mínimo, 90 por cento do trabalho portista. Nada fotogénico!

Sem fazer muito por isso, o Dragão chegava à vantagem, algo que funcionou como anestesia para o onze de Vítor Pereira. Aumentaram os passes errados, diminuiu a velocidade de execução e acentuaram-se os assobios nas bancadas. Resultado geral de tudo isto: golo do APOEL, aos 19 minutos.

O Brasileiro Aílton ultrapassou Fernando como quem finta um juvenil em fase de aprendizagem, olhou para a baliza e procurou a sua sorte. O remate foi forte, colocado e Helton não teve hipóteses. Empate Cipriota, mais castigo Portista que talento dos visitantes, mas o certo é que o FC Porto se desorganizou, perdeu-se e saiu para o descanso vaiado pelos seus.

A primeira nota da segunda parte vai para a saída do guarda-redes Chiotis, que se ressentiu do choque com Kléber ainda nos minutos iniciais do jogo. Entrou Urko Pardo que aos 57' aqueceu com uma defesa a um remate de Kléber. Mas o FC Porto não estava nada melhor, sem ideias nem intensidade.

O APOEL, de bem com o empate, jogava pelo seguro e procurava as falhas defensivas do Porto, como aos 63 minutos, quando Nuno Morais escapou em direcção a Helton, que acabou por se mostrar seguro quando teve de desviar o remate do Português. Na resposta, Hulk, recorrendo à sua «arma», disparou forte mas ao lado. Era isto o FC Porto por esta altura.

Vítor Pereira procurou soluções. Tirou Fernando e colocou Belluschi, o público gostou, tirou James e fez entrar Varela, a plateia assobiou. O Técnico Portista ainda vive com a desconfiança da "família" Azul e Branca e as mexidas acabaram por não lhe dar razão. Se as ocasiões escassearam na primeira parte, pior foi na segunda, e o empate não se desfez, mesmo nas últimas tentativas de desespero dos Dragões e uma grande ocasião do APOEL, já nos descontos.

O que vale ao FC Porto é que este é um grupo da Liga dos Campeões equilibrado, onde o APOEL segue na liderança com cinco pontos, mais um que o Zenit S. Petersburg, que empatou na Ucrânia 2 x 2, e o FC Porto. Os Ucranianos do Shakthar Donetsk têm dois e, por isso, continua tudo em aberto na luta pelas duas vagas nos oitavos-de-final.

Melhor em Campo: Helton


Positivo: Numa partida onde tudo esteve mal, a destacar pela positiva há a apenas a atitude batalhadora de Kléber que na frente do ataque Portista vai dando que fazer ás defesas contrárias. Helton pode ser considerado um herói por ter evitado uma humilhação em pleno estádio do dragão.

Negativo: Mais uma vez Vítor Pereira mostrou que não sabe ler o jogo e que quando está pressionado por um mau resultado que não tem habilidade nenhuma para levar a nau Azul e Branca a bom porto. Com este Treinador vai ser complicado os Adeptos Portistas poderem ter uma Temporada sossegados no que a Competições Europeias diz respeito.  

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Corrigir a asneira feita na Rússia

De regresso á Competição dos Campeões, eis que aos Dragões se impõe a extrema necessidade de vencer o APOEL em casa uma vez que 3 pontos foram humilhantemente perdidos na Rússia. Mas não se pense que o FC Porto vai ter uma tarefa tão fácil como da primeira vez que defrontou estes Cipriotas, pois o APOEL cresceu muito num curto espaço de tempo e a necessidade de vencer pode vir a ser um tremendo incómodo para o FC Porto e uma enorme vantagem para o APOEL

O actual momento do Grupo G da Liga dos Campeões coloca este tal APOEL na liderança do Grupo com 4 pontos resultantes de uma vitória no Chipre ante o Zenit e um empate na Ucrânia no Donbass Arena propriedade do Shakhtar Donetsk. Estes excelentes resultados foram obra do sempre inspirado Guarda-redes Grego Dionisios Chiotis, dos criativos e muito esforçados Hélio Pinto e Manduca e do rapidíssimo e decisivo avançado que dá pelo nome de Ailton Almeida que faz das tripas coração e consegue marcar golos de ângulos quase impossíveis.

O problema maior que os Portistas vão ter pela frente será mesmo o Guardião Grego do APOEL que tem o hábito de deixar gregos os adversários que não conseguem marcar um único golo a tão habilidoso e sortudo Atleta. Importante será o Futebol clube do porto manter a serenidade e insistir no ataque sem descurar a defesa, pois um contra ataque do APOEL pode deitar tudo a perder. Equilíbrio, empenho e bom senso é o que se exige de todos os elementos do FC Porto que mais logo irão pisar o relvado do Dragão.

Vítor Pereira promoveu sete alterações na convocatória para o encontro da 3ª Jornada do Grupo G da UEFA Champions League: regressam Helton, Alvaro, Guarín, Moutinho, Kléber, Hulk e Otamendi; saem Maicon, Cristian Rodríguez, Fucile (a cumprir castigo), Walter, Alex Sandro, Iturbe e Kadú.

Lista de Convocados: Helton, Alvaro Pereira, Guarín, Belluschi, João Moutinho, Kléber, Hulk, Rolando, Varela, James, Djalma, Sapunaru, Mangala, Souza, Fernando, Otamendi, Bracali e Defour.  
O onze que mais logo vai pisar o sempre bem tratado relvado do Dragão deverá ser este:

- Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Alvaro Pereira, Fernando, Bellsuchi, João Moutinho, James, Hulk e Kléber.

O FC Porto defronta hoje o Athlitikos Podosferikos Omilos Ellinon Lefkosias (APOEL), às 19h45, no Estádio do Dragão e esta partida pode ser seguida em directo aqui no Mística.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sorteio da Champions

Hoje ficou-se a saber os adversários do nosso grande FC Porto para a edição 2009/2010 da Champions League. Dentro de poucas semanas começa a maior competição de clubes do mundo. Infelizmente, só o Porto terá o privilégio de representar Portugal nesta competição da UEFA. Por outro lado, e de forma surpreendente, o Nacional vai acompanhar o Benfica e o relegado Sporting na Liga Europa.As novas ideias do Platini que, reza ele, foram feitas para beneficiar todo o continente Europeu, acabou por lixar os países intermédios da Europa como é o caso de Portugal. Se por um lado torna-se mais fácil aos clubes de menor dimensão chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões – 8 estreantes por exemplo – o acesso do nosso segundo classificado é agora muito mais complicado. Antes apuravam-se duas equipas directamente, agora são precisas duas eliminatórias para chegar à fase de grupos. Isto implica que a época comece mais cedo para a equipa que se defronta com essa circunstância o que pode implicar igualmente uma pré-época mais atribulado como se tem visto com o Sporting. Adiante…

Para mim aquela conversa de que “não há clubes” fáceis, a frase que de forma diplomática todos os representantes dos 32 clubes costumam dizer no final do sorteio é mesmo um acto diplomático. Mesmo a nível da Liga dos Campeões há adversários difíceis – os do pote 1 – e os fáceis – os do pote 4. Por vezes, e assim do nada, surge um mini-tubarão no pote 4; um clube que de repente virou estrela mas que, não tendo por hábito disputar provas europeias, não tem a pontuação necessária para estar num pote mais “ao seu nível”. É o caso do Wolfsburg, por exemplo.

Olhando para os diversos potes, a meu ver os adversários a evitar eram claramente todos. Mas como isso não é possível, os ingleses são sempre uma dor de cabeça e o futebol que eles praticam já não é o mesmo que em tempos nos dava mais jeito – o tal kick & run. Depois há sempre o campeão em título, o Barcelona que seria provavelmente o mais difícil de todos. O adversário mais adequado seria, a meu ver o Bayern ou o Sevilla. Sendo ambas excelentes equipas, são igualmente equipas com que o Porto seria capaz de lutar taco-a-taco.

Felizmente fazemos parte do pote 2 onde também temos um vasto conjunto de equipas boas que evitamos: Real Madrid, Inter, Juventus… e até o Lyon que não seria as pêra-doce que encontramos na pré-época.

Passando para o pote 3, o adversário mais díficil seria naturalmente o Atlético de Madrid. Depois havia um lote de equipas ou boas ou com larga história. A evitar seria o Atlético de Madrid; a calhar seria a Fiorentina que nunca mostrou ser muito superior ao Sporting e o Besiktas, adversário do FC Porto há duas épocas. Olympiacos também seria um adversário a ter em conta como sendo dos mais acessíveis tal como o Dynamo apesar da deslocação ao leste da Europa.

Finalmente no pote 4 temos um clube certamente a evitar, o Wolfsburgo e depois vários clubes desconhecidos e que são uma incógnita. No entanto, como disse acima, há equipas fáceis e que seriam bem-vindas: FC Rubin, AFC Unirea Urziceni, APOEL FC e Debreceni VSC.

Realizado o sorteio uma coisa é certa. A sorte não esteve de forma alguma do nosso lado. Nem no Sorteio, nem tão pouco na calendarização.

Vamos por partes…

Do pote 1 saiu o sempre difícil Chelsea que, desde que chegou o Mourinho, procura uma Liga dos Campeões. Dos 8 possíveis adversários, saiu-nos provavelmente o segundo mais complicado atrás do Barcelona. Com um novo treinador e com uma nova mentalidade, o Chelsea será um osso muito duro de roer. Este ano não foi realizada nenhuma contratação sonante mas também não se concretizou nenhuma saída importante. Será uma equipa compacta, com jogadores excelentes e que jogam juntos já desde os tempos de Mourinho. Será certamente… e infelizmente, o primeiro classificado do grupo.

Do pote 3 saiu logo o tubarão: o Atlético de Madrid. Não podia ter sido pior. Não será um candidato principal à vitória mas é um dos 4-5 grandes da Espanha. O FC Porto jogou com o Atlético na época passada nos oitavos-de-final e já conhece o ambiente do Calderón. Apesar de algumas entradas para o clube de Madrid, a coluna principal mantém-se e o quarteto ofensivo é o mesmo perigo de sempre e que o Porto conhece. Sendo jogos de grupos, a importância e o comportamento do clube será naturalmente diferente se bem que na Liga dos Campeões só interessa vencer.

Finalmente, do pote 4 saiu-nos o APOEL, a segunda equipa – teoricamente – mais acessível. É uma equipa fácil e para os portistas é assim que tem que ser vistas as coisas. Esta equipa tem que ser a bomba da festa e nem pode passar pela cabeça de nenhum portista que esta equipa faça o mesmo que o Artmedia fez há algumas épcoas. Conta com muitos cipriotas mas também com muitos estrangeiros sendo 3 destes portugueses. O APOEL tem que ser visto como uma equipa que nos garante 6 cruciais pontos. Claro que posso estar a pensar com uma mente demasiado fechada mas tem que ser mesmo assim. Neste grupo não vai haver margem para erro e o APOEL tem que incomodar o menos possível.

Ora, se o sorteio não foi grande coisa por causa dos adversários do pote 1 e 3, a calendarização também não foi grande coisa. Sim, é verdade que mais cedo ou mais tarde todos os jogos tem que ser disputados mas há sempre conjugações de calendário mais interessantes que outras.

O Porto vai começar com o Chelsea, em Stamford Bridge. Ou seja, começa logo com o mais difícil dos adversários e logo fora. Eu sei que estou a ser pouco crente mas as possibilidades de ganhar ou trazer pontos são muito reduzidas. Assim, para além de perder pontos também se sofre um abalo de confiança. O segundo jogo é uma recepção ao Atlético, este que estará motivado por uma quase certa vitória sobre o APOEL. Claro que o Porto terá todas as condições para ganhar, mas nunca será um jogo fácil. O 3º e 4º jogo são a recepção e a visita ao terreno do APOEL. Ou seja, os pontos mais fáceis vêm no meio da competição. À quinta jornada recebe-se o Chelsea o que, dependendo dos resultados obtidos contra o APOEL e contra o Altético no Dragao, pode confirmar a passagem do Porto. No entanto, jogar fora ou em casa para o Chelsea é quase indiferente e o jogo será sempre muito difícil. E portanto sobra o jogo 6, fora, contra o Atlético. Dependendo da conjuntura dos resultados até essa jornada, poderá ser o jogo que decida quem passa a próxima fase.

Portanto, como podem ver, na minha opinião foi um dos mais difíceis sorteios dos últimos anos. Será preciso o Porto estar sempre no seu melhor para atingir os seus objectivos. A qualificação não será fácil. Mas eu também vou ver a coisa por outro prisma; se não chegarmos aos oitavos de final, iremos ganhar a Liga Europa. No ano passado certamente que o teríamos conseguido.