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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Pensamento da Semana: Habemus Treinador (finalmente)

É oficial. Nuno Espírito Santo é Treinador do Futebol Clube do Porto.

Nuno sucede a José Peseiro no comando técnico dos Dragões e “herda” do seu antecessor um enorme vazio que vem sendo alimentado há já quase duas temporadas. Dito de outra forma; foram necessárias duas temporadas “a seco” para que Pinto da Costa e seus pares directivos – finalmente - decidissem que mais do que um estilo ou de uma utopia o Futebol Clube do Porto necessita de um líder que saiba ao que vem, como vem e o que tem de fazer para obter sucesso no “isento” futebol português. 

A tarefa de Nuno é gigantesca. Primeiro terá de colocar fim ao estilo pachorrento de Julen Lopetegui que foi a imagem de marca da equipa Portista durante uma época e meia. De seguida terá a árdua tarefa de colocar ordem num balneário que foi tomado de assalto por uma tal de Doyen e, mais importante que tudo, vai ter de recuperar a imagem de força e respeito do Dragão que se perdeu durante o consulado da dupla Julen Lopetegui/José Peseiro. 

Tenho para mim que o homem da frase “Somos Porto” é a pessoa ideal para tirar o Dragão do “poço de agonia” em que este se meteu por vontade própria. Resta agora saber se as “forças internas” do costume não farão de tudo para que Nuno Espírito Santo tenha o mesmo triste fim que viveu no Circo Lim.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O irritante Lopetegui (I)

Quem segue a minha escrita neste espaço já se apercebeu que não sou de criticar Treinadores. Não sou daquele tipo de adepto que mal um Treinador chega lhe faz logo marcação cerrada para o criticar e deitar abaixo ao primeiro erro. E muito menos sou daquele tipo de pessoa que faz do Treinador novo o Salvador da Pátria que tudo sabe. Estas infantilidades já não fazem parte do meu quotidiano futebolístico.
 
Contudo Julen Lopetegui tem feito de tudo para me irritar. Com o tempo aprendi a ter paciência com os Treinadores e a esperar pelos resultados para poder fazer uma avaliação séria, mas o Espanhol tem atitudes que dão cabo da paciência de um Santo. Uma delas está no seu discurso.
 
Quando Julen chegou ao Futebol Clube do Porto passou uma imagem de pessoa ponderada, educada que sabia medir as palavras. E na altura eu já tinha dito para mim próprio que queria ver como este se ia comportar quando a nossa nada parcial Imprensa começasse a fazer o seu habitual trabalho. Chegados a esta altura do Campeonato afirmo, sem surpresa alguma, que Lopetegui não faz a mínima ideia do que é treinar um Clube como o FC Porto. Um bom exemplo são os recortes que coloquei em baixo.
Lopetegui ainda não percebeu que no Dragão não se luta pelo Título de Campeão. No Universo Portista ou se é Campeão ou não. E quando não se é Campeão nacional é sinónimo de fracasso total! 
 
Na casa Azul e Branca, fortemente hostilizada pela Imprensa que tem umas palas vermelhas e verdes, a declaração que interessa ouvir sempre é a de que seremos Campeões. È isto que os Jogadores tem de sentir no balneário e é isto que o Treinador deve fazer crer a quem o entrevista. O cavalheirismo que fique guardado na gaveta da secretária do Basco!
 
E já que falamos em Cavalheirismo, este só vêm á tona quando menos interessa. Isto porque sempre que o FC Porto perde pontos a culpa nunca é do Mister Lopetegui nem dos seus Jogadores. É do árbitro e nada mais! E esta lógica aplica-se sempre tendo ou não razão de queixa. Nestas alturas Julen esquece-se do seu cavalheirismo… Lopetegui já está no comando da nau Portista há tempo suficiente para saber que em caso de dúvida prejudica-se sempre o Futebol Clube do Porto. Tal e assim, sempre foi assim e sempre será, pelo que há que acabar de vez com esta ladainha irritante dos árbitros e começar a colocar em campo um onze que de garantias de qualidade e de segurança de jogo.
 
Sobre este último ponto escreverei amanhã.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O Jogo das Escondidas

A propósito do tema: “Benfica é o segundo clube do mundo com maior número de sócios” Miguel Bento, director comercial e de marketing do Benfica, afirma que o clube tem 232.268 sócios contrariando um estudo da Euromericas Sport Marketing, que avança com 197.877. Como não acredito em nada do que dizem os aldrabões do clube da treta fui analisar o que se passa, visto que fontes próximas da Sad até indicavam um número maior, 233.860.

Antes de mais temos que saber qual é o conceito de “sócio” do senhor Miguel Bento. Serão os milhares que compram um “kit” que não dá direito a quase nada e depois não pagam as quotas, ou os inscritos numa das categorias que pagam religiosamente? Além dos associados também tem “regalias de sócio”, pelo menos para votar nas eleições, as Filiais, Casas do Benfica e Delegações.
É conhecida a bizarria de cada um destes recintos, às vezes com ½ dúzia de sócios a jogar a sueca ou dominó, ter o direito a 50 votos além dos votos individuais de cada sócio. Só as cerca de 200 “Casas”, em cada acto eleitoral, entregam 10 mil votos ao senhor Vieira.

Os sócios do Benfica repartem-se pelas seguintes Categorias: a) Sócios efectivos; b) Sócios correspondentes, nacionais e internacionais; c) Sócios auxiliares; d) Sócios atletas. Na categoria Efectivos podem ser: Infantis, Menores, Efectivos, Efectivos Reformados, e Correspondentes. Observamos agora o quadro de cobrança possível se todos pagassem as quotas, multiplicando o número de sócios inscritos em cada Categoria, pelo valor da Quota/Ano.
Temos então uma “cobrança ideal” de 27,4M€ que não condizem com números dos RC cuja receita anda pelos 9.000M€/ano, onde fazem parte os 75% que ficam no clube mais os 25% que vão para a Sad, ou seja, mais ou menos 1/3 do previsto. O que se pode retirar desta disparidade? Ou os sócios são menos do que os anunciados, ou então mais de 2/3 não pagam. Deverão ser contados sócios que não pagam as quotas? Só se for para levar os anunciantes a pensar que os produtos ou serviços publicitados são vistos por muita gente.

Outra explicação pode ser a do clube não fazer as actualizações (como se fosse um inventário permanente) das novas entradas, desistentes, eliminados, e falecidos. Segundo os Estatutos, conforme o seu Artigo 15º Número 1, o acerto da respectiva numeração, será feito nos anos terminados em 5. Assim apenas em 2015 teremos o número real de sócios corrigido, o que se estranha, visto que esta falta de rigor pode impedir uma previsão correcta nos Orçamentos anuais. Com qualquer programa de software de gestão, tipo PHC e a base de dados actualizada, o controle faz-se em 30 segundos.
Não sei se esta política de mentiras encapotadas, a que poderemos acrescentar um assustador Passivo Financeiro só comparável ao do Real de Madrid e 5 anos de prejuízos consecutivos, se insere na política de verdade desportiva que tanto gostam de ostentar, ou ainda no conceito de Fairplay Financeiro da UEFA.

Para a “instituição” não parece relevante saber se os sócios pagam ou não as quotas. Deixo a pergunta: para que vendem “kits” a fingir que os aderentes serão sócios efectivos? É sabido que o estádio nunca tem mais de meia casa, mesmo contando com centenas de borlas que oferecem em todos os jogos. Já dizia um amigo, há muitos anos, quando ainda havia lugares de peão: “há sócios que não são sócios e estão sentados, e há sócios que são sócios e estão de pé”. Para quê este jogo das escondidas?

Até á próxima

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

¡¡Hala Madrid!!: Desculpas e mais desculpas

Mais um fim-de-semana que passou e mais uma Jornada de La Liga BBVA que foi terrivelmente humilhante para a equipa Blanca. 
 
Humilhante não pela mais-valia do Granada que fez aquilo que lhe competia e que se exige a uma equipa de Futebol, mas sim pelo facto de que quando se trata de um “jogo caseiro” os Jogadores dos Merengues não jogarem absolutamente nada! E para mais nesta Jornada o FC Barcelona perdeu pontos, o que poderia encurtar um pouco mais a distância entre Culés e Merengues caso a equipa Madridfista tivesse cumprido a sua obrigação.
 
Mas saliente-se desde já uma clara excepção à regra: Cristiano Ronaldo! Este é o único Jogador do Real Madrid CF que dá tudo por tudo quer o adversário seja o Granada ou o Barcelona. 
 
Trata-se de uma situação lamentável e não há Treinador nenhum que consiga fazer alguma coisa contra isto quando o seu Plantel tem este tipo de atitudes. Podem ir buscar o Joachim Low, o Carlo Ancelotti ou até o Del Bosque que a situação não muda enquanto os Jogadores não interiorizarem que devem dar o máximo pelo seu Clube quer a Equipa esteja a 3 ou a 30 pontos do primeiro lugar. A não ser que algum destes Técnicos tenha uma varinha mágica que meta alguma sensatez e juízo na cabeça dos Atletas…
 
Mas apesar deste triste cenário há quem tente desculpabilizar os Jogadores Blancos. E nestas desculpas já nem coloco as “carbonadas” e as “guerrilhas da MARCA” porque está visto que tudo não passa da mais pura treta. 
 
A desculpa que tem ganho cada vez mais força é a de que o Real Madrid CF assumiu, muito antes do final da primeira volta da Liga Espanhola, que não conseguirá revalidar o Título de Campeão Espanhol e como tal só “dá o litro” na Copa del Rey e na Liga dos Campeões.
 
Ir por tal caminho é de uma estupidez e risco tremendo. Isto porque os Jogadores do Real Madrid CF auferem de salários muito elevados para apenas jogarem quando a competição lhes agrada e porque basta que as coisas não corram como o planeado para que esta temporada se resuma a um fracasso total!
 
Aliás, tudo isto serve somente para aumentar a pressão de um Plantel que já é stressado por natureza dado que é muito complicado “blindar” o Balneário Blanco (algo que em Espanha se revela impossível para qualquer equipa diga-se de passagem).

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Meio campo sem meio-termo.

Já em textos anteriores tinha deixado patente a minha perplexidade face à aparente inversão na política de contratações da Sad do Porto. Hoje gostaria de me debruçar naquilo que para mim é um enigma que carece de explicação. O meio campo do Porto.

Se há sector que na última época me pareceu ser o mais forte, mais completo e com mais soluções foi sem dúvidas o meio campo. Era aquele sector onde o treinador tinha mais soluções, capazes até de permitir que fosse feita uma gestão de grupo, apelando a uma rotatividade que mantivesse todos os jogadores concentrados e em forma para jogar a qualquer altura. Um sector que oferecia qualidade, categoria e jogadores com as mais diferentes características para atacar cada jogo com armas específicas tendo em conta aquilo que o jogo exigia e o plano para esse momento competitivo.

Havia ainda a almofada de segurança de saber que o Porto tinha opções para o caso de qualquer lesão. Jogadores como: Moutinho, Fernando, Belluschi, Guarín, Souza, Ruben Micael davam garantias de qualidade e de profundidade num sector que poderia facilmente ceder ao desgaste mas que foi muito bem gerido ao longo da época.

Na pré-época o sector manteve-se forte. Resistiu a possíveis saídas e aí deu-se o primeiro negócio difícil de entender. A saída de Ruben Micael. Um jogador que no 4-3-3 do Porto poderia facimente fazer duas posições do meio campo. Um jogador capaz de oferecer qualidade de passe e visão de jogo. Um jogador que chegou ao Porto no mercado de Janeiro da última época de Jesualdo e que acabou por ser uma excelente solução até ao final da época.

Entretanto mesmo com algumas oscilações e com mais concorrência, o facto é que Micael havia-se tornado internacional português, vendo por isso abertas as possibilidade de uma ida ao Europeu e uma consequente valorização do seu passe… Eis que ele é incluído num negócio algo estranho de Falcao para o Atlético de Madrid. Parece que o Porto o inclui no pack do negócio Falcao, obrigando os dirigentes do Atlético de Madrid a contratar Micael por forma a poderem levar o seu objectivo principal que era Falcao… Micael passa de ser uma boa solução no Porto, para ser um jogador emprestado pelo Atlético de Madrid ao Saragoça, uma equipa de fundo da tabela da Liga Espanhola. Micael acaba por não render qualquer mais valia ao clube. Algo estranho atendendo a que chegou como um alvo apetecível de vários clubes europeus, entretanto ganhou um campeonato, uma Liga Europa e ainda se tornou internacional português, mas acaba por sair sem representar uma mais valia financeira para o clube. Estranho no mínimo…

O primeiro sinal de estranheza. Mas tudo bem… As soluções ainda eram muitas. Belluschi e Guarín poderiam ocupar a sua vaga… Já antes devido à abundância de opções, um jogador da casa, Castro, havia novamente sido emprestado ao Gijón, não obstante ter provado, uma vez mais, durante a pré época que poderia ser uma opção interessante a ter no plantel e provavelmente a solução mais capaz para cobrir a vaga de Fernando em caso de lesão. Para além disso seria mais um jogador português e formado na casa e ainda por cima capaz de fazer as 3 posições do meio campo do Porto.

Castro foi novamente emprestado. Não havia espaço. Preferiram apostar no Souza e num novo reforço para o meio campo… Defour. Um sector que já estava bem preenchido, recebeu um novo e caro reforço que não poderia vir apenas para fazer número.

Dele se dizia que era o substituto de Moutinho… Acontece que Moutinho não saiu. Ou seja, o Porto fica com um mini-Moutinho. Um Defour que se dizia que até podia ter ido para o Manchester United e que até recebia cartas de Ferguson… Esqueciam-se era de situar essa informação… Isso acontecia antes de uma grave lesão. Depois de vários problemas físicos Defour não era mais o mesmo e até a titularidade na Bélgica havia perdido… O craque desse Standard também estava no meio campo, mas acabou no grande rival… Chama-se Witsel.

Mas tudo bem. Era mais uma opção, para ficarmos com um meio campo forte e ainda com mais opções. Defour foi jogando, mas não demonstrou acrescentar nada de muito novo ao meio campo portista... Nada que outros jogadores que o Porto já tinha não pudessem acrescentar, inclusive os que haviam saído, como Castro e Micael.

O grande enigma deu-se neste mercado de Inverno. Uma mini limpeza de balneário, será? Não vejo motivos para a saída de Guarín e Belluschi. Pelos vistos nem Vítor Pereira, uma vez que no descalabro de Barcelos e já com Beluschi com as malas feitas para Itália, foi por Belluschi que Vítor Pereira chamou quando precisou de alguém para pôr alguma ordem a meio campo e a verdade é que Belluschi partiu como o melhor jogador do Porto em campo.

Se a saída de Guarín poderia ser justificada por uma vontade do jogador em sair que já se arrastava desde o início da época e com um possível encaixe financeiro interessante para a Sad… Já não se entende que ele saia por empréstimo para o Inter… Pouco tempo antes do Porto ter rejeitado uma proposta de 11 milhões da Juventus pela sua venda… Tudo porque o Porto exigia 13…

Ou seja, o Porto deu mais uma inversão na sua política. Depois de contratar jogadores acima de 25 anos, agora aceitava negociar empréstimos de jogadores úteis ao plantel. O Porto que sempre se gabou de fazer vendas milionárias aos melhores clubes do Mundo, agora até pedincha empréstimos com opção de compra… Envia jogadores importantes no grupo, jogadores com provas dadas, internacionais, jogadores com mercado, para irem prestar provas a outros clubes… Se servirem, todos ficam felizes, se não o jogador volta desmotivado à procedência… Uma política de clube vendedor pequeno… Até o Braga já está a deixar de lado esse tipo de negócios.

Se a saída de Guarín custava algo a engolir - até porque no Porto não há nenhum jogador com as suas características - mais difícil ainda é de entender a cedência de Belluschi ao Génova. Aqui nem se trata de um grande clube. Ainda por cima trata-se de um jogador que era apenas o mais utilizado do meio campo do Porto… O único jogador com qualidade técnica para transportar jogo, com a bola controlada no pé e de poder criar esse tipo de desequilíbrios. De todos os médios era claramente o mais criativo e mais capaz de assumir a posição 10 se necessário.Uma vez mais um jogador para o qual o Porto não tem substituto. Pelo menos não tem um jogador que ofereça as mesma soluções que Belluschi oferecia.

Muitos poderão afirmar em defesa da Sad que se tratava de um jogador de 28 anos, que era uma oportunidade de ter algum retorno… Mas tal argumento cai por terra quando o Porto contrata Janko com os mesmos 28 anos… Que retorno financeira pensa o Porto ter com o Janko? Custa-me a aceitar que um jogador que ganhou o que Belluschi ganhou no Porto saia do Porto a valer o mesmo pelo qual o Porto o contratou… Não me parece que também fosse o sonho de Belluschi jogar no Génova, nem nunca foi claro que Belluschi estivesse insatisfeito no clube…

Fala-se que Lucho veio para cobrir essa posição… Mas numa altura em que Souza foi emprestado ao ao Grêmio de Porto Alegre fica a questão… Lucho é bom, mas daí a dizer que ele pode fazer o papel de 3 jogadores de características tão diferentes, isso parece-me no mínimo exagerado… Entrou um médio para saírem 3? Eu compreendia que saísse Guarín e entrasse Lucho. Mas porquê a saída de Belluschi e porquê estes negócios em cima do joelho? Questões disciplinares? As finanças do clube estão assim tão mal ao ponto do Porto já precisar de até realizar encaixes com empréstimos com opção de compra…?

Se já antes achava esta razia a meio campo estranha, pior fiquei quando ouvi as explicações esfarrapadas do treinador… Vítor Pereira afirmou que ambos os jogadores tinham vontade de acumular mais minutos nas pernas… Como assim? Guarín que eu saiba está lesionado até final do mês? Como é que ele se podia queixar de falta de minutos se ele nem podia competir? E Belluschi? As estatísticas provam que Belluschi era o jogador com mais minutos a par de Moutinho no meio campo do Porto... Uma explicação claramente muito pouco credível…

Ora se Lucho pode fazer a diferença em campo e claramente é uma mais valia, não me parece que ele possa jogar a trinco… Sim, porque agora Souza saiu. E que outra opção para trinco tem o Porto? Se Fernando se lesiona quem jogará a trinco? Mesmo sem ser um grande fã do Souza, a verdade é que no plantel foi aquele que tem sido trabalhado para jogar na posição 6. Dá a ideia que com a saída de Defour da equipa titular para a entrada de Lucho, que Defour será o 12º jogador. Pau para toda a obra. Já que não é particularmente brilhante em nenhuma posição, então será o bombeiro de serviço em todas. Se Lucho se cansar, entra Defour. Se Moutinho estiver castigado entra Defour… Se Fernando se lesionar entra… Defour.

Fica agora a questão… E se tudo ocorrer ao mesmo tempo? Só existe um Defour e ele nem é propriamente um fora de série em nenhuma das posições.

O Porto passou de ter várias e boas opções para ter um sector de grande qualidade mas sem banco para o substituir em caso de necessidade. Uma equipa que quer ainda discutir 3 títulos, não pode só ter uma opção para o trio titular de meio campo. Com a saída de Souza o Porto passa a ter apenas 4 jogadores para o meio campo. Fora Danilo que tem que apagar o fogo criado por Vítor Pereira na direita da defesa… A não ser que quando Fernando não possa jogar que Vítor Pereira invente mais um bocado e adapte o Maicon ou o Mangala a trinco… Já agora era o que faltava…

Mas fica o enigma. Como é que o sector que era o mais forte da equipa, após alguns meses se viu dizimado e com apenas 4 opções? Porque ainda não foi dada uma explicação credível para as saídas de Guarín e Belluschi? Porque é que o negócio Ruben Micael não foi bem explicado? Se o balneário estava tão mal e se já era intenção fazer esta limpeza, porque não se apostou logo no início da época em Castro? Pior serviço que Defour não faria e está mais familiarizado com o clube e com as 3 funções no meio campo do Porto.

Já nem falo apenas na hipótese de lesões e castigos. Moutinho e Lucho são óptimos, mas também eles terão dias maus. Ou pura e simplesmente haverá jogos em que será necessário ter um jogador que carregue mais jogo como Belluschi e não o teremos, ou que será necessária dar dimensão física no meio campo e ter um jogador capaz de rematar bem de longe e não teremos porque foi emprestado… Ou um jogo em que precisaremos de outro trinco e não teremos.

Como se passou da fartura de opções a uma situação quase de fome? Questões financeiras? Técnico-tácticas? Balneário? Não consigo entender. E acho que todos os portistas mereciam uma explicação.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dinheiro atirado ao lixo

Já aqui há uns tempos eu manifestei o meu desagrado pelas declarações de Cristian Rodriguez acerca da pouca utilização no actual Plantel Azul e Branco. O Uruguaio bem que disfarçou a coisa e até houve quem tivesse caído na sua história. Contudo rapidamente me apercebi de que algo estava mal entre o Jogador e o FC Porto: E há que dizer que o seu passe foi adquirido ao PSG de França por uma valente pipa de massa somente para… chatear o SL Benfica!

Mais tarde chegou ao conhecimento de todos que o “Cebola” tinha tido uma atitude pouco correcta para com Vítor Pereira e restantes elementos que estavam no banco dos Dragões no passado jogo no Dragão contra o Sporting Clube de Braga. A coisa foi devidamente abafada pela estrutura do Futebol Clube do Porto, mas pelos vistos o abafo não chegou porque recentemente chegou ao conhecimento de todos nós que o Internacional Uruguaio se envolveu numa discussão acalorada com Vítor Pereira.    

Perante isto sou levado novamente a colocar em causa a política de contratações que a SAD Portista tem seguido nos últimos tempos. 

Já começo a ficar farto de ver o FC Porto a contratar Jogadores que não tem o mínimo de respeito pela camisola que vestem. Pensam que conquistam os adeptos com as suas bocas foleiras contra o Benfica, mas enganam-se pois podem conseguir agradar a uns quantos tontinhos mas quem tem dois dedos de testa sabe ver que o que move estes Jogadores não é nada mais senão o dinheiro.

Claro que alguns “desvios” de Jogadores que o FC Porto tem levado a cabo nos últimos anos tem dado muitos e bons frutos. Falcao e James Rodriguez são dois bons exemplos disto mesmo, mas nenhum deles veio para o Dragão ganhar mais do que os seus colegas nem criar divisões e distúrbios no balneário como tem feito o Cebola Rodriguez. 

Será assim tão importante para o Futebol Clube do Porto ter de desviar seja a que preço for Jogadores que estão conectados com os Encarnados? Será que isto justifica a instabilidade financeira do Clube e do Balneário só porque dá um enorme prazer chatear o Benfica?

Evidentemente que não, mas ao que parece a mania não vai ficar só por este embrulho de nome Cristian Rodriguez, pois para breve está para chegar um tal de Danilo cujo valor do passe começou por andar nos 13 milhões de € e agora já vai em 18 Milhões €!!! E para piorar este jovem (que ainda se está para perceber se joga na defesa ou no meio campo como é o seu desejo) vem armado em “estrela do momento” e de certeza que vai arranjar problemas caso Vítor Pereira não lhe reserve um lugar no onze e no lugar em que o rapaz quiser jogar.

È nisto que dá a SAD andar a deitar dinheiro ao lixo em vez de apostar na prata da casa… Vamos a ver como vai terminar esta novela do Cebola e do resto da cambada que só vê dinheiro á frente.

E sobre o Walter já nem perco tempo a opinar… Eu sempre disse que este ia dar barraca (era tão óbvio), mas lá está deve ter havido alguém que ficou mais rico com umas certas comissões aquando da sua complicadíssima transferência para o FC Porto.