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sábado, 14 de outubro de 2017

Um treino que correu bem

imagem retirada de zerozero
A vitória portista na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal terá sido uma espécie de vitória sem história. E tal sucedeu porque o adversário era frágil, jogou fora do seu recinto embora nesta partida o Lusitano de Évora fosse a equipa da casa e - atenção a este aspecto – porque o Futebol Clube do Porto não parou de querer dar tudo o que tinha e anão tinha até ao fim dos noventa e poucos minutos.

Obviamente que esta “fome de bola” que a equipa azul e branca demonstrou hoje em campo tem o seu lado positivo e o seu lado negativo. O positivo reside no facto de a ser assim só muito dificilmente os Dragões poderão ser vítimas do famoso “tomba gigante”. O negativo reside tão-somente na capacidade física dos jogadores, capacidade essa que poderá (ou não) vir a ser um factor decisivo na deslocação a Leipzig na próxima semana em mais uma jornada da UEFA Champions League e na “longa maratona” que se chama Liga NOS. Só o tempo nos dirá se esta forma de estar numa altura tão “ocupada “ da época diante de um adversário acessível terá sido- ou não - uma boa aposta de Sérgio Conceição e restante equipa técnica.

O que gostei verdadeiramente de ver foi a aposta de Sérgio Conceição em algumas das “joias” da formação azul e branca. Só lamento que Fede Varela não tenha tido a sua oportunidade dado que o jovem médio argentino poderá vir a ser uma alternativa segura a um Oliver Torres (ainda) em baixo de forma. Diogo Dalot também “mostrou serviço” tendo, inclusive, feito aquilo que muito aprecio num d3efsa lateral: com a bola dominada, levantar a cabeça e fazer um cruzamento como deve ser para a área adversária. Já o jovem avançado brasileiro de nome Galeno não me encantou a cem por cento… O moço até que tem uma técnica formidável e sabe sair em velocidade com a bola dominada, mas este escusa de se irritar tanto sempre que falha um golo. Ao fazer tal pode fazer as delícias de muitos adeptos, mas este desconcentra-se e faz com que o seu empenho em campo não redunde em nada mais senão numa espécie de “corre-corre” sem nexo.

Esta etapa está cumprida. Agora é ver o que reserva o sorteio da próxima eliminatória da Taça de Portugal. Mas para já o FC Porto tem de se concentrar – e muito - na perigosa deslocação ao terreno do RB Leipzig. A equipa alemã é uma “perfeita desconhecida” que na temporada passada “pôs a cabeça em água” ao poderoso Bayern.

MVP (Most Valuable Player): Otávio. O jovem médio brasileiro jogou e fez jogar toda uma equipa que cedo mostrou querer impor o seu futebol. Excelente no último passe e muito concentrado no trabalho a meio campo. Para ter sido uma exibição perfeita só faltou a Otávio ter marcado um golo. Não que o jogador não tivesse feito por isto, mas a sorte a e a barra da baliza adversária não o deixaram.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 20´ e 21´ da partida para resolver a contenda, em definitivo, a favor do FC Porto. Os dois golos de “rajada” que Aboubakar marcou acabaram por completo com a parca resistência da modesta equipa alentejana. A partir daí os azuis e brancos fizeram do jogo o que muito bem lhes apeteceu.

Arbitragem: Nota positiva. Nada a apontar ao trabalho de Hélder Malheiro no Estádio do Restelo.

Positivo: Espírito de grupo. Gostei bastante de ver a união que TODOS os elementos do Futebol Clube do Porto mostraram fora e dentro do campo. Este é um factor que faz com que as equipas alcancem os seus objectivos. A ver se tal se mantêm nas horas más.

Negativo: Diogo Dalot na faixa esquerda da defesa. Dalot é um jogador que parece ser de uma qualidade fenomenal, pelo que é deveras custoso ver este “diamante em bruto” a ser “lapidado” por Sérgio Conceição numa posição que nunca foi a sua. Que tal tenha ocorrido somente esta vez.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (13/10/2017)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Uma viagem no tempo na cápsula do Restelo

Já lá vão 51 anos desde a última vez que Lusitano de Évora e FC Porto estiveram frente a frente num campo de futebol. Entre as décadas de 1950 e 1960, foram 35 os duelos entre as duas equipas, numa altura em que a formação eborense atuava no primeiro escalão do futebol português. Agora, em 2017, os tempos são bem distintos.

A atuar nas distritais desde 2009/10, a última época em que disputou a antiga III Divisão - atual CPP -, o Lusitano conta com um plantel modesto e o orçamento é residual quando comparado com o do adversário desta sexta-feira. Também residuais são, na teoria, as hipóteses de o FC Porto cair nesta fase, mas a esperança dos pequenos contra os grandes é parte integral da festa da Taça.

Fator casa anulado

Muitas vezes é o fator casa que acaba por equilibrar a balança a favor dos pequenos em duelos como este, mas esse será inexistente neste caso. Será em campo neutro que Lusitano e FC Porto se irão defrontar, mais precisamente no Restelo, um campo que até são os dragões que mais visitam hoje em dia.

Ainda assim, e não existindo fator casa, existe o fator Taça. A equipa alentejana sabe que nada tem a perder e sabe que esta é uma oportunidade única para conquistar manchetes dos jornais e prolongar o mediatismo por mais algum tempo; razões suficientes para que os jogadores se transcendam e aproveitem a onda de motivação. 

Que mudanças no Dragão?

É certo que Sérgio Conceição aproveitará para fazer mudanças na equipa e poupar jogadores, principalmente se tivermos em conta que o técnico já em mais de uma ocasião admitiu que o plantel não é tão vasto como gostaria que fosse, considerando as competições em que o FC Porto está envolvido.

Dificilmente haverá nos próximos tempos uma melhor oportunidade para dar descanso a algumas das peças mais importantes, mas ao mesmo tempo o técnico portista não quererá abdicar da competitividade. Assim, e analisando as palavras do técnico na antevisão, haverá algumas alterações no onze, mas este não deverá ser inteiramente novo. Até porque o estado de graça que a equipa atravessa junto dos adeptos é algo que o treinador certamente não quererá arriscar perder tão cedo..
clicar para ampkiar
Retirado de zerozero

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Taça Entornada

Tivesse o Sporting nomes como Paulo Gonçalves ou José Meirim espalhados pelos órgãos desportivos que controlam o futebol português estava o assunto resolvido. O jogo da Taça da 3ª eliminatória no campo do Oleiros passava logo para o Algarve. Como não tem padres nem meninos-queridos o Sporting vai mesmo ter que jogar jogar no campinho do adversário que já alindou as bancadas e aumentou a iluminação para possibilitar a transmissão televisiva.
Por força do nº16 do Art.10º “na terceira eliminatória, os Clubes da I Liga jogam todos na qualidade de visitante.” Os 3 grandes tem que se deslocar aos campos dos adversários a menos que a FPF decida que os campos não tem as condições mínimas. Abre-se uma exceção para os clubes visitados se eles próprios alegarem a falta dos requisitos legais obrigatórios. 
 
Assim reza o Art. 15º: “Salvo nos casos de interdição, é facultado ao Clube que comprove impossibilidade de utilizar o seu estádio, por impossibilidade do terreno de jogo, falta de condições de segurança ou não cumprimento dos requisitos para realização de transmissão televisiva, o direito de jogar no estádio de outro Clube situado na área da sua Associação Distrital, mediante prévia autorização da FPF. 
 
Entenda-se que “apenas” os clubes da casa podem solicitar a mudança para outro estádio por força também dos Art.24º e 25º onde profusa regulamentação obriga os campos visitados a terem boas instalações, nomeadamente “O estádio indicado pelo clube participante deve ser dotado de lugares sentados, dispor de bancadas e entradas separadas para os adeptos de ambas as equipas e proporcionar as melhores condições de segurança, funcionalidade e conforto, limitando o risco de acidentes e facilitando a evacuação dos espectadores e a intervenção dos meios de socorro”. Acrescenta ainda: “nos jogos com transmissão televisiva, compete ao clube visitado assegurar iluminação mínima de 1.200 lux e um sistema backup por gerador das torres de iluminação, uma sala para conferências de imprensa e zona para entrevistas rápidas, a colocação de 6 a 8 câmaras TV, a instalação de plataformas (uma central de 8mx2m e quatro de 2mx2m, sendo duas laterais, uma na bancada oposta e outra na bancada dos topos) e as condições técnicas e logísticas para produção televisiva. 
 
No entanto começa aqui a confusão. Veja-se o Art. 27º Requisitos do terreno do jogo – “1. Os jogos são obrigatoriamente disputados num terreno de jogo relvado, natural ou sintético, não podendo, em caso algum, ser inferior a 100 metros de comprimento e a 64 metros de largura, nem superior a 105 e 68 metros, respetivamente. 2. O terreno de jogo relvado deve apresentar uma superfície uniformemente plana de relva natural ou sintética. 3. Os Clubes que não disponham de um terreno de jogo próprio com as condições indicadas nos números anteriores devem indicar à FPF qual o estádio que vão utilizar para o efeito.”
“Relvado natural ou sintético” leram bem? O que aconteceu então? O Sporting no legítimo interesse da defesa dos seus atletas acha que um terreno com relva sintética “não oferece as condições necessárias para a segurança dos seus jogadores” e relembra até um caso passado com o seu central Hugo Vieira no dia 23 de Dezembro de 2003 quando o Sporting se deslocou ao terreno do Sintrense para disputar uma eliminatória. Por coincidência ou azar o atleta apoiou mal o pé no chão e fez a rotura total do tendão de Aquiles ficando impossibilitado de dar o seu contributo á equipa até ao final da época.
 
Conhecendo-se que o sortilégio da Taça é o clube mais pequeno eliminar o mais forte (daí a vantagem de nesta 3ª eliminatória jogarem em casa) com estas mudanças do local de terreno de jogo parece que esse espirito fica desvirtuado. Seria bem mais fácil se a FPF, organizadora da prova, tivesse à partida recusada a inscrição de clubes que apresentassem estádios com relvados inadequados. Era tão fácil não era Dr. Fernando Gomes?
 
Até à próxima

domingo, 20 de outubro de 2013

Mais uma vitória!

O FC Porto bateu o Trofense em jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal. Em mais uma exibição sem grande brilho, os Portistas aproveitaram para dar minutos aos menos utilizados e poupar os habituais titulares para o compromisso da Liga dos Campeões.
Paulo Fonseca concedeu a titularidade a Fabiano, Victor Garcia, Reyes, Carlos Eduardo, Ricardo e Ghilas, mantendo apenas Danilo, Fernando e Varela do leque de habituais titulares.
Do outro lado, o Trofense tentava a surpresa e a primeira vitória da época, já que é último classificado da Liga2 Cabovisão, com apenas cinco pontos conquistados em 11 partidas.
O FC Porto entrou, com seria de esperar, a mandar, mas a ter algumas dificuldades em penetrar o bloco-baixo do Trofense. Ghilas ameaçou por duas vezes e Danilo rematou com perigo, num lance que antecedeu o golo Portista.
Decorria o minuto 25 quando Carlos Eduardo serviu Varela. O internacional Português recebeu com espaço à entrada da área e, com um remate cruzado, bateu Conrado, levantando os adeptos das cadeiras.
Consumado o mais difícil, os Dragões estabilizaram psicologicamente e fluiram o futebol com mais qualidade, sob a batuta de Quintero. Ao intervalo, o resultado ajustava-se.
No segundo tempo, os Dragões continuaram donos e senhores do jogo, frente a um Trofense que ia, aos poucos, soltando-se da disciplina táctica, mas que não conseguia ser conclusivo nas poucas vezes em que a bola atingia o último terço do terreno de jogo.
Quintero e Ghilas voltaram a desperdiçar oportunidades antes de o Trofense ensaiar o seu lance mais perigoso, aos 63 minutos, num remate de fora da área de Jairo Padilla, mas que saiu um pouco ao lado da baliza do espectador' Fabiano.
A entrada de Kelvin espevitou um jogo que se ia arrastando na parte final, carregando o FC Porto com mais entusiasmo para perto da baliza do desgastado Trofense. Fernando, mesmo no fim, esteve muito próximo do 2 x 0, mas Conrado fez a defesa da noite mesmo a acabar.
Tirando uma sequência de cantos Portistas e um conjunto de amarelos numa fase mais dura, pouco mais se registou num desafio que resultou na passagem Portista à próxima eliminatória.
Paulo Fonseca e a sua equipa saíram debaixo de alguns assobios na véspera da decisiva recepção ao Zenit, para a Liga dos Campeões.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Silvestre Varela

sábado, 19 de outubro de 2013

Também é para ganhar

Uma grande franja da Nação Azul e Branca não morre de amores pela Taça de Portugal e por vezes chegam mesmo a vulgariza-la sob o pretexto de que esta é uma herança do Estado Novo. 
 
Contudo esta competição é somente a segunda prova mais importante do panorama futebolístico Português e não é pelo facto de o SL Benfica a ter vencido mais vezes ou por esta ter sido criada nos tempos da Ditadura que o Futebol Clube do Porto a deve desprezar e deixar de a tentar vencer. Para mais no Dragão tudo é para se vencer e levar a sério (a excepção é a Taça da Liga que é uma pura perda de tempo e de esforço).
 
È perante esta obrigatoriedade de vencer que os Portistas vão defrontar o Trofense em mais uma eliminatória da Taça de Portugal. Quis o sorteio que o jogo se realize na Invicta o que aumenta ainda mais a obrigatoriedade de vencer este frágil adversário que é somente o último classificado da Liga Cabovisão (antiga Divisão de Honra). 
 
A equipa da Trofa que é comandada pelo Português Porfírio Amorim em onze partidas disputadas na Liga Cabovisão tem zero vitórias, 5 empates e 6 derrotas. Em termos de golos marcados e sofridos o cenário é tão negro como o anterior pois o GD Trofense tem 6 golos marcados e 16 sofridos.
 
Está mais que visto que a equipa é fraca e acessível. O seu plantel que é composto por 16 Portugueses, 6 Brasileiros, 4 Equatorianos, 2 Espanhóis e 1 Colombiano não apresenta nenhum nome conhecido e que se destaque dos demais em termos qualitativos. O elevado n.º de médios da Equipa da Trofa pode evidenciar que esta terá uma postura defensiva no Dragão, o que deixa a entender que Paulo Fonseca e companhia terão pela frente um jogo de muita paciência e os adeptos muitos motivos para bocejar durante os noventa e poucos minutos.
 
Apesar de tudo Paulo Fonseca já deixou o recado e quem não der o máximo mais logo perderá a confiança do treinador para os próximos jogos que se avizinham e que serão de uma importância atroz. 
 
As chamadas de Bolat, Reyes, Carlos Eduardo, Kelvin e Victor Garcia são as novidades na convocatória elaborada por Paulo Fonseca para o jogo frente ao Trofense, hoje, às 19H, no Estádio do Dragão, referente à 3.ª eliminatória da Taça de Portugal.
 
Em relação à Lista de Convocados para o jogo em Arouca, o último em termos oficiais disputado pelos Dragões, registam-se as saídas de Helton, Otamendi, Herrera, Josué e Licá para a entrada dos atletas já referidos.
 
Lista de Convocados: Fabiano e Bolat (guarda-redes), Danilo, Lucho, Maicon, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Reyes, Varela, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Kelvin, Defour e Victor Garcia.
 
Onze provável (4x2x3x1): Fabiano, Danilo, Maicon, Reyes, Alex Sandro, Fernando, Carlos Eduardo, Lucho, Ricardo, Licá e Ghilas.
 
O FC Porto x GD Trofense pode ser acompanhado em direto aqui no Mística dado que vamos tentar disponibilizar alguns streams.

domingo, 21 de outubro de 2012

Serviços mínimos garantem passagem

Vitória quanto baste do FC Porto em Vizela, sobre o modesto Santa Eulália, na 3ª eliminatória da Taça de Portugal. Os Dragões venceram por 0 x 1, com um golo de Danilo aos 31 minutos, e focam-se agora na Liga dos Campeões.
Um milagre só o é porque não acontece todos os dias, e nem o apelo no nome às Santas da terra do modesto clube da 3ª divisão chegou para fazer cair o Bicampeão Nacional FC Porto. O Santa Eulália foi digno, correu e lutou até onde as pernas e o esforço “mundano” permitiram, e a derrota por 0 x 1 nesta eliminatória da Taça de Portugal acaba por ser um resultado digno de figurar nos livros do clube de Vizela.
 Para o FC Porto, a visita à casa emprestada do Santa Eulália não passou de um treino com fato de jogo. Vítor Pereira distribuiu os tubos de ensaio pelo relvado e apresentou um onze sem precedentes: de Fabiano na baliza, a Kléber no ataque, tudo, ou quase tudo, foi novidade na equipa Portista, onde Rolando fez dupla com Mangala no eixo defensivo, Danilo e Quiñones ocuparam as laterais e Abdoulaye surgiu ao lado de Castro no meio-campo; Atsu, Iturbe e Kelvin formaram o tridente que devia ter servido Kléber de forma mais eficaz.
Com o Santa Eulália a procurar praticar um futebol positivo e de olhos no ataque – dentro das fortes limitações do "parente pobre" -, e um FC Porto em passo lento mas sempre controlado, só aos 31 minutos é que os Dragões chegariam ao golo. Danilo cavalgou metros, foi ao ataque e numa das raras vezes que o FC Porto atarantou as ideias do Santa Eulália a bola entrou. O internacional Brasileiro atirou forte, de pé esquerdo, e nem São Bento foi capaz de travar a vantagem Azul e Branca.
Tudo normal, portanto, sem exageros numéricos nem um FC Porto de "chicote" a impor a sua superioridade. Foi, ainda que a espaços, um jogo dividido na posse de bola, e o Santa Eulália acabou por "cheirar" em dois momentos o golo na primeira parte: aos 13 minutos, Nélson atirou ao lado, enquanto aos 44’ a defensiva Portista acabou por resolver o imbróglio. Pelo meio, aos 42 minutos, um erro de Rui Costa, o árbitro, que deixou passar em claro um corte com a mão de Abdoulaye quando o homem do Santa Eulália ficava de frente para Fabiano.
Sempre com a Liga dos Campeões no plano de gestão – o FC Porto recebe o Dynamo Kyiv na próxima quarta-feira -, Vítor Pereira deu ritmo a Varela e Miguel Lopes e minutos no meio a Danilo, o homem que acabou por resolver a eliminatória. Aos 67’, Atsu ficou a centímetros de fechar o jogo, mas a bola bateu na trave, e o Santa Eulália deixou a Taça de Portugal com o mérito de um resultado tangencial e de ter mantido a eliminatória em suspenso até ao apito final; até porque aos 95(!) minutos esteve muito perto da igualdade. Bravo, rapazes!
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Christian Atsu

sábado, 20 de outubro de 2012

Para levar a sério

Após a longa paragem para os trabalhos da Selecção Nacional, eis que os Dragões voltam a competir numa partida a contar para a Taça de Portugal, Competição onde os Portistas têm uma longa História e Tradição vencedora.
 
Quem visita o Site Oficial do Futebol Clube do Porto fica com a ideia de que os Dragões já só pensam no jogo da próxima quarta que diz respeito á Liga dos Campeões e que se reveste de capital importância pois uma vitória neste jogo quase que carimba o passaporte para a fase seguinte, contudo a Taça de Portugal também é para se vencer mesmo que pelo caminho os Portistas tenham de enfrentar adversários quase amadores.
 
Ditou então o sorteio que os Dragões tivessem de se deslocar a Vizela para disputar a 3.ª Eliminatória da Segunda prova mais importante do calendário competitivo Nacional. Que dizer sobre esta equipa que disputa a 3.ª Divisão Nacional, Série B? Trata-se de uma Equipa muito jovem que foi fundada em 1978 e conta com um Plantel 100% Português. Nenhum dos seus Atletas é conhecido e hoje terão o jogo das suas Vidas.
 
O problema reside precisamente aí, uma vez que a malta de Vizela vai estar motivadíssimo para tentar fazer uma “gracinha” na Taça. Será que os Portistas também vão querer dar o seu melhor frente a uma Equipa mais fraca que o FC Porto em todos os aspectos? Por norma os Dragões têm por hábito enfrentar cada jogo com o máximo de profissionalismo e é de se crer que ante o modesto Centro Cultural e Desportivo de Santa Eulália se mantenha o hábito de dar o litro, contudo este tipo de jogos dão sempre asas a um perigoso relaxe.
 
È importante que Vítor Pereira consiga mentalizar o onze que vai entrar em campo de que tem de dar o máximo e não descansar enquanto não estiver a vencer por uma margem que lhe permita gerir o esforço para a importante partida de quarta. Neste jogo não pode “haver Taça” sob pena de isto poder ter réplicas nos próximos jogos.
 
As chamadas de Quiño, Iturbe, Rolando, Abdoulaye, Kelvin e Sebá (FC Porto B) são as novidades da Lista de Convocados de Vítor Pereira para o encontro frente ao Santa Eulália (Sábado, 14h30), da terceira eliminatória da Taça de Portugal, que terá lugar no Estádio do FC Vizela.
 
Os seis jogadores, que não tinham sido chamados para o último desafio dos Portistas, frente ao Sporting, a 7 de Outubro, poderão ter assim hipótese de alinhar no desafio frente a um adversário que milita na III Divisão. Fabiano, Quiño, Abdoulaye e Sebá poderão mesmo estrear-se com a camisola Azul e Branca em encontros oficiais. De fora ficaram atletas mais utilizados como Helton, João Moutinho, Defour, Jackson Martinez, Maicon e Otamendi.
 
Lista de Convocados: Fabiano e Kadú (guarda-redes); Danilo, Lucho, Quiño, Castro, Iturbe, James, Kleber, Miguel Lopes, Rolando, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Atsu, Kelvin e Sebá.   
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Rolando, Mangala, Miguel Lopes, Fernando, Castro, Lucho, James, Iturbe e Kléber.
 
Esta partida tem o seu início aprazado para as 14h30 de hoje e pode ser acompanhado em directo aqui no Mística.