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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O FC Porto e o FC Porto

imagem retirada de zerozero
Em Copenhaga tivemos dois tipos de Futebol Clube do Porto. Na primeira parte tivemos um FC Porto que se comportou como a equipa da casa se deveria comprot6ar (na teoria) e na segunda parte os Dragões souberam impor o seu futebol mas, como seria de esperar, esbarraram numa fraquíssima eficácia, pouca sorte e pressão que se abateu – com naturalidade – sobre todos os jogadores de amarelo vestido (o FC Porto jogou de amarelo).

Graças a tal capitulam todas as hipóteses de se alcançar o primeiro lugar do grupo e adiam-se um possível apuramento para a última jornada onde os Azuis e Brancos terão de medir forças com o Leicester. Fossem outros os tempos e eu não teria grande receio desta última jornada onde tudo se vai decidir no que ao apuramento diz respeito, mas o Leicester é aquela equipa mediana que (tal como o Copenhaga) vai dar muita luta, fechar bem os caminhos para a sua baliza e – mais importante que tudo – marcar o seu golo mal tenha oportunidade para tal.

Não creio que o mal do Futebol Clube do Porto tenha estado no relvado. Acredito que o mau estado em que este se encontrava tenha beneficiado os dinamarqueses que sempre tiveram a clara ideia de empatar a partida. Onde me parece que esteve o grande mal deste FC Porto foi na postura do costume sempre que os azuis e brancos defronta equipas fortes fisicamente que querem empatar. Foi assim com o Tondela, Setúbal, Chaves e agora com o Copenhaga. E porque sucede tal? Porque os Dragões ainda não perceberam que devem entrar em campo decididos a pressionar o seu adversário do princípio ao fim e, sobretudo, procurar “mexer-se” rapidamente em campo por forma a criar linhas de passe que façam com que o desgraçado que esteja no ataque não tenha de fintar três ou quatro jogadores para poder fazer uma jogada que culmine no golo portista.

Eu bem que poderia dizer que a culpa é somente do plantel que é fraco e, por vezes, completamente alienado da realidade (jogar como jogaram na primeira parte deste jogo só mesmo para alienados), mas depois vejo as substituições que Nuno Espírito Santo (NES) vai fazendo no decorrer de uma partida que era importante (não crucial) vencer e tenho de mudar de opinião. Evandro para o lugar de Otávio? Quantos jogos mais Diogo Jota vai ter de fazer ao nível terrível que vimos hoje para ser substituído? E já agora, numa partida onde o adversário estava a defender com 6 elementos na sua grande aérea que raio de ideia é esta de manter Danilo Pereira “colado” aos centrais impedindo – desta forma – que Oliver Torres possa apoiar um ataque que muitas vezes era composto por três ou quatro elementos?

Em suma; todos aprendemos com os erros. Contudo NES e a sua equipa parecem não querer aprender e é por isto que eu começo a ficar cansado de escrever sempre a mesma coisa sobre jogos onde o Futebol Clube do Porto é claramente superior ao seu adversário.

Uma nota final; antes que comece a “masturbação Brahimi” há que dizer que para andar a rodopiar sobre si mesmo rodeado de três/quatro elementos da equipa adversária já chegam (e bastam) André Silva, Jesús Corona, Diogo Jota e Otávio. O problema não está na linha da frente (embora esta seja, muitas vezes, pouco eficaz). O problema é o FC Porto apresentar um meio campo que está insensatamente recuado e que não sabe levar uma única bola jogável a quem está na linha da frente.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas foi capaz de criar um ou vários lances que fizessem pender a vitória para o seu lado.

Arbitragem: Milorad Mazić e a sua equipa de arbitragem toleraram em demasia o jogo físico da equipa dinamarquesa. Apesar de tudo a actuação da equipa de arbitragem não teve influência no resultado final.

Positivo: Jesús Corona. O mexicano foi o único que se esforçou por fazer algo pela sua equipa. Enquanto teve forças para tal foi o melhor em campo.

Negativo: O FC Porto e o FC Porto. Equipa que é manifestamente superior à outra não pode – nem deve - ter duas posturas em campo. Exige-se mais a este FC Porto. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (22/11/2016)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Bienvenue Portugal!

Um golo de João Moutinho, aos 66 minutos, carimbou o passaporte de Portugal para o Europeu de 2016. Sem calculadoras ou complicações, a turma das Quinas já tem presença reservada na prova.  Braga recebeu de braços abertos a Selecção que venceu a Dinamarca por uma bola a zero.
 
Perante uma equipa muito física e com um futebol muito musculado, Portugal ia tentando atacar com critério sempre que tinha bola. E ia tendo muitas vezes. A circulação era, todavia, lenta e muito à procura de um Cristiano Ronaldo vigiado de bem perto pela defesa Dinamarquesa.
 
A equipa nacional procurou sempre ser competente e consistente. Teve posse, originou ocasiões para golo e conseguiu ter o adversário controlado; adversário, esse, que tentava o "assédio" às redes de Rui Patrício em lances de bola parada e contra-ataques rápidos. Mas o possante Nicklas Bendtner, referência de área dos Vikings, esteve sempre muito desacompanhado.
 
Ao intervalo, as equipas recolheram aos balneários com um empate sem golos. Portugal tinha atacado mais mas tentou em demasia cruzamentos para a área. E o futebol aéreo ia sendo, com naturalidade, resolvido pelas "torres" made in Dinamarca.
 
Restavam 45 minutos (mais os descontos), em Braga. O resultado, assim, colocava, desde já, a Selecção das Quinas no Euro 2016.
 
E foi isso que os Dinamarqueses tentaram contrariar no regresso. Apostados em chegar rápido às redes de Rui Patrício, a turma de Morten Olsen teve mais iniciativa perante uma equipa nacional Lusa que ia tentando não recuar muito no terreno. Danilo Pereira, Bernardo Silva (com muito trabalho em apoio defensivo) e Moutinho equilibravam o miolo e projectavam a Selecção para a frente.
 
E seria o camisola 8 a inaugurar o marcador. Minuto 66', o Municipal de Braga viu Moutinho balançar as redes, depois de um excelente trabalho. O jogador do Monaco recebeu a bola à entrada da área, tirou dois adversários do caminho e rematou forte e colocado. Schmeichel nada conseguiu fazer. O comandante Moutinho acabava de dar ordens para o voo rumo a França levantar.
 
Até final, Portugal segurou a preciosa vantagem que coloca a turma das Quinas no Europeu de França, a realizar no próximo ano. A visita a território Sérvio será, por isso, já um teste para a prova Gaulesa.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: João Moutinho

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cismas de Bento resolvem jogo

Portugal é incomparavelmente melhor que esta Dinamarca e Ronaldo mostrou, uma vez mais, que aparece nos grandes momentos. O gelo dos Vikings derreteu com um golo do Melhor Jogador do Mundo, nos descontos. Na estreia de Fernando Santos como Selecionador Luso em jogos oficiais, Ronaldo e companhia conquistaram os três pontos. Portugal já não vencia em Terras Nórdicas desde 1977.
 
O Estádio Parken, em Copenhaga, preencheu-se com muitos adeptos Dinamarqueses que tinham confiança para mais um duelo contra a equipa de Portugal.
 
No primeiro duelo oficial de Fernando Santos como Selecionador Nacional, Pepe e Ricardo Carvalho formaram dupla no eixo defensivo, enquanto que William Carvalho saltou para o meio-campo, ao lado de Moutinho e Tiago.
 
O ritmo não foi intenso nos primeiros minutos mas notou-se sempre um ligeiro ascendente da equipa das Quinas. De resto, só nos últimos 15 minutos do primeiro tempo é que a Dinamarca criou perigo.
 
Portugal, que desde 2000 não falha nenhuma Fase Final de grandes Competições de Selecção, sabia que se jogava uma cartada decisiva na Dinamarca, apesar de não ser um mata-mata.
 
Sempre com Cristiano Ronaldo em plano de evidência, o Capitão Português era, naturalmente, o Homem mais vigiado pelos Dinamarqueses mas era também por ele que Portugal conseguia criar perigo; ora com jogadas por si criadas, ora por conseguir arrastar a marcação de vários adversários e, por consequência, abrir espaço para entradas de Tiago e Moutinho em zona de finalização.
 
Já a Dinamarca, num futebol mais frio, procurava os lances de bola parada para criar perigo junto das redes de Rui Patrício ou com cruzamentos para a cabeça de Bendtner, tudo depois dos 30 minutos, altura em que a equipa da casa começou a subir no terreno de forma mais constante.
 
E a verdade é que a equipa de Morten Olsen fez "tremer" os postes de Rui Patrício, aos 34'. Krohn-Dehli, com um remate em jeito, atirou a bola ao poste esquerdo da baliza Lusa. O guarda-redes Português estava batido e ficaram aí evidentes algumas debilidades do sector defensivo da equipa das Quinas.
 
Se na frente Ronaldo e companhia iam tendo bom entendimento, lá atrás, o despertar dos Nórdicos no último quarto de hora quase dava em golo. Mas ambas as Selecções foram empatadas a zero para os balneários.
 
A abordagem dos Nórdicos no segundo tempo foi a mesma, apesar de uma alteração feita por Morten Olsen (entrada de Bech por troca com Vibe). Do lado Luso, a diferença esteve na forma mais atrevida com que Eliseu que arriscou várias descidas pelo corredor esquerdo.
 
Com Ronaldo, pois claro, a carregar a equipa para a frente, a Selecção Portuguesa podia ter marcado, aos 51 minutos. Danny isolou o Capitão Luso mas CR7 viu o guarda-redes Dinamarquês fazer a "mancha" e negar-lhe o golo.
 
Com o avançar dos minutos, o meio-campo de Portugal começava a mostrar dificuldades em recuperar a bola e Fernando Santos lançou em campo João Mário, retirando Nani.
 
Mas a Selecção Portuguesa não conseguia agarrar o jogo e a Dinamarca ia crescendo. Pior que isso, a equipa das Quinas não tinha bola no meio-campo Nórdico. Nesse sentido, Fernando Santos retirou Danny e colocou em campo Éder para ter um avançado mais fixo na área e tentar explorar uma maior liberdade de Ronaldo.
 
Ainda assim, não havia intensidade no futebol Luso. Mesmo depois da chegada de Ricardo Quaresma (por troca com Tiago) a equipa das Quinas, nos últimos minutos, não teve muita frescura para criar perigo.
 
Mas quem tem Cristiano Ronaldo tem a possibilidade de vencer qualquer jogo. Dito e feito. Aos 90+5', quando já todos faziam contas a um empate... Ronaldo marcou o golo da vitória. Excelente cruzamento de Ricardo Quaresma desde o lado direito e Cristiano Ronaldo, na área, subiu mais alto que o defesa e o guarda-redes e marcou o golo da vitória a Portugal.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Ricardo Carvalho

sábado, 6 de setembro de 2014

Porque não existem facilidades

Como não vivo somente de Futebol praticado pelo Futebol Clube do porto, eis que resolvi levar a cabo um breve comentário ao Grupo de Qualificação de Portugal para o EURO 2016. Mas antes de lá ir gostaria de deixar bem claro que não nutro simpatia alguma por Paulo bento, mas também não lhe sinto asco ou desprezo algum apesar de o considerar um Treinador muito limitado e demasiado teimoso. Posto isto, siga para afrente que é o caminho.
 
È useiro no nosso Portugal achar que tudo é fácil e que vencemos tudo e todos. Assim como é também usual apelidarmo-nos a nós próprios dos piores do Mundo quando algo não corre como o desejado. O exemplo mais recente disto mesmo foi o que achávamos que eramos antes do Mundial no Brasil e aquilo que achamos que somos depois do Mundial.
 
A Selecção Nacional Portuguesa é o que é. Uma equipa boa mas com limitações. Continua a faltar um Guarda-redes de top, falha que parece nunca mais ter um fim desde que Vítor Baía “pendurou as chuteiras, apesar de Beto andar lá por perto mas quase nunca lá chegar porque Paulo Bento cismou com Rui Patrício. Por resolver está também a questão do Ponta de Lança uma vez que Éder disfarça mas não “mata! A questão de uma vez por todas. De resto Portugal é uma equipa com bons valores, sendo que muitos deles começam a aparecer nas camadas jovens cabendo ao Seleccionador Nacional ir apostando nos mesmos sem os “queimar”.
 
Sim, “sem os queimar” porque este Grupo de Qualificação para o EURO Gaulês é tudo menos acessível. Primeiro que tudo há que dizer que o habitual Carrasco Luso está lá e dá pelo nome de Dinamarca. A Sérvia é uma indústria de grandes Jogadores e o seu Plantel já conta com muitos dos Jogadores que não há muito tempo estiveram numa Final das Selecções Jovens. E enganem-se aqueles que ainda cultivam a mais que batida ideia de que a Arménia e a Albânia são os “bombos da festa” das Qualificações porque o futebol evoluiu e estes Países não focaram de fora.
 
Mas o pior nem é o facto de este ser um Grupo equilibrado que terá de realizar, forçosamente, um particular com a França. O que é realmente mau para a nossa Selecção é o facto de estar neste momento num processo de forçada renovação após uma participação razoável no Mundial. Isto da renovação até que é uma coisa natural que acontece a todos, só que como já disse atrás, os Portugueses vão do 8 ao 80 num instante e a falta deste meio-termo deita muitas vezes por terra qualquer boa iniciativa que possa surgir.
 
Pessoalmente espero que Portugal consiga o seu apuramento directo, porque é sempre mais fácil ir-se mudando o que tiver de ser mudado competindo ao mais alto nível, mas tendo em consideração os adeptos, imprensa e Equipa Técnica que o nosso País tem não estou a ver o apuramento directo a ser uma realidade. Mas vamos a ver o que vai acontecer tendo sempre em linha de conta que o apuramento para o EURO de França é vital para o bem do Futebol de Selecções.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O Cantinho das Modalidades

Hóquei em Patins
 
O FC Porto Fidelidade bateu no passado Sábado o Infante de Sagres, por 6 x 1 (4 x 0 ao intervalo), conquistando assim o Torneio organizado pelo clube "vizinho". Vítor Hugo, com um "hat-trick", Caio, com um "bis", e João Almeida foram os autores dos golos. 
 
Na véspera, nas meias-finais, os Dragões tinham batido o CD Póvoa por 5 x 2 (1 x 0 ao intervalo). Caio (três), Tiago Losna e Vítor Hugo foram os marcadores.
 
Andebol
 
O FC Porto Vitalis perdeu no último Domingo no pavilhão do Kolding, por 25 x 20, na estreia do Pentacampeão Português na Fase de Grupos da EHF CHampions League. Os Dragões entraram bem no jogo e discutiram-no até aos últimos dez minutos, mas a maior experiência dos Dinamarqueses veio ao de cima.
 
O capitão Ricardo Moreira foi o autor do primeiro golo dos Dragões na competição, num contra-ataque, e os Portistas até lideraram o marcador durante os primeiros 10 minutos. A segunda metade da primeira parte foi fatal para o FC Porto, que chegou a estar a perder por 13 x 6. Ao intervalo, o resultado era de 15 x 10, favorável aos Dinamarqueses.
 
No segundo tempo, os Dragões aguentaram o ritmo impiedoso da melhor competição europeia de clubes e a margem de quatro golos foi quase sempre uma constante. À entrada dos últimos dez minutos, o FC Porto dispôs de algumas ocasiões para se aproximar do adversário e discutir o triunfo, podendo mesmo ter chegado aos 20 x 18. Porém, emergiu Kasper Hvidt, um dos melhores guarda-redes do Mundo, e que foi um enorme obstáculo aos remates Azuis e Brancos.
 
Esta estreia na Champions League prova que não há “papões” nesta competição e que o FC Porto Vitalis pode causar muitas dificuldades aos adversários, nomeadamente em sua casa. Face a defesas muito agressivas e fisicamente poderosas, será necessário melhorar alguns aspectos, mas os Dragões (sem os lesionados Ferrer, Spínola e Rosário) mostram pedalada para estas andanças.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Cantinho das Modalidades (versão férias

Andebol
 
O FC Porto Vitalis garantiu mais um reforço para a época que se avizinha. Mick Schubert, ponta-esquerda Dinamarquês de 25 anos, chega ao Dragão proveniente do Ajax de Conhenhaga e já treinou com os novos companheiros, sob o comando de Ljubomir Obradovic.
 
Com 1.93m e 82kg, Mick Schubert tem como ponto alto da sua carreira a conquista do Campeonato da Europa de Sub20 em 2008, ao serviço da Selecção da Dinamarca, na Roménia, competição em que Portugal terminou na 7.ª posição. O ponta-esquerda assume-se, assim, como o 5.º reforço do FC Porto para 2013/14, depois dos Espanhóis Álvaro Ferrer (central) e David Davis (ponta-esquerda), ambos ex-Atlético de Madrid, Miguel Sarmento (ponta-direita), ex-ABC, e João Moniz (guarda-redes), ex-Belenenses.
 
Ainda no Andebol, nota para a vitória que o FC Porto Vitalis alcançou no passado Domingo sob os Russos do Permskie Medvedi, quarto classificado da última Liga Russa, por 24 x 21, em encontro de preparação para a época 2013/14. O encontro, em que os melhores marcadores foram Tiago Rocha (7 golos), Pedro Spínola (5) e Ricardo Moreira (3), disputou-se no Pavilhão Municipal de Anreade, em Resende.
 
Na última quarta-feira, os Dragões já tinham batido o mesmo adversário por 32 x 30, no Dragão Caixa. Na passada Sexta-feira, no terreno dos Espanhóis do Balonman Chapela, em mais um jogo particular, registou-se novo triunfo para os Azuis e Brancos, por 44 x 24 (23 x 12 ao intervalo). Os marcadores foram Hugo Santos (9), Pedro Spínola (6), Tiago Rocha (5), João Ramos (5), Miguel Sarmento (4), Vasco Santos (4), Álvaro Ferrer (3), Wilson Davyes (3), Gilberto Duarte (3) e Daymaro Salina (2).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O nosso Euro (parte 1)

Hoje, depois do jogo com a Dinamarca, Portugal volta a sorrir e a acreditar na sua selecção de forma convicta. Foi no sofrimento, mas conquistamos os 3 pontos que eram indispensáveis. Hoje já ninguém falará de jogos de sorte e azar, de eficácia ou falta dela, de se deve jogar Postiga ou Nelson Oliveira ou se não temos ponta de lança de todo.

Infelizmente o defeito da crítica em geral tem sido este. Estar refém do resultado final e depois instituir de uma forma algo estranha a ideia peregrina de que não se pode criticar a selecção nacional como se isso fosse algum crime de lesa pátria. Todos temos que ver o copo meio cheio e não o contrário. Daí que com a Alemanha tenha tudo alinhado pela ideia de que só não ganhamos por azar. Daí que todos parecessem tão chocados e agissem como virgens ofendidas quando ex-jogadores como Rui Costa e Figo tenham sido minimamente racionais na análise acusando Portugal de só ter procurado a tal sorte após ter sofrido o golo da Alemanha. Portugal que na 1ª parte faz um remate ao poste mas contra a corrente de jogo. Um Portugal que preferiu jogar para não sofrer e encravar o jogo alemão nem que para isso fosse necessário abdicar de atacar.

Poucos ousaram debater-se sobre questões fulcrais que se prendem com o jogo de Portugal. A incapacidade gritante de Portugal sair com qualidade nas transições ofensivas, os imensos passes falhados nessa 1ª zona de construção, o facto de os 3 jogadores da frente estarem demasiado entregues a si próprios e o facto de P. Bento ter prometido para este Euro uma equipa de posse e o que se viu foi uma equipa que como modelo de jogo não apresenta nem posse nem transição, antes lançamentos longos por parte dos defesas centrais.

O trio de meio campo tão cristalizado por P. Bento e que não poderia conhecer um corpo estranho como H. Viana devido ao facto de ser um trio que estaria fadado a jogar em posse, passou incólume à crítica. Primeiro o azar. Logo a seguir, caiu-se no mais fácil. Criticar o ponta de lança. Vieram logo as contas de há quantos jogos não marcava Postiga por Portugal e a conversa da falta de eficácia. Muitos queriam mexidas, mas apenas em nomes. Poucos se debruçavam sobre a forma como Portugal havia jogado e o que se pretende para o jogo de Portugal. Para muitos era apenas uma questão de sorte e de colocar Nelson Oliveira em campo.
  • Ora impõe-se alguma racionalidade na análise
Acho que P. Bento tem demonstrado ao longo da sua carreira, não só agora no Europeu, ser um treinador quadrado, com muitas dificuldades em agir ou tomar opções de risco, sempre joga com os mesmos e da mesma forma e não muda a não ser que tenha que reagir a algum evento relevante do jogo como estar em desvantagem. P. Bento é tão certo e previsível como a sua risca ao meio.

Raramente inova, tem aversão à mudança e é capaz de ser fiel às suas ideias até à derrota final ainda que elas se provem erradas durante o processo. Tal juntamente com a sua forma de liderança conflituosa e que sempre leva a que alguns jogadores fiquem pelo caminho, faz com que tome decisões polémicas como prescindir do melhor lateral direito português, ou do médio português com melhor qualidade de passe.

Essas ideias fixas, beirando a teimosia pura de P. Bento fazem com que o selecionador, mesmo quando veja algo a correr mal, não seja capaz de ter o arrojo ou a coragem de emendar a mão e lançar outro plano que ninguém esteja a contar. Nisso o sargentinho fica aquém do sargentão, que mal viu as coisas correrem mal no 1º jogo de Portugal no Euro 2004, não se importou de dar a mão à palmatória e mudar meia equipa colocando em campo aquela base do Porto Campeão da Europa.

Para este jogo com a Dinamarca era fundamental Portugal assumir o jogo, subir as linhas, haver trocas constantes e movimentação constante, e acima de tudo melhor qualidade de passe e que os médios interiores se aproximassem mais a zonas de finalização. Para isso era necessário proceder a mudanças no onze? Não necessariamente. Mas com elas havia a segurança de que determinados momentos do jogo que falharam contra a Alemanha estariam mais facilmente cobertos.

O exemplo mais flagrante é o de H. Viana. Tantos falaram da questão do ponta de lança quando essa era uma falsa questão. Postiga pode não ser um ponta de lança de eleição, mas para o estilo de jogo, para o modelo de jogo que P. Bento se propôs a apresentar, baseado num futebol mais apoiado, faz todo o sentido. Postiga com a Alemanha cumpriu com o que se pediu. Foi injusto recrimina-lo apenas porque se queria sentir que se mudava algo. A irreverência e a explosão de Nelson Oliveira é uma arma a usar mas claramente não se justificava como opção inicial para um jogo com a Dinamarca. Uma equipa que se esperava que jogasse com o bloco baixo e que por isso não daria o tal espaço para N. Oliveira ganhar metros aos defesas em velocidade. Precisava-se de um ponta de lança mais experiente, mais de apoios, capaz de sair da marcação e jogar como pivô ofensivo, bem mais do que um ponta de lança que esticasse o jogo.

Outra mexida que poderia ter sido feita seria na lateral direita. Não por uma questão estratégica, mas pela simples questão de J. Pereira demonstrar chegar a este Europeu em claro declínio do ponto de vista físico. Não é o mesmo J. Pereira que vimos ao longo da época. Pelas indicações dadas por M. Lopes no final da época e nos amigáveis não seria de descartar essa troca, mesmo sabendo dos riscos de lançar M. Lopes num jogo de queima. Mas se foi convocado por P. Bento é porque o treinador o considera pronto para ir a jogo.

P. Bento como seria de prever nada fez. Fechou os olhos ao que se passou no jogo com a Alemanha. O próprio relativizou tudo falando em sorte e azar ao invés de comentar o que a selecção podia ter feito mais para ter a tão desejada sorte. Curiosamente já ninguém falou de sorte após o jogo com a Dinamarca resolvido nos últimos minutos por Varela… Com a Dinamarca, uma vez mais o resultado iria maquiar as deficiências no jogo de Portugal. O golo inaugural é de uma bola parada em que Pepe ataca muito bem o 1º poste, e o 2º golo é uma jogada bem desenhada por Nani e concluída à ponta de lança por Postiga, calando os críticos.

Ainda assim, analisando o jogo friamente, o que podíamos ver era uma selecção portuguesa que tinha menos posse de bola que a Dinamarca o que não deixa de ser alarmante vindo de uma equipa em que o seu treinador condiciona toda a sua convocatória pela premissa de que a equipa será uma equipa de posse e não de transições. Logo aí se avista o primeiro erro. P. Bento se lesse bem as características dos jogadores que tem e até mesmo o estado actual do futebol português, saberia que Portugal se quiser ser uma equipa de posse será uma equipa incompleta e frustrada. Se quiser ser uma equipa candidata a ganhar um Europeu tem que assumir sem complexos ser uma equipa de transições. E não vem mal ao Mundo por isso. Grandes equipas como o Real Madrid são equipas eminentemente de transições. Isso não é sinónimo de menos qualidade ou menos jogo ofensivo.

Portugal podia ser uma equipa de posse quando tinha no seu onze jogadores com as características de Figo, Rui Costa e João Pinto. Numa equipa como a que temos actualmente com dois dos melhores extremos do Mundo, com médios que são eminentemente reconhecidos como médios de transição e com laterais tão ofensivos, não tem lógica lutar contra a natureza da equipa amarrando-a a uma ideia de jogo que não lhe assenta de forma cómoda.

E isso vê-se no jogo. Portugal quando tenta fazer-se dono da posse de bola não se sente bem. Tem dificuldades em jogar em organização ofensiva. Perde demasiados passes no meio campo, geralmente fica sem saber muito bem quando meter o passe de ruptura. Obriga a que jogadores explosivos como Nani e CR7 tenham que baixar muito no terreno e participar na criação do jogo ofensivo quando ambos são jogadores que gostam mais de ter a bola no espaço para poderem partir em jogadas individuais, aproveitando o apoio dos laterais. Pedir a uma equipa com estes jogadores para jogar em posse é um espartilho. Tal como seria pedir a uma selecção com médios como Iniesta, Xavi, Cesc, David Silva, etc. para jogar em transições seria contra natura.

Essa primeira questão seria fundamental. P. Bento assumir que Portugal é uma equipa de transições, assumir para ele próprio, para os seus jogadores e para o exterior. Já viria tarde, porque já o devia ter assumido e preparado a equipa dessa forma há mais tempo. Mas passada essa fase ele poderia ler o jogo de outra forma e dar à equipa os equilíbrios que esta necessita para poder não apenas estar forte no momento defensivo mas acima de tudo ajudar a desencravar a transição ofensiva que vem estado encravada nestes dois jogos.

Muitos fogem da questão essencial dizendo que falta um 10 a esta equipa. Falsa questão. Uma equipa com 2 extremos como Portugal tem, mais do que um 10 precisa é de médios que mais do que correr com bola, que a saibam passar em profundidade. Ora o melhor jogador para o fazer está no banco e nem sequer aqueceu para entrar um minuto que fosse neste Europeu…
  • Portugal é em campo o reflexo das dúvidas do seu selecionador
Ora tenta jogar em posse, mas acaba por falhar na tentativa de transição e alterna esse tipo de jogo com o recurso à jogada mais simples, atraso nos centrais e bola longa para o trio da frente na esperança que algo aconteça. Uma selecção que P. Bento tanto tem defendido que mantém a identidade, mas que se trata de uma identidade pouco vincada e aparentemente pouco treinada. Porque por vezes vê-se uma forma de sair para o ataque tão rudimentar como se se tratasse de uma selecção como a Grécia ou a Irlanda. Algo estranho atendendo à qualidade técnica dos nossos médios.

Uma equipa que tal como o seu selecionador é pouco pró-activa em campo, é reactiva. Funciona por estímulos do adversário. Portugal contra a Alemanha só arrisca e aproxima as linhas e pressiona mais em cima após sofrer o golo. Com a Dinamarca não consegue gerir uma vantagem de dois golos, vai perdendo paulatinamente o controlo do jogo e depois reage apenas quando sofre o golo do empate.
  • Jogo com a Dinamarca
P. Bento esteve muito bem na forma como defendeu o seu ponta de lança antes do jogo. A haver mexidas na equipa não se justificava que fosse a saída de Postiga por mais popular que esta medida fosse. Não se justificava a sua saída nem pelo que tem rendido nem pelas características do adversário.

Perante uma imprensa tão adversa e roçando mesmo um tom algo agressivo para com Postiga, P. Bento fez bem em garantir a sua titularidade. Daquela forma foi líder e ganhou um jogador motivadíssimo para o jogo.

Na abordagem ao jogo, o que se esperava. As mesmas peças mas uma tentativa de que desta vez Meireles e Moutinho fossem capazes de subir no terreno e ajudar na pressão ofensiva, tentando obrigar o erro da Dinamarca quando tentava sair a construir desde trás. O problema no meio campo português continuou a ser a falta de critério na hora de passar a bola e na quantidade de passes falhados sempre que se exigia um passe de maior risco. Nesse capítulo M. Veloso foi até o jogador que melhor se apresentou. Ao contrário do jogo com a Alemanha que pediria um trinco mais posicional, este tipo de jogo assentava melhor nas características de M. Veloso. Uma equipa que lhe permitia ter mais tempo e espaço para tentar passes longos e pautar o jogo da equipa como 1º médio no momento da organização ofensiva. No jogo com a Alemanha ele andava demasiado preocupado em não deixar jogar e acabava nem por recuperar muitas bolas nem por conseguir sair a jogar com qualidade.

Sente-se no meio campo de Portugal a incapacidade dos médios interiores de serem um apoio efectivo no momento ofensivo. Quer Moutinho quer Meireles são médios de alta rotação (mais Moutinho que Meireles) e que podem em condições normais fazer o vaivém no meio campo. Acontece que ambos se apresentam neste Europeu com algum défice físico. Isso torna-se ainda mais claro em Meireles. Moutinho mesmo no Porto é um 2º médio a chegar-se à frente. É mais um médio de equilíbrios do que de desiquíbrios. Nesse tipo de aproximações à área para finalizar ou fazer o último passe, deixa-se essa função para Lucho. Moutinho aparece menos. Daí que na selecção essa função devesse caber mais até a Meireles pela sua boa meia distância.

Num 4-3-3 tão fixo e cristalizado, se os dois médios interiores não tiverem a capacidade de se desdobrarem e de serem o 2º homem a aparecer em zonas de finalização ou para efectuar o último passe, facilmente teremos uma equipa sem ligação tendo que jogar muitas vezes directo da defesa para o ataque. Ainda para mais, este tipo de táctica, e tendo em conta que temos dois extremos muito ofensivos, obriga a que o meio campo para dar equilíbrio acabe por ter que se desgastar muito pois exige-se que apareçam em zonas adiantadas mas que também compensem o facto de nem sempre os extremos acompanharem o lateral.

Veja-se o caso de CR7 que pouco defende e obriga a que M. Veloso tenha que várias vezes ajudar Coentrão nas coberturas. Notou-se a tentativa de Portugal de com as mesmas peças traçar um plano de jogo diferente. A qualidade dos jogadores portugueses fez a diferença mas a verdade é que o jogo a meio campo continua pouco fluído e denota-se cada vez mais o desgaste. Não sabemos em que condições chegarão estes 3 jogadores ao jogo com a Holanda pois têm sido sujeitos a um enorme desgaste.

- Portugal com a Alemanha e também com a Dinamarca demonstrou ter como sector mais forte o centro da defesa. B. Alves e Pepe têm formado uma dupla fortíssima e que se complementa bem. Por outro lado, temos visto o melhor Coentrão.  Neste jogo vimos uma pequena falha de R. Patrício no 1º golo e continuamos a assistir a um J. Pereira com pouco fulgor físico, sendo o elo mais fraco da defesa. Em termos do trio da frente, Nani mostrou-se participativo e foi para mim o melhor em campo. Muito bem na forma como assistiu Postiga no 2º golo e também cruzou várias vezes com muito perigo. Nani soube gerir o ritmo de jogo e tacticamente foi muito importante na forma como apoiou J. Pereira. H. Postiga fez um belo golo e efectuou o trabalho que se esperava dele. Cada vez mais se nota também que Postiga chega muito desgastado e que tem que sair aos 60 minutos. Temos ponta de lança para 60 minutos, principalmente neste estilo de jogo com tanta bola colocada no espaço. Claramente não é a melhor forma de servir Postiga.

CR7 foi alvo da crítica fácil e da fúria de todos pelos golos que falhou. Foram falhanços, principalmente o 2º que não são comuns em CR7. Denota-se que CR7 continua a sentir o peso do mundo nos seus ombros sempre que joga pela selecção e quanto mais pressionado se sente mais tem a tendência para tentar resolver tudo sozinho, para implicar com as falhas dos companheiros e acaba também por descurar as tarefas defensivas.

Não me preocupa a falta de eficácia de CR7. Isso é o menos, pois sabemos que a qualquer momento ele marca um golo e volta a confiança. Preocupa-me mais a sua postura em campo, principalmente quando é o capitão de equipa. A culpa porventura esteve em que lhe deu essa responsabilidade quando ele porventura não tem as características de um líder. No campo vejo mais Pepe ou B. Alves como líderes do que propriamente CR7. Obviamente que tirar-lhe agora a braçadeira seria péssimo e altamente desaconselhável.

Por outro lado, foi importante mostrar ao público em geral e ao próprio CR7 que a selecção é mais do que ele e mais 10. Pode ganhar sem ele como figura decisiva. Se não houver CR7 um dia, não deixa de existir selecção. Pode ser que isto retire de alguma forma pressão dos ombros de CR7 e que também o faça sentir mais como um elemento do grupo.

Em termos estratégicos P. Bento demonstrou o mesmo de sempre. Nisso ele é tradicionalista e bastante previsível. Raramente mexe com o jogo desde o banco. Fez a substituição que se esperava fazendo entrar N. Oliveira. Postiga estava desgastadíssimo e tinha que sair. Pode ter falhado nessa substituição por o jogo estar 2-1, e por sentir-se que CR7 não descia e a Dinamarca estava a apostar muito no nosso flanco esquerdo. Coentrão via-se sempre perante dois jogadores e o próprio meio campo estava desgastadíssimo e já não conseguiam ser tão lestos no apoio a Coentrão. Meireles estava em claro declínio físico e continuou em campo. Meireles que mesmo quando está no seu melhor não costuma completar os 90 minutos…

N. Oliveira entrou bem, e esperava-se que pudesse aproveitar o espaço no centro do ataque, dar profundidade ao ataque português e ter um maior raio de acção que Postiga. Pode-se dizer que o jovem avançado não tremeu. Entrou bem, segurou a bola, tocou bem para os companheiros e fez uso da sua capacidade física para puxar contra ataques ou para ganhar faltas.

O problema é que na esquerda mantinha-se um convite aos ataques, cada mais intensos, dos dinamarqueses. Toda a gente via isso, e exigia-se uma mudança. Poderia ser a saída de Nani e a entrada de Varela com a passagem de CR7 para a direita. P. Bento nada fez. Esperou até sofrer o golo. Aí também nada de novo. O plano B, 4-2-3-1, com Nani como 10 e CR7 a aproximar-se de N. Oliveira assim como Varela. Estivemos praticamente fora do Europeu. Varela foi o herói desta vez. Mas convém não esquecer que após estarmos com uma vantagem de dois golos perante a Dinamarca colocamo-nos a jeito de sofrer dois golos e ver o Euro a escapar-se nos últimos minutos.

Após a vantagem, P. Bento fez o que vem nos livros, colocou mais um central esperando o chuveirinho dos dinamarqueses. Curiosamente, pediu a N. Oliveira que até é ponta de lança, para passar para a esquerda e dar o apoio defensivo a Coentrão que CR7 não vinha dando, deslocando CR7 para o meio. Uma opção tardia. Felizmente tivemos Varela, caso contrário poderia ter sido tarde demais.

(cont) Parte 2 Missão Holanda

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Agora é que é!

Depois da injusta derrota ante uma banal Alemanha eis que chegou a hora do tudo ou nada para Portugal. As contas são fáceis de se fazer e o resultado de mais logo tem de ser positivo, ou seja, Portugal tem que derrotar a Dinamarca nem que seja por meio a zero desde que no final os 3 pontos sejam pertença dos Lusos.

Contudo esta Dinamarca está longe de ser fácil. Já na Fase de Apuramento para o EURO 2012 a nossa Selecção mediu forças com os Nórdico e se em casa derrotou os Vikings, fora de portas sofreu uma amarga derrota que fez com que a entrada de Portugal na Competição tivesse de passar por um Play-off. Para mais o estilo de jogo Dinamarquês parece ter mudado estando agora mais calculista e frio do que nunca.

A Dinamarca é neste momento uma Selecção que joga lento e que prefere a organização á correria tresloucada em busca do golo. Os Dinamarqueses chegam mesmo ao ponto de desperdiçar um possível contra ataque em detrimento de um jogo pausado que mantenha a bola sempre no pé. Perante isto é fácil de se adivinhar o que vão querer fazer mal o jogo comece: enervar ao máximo Portugal, marcar o seu golo o mais rapidamente possível e gerir a partida a um ritmo lento/lentíssimo.

Ora tendo em consider5ação que Paulo Bento deverá fazer alinhar contra a Dinamarca o mesmo onze que se bateu bem ante a Alemanha, eis que é importante que os Jogadores Portugueses mantenham sempre a cabeça em cima dos ombros. Se Portugal partir para uma cavalgada tresloucada contra esta Dinamarca só porque precisa dos 3 pontos então mais vale ficar por aí porque já perdeu o jogo. 

Portugal tem o dever de fazer circular a bola de uma forma ofensiva sem nunca descurar a sua zona defensiva e sempre que perder a bola deve ser rápido na ocupação dos espaços defensivos para evitar dissabores. Em resumo, Portugal precisa de fazer o que fez ante a Alemanha só que arriscando um pouco mais no ataque e afinando a sua pontaria na hora de rematar á baliza.

Onze provável (4x3x3): Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Coentrão, Veloso, Meireles, João Moutinho, Nani, Ronaldo e Postiga. 

Portugal defronta hoje a Dinamarca numa partida a contar para a 2ª Jornada do Grupo B do EURO 2012 que tem o seu início aprazado para as 17H e pode ser seguida em directo aqui no Mística.