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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Crónica de Mal Dizer

Quem me conhece sabe que gosto mais de comentar as peripécias laterais do futebol do que falar das “linhas de passe”, da “chegada de uma nova estrela”, ou da “falta de empenho”. Não quero ficar mal da consciência, vou abrir uma exceção, e mandar uns bitaites (que saudades Hernâni Gonçalves) sobre o que vi nos jogos de preparação contra bons clubes europeus talvez para nos habituarmos à Champions, cujo play off está aí à porta.
 
Começando de trás para a frente queria lamentar mais uma vez que o nosso Helton não tenha tido uma despedida condigna com o seu portismo quando, afinal, não vejo melhor. Casillas tem-se revelado inseguro, não sai a um cruzamento, e quando sai não acerta na bola. Sobre o outro guarda-redes espanhol do qual diziam maravilhas vai para o Villarreal! Deve ter trazido bilhete de ida-e-volta.
 
Como os centrais não valem um charuto (apenas Chidozie poderá ser uma promessa futura) continuo à espera de, pelo menos, um central que entre de caras. Nas laterais não vejo nada de especial em Alex, e não achei graça nenhuma à brincadeira do Nuno colocar o Varela a “defender”. Que grande buraco que se abriu nas suas costas! O lugar é de Maxi que tem sido pouco aproveitado em relação ao que fazia no clube da treta. Mais à frente, e por agora sem Danilo, continuamos sem alternativa. Rúben Neves poderá ser um dos 3 médios, nunca um número 6 a menos que numa emergência de dois trincos.
Para uma linha média à séria, continuamos sem número 8 e número 10. Andam por lá meia dúzia de jogadores dos quais se poderão extrair os 3 ou 4 para o meio-campo (conforme se jogue em 4-3-3 ou 4-4-2) mas continuo com muitas dúvidas quanto à eficácia do Trio Los Panchos (Herrera incluído) não porque sejam maus jogadores, mas porque nenhum deles, e muito menos os três ao mesmo tempo, conseguem uma exibição aceitável durante todo o jogo. Ponta-de-lança não existe e extremos puros… vou ali e já venho.
Como teremos que aproveitar a lenha disponível pareceu-me bem o 4-2-3-1 da segunda parte contra o Vitesse, sobretudo Bueno no apoio a André Silva. Agradável surpresa (nunca o tinha visto jogar no Liverpool) foi João Teixeira. Parece-me então que de entre Rúben Neves, João Teixeira, Corona, Bueno, e André André sairão os 3 lugares do meio, e lá da frente Herrera, Brahimi e Octávio poderão alternar como alas. O resto é paisagem.
 
Com a espanholada a ir de vela aos poucos a coisa pode ficar mais interessante do que nas duas últimas épocas de má memória. Vamos confiar no trabalho do Nuno (a equipa está mais subida, faz pressão alta, troca mais a bola, e tem sempre a baliza com objetivo). Parece-me bem. 
 
Para a Sad um conselho. Se forem comprar alguém (o que não acredito) tem que ter muito cuidado. Para evitar os barretes dos últimos tempos devem ter sempre “um olho no burro e outro no cigano” (leia-se: no empresário). Anda por aí muito barrete. 
 
Acaba aqui a minha modesta análise. Há excelentes comentadores nos blogues portistas da Bluegosfera não preciso de estar a preocupar-me. Saio das 4 linhas de consciência tranquila e volto a comentar aspetos externos (Contas, Regulamentos etc.) com as minhas crónicas.
 
No próximo episódio: a ADOP contínua de rastos

sábado, 2 de julho de 2016

Questões de Tesouraria

Já todos percebemos. Não há dinheiro para melhorar o plantel. Até ver as promessas de Pinto da Costa em reforçar a equipa resumem-se a isso mesmo: promessas. São as consequências dos sucessivos erros de gestão nos últimos anos. Dos emprestados a custo zero, embora alguns sejam razoáveis jogadores para equipas do meio da tabela, nenhum tem lugar no plantel principal. Felizmente que a prestação da equipa “B” foi fantástica e poderemos promover um ou outro para a primeira categoria.

O plantel do ano passado mesmo com 2 ou 3 remendos é insuficiente para atacar o título. Gostaria que ficassem no plantel Casillas, Maxi, Danilo, Layún, André André, Rúben Neves, Sérgio Oliveira e André Silva. Tenho enormes dúvidas pela irregularidade demonstrada e se o treinador conseguirá fazer alguma coisa de Brahimi, Corona e Herrera.
Continuamos sem centrais (não sei o que dará Felipe), um número 10 a escolher entre uma dúzia (ou mais) de médios, e a velha história do ponta-de-lança. Bem sei que, por questões do fecho de Contas a 30 de Junho (não convém aumentar os Custos) só haverá alguma contratação sonante depois dessa data.

Eufemisticamente chamam-lhe “quebras de tesouraria”. Temos Ativos suficientes para cobrir o Passivo mas nem o primeiro é vendável (estádio, pavilhão, museu, etc.) nem o segundo é para desprezar. Há compromissos a curto, médio e longo prazo para cumprir e as gavetas estão vazias. Só uma ou duas vendas/surpresa podem salvar a situação.

Quando abordo esta problemática das Contas caem-me todos em cima. “Isso não interessa para nada”, “queremos é uma equipa para disputar o título” etc. Claro que interessa e não é pouco. Nem vou estar para aqui com gráficos, deixo essas “minudências” quando forem formalmente apresentadas lá para Setembro, embora já se saiba que vão dar prejuízo, provavelmente o maior de sempre desde que existe a Sad. Felizmente que nas formações jovens e nas modalidades (embora não tenham nada a ver com a Sad) tivemos um bom ano.
Tivemos conhecimento da triste notícia da saída de Helton. Não porque deixe de pertencer ao plantel que já era mais ou menos esperado mas porque este é um velho pecado do presidente useiro e vezeiro em não aproveitar as potencialidades dos nossos melhores jogadores pelo menos para as escolas de formação do clube. No meio dos trinta e tal pastelões que andam por aí emprestados, não deveria pesar muito na Tesouraria. Espero estar enganado e ainda fique muito tempo connosco. Afinal o discurso “dos portistas com carácter” deve ser para enganar os pacóvios. Essa comissão que anda por aí a eleger presidentes que mexa as pernas e durante o defeso proponha uma homenagem condigna a este grande Atleta. Obrigado Helton por todos estes anos.

Até à próxima

sexta-feira, 18 de março de 2016

Casillas, uma "moeda de duas faces"

Trago até aqui o tema Casillas não pelo que o tal Jornal Espanhol terá escrito sobre o Atleta (isto não interessa para nada) mas sim pelo que Pinto da Costa terá dito publicamente sobre o veterano Guardião.

Na minha opinião o Presidente do Futebol Clube do Porto exagerou quando analisou o actual momento de Iker. Exagerou e muito e com tal provocou, propositadamente ou não, interpretações completamente erradas sobre o passado, presente e futuro de Casillas.
Para ser muito sincero até que compreendo os exageros de Pinto da Costa sobre Iker. Trata-se de um activo do Clube Azul e Branco que deve ser valorizado para que se consiga retirar algum proveito. Recordo que o investimento que o FC Porto fez, faz e – pelos vistos – fará com o Atleta terá de ser devidamente compensado. Isto porque o Dragão está longe, muito longe, de conseguir ser uma “máquina de dinheiro” rentável (um mal muito antigo, diga-se de passagem). 

Mas voltando ao cerne da questão: os exageros de Pinto da Costa quando falou publicamente de Casillas.
 
É verdade que Iker Casillas tem mostrado um brio profissional sem precedentes. É o primeiro a defender publicamente o Clube Portista, tenta criar empatia com os adeptos Portistas, está com o Clube nas vitórias e nas derrotas. Casillas tem mostrado ser de uma humildade e profissionalismo impressionantes! Algo de notável se tivermos em conta que falamos de um Jogador que já venceu praticamente tudo o que havia para vencer.

Mas é também verdade que no plano desportivo (aquele que realmente interessa) Iker Casillas não tem sido uma mais-valia para o FC Porto dado que tanto realiza alguns jogos em grande plano como comete o vulgo “frango”.
 
Em suma, Iker Casillas não é hoje em dia uma clara melhoria no que ao plano desportivo diz Clube diz respeito. Isto porque, quer se queira ou não, Iker está na fase descendente da sua carreira. Ou seja; não me parece que o Futebol Clube do Porto vá beneficiar com a médio e longo prazo com a manutenção de Iker nos seus quadros.

Mas dir-me-ão que o futuro do Futebol Clube do Porto passa pelas esperanças José Sá e Raúl Gudiño e que estas têm de “queimar etapas” para poderem passar de esperanças a certezas. Sim, +e verdade. Não questiono tal coisa. Contudo na minha perspectiva este processo poderá ser feito com Helton que, a meu ver, é uma solução mais realista para um Clube como o FC Porto. 
 
Para além disto o EURO que se irá realizar em França no próximo Verão marcará, quase de certeza, a retirada de Iker da Selecção Espanhola pelo que o Jogador deixará de ter razões para ser “visto”. 
Para terminar queria somente deixar aqui uma nota final em jeito de correcção (com a melhor das intenções). Ao contrário do que muito aziado anti Mourinho apregoa Casillas saiu do Real Madrid CF porque as suas capacidades como Guarda-redes estavam a deteriorar-se cada vez mais e a concorrência era forte… Isto num Clube que se sente na obrigação de vencer a Liga dos Campeões todas as temporadas tem o seu – enorme! - peso. Se duvidam de tal revejam as prestações de Iker Casillas na baliza Merengue no último ano de Ancelotti em Madrid e depois digam-me alguma coisa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Pensamento da Semana: Marega e José Sá. Uma (quase) certeza e uma incógnita

O FC Porto oficializou, esta segunda-feira, as contratações de Moussa Marega e José Sá. Os dois atletas que deixam agora o Marítimo, assinaram um acordo válido por quatro anos e meio. O contrato é válido até junho de 2020.

In: SAPO Desporto 

Confesso que é com imenso agrado que vejo o Futebol Clube do Porto a apostar, novamente, em “Jogadores baratos” que depois de bem trabalhados podem vir a render bastante dinheiro ao Clube. Uma política de sucesso que começa a ser retomada (espero) agora que Loipetegui foi embora e com ele levou a ideia de se contratar caro e com pouca margem de lucro.

Contudo fico com uma dúvida- Se Marega vem para o Dragão porque José Peseiro quer colocar o FC Porto a jogar num 4x4x2 e precisa de avançados do estilo do Franco-maliano para que a cosia funcione, já a contratação de José Sá é, para mim, uma incógnita.

José Sá é um Guarda-redes ainda em formação. Tem qualidade, muita qualidade, e não se percebe porquê razão Salin era titular da baliza do Marítimo e Sá o seu suplente. Ao ter contratado José Sá os Dragões estão a preparar o futuro da sua baliza. Penso que tal ilação é óbvia para todos. 

A +pergunta que coloco é quem irá ceder o seu lugar a José Sá. Irá Helton abandonar os relvados? Irá Casillas sair do Dragão no final da época? E se tanto uma situação como a outra que irá acontecer ao Guardião Mexicano Raúl Gudiño que é apontado como uma das grandes promessas da formação Azul e Branca e que tem estado muito bem ao serviço do FC Porto B?  Para mais José Sá é um Guardião que merece um pouco mais do que a titularidade na equipa B…

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Como Helton retribuiu o favor a Casillas

O FC Porto está matematicamente afastado das meias-finais da Taça da Liga. O cenário, tendo em conta a derrota caseira sofrida contra o Marítmo, na primeira jornada, não causa espanto, mas ficou definitivamente confirmado em Famalicão, onde os azuis e brancos foram derrotados pela formação da Segunda Liga.
Com o novo treinador, José Peseiro, a assistir ao jogo desde a bancada, o FC Porto entrou a mandar no encontro. No entanto, apesar de ter mais posse de bola e de jogar durante grande parte do tempo dentro do meio-campo defensivo do adversário, a equipa orientada ainda por Rui Barros continuou a exibir características do tempo, ainda recente, de Julen Lopetegui.
 
Quer isto dizer que o FC Porto foi superior na percentagem da posse de bola, mas não conseguiu aproveitar esse facto para materializar em oportunidades de golo. A jogar num ritmo lento, os dragões foram incapazes de desfazer a organizada defesa do Famalicão e só por duas situações é que ameaçaram desfazer a igualdade. A primeira através de um cruzamento-remate de Victor Garcia – o melhor em campo do lado dos azuis e brancos – e a segunda num remate de Suk, defendido por Chastre. Mérito total no lance para André Silva antes de passar a bola ao sul-coreano, uma vez que conseguiu algo que o FC Porto enquanto equipa raramente conseguiu: desequilibrar.
O Famalicão, consciente da qualidade superior do FC Porto, teve como principal objetivo não se desorganizar defensivamente. A equipa de Daniel Ramos soube cumprir essa tarefa na perfeição e mesmo tendo a bola raramente nos seus pés manteve-se sempre no jogo. A fortuna famalicense acabou por chegar na segunda parte. Sem conseguir surpreender os dragões em lances de bola corrida, a formação da Segunda Liga conseguiu fazê-lo de bola parada.
Helton foi traído pelo facto da bola não ter batido em ninguém após ter saído dos pés de Mauro e por isso não conseguiu evitar a festa do Famalicão, que desde os 58 minutos – altura em que chegou à vantagem – foi mantendo o FC Porto longe da baliza de Chastre, apesar das substituições protagonizadas por Rui Barros. A exceção aconteceu apenas aos 85 minutos, quando Suk cabeceou à barra, mas o resultado não se alterou e o Famalicão segue para a última jornada com possibilidades matemáticas de seguir para a fase seguinte.
Quanto ao FC Porto, que apesar de ainda ter um jogo para disputar já não tem qualquer possibilidade de terminar o grupo no primeiro lugar, começa esta quinta-feira um novo ciclo sob orientação de José Peseiro. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Victor Garcia

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

São Helton!

Foi com uma defesa a uma grande penalidade nos descontos da partida que Helton segurou o passapore dos portistas para a meia-final da Taça de Portugal. Brahimi fez o golo solitário, num jogo bem mais equilibrado do que o do campeonato e que teve muito para contar.
Rui Barros tinha razão: este jogo ia ser bem mais difícil que o anterior. Sánchez também tinha a sua razão: o 0x5 da Liga não espelhava a valia e, sobretudo, a raça da sua equipa. Por isso, o jogo do Bessa teve emoção até ao fim.
Até ao grande golo de Yacine Brahimi, tinha-se assistido a dois trechos de dérbi: aquele em que, nos primeiros 10 minutos, se viu uma pantera atrevida e capaz de discutir os terrenos intermédios do retângulo de jogo; e aquele em que, nos 15 minutos seguintes, os dragões passaram a um domínio quase absoluto.
Até ao grande golo de Brahimi, viu-se um Boavista globalmente compacto, a procurar muito a bola para Uche Nwofor e a tentar que Rúben Ribeiro encontrasse na sua precisão de passe um desequilíbrio. O número 7, que é reforço de inverno, dá claramente um acrescento de qualidade técnica, mas deu mostras de não conseguir anular a construção de Danilo Pereira.
E passou muito por aí a liberdade portista para montar jogo variado. O número 22, com tempo para pensar e esperar a melhor linha de passe, pôde dominar totalmente a zona nevrálgica. Depois, havia a escolher as linhas, que tiveram boas participações dos laterais, ou os espaços interiores, onde Herrera continua a revelar boa forma.
Depois do golo do argelino, os axadrezados tentaram crescer e conseguiram-no ligeiramente. Evandro lesionou-se e isso também contribuiu para uma momentânea necessidade de ajuste. Mas, tirando a cabeçada de Rúben Ribeiro ao lado (na verdadeira jogada com cabeça, tronco e membros da pantera no primeiro tempo), nada que beliscasse a supremacia de um FC Porto justamente à frente.
Se o primeiro tempo foi pacífico no relvado e (muito) fresquinho na bancada, a segunda parte foi bastante diferente. A razão? Sánchez terá dito e demonstrado que era possível virar o cenário.
Os boavisteiros foram bem mais audazes, ameaçando um FC Porto que entrou adormecido. Depois de uma quezília com Brahimi como protagonista, os ânimos subiram, o jogo ficou mais durinho e da bancada veio o tónico para elevar a formação da casa, que, taticamente, melhorou com a subida dos médios no terreno.
A ajudar, o vento corria a favor e Imbula, que continua a somar aspetos negativos, viu o vermelho por uma entrada mais dura sobre um adversário.
De repente, era a incerteza que mandava num jogo onde o dragão acabou a sofrer de forma considerável. Sánchez introduziu Uchebo para dar corpo à área e o avançado foi quem teve a melhor oportunidade para empatar, num disparate de Helton.
Rui Barros respondeu com Rúben Neves ao lado de Danilo e com Herrera a improvisar na esquerda. O mexicano, com enorme pulãmo, foi incansável e um dos grandes motivos para não se ver um dragão a encolher em demasia. Quando isso parecia acontecer, lá ia o 16 pressionar toda a equipa boavisteira, um por um até chegar a Mika.
A acabar, a grande oportunidade boavisteira. Marcano cometeu grande penalidade e Abner tinha o prolongamento nos pés, só que Helton teve pressa em despachar o assunto, adivinhou o lado e travou a intenção.
E foi sem brilho, mas de forma eficaz e com muita emoção que o FC Porto bisou no Bessa, em três dias. As meias-finais estão aí e o Gil Vicente é quem se segue. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo:Brahimi
 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Pensamento da Semana: Iker Casillas

1 – Começo, desde já, por dizer que estou-me a marimbar (para não dizer aqui o que realmente sinto) sobre o que dizem os familiares de Casillas. Que eu saiba o Futebol Clube do Porto contratou com os direitos desportivos de Iker Casillas e não da sua Esposa, Mãe, Pai, Tio, Sobrinha e por aí adiante. Como tal toda e qualquer declaração que não seja da autoria do Guardião Espanhol “entra a cem e sai a mil”;
 
2 – Iker Casillas é um Atleta que vai exigir muito da famosa Estrutura Azul e Branca pois trata-se de um Jogador problemático e desestabilizador de qualquer balneário. Até Vicente del Bosque, actual Seleccionador de Espanha, teve (e tem) dificuldades em lidar com o ego de Iker que desrespeita tudo e todos quando não lhe é oferecido o protagonismo que este deseja. Não tenho a mais pequena dúvida de que Iker irá arranjar problemas caso a titularidade da baliza Portista não lhe seja oferecida numa bandeja de prata;
 
3 – Ao contrário do que muito boa gente pensa e diz não foi o Real Madrid CF que fez com que Iker baixasse, drasticamente, o seu desempenho desportivo nas últimas Temporadas. Este é o argumento da malta que tem umas palas do FC Barcelona em torno dos olhos. Iker tem vindo a perder qualidades, especialmente a sair dos postes, por sua inteira culpa e a prova de tal é que nem a Selecção de Espanha se safou de tal desgosto (veja-se o desempenho terrível de Casillas no último Mundial);
 
4 – Não gostei da forma como Iker saiu de Madrid. Por sua própria iniciativa o processo de transferência para o Dragão foi sendo travado por causa de problemas financeiros. Estamos a falar de um Atleta que se diz Madridista para todo o sempre;
 
5 – A meu ver, tendo em consideração o sistema de jogo que Julen Lopetegui pretende implementar no Futebol Clube do Porto, Helton é muito melhor do que Casillas. Iker nunca foi muito bom a jogar com os pés e não me parece que seja agora que o vá ser. 
 
Em jeito de conclusão; não estou aqui a afirmar que Casillas foi uma boa ou má contratação da parte do FC Porto.
 
O facto é que o Real Madrid CF preferiu iniciar a sua Pré Temporada sem um Guarda-redes. O Clube Blanco não se esforçou minimamente pela continuidade de Iker mesmo que este passasse a ter um papel secundário na equipa.
 
Obviamente que esta foi uma cartada inteligente da parte da SAD Portista no que ao Marketing diz respeito, mas só o tempo nos dirá se a contratação de Iker é ou não uma mais-valia para o Clube.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vitória da Raça e do Querer

Não há lesão ou castigo que trave o Dragão. Perante as dificuldades que têm aparecido no caminho, o FC Porto tem feito das fraquezas forças e segue na sua missão do "resgate". Fabiano foi expulso e cedo deixou os seus companheiros - que tiveram um duelo a meio da semana para a Champions - reduzidos a 10 unidades. Mas usando de uma máxima tão familiar à Nação Portista ("Somos Porto"), bem se pode dizer que diante do Arouca os pupilos de Lopetegui mostraram o que é ser Porto e venceram por uma bola a zero.
 
Pressionado pela vitória do Benfica, os Azuis e Brancos subiram ao relvado do Estádio do Dragão com a necessidade de somar os três pontos. Cedo os Portistas instalaram-se no meio-campo do Arouca, equipa que se apresentou com o bloco coeso mas atrevido e a tentar criar dificuldades aos Azuis e Brancos, que iam controlando e fazendo uma ligeira pressão.
 
Foi numa dessas iniciativas dos Arouquenses que Fabiano Freitas foi expulso. Aos 11 minutos, o guardião do FC Porto fez uma falta sobre Rui Sampaio, do Arouca, à entrada da área e deixou os Portistas a jogar com 10. Lopetegui tirou Ricardo Pereira (que estava no lado direito da defesa a render o lesionado Danilo) e lançou em campo Helton, guardião que se lesionou faz hoje um ano, em Alvalade.
 
Mesmo com 10 a equipa Azul e Branca não entrou em pânico. Mostrando toda a sua qualidade, maturidade e inteligência táctica, a formação Portista manteve a iniciativa de jogo e foi aplicando no relvado os processos de jogo assimilados.
 
A partida decorria "quente" e a plateia Azul e Branca por duas ocasiões pediu grande penalidade. Aos 23 minutos, Aboubakar caiu na área na sequência de um cruzamento de Quaresma; estava Miguel Oliveira a cobrir o Camaronês. O árbitro entendeu que não houve nada. Aos 26', Diego Galo tocou no Mustang na face quando tentava afastar uma bola. Ficou uma grande penalidade por assinalar.
 
Perante tanta pressão da equipa Portista ao Arouca, nesta fase, não admira que o marcador acabasse por funcionar. Aos 32 minutos, cruzamento de Ricardo Quaresma ao segundo poste, onde Aboubakar teve todo o à-vontade para desviar de cabeça. Festa no Estádio do Dragão, Lopetegui, no banco, respirava de alívio. Ao intervalo, o FC Porto vencia pela margem mínima mas merecia um resultado mais dilatado.
 
O segundo tempo foi mais aborrecido. O FC Porto foi controlando a bola no meio-campo e o Arouca teve muitas dificuldades em chegar com perigo à área Portista. Quando lá chegava, Helton mostrava serviço.
 
Apesar das dificuldades, o FC Porto conseguiu o que mais queria e somou os três pontos, mantendo a pressão ao líder Benfica. O Campeonato segue animado e entra agora na recta final.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Helton a brilhar e Calabote a ressuscitar

Tinha tudo para ser um grande jogo de futebol, como foi especialmente na última meia hora, mas as atenções na primeira parte acabaram por se centrar no árbitro Cosme Machado, que até ao intervalo já tinha expulsado dois jogadores dos Azuis e Brancos, perdoado a expulsão a um dos Bracarenses e assinalado uma grande penalidade que deixou algumas dúvidas. No segundo tempo o protagonista foi outro, Helton, que realizou uma exibição fabulosa.
Mas mais do que uma análise, a crónica deste jogo tem quase necessariamente de ser feita por ordem cronológica, pois as peripécias ocorridas foram num número bem maior do que aquele que por norma é habitual numa partida de futebol. Tudo começou com duas substituições madrugadoras, uma para cada lado, devido a problemas físicos. Precisamente na mesma altura, no minuto dez, André Pinto entrou para o lugar do lesionado Aderlan Santos, enquanto Cristian Tello foi ocupar a vaga de Adrián López, que sofreu uma lesão muscular.
Nos primeiros minutos o FC Porto ia tendo mais bola, o SC Braga, contudo, nunca permitiu aos Dragões pegar no jogo, mas aos 25 minutos o resultado tornou-se favorável aos Azuis e Brancos, com Evandro a converter uma grande penalidade, assinalada por suposto empurrão de Sasso sobre Gonçalo Paciência. Em vantagem, tudo se conjugava para que os Dragões pudessem ter uma noite positiva na cidade dos Arcebispos, mas o cenário depressa se alterou.
Foram duas expulsões que deixaram o FC Porto a jogar apenas com nove jogadores em apenas nove minutos. Aos 34 minutos, Diego Reyes viu o segundo cartão amarelo por falta sobre Zé Luís e ao minuto 43 foi a vez de Evandro ver o vermelho directo, depois de ter cometido falta sobre Pedro Santos e de ter pontapeado a bola que ficou presa entre as pernas do jogador Bracarense. Uma atitude irreflectida do autor do primeiro golo dos Dragões, que obrigou os companheiros de equipa a um desgaste bem maior. Diga-se, porém, que entre as duas expulsões dos Dragões ficou um segundo amarelo por atribuir a Sasso, que aos 37 minutos cometeu uma falta dura sobre Gonçalo Paciência.
Ao intervalo, apesar da sua equipa estar em vantagem, Julen Lopetegui teve que remendá-la para tentar segurar o 0 x 1. Por seu lado, Sérgio Conceição, com mais uma unidade em campo, aproveitou para dar mais poder ofensivo, pondo Rafa no lugar de Baiano, e perante estes factores foi sem surpresa que o SC Braga esteve mais por cima do jogo na segunda parte e chegou com algum perigo à baliza de Helton.
Numa dessas aproximações à baliza do FC Porto resultou a grande penalidade que permitiu ao SC Braga chegar à igualdade. Cosme Machado entendeu que Bruno Martins Indi empurrou Éder pelas costas e Alan, chamado a converter o castigo máximo, teve a frieza necessária para bater Helton e relançar os Arsenalistas no resultado. Os Minhotos estavam por cima e a fórmula encontrada por Julen Lopetegui para estancar o domínio do adversário, foi abdicar do homem mais adiantado, Gonçalo Paciência, e dar mais força e solidez ao meio campo, fazendo entrar Herrera. Os jogadores do FC Porto conseguiram ter mais bola, embora a maior percentagem continuasse a ser do SC Braga, e conseguiram equilibrar o encontro.
Foi aos 63 minutos que o internacional Mexicano entrou em campo para ajudar a segurar o empate, que servia mais as intenções do FC Porto do que do SC Braga. E a partir desse momento, apesar do equilíbrio com algum ascendente natural dos Bracarenses pelo facto de terem mais dois jogadores, entrou-se numa partida frenética até ao fim. É verdade que o resultado de 1 x 1 não se alterou, mas não faltaram oportunidades para que tal acontecesse, especialmente na baliza de Helton. Kritciuk teve que mostrar atenção para negar o golo a Tello, mas Helton esteve verdadeiramente impecável na baliza Azul e Branca. Defendeu praticamente tudo o que havia para defender e se os Dragões voltam a casa com 1 ponto e o apuramento para as meias finais quase garantido, ao Capitão o devem. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Helton

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Pensamento da Semana: Liderança forte ou não

Confesso que ainda tenho as minhas dúvidas sobre o Espanhol Julen Lopetegui. Não estou com isto a dizer de forma alguma que o Técnico não é o Homem certo para o actual Futebol Clube do Porto, contudo o facto de este ter uma experiência de Treinador Principal de um “Clube Grande” muito curta levanta sempre dúvidas a qualquer adepto.
 
Contudo estas mesmas dúvidas vão-se dissipando à medida que o Treinador vai apresentando trabalho.
 
Lopetegui ainda tem muito para demonstrar perante a sempre muito exigente (e por vezes estupidamente exagerada) massa Adepta Azul e Branca, mas sou da opinião que o Homem já deu algumas mostras de que é um Líder no verdadeiro sentido da palavra.
 
Senão vejamos; actualmente o Plantel do Dragão conta com 4 Guarda-redes. São eles: Helton, Fabiano, Ricardo e Andrès Fernández. Destes quatro apenas Fabiano e Andrès Fernández defenderam a baliza Portista na Pré época. Helton não podia faze-lo dado que ainda se encontra a recuperar da grave lesão que sofreu na Temporada anterior.
 
Ricardo não fez portanto um único jogo de pré temporada dos Dragões. Oportunidades para tal houveram muitas, mas ao que parece Julen não contou nunca com ele dado que não foi ele quem requereu a sua contratação. Alias, já é público o interesse do Português em querer sair para poder jogar com regularidade.
 
“Trocando isto por miúdos”, está provado que o Treinador Espanhol apenas aposta e confia nos Jogadores que indicou/referenciou. E isto, a meu ver, é uma das melhores caracteristicas de um Líder que não cede a pressões, interesses e comissões.
 
Faz falta um Homem assim no Futebol Clube do Porto. Fez falta na época anterior e faz falta no futuro onde muitas vezes a comissão dita a contratação.
 
Mas não atiremos muitos foguetes antes da festa. Por um lado uma Liderança forte e intransigente na construção de um Plantel é um factor muito positivo, mas por outro se a coisa corre mal o Líder é o primeiro a “ver a sua cabeça a rolar”.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Helton merecia mais

Ainda não está confirmada uma eventual saída/”reforma” do carismático Capitão do Futebol Clube do Porto, mas tudo parece apontar para que tal venha a ser uma inevitabilidade.
 
Julen Lopetegui não trouxe consigo somente a famosa torre.
 
Pelo pouco que ainda nos foi dado a observar, o Espanhol pretenderá que a equipa Azul e Branca jogue com as suas linhas bem subidas e tal obriga a que o Guarda-redes funcione como um Líbero (um pouco à semelhança da actual Alemanha Campeã do Mundo). O mesmo é dizer que lá com isto o Guardião da Baliza Portista terá obrigatoriamente de jogar bem com a bola nos pés.
 
Ora é certo e sabido que Helton tem inúmeras qualidades, mas jogar com a bola nos pés não é uma delas. O Brasileiro é um desastre natural quando é chamado a tais tarefas. Já o mesmo não se pode dizer de Fabiano.
 
Se juntarmos a isto o facto de Helton não “estar a caminhar para novo” e que tal contribui para a lenta recuperação da grave lesão que contraiu na época passada, não será portanto asneira alguma dizer que chegou a vez de Helton se ir embora do Dragão.
 
E chego a tal conclusão com uma profunda tristeza. 
 
O Brasileiro podia ser um tudo ou nada preguiçoso pois precisou quase sempre de uma “sombra” no banco de suplentes que lhe “ameaçasse” o lugar, cometeu alguns “frangos” que comprometeram a carreira do Futebol Clube do Porto nas provas internacionais, mas este merecia sair pela porta grande e nunca depois de uma temporada onde tudo correu mal no Reino do Dragão.
 
Efectivamente Helton não merecia nunca sair pela porta pequena, mas também nunca ninguém disse, ou dirá, que no Mundo do Futebol existe Justiça.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A crise passageira do FC Porto

Agora que já passou algum tempo desde o desaire em Coimbra é sem sombra de dúvida a melhor altura para se reflectir sobre o actual estado do Futebol Clube do Porto. Vejamos então ponto por ponto:
Treinador: Quando algo não está bem o treinador é sempre o alvo a abater. Alvo de crítica fácil e de quem se acha mais papista que o Papa, Paulo Fonseca foi altamente criticado depois da derrota em Coimbra. A meu ver foi injustamente criticado porque desde o jogo com o CD Nacional que foi notório o seu esforço para melhorar e responder às vaias. Para mais os Dragões ainda estão presentes em todas as frentes e enquanto tal for uma realidade despedir agora o PF será de uma insensatez tremenda e ainda está para vir o dia em que o Clube Azul e Branco será governado de fora para dentro.
Plantel: Aqui é que reside o grande problema dos Dragões. Não que o problema nunca existisse desde o início da época porque há um grupo de jogadores que não tendo ainda renovado o seu vínculo contratual faz com que sobre eles pare uma dúvida atroz, dúvida que depois tem reflexos negativos no seu desempenho dentro do campo como é o caso de Helton, Fernando e Lucho. Depois temos aqueles que devido ao seu estatuto e falta de concorrência se acham acima de tudo e todos como é o caso de Danilo, Otamendi, Quintero, Iturbe e Jackson. Para terminar temos o caso Fucile que abalou e de que maneira tudo o que foi planeado na pré temporada, o estranho desaparecimento do Marat e a ausência quase que forçada de Kelvin da equipa principal. Ao que parece o FC Porto foi tomado de assalto pelos Empresários e exige-se uma tomada de posição enérgica da parte da Direcção Portista. E vamos a ver até que ponto terá sido positiva a contratação de Ricardo Quaresma uma vez que talento o moço tem da cabeça aos pés, já atitude e a cabeça no seu devido lugar é que não (virtudes que este nunca teve).
Adeptos: Que dizer sobre os adeptos do FC Porto? Primeiro há que distinguir entre aqueles que são Portistas e aqueles que só o são quando o Clube ganha. No segundo lote cabem com toda a certeza aqueles palhaços (com o devido pedido de desculpa a todos os palhaços) que foram esperar o autocarro dos Dragões após o desaire de Coimbra e aqueles artistas da bola que sabem tudo e mais alguma coisa de futebol mas não sabem nada. Assobiadelas, insultos, treinadores de bancada e atitudes radicais nunca ajudaram ninguém a recuperar de um mau momento. Pelo contrário, assobiar e mandar “bitaites” da bancada apenas ajudam a destabilizar a equipa. Não estou com isto a dizer que todos devemos dizer ámen a tudo o que se faça no Clube, mas haja alguma razoabilidade na crítica para depois não se fazer a mesma figurinha que fazem Miguel Sousa Tavares e outros como ele que é tudo mau quando se perde e tudo bom quando se ganha. 
Direcção: Já disse aqui alguma coisa quando afirmei que o actual plantel do FC Porto foi tomado de assalto pelos empresários. Parece-me que falta dar alguma liberdade de escolha ao treinador que em certos momentos é forçado a dar a titularidade a este ou aquele jogador só porque foi a contratação mais cara do Clube ou porque este aufere de uma salário elevado ou até mesmo porque o empresário do Atleta fez um ultimato. Acho muito bem que “segurem” o actual treinador e que não se deixem levar pela “onda de contestação” porque as ondas são passageiras e as contas fazem-se sempre no final das temporadas e não a meio (se formos a ver a época ainda nem a meio chegou). Contudo volto a insistir que é necessário “blindar” o balneário e resolver com caracter de urgência as questões pendentes dos jogadores que ainda não renovaram o contrato, vender o passe dos que cá não querem estar e chamar á razão os que se acham vedetas.
 
Esta é a análise (mesmo que resumida) que faço da crise passageira do Futebol Clube do Porto. A bola está agora do vosso lado. Ditem a vossa sentença mas lembrem-se sempre de o fazer com razoabilidade e respeito por quem possa pensar de forma diferente da vossa.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Nem matou nem esfolou. Empatou!

O FC Porto não foi além de um empate na deslocação ao terreno do Zenit. O resultado foi construído na primeira parte, onde a equipa de Paulo Fonseca se apresentou em grande nível, mas na qual voltou a errar defensivamente. Num segundo tempo diferente, os Russos estiveram mais perto do golo e valeu Helton a defender uma grande penalidade de Hulk. As contas ficam mais difíceis para os Dragões, que deixam de depender de si próprios.
 
Sem surpresas no onze, Paulo Fonseca manteve o esquema táctico que tem sido hábito, com Defour (substituto natural do castigado Herrera) a acompanhar Fernando no meio campo Azul e Branco, libertando a acção criativa de Josué e de Lucho e convidando as subidas dos laterais pelo flanco.
 
Quanto ao Zenit, Spalletti voltou a repetir o esquema apresentado no Dragão, sem um ponta-de-lança de raiz, mas com Hulk e Danny deambulantes no ataque.
 
Num estádio Petrovsky cheio e com um ambiente adverso para as cores Portistas, o frio era entrave para uma equipa que precisava de ganhar para continuar a depender de si para atingir o apuramento.
 
Numa entrada a todo o gás, o FC Porto mostrou uma cara lavada e entusiasmada com a responsabilidade que recaía sobre os seus ombros. A equipa de Paulo Fonseca pressionou a turma Russa e não deixava construir jogo.
 
Defour dava maior rigor no passe aos Dragões, mas eram Josué e Lucho os que mais se destacavam, com boas diagonais e com um ponto de mira bem definido: a baliza de Lodigin.
 
Do lado do Zenit, apenas Witsel conseguia ter bola, mas tornava-se inconsequente pela apatia apresentada pelos colegas, numa táctica que visava primeiramente a segurança defensiva e só depois os lances ofensivos, numa aposta clara na velocidade dos dianteiros.
 
Numa bela entrada Portista, os desequilíbrios surgiam essencialmente quando a velocidade dos laterais Portistas confluía com o bom tratamento do esférico, ou seja, o FC Porto conseguia desenhar jogadas interessantes nas investidas de Danilo e de Alex Sandro.
 
Foi precisamente numa dessas subidas, no caso de Danilo, que os Dragões chegaram ao golo. Cruzamento do Brasileiro para a área, onde Lucho, de cabeça, abriu o marcador, a meio da primeira parte.
 
Golo justíssimo e que premiou a atitude da equipa Portuguesa, perante um Zenit preso de movimentos e com Danny em dificuldades. O Português teve mesmo que ser substituído, entrando Kerzhakov para a frente de ataque, encostando Hulk ao lado direito.
 
E, nem de propósito, no mesmo minuto da substituição, o Zenit empatou. Mais uma desatenção clamorosa da defesa Portista, como tem sido recorrente esta época, a resultar no golo do Brasileiro, depois da falta de comunicação entre Mangala, Alex Sandro e Helton.
 
Hulk nem festejou, só que o castigo já estava dado a uma equipa que deitava por terra todo o bom trabalho na primeira meia hora de jogo com mais uma falha defensiva. De qualquer forma, os Azuis e Brancos não se mostraram abatidos com o golo sofrido e continuaram a mirar com perigo a baliza de Lodigin, numa primeira parte que ainda registou mais uma boa oportunidade, não concretizada por Jackson devido a uma defesa por instinto do guardião.
 
O intervalo pedia pequenas correcções para o último terço do terreno, onde a finalização pecava por escassa (atendendo ao caudal ofensivo), mas não trazia necessidades vitais, já que a equipa tinha apresentado um bom nível no primeiro tempo.
 
Contudo, quem corrigiu foi Spalletti, que puxou pelos seus jogadores e que viu resultados práticos. O Zenit entrou melhor e obteve uma grande penalidade, por mão de Otamendi dentro da área.
 
Chamado à conversão, Hulk teve a possibilidade de voltar a 'trair', mas o remate foi fraco e denunciado. Brilhou Helton, que agarrou o esférico e que manteve a esperança da equipa Lusa.
 
De qualquer forma, continuava evidente a quebra dos Dragões, baseada no apagamento de Josué e também de Lucho, os dois melhores da primeira parte. A equipa não era tão móvel e perdeu dinamismo, contra um Zenit bem melhor no segundo tempo.
 
Kerzhakov e depois Arshavin agitaram o jogo e foram ascendendo os Russos no jogo, numa supremacia apenas detida por Fernando (mais um jogo de grande nível, para Paulo Bento ver) e por Helton, que crescia entre os postes a cada intervenção.
 
Paulo Fonseca mexeu na equipa, mas o Zenit estava melhor e pediu penálti perto do fim, antes de Varela atirar para grande defesa de Lodigin.
 
O apito final trouxe um empate que nem seria mau resultado, não fossem as derrotas caseiras nesta Fase de Grupos. Continua possível o apuramento, mas os Dragões já não dependem de se próprios para seguirem em frente.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Helton

domingo, 3 de novembro de 2013

Empate no areal do Restelo

O FC Porto empatou a um golo com o Belenenses, em partida da 9.ª jornada da Liga Portuguesa. Mangala foi a grande figura do jogo.
Depois de bater o Sporting, a equipa de Paulo Fonseca desceu até ao sul do País para enfrentar um Belenenses que chegava a este duelo vindo de quatro jogos sem perder para a Liga.
Nas apostas iniciais, Paulo Fonseca surpreendeu ao colocar Varela e Ricardo nos corredores. No meio-campo, Héctor Herrera voltou a ter a companhia de Fernando e Lucho González.
Ciente de que era importante amealhar os três pontos, o FC Porto procurou resolver cedo o jogo no Restelo, uma vez que na quarta-feira tem um jogo decisivo na Rússia diante do Zenit, em encontro da Liga dos Campeões. Talvez por isso, logo aos dois minutos, Danilo rematou mas a bola bateu contra o corpo de Diakité, seguindo para canto.
Com mais posse de bola, os Dragões dominavam o jogo, atacavam mais e criavam perigo junto das redes do Belenenses. No entanto, a defensiva dos Lisboetas ia sempre chegando para as encomendas.
No ataque dos Azuis, por outro lado, era João Pedro (quase sempre ele) um verdadeiro "espalha-brasas". Mas as arrancadas do ex-SC Braga também não resultavam em sucesso, pois a defesa do FC Porto estava coesa.
Ainda assim, até foi o FC Porto a primeira equipa a marcar, aos 30 minutos. Mangala, na sequência de um livre lateral batido por Lucho, saltou mais alto e atirando forte para o fundo da baliza dos Azuis do Restelo.
A festa dos adeptos Portistas não demorou muito. É que aos 33 minutos, Mangala "meteu água" na defesa dos Tricampeões Nacionais. Diakité cruzou rasteiro para o interior da área Portista e o central Francês - com uma abordagem "macia" ao lance - acabou por deixar a bola para João Pedro, que disparou forte para o fundo das redes de Helton.
Ao intervalo, Belenenses e FC Porto desciam para os balneários empatados a um golo.
No regresso para o segundo tempo, nenhum dos técnicos fez qualquer alteração. Mas a verdade é que os adeptos presentes no Restelo assistiram a um jogo mais animado, com duas formações apostadas em conquistar os três pontos.
A primeira situação de perigo da segunda parte coube a Ricardo. O ex-Vitória de Guimarães, aos 50 minutos, atirou forte mas Matt Jones defendeu a bola. Quatro minutos depois foi Jackson Martínez que não soube aproveitar uma falha de João Meira.
Depois dos 60 minutos começaram, como é habitual, as substituições. Paulo Fonseca refrescou o corredor direito, tirando Ricardo que foi rendido por Licá, enquanto que no Belenenses entrou Sturgeon para o lugar de Tiago Silva.
Empatados no marcador, o tempo ia avançado e o técnico do FC Porto - que ia vendo os seus jogadores perto das redes do Belenenses mas sem o sucesso pretendido - apostou em Nabil Ghilas, por troca com Héctor Herrera.
Foi já com o avançado Argelino em campo que o Belenenses podia ter chegado ao segundo golo. Aos 83', Diawara cabeceou de cima para baixo, mas Helton fez uma defesa de elevado grau de dificuldade, sendo mesmo a defesa da noite.
Quando arrancou o tempo de descontos, os adeptos Portistas esperavam por um milagre em Belém. A equipa Nortenha tentava chegar perto da baliza do Belenenses e procurava um golo que iria valer três pontos. A verdade é que nenhuma das equipas conseguiu chegar ao golo e a partida terminou empatada.
O FC Porto continua a comandar a tabela mas tem agora (apenas) três pontos de vantagem para o Benfica.
Já o Belenenses, por seu lado, totalizou o quinto jogo a somar pontos na Liga e vai fugindo aos lugares perigosos. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Helton