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domingo, 13 de março de 2016

De trambolhão em trambolhão até à vitória final

Esteve por um fio, mas continua na luta. Num jogo que parecia totalmente controlado e resolvido, os azuis e brancos permitiram o empate ao União e voltaram a ser inconstantes, mas os festejos chegaram no fim, com o pontapé de Corona. O União esteve à beira da surpresa.
Não fossem as claques, o golo e uma ou outra decisão de arbitragem e o clima da primeira parte seria de idêntico entusiasmo ao do aquecimento. O fresco atmosfera, a derrota e Braga e a delicada situação pontual podem explicar os ânimos arrefecidos, mas a ligação dos adeptos à equipa já foi bem melhor...
Sérgio Oliveira sempre ajudou a amenizar esse aspeto. O público gosta dele, gosta de o ver ao lado de Rúben Neves e ele gosta de jogar, logicamente. Foi do seu pé que saiu o passe para Maxi, que foi assistir Aboubakar, ávido pelo golo depois de alguns passes falhados, num jogo onde Peseiro lhe indicou novamente o onze, depois de Suk o sentarno banco.
Esse golo, diga-se, foi o espelho da primeira parte. FC Porto a mandar e a insistir, obediente à máxima de não desistir, embora com lacunas variadas. Maxi, o melhor do primeiro tempo, teve mérito, ele que também soube ser assertivo na hora de defender os (poucos) ataques de um União claramente a explorar a profundidade dada pela defesa portista.
Layún também não esteve mal, ele que claramente sente o bichinho de subir no terreno. Mal estiveram os extremos azuis e brancos. Corona ainda não deu com o clique que precisa, Brahimi continua com clique a mais, desesperado em querer resolver tudo por si e pouco dado a futebol simples.
Do outro lado, valia a tal verticalidade de uma equipa robusta a meio, mas com pouca criatividade. Lamentável, para Norton de Matos, foi a cerimónia de Miguel Cardoso quando teve o empate à vista.
Curiosamente, foi preciso esperar pelo intervalo para a animação chegar, com uma campanha publicitária a proporcionar momentos divertidos. Uma situação que, certamente por coincidência, trouxe um FC Porto mais disposto para o segundo tempo. Ritmo mais alto, mais dinâmica de um futebol que também passou a ser pelo meio e, voilà... golo. Tudo resolvido. Pelo menos parecia.
Parecia, mas não foi. Primeiro, porque a equipa adormeceu, confortável com o 2x0. Depois, porque Herrera não foi capaz de fazer o terceiro, numa excelente jogada individual. Por fim, e com claro mérito, porque Norton de Matos foi muito acertado nas substituições, metendo Cádiz e Danilo Dias para agitar o ataque.
Agitou tanto que marcou dois de rajada e fez soltar o lógico desagrado nas bancadas. Num ápice, os assobios tomaram conta do estádio, inicialmente com os jogadores portistas a serem os visados (Brahimi foi o mais), depois na direção do anti-jogo da equipa forasteira, que acabou por dar o tónico de apoio que a turma da casa precisava.
De raiva, o pontapé de Corona, com Ricardo Campos mal batido, acabou por ser o suspiro quando já se temia o fim da luta pelo campeonato. Os dragões estão nela, mas, com esta permeabilidade, não será nada fácil... 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi

domingo, 19 de julho de 2015

Dragão com dupla faceta vence em jogo treino

Ao segundo jogo, o segundo triunfo dos Azuis e Brancos. Sem deslumbrar, a equipa de Lopetegui aproveitou para testar o 4x4x2, com Bueno a mostrar características interessantes para jogar atrás do homem de referência. Ainda assim, foi em 4x3x3 que os Portistas conseguiram os golos, numa segunda parte onde Brahimi foi o grande destaque.
 
O arranque do desafio foi bastante morno. As atrações iniciais foram Casillas e Maxi Pereira, ambos em estreia, se bem que isso rapidamente passou para segundo plano. Existiam outros focos de interesse para observar: reforços e esquema táctico, sobretudo.
 
Nisso, Lopetegui acabou por mostrar um formato diferente da época passada. Com Imbula bem mais perto de Danilo Pereira, quase ao lado do Português, e com Bueno muito mais próximo de André Silva, a equipa actuou num 4x4x2 quase em linha.
 
Diante de um Duisburg a apresentar-se em bom plano, agressivo e aguerrido na pressão exercida, os Dragões mostravam alguma dificuldade em tratar a bola pelo corredor central, onde não havia muito espaço para as transições. Sobravam as linhas, nas quais José Ángel subiu mais do que Maxi e Varela teve mais bola do que Tello. Quer isto dizer que o fluxo atacante dos Dragões se situou mais pelo lado esquerdo.
 
Contudo, foi mesmo Bueno quem causou melhor impressão no arranque da partida. Com a camisola 10 nas costas, o Espanhol mostrou muita mobilidade e grande conhecimento dos movimentos entre linhas, quer na zona central, quer no apoio às faixas. Uma carta que promete, sem dúvida.
 
Quanto a jogo realmente dito, pode-se dizer que a primeira meia hora teve um FC Porto com mais bola, ainda que não mais perigoso que o adversário. Aos Dragões faltava quem imprimisse maior agressividade ao jogo para que este fosse mais fluido e Sérgio Oliveira, que entrou para o lugar de Imbula, conseguiu melhorar isso mesmo.
 
Foi nessa altura que o FC Porto dispôs das duas melhores ocasiões, uma por Bueno, a passe do Português, outra por Tello, assistido por Bueno, também depois de participação de Sérgio Oliveira, dessa vez na recuperação de bola.
 
Na segunda parte, já com uma revolução no resto da equipa, seria o próprio Sérgio Oliveira a inaugurar uma grande dose de oportunidades que acabariam por dar em golos.
 
Com a revolução feita por Lopetegui, a equipa aproximou-se bem mais do seu esquema tradicional, no qual se notou bem mais familiaridade nos movimentos e processos com bola. Evandro ainda disfarçou, ao tentar aproximar-se de Aboubakar, mas a sua tendência acabava por prevalecer.
 
Foi no meio-campo que se assistiu a outra boa prestação. André André voltou a mostrar calo, nervo e atitude, assim como assertividade com e sem bola. Ainda que a grande figura tenha sido Brahimi. Porque quis.
 
O Argelino dá a ideia de ser assim mesmo. Quando quer, faz maravilhas. Quando quer, faz a diferença. Quando quer, é de outro patamar. E, apesar de se tratar de um jogo de preparação, Brahimi quis. Primeiro, quis fugir no espaço e aproveitar o passe de Aboubakar para finalizar. Depois, quis servir Hernâni para o segundo. A seguir, deslumbrou-se com a boa exibição e desperdiçou um lance genial que construiu.
 
Curiosa foi, depois, a saída de Hernâni, apenas 20 minutos depois de ter entrado. Deu vaga a Adrián López e, ao mesmo tempo, o Duisburg também realizou várias alterações.
 
O jogo voltou a decair no seu ritmo e pouco mais teve de interesse. Ressalva para Martins Indi, que se deixou ultrapassar por um adversário que seguia para a baliza e que, num jogo a contar, seria expulso pela falta cometida. Aliás, falta falar das acções defensivas dos Dragões, que não foram exemplares. Apesar de não ter sofrido golos, a equipa tem ainda várias correções a fazer, o que é perfeitamente natural nesta partida.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (II)

Continuando a análise à época anterior do Futebol Clube do Porto "vou virar mais uma página" em jeito de “quase conclusão” sem sair do tema “Plantel de Luxo” porque ainda há algo mais a dizer. 
 
Ora na temporada 2014/15 entraram para o Plantel principal dos Azuis e Brancos 17 Atletas (isto contando com as entradas em Agosto e Janeiro). Posso estar enganado, mas não me recordo de uma época onde os Dragões se tenham reforçado tanto. Provavelmente é preciso recuar aos tempos de estreia de José Mourinho no comando técnico do FC Porto para assistirmos a algo de parecido, senão igual.
A questão primordial neste aspecto das entradas foi, a meu ver, o rendimento que se conseguiu retirar destas. No global quer-me parecer que o saldo é positivo até porque o maior dos males da época passada, no que ao plantel dizia respeito, já morava no ninho do Dragão. Mas vamos por partes.
Se fizermos uma pequena consulta ao site oficial do Futebol Clube do Porto rapidamente nos apercebemos que para a baliza tivemos duas caras novas na equipa: Ricardo Nunes e Andrés Fernández. Dois nomes que não singraram na equipa principal Portista. Ricardo não teve oportunidade de mostrar o que vale na Baliza de um “Grande” tendo inclusive sido completamente “posto de lado” por Lopetegui. Por seu turno Andrés teve oportunidade de mostrar o seu valor, mas das vezes em que jogou não teve arte e engenho para “aguentar a pressão” da camisola Azul e Branca tendo inclusive sido um dos grandes responsáveis pela eliminação prematura do FC Porto na Taça de Portugal.
Na linha defensiva. E aqui registamos a entrada de três reforços. São eles José Ángel, Martins Indi e Marcano (Opare não conta para este “Totobola” pelas razões que todos conhecemos). E aqui contabilizo dois reforços no verdadeiro sentido do termo e um não reforço. Dito de outra forma, Martins Indi e Marcano revelaram ser centrais de qualidade que trouxeram algo de novo à defesa Portista. Já José Ángel, não obstante o n.º de oportunidades que teve de mostrar aquilo que valia, acabou por ser uma menos valia para a equipa. Pessoalmente gosto mais do estilo de Indi comparativamente a Marcano dado que vejo no Holandês o tal “Patrão” que a uma defesa precisa, mas Marcano mostrou ser digno da confiança do seu Treinador apesar de não ter tido exibições brilhantes durante a época.
Quanto ao meio campo, cérebro/coração de qualquer equipa de futebol profissional. Rapidamente constatamos que nesta zona do terreno os Portistas levaram a cabo, nada mais, nada menos do que 6 contratações! Uma pequena revolução tendo em consideração de que falamos do meio campo. E aqui apenas um destes reforços revelou ter sido uma aposta falhada: José Campaña) se bem que o jovem Espanhol quase não teve tempo de jogo na equipa principal dos Dragões. 
Óliver Torres fez lembrar os saudosos tempos de João Moutinho e é uma pena que tenha de regressar ao Atlético de Simeone onde não lhe auguro um futuro promissor tendo em consideração a sua fraca capacidade física e o estilo de jogo do Atlético de Madrid. Casemiro, sobre o qual já falei no artigo anterior, chegou e evoluiu se bem que ainda tem muito que aprender a nível de passe não obstante ter sido um Jogador muito útil sempre que o FC Porto tinha de defender. Evandro, ex-Estoril Praia, mostrou ser o “Homem do fato de macaco” que está sempre disponível para dar tudo o que tem e não tem em qualquer posição do meio campo. 
A este meio campo batalhador, construtor e esforçado juntou-se um mágico que até à altura da Taça das Nações Africanas (CAN) encantou a Nação Azul e Branca! E convêm não ter memória curta como muto boa gente tem tido nos últimos tempos! Isto porque Brahimi fez-me muitas vezes recordar os saudosos tempos de Rabah Madjer… Não tivesse surgido a “maldita “ CAN em meados de Janeiro de 2015 e Yacine Brahimi teria ajudado muito mais o FC Porto nem todas as frentes em que o clube esteve envolvido. O conselho que dou neste momento ao Argelino é que pense um pouco mais antes de falar para a nossa nada tendenciosa Comunicação Social Desportiva.
O último “reforço” do meio campo é Rúben Neves, o Jogador à Porto que os adeptos Azuis e Brancos tanto desejam, no qual vejo um Xavi Hernández se continuar a evoluir como tem evoluído até á data.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Um Bombardeiro chamado FC Porto

Se em Basileia já tinha ficado a ideia de que o FC Porto era superior aos Helvéticos, qualquer teima que ainda pudesse existir foi tirada no Estádio do Dragão. O resultado fala por si, mas além da goleada de 4 x 0, os Azuis e Brancos voltaram a provar dentro das quatro linhas a sua superioridade, pelo que se pode dizer de forma clara que apurou-se a melhor equipa para os quartos de final da Liga dos Campeões.
O 1 x 1 que os comandados de Julen Lopetegui conseguiram na Suíça dava-lhes vantagem na eliminatória por causa do golo obtido fora, mas desde cedo se percebeu que o FC Porto não teria, nem queria recorrer a esse tento para fazer contas na eliminatória. O resultado foi acompanhando a superioridade dos Dragões ao longo dos 90 minutos e por isso a noite foi de uma festa tremenda no Dragão, apenas esfriada pela lesão de Danilo, que aos 22 minutos teve que sair do relvado de ambulância directamente para o Hospital São João, após um choque com Fabiano.
Nessa altura já o FC Porto vencia por 1 x 0, graças a um belo livre cobrado por Brahimi, e dominava todas as operações, tendo ainda estado perto de ampliar a vantagem por intermédio de Casemiro e mais tarde por Aboubakar. Os Dragões mandavam no encontro, criavam oportunidades e pautavam o ritmo do jogo, circulando a bola a seu bel-prazer. E quando não a tinham na sua posse, recuperavam-na rapidamente através de uma pressão que não deixava o adversário respirar. Essa foi uma das razões para que o Basel nunca tenha colocado verdadeiramente em sentido a zona mais recuada dos Portugueses.
O Basel praticamente só via o FC Porto jogar e a primeira vez que conseguiu rematar à baliza foi aos 30 minutos, tendo o primeiro remate enquadrado com a baliza acontecido apenas ao minuto 42. Prova mais do que evidente da superioridade dos jogadores Azuis e Brancos, que tiveram que sofrer na pele a agressividade colocada em campo pelos jogadores Helvéticos. Nesse aspecto, Jonas Ericksson foi «amigo» dos atletas da equipa orientada por Paulo Sousa. Um árbitro mais rígido podia mesmo ter exibido mais cedo o cartão amarelo a Walter Samuel (apenas aos 49 minutos e depois de muitas faltas duras cometidas é que foi admoestado mas ainda foi a tempo de ser expulso já no período de compensação do segundo tempo) ou o vermelho a Gashi, por ter tocado propositadamente com o cotovelo na cara de Indi, jogador que entrou para o lugar de Danilo, passando Alex Sandro a actuar como lateral-direito e o Holandês na esquerda.
Portanto, ao intervalo, o resultado de 1 x 0 era escasso para aquilo que as duas equipas jogaram nos primeiros 45 minutos. Todavia, o FC Porto tratou de resolver e fechar a eliminatória no começo da etapa complementar, com dois belos golos, mais dois apontados de fora da área. Primeiro foi Herrera quem assinou o 2 x 0 e o 3 x 0 foi da responsabilidade de Casemiro, num livre que merece ser visto e revisto.
Aos 56 minutos não restavam dúvidas de que equipa ia seguir em frente e desde então o ritmo de jogo baixou um pouco, apesar dos Azuis e Brancos manterem o controlo do mesmo. O Basel aproveitou para tentar subir mais no terreno, mas apenas por uma vez esteve perto de marcar, tendo ainda visto a equipa de arbitragem errar ao não marcar uma grande penalidade por falta de Martins Indi sobre Embolo.
Porém, ainda faltava mais uma obra de arte numa noite para mais tarde recordar para os Portistas. Aboubakar, titular pela primeira vez desde a lesão de Jackson Martínez, assinou um grande golo com um remate de fora da área e ditou o resultado final a 14 minutos do final, minutos esses que serviram para os adeptos do FC Porto desfrutarem com mais tranquilidade uma grande noite europeia que os jogadores que apoiam proporcionaram. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Casemiro

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Vitória do mais forte

Como num típico jogo de xadrez foi preciso técnica, cérebro e paciência. Só assim o FC Porto levou a melhor sobre o Boavista, (0 x 2), em encontro da 22.ª jornada do Campeonato. Os Dragões colocam-se novamente a quatro pontos do líder Benfica.
No regresso do Dérbi à moda do Porto ao Estádio do Bessa, quase sete anos depois, Lopetegui fez várias mudanças no seu tabuleiro, um tabuleiro sem os castigados Danilo, Alex Sandro, Casemiro e o lesionado Óliver Torres, mas com Ricardo Pereira (à direita na defesa) e José Ángel do outro lado, Rúben Neves e Quintero no meio, Quaresma e Hernâni (a grande novidade) na frente.
Pressionado pelo triunfo do Benfica diante do Moreirense, o FC Porto cedo avançou no relvado sintético do Bessa com a intenção de resolver a partida. Muita circulação e toques curtos, mostravam um Dragão que vivia também do pulmão de Hernâni e da arte de Ricardo Quaresma. Do outro lado estava um Boavista de muito trabalho, sacrifício, abnegação e a colocar problemas aos Azuis apenas em transições, que eram ainda assim poucas.
Com alguns momentos de aceleração pelos flancos, o FC Porto tentava desmontar o bloco defensivo dos pupilos de Petit, que entregaram as despesas de jogo ao vizinho Portuense. Daí que ao intervalo se registasse um nulo no marcador. De resto, as ocasiões de golo foram escassas em ambas as balizas, existindo neste primeiro tempo nota apenas para uma grande penalidade que os Dragões reclamaram. Hernâni, na área Axadrezada, tocou a bola e foi travado por João Dias. Penálti que ficou por marcar a favor dos Dragões.
No reatamento viu-se um FC Porto mais acutilante e a tentar sufocar os Axadrezados, procurando o golo que podia dar mais tranquilidade aos Azuis e Brancos. O Treinador Portista pedia a Herrera movimentos constantes entre linhas para ligar o jogo aos homens mais adiantados (já que Quintero parecia não conseguir fazê-lo) mas o Boavista ia anulando todas as investidas dos Dragões.
Numa fase em que o jogo parecia cair de intensidade, Lopetegui queria mais perigo a rondar a baliza Boavisteira e colocou em campo Brahimi. Com a entrada do Argelino o FC Porto voltou a crescer. Mas os jogadores de Petit continuavam bem organizados e o tempo corria a seu favor. Porém, aos 79 minutos, Jackson - a meias com um adversário - abriu o activo. Cruzamento de Tello, do lado esquerdo, com a bola a surgir na pequena-área, onde Jackson Martínez rematou, desviando ainda em Carlos Santos antes de chegar ao fundo das redes de Mika.
Em destaque entre as quatro linhas, Brahimi colocou o seu nome na lista de marcadores e fez xeque-mate na partida, aos 87 minutos. Tello correu pela direita e deu rasteiro para Brahimi, que se inclinou para o centro e, à entrada da área, atirou rasteiro para o golo. Até final, o FC Porto trocou a bola e segurou os três pontos. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Tello

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Um bastou

No jogo que serviu de abertura à 21.ª jornada, o FC Porto derrotou o Vitória de Guimarães por uma bola a zero e a tradição ainda é o que era. Os Vimaranenses continuam sem ganhar no Estádio do Dragão. Força anímica, concentração, espírito de grupo e qualidade... eis a receita de mais um triunfo dos Dragões no Campeonato.
 
A possibilidade do FC Porto ficar a um ponto da liderança – ainda que à condição – era um aliciante extra deste duelo. A turma de Julen Lopetegui sabia o que queria e tentou sempre levar o jogo para os caminhos que precisava. Com o claro favoritismo do seu lado, o FC Porto tentou explorar as fraquezas do rival, expostas na ausência do castigado André André e sem Hernâni, que se mudou em Janeiro para o Dragão.
 
Apesar da proximidade do duelo com o FC Basel para a Liga dos Campeões, Lopetegui avisou que queria todo o plantel concentrado neste jogo e foi isso que se viu. Personalizado, concentrado e a usar da circulação para criar perigo, os Dragões tentaram resolver cedo esta “missão”.
 
Os Azuis e Brancos tiveram uma entrada afirmativa em campo. Com muita pressão e movimento constante, o FC Porto era muito perigoso pelas laterais com Ricardo Quaresma e Brahimi – a novidade do onze – e sempre com o apoio de Alex Sandro e Danilo, eles que estiveram muito participativos nas acções atacantes. Os Azuis e Brancos dominavam por completo e Fabiano não via o adversário rondar a sua baliza. A equipa de Guimarães mostrava muitas dificuldades para avançar no terreno, muito por culpa também da organização Portista.
 
A toada ia-se mantendo e os Dragões colecionavam ocasiões de golo, adivinhando-se o tento inaugural dos homens da casa que justificaram desde cedo a vantagem. Jackson Martínez, ao contrário do que é habitual no Colombiano, ia perdendo oportunidades atrás de oportunidades.
 
E com tanta insistência, os Dragões conseguiram chegar ao golo, aos 31 minutos. Óliver trabalhou bem na zona central e soltou para a esquerda onde apareceu Brahimi que, perante a saída do guarda-redes Assis, abriu o marcador. Após meia hora de resistência, a defensiva Vimaranense acabava por ceder e o FC Porto estava em vantagem de forma inteiramente justa, vantagem essa que se manteve ao intervalo.
 
No reatamento, não se viu um Vitória tão encolhido. Pelo contrário. O FC Porto foi gerindo a partida e os homens de Guimarães começaram a acreditar que podia ser possível levar algo do Estádio do Dragão que não fosse a derrota. As entradas de Rúben Neves e Tello, por troca com Brahimi e Herrera, colocaram os Dragões a jogar com Óliver na posição 10, ao passo que Quaresma e o ex-Barça ficaram nas laterais a municiar jogo para Jackson Martínez que estava em noite "não". A verdade é que após as entradas de Tello e Rúben Neves, o FC Porto subiu de rendimento e continuou a dominar a partida.
 
A vencer pela margem mínima, Lopetegui - que não terá Danilo e Alex Sandro no próximo duelo do campeonato pois vão cumprir castigo - ainda lançou Hernâni para o aplauso e retirou Quaresma. No final, triufo justo do FC Porto que pressiona o Benfica na liderança.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi

sábado, 10 de janeiro de 2015

Mais três se faz o favor

O momento não dá para brincadeiras. Graças à mania da rotação pela rotação, e ao facto de a Deusa da Fortuna parecer não querer abandonar o Líder da Liga Portuguesa, os adeptos do Futebol Clube do Porto exigem em todas as jornadas os três pontos dê por onde der e seja contra quem for.
 
E é assim que a equipa Portista vai ter de enfrentar o Belenenses no Estádio do Dragão. È certo e sabido que Lopetegui vai embarcar no chato e já nada moti9vador discurso do respeito máximo pelo adversário e tudo o mais, mas a verdade é que os Azuis do Restelo estão a passar por aquela que já pode ser considerada a sua pior fase, pelo que se pode mesmo exigir aos Dragões que fiquem com os três pontos da vitória final.
 
Naturalmente que ninguém está aqui a dizer que a tarefa vai ser fácil. Não pro causa do adversário, mas sim porque a tal de filosofia da posse acima de tudo e de todos complica qualquer partida que o Futebol Clube do Porto tenha de disputar mesmo que do outro lado da barricada esteja uma equipa em má forma.
 
Mas apesar de tudo o CF Os Belenenses do talentoso Lito Vidigal tem ao seu dispor alguns Atletas interessantes. Matt Jones é um Guarda-redes interessante se bem que nos lances pelo ar costuma comprometer (um factor que o raio da filosofia “lopeteguiana” não aproveita). Bruno China, Rodrigo Dantas, Miguel Rosa e Deyverson são os “ases” do baralho de Lito Vidigal que com algum espaço podem fazer alguma mossa na defesa Portista.
 
Contudo espera-se que o jogo seja tranquilo e que o FC Porto possa somar três pontos e manter assim a perseguição ao líder Benfica. Isto se Julen não inventar no Atleta que irá substituir o genial Brahimi…
 
E já que falamos nas opções do Basco, o defesa José Ángel, o médio Campaña e o avançado Ricardo estão nos eleitos de Julen Lopetegui para a recepção ao Belenenses, da 16.ª jornada da Liga Portuguesa, que se vai disputar hoje, às 20h15, no Estádio do Dragão. 
 
Relativamente à última convocatória, para o jogo em Barcelos, da 15.ª jornada, contra o Gil Vicente, saem dos eleitos Brahimi e Aboubakar, ao serviço das respectivas selecções, e Alex Sandro, a cumprir um jogo de suspensão. 
 
Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Jackson Martínez, Quintero, Tello, José Ángel, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo, Campaña e Óliver Torres.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Hererra, Oliver Torres, Quintero, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

domingo, 4 de janeiro de 2015

E o Dragão cantou mesmo de galo

Anormal em Barcelos foi apenas os 20 primeiros minutos. O Gil Vicente entrou bem no jogo, chegou com perigo à baliza de Fabiano, levando a bola à barra por intermédio de Paulinho, e tardou o mais que conseguiu a entrada no encontro do FC Porto.
Mas sem surpresa, a partir do momento em que os Azuis e Brancos pegaram no jogo, não mais largaram o papel de dominadores. Primeiro começaram por ganhar metros no terreno e fizeram o Gil Vicente, bastante preocupado com a sua organização defensiva, recuar. Depois, com Brahimi em praticamente todos os lances ofensivos, começaram a ameaçar chegar com perigo à baliza de Adriano Facchini.
As oportunidades de golo começaram a surgir, a mais flagrante foi protagonizada por Jackson Martínez, quando tentou fazer o «chapéu» ao guarda-redes Gilista, e foi sem surpresa que o FC Porto se adiantou no marcador, aos 36 minutos. Surpreendente foi a maneira como conseguiu chegar à vantagem.
O remate de fora da área de Casemiro, que aproveitou a passividade de João Vilela na acção da tentativa de bloqueio do chuto, apanhou de surpresa Adriano Facchini e contrariou toda a tendência do jogo atacante dos Dragões até então, que se resumia a tentar entrar na área com a bola controlada e só aí tentar alvejar a baliza.
O golo de Casemiro deu tranquilidade ao FC Porto e a tarefa de conquistar os 3 pontos em Barcelos tornou-se mais acessível logo a seguir ao tento do Brasileiro, com Jander a ser admoestado com o segundo cartão amarelo e a ver o consequente vermelho. Uma decisão do árbitro Nuno Almeida que não surpreendeu ninguém, depois dos avisos feitos ao jogador do Gil Vicente que viu o primeiro amarelo por protestos.
Só por si, os Dragões são mais fortes que os Gilistas e com a superioridade numérica no jogo, o domínio dentro das quatro linhas foi demasiado evidente até ao fim, tendo o golo da tranquilidade surgido aos 55 minutos, num lance em que Adriano Facchini nada pôde fazer para travar o remate de calcanhar certeiro de Bruno Martins Indi. O Gil Vicente quase nunca conseguiu ter bola e sem surpresa, pelas muitas ocasiões que foram sendo criadas, o resultado cresceu, com Brahimi (que grande despedida do Argelino antes de ir para a CAN) a facturar ao minuto 70.
Uma vitória justa e natural da equipa mais forte, que provou em campo toda a sua superioridade perante um Gil Vicente pouco crente nas suas capacidades, com a motivação em baixo e que praticamente na única vez em que chegou à baliza do FC Porto na etapa complementar, marcou o golo de honra por intermédio de Vítor Gonçalves, aos 76 minutos. Um prémio para uma equipa que nunca deixou de lutar mas que não podia fazer mais.
Todavia, o 1 x 3 não espelhava a diferença bem notória entre os dois conjuntos durante o jogo e nesse sentido o FC Porto tratou de colocar o resultado em números mais ajustados, com Óliver Torres e Jackson Martínez, com dois belos golos, a estabeleceram o 1 x 5 final. A bela entrada da turma orientada por Julen Lopetegui em 2015 só não foi perfeita porque Alex Sandro foi expulso à entrada para o minuto 90 e por isso irá falhar a próxima partida com o Belenenses. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Jackson Martinez

sábado, 20 de dezembro de 2014

Honra só mesmo no final

Antes do Natal, o FC Porto voltou às vitórias de forma perfeitamente tranquila e justa, perante um Vitória de Setúbal incapaz de contrariar a maior qualidade do adversário, que teve 30 minutos menos conseguidos no arranque do segundo tempo, mas que despertou a tempo de chegar à goleada.
O arranque de jogo confirmava aquilo que era mais do que expectável: FC Porto em posse, Vitória na contenção. Os homens de Domingos nem optaram por um bloco baixo, mas sim por um médio, que caía em cima dos Dragões quando a bola entrava nas segundas linhas. Só que tal não foi suficiente para suster uma equipa que até costuma ter dificuldades na primeira parte para chegar ao intervalo a vencer.
 
A diferença? Coincidência ou não, a presença de Campaña dava mais qualidade ao miolo com bola. Ainda que não com a agressividade de Casemiro (nem o ritmo competitivo), o Espanhol justificou a aposta perante um adversário que, diga-se, valia pelo voluntarismo, ainda que tal resultasse muitas vezes em corridas inconsequentes.
Os golos foram, pois, uma questão de tempo. Primeiro foi Quaresma, ele que foi igual a si próprio, fantasista e empenhado em agarrar a oportunidade, agora que Brahimi está uns furos abaixo e que se prepara para ir para a CAN.
Depois, o inevitável Jackson Martínez dava a tranquilidade necessária para que o FC Porto passasse a ter largura e espaço no seu futebol, que se tornou amplo e dinâmico, variando entre o passe curto e o longo, entre o ataque continuado e a transição em velocidade.
Não deu para ampliar, mas deu para controlar uma vantagem que a equipa de Domingos Paciência nem sequer ousava colocar em causa.
Não ousava na primeira parte, mas tentou-o na segunda. Com as linhas mais subidas e uma pressão alta, tentou assustar um FC Porto enganador: entrou a todo o gás por Óliver Torres, mas foi fugaz e adormeceu no frio da noite. Dava azo à reacção Vitoriana, que, ainda assim, não passava de mera tentativa.
Os Sadinos cresciam no campo e ameaçavam o último terço, mas só lá chegavam através de bolas paradas que, lá no fundo, não foram nada bem aproveitadas. É justo dizer que a defesa Portista foi sempre sólida e sóbria e que Fabiano, por arrasto, foi quase espectador contra uma equipa sem uma única oportunidade clara de golo.somado e uma segunda parte chata, aborrecida e na qual, com o clima que estava, apenas pedia uma lareira para que os 20 mil nas bancadas se instalassem melhor, tal a quase inércia futebolística.
Já poucos o previam, mas o FC Porto haveria de voltar a galvanizar-se o suficiente para ampliar o marcador, o que foi conseguido nos últimos 15 minutos, altura em que Lopetegui mexeu na equipa. Do banco, vieram os agitadores Quintero e Brahimi. Dois 'afectados' com o banco, que demonstraram a Lopetegui que querem voltar às contas iniciais. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi