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terça-feira, 8 de setembro de 2015

O apuramento aqui tão perto

Apenas pecou por tardio o golo que permitiu a Portugal levar de vencida a Selecção da Albânia. Miguel Veloso, que jogou pela primeira vez sob o comando de Fernando Santos, foi o herói Português em solo Albanês, ao concretizar, de cabeça e já dentro do período de compensação, um belo pontapé de canto cobrado por Ricardo Quaresma.
 
A festa da Selecção Lusa foi tremenda. Uma festa feita com inteira justiça porque Portugal foi globalmente melhor que a Albânia – apesar de nos últimos 15 minutos o encontro se ter partido – e que permite à Selecção orientada por Fernando Santos estar com um pé no Campeonato da Europa de 2016, em França.
 
Obrigado a mexer no meio campo por causa das ausências de Tiago e João Moutinho, Fernando Santos optou por dar a oportunidade a Bernardo Silva, que cumpriu bem com a missão que lhe foi dada, e a Miguel Veloso, que jogou pela primeira vez sob o comando do actual Selecionador. Portugal entrou bem, de forma organizada e a jogar em toda a extensão do campo, não permitindo à Albânia pegar no jogo.
 
Os Albaneses optaram por jogar com um meio campo muito junto e para contrariar isso Portugal apostou nos passes directos, com Miguel Veloso e Bernardo Silva a tentarem assistir os jogadores mais rápidos da frente, Nani e Cristiano Ronaldo. O Capitão da Selecção Portuguesa esteve mesmo muito perto de marcar aos 12 minutos, através de um remate que obrigou o guarda-redes Albanês a ceder canto. Na sequência, Nani atirou ao poste.
 
As ocasiões, apesar de falhadas, permitiram a Portugal subir mais no terreno e foi a partir deste momento que Bernardo Silva mais se destacou, tendo como ponto alto um remate que saiu a poucos centímetros do poste, a cinco minutos do intervalo. Danilo Pereira, com a ajuda de Miguel Veloso quando era necessário, dava segurança defensiva ao meio campo, e o médio do Monaco combinou bem com Danny, o que lhe permitiu fazer uma boa ligação entre o miolo e o ataque Português.
 
Portugal tinha o controlo do jogo, tinha a bola na sua posse e era por culpa da ineficácia que ainda não estava na frente do marcador. Prova disso é que Rui Patrício foi um mero espectador ao longo de toda a primeira parte, tendo o primeiro remate da Albânia surgido aos 35 minutos, embora não tenha sido enquadrado com a baliza e ainda tenha sofrido um desvio na defesa.
 
Na segunda parte manteve-se o domínio Luso e Danny podia ter dado vantagem a Portugal, após um cruzamento de Cédric. Mas o Selecionador da Albânia mexeu bem na equipa e o 0 x 0 manteve os Albaneses em jogo, pelo que se adivinhava – como se veio a verificar – que os últimos minutos iriam ser partidos e perigosos.
 
Dos 75 minutos em diante não houve domínio de qualquer um dos lados. Houve, sim, a sorte a proteger os guarda-redes de ambas as Selecções. Primeiro foi Rui Patrício, que viu a bola bater no poste após ter desviado num defesa Luso. Depois foi Berisha que, após ter sido batido por um «chapéu» de Eliseu, viu a bola sair a centímetros do poste. Tudo parecia indicar que ia haver uma divisão de pontos, até que Miguel Veloso, após canto de Ricardo Quaresma, apareceu e com um cabeceamento certeiro deu a vitória a Portugal.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo; Danilo Pereira

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

E começa mal!

Terminou com derrota o jogo 100 de Portugal na qualificação para Campeonatos da Europa. A capital é Tirana e foi isso mesmo que a Albânia foi em Aveiro. Matreiros, os Albaneses espreitaram o erro e aproveitaram uma desconcentração da defensiva Lusa para marcarem o golo que lhes deu o triunfo e os primeiros três pontos neste grupo I da qualificação para o Euro 2016.
 
De renovação, só André Gomes. O médio que trocou o Benfica pelo Valencia neste verão foi a novidade no 11 titular de Paulo Bento, que, face às escolhas de que dispunha, não provocou mais surpresas na equipa inicial Lusa.
 
Aliás, em comparação com a última partida de Portugal, triunfo por 2 x 1 sobre o Gana na fase de grupos do Mundial, surgiram apenas quatro alterações entre os titulares: Beto, Miguel Veloso, Bruno Alves e Rúben Amorim foram titulares nesse jogo no Brasil – Veloso na lateral-esquerda face à lesão de Coentrão – ao passo que em Aveiro entraram de início Rui Patrício, Fábio Coentrão, Ricardo Costa e André Gomes. As novidades Tiba, Horta, Vezo e Adrien ficaram no banco de suplentes.
 
Portugal entrou melhor no jogo, dominou toda a primeira parte e fez com que a Albânia praticamente não chegasse à baliza guardada por Rui Patrício. A construção Lusa, com João Moutinho a assumir claramente essa tarefa, surgia sempre bem no primeiro processo e quase sempre bem pelas alas, sobretudo com Nani a chamar para si os holofotes. Pelo meio, contudo, quase não havia construção e as situações reais de finalização eram escassas.
 
Do primeiro tempo ficam na retina apenas três lances: um ressalto, logo aos seis minutos, em Ricardo Costa, após uma saída do guarda-redes Berisha, um cabeceamento de Vieirinha, aos 22´, após um livre de Nani e o último lance do jogo, um cabeceamento de Pepe, para fora, após um primeiro desvio de Ricardo Costa, ao primeiro poste, na sequência de um livre novamente batido por Nani.
 
Falta falar na baliza Portuguesa! Rui Patrício foi um mero espectador dos primeiros 44 minutos de jogo. Só aos 45´ o guarda-redes Luso foi chamado a intervir, após uma boa jogada da Albânia pela direita, conduzida por Odise Roshi.
 
A Albânia apostou na defesa, jogou quase sempre fechadinha e Portugal, com poucas ideias e quase nenhum rasgo em termos de aceleração e finalização, não chegou a desatar o 0 x 0 nos primeiros 45 minutos.
 
Paulo Bento percebeu que teria que apostar na velocidade ante uma Albânia fechada e a jogar para o empate e por isso lançou Ivan Cavaleiro no reatamento, abdicando de Vieirinha.
 
De pouco serviu a mexida do Selecionador Nacional, uma vez que aos sete minutos do segundo tempo os Lusos tiveram que correr atrás do resultado. Após uma falta que não foi sancionada sobre Nani na ala direita, Balaj aproveitou uma soneca da defesa Portuguesa, na sequência de um bom cruzamento da direita, e colocou os Albaneses em vantagem, rematando à meia-volta e de forma indefensável para Patrício. A Albânia, cuja capital é Tirana, estava em vantagem quase sem saber como, tão pouca havia sido a sua produção ofensiva até então.
 
O empate para os Lusos esteve próximo, em cima do minuto 70, com Ricardo Horta, que havia sido lançado em jogo por Paulo Bento após retirar William Carvalho, a acertar no ferro da baliza da Albânia num pontapé de ressaca. Depois Pepe falhou de forma escandalosa, à boca da baliza, atirando por cima.
 
Depois foi Nani, a surgir em zona de finalização vindo de trás e a cabecear ao lado do alvo, após um bom trabalho de Coentrão. Falhou o Capitão das Quinas e facilitou a conclusão a tirar desta partida: falta um ponta-de-lança à turma Lusa. Isso mesmo provou Éder, que tinha essa missão, cabeceando mal e ao lado quando se elevou sozinho, aos 82´, após um canto batido por Nani na direita.
 
Até ao final sucederam-se as bolas bombeadas para a área Albanesa e os sucessivos cortes da defensiva visitante. Tudo sem consequência para a turma de Paulo Bento, que viu lenços brancos nas bancadas no final do jogo.
 
Contas feitas, Portugal perde pela primeira vez na sua história com a Albânia e falha a conquista dos três pontos no primeiro jogo de qualificação para o Europeu, algo que não ocorria desde 1966. Segue-se a Dinamarca, que bateu a Arménia, numa partida marcada para 14 de Outubro.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: João Moutinho

domingo, 7 de setembro de 2014

Começa uma caminhada

Após a sua participação no Mundial do Brasil 2014 que acabou como todos abemos, eis que a nossa Selecção arranca outra fase de apuramento. Desta feita é a contar para o Europeu que se vai realizar em solo Gaulês, território onde a Selecção “nasceu” para os Adeptos e Mundo do Futebol.

O Grupo, já aqui devidamente “dissecado” e analisado, não é fácil. Calhou em sorte que o pontapé de saída seja dado em casa ante uma Albânia que já teve dias em que foi uma equipa muito, muito, mas mesmo muito acessível. Agora o “galo canta de outra“ forma e defrontar os Albaneses deixou ser o jogo treino que todos gostávamos de ver que terminava sempre com uma tremenda goleada a favor das nossas cores.

Entre Portugueses e Albaneses existe um histórico de confrontos curto. Contando com a partida de mais logo em Aveiro, será a quinta vez que se defrontam. Curiosamente as duas Seleções nunca se defrontaram em apuramentos para um Campeonato da Europa.

Remonta a 1996 a primeira vez que Portugal e Albânia se defrontaram. Na altura as duas Seleções faziam parte do grupo nove de acesso à Fase Final do Mundial 1998, que se realizou em França. Os dois jogos realizados nessa caminhada terminaram com triunfo Luso: 0 x 3 lá, com golos de Luís Figo, Hélder e Rui Costa, 2 x 0 nas Antas, com golos de João Vieira Pinto e, novamente, de Luís Figo. Independentemente dos resultados, nenhuma das duas Seleções conseguiu qualificar-se para a Fase Final da Prova: a Albânia ficou no último posto do Grupo, Portugal no terceiro.

Mais equilibrada foi a segunda vez que Lusos e Albaneses se defrontaram, também na qualificação para um Campeonato do Mundo, o de 2010. No grupo 1 as duas equipas empataram no primeiro encontro, a zero, numa partida que decorreu em Braga e na Albânia a equipa das Quinas venceu por 2 x 1, graças a um golo de Bruno Alves em cima do apito final. Os albaneses voltaram a falhar o apuramento para a prova que decorreu na África do Sul e Portugal foi forçado a disputar o play-off com a Bósnia e Herzegovina, ganhando os dois jogos por 1 x 0 e seguindo para o Mundial.

Além destes quatro jogos oficiais houve, pelo meio, um particular entre as duas Equipas Nacionais, em 2003, e o triunfo sorriu aos Portugueses, que venceram por 5 x 3, com golos de Figo, Simão Sabrosa, Rui Costa, Pauleta e Miguel.

Como é visível no histórico de confrontos. A Albânia tem vindo a equilibrar as contendas e para mais Portugal entrou num tardio processo de renovação. E logo numa fase em que o apuramento para uma Competição como o Europeu é crucial para manter o nível de exigência e de crescimento da nossa Selecção. A ver vamos se Portugal ganha o jogo como todos esperamos.

Onze provável (4x3x3): Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Luís Neto, Fábio Coentrão, William Carvalho, Raul Meireles, João Moutinho, Nani, Bruma e Éder.

Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

sábado, 6 de setembro de 2014

Porque não existem facilidades

Como não vivo somente de Futebol praticado pelo Futebol Clube do porto, eis que resolvi levar a cabo um breve comentário ao Grupo de Qualificação de Portugal para o EURO 2016. Mas antes de lá ir gostaria de deixar bem claro que não nutro simpatia alguma por Paulo bento, mas também não lhe sinto asco ou desprezo algum apesar de o considerar um Treinador muito limitado e demasiado teimoso. Posto isto, siga para afrente que é o caminho.
 
È useiro no nosso Portugal achar que tudo é fácil e que vencemos tudo e todos. Assim como é também usual apelidarmo-nos a nós próprios dos piores do Mundo quando algo não corre como o desejado. O exemplo mais recente disto mesmo foi o que achávamos que eramos antes do Mundial no Brasil e aquilo que achamos que somos depois do Mundial.
 
A Selecção Nacional Portuguesa é o que é. Uma equipa boa mas com limitações. Continua a faltar um Guarda-redes de top, falha que parece nunca mais ter um fim desde que Vítor Baía “pendurou as chuteiras, apesar de Beto andar lá por perto mas quase nunca lá chegar porque Paulo Bento cismou com Rui Patrício. Por resolver está também a questão do Ponta de Lança uma vez que Éder disfarça mas não “mata! A questão de uma vez por todas. De resto Portugal é uma equipa com bons valores, sendo que muitos deles começam a aparecer nas camadas jovens cabendo ao Seleccionador Nacional ir apostando nos mesmos sem os “queimar”.
 
Sim, “sem os queimar” porque este Grupo de Qualificação para o EURO Gaulês é tudo menos acessível. Primeiro que tudo há que dizer que o habitual Carrasco Luso está lá e dá pelo nome de Dinamarca. A Sérvia é uma indústria de grandes Jogadores e o seu Plantel já conta com muitos dos Jogadores que não há muito tempo estiveram numa Final das Selecções Jovens. E enganem-se aqueles que ainda cultivam a mais que batida ideia de que a Arménia e a Albânia são os “bombos da festa” das Qualificações porque o futebol evoluiu e estes Países não focaram de fora.
 
Mas o pior nem é o facto de este ser um Grupo equilibrado que terá de realizar, forçosamente, um particular com a França. O que é realmente mau para a nossa Selecção é o facto de estar neste momento num processo de forçada renovação após uma participação razoável no Mundial. Isto da renovação até que é uma coisa natural que acontece a todos, só que como já disse atrás, os Portugueses vão do 8 ao 80 num instante e a falta deste meio-termo deita muitas vezes por terra qualquer boa iniciativa que possa surgir.
 
Pessoalmente espero que Portugal consiga o seu apuramento directo, porque é sempre mais fácil ir-se mudando o que tiver de ser mudado competindo ao mais alto nível, mas tendo em consideração os adeptos, imprensa e Equipa Técnica que o nosso País tem não estou a ver o apuramento directo a ser uma realidade. Mas vamos a ver o que vai acontecer tendo sempre em linha de conta que o apuramento para o EURO de França é vital para o bem do Futebol de Selecções.