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segunda-feira, 18 de março de 2013

Réplicas da Roseira

O FC Porto pode deixar de depender apenas de si para revalidar o título de Campeão Nacional após empatar a uma bola com o Marítimo, no Estádio dos Barreiros.
 
Dias após ter sido eliminado da Liga dos Campeões pelo Málaga, os Dragões deslocaram-se à Madeira impedidos de perder pontos para não correrem o risco de deixar o Benfica fugir no topo da classificação. Contudo, o Marítimo travou o Bicampeão Nacional e a distância para o primeiro lugar pode ser de quatro pontos no final da 23ª jornada.
 
Apesar da perda de pontos, James Rodríguez ainda colocou o FC Porto em vantagem aos 34 minutos, mas Suk voltou a ser fundamental nos Insulares e restabeleceu o empate, apenas quatro minutos depois do golo do internacional Colombiano. Na segunda parte, Jackson Martínez teve a oportunidade de converter uma grande penalidade mas voltou a falhar.
 
A primeira parte começou mal para o FC Porto, que logo aos dez minutos teve que fazer uma alteração forçada, com Christian Atsu, lesionado, a ceder o seu lugar a Silvestre Varela. Com isto, Vítor Pereira, que já não contava com o influente João Moutinho e que apostou no Ganês para dar mais profundidade ao ataque Azul e Branco, viu a sua estratégia alterada, mas ainda assim os Dragões continuaram a manter o controlo do encontro.
 
Com Varela em campo, os Bicampeões Nacionais, aos 12 minutos, criaram o primeiro lance de perigo na área do Marítimo, mas Igor Rossi, já em queda, conseguiu impedir que a bola chegasse em boas condições a Jackson Martínez, que se preparava para dar seguimento a um cruzamento de Alex Sandro, depois de este ter recebido um passe de calcanhar de Lucho González.
 
Oito minutos depois, foi a vez de Lucho González tentar a sorte com um remate de fora da área, naquela que foi a última jogada de ataque durante o domínio Azul e Branco no encontro. A partir daqui os Madeirenses passaram a subir mais no terreno e criaram a primeira situação de golo por intermédio de Héldon, que executou um forte remate para uma defesa difícil de Helton.
 
No entanto, numa altura em que a equipa de Pedro Martins estava melhor dentro das quatro linhas, o FC Porto inaugurou o marcador, com James Rodríguez a regressar aos golos. Aos 34 minutos, através de uma jogada bem desenhada, Defour cruzou rasteiro para a área, Jackson Martínez simulou e deixou a bola passar entre as pernas, com James, com tempo para parar a bola, a escolher o melhor caminho para a colocar no fundo da baliza de Salin.
 
Mas a vantagem do FC Porto só durou quatro minutos porque o Marítimo respondeu bem ao golo sofrido. Num lance que começou nos pés de Briguel, o lateral-direito cruzou rasteiro para a área, Mangala escorregou na hora do corte e permitiu que Suk chegasse à bola e restabelecesse o empate com que se chegou ao intervalo.
 
Ainda assim, até ao término do primeiro tempo, os Dragões reclamaram uma grande penalidade por toque de Roberge em Lucho González, num lance em que o árbitro entendeu que houve simulação do Argentino. Além disso, houve um remate à baliza para cada lado, Defour pelo FC Porto e David Simão pelo Marítimo, mas os guarda-redes das duas equipas responderam com segurança.
 
Apesar de ao FC Porto não interessar outro resultado que não a vitória, a verdade é que só aos 60 minutos é surgiu o primeiro lance digno de realce na segunda parte, com Lucho a rematar à figura de Salin.
 
A defesa do Marítimo estava bastante concentrada a defender e por isso conseguia manter os jogadores do FC Porto longe da sua baliza. Isso fez com que a defesa dos Dragões começasse a subir mais no terreno e assim ficasse mais exposta à velocidade de Héldon.
 
Aos 61 minutos aconteceu isso mesmo e o Cabo-verdiano, depois de um erro de Otamendi, surgiu isolado perante Helton e valeu ao FC Porto a saída do seu guarda-redes ao lance, pois conseguiu fazer a mancha e impedir a reviravolta no marcador.
 
O jogo, com as duas equipas a quererem jogar ao ataque, ameaçava ficar partido mas, um minuto depois do lance de ataque do Marítimo, Danilo foi derrubado na área por David Simão, conseguindo uma grande penalidade a favor dos forasteiros. Perante tamanha oportunidade para marcar, Jackson Martínez, tal como já aconteceu em duas ocasiões anteriores (frente ao Olhanense e Rio Ave) falhou a grande penalidade e permitiu a defesa de Salin.
 
Pouco depois, o internacional Colombiano, através de um cabeceamento, obrigou o guarda-redes do Marítimo a voar para manter o empate no marcador, algo que Salin repetiu mas para defender um remate de fora da área de Castro.
 
O empate no marcador acabou mesmo por permanecer até ao final dos 90 minutos, apesar do Marítimo ter tido as últimas oportunidades para conseguir a vitória por intermédio de Rafael Miranda, que cabeceou por cima da baliza de Helton na sequência de um canto, e de Héldon, que aproveitou mais uma falha de Otamendi, tentou assistir Suk mas viu Mangala antecipar-se e a atirar para canto.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Helton

sábado, 10 de novembro de 2012

¡¡Hala Madrid!!: Burros e chatos


Parece que a Imprensa Espanhola não dá tréguas ao Real Madrid CF voltando quase que diariamente á carga com a história da aposta na Cantera. O Diário AS teve a ideia peregrina de ir buscar o antigo Canterano Blanco Pavón que afirma que Del Bosque os entendia e apostava em La Fabrica.

Confesso que não percebo onde querem estes fulanos chegar. Que eu me lembre o Real Madrid CF de Del Bosque tinha apenas dois Jogadores que vieram da cantera. Cassilas e o mítico Capitão Raul. De resto tínhamos uma equipa onde pontificavam Jogadores como Roberto Carlos, Michel Salgado, Zidane, Figo e outros tantos Jogadores que nunca puseram uma bota sequer em La Fabrica. Das tais vedetas da Formação Merengue da altura nenhuma delas era aposta firme e segura de Del Bosque e entre elas estava Portillo que era uma grande promessa.

Não percebo as intenções destes Jornalistas. Querem que o Real Madrid CF siga as pegadas do FC Barcelona no que à aposta na formação diz respeito? Mas será que estão preparados para ver o Clube Blanco a passar por um mau bocado umas quantas Temporadas?

Não me parece uma vez que bastará ao Treinador da Equipa Merengue que lhes faça a vontade ter dois ou três maus resultados para que a aposta na cantera se esfume.

Isto de apostar em força na Formação é um pau de dois bicos e o FC Barcelona não abriu um buraco na terra onde descobriu uma mina de grandes Jogadores. Eu ainda me recordo de ver Xavi e Iniesta serem fortemente criticados por toda a gente. Quando Lionel Messi chegou á equipa principal não passava de um pobre coitado que não fazia mais nada senão estar lesionado e tanto Pique como Fabregas e Jordi Alba tiveram de sair do Clube porque quando saíram da formação não tinham “estaleca” para fazer parte da primeira Equipa.

Portanto das duas uma; ou quem escreve tais artigos está desejoso de ver o Real Madrid CF regressar aos tempos amargos anteriores á chegada de José Mourinho, ou então padecem de uma estupidez tal que lhes tolda o juízo e memória na hora de escrever artigos sobre o Clube Blanco.

Não é para admirar que a nossa vizinha Espanha esteja no tremendo buraco financeiro e social em que está metida.

Uma palavra final para a derrota dos Culés em Glasgow. O Celtic mostrou aquilo que já venho dizendo há muito. Este FC Barcelona de Tito é mais fraco que os Barças de Guardiola e não fosse a aselhice e estupidez de um certo Casillas não existiriam 8 pontos de distância entre Blaugranas e Merengues. Já diz o Povo que “até ao lavar dos cestos é Vindima”, ou seja, até La Liga terminar o Bi Campeonato ainda é possível. Basta que o Real Madrid CF trabalhe para ele e que a Comunicação Social deixe trabalhar quem sabe.

De resto foi genial ver Lionel Messi pegado com o seu arqui-inimigo David Villa. Tito Vilanova não consegue ter mão nestes dois e já só falta aos Jogadores do FC Barcelona andarem á pancada dentro do campo. Isto para quem diz que Messi é um Santo foi um enorme murro no estômago! E toma lá que é Democrático!

domingo, 29 de abril de 2012

Com o Título mais perto

E agora o Sporting. O FC Porto ficou a um triunfo, que pode ser no Clássico da próxima ronda, de conquistar o Bicampeonato, depois de vencer, este Sábado à noite, o CS Marítimo, por 0 x 2 no Estádio dos Barreiros. Mas a festa até pode ser já hoje, caso o Benfica não vença em Vila do Conde.

O Caldeirão apresentava-se como o último grande obstáculo longe de casa para um FC Porto que vai cozendo em banho maria mais um Título de Campeão. Vítor Pereira decidiu surpreender e lançou a equipa sem ponta de lança fixo, com Hulk, Varela e James Rodríguez a constituírem o tridente ofensivo dos Dragões.

O Marítimo, por sua vez, demorou a entrar em cena e cedeu o palco ao FC Porto que, aos 12 minutos, só não passou para a frente porque Ruben Ferreira estava, à hora certa, no sítio certo para travar aquele remate de João Moutinho em cima da linha de golo. Foi apenas o adiamento do inevitável, já que aos 15 minutos o FC Porto chegaria mesmo ao golo.

A culpa é de Fidélis que meteu o braço à bola quando o melhor era estar quieto. A grande penalidade, escusada, passou a Paulo Baptista mas não ao auxiliar, que convidou Hulk para a marca do castigo máximo. Ora, o Brasileiro não se fez rogado e adicionou mais um ingrediente no cozido pronto a servir do título Azul e Branco.

O FC Porto foi percebendo como domar um leão insular lento e pouco afoito e, por isso, também não precisou de recorrer a esforços maiores para conservar ou dilatar a importante vantagem. Antes do intervalo, nota para uma excelente defesa de Salin depois de um remate do Colombiano James Rodríguez.

A partida esteve longe de encantar e nem a iminência de um Campeão levou a partida para níveis emocionais de interesse redobrado. Foi sempre tudo muito calmo e lento, com um FC Porto consciente da superioridade e um Marítimo que parece ter perdido o fulgor que fez dos insulares a sensação da temporada.

Pouco se passou nos primeiros 20 minutos que se seguiram ao descanso, exceção feita a um remate de Héldon à figura de Helton, aos 54 minutos. No entanto, o perigo subiria de frequência entre os 67' e os 69', primeiro com Hulk a ficar a centímetros de resolver a questão e, depois, Fidélis a rematar para uma defesa complicada de Helton.

Nascia aqui o melhor Marítimo da noite, a ganhar a bola em zonas que doíam mais ao FC Porto e a colocar em perigo o triunfo Azul e Branco. Benachour, aos 71', pode acusar os Deuses da Sorte de abandono, quando o remate ao segundo poste decidiu não seguir o caminho desejado, por muito pouco. Logo depois foi Fidélis, de cabeça, a criar perigo.

Ao minuto 84, um dos casos do jogo. Hulk - que ajudava na missão sôfrega de defender a vantagem - derruba Héldon na área Portista, mas Paulo Baptista decidiu-se por castigar o jogador do Marítimo por alegada simulação, numa decisão errada. Logo depois, Lucho, de baliza aberta, atirou por cima, antes de nova grande penalidade a favor do FC Porto, que Hulk voltou a converter, na decisão final do encontro e, muito provavelmente, do Campeonato Nacional.

Retirado de: zerozero

Melhor em Campo: Hulk

domingo, 22 de abril de 2012

Um FC Porto quase á Campeão

O Benfica tinha-se aproximado perigosamente e a entrada em campo até foi melindrosa. Mas o FC Porto acabou por bater o Beira-Mar (3 x 0) e voltou a colocar as devidas distâncias no topo da Liga, a três jornadas do último apito em 2011/2012.

A noite foi de festa, de uma família devota ao seu querido líder, com uma fração a dedicar-lhe a curva sagrada. Pinto da Costa foi festejado, pelos 30 anos de presidência, mas certamente não terá gostado do atrevimento demonstrado pelo convidado de ocasião, o Beira Mar, que antes do golo de Hulk, aos 33 minutos, ameaçou soprar as velas Portistas antes do tempo.

Embora o primeiro sinal de perigo tenha saído do pé de Janko - prometeu, mas custa-lhe acertar o passo -, a verdade é que os Aveirenses chegaram-se perto do fogo. Camará, aos 14 minutos, por exemplo, obrigou Helton a estirada importante, mas já Nildo, aos 21 minutos, devia ter feito bem mais, tão sozinho que estava para cabecear.

Pelo meio, só Hulk tinha voltado a ameaçar Rui Rego, aos 18 minutos, com defesa do guardião Aveirense, até que o perigo voltou a rondar a baliza Azul e Branca. Camará fugiu tão bem a Otamendi - que teve a sua dose de falha - e esteve tão mal na hora de decidir. Atirou para as mãos de Helton quando estava um companheiro pronto a encostar.

Seguiu-se o ato solene, com um dos topos a ser rebaptizado em pleno jogo para «curva Pinto da Costa» e para assinalar o momento só podia chegar o golo, de grande penalidade. Dias puxou James Rodríguez tempo a mais e a queda levou Hulk à marca do castigo. O poste ainda manteve em suspenso a festa que se soltou logo a seguir.

Antes do bolo ao intervalo, Janko pode muito bem ter ficado sem a fatia que lhe pertence, porque aquela bola tem de acabar lá dentro. A centímetros da linha de golo, o Austríaco cabeceou por cima. Iria redimir-se, cinco minutos depois do descanso. Hulk fez tudo, em força e qualidade, e deu a Janko mais de meio golo, que só teve de encostar.

Por esta altura, acabava-se aquele Beira Mar interessante e ameaçador da primeira parte e soltavam-se os presentes para o chefe da casa. A "bomba" de James ainda encontrou fim em Rui Rego mas aos 54 minutos já nem esse valeu aos visitantes, quando Hulk atirou para o 3 x 0. Era muito cedo para um fim de história, mas aconteceu e pouco mais há a contar.

Talvez os minutos de jogo para os ex-lesionados Danilo e Varela, no FC Porto, e Edson Sitta, no Beira-Mar. A partida, essa, jogava-se à moda do FC Porto, controlada e com os Dragões a nem quererem abusar nos números da vitória, que os deixou a cinco pontos do bicampeonato, a três jogos do final.

Fonte: zerozero

Melhor em Campo: Hulk