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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Confirmar o óbvio

Depois de duas semanas, mais coisa menos coisa, em que o Futebol clube do Porto esteve basicamente parado no que ao futebol de primeira diz respeito, eis que o Dragão volta à competição e logo numa prova que lhe pode render muitos milhões em caso de vitória.
 
Não é preciso ser-se um grande conhecedor do Mundo da bola para se afirmar com certeza absoluta que mais logo uma vitória Azul e Branca na Bielorrússia é sinónimo de muito dinheiro. Mas mesmo muito dinheiro! E que jeito dá este vil metal que tanta falta faz aos cofres Portistas numa momento em que Portugal se encontra mergulhado numa assombrosa crise da qual parece nunca mais ter fim.
 
Mas há aqui algo de muito pertinente que ainda não foi aqui devidamente exposto. O Futebol Clube do Porto não vai jogar sozinho. Do outro lado da barricada vai estar o dono da casa emprestada BATE Borisov, crónico Campeão Bielorusso. 
 
E que dizer do BATE? Primeiro que tudo que tem levado mais vezes do que bate. Numa forma mais séria, os Campeões da gélida e distante Borisov quase só tem conhecido o amargo sabor da derrota nesta edição da Liga dos Campeões. Neste momento, a duas jornadas do final da fase de grupos da Champions, o BATE tem dois golos marcados e dezanove (sim: 19!) sofridos e só não é o último do Grupo H porque teve a proeza de já ter derrotado o Athletic Bilbao.
 
Deduzo que por esta altura já se esteja apensar que o jogo é fácil. Bem até que o poderá ser desde que a equipa de Lopetegui o demonstre em campo. E tal demonstração não será, quase de certeza, fácil. Isto porque há a questão do frio, o estado do relvado que nesta altura do ano não costuma estar em grandes condições naquele orgulhoso País do Leste e, mais importante que tudo, a condição física e mental dos Jogadores do FC Porto depois da paragem para as Selecções e folga forçada da Taça de Portugal.
 
Se Julen Lopetegui souber lidar com todos estes factores é certo que o FC Porto sairá de Minsk com uma goleada idêntica às que as outras equipas do Grupo têm alcançado ante o BATE. Já se o basco tiver dificuldade em lidar com todas estas questões, então a vitória por uma bola a zero será o cenário mais provável e não estará isenta de fortes e pesadas críticas porque o resultado de mais logo pode ser decisivo na atribuição do primeiro lugar do grupo.
 
Pelo exposto espera-se que o Basco apresente o melhor onze Portista. Um que tenha Quintero no meio campo, Tello ou Quaresma numa das faixas do ataque e Casemiro na posição 8. Poucas mexidas e nada de inventar é a fórmula de um sucesso que todo o Portista deseja para o jogo de hoje.
 
Olhando para a Lista de Convocados do Treinador Azule Branco, as inclusões de Tello e Ricardo Nunes são as novidades na dita lista elaborada por Julen Lopetegui para o jogo frente ao BATE Borisov, na Bielorrússia, que se disputa às 17H (em Portugal Continental), referente à quinta jornada do já aqui falado Grupo H da UEFA Champions League.
 
Lista de 20 convocados: Fabiano, Andrés Fernández e Ricardo Nunes (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Casemiro, Quintero, Tello, Brahimi e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Assunto arrumado!

Com uma exibição bastante personalizada, o FC Porto mostrou a sua superioridade sobre o Athletic Bilbao desde o primeiro ao último minuto e venceu em San Mamés por 0 x 2, garantindo não só a conquista dos 3 pontos, como o apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões quando ainda faltam disputar duas jornadas no grupo H.
Ao intervalo o 0 x 0 permanecia no marcador, mas os Dragões já mereciam estar em vantagem, tendo estes desperdiçado uma grande penalidade na etapa final da primeira parte, com Jackson Martínez a rematar à barra. Porém, no segundo tempo, os comandados de Julen Lopetegui conseguiram manter a posse de bola e o Athletic Bilbao longe da sua baliza durante grande parte do encontro, acabando por chegar ao 1 x 0 por intermédio de Jackson Martínez e ao 2 x 0 através de Brahimi.
Uma nota final para Brahimi. Pode ser injusto destacar apenas um jogador após uma exibição colectiva de grande nível do FC Porto, mas o internacional Argelino foi o que mais conseguiu desequilibrar durante todo o jogo. A jogada para o golo de Jackson Martínez é digna de ser revista e no momento do seu golo foi oportuno, confirmando de vez o apuramento dos Dragões para a próxima fase e a consequente eliminação dos Bascos da Champions.
O FC Porto entrou bem no jogo e durante os primeiros 45 minutos teve uma atitude dominadora, tendo a bola na sua posse durante a maior parte do tempo, como é apanágio sob o comando de Julen Lopetegui. No entanto, para tal contou com uma postura surpreendente do Athletic Bilbao que, para uma equipa interessada apenas na vitória para continuar a discutir uma vaga nos oitavos de final da Liga dos Campeões, apresentou as linhas demasiado baixas, defendendo bem mais do que atacou.
Casemiro e Óliver Torres trabalharam muito no miolo e coube a Brahimi desequilibrar através do corredor esquerdo, pois foi pelo lado canhoto que os Dragões mais vezes atacaram na primeira parte, apesar da primeira oportunidade de chegar ao golo ter acontecido precisamente após trabalho na direita, com Danilo a cruzar para o cabeceamento de Jackson Martínez ao lado.
O internacional Colombiano esteve bastante activo na frente de ataque, nomeadamente na procura da bola em posições mais recuadas para poder jogar com os companheiros. Consequência dessa atitude, o número de faltas cometidas sobre o atacante na primeira parte foi elevado e na conversão dos respectivos livres os Azuis e Brancos estiveram perto de inaugurar o marcador. Primeiro Maicon obrigou Iraizoz a defender em esforço para canto e depois foi Brahimi que rematou a centímetros do poste.
A formação Portuguesa mantinha o controlo do jogo e Fabiano não foi posto à prova uma única vez no primeiro tempo. Pelo que fez, o FC Porto merecia chegar ao intervalo em vantagem mas, a bem da verdade, se tal não aconteceu foi por culpa própria, pois aos 41 minutos o árbitro, por indicação do juiz de linha, assinalou grande penalidade sobre Danilo. Não parece ter havido motivo para a marcação de penálti, mas mesmo assim Jackson Martínez não soube aproveitar a chance, falhando a conversão do castigo máximo. Um problema antigo, pois foi o segundo penálti falhado pelos Dragões na presente edição da Liga dos Campeões.
Ernesto Valverde, treinador do Athletic Bilbao, sabia que a sua equipa precisava de conseguir mais para poder continuar a sonhar com a continuidade na Liga dos Campeões. Por isso, ao intervalo o treinador dos Bascos operou duas substituições, uma delas para fazer entrar a estrela da companhia, Iker Muniain, mas não surtiu o efeito desejado.
O FC Porto regressou para a segunda parte novamente com bastante personalidade e por isso, apesar do adversário ter tentado subir mais as linhas, manteve o domínio na partida. Continuando a mandar na posse de bola, foi sem surpresa que a formação orientada por Julen Lopetegui conseguiu chegar ao golo. Com justiça, diga-se. Brahimi, com uma fantástica jogada pela esquerda, assistiu Jackson Martínez e o Colombiano só teve que encostar para o fundo da baliza, redimindo-se da grande penalidade falhada.
Com o golo apontado, o FC Porto estava matematicamente apurado para a próxima fase da Liga dos Campeões (o Shakhtar Donetsk vencia o BATE Borisov) e os Azuis e Brancos não desperdiçaram a oportunidade de resolver já, quando ainda faltam duas jornadas para o final da fase de grupos, as contas da qualificação. A ganhar, os Dragões não abrandaram e continuaram a mandar, tendo estado mais perto de chegar ao 0 x 2 do que os Bascos ao 1 x 1. A excepção foi a desatenção da defesa dos Dragões ais 70 minutos, quando Guillermo Fernández, na sequência de um livre, cabeceou ao poste.
Foi a única vez que Fabiano sentiu a baliza ameaçada e isso diz muito do bom jogo realizado pelo FC Porto, que acabou de vez com o jogo aos 73 minutos, quando Brahimi estabeleceu o resultado final após o relvado ter traído Iraizoz. 

Retirado de zerozero  

Melhor em Campo: Brahimi

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Arrumar o assunto

Três pontos. É este o número de pontos que separa o Futebol Clube do Porto do apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões já na 4.º jornada da fase de grupos e o Athletic Bilbao de poder sonhar com a continuação na prova. Por aqui se vê que mais logo muita coisa vai estar em jogo com muitos, mesmo muitos, milhões de euros em cima da mesa.
 
Para além do facto atrás mencionado, temos que ambas as equipas parecem estar atravessar uma boa fase uma vez que os Dragões parecem ter “entrado nos eixos” tendo alcançado bons resultados no Campeonato Português e os Bascos estão a começar a recuperar do mau arranque que tiveram em La Liga BBVA. 
 
Prevê-se por isto que o jogo vá ser muito equilibrado. Tão equilibrado que não será asneira alguma dizer que um empate no final dos 90 e poucos minutos não seja um resultado satisfatório para ambas as formações. Contudo, tendo em consideração a filosofia de ambas, é de se crer que tanto Dragões como “Leones” darão tudo por tudo pela vitória final, ou não estivesse no meio de tudo isto muito dinheiro como já aqui foi referido.
 
Se há coisa que ficou na retina do adepto que viu o último FC Porto 2 Athletic Bilbao 1 é que não se pode dar o mais pequeno espaço aos Bascos. Este será jogo onde, mais do que nunca, a equipa de Lopetegui terá de jogar simples e prático porque a pressão dos de Bilbao vai ser imensa. E Julen sabe bem disto uma vez que o mesmo é oriundo do País Basco e sabe bem o quão “raçudas” e emblemáticas costumam ser as equipas daquela Região Espanhola.
 
Exige-se desta forma muita concentração ao Onze Azul e Branco que vai pisar o relvado do renovado Estádio de San Mamés. Neste jogo bem que o “fanatismo da posse” pode ficar de lado, porque um erro, por mais pequeno que possa ser, será fatal num Estádio que estará, sem sombra de dúvida, completamente lotado de Bascos que sentem a sua equipa como se de um País se trate.
 
As chamadas do médio Evandro e do guarda-redes Ricardo Nunes são as novidades na Lista de Convocados elaborada por Julen Lopetegui para esta partida do Grupo H da UEFA Champions League (19h45, hora de Portugal Continental). Os dois atletas juntam-se assim aos 18 que haviam sido convocados para a recepção ao Nacional (2 x 0), da nona jornada da Liga Portuguesa.
 
Lista de 20 convocados: Fabiano, Andrés Fernández e Ricardo Nunes (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Evandro, Herrera, Rúben Neves, Tello, Brahimi e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo blog perto da hora do jogo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Que enorme batida!

Brahimi. Este é o nome que vai andar na boca dos adeptos do FC Porto e por toda a Europa nos próximos dias. O internacional Argelino assume-se como uma das melhores contratações da renovada equipa dos Dragões e na sua estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões apontou um hat-trick frente ao BATE Borisov. Quando saiu aos 59 minutos para dar lugar a Evandro, foi enorme (e merecida!) a salva de palmas que recebeu. O Dragão está rendido a Brahimi.
Mas comecemos pelo início. À imagem do que tem feito em quase todos os jogos, Julen Lopetegui decidiu mexer na equipa para a recepção ao BATE Borisov, primeiro adversário do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões. Além do esperado regresso de Alex Sandro ao lado esquerdo da defesa, o treinador Espanhol apostou ainda na titularidade de Ricardo Quaresma e Adrián López para o encontro com os Bielorrussos.
A actuar claramente num 4x2x4 em vez do habitual 4x3x3, com Casemiro e Hector Herrera no meio, Quaresma e Brahimi nas alas e Adrián López a jogar ao lado de Jackson Martínez, o FC Porto esteve longe de convencer colectivamente e ao fim da primeira parte, apesar do 3 x 0 no marcador, a qualidade individual estava claramente a sobrepor-se ao colectivo.
A aposta num esquema táctico diferente que obrigava a movimentos distintos dos habituais dentro das quatro linhas justifica em parte o apagado desempenho colectivo, mas nem assim os Azuis e Brancos deixaram de conquistar uma vitória fácil que estava praticamente garantida ao fim de 45 minutos e que tinha a tal figura em destaque: Brahimi.
Aos cinco minutos, o Argelino aproveitou uma má reposição do guarda-redes Sergey Chernik e teve a frieza necessária para inaugurar o marcador. Com um golo praticamente caído do céu, o FC Porto chegou à vantagem e para a manter valeu uma excelente intervenção de Fabiano, naquele que foi o seu grande contributo para os Dragões iniciarem a campanha na Liga dos Campeões com o pé direito. Na verdade, foi a única vez que o frágil BATE Borisov teve possibilidade de fazer mossa no Dragão.
A partir daqui importa apenas explicar o que aconteceu no meio campo ofensivo do FC Porto e o que aconteceu pouco depois é...inexplicável. Uma obra de arte de Brahimi, que inventou sozinho uma jogada e ampliou a vantagem do FC Porto para 2 x 0, naquele que deverá ser um dos melhores golos desta edição da Liga dos Campeões. O jogo estava resolvido e mais ficou aos 37 minutos, cinco minutos depois da obra prima de Brahimi, com um cabeceamento certeiro de Jackson Martínez.
À entrada para a segunda parte restava apenas uma dúvida. Ia a equipa de Lopetegui abrandar ou aumentar a distância no marcador? A resposta correcta era, sem surpresa, a segunda. Brahimi confirmou o hat-trick de livre directo, saiu pouco depois para os aplausos, mas nem assim o Dragão deixou de festejar, pois Adrián López, que até tinha estado apagado na primeira parte, assinou o 5 x 0 e confirmou a maior vitória de sempre do FC Porto em casa desde que há fase de grupos da Liga dos Campeões. Mas ainda havia tempo para mais um, com Aboubakar, que entrou para o lugar de Jackson Martínez, a estrear-se nas competições europeias com um golo.
O Dragão «cuspiu fogo» na primeira vez que teve que mostrar a sua capacidade de reacção após um resultado negativo (empate em Guimarães) e com isso os adeptos Azuis e Brancos viveram uma noite de glória europeia que há muito não viviam e que deixa perspectivas animadoras para os próximos compromissos. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi

sábado, 8 de fevereiro de 2014

¡¡Hala Madrid!!: O número três

1. Mais cedo ou mais tarde era certo que o Real Madrid CF ia perder pontos. A equipa joga bem, os Jogadores estão motivados e o Treinador tem espaço para fazer o seu trabalho. Só que era notória a mania que a equipa Blanca tem do “deixa andar”. Não se pressiona o adversário. Com Ancelotti isto da pressão e de tirar a bola aos Jogadores das equipas adversárias é cosia que não existe. Umas vezes corre bem como aconteceu com o Atlético de Madrid no jogo da Copa del Rey, mas noutras corre mal como foi o caso do jogo em Bilbau. È nestas alturas que tenho imensas saudades de José Mourinho.
 
2. O Jornal MARCA passou a semana passa toda a tecer loas a Sérgio Ramos. Do Sevilhano só se liam virtudes, maravilhas e qualidades que mais nenhum outro central tem em Espanha e no Mundo. Celebram-se os seus 10 anos de estreia em La Liga como se fosse o aniversário da carreira do melhor Jogador do Mundo Cristiano Ronaldo. Ramos parecia um “Balão inchado” de tanto orgulho e tão orgulhoso estava que até ofereceu o golo do empate ao Athletic Bilbao. Parabéns Sérgio Ramos!
 
3. Sobre a expulsão de Cristiano Ronaldo na última Jornada da Liga Espanhola tenho a dizer que foi mais que justa. Cristiano tem de perceber que há quem seja manhoso suficiente para tramar um colega. Foi isto que aconteceu pois a fita que o Jogador Basco fez foi tanta que o árbitro do jogo (que tem um ódio de morte aos Portugueses vá-se lá saber porquê) alinhou no logro e acabou por expulsar o Jogador Merengue. Esperava-se algo melhor da parte de um Jogador já com tantos anos de carreira como é o caso de Ronaldo.
 
Agora o que não se esperava nem se entende é porquê razão Cristiano Ronaldo é expulso, suspenso por três jogos, o recurso do Clube é rejeitado mas quando tal coisa se passa com Sérgio ramos há de imediato uma despenalização e o dito cartão vermelho é retirado de imediato. A tal de verdade desportiva já deve ter passado a fronteira de Vilar Formoso e está a tomar conta das instituições desportivas da nossa vizinha Espanha.
 
Mas apesar de tudo este lindo episódio vai com toda a certeza meter as aves raras a pensar. Isto porque se o Real Madrid CF é a “equipa do regime” com toda a certeza que o seu melhor Jogador (aka Melhor Jogador do Mundo) seria facilmente despenalizado. Mas não o foi. E agora que teoria vão inventar?