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domingo, 23 de março de 2014

Pela honra


Conquistar o campeonato é uma Missão Impossível, mas como todos pudemos ver no último jogo do Futebol Clube do Porto todas as partidas são par se suar e lutar até ao fim porque no Dragão a honra está acima de tudo. E lá com isto as vitórias aparecem e é isto que todos os Portistas querem.

Contudo a vitória também será algo que os Azuis do Restelo também vão querer. Isto porque precisam de pontos como de pão para a boca para evitarem um regresso à Liga Secundária do nosso Futebol e porque Lito Vidigal, novo Treinador do Belenenses, vai querer mostrar serviço e calar os Velhos do Restelo que já condenam a sua equipa à descida.

E para tentar algo de inédito como vencer no Estádio do Dragão, o Belenenses vai apelar às forças do seu modesto Plantel. E atenção, pois modesto não é de forma alguma sinónimo de fraco. Pelo contrário pois Jogadores como Matt Jones, Miguel Rosa e Fredy fazem do CF Os Belenenses uma equipa difícil de se derrotar.

Para além da razoável qualidade do seu plantel e da motivação de Lito Vidigal e seus comandados, os Azuis e Brancos terão de lidar da melhor maneira possível com a boa capacidade defensiva da Equipa do Restelo que trabalha muito bem este aspecto. Não foi por mero acaso que esta época o Clube da Criz de Cristo já roubaram pontos a FC Porto e SL Benfica. Não será portanto nenhum disparate dizer que mais logo o FC Porto vai ter pela frente um jogo extremamente complicado onde não poderá contar com Ricardo Quaresma e Fenando.

As chamadas dos defesas Alex Sandro e Abdoulaye são as novidades na Lista de Convocados elaborada por Luís Castro para a recepção ao Belenenses (19h15), da 24.ª Jornada da Liga.
Comparativamente à convocatória para a viagem a Nápoles, relativa à segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, saem da lista Danilo, Fernando e Quaresma, todos castigados, e Maicon, a contas com problemas físicos.  

Lista de 18 convocados: Fabiano e Kadú (g.r.); Josué, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Abdoulaye, Alex Sandro, Kelvin, Defour e Mikel.

Onze provável (4x3x3): Fabiano, Ricardo, Abdoulaye, Mangala, Alex Sandro, Hererra, Defour, Carlos Eduardo, Silvestre varela, Kelvin e Jackson Martinez

Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir este jogo em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Elementar Meu Caro Watson

Há algum tempo que alguns comentadores portistas apontam o aparente esforço que Lucho faz para aguentar os 90 minutos. A mudança de posição para junto de Jackson, com a tal história do triângulo invertido, provoca no atleta um desgaste evidente. A frescura que evidenciara há 2 anos quando veio reforçar a equipa parecia ter-se esgotado.

Paulo Fonseca, o novo Vítor Pereira que sem saber ler nem escrever vai ganhar esta Liga, desespera para encontrar uma solução para outro trio: o da frente. Só com um extremo da raiz, o pobre Varela, tão vilipendiado pelo literato do pontapé-na-bola MST, faz das tripas coração, à esquerda ou à direita, como todos vimos no passado Sábado. Jackson ensanduichado entre 2 ou 3 defesas, raramente consegue apanhar a bola em condições de fazer golo. Quem tirocina como “extremo-do-outro-lado” é Alex Sandro, o mais regular jogador desta temporada ou, de quando-em-vez, Danilo que infelizmente em 17 cruzamentos, acerta uma vez com a cabeça de Jackson.

E cadê os alas? Não sabemos bem quem chutou Atsu e Iturbe para outras paragens, despachou Kelvin para a equipa “B” e, tendo assim decidido, porque nunca foi tentada a hipótese Fucile na defesa e Danilo no seu verdadeiro lugar que é médio ofensivo como joga no Brasil. Reparem os meus amigos, por exemplo, a grande influência que Maxi Pereira tem no ataque. Pelo menos 50% dos ataques são pelo lado direito já que, como é conhecido, o clube da treta continua com o defesa-esquerdo congelado
Fernando e Lucho são os “indiscutíveis seleccionáveis”. Sobram Josué, Défour e Herrero, para o tal triângulo do meio-campo. Sábado passado aconteceu uma coisa engraçada. Fernando, o volante que trabalha melhor sozinho do que acompanhado, estava castigado e não jogou. De que se havia de lembrar Paulo Fonseca? Num jogo que precisava de atacar para marcar, colocou a trinco nada mais, nada menos, do que dois médios! Resultado: Lucho estourou e ainda bem, porque Fonseca teve um bom alibi para o substituir.

Alguém deve ter perguntado ao treinador se, afinal, queria ganhar ou empatar, o homem percebeu, raciocinou, travestiu-se de Sherlock Holmes e encontrou a solução óbvia: guardou Lucho para quarta-feira e mandou entrar um tal Carlos Eduardo. Silvestre Varela que continua a desmentir o analfabeto desportivo MST fez uma grande segunda parte culminando num centro milimétrico para Jackson facturar.
Quer isto dizer que Lucho fica fora do onze? Claro que não. Há outros candidatos a sentar no banco e entrar aos bocadinhos como aconteceu a Kelvin. Por exemplo, Josué, Licá, Ricardo e Quintero são jogadores para serem trabalhados. Há várias competições onde podem brilhar.

Em Madrid Lucho voltou a falhar e os 3 compinchas também. Em vez do tal triângulo todo embrulhado, experiência por experiência, eu arriscava jogar em quadrado! Lembram-se do “outro” Pereira, o da Batalha de Aljubarrota e da famosa táctica do quadrado? E no Hóquei em Patins desde os anos 50 que as equipas jogam em quadrado. Ih!Ih!Ih!

O mais engraçado, no passado fim-de-semana com a ascensão dos Calimeros ao 1º lugar, foi o clube da treta ver-se confrontado com a inédita situação do seu “verdadeiro rival” ter vindo à tona. Nos blogues da “instituição” pede-se a cabeça de vários jogadores, do treinador, dos adjuntos, do pseudo director-desportivo Rui Costa, e pasme-se: do presidente e demais administração! Durante quanto mais tempo conseguirão enganar os sócios?
Até à próxima

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A crise passageira do FC Porto

Agora que já passou algum tempo desde o desaire em Coimbra é sem sombra de dúvida a melhor altura para se reflectir sobre o actual estado do Futebol Clube do Porto. Vejamos então ponto por ponto:
Treinador: Quando algo não está bem o treinador é sempre o alvo a abater. Alvo de crítica fácil e de quem se acha mais papista que o Papa, Paulo Fonseca foi altamente criticado depois da derrota em Coimbra. A meu ver foi injustamente criticado porque desde o jogo com o CD Nacional que foi notório o seu esforço para melhorar e responder às vaias. Para mais os Dragões ainda estão presentes em todas as frentes e enquanto tal for uma realidade despedir agora o PF será de uma insensatez tremenda e ainda está para vir o dia em que o Clube Azul e Branco será governado de fora para dentro.
Plantel: Aqui é que reside o grande problema dos Dragões. Não que o problema nunca existisse desde o início da época porque há um grupo de jogadores que não tendo ainda renovado o seu vínculo contratual faz com que sobre eles pare uma dúvida atroz, dúvida que depois tem reflexos negativos no seu desempenho dentro do campo como é o caso de Helton, Fernando e Lucho. Depois temos aqueles que devido ao seu estatuto e falta de concorrência se acham acima de tudo e todos como é o caso de Danilo, Otamendi, Quintero, Iturbe e Jackson. Para terminar temos o caso Fucile que abalou e de que maneira tudo o que foi planeado na pré temporada, o estranho desaparecimento do Marat e a ausência quase que forçada de Kelvin da equipa principal. Ao que parece o FC Porto foi tomado de assalto pelos Empresários e exige-se uma tomada de posição enérgica da parte da Direcção Portista. E vamos a ver até que ponto terá sido positiva a contratação de Ricardo Quaresma uma vez que talento o moço tem da cabeça aos pés, já atitude e a cabeça no seu devido lugar é que não (virtudes que este nunca teve).
Adeptos: Que dizer sobre os adeptos do FC Porto? Primeiro há que distinguir entre aqueles que são Portistas e aqueles que só o são quando o Clube ganha. No segundo lote cabem com toda a certeza aqueles palhaços (com o devido pedido de desculpa a todos os palhaços) que foram esperar o autocarro dos Dragões após o desaire de Coimbra e aqueles artistas da bola que sabem tudo e mais alguma coisa de futebol mas não sabem nada. Assobiadelas, insultos, treinadores de bancada e atitudes radicais nunca ajudaram ninguém a recuperar de um mau momento. Pelo contrário, assobiar e mandar “bitaites” da bancada apenas ajudam a destabilizar a equipa. Não estou com isto a dizer que todos devemos dizer ámen a tudo o que se faça no Clube, mas haja alguma razoabilidade na crítica para depois não se fazer a mesma figurinha que fazem Miguel Sousa Tavares e outros como ele que é tudo mau quando se perde e tudo bom quando se ganha. 
Direcção: Já disse aqui alguma coisa quando afirmei que o actual plantel do FC Porto foi tomado de assalto pelos empresários. Parece-me que falta dar alguma liberdade de escolha ao treinador que em certos momentos é forçado a dar a titularidade a este ou aquele jogador só porque foi a contratação mais cara do Clube ou porque este aufere de uma salário elevado ou até mesmo porque o empresário do Atleta fez um ultimato. Acho muito bem que “segurem” o actual treinador e que não se deixem levar pela “onda de contestação” porque as ondas são passageiras e as contas fazem-se sempre no final das temporadas e não a meio (se formos a ver a época ainda nem a meio chegou). Contudo volto a insistir que é necessário “blindar” o balneário e resolver com caracter de urgência as questões pendentes dos jogadores que ainda não renovaram o contrato, vender o passe dos que cá não querem estar e chamar á razão os que se acham vedetas.
 
Esta é a análise (mesmo que resumida) que faço da crise passageira do Futebol Clube do Porto. A bola está agora do vosso lado. Ditem a vossa sentença mas lembrem-se sempre de o fazer com razoabilidade e respeito por quem possa pensar de forma diferente da vossa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Assunto arrumado. Próximo!

O FC Porto foi a Guimarães vencer o Vitória por 0 x 2 e segue em frente na Taça de Portugal. Fernando e Lucho foram os elementos em destaque numa equipa que voltou às boas exibições defensivas, mas que viu Mangala ser expulso por acumulação. Caiu por terra o detentor do Troféu.
No confronto mais recente, os Dragões tinham nove vitórias consecutivas frente aos Vitorianos e o registo foi melhorado num jogo em que os Dragões forma mais astutos na forma como encararam os principais momentos do desafio.
Rui Vitória, que se debatia com o cansaço do jogo da Liga Europa nos seus jogadores, não podia contar com Douglas, Abdoulaye, Marco Matias ou Malonga, pelo que fez alinhar Assis na baliza, Moreno no centro da defesa ao lado de Paulo Oliveira, Ricardo Gomes de um lado do ataque e Jean Barrientos do outro, ambos no apoio ao avançado Maazou.
Quanto a Paulo Fonseca, o técnico Portista também sabia que existiria algum desgaste pela longa viagem à Rússia a meio da semana, mas não foi em cantigas e, com excepção da baliza, onde Fabiano foi titular (como é hábito em jogos de Taça), o treinador repetiu os dez jogadores de campo que tinham empatado a meio da semana contra o Zenit.
É inegável que o golo inaugural da partida, alcançado aos 15 minutos de jogo, resultou de um lance fortuito de Fernando, que recebeu a bola de Lucho González e, ao tentar cruzar na direita para Jackson Martínez, acabou por fazer um golo de belo efeito, surpreendendo Assis num cruzamento/remate.
Porém, o Polvo tratou de explicar, como tem acontecido nos últimos jogos, que é um batalhador por esse tal factor designado sorte, mas que, como uma vez foi dito, «dá muito trabalho». O Brasileiro foi incansável no meio campo e realizou mais uma exibição de bom nível, agora que se começa a adaptar a um esquema táctico que lhe permite mais subidas no terreno.
O Brasileiro teve, porém, que dividir o protagonismo da primeira parte com Lucho. El Comandante não perde uma oportunidade de demonstrar toda a sua classe em jogo e fez as duas assistências para os golos Portistas, separados por 25 minutos onde o Vitória SC tentou pegar no jogo, mas sem efeitos práticos.
Aliás, entre os 15' e os 40', pontos de referência por serem os minutos dos golos, o FC Porto protagonizou mais três oportunidades: duas por Jackson Martínez e uma por Eliaquim Mangala, sendo que o Francês ia fazendo um golo brilhante, num pontapé de bicicleta que saiu a rasar o poste.
Perto do intervalo aconteceu, portanto, o golo dos Azuis e Brancos, o segundo e que tranquilizava a equipa antes da recolha aos balneários. Num cruzamento rasteiro e rasgado de Lucho, a bola chegou redondinha aos pés de Jackson Martínez, que regressou aos golos depois de um ciclo em branco.
Ao intervalo, o FC Porto vencia bem, num jogo onde os adeptos Vimaranenses iam protestando a arbitragem do árbitro Jorge Sousa, por alguns lances que não colheram aceitação. 
Vindos do intervalo com a cara refrescada, os jogadores Vitorianos entraram no segundo tempo de forma mais pressionante e a procurarem chegar mais perto da baliza de Fabiano.
Maazou ia dando trabalho, Ricardo Gomes mostrava atrevimento em remates de meia distância e Barrientos tentava desequilibrar pelo lado direito, só que a defesa Portista ia chegando para as encomendas, bem mais concentrada do que aquilo que se tem visto nos últimos jogos.
O ritmo de jogo era relativamente forte e apenas as substituições quebravam a velocidade da bola: Tiago Rodrigues entrava para o lugar de André Santos, Kelvin e Carlos Eduardo também eram lançados no jogo por Paulo Fonseca.
A posse de bola era dada cada vez mais pelos Dragões aos Vimaranenses, até porque os Azuis e Brancos percebiam que os ataques da equipa da casa eram estancados com maior ou com menor dificuldade pela defensiva, que ia lançando rápidos contra-ataques em busca dos avançados Portistas.
Carlos Eduardo esteve em foco por duas vezes ao surgir em boa posição, mas, se da primeira foi egoísta, na segunda foi desarmado na hora certa por um Paulo Oliveira que cada vez mais promete ser um caso sério no futebol Português.
Quando o jogo já se arrastava para a recta final, eis que Mangala vê o segundo cartão amarelo e é expulso por Jorge Sousa, deixando os Portistas com menos um elemento para os últimos 10 minutos, mais as compensações, só que os homens de Paulo Fonseca foram astutos o suficiente para carimbarem o passaporte para a próxima fase da Taça de Portugal.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Fernando

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Dura e dura a malapata Russa

Um golo de Kerzhakov, aos 85 minutos, foi suficiente para o Zenit vencer o FC Porto, em encontro da 3.ª jornada do Grupo G da Liga dos Campeões. A equipa Portista jogou grande parte do encontro com menos um jogador, por expulsão de Herrera, e terminou a partida desgastada mas em cima dos Russos.
No jogo que marcou o regresso de Hulk ao estádio do Dragão, o Incrível foi homenageado antes do apito inicial.
Nas apostas para o arranque da partida, Paulo Fonseca promoveu duas alterações: Héctor Herrera apareceu no lugar de Defour e Licá no lugar de Varela. Na equipa do Zenit, Luciano Spalletti apostou nos Portugueses Luís Neto e Danny, além de Hulk.
O FC Porto procurou ter o controlo e a iniciativa da partida mas Hulk, sempre ele, não deixava a defensiva Azul e Branca sossegada. Foi, de resto, numa arrancada veloz do internacional Brasileiro que as coisas começaram a complicar-se para os Tricampeões Portugueses.
Aos cinco minutos, Hulk foi travado por Herrera, à entrada da área, e o árbitro mostrou o cartão amarelo ao Mexicano. Na sequência do livre, aos seis minutos, Hulk disparou forte mas Herrera saiu da barreira antes de tempo. Sem contemplações, o árbitro foi ao bolso e mostrou o segundo amarelo ao Mexicano.
A jogar com menos um, Paulo Fonseca desesperava no banco. A equipa Nortenha tinha pela frente um desgaste maior e logo numa semana que fechará frente ao Sporting, para o campeonato, no clássico. Mas o que importava, para já, era o jogo com os Russos.
Os minutos que se seguiram tiveram menos FC Porto e mais Zenit. Perdão, mais Hulk. Era sempre o Incrível a carregar a equipa Russa às costas e a levar tudo e todos à frente.
Fora das quatro linhas, Paulo Fonseca tinha Defour em exercícios de aquecimento mas não tinha mexido no seu xadrez. O técnico do FC Porto esperava para ver a resposta que os seus jogadores davam em campo. A verdade é que os Dragões mostraram-se irrepreensíveis defensivamente, sobretudo com Fernando a assumir-se como o "patrão" da zona mais recuada. O Polvo controlou, pautou e definiu os tempos de jogo.
Mesmo com menos um jogador, os adeptos do FC Porto podiam ter festejado, aos 20 minutos, quando Lucho atirou a bola aos ferros da baliza do Zenit. O Argentino, à entrada da área, disparou sem dar hipóteses para Lodygin mas a bola foi à trave e, na recarga, Licá chutou ao lado.
Até final da primeira parte, os Tricampeões Nacionais equilibraram a posse de bola e assumiram um maior controlo no jogo. Não fosse a expulsão de Herrera e o marcador bem podia ter funcionado para o lado dos Portugueses. Porém, o futebol não se faz dos ses!
Sem qualquer alteração em qualquer das equipas no regresso para o segundo tempo, os 31.109 espectadores presentes no Dragão viram Varela - que tinha entrado para o lugar de Licá - perto do golo, aos 56 minutos. O internacional Português tirou vários adversários do caminho mas o remate passou perto das redes de Lodygin.
Um minuto depois, os adeptos do FC Porto respiraram de alívio com uma defesa incrível de Helton a remate de Hulk. O internacional Brasileiro aproveitou um presente de Otamendi, isolou-se e rematou à saída de Helton. Porém, o guarda-redes Portista levou a melhor com uma defesa de elevado grau de dificuldade.
Com o avançar dos minutos, começavam a faltar as forças aos jogadores do FC Porto - normal para quem jogava com menos uma unidade - mas também aos jogadores do Zenit. A excepção chamava-se Hulk. Mas isso não surpreende! O ex-Portista não parava de deixar em apuros a defensiva Azul e Branca.
Lá na frente, Jackson Martínez lutava sozinho contra as "torres" do Zenit num duelo que provocou enorme desgaste também ao Cha Cha Cha.
Aos 79 minutos, o Dragão foi ao desespero com Varela. O Drogba da Caparica, na esquerda, puxou para o meio e disparou à barra da baliza do Zenit. Se tivesse entrado, teria sido um golaço do internacional Português.
Não deu golo mas o remate teve o condão de despertar as bancadas do palco Portista. Os adeptos Azuis e Brancos sonhavam com a vitória, num jogo recheado de dificuldades para os Portugueses.
O golo iria acabar por acontecer mas para as cores Russas. Aos 85', Hulk, na direita, cruzou para o cabeceamento de Kerzhakov, que apareceu solto de marcação a empurrar para o fundo das redes de Helton. O FC Porto voltava a sofrer um golo nos últimos minutos para esta Champions, depois de ter perdido com o Atlético de Madrid.
A perder, os Azuis e Brancos foram em busca do empate e estiveram perto, por duas vezes. Primeiro, foi Nabil Ghilas, que tinha sido lançado depois do golo do Zenit, mas o guarda-redes negou. Depois foi Jackson Martínez quase a festejar mas Lombaerts desviou a bola.
Os restantes minutos viram a equipa São Petersburgo a deixar correr o tempo como bem podia e como bem deixava o árbitro da partida, o Italiano Paolo Tagliavento.
Apesar de tentar, o FC Porto não conseguiu chegar, contudo, ao empate. O Campeão Português somou a segunda derrota consecutiva na Liga dos Campeões e tem agora as contas do apuramento mais dificultadas.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Fernando

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Deu goleada... Menos mau.

O FC Porto venceu o Rio Ave por 4 x 0 e carimbou o passaporte para a final da Taça da Liga, jogo no qual terá como adversário o SC Braga, que nas meias-finais eliminou o Benfica.
Para afastar o Rio Ave nas meias-finais da Taça da Liga e garantir a qualificação para a sua segunda final na prova, os Azuis e Brancos marcaram quatro golos na segunda parte, etapa na qual os forasteiros jogaram quase sempre com dez jogadores por causa da expulsão de Oblak.
James Rodríguez, de grande penalidade, Fernando, Defour e Mangala foram os jogadores que inscreveram o nome na lista dos marcadores e que permitem que o FC Porto esteja numa final da Taça da Liga, algo que não acontece há três anos
O FC Porto terminou a primeira parte do jogo com o Rio Ave com 65 por cento de posse de bola, mas tais números apenas servem para perceber que os Azuis e Brancos, tal como se esperava, tiveram o esférico na sua posse, pois no que diz respeito a oportunidades foi ela por ela.
Tanto os Dragões como a formação de Vila do Conde tiveram duas verdadeiras ocasiões de golo, mas em ambas não conseguiram inaugurar o marcador, mantendo-se, por isso, um justo empate a zero ao intervalo.
Defour, logo aos dois minutos, teve a primeira oportunidade, mas o remate do Belga, que surgiu em boa posição na área, saiu fraco e à figura de Oblak. Na resposta, Ukra, com um bom trabalho desde o lado direito, rematou forte mas ao lado da baliza defendida por Fabiano.
Sempre com o FC Porto com mais posse de bola e a jogar no meio-campo defensivo do Rio Ave, James Rodríguez e Castro (este quase sem querer porque deu o corpo à bola numa tentativa de alívio de um defesa forasteiro) ainda obrigaram Oblak a estar atento e a executar defesas fáceis.
Contudo, a melhor ocasião dos Bicampeões Nacionais surgiu dos pés de Maicon que aos 38 minutos, com um remate perigoso após um bom trabalho na área adversária, obrigou Oblak a aplicar-se para manter o nulo no marcador.
Ainda assim, a última ocasião de golo teve como protagonista Hassan. Numa das raras vezes em que o Rio Ave conseguiu chegar à linha de fundo, o jovem avançado Egípcio, na sequência de um cruzamento de Bebé, antecipou-se a toda a defesa do FC Porto e apareceu ao primeiro poste para rematar ao lado, num lance em que Fabiano estava completamente batido.
Na segunda parte a toada do jogo manteve-se e foi do lado do FC Porto que surgiu o primeiro remate, com Castro a rematar por cima da baliza defendida por Oblak, guarda-redes que foi protagonista pela negativa aos 54 minutos.
O guarda-redes do Rio Ave, depois de ter sofrido seis golos no Estádio da Luz, cometeu uma grande penalidade no Estádio do Dragão, que acabou praticamente por ditar a eliminação da equipa comandada por Nuno Espírito Santo e o apuramento dos Dragões para a final da Taça da Liga.
Num lance que começou nos pés de Fernando, que fez um excelente passe para Jackson, Oblak, na tentativa de evitar que o Colombiano dominasse a bola, acabou por derrubá-lo dentro da área e viu o cartão vermelho directo. Na conversão do castigo máximo, já com Ederson Moraes na baliza adversária, James Rodríguez não desperdiçou a oportunidade e inaugurou o marcador.
Se quando estava 11 contra 11 o FC Porto dominava o jogo a seu bel-prazer, com menos um jogador tudo se complicou para o Rio Ave. A equipa de Vítor Pereira ameaçou o segundo golo por intermédio de Fernando aos 62 minutos, mas Ederson manteve o 1 x 0 no marcador, algo que não conseguiu fazer dez minutos mais tarde. Aí, o médio Brasileiro recuperou a bola no meio-campo, serviu Defour e o Belga assistiu o «polvo» para o segundo golo no jogo.
Apesar da desvantagem, o Rio Ave teve uma boa situação para marcar por Tarantini, mas o médio rematou ao lado. Logo no lance seguinte, a sete minutos dos 90, Defour fez o 3 x 0, natural para a forma como o jogo se desenrolou a partir do momento em que o FC Porto desfez o nulo.
No último lance do jogo, já depois de Marat Izmaylov ter sido expulso por agressão a Lionn (o Russo vai falhar a final da Taça da Liga), Mangala colocou o resultado com contornos de goleada e estabeleceu o 4 x 0 final.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Fernando