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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Nem matou nem esfolou. Empatou!

O FC Porto não foi além de um empate na deslocação ao terreno do Zenit. O resultado foi construído na primeira parte, onde a equipa de Paulo Fonseca se apresentou em grande nível, mas na qual voltou a errar defensivamente. Num segundo tempo diferente, os Russos estiveram mais perto do golo e valeu Helton a defender uma grande penalidade de Hulk. As contas ficam mais difíceis para os Dragões, que deixam de depender de si próprios.
 
Sem surpresas no onze, Paulo Fonseca manteve o esquema táctico que tem sido hábito, com Defour (substituto natural do castigado Herrera) a acompanhar Fernando no meio campo Azul e Branco, libertando a acção criativa de Josué e de Lucho e convidando as subidas dos laterais pelo flanco.
 
Quanto ao Zenit, Spalletti voltou a repetir o esquema apresentado no Dragão, sem um ponta-de-lança de raiz, mas com Hulk e Danny deambulantes no ataque.
 
Num estádio Petrovsky cheio e com um ambiente adverso para as cores Portistas, o frio era entrave para uma equipa que precisava de ganhar para continuar a depender de si para atingir o apuramento.
 
Numa entrada a todo o gás, o FC Porto mostrou uma cara lavada e entusiasmada com a responsabilidade que recaía sobre os seus ombros. A equipa de Paulo Fonseca pressionou a turma Russa e não deixava construir jogo.
 
Defour dava maior rigor no passe aos Dragões, mas eram Josué e Lucho os que mais se destacavam, com boas diagonais e com um ponto de mira bem definido: a baliza de Lodigin.
 
Do lado do Zenit, apenas Witsel conseguia ter bola, mas tornava-se inconsequente pela apatia apresentada pelos colegas, numa táctica que visava primeiramente a segurança defensiva e só depois os lances ofensivos, numa aposta clara na velocidade dos dianteiros.
 
Numa bela entrada Portista, os desequilíbrios surgiam essencialmente quando a velocidade dos laterais Portistas confluía com o bom tratamento do esférico, ou seja, o FC Porto conseguia desenhar jogadas interessantes nas investidas de Danilo e de Alex Sandro.
 
Foi precisamente numa dessas subidas, no caso de Danilo, que os Dragões chegaram ao golo. Cruzamento do Brasileiro para a área, onde Lucho, de cabeça, abriu o marcador, a meio da primeira parte.
 
Golo justíssimo e que premiou a atitude da equipa Portuguesa, perante um Zenit preso de movimentos e com Danny em dificuldades. O Português teve mesmo que ser substituído, entrando Kerzhakov para a frente de ataque, encostando Hulk ao lado direito.
 
E, nem de propósito, no mesmo minuto da substituição, o Zenit empatou. Mais uma desatenção clamorosa da defesa Portista, como tem sido recorrente esta época, a resultar no golo do Brasileiro, depois da falta de comunicação entre Mangala, Alex Sandro e Helton.
 
Hulk nem festejou, só que o castigo já estava dado a uma equipa que deitava por terra todo o bom trabalho na primeira meia hora de jogo com mais uma falha defensiva. De qualquer forma, os Azuis e Brancos não se mostraram abatidos com o golo sofrido e continuaram a mirar com perigo a baliza de Lodigin, numa primeira parte que ainda registou mais uma boa oportunidade, não concretizada por Jackson devido a uma defesa por instinto do guardião.
 
O intervalo pedia pequenas correcções para o último terço do terreno, onde a finalização pecava por escassa (atendendo ao caudal ofensivo), mas não trazia necessidades vitais, já que a equipa tinha apresentado um bom nível no primeiro tempo.
 
Contudo, quem corrigiu foi Spalletti, que puxou pelos seus jogadores e que viu resultados práticos. O Zenit entrou melhor e obteve uma grande penalidade, por mão de Otamendi dentro da área.
 
Chamado à conversão, Hulk teve a possibilidade de voltar a 'trair', mas o remate foi fraco e denunciado. Brilhou Helton, que agarrou o esférico e que manteve a esperança da equipa Lusa.
 
De qualquer forma, continuava evidente a quebra dos Dragões, baseada no apagamento de Josué e também de Lucho, os dois melhores da primeira parte. A equipa não era tão móvel e perdeu dinamismo, contra um Zenit bem melhor no segundo tempo.
 
Kerzhakov e depois Arshavin agitaram o jogo e foram ascendendo os Russos no jogo, numa supremacia apenas detida por Fernando (mais um jogo de grande nível, para Paulo Bento ver) e por Helton, que crescia entre os postes a cada intervenção.
 
Paulo Fonseca mexeu na equipa, mas o Zenit estava melhor e pediu penálti perto do fim, antes de Varela atirar para grande defesa de Lodigin.
 
O apito final trouxe um empate que nem seria mau resultado, não fossem as derrotas caseiras nesta Fase de Grupos. Continua possível o apuramento, mas os Dragões já não dependem de se próprios para seguirem em frente.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Helton

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mata, mata

Nunca a frase de Scolari se aplicou com tamanha perfeição ao actual momento do Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões. A partir de agora é vencer ou vencer sob pena de ter de deixar o convívio dos “Campeões” para disputar a Liga Europa. E a tarefa não é nada fácil diga-se desde já até porque tanto Atlético de Madrid como Zenit estão em boa forma para além de serem duas equipas de gabarito internacional.
 
A partir de hoje o Dragão tem de começar a sua remontada e o adversário não podia ser o pior para tal proeza. O FK Zenit chegou agora ao final da sua temporada e tem já uma rodagem muito superior aos Portistas e o nível de entrosamento dos seus Jogadores é quase perfeito. Para além deste importante factor os Russos contam na sua frente de ataque com o Incrível Hulk que tanto trabalho deu à defensiva dos Azuis e Brancos no último jogo que terminou com uma injusta derrota Portista. 
 
A última exibição da equipa de Paulo Fonseca ante o Belenenses não foi a melhor e tal trouxe a lume os problemas defensivos que teimam em desaparecer. E para mais Herrera (fora desta partida por ter sido expulso na jornada anterior), Carlos Eduardo (não foi inscrito na Competição), Quintero (lesionado) e Marat Izmaylov (ausente há muito para tratar de assuntos pessoais) diminuíram as opções do Treinador Azul e Branco que este teve de recorrer a um Jogador da equipa B para ter soluções no banco.
 
Tudo parece fazer pender a balança para que o FC Porto perca em São Petersburgo e coloque em xeque a sua passagem à fase seguinte da Champions, mas no futebol não há impossíveis e toda agente viu que o FC Porto é bem capaz de enfrentar este Zenit de olhos nos olhos. Basta para tal que os Dragões apostem forte na velocidade de execução para que cheguem rapidamente ao golo obrigando desta forma a equipa do Leste a ter de subir as suas linhas e a jogar em posse, cosia que os comandados de Luciano Spalletti não gostam de fazer. E no meio de tudo isto convêm que a defesa Portista não “meta a água” do costume.
 
A chamada do médio Mikel é a principal novidade na Lista de Convocados elaborada por Paulo Fonseca para o jogo frente ao Zenit, em São Petersburgo (quarta-feira, 17h de Portugal Continental, 4.ª jornada do grupo G da UEFA Champions League), em que entra também o central Mexicano Diego Reyes. Em sentido inverso, Carlos Eduardo e Herrera foram preteridos, sendo que o último irá cumprir um jogo de castigo, devido à expulsão na recepção aos Russos, a 22 de Outubro como já aqui foi referido.
 
Lista de Convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Maicon, Josué, Jackson Martínez, Ghilas, Reyes, Varela, Licá, Ricardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Otamendi, Defour e Mikel.
 
Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Defour, Fernando, Lucho, Josué, Varela e Jackson.
 
Esta partida decisiva da Liga dos Campeões tem o seu início aprazado para as 17H de hoje e poderá ser acompanhada em directo aqui no blog A Mística Azul e Branca.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Dura e dura a malapata Russa

Um golo de Kerzhakov, aos 85 minutos, foi suficiente para o Zenit vencer o FC Porto, em encontro da 3.ª jornada do Grupo G da Liga dos Campeões. A equipa Portista jogou grande parte do encontro com menos um jogador, por expulsão de Herrera, e terminou a partida desgastada mas em cima dos Russos.
No jogo que marcou o regresso de Hulk ao estádio do Dragão, o Incrível foi homenageado antes do apito inicial.
Nas apostas para o arranque da partida, Paulo Fonseca promoveu duas alterações: Héctor Herrera apareceu no lugar de Defour e Licá no lugar de Varela. Na equipa do Zenit, Luciano Spalletti apostou nos Portugueses Luís Neto e Danny, além de Hulk.
O FC Porto procurou ter o controlo e a iniciativa da partida mas Hulk, sempre ele, não deixava a defensiva Azul e Branca sossegada. Foi, de resto, numa arrancada veloz do internacional Brasileiro que as coisas começaram a complicar-se para os Tricampeões Portugueses.
Aos cinco minutos, Hulk foi travado por Herrera, à entrada da área, e o árbitro mostrou o cartão amarelo ao Mexicano. Na sequência do livre, aos seis minutos, Hulk disparou forte mas Herrera saiu da barreira antes de tempo. Sem contemplações, o árbitro foi ao bolso e mostrou o segundo amarelo ao Mexicano.
A jogar com menos um, Paulo Fonseca desesperava no banco. A equipa Nortenha tinha pela frente um desgaste maior e logo numa semana que fechará frente ao Sporting, para o campeonato, no clássico. Mas o que importava, para já, era o jogo com os Russos.
Os minutos que se seguiram tiveram menos FC Porto e mais Zenit. Perdão, mais Hulk. Era sempre o Incrível a carregar a equipa Russa às costas e a levar tudo e todos à frente.
Fora das quatro linhas, Paulo Fonseca tinha Defour em exercícios de aquecimento mas não tinha mexido no seu xadrez. O técnico do FC Porto esperava para ver a resposta que os seus jogadores davam em campo. A verdade é que os Dragões mostraram-se irrepreensíveis defensivamente, sobretudo com Fernando a assumir-se como o "patrão" da zona mais recuada. O Polvo controlou, pautou e definiu os tempos de jogo.
Mesmo com menos um jogador, os adeptos do FC Porto podiam ter festejado, aos 20 minutos, quando Lucho atirou a bola aos ferros da baliza do Zenit. O Argentino, à entrada da área, disparou sem dar hipóteses para Lodygin mas a bola foi à trave e, na recarga, Licá chutou ao lado.
Até final da primeira parte, os Tricampeões Nacionais equilibraram a posse de bola e assumiram um maior controlo no jogo. Não fosse a expulsão de Herrera e o marcador bem podia ter funcionado para o lado dos Portugueses. Porém, o futebol não se faz dos ses!
Sem qualquer alteração em qualquer das equipas no regresso para o segundo tempo, os 31.109 espectadores presentes no Dragão viram Varela - que tinha entrado para o lugar de Licá - perto do golo, aos 56 minutos. O internacional Português tirou vários adversários do caminho mas o remate passou perto das redes de Lodygin.
Um minuto depois, os adeptos do FC Porto respiraram de alívio com uma defesa incrível de Helton a remate de Hulk. O internacional Brasileiro aproveitou um presente de Otamendi, isolou-se e rematou à saída de Helton. Porém, o guarda-redes Portista levou a melhor com uma defesa de elevado grau de dificuldade.
Com o avançar dos minutos, começavam a faltar as forças aos jogadores do FC Porto - normal para quem jogava com menos uma unidade - mas também aos jogadores do Zenit. A excepção chamava-se Hulk. Mas isso não surpreende! O ex-Portista não parava de deixar em apuros a defensiva Azul e Branca.
Lá na frente, Jackson Martínez lutava sozinho contra as "torres" do Zenit num duelo que provocou enorme desgaste também ao Cha Cha Cha.
Aos 79 minutos, o Dragão foi ao desespero com Varela. O Drogba da Caparica, na esquerda, puxou para o meio e disparou à barra da baliza do Zenit. Se tivesse entrado, teria sido um golaço do internacional Português.
Não deu golo mas o remate teve o condão de despertar as bancadas do palco Portista. Os adeptos Azuis e Brancos sonhavam com a vitória, num jogo recheado de dificuldades para os Portugueses.
O golo iria acabar por acontecer mas para as cores Russas. Aos 85', Hulk, na direita, cruzou para o cabeceamento de Kerzhakov, que apareceu solto de marcação a empurrar para o fundo das redes de Helton. O FC Porto voltava a sofrer um golo nos últimos minutos para esta Champions, depois de ter perdido com o Atlético de Madrid.
A perder, os Azuis e Brancos foram em busca do empate e estiveram perto, por duas vezes. Primeiro, foi Nabil Ghilas, que tinha sido lançado depois do golo do Zenit, mas o guarda-redes negou. Depois foi Jackson Martínez quase a festejar mas Lombaerts desviou a bola.
Os restantes minutos viram a equipa São Petersburgo a deixar correr o tempo como bem podia e como bem deixava o árbitro da partida, o Italiano Paolo Tagliavento.
Apesar de tentar, o FC Porto não conseguiu chegar, contudo, ao empate. O Campeão Português somou a segunda derrota consecutiva na Liga dos Campeões e tem agora as contas do apuramento mais dificultadas.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Fernando

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O regresso do Incrível

Depois das emoções da taça de Portugal onde o Futebol Clube do Porto cumpriu com a sua obrigação eis que estão de regresso as emoções da Liga dos Campeões.
 
Em dois jogos os Dragões têm uma vitória e uma derrota e apresentam um score negativo no que ao n.º de golos marcados/sofridos diz respeito devido á pesada derrota em casa ante o Atlético de Madrid. Por tudo isto o embate de hoje ante o Zenit de Hulk e companhia é importante apesar de ainda estar longe de ser decisivo.
 
Enfrentar equipas Russas nesta altura do campeonato nunca é fácil porque para estas a competição interna já vai longa e os seus atletas já tem uma rodagem e entrosamento que por norma o FC Porto só alcança em meados de Dezembro. Se juntarmos a isto o facto de o Zenit ter de vencer para não hipotecar uma eventual passagem á fase seguinte da Champions, então temos aqui um jogo tremendamente complicado para o FC Porto de Paulo Fonseca.
 
A equipa de Luciano Spalletti dispensa apresentações. Malafeev, Luís Neto, Domenico Criscito, Aleksandar Luković, Roman Shirokov, Axel Witsel, Anatoliy Tymoshchuk, Danko Lazović, Hulk, Danny (é favor de não dar muita importância a esta triste personagem) e Aleksandr Kerzhakov (que tem um gosto especial em marcar golos a equipas Portuguesas) são alguns dos nomes que fazem parte de uma equipa que há anos vêm mantendo o mesmo sistema de jogo. 
 
Da última vez que o Zenit enfrentou os Portistas na fase de grupos da Liga dos Campeões os Dragões acabaram por ser relegados para a Liga Europa e os Russos apuraram-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
 
Helton, Otamendi, Herrera, Josué e Licá estão de volta às escolhas de Paulo Fonseca para o jogo frente ao Zenit, hoje, às 19h45, no Estádio do Dragão, referente à 3.ª jornada do grupo G da UEFA Champions League.
 
Em relação à Lista de Convocados para o jogo com o Trofense registam-se as saídas de Bolat, Víctor García, Reyes, Carlos Eduardo e Kelvin para a entrada dos atletas já referidos.
 
Lista de Convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes), Danilo, Maicon, Mangala, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Defour, Lucho, Herrera, Josué, Quintero, Varela, Ricardo, Licá, Jackson e Ghilas.
 
Onze Provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Lucho, Varela, Licá e Jackson.
 
O FC Porto x FK Zenit tem o seu inicio marcado para s 19h45 de hoje e terá transmissão em directo aqui no Mística. Passem pelo blog perto da hora do jogo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Uma equipa sem super herói mas com Comandante

Já passaram algumas semanas desde a saída de Hulk e o Porto teve o seu 1º teste sem o brasileiro e logo num jogo fora de casa na Champions. O que deu para ver é algo que já aqui havíamos previsto. Não é pela saída de um jogador que o modelo de jogo e a táctica da equipa mudaria, menos ainda tratando-se de um extremo como Hulk que é um jogador que vive mais para furar esquemas tácticos do que propriamente para ser parte integrante de movimentos e comportamentos colectivos.
Tal como se havia referido, ao contrário do Benfica que perdeu dois elementos nucleares a meio campo sem substitutos claros (mais grave a perda de Javi Garcia que a de Witsel) e que por isso alterou já a sua táctica de um 4-1-3-2 ou 4-2-3-1 para um 4-3-3 no jogo de Champions, alterando o modelo de jogo e os seus comportamentos com e sem bola, até pela aposta num ataque mais móvel e sem uma referência como Cardozo.
 
No Porto nada se alterou a não ser as características e a perda da qualidade de um jogador que não tem igual no mercado a que o Porto tenha acesso. Saiu um extremo e entrou outro, neste caso Varela. Contudo os comportamentos da equipa são os mesmos. Viu-se uma equipa com automatismos bem definidos, assumindo o jogo, sabendo em que zonas pressionar e dando fluidez ao jogo através dos corredores laterais, com constantes subidas de Miguel Lopes e Alex Sandro.
 
Falta ainda que James encontre o seu espaço para suceder ao Incrível como estrela da companhia e possa disfrutar da liberdade que tanto gosta para percorrer todo o ataque, mas o mais importante foi reparar que se perdeu um grande jogador que resolvia os problemas colectivos com acções individuais, mas que a equipa respondeu da única forma possível… Colectivamente. Já o havia referido, a perda de Hulk não seria tão grave para a identidade colectiva como a perda de referências a meio campo como Fernando e Moutinho, mas para isso seria necessário que a equipa respondesse presente e não acontecesse o mesmo que na época passada em que teve que ser Hulk a sair em resgate da equipa variadíssimas vezes.
 
A equipa deixou de esperar por esse super herói para ser salva nas situações de maior aperto. Ganhou a consciência de que é com os 11 jogadores que tem que encontrar as soluções para os problemas que os adversários apresentam não podendo agora esperar que um só jogador resolva todos os problemas. Tal não significa que a equipa tenha ficado órfã. Para isso ficou “El Comandante”. Não deixa de ser um sinal claro da sua importância dentro e fora do campo a opção do Porto de que, ao contrário de outros clubes que apresentam 5 capitães de equipa, que no Porto apenas 2 sejam apresentados como os capitães: Helton e Lucho.
O jogo do Porto foi mais colectivo e a equipa em vez de buscar as explosões de um jogador vindo das alas, procurou muito Lucho que foi e será o farol desta equipa. A equipa confia nele e ele faz a equipa ter mais confiança em si mesma sabendo que ele está lá para ler o jogo e para dar sempre a linha de passe e oferecer a qualidade da sua visão de jogo quer em acções ofensivas quer defensivas.
 
O que faltou ao Porto em Zagreb foi acima de tudo mais agressividade no último terço do campo. Um problema que Hulk ajudava a esconder, mas numa zona do campo em que nem deveria ser ele a resolver o problema, a zona central.
 
Falamos da questão do ponta de lança
 
O Porto na época passada não acautelou devidamente a saída de Falcao nem em quantidade nem em qualidade. Tentou a meio da época resolver o problema da quantidade acrescentando Mark Janko à equação, mas tal não resolveu a questão da qualidade. Kleber demonstrou não estar ainda à altura do FC Porto e de precisar de crescer (talvez fora da equipa, com menos pressão e mais minutos), e por isso se canalizaram grande parte dos recursos financeiros desta época na aquisição de um ponta de lança: Jackson Martinez.
 
Jackson demonstra ser um jogador com bom toque de bola, que sabe recuar e comunicar com a equipa. Tabela bem, segura bem a bola e sabe posicionar-se. Falta-lhe contudo maior agressividade a aparecer no espaço e a atacar a bola. Pode-se dizer que o Porto na época passada jogava com 10 por não ter ponta de lança e tinha que ser Hulk a fazer duas funções em campo. Com a contratação de Jackson resolveu-se a questão da inferioridade numérica e passou-se a jogar com 11, mas não passamos até ao momento a contar com um ponta de lança que marque diferenças. O lance do falhanço de Jackson em Zagreb é sintomático. Um lance em que um ponta de lança com killer instinct nunca falha. Mas seria injusto analisar a sua prestação só por esse lance. De uma forma mais alargada vê-se que lhe falta sempre ou um bocadinho de mais velocidade, um bocadinho mais de explosão para ser aquela mais valia no momento de surgir em zonas de finalização.
Falcao valia por 2. Quando Porto jogava com Falcao era como se jogasse com 12 jogadores, se acrescentarmos a ele Hulk no ataque, o Porto jogava com 13 jogadores todos os jogos. Daí a supremacia absoluta na época de AVB quer em termos domésticos quer na Europa. Não é necessário encontrar um substituto de Hulk porque ele não existe lá fora. A equipa vai encontra-lo de forma natural diluído no seu jogo colectivo, mas sem Hulk torna-se ainda mais urgente que o Porto tenha um ponta de lança que não seja apenas um ponta de lança mas o ponta de lança. A figura que a equipa possa confiar que vai resolver jogos com os seus golos e dar pontos desde que bem servido. Não basta a equipa ter ganho um jogador, é preciso que tenha ganho um matador.
 
E é a essa questão que Jackson terá que responder nos próximos compromissos e que será muito importante para aquilatar da valia desta equipa que pode viver sem Hulk mas que terá dificuldades se não tiver encontrado ainda um ponta de lança que seja uma mais-valia indiscutível. O valor que pagou por Jackson a isso exige. Não apenas passar a jogar com 11 jogadores ao contrário da época passada, mas jogar com um pouco mais que isso. É claro que ao ver falhanços daqueles torna-se impossível não olhar para o lado e ver como Saviola mesmo já na casa dos 30 foi despachado pelo Benfica para ir marcar golos e ser mais-valia no Malaga ou como Lima, figura crucial do Braga, e que poderia ser uma boa solução para o Porto, vai para o Benfica para ser suplente.
 
Deixo um destaque final para Atsu
 
Parece-me que se trata de um jogador que inevitavelmente terá que acabar por ser titular desta equipa. Não é Hulk mas dos extremos que o Porto tem é aquele capaz de provocar maiores desequilíbrios nas transições através do seu arranque e velocidade. James é um jogador que busca mais o passe, Varela um jogador mais táctico e que segura mais a bola, e falta depois aquele extremo que crie terramotos no jogo com as suas arrancadas e esse jogador é Atsu.
O texto começou com Hulk. Nada mais apropriado que acabar tem com o Incrível. Muitos quiseram fazer crer que o Porto não sobreviveria sem Hulk, ora bem, até ao momento acho que se pode dizer que tem sido Hulk a sentir mais falta da equipa do Porto que o inverso. Dois jogos no Zenit e duas derrotas. O que sustenta que Hulk pode resolver problemas colectivos com as suas acções individuais mas que por si só, não influi no modelo de jogo de uma equipa de forma decisiva, a não ser que esse modelo não exista e a equipa jogue apenas à espera de momentos concretos de um só jogador.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A saída de Hulk (parte 2)

Depois temos que ver o impacto desportivo e rendimento desportivo que o Porto retirou de Hulk e que o Benfica retirou de Witsel. Hulk despede-se do Dragão com 3 títulos de campeão, com uma liga europa, fora taças de Portugal e supertaças, sai sendo figura essencial da equipa nos vários títulos. Witsel despede-se do Benfica com uma… Taça da Liga.
Sobre a questão desportiva, obviamente que ambos os clubes ficam mais fracos. Contudo do ponto de vista da gestão desportiva o Porto acautelou a saída de Hulk com tempo. O F. C. Porto tem neste momento 5 jogadores para as alas: James, Atsu, Varela, Iturbe e ainda a possibilidade de Kelvin.
 
Já o Benfica desbaratou o seu meio campo. Ponto essencial para dar algum equilíbrio ao estilo de jogo frenético que Jorge Jesus gosta de imprimir à sua equipa. O Benfica tem neste momento apenas um trinco que se chama Matic. Depois como médio centro tem Carlos Martins. Já incluem agora B. Cesar, Enzo Perez e Aimar até como soluções. Mas são eles jogadores para dar equilíbrio defensivo numa táctica de 4-1-3-2, ou até de 4-4-2? Numa equipa que tem dois laterais tremendamente ofensivos? Para além disso, o Benfica já tinha um problema na defesa que não resolveu que foi o do lateral esquerdo, fora que não tem no plantel principal alternativa a Maxi Pereira e ainda tem que contar com uma possível baixa de Luisão.
 
Jorge Jesus terá que com o campeonato a decorrer, alterar de forma significativa o modelo de jogo da equipa e possivelmente o próprio desenho táctico para conseguir dar algum equilíbrio defensivo á equipa. Tem um plantel desequilibrado em que abundam jogadores de características ofensivas mas em que os jogadores de características defensivas foram esquecidos.
 
Já o F. C. Porto sentirá a ausência de Hulk por aquilo que ele dava ao jogo. A capacidade de em lances individuais resolver problemas do jogo colectivo. É um desafio para Vítor Pereira, não encontrar substituto para Hulk, mas acima de tudo, fazer o colectivo funcionar melhor, porque na época passada Hulk resolveu jogos atrás de jogos quando a equipa não funcionava como devia. Hulk era um jogador demasiado grande para a nossa Liga e que por isso marcava diferenças e era um garante que o Porto com mais ou menos dificuldades ganharia o campeonato.
Mas em termos puramente estratégicos e de treino e de consolidação de um modelo de jogo, a perda de Hulk não apresenta um rombo tão grande como a perda de referências no meio campo que mexem mais com o modelo de jogo. Hulk não comunicava com a equipa, era como que um espírito livre. A equipa fazia o seu trabalho e dava espaço para que Hulk resolvesse jogos com acções individuais. Contudo o Incrível nunca foi peça fulcral no funcionamento colectivo da equipa ou numa identidade de jogo.
 
Por esse motivo, a meu ver seria bem mais complicado substituir um Fernando ou um João Moutinho do que Hulk. Não temos que mudar de táctica nem alterar o modelo. É a saída de um extremo para a entrada de outro. Deixemos é de ter aquela arma que nos permitia ganhar jogos em duas ou três acções no jogo. Jogará outro extremo, com menos capacidade de decisão, mas não alterará a táctica da equipa.
 
O substituto de Hulk já está dentro do clube há dois anos e está preparado para explodir. Chama-se James Rodriguez. Era complicado fazer coincidir ambos numa táctica de 4-3-3 quando James prefere jogar no espaço interior e o próprio Hulk tem como jogada característica a de puxar para o meio e disparar com a sua canhota.
 
James vinha reclamando mais liberdade para poder criar desde trás e poder deambular por todo o ataque. Com a saída de Hulk o que acontecerá será que James gozará dessa liberdade, enquanto no outro extremo ficará Varela ou Atsu, extremos que darão profundidade e largura ao jogo podendo assim James jogar mais pelo meio e até ir ensaiando (tal como nos últimos jogos) algumas permutas ao longo do jogo com Lucho, passando James para o meio e abrindo Lucho mais na direita, fazendo com que em alguns momentos o 4-3-3 do Porto pareça um 4-4-2. A questão é que esta adaptação progressiva de James a uma função onde se sente mais cómodo tem vindo a ser feita com tempo, já a contar que o Porto teria que mudar e ter outras nuances já a contar com a saída de Hulk. Assim James terá finalmente o espaço que tem vindo a reclamar e será ele que substituirá Hulk no que diz respeito à responsabilidade de ser o craque da equipa capaz de desencravar jogos complicados com as suas acções. Com uma diferença, James é mais um jogador de criação, enquanto que Hulk era um jogador de desequilíbrios.
 
Por tudo isso, o Porto fez um excelente negócio. Com uma venda apenas equilibra as finanças do clube e mantém um plantel equilibrado com dois jogadores por posição ao contrário de outros concorrentes ao título. Não temos nem a mais nem a menos, temos um plantel com a medida certa. Pior seria a venda de Moutinho, pois por si só não resolveria os problemas financeiros, teríamos ainda que partilhar parte do lucro com o Sporting e não encontraríamos no plantel uma solução óbvia para o seu lugar sem ter que alterar substancialmente o modelo de jogo da equipa. O mesmo se aplicaria a Fernando, como aliás foi notório no jogo em Olhão.
Uma saída de um deles, obrigaria a várias adaptações como a passagem de Danilo para o meio, oferecendo outra dinâmica e obrigando Lucho a jogar de forma diferente. Se o ausente fosse Fernando aí não teríamos um trinco que pudesse oferecer características minimamente semelhantes. Assim perdemos o melhor jogador da Liga mas não perdemos necessariamente a equipa nem o equilíbrio. Cabe agora a Vítor Pereira conseguir melhorar o jogo colectivo para que não seja tão necessário que um só jogador resolva os problemas que a equipa não consegue resolver.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A saída de Hulk.(parte1)

5ª maior transferência de todos os tempos. Acima apenas CR7, Zidane, Kaká e Ibrahimovic. Falamos de 3 jogadores que já foram considerados os Melhores do Mundo (dois deles que serão considerados já dos melhores de todos os tempos). Pois bem, Hulk sai do Porto, da liga portuguesa (não da inglesa, italiana ou espanhola) por 60 milhões de euros numa época de recessão. Este simples facto, por si só, já deveria valer uma notícia e o elogio inequívoco da qualidade do jogador, da capacidade tremenda da estrutura F. C. Porto na detecção e promoção de talento e ainda uma prova mais da enorme capacidade negocial do F. C. Porto que sempre fez escola.
 
Mas não. Não podia ser assim. Obviamente que teriam que aparecer alguns iluminados a mando de outro clube, tentarem desvirtuar o peso dos factos. A estratégia está gasta, mas parece que ainda serve para vender jornais aos adeptos desse clube que tem um presidente que já um dia disse que Mantorras valia 20 milhões de contos, ou que tinha uma equipa maravilha e que seria campeã da Europa… Um clube que vive de ilusões e de poucos títulos nos últimos 20 ou 30 anos.
Apesar de tudo devo confessar que não pensei que esse clube e a imprensa que trabalha em prol dos interesses desse clube, tivessem os seus adeptos/leitores em tão baixa consideração. Uma primeira página de jornal ao dizer que Witsel rendeu o mesmo que Hulk foi ainda mais ridícula que outra 1ª página anterior em que se dizia que o Benfica rejeitara uma proposta de 90 milhões por 3 jogadores (um deles já vendido, outro que nem convocado é e outro que acaba de ter um concorrente de seu nome Lima).
 
De um momento para o outro descobrimos que afinal as transferências não se medem pelo valor que um clube paga para contratar um jogador… Medem-se pelo valor líquido que entra nos cofres do clube. Assim sendo, nessa lógica retorcida, toda a imprensa mundial está enganada. Hulk não foi vendido por 60 milhões mas sim “apenas” por 40 milhões. Afinal o Porto só tinha 85% do passe…Pois se por 85% do passe o Zenit pagou 40 milhões, então como é que anunciaram a aquisição de 100% do passe do jogador? Melhor ainda, como é que o Porto informa a CMVM que o mecanismo de solidariedade e outros encargos ficarão a cargo do Zenit (algo que horas antes já o empresário de Hulk o havia confirmado). E atenção que não é o F. C. Porto que costuma ser constantemente sancionado pela CMVM por falsas informações…
 
É uma prática comum na imprensa do regime. A de esmiuçar as transferências do F. C. Porto para tenter diminuir os méritos das negociações. Afinal descobriram que os empresários recebem 10% de comissão, que existe uma percentagem que é detida por fundos e investidores que têm direito a receber uma fatia do bolo…É engraçado que tenham descoberto isso tudo, mas que ainda não se tenham apercebido que isso acontece em todos os negócios no mundo do futebol. Ou acham que o Manchester United recebeu na totalidade o valor que o Real Madrid pagou por CR7? E os 10% do Jorge Mendes? E o mecanismo de solidariedade?
Porque é que o mesmo jornal, anunciou a venda de Javi Garcia por 20 milhões mais variáveis? Segundo a nova lógica de que o valor da transferência é o que entra nos cofres do clube e fica lá, então deveriam informar os seus leitores que o Benfica já não detinha há algum tempo os 100% do passe do Javi Garcia e como tal desses tais 20 milhões podem logo tirar fora 20%. Para além disso poderiam informar que, como em todas as transferências, o empresário de Javi tem direito aos seus 10% e esses 10% saem do bolo total da transferência. Ou seja, o Benfica recebe e depois tem que distribuir. O City negoceia com o Benfica, acorda um preço, mas depois cabe ao Benfica distribuir o que se destina a terceiros.
 
Mas podemos falar noutros negócios… Fábio Coentrão. Outro excelente negócio… 30 milhões. Acontece que F. Coentrão foi formado no Rio Ave e como tal o Benfica dos 30 teria sempre que retirar uma parte para o Rio Ave, fora isso o passe de Coentrão também não pertencia na totalidade ao Benfica, já tinham sido alienados 20%. Como tal, os 30 milhões nunca entraram nos cofres da Luz. Porque é que não noticiaram o negócio desta forma? Para o Porto as transacções contam-se de uma forma, para o Benfica é de outra forma.
 
O Benfica vive num mundo aparte, um mundo em que não existem mecanismos de solidariedade, comissões de empresários, prémios de assinatura, fundos de investimento etc etc. É quase como jogar um simulador como o Football Manager. O dinheiro entra logo na conta e a pronto. Era tão interessante que se deixassem de hipocrisias. O Porto no negócio de Falcao vendeu o colombiano por 40 milhoes mais variáveis, mas também apenas recebeu líquidos cerca de 20 milhões, um pouco mais. Porque tinha compromissos com terceiros no que diz respeito à realização de uma mais valia e ainda tinha que distribuir as despesas de intermediação e ainda o mecanismo de solidariedade. A diferença é que isso, nós vemos nos jornais, já os do clube da 2ª circular, nada se sabe. E ainda se fala em transparência para aqueles lados…
Por isso não deixa de ter a sua piada, ver o vice-presidente Rui Gomes da Silva tentar colocar em causa o valor da transferência de Hulk quando o F. C. Porto informou de forma clara a CMVM dizendo que apenas detinha 85% do passe e que por isso receberia a verba líquida de 40 milhões de euros e que os restantes encargos ficariam entregues ao Zenit. Já o Benfica informa que recebe o valor da clausula de 40 milhões, mas fica por saber quanto é que detinha do passe do atleta, se tem que pagar algo ao investidor que o auxiliou na aquisição do médio belga e quanto deverá pagar pelo mecanismo de solidariedade. Por estes motivos, de todas as formas, qualquer notícia que tente comparar a venda de Witsel à de Hulk colocando-a no mesmo patamar é mentirosa.
 
Mas entende-se a estratégia. Seria difícil explicar aos benfiquistas que o seu clube ficou com um deserto a meio campo e preferiu gastar 4,5 milhões num avançado de 29 anos em fim de contrato ao invés de contratar um lateral esquerdo…
 
Pior é ver a rede de influência em termos de comunicação que o Benfica tem. Quando vejo a Sic Notícias a colocar imagens de Pinto da Costa a dizer que rejeitou uma proposta de 50 milhões por Hulk e que afinal acabou por vender por 40… Enfim. Ou quem tem o dever de informar é incompetente, ou é mal intencionado e claramente está a dar a notícia que alguém lhe soprou ao ouvido para dar. De qualquer das formas é tratar os telespectadores como burros.
Pinto da Costa em nada se contradisse no que diz respeito à proposta. O F. C. Porto aceitando uma proposta de 50 milhões para o Hulk, tendo em conta que só detém 85% do passe e que 15% do valor seria para o fundo de investimento, ficaria apenas com 30 milhões líquidos. Valor inferior à transferência global de Falcao. Ao vender por 60 milhões, vê entrar o valor líquido de 40 milhões. Pinto da Costa aceitou uma proposta de 60 milhões. O resto terá que ir para quem de direito, mas a proposta aceite é de 60 milhões. Porque caso contrário teria que dizer que LFV também vendeu Witsel por menos que a clausula, porque pelo que já se foi sabendo apenas 26m entrarão nos cofres da Luz, porque tem ainda que pagar o mecanismo de solidariedade e tem ainda mais valia que tem que ser partilhada com o investidor e a percentagem do empresário…Sim porque também já li algures que por ser o valor da clausula o empresário não recebe nada…Lembro apenas quanto ganhou Jose Veiga quando Figo trocou Barcelona por Madrid também pelo valor da multa rescisória…
 
Mas até nisso “A Bola” tentou ser original e inventar uma notícia insólita. É que afinal o Zenit até ia pagar o mecanismo de solidariedade… Como? Então o Zenit não bateu a cláusula segundo informações do Benfica? Se bateu a cláusula não tem que pagar seja o que for a mais ninguém. Isso é problema do Benfica. Seria original um clube bater o valor de uma cláusula mas depois por caridade aceitar ser ele ainda que paga o mecanismo de solidariedade e ainda demais encargos com terceiros Esse jornal já perdeu totalmente a noção do ridículo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Cantinho das Modalidades

Andebol
 
O FC Porto Vitalis perdeu no passado Domingo por 28 x 25 frente ao Madeira SAD, ficando assim no quarto lugar da Supertaça, disputada no último fim-de-semana no Multiusos de Fafe. O encontro não tinha grandes motivos de interesse para as duas equipas, depois de ambas terem sido afastadas da final na sexta-feira, graças a derrotas por um golo. 
 
Os Dragões viram-se agora para outro objectivo: o apuramento para a Champions. O FC Porto está integrado no torneio de qualificação 1, com jogos no próximo fim-de-semana, defrontando nas meias-finais (Sábado, 16h de Portugal continental) a formação da casa, o Partizan de Belgrado.
 
N.B.: Em breve exporei o meu comentário sobre a “pouco lucrativa” saída de Hulk. Agora está tudo muito “a quente” e o discernimento de muita gente não é o melhor para se debater e expor o assunto.

domingo, 26 de agosto de 2012

À segunda foi de vez

No dia em que o Estádio do Dragão bateu a marca dos sete milhões de espectadores desde que foi inaugurado em 2003, o FC Porto somou a primeira vitória no Campeonato após ter escorregado na estreia em Barcelos.
Como o resultado de 4 x 0 indica, foi um triunfo justo e construído com tranquilidade por parte da equipa de Vítor Pereira, que conseguiu manter sempre o Vitória de Guimarães bem longe da baliza de Helton.
Lucho González, com um remate em arco, começou por resolver o jogo, mas Hulk, que deve estar de saída, o mesmo Lucho e Jackson Martínez com um penálti à Panenka, ampliaram o marcador e deram tons de goleada ao jogo.
Após o triunfo do SC Braga frente ao Beira-Mar, o FC Porto junta-se aos Bracarenses com quatro pontos, ficando à espera daquilo que Benfica e Sporting serão capazes de fazer esta jornada, frente a Vitória de Setúbal e Rio Ave, respectivamente.
Vítor Pereira operou algumas mudanças na equipa titular que defrontou o Vitória de Guimarães, em comparação com aquela que empatou a zero com o Gil Vicente. Danilo, Alex Sandro e Christian Atsu foram lançados no 11, em detrimento de Miguel Lopes, Mangala e James Rodríguez, respectivamente.
Dos três, claramente, foi Alex Sandro quem se fez notar no início do jogo. Como se esperava a jogar em casa, o FC Porto foi uma equipa ofensiva e quase sempre o foi na primeira parte pelo corredor esquerdo, onde Alex Sandro esteve bastante activo.
No entanto, apesar de serem mais ofensivos do que o Vitória de Guimarães, bem mais diga-se de passagem, os Bicampeões Nacionais não conseguiam criar muitas ocasiões de golo. Antes do golo, Lucho González foi quem teve a melhor oportunidade, rematando à entrada da área mas com a bola a sair longe da baliza defendida por Douglas.
Com muita velocidade nas saídas para o ataque, os Dragões colocavam quase sempre a defesa do Vitória de Guimarães em sentido. Defesa essa que nada pôde fazer aos 16 minutos, quando Lucho González, após um ressalto, rematou em arco e só viu o esférico parar no fundo da baliza dos Minhotos.
Estava feito o 1 x 0 e cedo se percebeu que dificilmente o Vitória de Guimarães iria conseguir reagir. Isto porque a equipa treinada por Rui Vitória mal conseguia sair do meio-campo, sendo Barrientos, embora sem grande sucesso, aquele que mais vezes tentava levar a equipa para o ataque.
O domínio era completo por parte dos Dragões e sinal disso foi o facto de Helton não ter sido posto à prova nenhuma vez ao longo dos primeiros 45 minutos. Mas, apesar de tudo, as oportunidades junto da baliza de Douglas também não eram muitas, destacando-se apenas um remate em arco de Atsu mas que saiu fora do alvo, a dois minutos do intervalo.
Pode ter sido a melhor despedida de Hulk do Dragão. Quando se entra na última semana do mercado de transferências, o internacional Brasileiro está em vias de abandonar os Azuis e Brancos e perante o público que o acolheu desde que chegou do Japão fez questão de marcar, provavelmente, o último golo com a actual camisola. 
Numa altura em que o FC Porto parecia dormir à sombra do resultado de 1 x 0, pois entrou para a segunda parte a jogar num ritmo lento e bastante previsível, o que permitiu uma maior oposição por parte do Vitória de Guimarães, Hulk fez questão de quebrar com a monotonia aos 66 minutos.
 
O Incrível, num lance bastante típico em si, a cair para a zona interior desde o lado esquerdo, rematou forte com o pé canhoto e não deu qualquer hipótese de defesa a Douglas, fazendo o 2 x 0.
O golo terminou com as dúvidas que houvesse sobre o vencedor do encontro, mas não foi o último no Dragão, pois, apenas quatro minutos depois, Lucho González, através de uma recarga após um remate de Atsu, ampliou para 3 x 0, carimbando com um bis uma exibição muito bem conseguida.
Com o jogo completamente controlado e decidido, ainda houve tempo para Jackson Martínez brilhar. João Moutinho sofreu uma grande penalidade e, quando se pensava que seria Hulk, foi o Colombiano quem foi chamado a marcar. Não podia ter sido de forma mais artística. Jackson partiu para a bola e rematou à Panenka, estabelecendo em grande estilo o resultado final de 4 x 0.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Lucho González