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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Quem te manda a ti sapateiro

Não te chega viveres à custa do clube da treta há dezenas de anos, Vítor? Continuas a Inventar notícias no pasquim para quê? Achas que alguém normal acredita em ti? Mesmo que escrevas com poucos erros, adiciones fotos ao publicado, faças parágrafos para o texto não pesar muito, e a “notícia” tenha os condimentos básicos: quem, o quê, quando, onde, e como?
Perguntado de outra maneira, escreves tudo que te sopram? Mesmo que sejas visita da casa nos grandes momentos de um clube, por exemplo, na festa anual dos Dragões de Ouro? Não confirmas a patranha pelo menos em duas fontes credíveis e não próximas, como ensinam aos estagiários? Também tiraste o curso num Domingo?
 
Não te envergonha estares refém de uma catrafilada de pasquineiros como Gomes da Silva, Delgados, Hermínios Loureiros, Searas, Cervans e outros estranhos terráqueos? Onde descobriste que Marega e José Sá iam para os Calimeros? Não percebes que foste motivo de gáudio de toda a imprensa?
Não sabes que a janela de transferências é aberta para que os empresários utilizem o teu pasquim para empandeirar os excedentários armazenados por engano? Como é que caíste numa armadilha dessas? Lembras-te do Makukula, o senhor 4 milhões? E do Roberto mais o Bossio? E os vinte e tal defesas-esquerdos da era Vieira? Kkkgrrhh!
Sabes há quanto tempo o clube da treta não mete a mão prato nas competições uefeiras? Fostes ao nosso Museu e viste os troféus das conquistas por essa Europa fora? Porque tentas sempre diminuir os nossos jogadores, o clube, e o presidente, e defendes o outro Vítor o das nomeações e tratador de cãezinhos amestrados? Porque não arranjas outro tema que não “a instituição” e gastas com aquela cambada 1/3 de páginas por pasquim? 
 
Até à próxima

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Leaks, Vmocs e Remoques

Pouco a pouco percebemos que esta cambada que gira à volta do Futebol vai-se “governando”. Uns porque pagam comissões, outros porque recebem. Curiosamente, na transferência de um jogador para uma equipa, toda a gente ganha dinheiro. O comprador, o vendedor, o filho do presidente, o atleta, a avó do atleta, o empresário, o clube que o formou, o detentor dos direitos de imagem, a banca, o fundo, e os empresários que financiam o negócio à espera do que lhes toca quando o atleta é transferido.

Este mês ficamos a saber que dos cerca de 30 atletas que temos espalhados por aí alguns vão regressar à base, quiçá para voltarem a ser despachados em grande velocidade com portes CIF (costs, insurance, freight) ou FOB (free on board). Quer dizer: se de alguns conseguimos retirar algum rendimento (talvez algum otário lhes pague parte do salário), de outros mancos, tipo Walter ou Ghilas, se calhar ainda temos que lhes pagar o bilhete do avião.

A boa notícia é que alguns poderão interessar-nos para remendar a pobre equipa. Por exemplo vão ficar livres, Kelvin, e Quintero, com quem, em relação a este ultimo, os pasquins anunciam que já renovamos até 2021. Gostava que também aproveitassem o Kelvin.
Isto relaciona-se com as notícias despejadas diariamente pelo Football Leaks sobre jogadas entre empresários, presidentes de Sad, investidores e clubes, nomeadamente as trocas e baldrocas do clube da treta com algumas das suas vedetas, um estranho negócio com Roberto, e esta semana um balúrdio que tem que pagar aos tais empresários para ficar com Mitroglou. Convém referir que das espertezas acima referidas o nosso Clube também não está isento.

Noutra área, a dos cãezinhos amestrados de vítor pereira, a notícia são os sucessivos “deslizes” dos árbitros nomeados para jogos de responsabilidade, caindo sempre para o mesmo lado, esquecendo-se que são os clubes que lhes sustentam a mandriice. Observadores ignotos, decidem como lhes apetece as classificações, subidas e descidas. Por nós, já nem estranhamos por ser política seguida desde os anos 50 onde o colinho era dividido, sempre em benefício dos 2 Circos da Segunda Circular. Enquanto não correrem com o senhor Vítor Pereira que não tem que prestar contas a ninguém (é eleito em listas separadas) isto não vai lá. O espertalhão para o fim-de-semana nomeou para o jogo do clube da treta o talhante Manuel Mota que já sabe do que a casa gasta!
Novidade é o reaparecimento de dois cómicos, Mr Burns e o banana, vomitando remoques quase diários nas tvs e pasquins desportivos. Ambos falidos até à chegada dos Messias das operadoras que lhes compraram por uma pipa de massa os famosos Direitos Desportivos, é no mínimo engraçado que por exemplo os Calimeros, que andam há meses a ladrar contra os Fundos que os salvaram de fechar as portas, conseguiram passar uma rasteira à FIFA quando renegociaram a colossal dívida tutelada pelos VMOC, ladeando a proibição Third Own Party.
Os valores mobiliários são documentos emitidos por empresas ou entidades, que representam direitos e deveres, podendo ser comprados e vendidos, nomeadamente na Bolsa. Para as empresas que os emitem, representam uma forma de financiamento semelhante ao crédito bancário. Para os investidores, são um modo de aplicação de poupanças alternativo aos depósitos bancários e a outros produtos financeiros que se caracteriza por oferecer níveis diferentes de risco e rendibilidade. Mas que raio de coisa serão para a FIFA, o Millennium e o Novo Banco que se arrogam em salvadores da pátria prolongando até 2020 sem juros os prazos de resgate dos empréstimos que concederam há anos? Mais: as operadoras que compraram os Direitos Televisivos aos clubes injetando centenas de milhões de euros não serão, também, “terceiras partes” disfarçadas?

Até à próxima 

NOTA - Agora coisas boas. Fez na passada quarta-feira 102 anos um grande portista Jaime Tavares. Se quiserem podem associar-se à homenagem lendo o que escrevi no dia do seu centenário.ou então no seu Facebook

sábado, 26 de julho de 2014

Se quer sair que saia!

Nunca gostei das novelas de pré temporada. Principalmente daquelas em que o Jogador diz que quer sair, o Clube não deixa, o Empresário do dito vem depois fazer queixinhas para a Comunicação Social e tudo pode terminar com um activo do Clube que resolve “amuar” durante a nova época.
 
Neste momento refiro-me, obviamente, a Jackson Martinez, mas outros exemplos podem aqui ser chamados ao debate tendo em Paulo Assunção a pior das consequências destas “guerras” entre Clubes e Empresários.
 
Hoje em dia o amor à camisola é coisa do passado. Num Mundo altamente competitivo como o que vivemos actualmente é “viver ou morrer”. Para quem tem uma carreira curta como os Jogadores de futebol é perfeitamente natural que procurem ganhar o mais possível para poderem garantir a sua reforma com a maior das tranquilidades. 
Naturalmente que pelo meio temos os Empresários a fazer o seu “jogo do empurra” porque se o Atleta for contratado pelo Clube A, B ou C ganha uma choruda comissão, mas isto faz parte do novo Mundo da Bola e há que saber viver com isto.
 
Ora, sendo as coisas como sabemos que são, a meu ver, se Jackson quer sair do Dragão que saia! 
 
Já houve quem tivesse oferecido pelo seu passe um valor a rondar a cláusula de rescisão, então que se aceite a proposta de compra em vez de se dar uma de “durão”. Desta forma ganha o Clube que arrecada mais um milhões importantes na sua luta contra o enorme Passivo, ganha o Atleta que deixa de ser um possível “peso morto” do plantel Azul e Branco e ganha o Empresário que assim passará a chatear outro Clube quando Jackson quiser sair.
 
Não estou com isto a afirmar que o Futebol Clube do Porto deva abrir mão dos seus activos sem mais nem menos, mas entre lucrar 35 milhões e se lucrar 0 é de longe bem melhor aceitar os 35 do que ficar com um possível Paulo Assunção.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Fundos da Treta

Há umas semanas o país acordou atarantado com o estouro do BES. Nada que já não se esperasse há algum tempo. Para os “especialistas” da matéria tem sido um maná. Não há cão nem gato que não ande por aí a debitar asneiradas, quer nos pasquins da especialidade, quer na caixinha que mudou o Mundo. Naturalmente não cabe aqui analisar a situação financeira do Banco. Mas podemos falar nalgumas variantes engraçadas.
O Diário de Notícias do último Domingo trazia um excelente trabalho sobre os Fundos de Investimento onde os clubes de futebol se têm ultimamente, dependurado. Apenas não fez a necessária separação das águas, a distinção entre os Fundos digamos, normais, e aquele que foi “inventado” pela “instituição” de uma freguesia da capital do reino, o Benfica Stars Fund.

A “novidade” é que desse Fundo faz parte um dos fundadores/investidores. Quer dizer: Tira de um bolso e mete no outro. Assim por alto, para não maçar os leitores, o Fundo foi constituído com um capital inicial de 40M€ dos quais a SAD do clube em questão, detém 15% (6M€).
Como se trata de um fundo fechado, quer dizer, apenas aberto “a convidados” não sabemos exactamente quem são. Falou-se na altura da constituição que os investidores dos restantes 85% poderiam ser o Banco BES, Joe Berardo, Jorge Mendes, e claro, a Isabelinha dos Santos que ultimamente investe em tudo que mexe. Nas operadoras televisivas, na multimédia, na área das comunicações, e organismos correlativos. Tratando-se de “emprestar” dinheiro ao clube que faz chegar às palhoças lá da terra os hossanas cantados pela imensa legião dos pasquineiros do futebol da treta, todos encarnados já se vê, não poderia ficar de fora.

Ora ”partanto” quando disse acima “emprestar” estou a falar do “forno íntimo” do penhorista. Este Fundo nasceu para isso mesmo. É igualzinho a uma Casa de Penhores. Uma SAD coloca lá uns jogadores presumivelmente valiosos comprados a pataco, e oferece, digamos 20 ou 25% à cabeça para a SAD ir estourar em mais umas paletes a chegar ao Cais do Sodré.

Se por acaso algum dos penhorados se distinguir dos seus pares e alguém o quiser adquirir o dito Fundo informa o titular dos direitos económicos, neste caso a “instituição”, que arranjou um otário que quer comprar o atleta. Mais tarde, um dia quando o Fundo estoirar, a maçaroca que eventualmente sobrar é rateada pelos investidores na razão direta da sua participação.
É desta situação que está próximo o acima referido Benfica Stars Fund. Vamos ver sem grandes explicações técnicas como aquilo funciona. O Fundo é administrado pela ESAF, uma sociedade do BES que seleciona, adquire e aliena os ativos do mesmo, através dum Comité de Investimentos composto por elementos da Entidade Gestora, e “elementos ligados ao futebol que não sejam Agentes de jogadores, e não tenham qualquer vínculo laboral à Sad do SLB”. Ao contrário do que diz o aldrabão do Dia Seguinte é ao Fundo que compete decidir se vende um jogador ali colocado e por quanto.

Para isso baseia-se numa política de investimento cujos fatores são, por exemplo, a expetativa da valorização futura do atleta; o sucesso nas camadas jovens; a probabilidade de integrar ou não a equipa principal da Benfica Sad; a internacionalização e historial do atleta; a posição do atleta em campo e a quantidade de atletas atuantes na mesma posição; o passado disciplinar do atleta; etc.

Os Custos do Fundo são: comissões de gestão, depósito e supervisão; seguros de acidentes pessoais dos atletas; exames médicos; comissões a pagar ao Agente FIFA responsável por uma eventual transação; contribuições para o fundo de solidariedade da FIFA; e finalmente, os Encargos Fiscais.
Por fim, e este é o assunto do momento, o que vai ser dos jogadores não transacionados quando o Fundo encerrar, o que sabemos irá acontecer dentro dos próximos 2 meses? Segundo o Capítulo VI Artigo 28º (Liquidação do Fundo) este poderá dissolver-se por: a) decurso do prazo previsto (5 anos após o seu inicio); b) por decisão da Entidade Gestora; c) caducidade da autorização; d) revogação pela CMVM; e) impossibilidade da Entidade Gestora continuar a exercer a sua função.

O que acontece aos Direitos Económicos dos atletas ainda integrantes do património? Competirá à Entidade Gestora encontrar compradores interessados, assistindo sempre à Benfica, Sad a possibilidade de cobrir qualquer oferta, adquirindo-os pelo valor refletido na carteira do Fundo. Por outras palavras: Se o Benfica quiser pode levantar os jogadores pelo valor que a Entidade Gestora os tenha avaliado.

Fácil não é? Bastava mesmo terem lido o Regulamento numa Internet perto de si.
NOTA - Já depois de ter escrito esta crónica tomei conhecimento que o Espírito Santo Liquidez, o maior fundo de investimento do país tem cerca de 67 milhões dos mais de mil milhões de euros que gere aplicados em obrigações da Benfica SAD. Estas obrigações atingem maturidade em outubro e dezembro, não sendo claro se o Fundo aceitará mais um “empurrão” para a frente deste Passivo como habitualmente a “instituição” faz, ou seja contrair um novo empréstimo obrigacionista para liquidar o atual.
 
Até à próxima

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Pensamento da Semana: Não podem mesmo ser levados a sério

 Capa Jornal ojogo (03/07/2014)
 Capa Jornal ojogo (13/07/2014)
 
É por causa destas coisas que eu nunca me acredito em quase tudo aquilo que a Comunicação Social Desportiva escreve. 
 
Por norma é disparate para entreter a populaça. Nem sem importam de fazer figuras tristes como esta que vemos. Pelos vistos Rolando passou de forte hipótese para o Plantel a dispensável em 10 dias. Um recorde!
 
Isto diz muito desta gente que trabalha nos Jornais Desportivos, Jornais com os quais não gasto um único cêntimo há anos diga-se de passagem!
 
E ainda houve quem tenha ficado muito indignado quando eu aqui disse que a transferência de Bernard para o Futebol Clube do Porto era tudo letra de Empresário para ver se os tipos da Ucrânia se “chegavam à frente” a toda a velocidade…

domingo, 18 de maio de 2014

Pensamento da semana: Teorias dos teóricos

Ainda sobre o novo Treinador do Futebol Clube do Porto foi espalhada a brasa pelo habitual espalha brasas que comenta todas as semanas na Televisão de Carnaxide que por detrás da sua contratação está o Empresário Jorge Mendes.

Naturalmente que tal personagem parte do principio de que somente no Reino do Dragão existem manobras até porque é sabido que os tais 6 Milhões são surdos, cegos e mudos dado que acreditam em tudo o que lhes contam.

Para mais este mesmo espalha brasas que diz perceber tanto de futebol disse há um ano atrás que o Futebol Europeu passaria a ser dominado pelo Norte da Europa dado que é por lá que se concentra o poder financeiro. Contudo esta Temporada que está a terminar temos nas Finais Europeias 3 Equipas Espanholas e 1 Portuguesa que representam a Península Ibérica que é retratada como o parente pobre da Europa. Por este exemplo rapidamente percebemos o quanto percebe tal personagem de futebol.

Contudo uma coisa é certa, com manobras ou sem manobras prefiro mil vezes ter o Empresário Jorge Mendes ligado ao Dragão do que um outro qualquer que trazia para a Invicta barretes como o Danilo, Herrera e “fantasmas” como o Guardião Turco Bolat e o Médio Sérvio Pavlovski e outros tantos que depois é um dia de juízo para os “despachar” para outras andanças com lucro.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Empréstimos, Investidores e Figurões

Todos os anos mais ou menos a meio do campeonato, quando se abre a chamada janela de transferência dos mercados futeboleiros, descobre-se a real situação dos planteis. Basta levantar a carpete onde durante os meses anteriores se escondeu o lixo adquirido no início da época, e as falsas promessas vem todas à tona. Depois é preciso varrer.
 
A BOLHA, o pasquim oficial da “instituição” que há dezenas de anos engana os sócios e adeptos, deu gritos de alegria pelas vendas mirabolantes de 3 jogadores, um deles, Matic por metade da cláusula de rescisão. No total esta temporada desde 1 de Julho de 2013 até 31 de Janeiro de 2014, aquele clube/SAD de um lote inicial de 104 jogadores “cedeu” cerca de 30 (a maior parte emprestados) e recebeu outros tantos.
Por isso, quer nos Orçamentos apresentados no início da temporada, quer nos RC de fim-de-ano, fala-se de receitas “extraordinárias” já que, na sua essência, os clubes não foram criados para servir de entreposto na compra, venda e hipoteca de jogadores. E é mesmo de Casas de Penhores que se trata quando verificamos quem ajuda a vender os barretes importados ano-após-ano que se acotovelam nas imparidades das Contas da SAD. Estamos a falar nos Fundos de jogadores.
 
O seu funcionamento é muito simples. Um grupo de investidores cria uma sociedade por quotas onde por vezes, como acontece com o clube da treta, a própria SAD é sócia. A sociedade é gerida, não pela SAD como diz o aldrabão do Dia Seguinte, mas por uma comissão de gestão que analisa quais os atletas que lhe podem interessar, por quanto os deve avaliar, e quando e por quanto, os deve vender. No seu Regulamento pode ler-se:
A SAD, que no caso em apreço apenas tem uma participação de 15%, não abre o bico. Ou aceita e faz-se o negócio, ou se achar que o atleta vale mais, tem a opção de compra pelo valor que acha que vale. O Fundo adianta à SAD a quantia pelo qual avaliou o jogador e fica à espera da parte mais interessante da operação, as mais-valias. O jogador fica “preso” ao Fundo, até que apareça um “cliente” que ofereça um valor maior, senão, como bom gestor, não dá ordem para efetuar a venda.
 
Além disso, os participantes obrigam-se (Art.º 26.º) a
 
(a) Aceitar os documentos constitutivos do Fundo, aceitando inequivocamente todo o seu conteúdo;
 
(b) Mandatar a Entidade Gestora para a realização de todos os atos de administração do Fundo;
 
(c) Cumprir com quaisquer obrigações legal ou regulamentarmente previstas.
 
NOTA – Este Fundo caduca no dia 30 de Setembro de 2014, poderá ser reformulado mas, a UEFA, estuda a possibilidade de proibir que passes (ou partes de passes) de jogadores estejam na posse de Fundos de Investimento.
 
Este ano apareceu uma novidade: Pelo facto do Benfica Stars Fund estar carregado de atletas, e provavelmente já não ter espaço nas prateleiras, entrou em cena um personagem que vegeta no meio do pontapé-na-bola, classificado fiscalmente como “empresário”, ou “agente FIFA”, cuja função é mediar a transferência dos atletas de um clube para outro. Qual é a novidade? Como o jogador Rodrigo não convinha nada sair nesta altura do campeonato e André Gomes não tem quem o queira, o “agente FIFA” arranjou quem adiantasse dinheiro à SAD ficando titular dos direitos económicos dos passes. Quando e se, os atletas forem vendidos, embolsam a diferença e repartem uns trocos pelos acionistas na proporção das suas quotas. Além disso, o figurão ganha a triplicar. Recebe comissões do comprador, do vendedor e, pasme-se, dos jogadores!
Claro que, para tornar este negócio “legal” foi necessário um Fundo com capacidade para investir em jovens promissores. E apareceu! É o Meriton Capital Limited, com sede em Hong-Kong, fundado em 2009, cuja atividade vem descrita no seu objeto comercial, como gestora de negócios e capitais.
 
O homem por detrás desta empresa chama-se Peter Lim, empresário de 60 anos natural de Singapura com ligações a Jorge Mendes. Segundo a revista Forbes, Lim é um dos homens mais ricos do seu país e é conhecida a sua vontade de investir no futebol.
O empresário tem estado na berra nos últimos anos, primeiro quando tentou comprar o Liverpool em 2012, depois o Middlesbrough em 2013 e atualmente o Valência, a quem fez uma proposta concreta e aguardava a confirmação do negócio até 15 de janeiro.
 
Segundo a agência Bloomberg, Lim iniciou a sua carreira como corretor da bolsa para clientes indonésios e começou a investir o seu dinheiro em 1996. Terá construído fortuna através do investimento na produção de óleo de palma, para além de uma cadeia de cafés do Manchester United na Ásia. Segundo a Forbes a fortuna avaliada em agosto de 2013 era de cerca de dois mil milhões de dólares.
 
Como a banca fechou a torneira à “instituição”, e os compromissos caem mensalmente na mesa do tesoureiro, tornou-se inevitável o recurso aos Empréstimos Obrigacionistas ou aos Fundos. “MAIS DIFÍCIL AINDA” gritou o regisseur do Circo da Luz! “Estes nossos amigos oferecem dinheiro, só para terem o direito de vender”! Ora bolas, digo eu. Então porque não é o clube a transferi-los diretamente e ganha 100% no negócio? Para quê o agente FIFA e o Fundo? Querem receber adiantado, claro! Sabemos que o clube acumula prejuízos há 5 anos consecutivos, e afasta-se cada vez mais da regra dos pressupostos financeiros indicados pela UEFA. Não podia esperar mais um bocadinho? A menos que utilizem a dádiva que caiu do céu para comprarem “o tal defesa-esquerdo” que continua congelado.
 
Este fim-de-semana veio à tona a péssima forma do clube da treta que nem ajudado por esse aborto do Paixão um produto com marca registada Vítor Pereira, diretor da Escola de Cãezinhos Amestrados conseguiu vencer o jogo. Serão efeitos das saídas, ou trata-se do habitual “estouro” nas segundas voltas dos clubes treinados pelo catedrático?
 
Até à próxima

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A crise passageira do FC Porto

Agora que já passou algum tempo desde o desaire em Coimbra é sem sombra de dúvida a melhor altura para se reflectir sobre o actual estado do Futebol Clube do Porto. Vejamos então ponto por ponto:
Treinador: Quando algo não está bem o treinador é sempre o alvo a abater. Alvo de crítica fácil e de quem se acha mais papista que o Papa, Paulo Fonseca foi altamente criticado depois da derrota em Coimbra. A meu ver foi injustamente criticado porque desde o jogo com o CD Nacional que foi notório o seu esforço para melhorar e responder às vaias. Para mais os Dragões ainda estão presentes em todas as frentes e enquanto tal for uma realidade despedir agora o PF será de uma insensatez tremenda e ainda está para vir o dia em que o Clube Azul e Branco será governado de fora para dentro.
Plantel: Aqui é que reside o grande problema dos Dragões. Não que o problema nunca existisse desde o início da época porque há um grupo de jogadores que não tendo ainda renovado o seu vínculo contratual faz com que sobre eles pare uma dúvida atroz, dúvida que depois tem reflexos negativos no seu desempenho dentro do campo como é o caso de Helton, Fernando e Lucho. Depois temos aqueles que devido ao seu estatuto e falta de concorrência se acham acima de tudo e todos como é o caso de Danilo, Otamendi, Quintero, Iturbe e Jackson. Para terminar temos o caso Fucile que abalou e de que maneira tudo o que foi planeado na pré temporada, o estranho desaparecimento do Marat e a ausência quase que forçada de Kelvin da equipa principal. Ao que parece o FC Porto foi tomado de assalto pelos Empresários e exige-se uma tomada de posição enérgica da parte da Direcção Portista. E vamos a ver até que ponto terá sido positiva a contratação de Ricardo Quaresma uma vez que talento o moço tem da cabeça aos pés, já atitude e a cabeça no seu devido lugar é que não (virtudes que este nunca teve).
Adeptos: Que dizer sobre os adeptos do FC Porto? Primeiro há que distinguir entre aqueles que são Portistas e aqueles que só o são quando o Clube ganha. No segundo lote cabem com toda a certeza aqueles palhaços (com o devido pedido de desculpa a todos os palhaços) que foram esperar o autocarro dos Dragões após o desaire de Coimbra e aqueles artistas da bola que sabem tudo e mais alguma coisa de futebol mas não sabem nada. Assobiadelas, insultos, treinadores de bancada e atitudes radicais nunca ajudaram ninguém a recuperar de um mau momento. Pelo contrário, assobiar e mandar “bitaites” da bancada apenas ajudam a destabilizar a equipa. Não estou com isto a dizer que todos devemos dizer ámen a tudo o que se faça no Clube, mas haja alguma razoabilidade na crítica para depois não se fazer a mesma figurinha que fazem Miguel Sousa Tavares e outros como ele que é tudo mau quando se perde e tudo bom quando se ganha. 
Direcção: Já disse aqui alguma coisa quando afirmei que o actual plantel do FC Porto foi tomado de assalto pelos empresários. Parece-me que falta dar alguma liberdade de escolha ao treinador que em certos momentos é forçado a dar a titularidade a este ou aquele jogador só porque foi a contratação mais cara do Clube ou porque este aufere de uma salário elevado ou até mesmo porque o empresário do Atleta fez um ultimato. Acho muito bem que “segurem” o actual treinador e que não se deixem levar pela “onda de contestação” porque as ondas são passageiras e as contas fazem-se sempre no final das temporadas e não a meio (se formos a ver a época ainda nem a meio chegou). Contudo volto a insistir que é necessário “blindar” o balneário e resolver com caracter de urgência as questões pendentes dos jogadores que ainda não renovaram o contrato, vender o passe dos que cá não querem estar e chamar á razão os que se acham vedetas.
 
Esta é a análise (mesmo que resumida) que faço da crise passageira do Futebol Clube do Porto. A bola está agora do vosso lado. Ditem a vossa sentença mas lembrem-se sempre de o fazer com razoabilidade e respeito por quem possa pensar de forma diferente da vossa.

sábado, 17 de agosto de 2013

A saída de Castro ou a forma como se tenta apagar o jogador à Porto...

 
 O empréstimo de Castro ao Kasimpa da Turquia devo admitir que caiu como um balde de água fria, num certo entusiasmo que vinha tendo em relação à política de contratações do Porto para esta época.
 
Um ano em que se parecia apostar novamente no mercado nacional e no aproveitamento de jovens portugueses como Licá, e jogadores adaptados ao nosso campeonato como Ghilas, ou ainda o recuperar de jogadores da casa que haviam sido dispensados, como Josué. Contudo, aquilo que parecia ser uma inflexão a uma política que optava sistematicamente por apostar em mercados estrangeiros, sofreu um rombo grande.
O conceito do jogador à Porto nos dias de hoje levaria a muita discussão. Já não será possível voltar a ter jogadores portugueses formados na casa como nos anos 80 e 90, a lei Bosman é um dos motivos mas não só.
 
O futebol assumiu-se como uma indústria, um negócio. Já não se fala de jogadores, fala-se de activos, já não há uma ideia de continuidade. Já não existe uma relação exclusiva clube-jogador. O empresário veio abalar por completo o vínculo emocional que ligava um atleta a um clube. Hoje em dia falar de futebol é falar de contratos, de fundos, de cláusulas, de comissões. Perdeu-se um certo romantismo.
O jogador à Porto não morreu. Alterou-se. Hoje em dia podemos considerar João Moutinho que foi formado num rival um jogador à Porto apenas pelas características técnicas e de carácter que coloca em campo. Fala-se de uma forma de estar, de característica algumas delas inatas, que fazem com que um jogador à Porto possa inclusive ser um estrangeiro como Lucho Gonzalez que chega e se acultura e depois vai passando a mensagem para os novos que chegam.
Castro é um jogador à Porto puro. Daqueles que não são fabricados, ou trabalhados. Está-lhe no sangue. O bisavô foi jogador do Porto. Castro é portista nascido e criado, que percorreu todos os escalões de formação do clube. Ele sofre cada derrota não como um profissional. Sofre como um portista como o mais apaixonado dos adeptos. Nos dias que correm em que parece ser impossível falar de amor à camisola, um jogador como Castro é a possibilidade de devolver algum romantismo à fria máquina da tão elogiada “estrutura”.
O enésimo empréstimo de Castro por tudo isto e por outros motivos, tem uma simbologia superior ao que se pode previamente perceber. Não é apenas mais um jogador que é emprestado. Trata-se do Porto, clube, e não sociedade, não gestor de activos, não entreposto de jogadores para grandes campeonato, abdicar de um pouco de romantismo. De um pouco de sentimento. Castro passou anos em sucessivos empréstimos, onde sempre deixou excelente impressão, começando no Olhanense e passando pelo Gijon onde deixou excelente imagem, pautando as suas exibições por tudo aquilo que reconhecemos ser as características de um jogador à Porto. Competência, paixão, raça, dedicação e entrega total. Castro saiu para crescer, mas sempre deixando claro que o fazia para um dia realizar o sonho de vestir a camisola que sente ser um prolongamento da sua própria pele. A camisola do clube pela qual ele sofre e que ama.
O Porto a isso respondeu com tímidas tentativas de o incluir no plantel nos trabalhos de pré-época mas sem lhe dar a real hipótese de ser alternativa. Com Villas Boas realizou o sonho de fazer parte do plantel, mas logo para ser emprestado a meio da época. O ano passado parecia ter sido o ano de Castro. Vítor Pereira abriu-lhe as portas do plantel, fez dele opção para alguns jogos e Castro respondeu sempre muito bem, demonstrando que para além de tudo é um jogador capaz de transportar a mística portista e é um jogador que faz bom balneário e que não faz birras a pedir mais minutos, coloca os interesses do clube à frente das suas ambições pessoais.
 
Esta época o Porto perde Moutinho, contrata Herrera por uma pequena fortuna, mas traz ainda Tiago Rodrigues, Carlos Eduardo e traz Josué.
 
Josué parecia ser um sinal do Porto a dar a mão à palmatória por ter deixado sair um jogador da casa que provou ter qualidade para fazer parte do plantel. Josué juntar-se-ia a Castro e finalmente vislumbraríamos aquilo que deveria ser a concretização do afamado projecto visão 611 que previa incluir alguns atletas formados no Porto na 1ª equipa. 
Durante a pré época P. Fonseca demonstrou confiar em Castro e fez dele um dos jogadores com mais minutos. Um dos jogos em que o reformulado meio campo melhor funcionou foi exactamente contra o Galatasaray em que Castro jogou a titular e rubricou uma excelente exibição. Castro partia também na poule position para ser um dos capitães de equipa. Um núcleo duro interessante de jogadores como Lucho, Helton e o regressado Fucile. Jogadores com muitos anos de casa e que podiam passar aos novos o que representa ser jogador do F. C. Porto.
 
Havia alguma abundância de opções para o meio campo, contudo Castro nunca havia sido colocado em causa até há cerca de uma semana. Os sinais da pré época foram claros, Carlos Eduardo pouco tempo jogou, e pouco mostrou. Tiago Rodrigues se jogou 5 minutos na totalidade foi muito. Falava-se na possibilidade de Tiago Rodrigues sair para rodar no Guimarães (algo totalmente lógico), e que Carlos Eduardo corria riscos, até pelo pouco tempo de utilização.
Qual não é a surpresa quando vemos depois nos últimos tempos os jornais a passarem a notícia que apesar de pouco ter jogado que Carlos Eduardo tinha a garantia de ficar no plantel…Esse foi para mim o primeiro sinal, que uma vez mais a fava saíria a Castro. O tal jogador que se sacrifica pelo clube e que por isso não faria como Rolando e não colocaria entraves a uma saída desejada pelo clube. Não levantaria ondas, algo que à administração dava um certo jeito.
 
E assim aconteceu. Castro prejudica a sua carreira desportiva, ao ir-se esconder numa equipa turca que não disputará as competições europeias e ainda ficando o clube com direito de opção sobre o jogador o que só demonstra que o Porto efectivamente não valoriza Castro como jogador. Não valoriza o aquilo que pode dar ao clube e a sua qualidade. O que pretende apenas é despachar um activo, e ganhar dinheiro com ele. No fundo trata Castro como um jogador qualquer. Não um jogador que carrega a mística do clube e que merecia ser tratado com o mesmo carinho que os adeptos lhe dispensam.
Mesmo para a carreira do atleta, nota-se que o Porto pouco se preocupou. Garantiu-lhe estabilidade económica mas condenou-o a ficar bem longe da hipótese de ir ao Mundial do Brasil. Podia tê-lo emprestado a um clube espanhol, uma liga onde Castro já jogou e valorizou-se, mas optaram por negociar com um clube turco que já havia recebido Djalma.

Esta cedência é a prova da falência e da hipocrisia do projecto visão 611. Onde está a preocupação do clube em promover os jogadores da casa?

Seria assim tão impossível voltarmos a ter jogadores portugueses formados no clube como no passado com: Baía, Domingos, Fernando Couto, Jorge Costa etc?
Muitos arautos dizem que o clube tem é que ganhar e que os jovens não têm qualidade suficiente?
Tal argumento cai por terra quando o Porto teve a espinha dorsal de uma equipa campeã da Europa de sub-17. A geração de 2003 campeã da Europa em Viseu tinha como máximas referências: Márcio Sousa, P. Machado, Bruno Gama, Vieirinha e Hélder Barbosa. Tudo jogadores do Porto. O que aconteceu a esses jogadores? O mesmo que está agora a acontecer a Castro. Sucessivos empréstimos a clubes com pouca dimensão, até ao ponto que nunca deram o salto competitivo para chegarem à dimensão que prometiam chegar.
 
Por outro lado, custa ver que dessa mesma geração, Moutinho que era suplente, acabou contratado por 10M e foi apelidado de jogador à Porto. É mais fácil reconhecer um jogador à Porto quando ele está fora de portas...?
Moutinho se tivesse sido formado no porto, nunca chegaria a ser chamado de jogador à Porto nem seria o melhor médio português da actualidade. Porquê? Porque nunca teria a oportunidade sequer de ser opção no plantel. Porque tem opções de muita qualidade a taparem-lhe o lugar? Nem por isso. Titulares sim, mas é assim tão complicado pedir que no banco estejam jogadores do clube, que recebem menos e têm um vínculo emocional, do que jogadores estrangeiros que nunca se afirmarão como titulares?
 
Vieirinha e Hélder Barbosa não tinham lugar no banco porque ele era ocupado por “talentos” do nível de Djalma ou Mariano Gonzalez…
P. Machado foi o primeiro Castro. Outro médio capaz de ocupar três posições, polivalente, raçudo, portista até ao tutano, mas que na fase decisiva da carreira andava perdido em sucessivos empréstimos. Um empréstimo pode ser interessante na formação de um jogador. Mas quando eles são condenados a sucessivos empréstimos sem qualquer tipo de critério ou preocupação o normal é acabarem por passados vários anos saírem do clube sem nunca terem tido uma real chance de afirmação.
Curioso ver que com tantos anos de atraso, foi preciso toda essa geração de sub-17 sair do Porto a título definitivo para percorrerem um longo caminho que os levou à selecção. Vieirinha e Paulo Machado primeiro, Helder Barbosa já por lá passou e agora té Bruno Gama. Todos contudo viram a sua carreira congelada em anos fundamentais para afirmação. Todo o contrário do que aconteceu com Moutinho ou Veloso.
Infelizmente podemos dizer que hoje em dia, para o bem do futebol português, é melhor que os jovens talentos não estejam vinculados ao Porto, porque nesse caso acabarão por se perder após anos de empréstimos sem a mínima esperança de serem opção para o plantel. O mais revoltante é sentirmos que não se trata de uma decisão puramente desportiva. É negócio. Entre um jogador do Porto, nascido e criado, e outro de qualidade semelhante ou inferior mas que seja estrangeiro e tenha sido contratado, opta-se pelo estrangeiro.
O caso de Castro é sintomático. O treinador confiou nele durante toda a pré-época. Devemos mesmo acreditar que foi P. Fonseca que decidiu emprestar Castro…? Se confiava tanto nos demais médios, porque não os colocou a jogar?
 
A decisão não é desportiva. Quem conhece o plantel, quem trabalho no dia-a -dia sabe que Castro merecia ficar no plantel. Poderiam ter dado ouvidos ao próprio João Moutinho que na saída confrontando com a sua sucessão, disse que o Porto tinha o Castro e que por isso não teria que se preocupar...Se treinadores, colegas e adeptos sentem que Castro é jogado à Porto e para ficar no Porto, porque é que a direcção acha diferente? Quais são os motivos?
 
Infelizmente estamos perante um caso que não é apenas técnico táctico. Falamos de empresários, de comissões, de favores que se pagam mais cedo ou mais tarde. Falamos de dinheiro.
 
Castro é português, não tem porventura o empresário certo, e não gera mais valia em comissões de transferência como outros elementos do plantel que o integraram não apenas pela sua valia técnica ou porque o Porto deles necessitava.
O mais curioso será ver que o Porto até ao final de Agosto ainda poderá perder Fernando. Contudo, nem pensou duas vezes e deixou sair Castro que é dos poucos jogadores do plantel que pode fazer a posição de Fernando. O que acontecerá se Fernando sair? O Porto provavelmente irá contratar mais um médio, isto mesmo tendo a solução dentro de casa.
 
Parece-me claro que numa estrutura de 3 médios o Porto teria que ter um mínimo de 6 jogadores no plantel. Fernando/Defour, Herrera/ Josué e Lucho / Quintero. Acontece que destes 6, Quintero só pode jogar a 10. Destes 6, Defour deve ser titular no lugar que pertencia a Moutinho. Sendo assim que jogador sobraria para entrar no lugar de Fernando se necessário? Herrera? Ele já disse que é um 8, e ainda está a adaptar-se ao futebol europeu. Castro era a solução óbvia. Um jogador que pode jogar nas duas posições do triângulo invertido do meio campo do Porto para esta época.
Castro é portista, é competente, é português, é formado na casa, é mais barato que outras soluções, faz bom balneário e é um jogador que se sacrifica pela equipa. Fez o que lhe competia e depois de uma boa época, fez uma excelente pré época enquanto que Carlos Eduardo ou Tiago Rodrigues pouco ou nada mostraram. Sendo assim porque sai Castro? Uma explicação que infelizmente não a teremos porque não é algo que os jornalistas perguntem.
 
Em conclusão ficam as declarações de Castro quando esteve emprestado no Gijon demonstrado que aquilo que deve ser o seu estado de espírito, mas que infelizmente o Porto parece não estar muito importado:
 
«Andar emprestado já não faz sentido. Quando acabar a época terei 24 anos. Tenho de me afirmar. Tenho feito boas épocas quando sou emprestado, tanto no Olhanense como no Sporting, e agora algo tem de se decidir. Não se trata de uma exigência, mas não é bom andar sempre emprestado. Nunca sabemos onde vamos estar na época seguinte»,
 
Castro parte agora para Turquia com 26 anos e sem garantias de voltar, aparentemente o Porto até agradecia que não voltasse para receber 6 milhões por um jogador à Porto, espécia em vias de extinção e que devia ser preservada. Pelos vistos será algo apenas para ser visto no futuro museu do clube…
 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pensamento da Semana: Bernard? Não obrigado.

Nunca colo “rótulos” aos Jogadores que reforçam o Futebol Clube do Porto. Quero e tento sempre dar o benefício da dúvida aos Jogadores que assinam pelo Clube Azul e Branco.

Agora não “como palha” e sei distinguir uma “notícia plantada” pelo Agente do Atleta X ou Y para pressionar algum Clube que esteja interessado na compra do passe do Jogador.
 
Foi precisamente isto que aconteceu com o jovem Brasileiro Bernard. O Shakhtar da Ucrânia desde cedo mostrou o seu interesse em contratar o Atleta, hesitou um pouco talvez devido a problema de fundos e então a jogada do Empresário do Jogador foi a de “colar” o nome do FC Porto à lista de possíveis interessados no Bernard até porque é sabido que os Dragões têm o bom hábito de apostar em Jogadores jovens com uma grande margem de progressão.
 
Como tal não se entende o porquê de tanto adepto Portista cair no logro. Logro este que já tem barbas e só não vê tal coisa quem não quer ver. E a cegueira fica ainda pior quando se trata de um Jogador que de quando em vez joga pela Selecção Brasileira. Chega a ser doentio e coloca-se injustamente em xeque o bom nome do Futebol Clube do Porto, clube que quando está realmente interessado num Jogador consegue sempre contratar os seus serviços.
 
E para mais quem precisa do Bernard quando conta no seu Plantel com Jogadores “raçudos” que dão tudo pela equipa como são o caso de Silvestre Varela e Licá? Quem precisa de Jogadores que tem estatuto de titulares indiscutíveis à custa do inflacionado valor da sua transferência quando se pode contar com Jogadores que fazem a diferença quando é preciso e cujo valor dos passes é 20 vezes mais barato que o do Bernard?
 
È por isto que eu digo que Bernard não muito obrigado. Que seja muito feliz em Donetsk.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

¡¡Hala Madrid!!: ¿Por qué no te callas?

Se há coisa que mais me incomoda é ver um Jogador achar-se o maior do burgo. E mais incomodado fico quando vejo um Jogador da formação a fazer tão triste e caricata figurinha. 
 
Penso que o Jogador de futebol é um profissional que acima de tudo deve procurar sempre honrar a sua entidade patronal sem deixar de lado a sua carreira profissional. Naturalmente que longe vai o tempo em que se jogava por amor á camisola mas isto não implica que os Jogadores possam ter o direito de pressionar Treinadores e Dirigentes do Clube em que trabalham. È anti ético e apenas prejudica a imagem de um Profissional da bola. 
 
Vem isto tudo a respeito da conduta de Jesé Rodríguez Ruiz, Jogador de la Fábrica do real Madrid CF. Nos últimos tempos o ainda muito jovem (tem 20 anos de idade) Jogador dos Merengues tem feito uma tremenda birra para fazer parte do plantel principal da equipa Blanca. Obviamente que o Treinador da equipa B dos Blancos não é alheio a tudo isto ou não fosse este um dos principais interessados na saída de mourinho (saída que acabou por acontecer infelizmente). 
 
Inclusive Jesé já chegou mesmo a ameaçar com uma possível saída de Madrid para poder jogar com mais regularidade na equipa principal. Portanto das duas uma; ou o Espanhol tem tiques de vedetismo e deve pouco á inteligência ou então está a ser muito mal aconselhado pelo seu empresário. 
 
Isto porque ainda está para vir o Jogador com 20 anos de idade que tenha “espaço garantido” nas grandes equipas europeias. Isto a não ser que tenham muita sorte e uma qualquer conjugação sobrenatural de acontecimentos o coloquem á frente de Jogadores mais velhos e mais proveitosos para qualquer equipa sénior.
 
Tomemos como exemplo um Jogador jovem que me agradou ver jogar no Mundial de Sub. 20 da Colômbia e na Taça das Confederações do Brasil. 
 
Óscar sagrou-se Campeão do Mundo ao serviço do Brasil no Mundial da Colômbia, saiu das terras de Vera Cruz para Inglaterra para jogar no Chelsea mas ainda está longe de ser um dos indiscutíveis da equipa Londrina. Óscar joga de quando em vez e vai dando nas vistas num e noutro jogo, esforça-se para poder jogar com mais regularidade mas está longe de ser o tal titular que Jesé exige ser. E estamos a falar de um Campeão do Mundo que venceu recentemente a Taça das Confederações ao serviço da Canarinha.
 
Por isto deixo aqui o meu conselho a Jesé: cala-te, cresce, aprende, evolui, trabalha muito e depois, mas só mesmo muito depois poderás abrir a boca para reclamar um lugar na equipa principal do Real Madrid CF. E já agora Jesé, jogar num Mundial de Sub. 20 ou na equipa B do real Madrid CF é muito diferente, mas mesmo muito diferente de jogar ao mais alto nível.
 
Cresce puto e deixa de fazer birras.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Metam-lhe o turbo já!

Juan iturbe chegou ao Reino do Dragão rotulado de “novo Messi”. Logo na altura tal distinção me despertou uma tremenda desconfiança porque por norma este tipo de “colagens” a grandes Jogadores Mundiais costuma dar quase sempre asneira.

Mas claro está que dei ao jovem Argentino o benefício da dúvida que costumo dar a todos os que chegam ao Futebol Clube do Porto pela primeira vez. Para mais eu tinha seguido a sua prestação no Mundial Sub. 20 via TV e até que tinha gostado do que vi apesar de ter ficado com a clara ideia de que as jogadas de Iturbe se resumiam sempre ao mesmo, ou seja, este colocava-se numa das faixas, recebia a bola, fazia uma diagonal e desferia sempre um forte pontapé em direcção à baliza. 
Pensei eu que o Jogador acabaria por melhorar este seu cliché do “encosta/diagonal/chuta”. Só que o tempo mostrou que eu estava engando porque iturbe nunca quis apreender fosse o que fosse com Vítor Pereira e restantes companheiros de Plantel. Nem o Capitão Lucho González conseguiu chamar Iturbe à razão. 
 
A partir daí o Jogador começou a barafustar que queria jogar com regularidade. Perante este cenário, e para não perturbar o restante plantel, o Futebol Clube do Porto resolve emprestar o “novo Messi” ao River Plate, clube recém-promovido à Divisão principal Argentina depois de uma Temporada terrível que culminou com a descida dos “Milionários”. Na sua Terra Natal Iturbe foi jogando com regularidade, fez alguns golos bonitos mas quanto a títulos conquistados zero. Mesmo jogando Iturbe acabou por ser esquecido pelo Seleccionador Argentino dos Sub. 21.
 
Entretanto a época do Clube Azul e Branco terminou com mais uma conquista de um Campeonato Nacional. Vítor Pereira foi-se embora e tanto James como Moutinho seguiram o exemplo do Treinador. O Plantel Portista está de novo em construção e como é natural a questão do “novo Messi” volta a colocar-se em cima da mesa. E é nesta altura que ouço algo que poderá ter colocado Iturbe de fora dos planos dos Dragões de uma vez por todas.
Diz o seu Empresário que Iturbe quer regressar a Portugal mas este terá obrigatoriamente de ser titular. Este aproveita o momento e afirma a plenos pulmões que o Juan Iturbe é uma aposta pessoal do Presidente Pinto da Costa, deixando assim um sério recado a Paulo Fonseca que recentemente aceitou treinar o FC Porto. Erro crasso do Empresário de Iturbe pois no Dragão este tipo de intimidações não funcionam e muito menos tem resultados positivos quando estamos a falar de um fulano que apenas consegue "dar uns toques bonitos” no Campeonato Argentino.
 
Por tudo isto espero que os Dirigentes e Treinador Portista metam o turbo no Iturbe e o despacham por empréstimo para o River Plate. Ainda está para vir o dia em que o Futebol Clube do Porto funcione à base dos “discos pedidos”… Walter que o diga!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Queres Assim ou Com Mais Molho?

A frase era da minha Avó. Lembrei-me dela quando vi a possibilidade de alguns jogadores nossos conhecidos fazerem parte da equipa do Mónaco na próxima época. Ao clube, comprado há pouco tempo por Dmitri Ryvoloblev, apresentado na Wikipedia (onde é que havia de ser?) como empresário, investidor e filantropo, não parece faltar nada para se tornar um caso sério no panorama mediterrâneo do pontapé-na-bola.
Empresário e investidor, vá-que-não-vá! Agora, “filantropo”, achei piada. Vejam só: “Aquele que faz donativos a organizações humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, directa ou através de organizações não-governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados actos filantrópicos”. Ufa! A descrição tanto serve para os Amigos da Verdade Desportiva como para o Papa Francisco.
 
A população dos 2 (dois) quilómetros quadrados do Principado, provavelmente afogada em dívidas (Ah!Ah!Ah!) deve estar felicíssima com a chegada deste benemérito. Imagino o dono do Casino ou Sua Alteza Sereníssima, a pedirem esmola na “curva do mónaco”, enquanto comem umas sandes embrulhadas num cachecol da última Supertaça Europeia.
Rui Barros e Costinha já lá jogaram e, ao que se consta, parece que Claudio Ranieri viu nos atletas que passaram pelo Futebol Clube do Porto, um mercado apetecedor. Moutinho, James, e Falcão serão a base do novo plantel, e Ricardo Carvalho também pode ajudar.
Outros grandes nomes do futebol mundial são falados, como Victor Valdés do Barcelona, Ivanovic do Chelsea, Coentrão do Real de Madrid, Carlos Tévez do Manchester City e até Hulk! Não sei se deveríamos aproveitar a maré e empandeirar algumas das nossas vedetas que parecem descontentes. Cristian Atsu e Fernando ficavam mesmo a matar.
 
A par destas movimentações, um interessante imbróglio jurídico se coloca. Federação e Liga francesas pretendem que o clube com sede no Mónaco transfira a sua residência fiscal para território francês. Como é bom de ver pretendem tributar o clube no local onde exerce a sua actividade, o que colide com várias normas do direito europeu, bem como, com protocolos existentes entre o principado monegasco e a França.
 
É entrar, é entrar, o Circo do Mónaco vai começar…
Abraço

sexta-feira, 17 de maio de 2013

¡¡Hala Madrid!!: A caderneta

Como é sabido, o Real Madrid CF é actualmente a Equipa mais Rica do Mundo. E lá com isto temos coisas positivas e coisas negativas. Pelo lado positivo temos a gestão de Florentino Perez que tem conseguido sempre o devido retorno dos enormes investimentos que o Clube vai fazendo com os Jogadores que contrata. Pelo lado negativo temos que os Empresários de Futebol não “largam o osso” para poderem somar mais umas comissões às suas recheadas contas bancárias com mais uma transferência de um qualquer Jogador.
 
É pelo lado negativo que vejo a possível contratação de Neymar. Para já há que dizer que o Brasileiro é um Circo Mediático com duas pernas para além de não ser um cromo mas um tremendo póster. Neymar faz da Rede Social Twitter a sua Vida Pessoal e Profissional o que por si só já faz com que a sua contratação seja duvidosa no que ao Profissionalismo do Jogador diz respeito e depois há o simples facto de que no Brasileirão todos são Pelés. Vamos por partes.
 
As Redes Sociais podem servir para que um Atleta e Clube se valorizem. Está na Moda usar o Facebook e o Twitter +ara tudo como se o mundo estivesse dentro de uma espécie de Big Brother onde todos se visualizam mutuamente. Tal até pode trazer bons proveitos desde que o uso destas Redes seja racional. Facebook e Twitter a mais podem levar a situações complicadas e tais situações de embaraço já aconteceram na Casa Blanca e culminaram numa enorme guerra entre certos Jogadores e Técnicos. Ora como já aqui o disse, Neymar usa e abusa da Redes Sociais e tudo se sabe sobre este Jogador e não creio que a sua vinda para a Capital Espanhola vá refrear esta sua forma de se expor ao Mundo. E para mais o que a equipa Merengue mais precisa neste momento é de Paz e Sossego e não de um “Twitteiro”.
 
Para além disso Neymar é um espetáculo nas Terras de Vera Cruz. Ao serviço da Selecção não ganhou absolutamente nada e nos últimos Jogos Olímpicos não se deu pelo Brasileiro tendo este passado completamente ao lado de uma Competição onde se vai vendo alguma das mais-valias dos Jogadores. Craque da Canarinha que se afirma como um verdadeiro Craque no verdadeiro sentido do termo é aquele que vem do Brasil para a europa para jogar num Clube modesto, dá nas vistas e continua a melhorar num Clube Europeu de Grande dimensão como o real Madrid CF por exemplo. Romário, Ronaldinho Gaúcho, Bebeto, Ronaldo, Lúcio e outros tantos primeiro mostraram a sua categoria em Clubes como o PSV, PSG antes de ingressarem no FC Barcelona, Real Madrid CF, Bayern Munque, etc. Por norma quando um Clube dos ditos Gigantes da Europa aposta na vinda directa de um Craque do Brasileirão este acaba por se t9ornar num barrete como o Pato por exemplo. 
 
Os Blaugranas parecem estar muito interessados no barrete Neymar. Deixem-no ir para a Catalunha. È preferível apostar em Jogadores que tragam segurança e qualidade á equipa do que entrar em jogos de Empresários patrocinando Circos Mediáticos que servem apenas para destabilizar o Plantel.
 
De caderneta de cromos já chegou e bastou a de Valdano. Não voltemos outra vez a cometer o mesmo erro.