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sábado, 19 de janeiro de 2019

Qual Tiquinho, qual carapuça!

imagem retirada de zerozero
Começo por dizer que esta partida terá sido, até ao momento, uma das melhores da nossa Liga. Igual a este CD Chaves 1 x FC Porto 4 em termos de qualidade e de vontade de vencer, assim de repente, só me recordo do FC Porto x CD Nacional que terminou com uma suada vitória portista diante de um CD Nacional muito bem orientado que “vendeu bem cara” a derrota. Aliás, não estarei a dizer disparate algum se disser que estes dois jogos são muito parecidos no que à qualidade de jogo diz respeito.

Entrando agora no jogo em si, mas que grande vitória esta que os azuis e brancos alcançaram nas geladas terras transmontanas. Digo tal porque vi a equipa de Sérgio Conceição a jogar muito bem diante de um adversário que está na posição em que está na nossa Liga porque o futebol é aquela coisa que por muito estudada que seja, nunca será entendida na sua plenitude. Gostei muito da forma como o FC Porto foi capaz de criar linhas de passe e como foi sendo capaz de gerir o esforço e tempo de jogo dado que na próxima terça há que “brincar às tacinhas” com o eterno rival da Luz.

Pergunto-me porquê razão este mesmo Futebol Clube do Porto não aparece em mais jogos do nosso campeonato. Claro que nem todas as equipas jogam - ou tentam jogar – como este Chaves, mas sou da manifesta opinião de que cabe aos comandados de Sérgio Conceição jogar desta forma tão positiva em detrimento do famoso “chutão para a frente e Marega que resolva”. E não, não creio que o tal de ”calendário carregado” que já começa a parecer a desculpa esfarrapada do típico treinador português seja a razão da aposta no tal “chutão” em detrimento do futebol fácil, apelativo e eficaz que hoje os azuis e brancos demonstraram saber praticar.

Siga lá para o “jogo” de terça. Que tal sirva para se vencer o eterno rival da Luz e, desta forma, ganhar mais um tremendo “balão” de moral dado que é sempre importante vencer o SL Benfica mesmo que o jogo não tenha algum interesse competitivo.

MVP (Most Valuable Player): Tiquinho Soares. Efectivamente, qual Tiquinho, qual carapuça! Três golos dos 5 que se marcaram foram da autoria do avançado brasileiro que mostrou, mais uma vez, que é a escolha mais do que acertada para se defrontar equipas com a valia deste Grupo Desportivo de Chaves.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 68´, altura em que Tiquinho Soares marcou o terceiro golo do FC Porto e acabou desta forma, com a vontade que a equipa flaviense ainda tinha de lutar por algo mais.

Arbitragem: O penálti assinalado a Pepe parece manifestamente exagerado, o que nada abona a favor da prestação de Nuno Almeida. Por outro lado, surpreendeu o facto de não admoestar Militão depois de lhe ter deixado um aviso tão claro na primeira falta. Análise e opinião de Gaspar Castro (jornalista do site zerozero).

Positivo: Futebol positivo. Quando duas equipas procuram, tão-somente, jogar futebol e dar o seu melhor o normal é que se assista um jogo de futebol agradável que acaba pro ser uma excelente publicidade para o nosso campeonato.

Negativo: Vídeo-árbitro para quê? Tanta cosia com o vídeo-árbitro e quando é preciso est6e não aparece nunca. Especialmente quando o prejudicado das más decisões arbitrais é o Futebol Clube do Porto. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/01/2019)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Rápido e bem!

imagem retirada de zerozero
No futebol a eficácia é a ”mãe de todas as vitórias”. Olhando para o jogo de hoje pode-se dizer que, em parte, o Futebol Clube do Porto venceu devido à grande eficácia que apresentou na hora de rematar à baliza da equipa algarvia. Contudo há que ressalvar um não menos importante aspecto. Este Sporting Clube Portimonense de Vítor Oliveira é uma desgraça total no que à sua linha defensiva diz respeito. Nada que não seja novidade, diga-se desde já. E também não é nada que possa “beliscar” – mesmo que minimamente – a forma como a equipa de Sérgio Conceição procurou resolver de imediato o jogo, dado que na próxima sexta há clássico no Dragão.

E pouco mais há a dizer sobre uma partida onde a equipa da invicta foi muito mais superior do que a equipa algarvia. Não será disparate algum dizer-se que os azuis e brancos fizeram o que tinham de fazer diante de uma equipa muito interessante. Embora eu não seja grande fã deste Portimonense, a verdade é que tenho de reconhecer que Vítor Oliveira tem ao seu dispor um conjunto de atletas de qualidade. Tivesse este SC Portimonense uma defesa em condições e não sei se por esta altura esta equipa de Portimão estaria a lutar por um lugar europeu. Bruno Tabata, Fabrício e Shoya Nakajima são a prova de que é possível contratar-se jogadores de enorme qualidade sem se ser dono e senhor de um orçamento muito grande.

Uma nota final para falar sobre Diogo Dalot. O “miúdo” jogou mais uma vez na posição de Alex Telles. Este até que imitou o brasileiro no que a assistir os seus colegas para o golo diz respeito, mas vamos a ter alguma prudência porque, relembro, a defesa da equipa da casa é um desastre a toda a linha. Não que isto retire mérito ao Diogo nas duas assistências que fez para golo (nem á boa exibição de Otávio) , mas nestas coisas do futebol é sempre importante manter-se o bom senso. Convêm não esquecer o “banho de realidade “ a que o Liverpool, sujeitou este FC orto. Para além disto, ainda faltam muitas jornadas para o fim desta temporada e não há indícios que os rivais de Lisboa abrandem na corrida pelo primeiro lugar da tabela classificativa.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. O avançado maliano pode, por vezes, aparentar ter “pés de chumbo” tal a dificuldade que demonstra no domínio da bola, mas este compensa esta sua lacuna com uma entrega e sentido de posicionamento inigualáveis. Marcou dois golos e cedo mostrou o caminho da vitória aos seus colegas de equipa. Um atleta útil que em boa hora ficou no Dragão.

Chave do Jogo: Veio com o terceiro golo dos azuis e brancos para resolver a partida a favor destes. Até ao minuto 44´ o SC Portimonense ainda foi dando alguma luta, mas após o terceiro golo sofrido a equipa de Vítor Oliveira perdeu por completo a esperança de fazer algo mais senão evitar uma forte goleada.

Arbitragem: Noite tranquila para Jorge Sousa em Portimão. Pese alguns erros pontuais de análise, o juiz portuense não teve qualquer influência no resultado do encontro e merece por isso nota positiva pelo trabalho no Municipal de Portimão.

Positivo: No aproveitar está o ganho. O FC Porto sabia que teria pela frente um adversário frágil na defesa e aproveitou tal para sair de Portimão com os três pontos que lhe permitem liderar, à vontade, a Liga NOS.

Negativo: Hernâni. O jovem extremo do Futebol Clube do Porto não consegue aproveitar as oportunidades que lhe estão a ser dadas. È verdade que falhou um grande golo, mas um extremo não vive somente da sorte e do “corre-corre” para cima e para baixo. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/02/2018)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Regresso da tranquilidade em dia de “discos pedidos”

imagem retirada de zerozero
Comecemos pelos “discos pedidos” antes de entramos no FC Porto 5 x Rio Ave FC 0 da 23.º jornada da Liga NOS. Na minha opinião fica mal a Sérgio Conceição (SC) deixar-se levar pela “letra” dos adeptos. Ao voltar a colocar José Sá no banco de suplentes, SC atendeu ao pedido de muitos adeptos que viram em José Sá a única e exclusiva razão pela qual os Dragões sofreram aquela que ficou na história como a maior derrota caseira do clube nas competições europeias. E SC fez mal ao ter seguido a “massa” porque quem tiver visto o 5 a 0 da passada quarta-feira a favor do Liverpool com olhos de ver e dois dedos de testa facilmente percebe que se tivesse sido Iker Casillas o guarda-redes desta fatal partida, o resultado final teria sido de 4 a 0 a favor da equipa inglesa. SC meteu “água” diante do Liverpool dado que não soube, de forma alguma, preparar a sua equipa para fazer face a um Liverpool FC que sabia muito bem como “dar a volta” ao Futebol Clube do Porto. Ao ter aceitado as exigências dos “exigentes” adeptos, SC perdeu, em definitivo, mais um elemento de um plantel que é curto por mera opção. A ver vamos se porventura esta coisa dos “discos pedidos” se fica por aqui ou se vamos ter mais disto lá para a frente sempre que alguma coisa corra mal. Passemos então ao jogo de hoje.

Que dizer de um jogo normal onde o habitual sistema de jogo portista acabou pro ser mais forte do que a audácia ofensiva da equipa vila-condense? Pouco. Muito pouco. O que há para dizer é que o Rio Ave não mereceu ter perdido por tantos golos se bem que a equipa de Miguel Cardoso tenha tentado fazer aquilo que não se deve fazer diante da equipa “corre-corre até à exaustão” de SC. Especialmente nos lances de bola parada como os cantos. E foi por muito por causa desta insensatez que os azuis e brancos conseguiram vencer hoje. Claro que há que dizer que os atletas do Rio Ave FC têm muita vontade de fazer, mas já a capacidade para o fazer é outra história. Parece-me que a de Vila do Conde ficou um tudo ou nada abalada pela polémica dos jogos comprados… Polémica esta dal qual mais ninguém ousou falar depois de o SL Benfica ter sido “apanhado” no meio da dita.

Penso que teria sido um tudo ou nada importante que hoje a equipa de SC tivesse “tirado um pouco o pé do acelerador”. Espacialmente tendo em consideração que na próxima quarta-feira há que disputar a segunda parte de um jogo que a equipa portista está a perder ao intervalo. Mas pedir a esta equipa que faça gestão de esforço é o mesmo que pedir a um penedo que saia do caminho. Parece que este FC Porto não sabe fazer outra coisa senão correr até à exaustão. Nunca ouviram falar de posse de bola e de se juntar linhas para se retirar espaço de manobra ao adversário?

E já agora, Diogo Dalot na posição de defesa lateral esquerdo? Não me lixem o juízo!

Mas pronto, o mais importante esta feito. Em princípio o choque da Champions não afectou a equipa que mostrou que continua focada naquilo que é o objectivo principal da época: conquista do campeonato. Espero que tal se mantenha assim numa fase que está longe de ser fácil no que ao calendário competitivo diz respeito.

MVP (Most Valuable Player): Maxi Pereira. “Velhos são os trapos” e Maxi é a prova disto mesmo. O defesa lateral direito uruguaio deu sempre tudo o que tinha e não tinha ao Futebol Clube do Porto mesmo quando já tinhas as “pilhas gastas” Excelente a fazer todo o corredor lateral direito defensivo e ofensivo da equipa portista.

Chave do Jogo: Esta apareceu na partida com o golo de Marcelo na própria baliza. A partir do minuto 34´ ficou definido que a haver um vencedor este seria o Futebol Clube do Porto.

Arbitragem: Lance duvidoso aos 14 minutos quando Tarantini faz falta sobre Soares à entrada da área. Talvez pudesse ter sido mostrado o vermelho directo ao médio do Rio Ave. Tirando isto até que se pode dizer Carlos Xistra fez um bom trabalho. E há que realçar a primeira vez que o VAR decide (e bem) um lance duvidoso a favor do FC Porto!

Positivo: Seguir em frente. Depois da copiosa derrota caseira diante do Liverpool não há nada como golear o adversário quês e segue. Melhor forma de se recuperar a moral do que está é impossível.

Negativo: Correr, correr e correr. A vencer por três bolas a zero é perfeitamente descabido continuar-se a correr como se a partida estivesse empatada a zero. Um campeonato é uma maratona e não uma prova dos cem metros. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/02/2018)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Pois é. Isto é a Champions!

imagem retirada de zerozero
Pois é meu caro Sérgio Conceição. Isto é a Champions. E na Champions das duas, uma; ou jogas como deve ser ou levas uma pancada tal que não sabes de onde vieste. Optaste por jogar diante do Liverpool da mesma forma que jogas contra o Tondela, Chaves, Moreirense, Portimonense e outras equipas do nosso campeonato que derrotaste com sorte, e pagaste um preço bem elevado. Entraste para a história do Futebol Clube do Porto como o treinador que obteve a pior derrota caseira de sempre da história do clube azul e branco na Liga dos Campeões. Bravo Sérgio! Bravo para ti e para aqueles que teimam em fazer dos meus avisos semanais uma espécie de “patetice”.

No jogo diante do Chaves do passado domingo eu tinha aqui feito referência a um aspecto negativo deste FC Porto: a incapacidade de “matar” o jogo. Logo fui ripostado por um comentário que desvalorizou a situação. Agora que todos vimos o Liverpool FC (equipa cuja matriz de jogo é muito ofensiva) a jogar e a esmagar o FC Porto no Estádio do Dragão será que ainda querem insistir na tese de que este FC Porto de Sérgio Conceição não tem uma clara e manifesta incapacidade de controlar os seus jogos?

E não. Não vou embarcar nesta do siga para a frente que eles eram mais fortes. Também não vou massacrar a equipa técnica e jogadores do Futebol Clube do Porto, mas há que retirar sérias ilações de tudo o que aconteceu hoje em campo. Especialmente se tivermos em linha de conta que num passado não muito distante foi um resultado parecido com este que determinou o princípio do fim do FC Porto de Julen Lopetegui.

O aspecto psicológico é agora, mais do que nunca, importante.

E é também importante que Sérgio Conceição perceba – de uma vez por todas - que os jogos não se ganham jogando sempre ao ataque. Por vezes há que aproximar os sectores da equipa para que se criem linhas de passe. Especialmente quando a equipa adversária pressiona muito a linha defensiva, como fez hoje o Liverpool. E há também que começar a perceber que o futebol é, muitas vezes, um jogo que se joga em velocidade e não devagar, devagarinho até que alguém se lembre de ter a felicidade de criar um lance para golo. Já agora, para finalizar este capítulo, acrescente-se ainda que estes “problemas” de que aqui falei já marcaram presença em vários jogos dos Dragões em que Danilo Pereira alinhou como titular. Por isto deixem de lado a tese de que o que faltou hoje ao FC Porto foi a presença de Danilo.

Duas notas finais.

Uma para quem vai fazer de José Sá o “diabo” que deve ser crucificado por toda a nação Portista. É um facto que o guardião português foi muito mal batido no primeiro golo da equipa inglesa, mas é também verdade que este não teve culpa alguma nos outros quatro.

A outra nota é tão-somente para realçar que o Futebol Clube do Porto de Nuno Espírito Santo fez muito melhor figura nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões diante de uma equipa que veio a ser a finalista da prova na época passada. Jogou com dez nas duas mãos e na altura teve ao seu dispor um plantel com menos opções. Mas lá está, o NES é uma besta. Já o Sérgio é bestial.

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Até ao intervalo o brasileiro era o melhor em campo da equipa portista. Eram dele que vinham quase todos os lances que fizeram com que os Dragões ameaçassem a baliza inglesa. Otávio chegou, inclusive, a quase marcar o golo inaugural da partida. Golo que poderia ter ditado um desfecho diferente para os portistas. Acabou por ter substituído ao intervalo por uma questão de gestão de esforço (Sérgio Conceição dixit) e a equipa ressentiu-se disto.

Chave do Jogo: Apareceu ao intervalo aquando da substituição de Otávio por Corona. Com a saída do brasileiro deixou de haver no meio campo portista quem fizesse com que a bola chegasse em condições jogáveis aos extremos. Aproveitando-se de tal, o Liverpool limitou-se a gerir o jogo a seu belo prazer dado que os azuis e brancos simplesmente desapareceram no que ao aspecto ofensivo dizia respeito.

Arbitragem: Arbitragem regular, sem erros graves a apontar.

Positivo: Inexistente.

Negativo: Incapacidade portista (mais uma vez). É certo e sabido que a sorte também faz parte do futebol, mas este importante factor nem sempre marca presença. Convinha que o FC Porto percebesse isto (e outras coisas) de vez.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/02/2018)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Muito sal e pouco sabor

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No futebol há jogos assim. Hoje o Futebol Clube do Porto não fez uma exibição que justificasse uma vitória de 4 a 0 diante de um Grupo Desportivo de Chaves que também não fez uma exibição que justificasse tamanha derrota. A partida, para quem a viu com olhos de ver, até que foi muito equilibrada. A grande diferença entre dragões e flavienses foi somente uma: eficácia.

Efectivamente o FC Porto que vi hoje a jogar no Municipal de Chaves foi mesmo assim. Algo com muito sal (golos) mas com pouco sabor (futebol). E custa-me ver uma equipa do calibre da equipa de Sérgio Conceição a ter de viver à custa da eficácia. Tanta dificuldade para se “matar o jogo” dá que pensar. Especialmente quando do outro lado da barricada está uma equipa que tem menos qualidade, mas que luta até ao fim das suas forças. Hoje em Chaves quase que acontecia o mesmo que em Moreira de Cónegos… Isto, claro, se não tivesse aparecido a tal de eficácia que colocou os azuis e brancos a vencer quando nada o fazia prever pois o equilíbrio entre ambas as equipas era uma realidade. E nem a vencer por dois a zero este FC Porto foi capaz de ficar tranquilo dado que os flavienses ainda conseguiram incomodar – e de que maneira - José Sá- Só após o terceiro tento da partida a favor dos portistas é que chegou a tão desejada tranquilidade que permitiu a Sérgio Conceição & Companhia pensar no jogo da próxima quarta-feira diante do Liverpool.

Uma palavra final para deixar aqui bem expresso o meu desejo de que este Chaves de Luís Castro consiga a manutenção. Este GD Chaves é uma equipa que trabalha muito e nunca vira a cara à luta esteja quem estiver do outro lado do campo. Merece a manutenção em detrimento de um Moreirense ou Tondela (por exemplo) que fazem do anti jogo a sua pedra chave. E atenção a este Matheus Pereira. Este jovem avançado pode vir a ser um dos melhores do nosso campeonato. Basta que para tal deixe de correr sem nexo e de se atirar para o chão por tudo e por nada.

Mas lá está, o que interessa no mundo do futebol é a vitória e o Futebol Clube do Porto venceu. O que não invalida que não se chame à atenção de uma série de factores que em tempos não muito distantes custaram a tranquilidade que custou campeonatos e o trabalho de treinadores de qualidade que passaram pelo comando técnico do Futebol Clube do Porto.

MVP (Most Valuable Player): Sérgio Oliveira. O médio internacional português voltou a mostrar que está a atravessar um excelente momento de forma. A vitória portista em pleno Estádio Municipal de Chaves começou a ser construída por Sérgio Oliveira que fez um passe certeiro para Soares que aproveitou para marcar o tento inaugural do jogo. Sérgio Oliveira foi mais uma vez o “patrão” que levou a equipa azul e branca à vitória.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 57´ para resolver o jogo a favor do FC Porto. É nesta altura que Moussa Marega marca o golo que coloca um ponto final na capacidade de luta da equipa transmontana.

Arbitragem: Boa arbitragem da equipa liderada por Artur Soares Dias em Chaves. Tirando um lance em que é possível dar o benefício da dúvida (Maxi toca com o braço na cara de um adversário), os lances foram decididos sem hesitação e de forma correcta.

Positivo: Tiquinho Soares. O futebol é feito de oportunidades e Soares parece estar a querer aproveitar ao máximo a oportunidade que lhe foi dada de mostrar a todos que podem contar com ele.

Negativo: Incapacidade portista. É certo e sabido que a sorte também faz parte do futebol, mas este importante factor nem sempre marca presença. Convinha que o FC Porto percebesse isto de vez.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/02/2018)

domingo, 22 de outubro de 2017

Matar dois coelhos de uma cajadada só (por Sérgio Conceição)

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As primeiras ilações que retiro da “gorda” vitória caseira do Futebol Clube do Porto sobre o Paços de Ferreira são somente duas, mas estas são de uma importância extrema.

A primeira é que Sérgio Conceição mostrou hoje a todos (Comunicação Social, Adeptos e Plantel) que quem manda na equipa é ele e mais ninguém. Isto porque não obstante a enorme pressão que recaia sobre si, Sérgio Conceição voltou a apostar em José Sá para a baliza- De nada serviram as pressões de adeptos do FC Porto e uma Comunicação Social que “alimentou” (até tu ojogo!) uma polémica em torno de Iker Casillas que ainda hoje está por ser devidamente comprovada. Tal é algo que já não se via no Dragão desde os tempos de Paulo Fonseca, diga-se de passagem.

A segunda ilação - tão importante como a primeira – é a de que Sérgio Conceição mostrou a todos que o Futebol Clube do Porto de hoje é um grupo forte e unido. A cabal resposta que a equipa portista deu hoje à paupérrima exibição na partida da Champions League é disto elucidativo. Foi com o FC Paços Ferreira como poderia ter sido com outro qualquer. Não me venham cá com o argumento de que o Paços é um adversário ridículo pois o nosso campeonato está “carregado” destes adversários. Adversários que nas temporadas anteriores causaram sérios dissabores aos treinadores que passaram sem sucesso pelo Futebol Clube do Porto. Criticar os exageros de alguns elogios ao trabalho de Sérgio Conceição é algo que me parece, de todo, razoável. Já passar para o “bota abaixo” sem fundamento e racionalidade alguns só porque sim, é voltar aos tiques de um tempo recente que colocou o clube azul e branco na triste situação em que está há já quatro longos anos.

Passemos então ao jogo em si. Exibição de gala do Futebol Clube do Porto onde José Sá mostrou a razão da aposta séria e convicta de Sérgio Conceição no guardião português. Nada a dizer no golo sofrido que nasceu de um tremendo disparate de Héctor Herrera (lá voltamos ao mesmo…) que podia – e deveria – ter sido devidamente apaziguado pelos colegas de meio campo e defesa do mexicano.

Para além do lance do golo do Paços sou da opinião que há que rever a forma como a equipa portista lida com a pressão a meio campo por parte dos seus adversários. Das duas, uma; ou a velocidade de execução está devidamente trabalhada e cada jogador sabe para onde e como passar a bola ao companheiro, ou então vamos ver muitos golos como o de Welthon entrar na baliza de Sá e/ou Casillas. É que isto do “chutão” para a frente nem sempre resolve a questão. Hoje até que resolveu porque o Futebol Clube do Porto demonstrou uma vontade imensa de querer deixar para trás o desaire alemão, mas caso apareça outra equipa do estilo do Leipzig pela frente isto poderá acabar mal. Já não é a primeira vez que reparo neste problema, contudo parece-me que as coisas têm vindo a melhorar neste aspecto. Vamos a ver como isto evolui, se bem que tal explica (e muito!) o facto de a equipa pacense não ter deixado de causar perigo mesmo estando a perder por cinco bolas a uma. 

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Não só pelos golos que marcou mas especialmente pela entrega que mostrou. Veio atrás recuperar bolas quando teve de o fazer, assistiu os companheiros, fechou flancos e, inclusive, marcou dois golos. Um fenómeno de força que foi tão mal tratado aquando da sua primeira passagem pelo Dragão. 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 72´ com o golo de Vincent Aboubakar. Até esta altura era notório um certo equilíbrio não obstante o já elevado score a favor dos portistas. 

Arbitragem: Foi criterioso e manteve a coerência. Seria discutível se o jogo, a determinada altura, não aconselhava uma menor rigidez nos cartões, mas continuou com a ideia inicial e não se possa dizer que foi um defeito. Bem no golo anulado. Boa actuação. 

Positivo: Ricardo Pereira. Um dos melhores em campo. O internacional português realizou hoje aquela que terá sido – até ao momento – a melhor exibição da época. 

Negativo: Yacine Brahimi. Outra vez. Desta vez o “normal” Brahimi não apareceu não obstante o FC Porto ter defrontado um adversário mais acessível do que um RB Leipzig. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/10/2017)

sábado, 23 de setembro de 2017

Dinâmica de vitória (nem tanto)

imagem retirada de zerozero
Tendo estado no Estádio do Dragão a seguir in loco o FC Porto 5 x Portimonense SC 2 referente à 7.ª jornada da Liga NOS, na qualidade de adepto digo-vos que assisti um grande jogo de futebol. Daqueles jogos que fazem com que valha a pena ir ao futebol num dia da semana após mais uma cansativa jornada de trabalho. Mas isto é aquilo que sente o meu coração d e adepto. A razão faz-me ver as coisas de outra forma. O que a razão me diz é que este resultado é enganador. Profundamente enganador. E faço, desde já, os mais sinceros votos de que o Futebol Clube do Porto não jogue desta forma com o AS Mónaco e Sporting CP.

Claro que vencer é importante. Claro que marcar mais golos do que o adversário é - também – importante. Tanto uma coisa como a outra contribuem para o aumento da moral e fazem com que a tal de dinâmica de vitórias “carbure”. Mas (tem de haver sempre um mas), é preciso ser-se sincero e dizer-se que os três golos iniciais que o FC Porto marcou de rajada não foram inteiramente merecidos. A equipa algarvia estava a bater-se muito bem até ter sofrido três golos em cinco minutos. E a prova disto é que mesmo estando a perder por 3 a 0 esta não baixou os braços e marcou um golo. Golo este que enervou - de que maneira - os jogadores e adeptos portistas. E enervou porque (mais uma vez) a defesa azul e branca abriu um inadmissível buracão. E isto tanto no primeiro como no segundo golos do Portimonense. Fosse a equipa de Vítor Oliveira o Beşiktaş JK e lá teríamos o “mar azul” a vir para a Praça Pública com a desculpa esfarrapada do “plantel curto”.

Já aqui o disse (e não me canso de o repetir) que isto de se correr até cair para o lado é muito giro aos olhos do adepto, mas na prática nem sempre resulta. Tal pode até resultar contra equipas do estilo do Portimonense SC, mas diante de equipas de maior poderio é aquilo que já vimos contra a aqui referida equipa turca. Especialmente estando Danilo Pereira no estado lastimoso de forma em que está… Especialmente enquanto Brahimi e Corona não perceberem que também tem de vir defender para “fechar o corredor”.

Apesar de tudo pareceu-me já ter visto, aqui e acolá, algumas melhoras no estilo de jogo que Sérgio Conceição pretende implementa na equipa. Confesso que gosto de ver a equipa a construir jogo desde a defesa e a lançar bolas longas para o ataque por forma a aproveitar o adiantamento das linhas adversárias, mas há que saber gerir o esforço e procurar controlar a partida através da posse da bola. Repito; não é por se correr muito e marcar muitos golos que se ganha um jogo. Espero bem que Sérgio Conceição aproveite vitórias como a de hoje para melhorar o que tem de ser melhorado.

Uma última palavra para destacar a enorme qualidade do jogador Paulinho do Portimonense Sporting Clube. O médio brasileiro tem tudo para vir a ser um grande jogador. Técnica, força, velocidade e visão de jogo são as suas melhores caraterísticas. Vamos a ver como este vai evoluir ao longo da temporada, mas a continuar assim não me admiro mesmo nada que este acabe por se mudar para um equipa de média/grande dimensão.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Um “tanque” na frente de ataque portista que dá tudo o que tem e não tem até ao fim do jogo. Hoje Marega foi igual a si próprio e se hoje os azuis e brancos levaram de vencido a corajosa equipa do Portimonense foi muito por culpa do maliano que tudo fez para “degastar” a defesa algarvia.

Chave do Jogo: Inexistente. Não obstante o elevado score alcançado pelo Futebol Clube do Porto, a dúvida marcou quase sempre presença pois a defesa azul e branca não dava segurança nenhuma a ninguém e o Portimonense não desistiu nunca de lutar.

Arbitragem: Jogo tranquilo. Tirando um ou outro lance, Luís Ferreira e restante equipa de arbitragem realizaram uma boa arbitragem.

Positivo: Moral em alta. Vencer é importante, mas vencer de goleada e colocar pressão acrescida sobre Sporting CP e SL Benfica é ainda melhor.

Negativo: Danilo Pereira. Danilo está ainda longe (muito longe) do seu melhor. Num sistema tão vertiginoso como o de Sérgio Conceição tal é fatal.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (22/09/2017)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A importância de se começar bem

imagem retirada de zerozero
Começar um campeonato a vencer é bom. Começar o dito a golear é muito bom. O que não é muito bom e a ilusão que tal cria no adepto. Isto porque o Futebol Clube do Porto fez hoje o que lhe competia, mas este demonstrou ter – ainda – muitas lacunas. O normal tendo em consideração que a pré-época é sempre demasiado curta para que uma equipa “afine” todos os sues processos, mas o adepto é, na sua crassa maioria, um ser emocional e tem alguma dificuldade em aceitar o óbvio.

Isto tudo para dizer que ainda estamos longe de ver um Futebol Clube do Porto à imagem do seu treinador. O repelão e o ressalto do meio campo, as duas bolas nos postes de uma defesa azul e branca que tem a obrigação de estar rotinada dado que não houveram “mexidas” neste sector relativamente à época anterior e um ataque liderado por um Aboubakar super perdulário são sinais de que Sérgio Conceição tem ainda muito trabalho pela frente. Isto apesar de Marega ter demonstrado ter já uma pequena noção daquilo que o seu “Mister” deseja de si e dos seus colegas.

´É muito por isto que digo (e repito) que começar um campeonato a vencer é bom. Começar o dito a golear é muito bom. O que não é muito bom e a ilusão que tal cria no adepto. Contudo esta goleada que o Dragão impôs aos “canarinhos” do Estoril impõe respeito e avisa, desde já, o próximo adversário (Tondela) que terá de enfrentar um FC Porto motivado que pretende melhorar o seu rendimento jornada a jornada vencendo os seus jogos. Especialmente se tivermos em linha de conta que o plantel portista está, ainda, indefinido e que haverão sempre “forças ocultas” a dar o seu melhor para que os Dragões não consigam criar o seu futebol.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Bem que poderia ter dado este título a Oliver e/ou Brahimi, mas não tivesse Soares tido a infelicidade de se lesionar e talvez Marega não teria entrado em campo para “descomplicar” um jogo que estava a começar a ficar complicado porque o empate ia-se mantendo teimosamente com a pressão das bancadas do Estádio do Dragão a aumentar a cada minuto. Para mais Moussa parece ter sido (para já) o único atleta do plantel portista que percebeu as ideias do novo Treinador.

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 35´ para resolver a contenda a favor do FC Porto. Esta foi a altura em que Marega marcou o golo inaugural da partida, golo este que acabou por funcionar como a garrafa do ketchup acabando por resolver uma partida que começava a complicar-se para os Dragões.

Arbitragem: Hugo Miguel é o “suspeito” do costume. Na minha opinião este até que esteve bem ao ter anulado o golo de Aboubakar ainda na primeira parte da partida. Já no outro golo dos portistas que Hugo Miguel anulou por suposto fora de jogo de Corona tenho as minhas sérias dúvidas dado que não me pareceu que o mexicano estivesse em fora de jogo. A cereja no topo do bolo foi uma falta clara sobre Brahimi fora da grande área “estorilista” que Hugo Miguel (obviamente) “não viu”.

Positivo: A entrada de Moussa Marega. Efectivamente há males que vem por bem. A lesão de Tiquinho Soares acabou por abrir caminho à vitória portista que começou a ser construída nos pês de Marega.

Negativo: Vincent Aboubakar. Um ponta de lança “vive de golos” e como tal Aboubakar não pode ser tão perdulário na hora de rematar à baliza adversária. A melhorar Abou!

Artigo publicado no blog o gato no telhado (09/08/2017)

domingo, 25 de junho de 2017

Dominar, relaxar e ganhar

imagem retirada de zerozero
Dominar, relaxar e ganhar. É assim que se pode descrever a vitória de Portugal sobre a Nova Zelândia. É um facto que a FIFA procurou dar oportunidade a outras selecções quando retirou a Austrália da zona de qualificação da Oceânia, mas depois vemos aquilo que esta Nova Zelândia é capaz e rapidamente percebemos que a medida não terá sido assim muito feliz. E nem vale a relembrar a participação do Taiti na Taça das Confederações de há quatro anos…

Ora sendo a equipa neozelandesa um conjunto de “bons rapazes”, nãos erai de esperar outra coisa senão uma vitória portuguesa. Claro que a displicência poderia vir a fazer mossa (o México que o diga), mas para quem viu o jogo rapidamente percebeu que com maior ou menor dificuldade Portugal ia vencer o jogo. Faltava era saber por quanto.

Contudo podemos, e devemos, realçar a displicência e lentidão de processo demonstrado pelo onze escalado por Fernando Santos nos primeiros minutos do jogo. Perante uma equipa que quando confrontada com a técnica da nossa selecção recorria, vezes sem conta, à violência seria de esperar que Portugal tivesse já um score bem volumoso no final da primeira parte, mas tal não sucedeu porque numa primeira fase os lusos andaram “devagar, devagarinho” e Cristiano e/ou Quaresma que resolvessem. Foi nesta mesma fase que reparei (outra vez) que a construção de jogo não pode ser entregue a João Moutinho…Sempre que a bola chegava aos seus pés o jogo ofensivo de Portugal “empanava” quase que por completo. Não fosse Danilo Pereira o jogador que é e acredito que Portugal chegaria ao intervalo a vencer somente por uma bola a zero.

Tirando a fase inicial da partida onde o jogo português pareceu ter andado meio perdido, tudo o resto correu de feição a Fernando Santos que conseguiu conquistar mais um dia de descanso e renovar o físico dos seus comandados. Só é pena que Pepe tenha tido uma entrada estúpida que o impede de disputar a fase seguinte… Mas quando se fala de Pepe já todos sabemos o “que a casa gasta”.

Agora venha Alemanha ou Chile. E não me venham cá com tretas porque tanto uma equipa como a outra equipa são difíceis. Relembro que Portugal vai disputar a meia-final de uma prestigiada competição.

MVP (Most Valuable Player): Eliseu. O açoriano não começou muito bem o jogo (tal como toda equipa portuguesa), mas rapidamente procurou sair do “marasmo” acabando por realizar uma excelente exibição. Especialmente no ataque onde esteve sempre muito perigoso nos cruzamentos para a área neozelandesa.

Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 80´ do jogo para resolver o dito a favor de Portugal. Até esta altura em que André Silva marcou o terceiro golo, a partida esteve longe de ficar resolvida. Não que a Nova Zelândia representasse um perigo real para os portugueses, mas sim porque um golo neozelandês poderia muito bem enervar uma equipa portuguesa que em muitos momentos do jogo revelou algumas dificuldades em impor o seu futebol.

Arbitragem: Não se pode dizer que o árbitro e restantes auxiliares estiveram mal no jogo. A meu ver o Sr. Mark Geiger e restante equipa procuraram sempre passar ao lado do jogo, mas se tivessem começado a sancionar mais cedo a excessiva dureza neozelandesa não teria vindo mal ao mundo.

Positivo: Fernando Santos (mais uma vez). O seleccionador nacional promoveu algumas alterações no onze inicial (especialmente em sectores chave) e deu-se bem com tais “mexidas”. Refrescou a equipa e ganhou o grupo. Muito bem Mister!

Negativo: A insensatez de Pepe. Já todos conhecemos Pepe, mas estando o jogo como esteva (decidido) era escusado o central ter feito o que fez para ver o cartão amarelo. Fica de fora das meias-finais e vai obrigar a que a dupla de centrai tenha de ser refeita.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (24/06/2017)

domingo, 5 de março de 2017

Goleada!

imagem retirada de zerozero
Não há muito para dizer sobre a impiedosa goleada que os azuis e brancos impuseram aos alvi negros da Madeira. Isto porque o Futebol Clube do Porto não fez um jogo impressionante. Os dragões jogaram q.b. No início da partida até que até que foram notórias algumas das dificuldades que os comandados de Nuno Espirito Santo (NES) sentiram para superar a dupla linha defensiva do CD Nacional

O Nacional meteu o “autocarro” diante da sua baliza e estivéssemos nós nos tempos de Lopetegui e de certeza que a estratégia do “duplo autocarro” de Jokanović teria resultado na perfeição e o CD Nacional teria conseguido o sue “pontinho”. Contudo este não é o FC Porto pachorrento e previsível de Lopetegui. O FC Porto de NES pode ter muitos defeitos, mas está longe de ser lento e previsível. O FC Porto de NES é pressionante, luta pela vitória até ao fim dos 90 e poucos minutos e procura variar as jogadas sempre que tem pela frente um adversário do estilo deste CD Nacional. Foi basicamente isto que se viu hoje no Estádio do Dragão.

Os dragões não foram – repito – brilhantes, mas mostraram uma enorme capacidade de luta e vontade de “esmagar” o adversário mesmo quando o resultado era favorável. E isto é extremamente importante por causa disto: 

Os sete golos dão confiança
Confiança. Muito mais importante do que ter marcado sete golos a um adversário muito frágil, é o facto Futebol Clube do Porto ter demonstrado que vai dar luta até ao fim pelo título de campeão. E isto numa altura em que o SL Benfica começa a dar sinais claros de que está num mau momento é fundamental. Especialmente se tivermos em linha de conta que o jogo da Luz está cada vez mais próximo.

MVP (Most Valuable Player):André André. O meio campo dos portistas esteve impecável dado que todos os seus elementos sabiam exactamente o que fazer, quando e como fazer, mas de todos eles destaco o “trabalho silencioso” de André André que esteve sublime na ligação entre o fantástico recuperador de bolas Danilo Pereira e o grande maestro Óilver Torres.

Chave do Jogo: apareceu no minuto 31´ da partida para resolver a contenda a favor do FC Porto. Isto porque foi neste momento que os azuis e brancos se adiantaram no marcador, deitando por terra a estratégia ultra defensiva dos alvi negros que depois deste golo perderam, por completo, o seu rumo estratégico.

Arbitragem: Confesso que não estava à espera desta prestação de Bruno Paixão e restante equipa de arbitragem. Bruno Paixão é conhecido pelo seu “anti portismo” e sede de protagonismo, mas hoje no Dragão este não foi nem uma coisa nem outra. Muito bem na análise dos lances e excelente na expulsão de Tobias Figueiredo. Uma excelente arbitragem, coisa rara no que a este árbitro diz respeito.

Positivo: O grupo de NES. Há quem diga que NES só faz asneiras. Hoje vimos o culminar das asneiras de NES: um grupo unido a defender e a ataca. Uma equipa no verdadeiro sentido do termo.

Negativo: Adriano Facchini. Péssimo (para não dizer terrível). Adriano Facchini foi hoje a encarnação de tudo aquilo que um Guarda-redes de uma equipa profissional não pode ser.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (04/03/2017)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Até parece fácil

imagem retirada de zerozero
CD Feirense 0 x FC Porto 4. Olhando para o resultado até parece fácil e realmente o jogo até que foi fácil. E foi assim porque os azuis e brancos fizeram por isto. A partida não foi muito complicada para os pupilos de Nuno (é um facto) mas tal foi assim porque estes estão, sem sombra de qualquer dúvida, com a moral em alta e quando assim é tudo parece ser natural.

Não haja a mais pequena dúvida de que o futebol é feito de momentos. São os momentos que decidem o futuro de uma equipa e o famoso momento em que Rui Pedro marcou o golo ao SC Braga marcou uma equipa do Futebol Clube do Porto que vinha a atravessar uma “seca” de golos tal que já todos duvidavam das reais capacidades de Nuno Espírito Santo e plantel. Bastou o tal golo para que a mesma equipa que parecia não saber o que fazer em campo ter ridicularizado por completo um CF Feirense que vinha formatado para fazer outra coisa senão anti jogo. Anti jogo… A tal “malapata” que tanto “travava” a máquina portista num passado não muito distante.

Apesar de o resultado final ser “gordo”, o Futebol Clube do Porto não fez um “jogo do outro mundo”. Foi eficaz e viu as bolas a entrar na baliza do Feirense. Era o que se exigia a esta equipa que tinha como principal missão vencer na Feira para depois pressionar Benfica e Sporting que jogavam logo a seguir. A missão foi cumprida com brio e profissionalismo mas não com grande brilhantismo. Repito; é o que se exige. Quem quiser ópera já sabe que não é no futebol que tem de investir o seu dinheiro.

Mas para terem feito o seu trabalho os Dragões tiveram de depositar todo o seu jogo nos maravilhosos pés de Oliver Torres. Com Danilo Pereira a dar o devido – e precioso - apoio à linha defensiva do FC Porto, Oliver teve liberdade total para ir explanado todo o seu futebol. Óliver vinha buscar a bola à defesa para depois a distribuir com os seus passes milimétricos. Foi um “mimo” enquanto o pequeno espanhol teve forças para continuar em campo.

Brahimi fez hoje um jogo razoável e, inclusive, marcou um golo. Poderia – e deveria – ter sido menos “complicativo” em certos momentos do jogo. Especialmente no capítulo do passe. Parece-me que a passagem pelo banco de suplentes fez bem ao argelino que agora até vem atrás buscar jogo e ajudar a equipa na defesa. A ver se esta atitude se mantêm no próximo jogo e no pós CAN.

Este foi mais um jogo onde Iker Casillas não sofreu golos. E isto porque a dupla de centrais Felipe e Marcano está num momento de forma impressionante. Nada passa por eles! Quem diria que bastaria um treinador em condições para fazer de Iván Marcano um central ao nível dos melhores da europa? Depois venham-me dizer que Lopetegui é que era…

Apesar de tudo ainda persistem alguns problemas neste FC Porto de Nuno. Especialmente na saída rápida para o ataque. Em muitos momentos reparei que o jogador que saia em contra ataque com a bola dominada tinha de parar, olhar e passar a bola para trás dado que ninguém o acompanhava nesta incursão. Atente-se que o CD Feirense estava a jogar com 10. E também não foi mesmo nada bom de ser ver a displicência que se apossou da equipa portista nos momentos finais da partida. Vamos a ver se melhoramos estes aspectos Nuno.

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem ponta de lança do Futebol Clube do Porto teve a enorme responsabilidade de marcar a grande penalidade que abriu o marcador em Santa Maria da Feira. Não obstante a enorme pressão André Silva marcou e iniciou, desta forma, uma exibição que viria a ser a melhor de todos os jogadores que alinharam hoje pelo FC Porto. Combativo, trabalhador, esforçado e sempre a procurar estar no lugar certo na hora certa, este é o André Silva que orgulha os portistas e que todos queremos que se mantenha de azul e branco vestido por muitos e bons anos.

Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva (mais uma vez). Ao minuto 4' este converteu uma grande penalidade e tal aliviou de imediato a pressão para o Futebol Clube do Porto. Tal permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida que acabou por ser tranquila.

Arbitragem: Ao contrário do que estava à espera Luís Ferreira e a sua equipa realizaram um bom trabalho. A equipa de arbitragem esteve bem ao assinalar penálti sobre André Silva dado que Ícaro toca no atacante e, desse modo, a expulsão também é correcta. Luís Ferreira procurou acompanhar os lances bem de perto e foi notório que olhava sempre para os assistentes antes de apitar (sinal de que estava a fazer um trabalho em equipa).

Positivo: Dupla Felipe/Marcano. Uma “muralha” defensiva que completa o bom trabalho de Iker na baliza. Actualmente o FC Porto tem a melhor defesa da europa, o que não admira dado que conta com esta fantástica dupla de centrais.

Negativo: Displicência. Na recta final do jogo os azuis e brancos revelaram uma descontração que só não foi fatal porque os postes da baliza de Casillas não o deixaram. A corrigir porque os jogos duram – sempre - 90 e poucos minutos.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/12/2016)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

«Os golos são como o ketchup»

imagem retirada de zerozero
«Os golos são como o ketchup». A frase é da autoria de Cristiano Ronaldo e foi proferida numa altura em que a selecção nacional portuguesa atravessava uma espécie de “mini seca” de golos. Ora para quem viu o jogo de hoje do Futebol Clube do Porto pode muito bem utilizar a já aqui referida frase para resumir o que aconteceu hoje no Estádio do Dragão.
 
Após o jogo do SC Braga eu tinha aqui dito que me pareceu que tinha havido ali uma espécie de ”clic” que fez com que a equipa despertasse de vez para a realidade. Efectivamente a moral faz milagres e penso que começa a ser evidente que a derrota do SL Benfica na Madeira na passada semana “mexeu” com a pisque da equipa portista. Só assim se percebe esta goelada do Futebol Clube do Porto ao actual campeão inglês. A qualidade esteve sempre lá. Assim como as ideias do treinador estiveram sempre lá. O que realmente faltava era a confiança e aquela ”pontinha” de sorte que os azuis e brancos não têm tido há já muito tempo. E parece que esta veio na melhor altura se bem que ainda falta a confirmação do próximo domingo.
 
É verdade que o Leicester City não entrou em campo com a sua melhor “artilharia” (os “haters“ do costume e os anti porto vão-se refugiar nesta teoria, é um facto), mas estamos a falar do campeão inglês. O Leicester pode hoje em dia estar pelas ruas da amargura na Liga Inglesa, mas Cláudio Ranieri tem à sua disposição uma equipa muito boa que com toda a certeza faz inveja a muitas das equipas ditas “Grandes” do nosso campeonato. Por isto não me venham com esta conversa. E não utilizem a “historieta” de que o Leicester já estava apurado, que tinha outros compromissos bem mais importantes e por aí adiante para desvalorizar/relativizar esta fantástica vitória dos Dragões. Ninguém gosta de perder. E muito menos de ser goleado.
 
Quanto ao jogo jogado apenas posso dizer uma cosia no que ao Futebol Clube do Porto diz respeito: excelente! Não foi nada que já não tenha visto na partida diante dos bracarenses, mas hoje fiquei com a ideia de que o Futebol Clube do Porto começa a consolidar-se como equipa. Basicamente este Porto de Nuno Espírito Santo joga sempre da mesma forma, mas o que realmente foi diferente é que os jogadores se esforçaram e mostraram uma dinâmica que não se vê desde que a temporada se iniciou. Só espero é que esta postura que vi hoje se mantenha e não tenha sido somente uma “faísca” criada pela enorme montra que é a Liga dos Campeões.
 
E já agora uma nota final. O André Silva sempre sabe marcar uma Grande Penalidade. A confiança faz realmente maravilhas. Espero que agora os seus críticos se calem de vez.
 
MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Confesso que não me foi nada fácil atribuir este título a um só jogador. Isto porque neste jogo diante do Leicester toda a equipa azul e branca esteve bem, mas sou da opinião de que o argelino fez hoje aquilo que se exige a um atleta da sua categoria. Brahimi jogou e fez jogar. É este Brahimi que eu exijo para o Futebol Clube do Porto. Um génio ao serviço do colectivo em prol do individual. A manter Yacine! 
 
Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva. Aos seis minutos o Futebol Clube do Porto já se encontrava a vencer uma partida que era crucial para o seu futuro na Liga dos Campeões. Tal aliviou de imediato a pressão e permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida decisiva.
 
Arbitragem: Nada a apontar. O Sr. Felix Zwayer e a sua equipa de arbitragem estiveram muito bem numa partida fácil de apitar.
 
Positivo: Yacine Brahimi. Jogou e fez jogar. O MVP desta partida voltou a ser o grande Brahimi de outros tempos. Que este Yacine tenha vindo para ficar.
 
Negativo: Superdeporte. Jornalismo é muito mais do que rancores e ódios antigos. Nuno Espírito Santo merece ser respeitado. Especialmente da parte de quem tem o dever de informar.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/12/2016)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Se era para a festa

imagem de zerozero

Que dizer de uma partida onde se sabia à partida que o grande objectivo do adversário era o não sofrer muitos golos? Pouco. Nada mesmo, a não ser que imperou a normalidade. Isto porque a selecção de futebol de Gibraltar - a mais recente invenção da UEFA e FIFA - é uma equipa habituada a levar “pancada” de todos pelo que ante o Campeão Europeu o seu objectivo foi alcançado: sofrer somente um golo na primeira parte. 

E é precisamente nesta primeira parte que reside o problema. Ou melhor, um dos problemas porque ainda estou para perceber como é que a nossa equipa “afinou” a estratégia para o jogo com a Suíça (este bem a sério dado que conta para o apuramento para o Mundial) diante de tão fraco grupo de futebolistas. Se a ideia era a de brindar a malta da Invicta com uma tremenda festa mais valia terem-se ficado pela entrega das medalhas na Câmara Municipal do Porto. A primeira parte desta partida é bem elucidativa da grandiosa preparação que Portugal fez para o jogo da próxima Terça… Joguem assim diante os Suíços! 

A justificação que tem sido utilizada pelos mídia portugueses para justificar tão vergonhosa prestação na primeira parte não justifica tudo. Bem vistas as coisas até parece uma desculpa esfarrapada dado que a Equipa de Todos Nós já disputou jogos bem mais difíceis sem Cristiano Ronaldo e com sistemas de jogo diferentes do 4x4x2 e venceu. Por isto não me venham cá com esta treta que isto “não cola”. Atleta que jogue pela Selecção nacional portuguesa tem de dar o litro seja contra Gibraltar, Alemanha ou Baguim do Monte! 

Vamos a ver o que vai acontecer diante da Suíça. Se a coisa correr mal (espero bem que não) já há justificação para o facto. 

Chave do Jogo: A mudança ao intervalo de sistema permitiu uma segunda parte muito agradável e permitiu golos. Portugal passou do 4x3x3 para o 4x4x2 que utilizou no Campeonato da Europa. Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que subscrevo por completo. 

Arbitragem: Tal como o jogo. Normal e tranquila. O Sr. Erez Papir e a sal equipa tudo fizeram para que ninguém desse por elas, sinal de que desempenharam bem o seu papel de equipa de arbitragem.

Positivo: Nani fez dois golos e, só por isso, já merce destaque. Ainda assim, o extremo do Valência esteve bem na partida, especialmente a jogar perto de André Silva, no 4x4x2 da segunda parte. Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que, mais uma vez, subscrevo por completo.

Negativo: Talvez deslumbrados com tanta facilidade, a equipa lusa perdeu-se em demasiadas fintas e cruzamentos sem nexo para a área. Só foi feito um golo e, em 4x3x3, notou-se que a equipa estava com pouco critério nos lances ofensivos. Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que, mais uma vez, subscrevo por completo.

Artigo publicado no Blog o gato no telhado

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Terminar em beleza

«Tudo o que eu te dou, tu me dás a mim». Esta é a parte do hino que Portugal leva para o Europeu 2016, cantado por Pedro Abrunhosa, que Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo mais levaram a peito no último teste da seleção lusa antes da partida para França, onde Portugal se vai estrear na próxima segunda-feira, frente à Islândia. Os adeptos do Estádio da Luz deram apoio e os dois avançados deram espetáculo. Golos bonitos, fintas desconcertantes e boas notas para Fernando Santos foram o mais importante da vitória. 
 
Portugal goleou tranquilamente por 7x0, mas calma!. Não vamos embandeirar, porque, se a qualidade está lá, ainda há muito trabalho. Ainda assim, se Portugal conseguir jogar regularmente como jogou nos 15 minutos finais da primeira parte, o país pode sonhar.
 
A Federação escolheu a Estónia para o último amigável, uma escolha compreensível. Fernando Santos sabe que, pelo menos na fase de grupos, Portugal vai jogar constantemente em ataque continuado e foi o que se viu na Luz. Apesar dos golos, uma coisa saltou à vista: o meio-campo ainda não está no ponto. O selecionador escolheu Danilo, André Gomes, João Mário, Moutinho e notou-se alguma falta de criatividade na primeira metade do jogo. Com o sistema que Fernando Santos quer utilizar, com dois avançados móveis, é essencial que quem jogue nesse setor tenha a capacidade de criar desiquilibrios.
 
Portugal demorou quase 30 minutos a criar oportunidades. Mas tudo se tornou mais fácil, quando Ronaldo e Quaresma abriram o livro. Primeiro CR7 ameaçou isolado. Depois Ricardo Quaresma voltou a mostrar que está num bom momento e, de trivela, ofereceu o primeiro a Ronaldo. Não satisfeito, Quaresma achou que devia levantar todo o estádio com um chapéu que se deve ver e rever...com calma. Ainda antes do intervalo Ronaldo, após uma boa combinação com João Mário, fez o 3x0.
 
Na segunda parte começaram as experiências na equação de Fernando Santos. Apesar disso, a constante Ricardo Quaresma manteve-se. Primeiro assistiu Danilo para o 4x0 e depois foi dele o cruzamento que terminou com o quinto golo. A cereja no topo do bolo, que foi a exibição do mustang, surgiu já perto dos últimos 10 minutos, quando Renato Sanches pegou na bola e ofereceu a Quaresma o sexto golo. Para finalizar, Éder voltou a mostrar que pode ser uma opção válida ao fazer o 7x0 
 
Os 52 mil espetadores que estiveram na Luz viram algumas dúvidas serem dissipadas. Primeiro Quaresma merece estar no 11. Segundo José Fonte e Danilo mostraram que podem ser titulares e terceiro, André Gomes, Moutinho e João Mário precisam de mais, muito mais.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo. Ricardo Quaresma

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Missão cumprida

O FC Porto chegou ao encontro com o Nacional da Madeira sem marcar há dois jogos consecutivos. Desde o triunfo por 0x1 frente ao Vitória de Setúbal, os azuis e brancos tiveram duas jornadas em branco e somaram duas derrotas diante do Tondela e do Paços de Ferreira. A ineficácia e a falta de sorte foram alguns dos fatores apontados por José Peseiro para o paupérrimo registo ofensivo, que desta vez não incomodaram os jogadores azuis e brancos.
O cronómetro indicava apenas dois minutos e o FC Porto já vencia por 1x0. Silvestre Varela, através de um excelente remate, indefensável para o guarda-redes Rui Silva, abriu caminho à vitória dos dragões e a 25 minutos iniciais de excelente nível. Os dragões entraram bem, a jogar na base de processos simples, bem definidos e a boa ligação entre a zona interior e lateral funcionava na perfeição.
Foi, de resto, graças a essa boa ligação entre a zona lateral e interior que o FC Porto chegou ao segundo golo, aos nove minutos. A jogada de contra-ataque começou nos pés de André Silva, uma das muitas novidades preparadas por José Peseiro para o jogo, que lateralizou para a direita, onde apareceu Corona. O extremo mexicano levantou a cabeça, André Silva arrastou os defesas-centrais consigo e Herrera recebeu a bola dentro da área sem oposição. O médio dominou e rematou rasteiro para o fundo da baliza de Rui Silva.
Apesar das muitas alterações na equipa (Danilo Pereira a defesa-central, José Ángel na esquerda, Rúben Neves como médio mais recuado e André Silva a ponta de lança), isso não impediu os azuis e brancos de terem um domínio acentuado na etapa inicial. Foram dois os golos que a turma da casa apontou, mas podiam ter sido mais. Rui Silva, guarda-redes do Nacional da Madeira, foi o principal responsável pelo estancar do resultado. André Silva, Herrera e Corona que o digam. E todos tentaram batê-lo mais que uma vez. Mais certeiro, no entanto, foi Danilo Pereira, que aos 67 minutos apareceu na área do Nacional e, na sequência de uma assistência de Corona, cabeceou para o fundo da baliza insular, assinando o 3x0. O resultado foi sentenciado a cinco minutos dos 90 e fechado com chave de ouro, com um bom pormenor técnico de Aboubakar perante o guardião adversário.
Apesar da boa prestação ofensiva, há reparos a fazer na exibição do FC Porto, nomeadamente no capítulo defensivo. É verdade que Iker Casillas não teve muito trabalho, à exceção de um remate perigoso de Aly Ghazal ainda na primeira parte, mas o Nacional, se tivesse definido melhor algumas saídas para o contra-ataque, podia ter dificultado um pouco mais a tarefa dos dragões. Além disso, a dupla formada por Danilo Pereira e Bruno Martins Indi nem sempre funcionou bem e por vezes cedeu espaço a mais a Soares, a referência mais ofensiva dos madeirenses. Porém, os insulares não foram capazes de aproveitar essas fragilidades, que em nada, diga-se, tiram mérito ao triunfo inteiramente justo dos dragões. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Herrera

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A goleada veio com o Rui!

No primeiro ensaio já sem Lopetegui, o FC Porto conseguiu o mais importante: os três pontos, mas com selo de goleada (0 x 5) no dérbi da cidade Invicta, frente ao Boavista, no Estádio do Bessa e a viragem da Liga a quatro pontos do líder Sporting.
Atenção: nem tudo foi bom no jogo do FC Porto. A exibição foi q.b., poder-se-á dizer. Mas Herrera, por exemplo, personificou aquilo que mudou com a saída de Lopetegui. Mais soltos, mais «vagabundos», menos amarrados a uma filosofia de jogo que tirava alegria a muitos dos que hoje se exibiram a um nível aceitável.
Exemplo? O golo do médio mexicano, aos 11 minutos. O que outrora seria lateralizado na conceção de jogo de Lopetegui, agora foi vertical e magistral. André André lançou o passe perfeito para o espaço, Herrera dominou de peito, rodou e atirou para o 0x1. Simples, linear mas eficaz.
E foi na liberdade dos médios que o FC Porto construiu as asas desta vitória. Brahimi foi menos extremo e apareceu não raras vezes junto de Aboubakar, bem na área – mas não brilhou o argelino, longe disso; Corona, esse sim, tinha ordens para abrir na linha e alargar o jogo portista quando necessário. Mas Herrera e André André – sobretudo o primeiro – foram os maestros desta nova batuta em período de ensaios.
O mexicano construiu, apareceu e marcou os ritmos do jogo do FC Porto. E entregou-se à luta. Despiu aquele fato amorfo e desligado que tantas vezes vestiu esta época e ganhou todos os duelos que havia para ganhar no miolo do Bessa. Auxiliado por outro «carregador de pianos» versão 2.0, André André, o motor do dragão controlou sempre o centro nevrálgico da partida.
Talvez por isso nem tenha precisado de criar muitas ocasiões de perigo para deixar a imagem clara que depois do golo de Herrera só uma equipa iria sair com os três pontos da Avenida da Boavista. Gideão ainda evitou por duas vezes o avolumar do resultado, mas assim que a torneira se abriu a coisa descambou.
Aos 62, Corona fletiu da linha para o meio e rematou colocado, de pé esquerdo. Os golos de Aboubakar, aos 73' e 82' e de Danilo (93'), de calcanhar, já vieram apenas somar a uma história conhecida, mas fica a nota para mais uma assistência de Miguel Layún (a 8ª) e o «bis» do camaronês, tão afetado por «secas» esta época. Mas tudo isto transpirava a liberdade, rebeldia até de quem, porventura, quis mostrar que jogar à bola solto de amarras é o que melhor assenta a esta equipa. 
Os axadrezados tentaram, não se lhes pode apontar essa carência. Mas Erwin Sánchez tem em mãos uma pantera que ameaça não sobreviver na selva da Liga. 
Uchebo foi abnegado mas desgastou-se numa luta inglória com os centrais do FC Porto. Luisinho tem pés para dar e vender mas corre na pista errada. Bukia foi irreverente mas inconsequente; e isso de nada serve. Por isto, e por duas substituições forçadas ainda na primeira parte – Tengarrinha e Nuno Henrique -, o Boavista não deu mais, ainda que as boas intenções tivessem saído reforçadas ao intervalo. Mas foi tudo muito curto. E o golo de Corona despiu-se em definitivo.
Seja como for, a pantera terá oportunidade para fazer diferente já na próxima quarta-feira, quando o Bessa voltar a ser palco deste dérbi, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.  

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Btahimi

quinta-feira, 23 de abril de 2015

“Somos Porto!” Não me parece…

Após a histórica derrota por 6 bolas a 1 (há 37 anos que tal não sucedia no Reino do Dragão) ante o Bayern de Munique tenho lido e ouvido muitos Portistas a dizerem “Somos Porto!”. Ora eu segui o jogo via TV e realmente pergunto-me se esta equipa que apanhou uma tremenda tareia dos Alemães sabe o realmente que quer dizer “Somos Porto!”.
“Somos Porto!” é muito mais do que uma simples frase motivacional que se utiliza nos momentos difíceis. “Somos Porto!” é um grito de revolta de uma equipa que sabia que o que estava a fazer não era o melhor para o Clube e que tinha de melhorar em todos os aspectos se queria enfrentar tudo e todo. O “Somos Porto!” é um grito de guerra de uma equipa à Porto que percebeu da pior maneira o que é ter de dignificar uma camisola histórica como a do Futebol Clube do Porto.
 
Agora pergunto-me se esta equipa de Julen Lopetegui sabe o real significado da frase “Somos Porto!”. Eu acho que não. E a demonstração cabal de tal é o resultado de Munique a forma como uma grande parte do Universo Portista reagiu a esta pesadíssima e humilhante derrota.
 
“Somos Porto!” não é vir dizer que se vai ganhar na Luz.
 
“Somos Porto!” não é encolher os ombros e resignar-se com a derrota porque o Bayern tem um orçamento três vezes superior ao do FC Porto e Atletas de gabarito internacional.
 
“Somos Porto!” não é vir dizer queremos ser Campeões.
 
“Somos Porto!” não é vir para a Praça Pública jogo sim, jogo sim culpar as arbitragens pelos maus resultados.
 
“Somos Porto!” não é o Treinador vir culpar os Jogadores pela suas opções antes, durante e pós jogo.
 
“Somos Porto!” não é ir para o Aeroporto festejar meias vitórias.
 
“Somos Porto!” não é achar que a equipa é demasiado jovem para poder ter um desempenho ao nível que se lhe exige e que sempre se exigiu num Clube vencedor como o Futebol Clube do Porto.
 
“Somos Porto!” não é vir para as Conferências de Imprensa falar Latim e alimentar polémicas jornalísticas.
 
“Somos Porto!” não é fazer esperas a autocarros do Clube, insultar Jogadores/Técnicos/Direcção e partir os vidros dos seus carros.
 
“Somos Porto!” não é vir para a Bluegosfera, Canal do Clube e Programas de opinião vir dizer que está tudo bem e que não se pode apontar os erros da equipa Azul e Branca.
 
“Somos Porto!” não é levar 6 golos e vir dizer que até que nem é mau porque a campanha na Liga dos Campeões foi a terceira melhor de sempre da história do Clube Azul e Branco.
Quando acabou o jogo da Baviera Thomas Müller, Jogador do Bayern, virou-se para os seus colegas e com um megafone que um adepto Germânico lhe emprestou disse alto e bom som: “Somos Bayern!”. E foram-no na realidade porque após a derrota no Dragão souberam fazer o trabalho de casa e deram tudo por tudo pelo Clube que representam mesmo que momentaneamente.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

São Lopeteguices Senhor. São Lopeteguices...

Uma primeira parte assombrosa do Bayern München e assombrada para o FC Porto tirou toda a claridade e clarividência à equipa de Lopetegui. Desde os de trás aos da frente, não esquecendo o próprio técnico, todos tiveram culpa no cartório, se bem que o jogo não foi contra uma equipa qualquer. Os Alemães mostraram que, há seis dias, tiveram um acidente na Invicta. E o FC Porto está fora da Liga dos Campeões.
 
Lopetegui, privado de Danilo e Alex Sandro, apostou em quatro centrais de raíz para formar o quarteto defensivo. Velocidade a equipa perdeu, acutilância ofensiva, mas tal não era uma prioridade. Havia dois golos de vantagem, o equilíbrio defensivo era mais importante. Mais valia? Supostamente, a equipa ganhava altura e robustez para defender.
 
Só que foi no jogo aéreo que, em meia hora, o FC Porto encaixou três golos e ficou com tudo invertido. Falar depois do acontecimento é muito mais confortável do que antes, mas é lógico que a cartada de Lopetegui para colmatar as ausências saiu completamente ao lado.
 
Por isso, entrou Ricardo, para tentar minimizar os estragos de uma equipa que já tinha baixado totalmente os níveis de confiança. Aliás, equipa não era de certeza. Cada um por si, com coração mas muito pouca cabeça, tentava desesperadamente remar contra um aglomerado de qualidade individual que fazia do jogo colectivo uma força brutal.
 
O Bayern München, claro, estava com a corda toda. Espicaçado pela partida do Dragão, o conjunto de Guardiola não permitiu espaços, nem remates, nem triangulações, nem jogo flanqueado. Tudo o que o FC Porto poderia tentar estava fechado. Só que a equipa Azul e Branca nem tentava.
 
Antes do intervalo, mais um e depois outro. A missão era, então, quase impossível. Só uma palavra milagrosa de Lopetegui poderia mudar o cenário. Mas não houve.
 
É verdade que o FC Porto entrou finalmente a pressionar em todo o campo, no risco de um para um. Teve mais bola, teve mais tempo e mais espaço, mas não no último terço, onde, quando chegou, foi bloqueado de forma tranquila e serena por um Bayern que abandonou a 'loucura' e passou a um ritmo bem mais calmo, quase de treino.
 
Mesmo assim, as oportunidades aconteciam a caminho da rede de Fabiano, que foi evitando o descalabro total para uma segunda parte que já nem todos os Portistas quiseram ver. Por falar em adeptos, estes acordaram a meio da segunda parte.
 
Sentados, escondidos nas camisolas, de rosto fechado e mãos na cabeça, os Portistas conformaram-se com a derrota e acharam por bem entoar cânticos, audíveis pela primeira vez desde o apito inicial. E resultou. A equipa ouviu, subiu e marcou, por Jackson, depois de cruzamento de Ricardo.
 
Estávamos no minuto 73 e ventos de alguma esperança no milagre sopraram no Allianz Arena. Mas logo se viu que era miragem. O Bayern melhorou na posse novamente e chegou ao sexto, já depois de Marcano ter sido expulso. Tudo sentenciado. E Dante ainda foi a jogo...
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Pereira