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terça-feira, 31 de março de 2015

Pensamento da Semana: Taça da quê?

Esta semana tem sido recorrente a notícia de que o Futebol Clube do Porto terá solicitado juto das respectivas Federações a dispensa de alguns dos seus Atletas. O motivo, segundo o que tem sido veiculado pela nossa Comunicação Social, prende-se com o jogo de Quinta-feira a contar para as meias-finais da Taça da Liga.
 
Sinceramente custa-me a perceber tal atitude. Ainda se a justificação fosse a de ter os Jogadores “frescos” para poderem enfrentar mais uma Jornada da Liga Portuguesa onde irá ser travado um duelo intenso com o SL Benfica eu ainda era como o outro. Agora virem com esta azáfama toda por causa de uma Competição batoteira, mal organizada, ridícula e feita para que o Benfica a vença vezes sem conta é no mínimo caricato e revelador de algum desnorte da parte dos Dirigentes Azuis e Brancos.
 
O cenário ainda pior fica quando a 8 de Janeiro de 2011 Pinto da Costa me sai a público com esta:

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Noite de Cha Cha Cha

Simples, prático e sem surpresa. O FC Porto derrotou a Académica (4 x 1) e está na próxima fase da Taça da Liga. Jackson Martínez brilhou numa noite em que jovens avançados também se mostraram em bom nível.
Entrada forte, com alguma intensidade (não muita mas nem era preciso) de um FC Porto perante uma Académica que tentou aguentar a pressão Azul e Branca mas demorou apenas seis minutos até ver Jackson Martínez abrir o marcador. Disparate de Aníbal Capela, como último homem, a permitir o roubo de bola do Colombiano, que fuzilou à entrada da área.
Sem nunca conseguir equilibrar as despesas da partida, os Estudantes viram a turma de Lopetegui valer duas virtudes. Primeiro, a circulação de bola foi rápida e pelos flancos, como se previa, com Tello muito participativo nas acções de ataque, sempre com o apoio de José Ángel, que se apresentou em bom nível mostrando que Alex Sandro tem forte concorrência pelo lugar canhoto da defesa. Depois, a formação Portista soube desmontar a teia defensiva que Paulo Sérgio criou.
Perante uma Académica que ia perdendo constantemente a bola nos raros momentos em que a tinha, a turma Azul e Branca “canalizava”, sobretudo, muito jogo pela esquerda em busca de Tello. Muito discreto estava Evandro, que não ajudava em nada no jogo entre linhas.
Ao intervalo, vantagem mínima de um FC Porto muito trabalhador perante uma Académica praticamente inofensiva e que teria de ter uma postura muito mais atrevida se quisesse levar algo da invicta.
No segundo tempo, Lopetegui trocou os extremos. Ricardo Pereira foi para a esquerda, onde mais se ia atacando no FC Porto, e Tello caiu para a direita. Mas o momento de magia da partida chegaria perto da hora de jogo. Aos 58 minutos, na sequência de um canto, Jackson bisou. Que momento sublime do Cha Cha Cha. Pela esquerda, o canto foi cobrado ao primeiro poste, onde, de primeira, o colombiano se antecipou de calcanhar, com a bola a meia altura. Golo monumental no Dragão.
O que se viu até final foi um FC Porto a ver crescer Gonçalo Paciência perante uma equipa dos Estudantes que só conseguiu reagir por M´Bala Nzola. Lance de Hugo Seco pela direita, cruzamento rasteiro para o jovem de 18 anos, que atirou para o fundo das redes de Helton. Mas a felicidade do golo dos de Coimbra demorou pouco tempo. É que Gonçalo Paciência, que tinha rendido Jackson, fez o 3 x 1. O atacante, de 20 anos, recebeu pela direita, já dentro da área, fez um drible que enganou o adversário e, em movimento para dentro, rematou para o golo.
A noite para mais tarde recordar do atacante tinha ainda novo momento reservado. Nos últimos 10 minutos, Gonçalo Paciência entrou na área e foi travado por um adversário. Grande penalidade assinalada e convertida com sucesso por Evandro, que fixou o 4 x 1 final, resultado que deixa os Portistas na próxima fase onde vão medir forças com o Marítimo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Jackson Martinez

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Repetir a dose e já agora com melhoras

Depois do jogo treino no Dragão ante o CS Marítimo da semana passada, eis que os Dragões vão jogar hoje na Madeira com o mesmo adversário. Mas desta vez o jogo é a sério e conta para o Campeonato, pelo que se espera uma vitória Azul e Branca assim como um jogo bem mais conseguido da parte dos Dragões.
 
O mercado de Janeiro já fez o especial favor de “enfraquecer” um pouco os Maritimistas uma vez que um dos seus goleadores trocou o Funchal poe Lisboa. Heldon é reforço do Sporting CP, mas Derley ainda por lá mora e este Jogador sabe bem o que é marcar muitos golos com a camisola do Marítimo.
 
Para além disto é sabido que no Futebol Clube do Porto ainda existe algum desacerto táctico. A equipa parece muitas vezes perdida em campo e está a aproveitar o mercado de inverno para equilibrar o seu plantel, contudo se esta fraqueza for aproveitada pelo Clube de Almirante Reia pode estar ali um sério problema para o FC Porto e já todos sabemos como o Marítimo adora prejudicar as contas dos Azuis e Brancos ou não fosse o seu Presidente um Benfiquista fanático.
 
Reyes e Licá são as novidades da lista elaborada por Paulo Fonseca para a deslocação ao Estádio dos Barreiros, terreno do Marítimo, marcada para hoje, às 17h15, e a contar para a 17.ª jornada da Liga. ​​
 
Em relação à convocatória para o jogo com o mesmo adversário, da Taça da Liga (3 x 2), saem Fernando e Otamendi.
 
Lista de 18 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Maicon, Quaresma, Josué, Jackson, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Mangala, Alex Sandro, Kelvin e Defour.
 
Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Defour, Josué, Carlos Eduarrdo, Ricardo Quaresma, Varela e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar este jogo em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

E a risota continua!


Percebem agora porque razão eu disse que era muito mais importante a Nação Azul e Branca debater e analisar a saída e o suposto "Portismo" de Lucho do que andar a dar importância a esta gente?  
 
Para mais como o ridículo mata já vamos vendo a Comunicação Social a "esquecer-se" do assunto ou a dar razão ao Futebol Clube do Porto.
 
E pelo exemplo que vemos em baixo aquilo em Alvalade parece um circo onde têm de ser todos carneiros. Afinal há que manter a malta entretida porque o super, hiper, mega Sporting CP do "talentoso" Leonardo Jardim já só tem a Liga Zon Sagres para competir (e vamos ver por quanto tempo).
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Réplicas da Roseira

O FC Porto pode deixar de depender apenas de si para revalidar o título de Campeão Nacional após empatar a uma bola com o Marítimo, no Estádio dos Barreiros.
 
Dias após ter sido eliminado da Liga dos Campeões pelo Málaga, os Dragões deslocaram-se à Madeira impedidos de perder pontos para não correrem o risco de deixar o Benfica fugir no topo da classificação. Contudo, o Marítimo travou o Bicampeão Nacional e a distância para o primeiro lugar pode ser de quatro pontos no final da 23ª jornada.
 
Apesar da perda de pontos, James Rodríguez ainda colocou o FC Porto em vantagem aos 34 minutos, mas Suk voltou a ser fundamental nos Insulares e restabeleceu o empate, apenas quatro minutos depois do golo do internacional Colombiano. Na segunda parte, Jackson Martínez teve a oportunidade de converter uma grande penalidade mas voltou a falhar.
 
A primeira parte começou mal para o FC Porto, que logo aos dez minutos teve que fazer uma alteração forçada, com Christian Atsu, lesionado, a ceder o seu lugar a Silvestre Varela. Com isto, Vítor Pereira, que já não contava com o influente João Moutinho e que apostou no Ganês para dar mais profundidade ao ataque Azul e Branco, viu a sua estratégia alterada, mas ainda assim os Dragões continuaram a manter o controlo do encontro.
 
Com Varela em campo, os Bicampeões Nacionais, aos 12 minutos, criaram o primeiro lance de perigo na área do Marítimo, mas Igor Rossi, já em queda, conseguiu impedir que a bola chegasse em boas condições a Jackson Martínez, que se preparava para dar seguimento a um cruzamento de Alex Sandro, depois de este ter recebido um passe de calcanhar de Lucho González.
 
Oito minutos depois, foi a vez de Lucho González tentar a sorte com um remate de fora da área, naquela que foi a última jogada de ataque durante o domínio Azul e Branco no encontro. A partir daqui os Madeirenses passaram a subir mais no terreno e criaram a primeira situação de golo por intermédio de Héldon, que executou um forte remate para uma defesa difícil de Helton.
 
No entanto, numa altura em que a equipa de Pedro Martins estava melhor dentro das quatro linhas, o FC Porto inaugurou o marcador, com James Rodríguez a regressar aos golos. Aos 34 minutos, através de uma jogada bem desenhada, Defour cruzou rasteiro para a área, Jackson Martínez simulou e deixou a bola passar entre as pernas, com James, com tempo para parar a bola, a escolher o melhor caminho para a colocar no fundo da baliza de Salin.
 
Mas a vantagem do FC Porto só durou quatro minutos porque o Marítimo respondeu bem ao golo sofrido. Num lance que começou nos pés de Briguel, o lateral-direito cruzou rasteiro para a área, Mangala escorregou na hora do corte e permitiu que Suk chegasse à bola e restabelecesse o empate com que se chegou ao intervalo.
 
Ainda assim, até ao término do primeiro tempo, os Dragões reclamaram uma grande penalidade por toque de Roberge em Lucho González, num lance em que o árbitro entendeu que houve simulação do Argentino. Além disso, houve um remate à baliza para cada lado, Defour pelo FC Porto e David Simão pelo Marítimo, mas os guarda-redes das duas equipas responderam com segurança.
 
Apesar de ao FC Porto não interessar outro resultado que não a vitória, a verdade é que só aos 60 minutos é surgiu o primeiro lance digno de realce na segunda parte, com Lucho a rematar à figura de Salin.
 
A defesa do Marítimo estava bastante concentrada a defender e por isso conseguia manter os jogadores do FC Porto longe da sua baliza. Isso fez com que a defesa dos Dragões começasse a subir mais no terreno e assim ficasse mais exposta à velocidade de Héldon.
 
Aos 61 minutos aconteceu isso mesmo e o Cabo-verdiano, depois de um erro de Otamendi, surgiu isolado perante Helton e valeu ao FC Porto a saída do seu guarda-redes ao lance, pois conseguiu fazer a mancha e impedir a reviravolta no marcador.
 
O jogo, com as duas equipas a quererem jogar ao ataque, ameaçava ficar partido mas, um minuto depois do lance de ataque do Marítimo, Danilo foi derrubado na área por David Simão, conseguindo uma grande penalidade a favor dos forasteiros. Perante tamanha oportunidade para marcar, Jackson Martínez, tal como já aconteceu em duas ocasiões anteriores (frente ao Olhanense e Rio Ave) falhou a grande penalidade e permitiu a defesa de Salin.
 
Pouco depois, o internacional Colombiano, através de um cabeceamento, obrigou o guarda-redes do Marítimo a voar para manter o empate no marcador, algo que Salin repetiu mas para defender um remate de fora da área de Castro.
 
O empate no marcador acabou mesmo por permanecer até ao final dos 90 minutos, apesar do Marítimo ter tido as últimas oportunidades para conseguir a vitória por intermédio de Rafael Miranda, que cabeceou por cima da baliza de Helton na sequência de um canto, e de Héldon, que aproveitou mais uma falha de Otamendi, tentou assistir Suk mas viu Mangala antecipar-se e a atirar para canto.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Helton

domingo, 17 de março de 2013

O dia da redenção

Terminado que está o sonho europeu eis que chegou a gora do Dragão colocar todas as fichas no Campeonato Nacional. Desta vez a desculpa da gestão do plantel não pode ser utilizada pro Vítor Pereira e como tal exige-se que hoje o Dragão realize uma exibição consistente que o faça sair da Madeira com os três pontos no bolso.
 
O adversário de mais logo é o CS Marítimo e todos sabemos a quem presta vassalagem este Clube Madeirense. Daí que não seja de estranhar que este vá fazer tudo o que pode e não pode para prejudicar o FC Porto para desta forma ajudar o “amigo” SL Benfica na corrida pelo Título Nacional. Este será sem sombra de dúvida um dos jogos mais complicados para Vítor Pereira e seus pares e como tal será vital que as feridas de Málaga já tenham sido debeladas e devidamente cicatrizadas.
 
Ao contrário de outras temporadas a Equipa de Pedro Martins não conta com uma referência na área e no Plantel. O actual Marítimo é uma equipa que faz da velocidade a sua maior arma e de um Guardião Salin o baluarte de uma equipa que defende muito e que ataca pela certa. Para além de Salin, Rafael Miranda, Héldon, Artur, David Simão (Jogador emprestado pelo SL Benfica), Sami, Danilo Dias e Suk Hyun-Jun são trunfos que o treinador dos Insulares irá com toda a certeza lançar no jogo para derrotar o FC Porto.
 
Quanto ao Clube Azul e Brananco a saída do médio João Moutinho é a única alteração na Lista de Convocados do FC Porto para o jogo de hoje, nos Barreiros, frente ao CS Marítimo.
 
Moutinho voltou a não treinar no Sábado e está indisponível para ajudar a equipa no jogo de hoje, marcado para as 18H, tendo-se limitado a fazer tratamento. Em situação idêntica está Quiño, também lesionado.
 
Lista de Convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Maicon, Castro, Jackson Martínez, James, Izmaylov, Varela, Liedson, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Otamendi e Defour.
 
Onze Provavel (4x3x3): Helton, Danilo, Magala, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Lucho, James, Izmaylov, Atsu e Jackson.
 
Esta partida tem o seu início marcado para as 18H de hoje e poderá ser acompanhada em directo aqui no Mística.

sábado, 3 de novembro de 2012

Talento puro à solta no Dragão

Três pontos requintados, à medida da melhor exposição de arte do futebol. O FC Porto abriu a cortina da 8ª jornada do Campeonato Nacional com dois momentos de beleza sublime na vitória por 5 x 0 sobre o Marítimo.
Da Madeira, diga-se, chegou o melhor cliente para a mostra: os verde-rubros entraram de borla e ainda ficaram com os melhores lugares da sala para observarem atentamente os golos de Jackson Martínez e Silvestre Varela. A equipa de Pedro Martins raramente foi perigosa e provou que dançar em dois palcos (Liga e Europa) ainda é uma arte que não domina.
O primeiro golo mostrou-se cedo, logo aos quatro minutos. A criação é perfeita na “tabela” entre James Rodríguez e Lucho González; futebol-arte na servência a Jackson, tudo ao primeiro toque, com o avançado Colombiano a contornar Ricardo e a dar vantagem ao FC Porto.
Depois, uma sessão de ensaios em directo. Lucho cabeceou por cima (8’), Danilo forçou Ricardo a uma defesa soberba (19’) e Otamendi emendou à boca da baliza, mas demasiado alto (33’). Pelo meio, duas perdas no espólio: Fernando e Maicon lesionaram-se e obrigaram Vítor Pereira a gastar duas substituições na primeira meia hora.
Mas das contrariedades à arte foram poucos minutos; cinco depois dos 30, Silvestre Varela brindou os espectadores com o segundo momento marcante da noite Portuense, com um remate em arco, da esquerda, que nem João Duarte (escultor Português reconhecido mundialmente) teria esculpido melhor.
Duas notas de rodapé por esta altura: Jackson marcou pelo sétimo jogo consecutivo e persegue as sombras de Jardel e Pena, que o fizeram em nove; Varela – em afirmação total – fê-lo pela terceira vez em série, dois deles com nota artística elevada.
Toda a noite foi de exibição Azul e Branca. O Marítimo é um esboço mal traçado da equipa capaz que foi na última temporada e as cedências defensivas acabaram por ajudar a contar a história deste encontro. Aos 47’, Lucho, Varela e Jackson voltaram a desenhar um lance e o Colombiano acabou por atirar por cima.
Bem melhor finalizou aos 59 minutos, numa jogada de arte menor ao olho mas nem por isso menos eficaz quanto ao objectivo final: o golo. Lucho deu para João Moutinho em zona frontal, o médio meteu entre o lateral e o central e Jackson Martínez fez como aos três minutos: contornou Ricardo e marcou.
Tópico João Moutinho: o “cérebro” da equipa Portista voltou a assistir de forma sublime aos 72’ para o golo de James, que fez o 4 x 0 perante um Marítimo afundado, e que aos 77’ já perdia por cinco, após novo golo de James, ainda que com um desvio do adversário.
O ponto final vai para um acontecimento pouco comum: aos 74’, Helton teve de sair, lesionado. Ou seja, as três substituições do FC Porto foram forçadas por questões físicas e retiraram a Vítor Pereira a possibilidade de gestão para Kiev.

Retirado de zerozero

Melhor  em Campo: João Moutinho

sábado, 29 de setembro de 2012

Manter-se no comboio

Vítor Pereira disse em conferência de imprensa que apesar de ainda estarmos numa fase muito ”verde” da Liga Zon Sagres é importante evitarem-se os sempre desagradáveis deslizes. Temos então que esta deslocação a Vila do Conde não pode ser olhada como algo de fácil apesar de o Clube local não estar a passar pelo melhor dos momentos.
 
O Rio Ave FC tem um treinador “muito jovem” a comanda-lo e tal tem-se notado naquelas alturas cruciais em que é necessário "sacar um coelho da cartola". Nuno Espírito Santo por norma apresenta sempre uma equipa muito bem preparado, mas quando lhe mexe sai quase sempre asneira da grossa. Que os digam os Vila-condenses quando perderam com o CS Marítimo e SC Braga.
 
Mas isto não quer dizer que os Dragões vão ter pela frente um adversário acessível. Isto porque os Pescadores de Vila do Conde contam nas suas fileiras com Jogadores de qualidade e muito interessantes. À cabeça está o fantástico Guarda-redes Eslovaco Jan Oblak (Jogador emprestado pelo SL Benfica) que traz uma enorme segurança á baliza Vila-condense. Depois temos o azarado Alberto Rodríguez que apesar de ser um Central que não conseguiu brilhar ao seu bom nível no Sporting CP é sem sombra de dúvida o melhor da linha defensiva do Rio Ave FC.
 
Daí para a frente a Equipa de Vila do Conde apresenta um conjunto de Jogadores medianos como Tarantini, Vítor Gomes, Wires e outros que fazem da experiência a sua mais-valia.
 
Um Futebol Clube do Porto concentrado e aplicado seguindo a linha daquilo que tem vindo a fazer até á presente data levará com toda a certeza este Rio Ave de vencida. O importante é não relaxar.
 
Os regressos de Otamendi, Fernando e Lucho às escolhas de Vítor Pereira, em detrimento de Abdoulaye, Iturbe e Kelvin, são as grandes novidades da Lista de Convocados do FC Porto para a deslocação ao Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde. Rafa, ainda em tratamento, é o único lesionado do plantel.
 
Lista de Convocados: Helton, Fabiano, Danilo, Lucho, Maicon, Castro, João Moutinho, Jackson, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Otamendi e Defour.
 
Onze provável (4x3x3): Helton, Miguel Lopes, Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, João Moutinho, Lucho, James, Varela e Jackson.
 
Os Dragões defrontam hoje os Vila-condenses, pelas 20h30, em partida referente à 5.ª Jornada do Campeonato Nacional, e esta partida poderá ser seguida em directo aqui no Mística.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Direitos de Imagem e Patrocínios

Como é conhecido, nos valores contratuais dos melhores atletas, os direitos de imagem são, por vezes, superiores ao próprio salário. Recordo-me por exemplo que, aquando do contrato de Cristiano Ronaldo para o Real de Madrid, foi referido que cada parceiro ficava com 50%. Acresce, neste caso particular, que Ronaldo detinha alguns contratos que se prolongavam para além do vínculo com o Manchester United e, mesmo que os quisesse “transferir” para o novo clube, seria muito complicado negociar com os titulares dos direitos.

Se por vezes a apetência dos patrocinadores, só aparece quando o jogador atinge uma determinada notoriedade que justifique o investimento publicitário nele, a verdade é que alguns, ardilosamente, utilizam este subterfúgio para “escapar”ao pagamento de impostos, negociando “à parte” os direitos de imagem como se fossem isolados do vencimento, o que não é verdade.

Recentemente foi noticiado que alguns dirigentes do Marítimo foram constituídos arguidos por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Segundo parece, o motivo do inquérito tinha sido o pagamento de direitos de imagem a jogadores e treinadores, através de empresas com sede em offshore, que não eram declarados ao fisco nem à segurança social.

Sob o ponto de vista fiscal, importa referir que a situação pode ser diferente conforme se trate de um dos seguintes casos:

1 – Quando o atleta cede (vende) os direitos a um clube/SAD, os valores em causa, devem-lhe ser tributados como se fossem parte de “vencimento”, ou seja: rendimentos de trabalho dependente categoria A

2 – Se forem cedidos a outra sociedade que não o Clube, devem ser tributados como “rendimentos de capitais”

3 – Se os direitos de imagem são pertença de uma entidade não desportiva e não residente em território português e cedidos por esta a um clube/SAD residente, tem que ser tratados em sede de IRC e considerados “como gastos” pelo clube receptor.

O raciocínio que leva a considerar o direito de imagem do jogador ter natureza salarial, é que “se tratam de rendimentos subjacentes ao contrato desportivo cujo vínculo apenas existe enquanto durar o contrato”.

Situação diferente é a que ocorre no contrato de publicidade, onde “o contratado cede o uso da sua imagem para promover determinado produto ou marca, mediante uma retribuição financeira”. Num recente despacho foi considerado que, “se a verba tem origem no contrato de trabalho”, obviamente ela está ligada à prestação desse serviço. Por isso, é indisfarçável, o propósito do clube de “mascarar” o pagamento de salário com o nome de direito de imagem.

No universo da praxis jurídico-negocial (*) denomina-se patrocínio um contrato que tem por função económico-social a realização de uma “forma ou modelo de comunicação promocional”: o patrocínio, também conhecido por sponsoring. Trata-se no essencial de um conceito de marketing, que releva no quadro dos instrumentos de comunicação das empresas como um especial método publicitário. Especial porque a mensagem promocional é “difundida de modo indirecto”, sendo o seu efeito obtido “em retorno” mediante a veiculação de um símbolo.

Na sua génese, o patrocínio resulta de uma conjugação de interesses tripartidos. Partes desta relação são, por um lado, empresas que exercem actividades económicas, por outro, pessoas e organizações que exercem actividades de lazer e, ainda, os mass media. Para as empresas, o patrocínio constitui uma alternativa ou, pelo menos, um complemento às formas tradicionais de publicidade. Depois, para as pessoas e organizações que exercem actividades de lazer, o patrocínio constitui uma importante fonte de financiamento. Por último os mass media, operando no mercado concorrencial das audiências, procuram obter a exclusividade da cobertura mediática dos eventos em que tais actividades patrocinadas decorrem.

Com efeito, o patrocínio é uma das formas de comunicação promocional e uma das operações integrantes, do nosso Código de Publicidade (cf. arts. 3º e 4º do CPub). Assim, os contratos de patrocínio constituem objecto da regulamentação específica decorrente do regime jurídico da publicidade.

Relativamente às obrigações das partes, estas variam consoante o tipo de patrocínio. Não obstante, da parte do patrocinador devemos destacar a prestação de financiamento, que pode traduzir-se em dinheiro, como é mais frequente, em serviços ou em espécie, podendo neste caso assumir a forma de transferência da propriedade ou a mera concessão do gozo da coisa (por ex. os equipamentos). Da parte do patrocinado, a obrigação principal analisa-se na colocação à disposição do patrocinador de espaços e oportunidades promocionais, publicitar a marca do sponsor nos diversos espaços existentes à sua disponibilidade (nas camisolas dos atletas, nos bilhetes de ingressos, nas instalações desportivas, no material promocional do patrocinado, como sejam, posters, brochuras, nos comunicados aos media, etc. A estas obrigações deve juntar-se ainda o consentimento do sponsor usar a sua imagem, o seu nome e o seu emblema; autorizar que o patrocinador se proclame sponsor oficial e que utilize espaços do local do evento para publicitar os seus produtos.

A esta série de deveres acrescem cláusulas de extrema importância, que devem ser acauteladas na elaboração do contrato, como sejam: 1 - cláusula de exclusividade (o patrocinado obriga-se a não promover outras empresas); 2 - cláusula de não concorrência (o patrocinado obriga-se a, findo o contrato, não promover outras empresas durante um determinado período de tempo); 3 - cláusula de preferência (O patrocinado, findo o contrato, obriga-se a dar preferência ao patrocinador para novo patrocínio em igualdade de condições com outros candidatos); 4 - cláusulas resolutórias (o patrocinador pode resolver antecipadamente o contrato em caso de comportamento do patrocinado que prejudiquem a imagem da empresa, por exemplo a desqualificação do clube para a divisão inferior ou, casos de doping); 5 - cláusula compromissória (determinando o recurso à arbitragem para a resolução de eventuais litígios e o direito aplicável) e 6 - cláusula penal (a definir).

(*) Dr. Alexandre Libório Dias Pereira (Mestre em Ciências Jurídico-Empresariais da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra)

Até para a semana