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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Classificação das Ligas do Porto com Mística

classificação completa aqui
Treinador da Semana: Parabéns ao Paulo Ferreira (Treinador da equipa 1893FCP) que foi quem fiz mais pontos na 1.ª mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Pouco Porto para muito Dortmund

A margem era reduzida e o FC Porto acabou por não ter argumentos, esta quinta-feira, perante o Borussia Dortmund. Os alemães avançam para a próxima fase, os dragões ficam pelo caminho.
Os azuis e brancos, com uma abordagem ao jogo a procurar o rigor, falhavam muitas vezes a saída de bola desde a defesa e sem aproveitar a largura dos extremos, perante um Dortmund com bloco coeso e compacto, que não permitia muito espaço.
Perspicaz ofensivamente (Aubameyang raramente estava sozinho, visto que Reus derivava muito para o centro, abrindo o corredor para Schmelzer), a turma germânica foi tendo mais bola e nunca perdeu o controlo.
Num ritmo tranquilo e seguro, e de combinações simples, os alemães gelaram o Dragão com um golo aos 23 minutos. Casillas ainda fez uma boa defesa ao 'disparo' de Reus mas a bola sobrou para Aubameyang que abriu o ativo, com alguma felicidade à mistura (a bola ainda bateu nos ferros e em Casillas).
Daí em diante, é verdade que o FC Porto teve mais bola - até criou ocasiões para marcar (bem mais no segundo tempo) - mas ficou sempre a ideia de que era uma posse consentida. As bancadas, essas, nunca pouparam as gargantas. "A ganhar ou a perder", como cantavam, procuraram carregar os dragões, que (bem) tentaram aproveitar uma maior liberdade em zonas mais próximas às redes de Bürki. Mas faltava arte no ataque (outras vezes faltou sorte) e não deu para muito mais.  

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Danilo Pereira

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Não existem impossíveis no futebol

Se o futebol fosse uma ciência exacta não teria tantos adeptos. O futebol é uma incógnita e traz-nos, quase sempre, resultados imprevisíveis que surpreendem até o mais céptico dos amantes do desporto rei. É este o espírito do Dragão para a partida de mais logo. Os Azuis e Brancos irão ter uma tarefa hercúlea mas não impossível. Será difícil, mas se os Portistas acreditarem até que podem passar a eliminatória pois o Dortmund é forte mas não é imbatível e no futebol, repito, não existem previsões cem por cento correctas. 
 
Ao contrário do que tem sido dito não creio que a chave da partida esteja na posse da bola. Não é assim que o Dortmund irá jogar porque os Alemães quererão certamente acabar com a eliminatória marcando um golo no Estádio do Dragão. E não será a passar a bola por todo o campo que os Azuis e Brancos darão a volta ao mau resultado que trouxeram do centro da Alemanha. A chave da partida estará do lado de quem marcar primeiro. Se forem os Dragões a faze-lo estes irão enervar o Borussia e a eliminatória estrará em aberto, Já se forem os germânicos a fazer tal coisa de certeza que tudo ficará por ali e o que restar do jogo será “somente” para se ir treinando os Jogadores. 
 
Temos, portanto, que será necessário velocidade de execução e finalização para que o Futebol Clube do Porto carimbe a passagem á fase seguinte da Liga Europa. A inclusão de Ruben Neves no lote de convocados de José Peseiro é sinal de que vamos ter velocidade de execução. Resta é saber se a finalização vai surgir até porque Aboubakar já mostrou que é capaz do melhor e do pior. 
 
Em suma, vai ser um jogo complicado onde o ambiente do Estádio do Dragão poderá influenciar, positiva ou negativamente, a prestação da equipa Azul e Branca. Já o Borussia de Dortmund vai se estar a “borrifar” para o ambiente do Dragão dado que este tem o hábito de conviver dia sim, dia sim com ambientes fervorosos na Alemanha. 
 
O regresso de Rúben Neves, que esteve ausente na recepção ao Moreirense (3 x 2), para a Liga NOS, por cumprir um jogo de suspensão por acumulação de cartões amarelos, é a única novidade na convocatória de José Peseiro para a partida com o Borussia Dortmund (20h05 no Estádio do Dragão) a contar para a segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa. Chidozie, que não está inscrito na competição, sai das opções do treinador. 
 
Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo e Suk. 
 
Onze priobável (4x3x3): Casillas, Maxi, Marcano, Layún, Ángel, Danilo. Rúben, Brahimi, Marega, André e Aboubakar

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Do mal o menos

O FC Porto saiu de Dortmund com uma derrota por 2x0, na primeira mão dos 1/16 avos de final da Liga Europa. Um dragão ultra defensivo acabou por pagar a fatura e tem agora uma missão complicada para virar a eliminatória daqui a uma semana no Porto.
José Peseiro sabia que para derrubar a gigantesca parede amarela não teria todas as ferramentas disponíveis, e por isso socorreu-se da tão portuguesa arte do «desenrascanço». Lançou Varela como defesa direito – e o Dortmund forçou, forçou, forçou... -, puxou Layún para o lado de Indi e, talvez a maior das engenhocas, apostou em Sérgio Oliveira, contra todas as perspetivas.
O que aconteceu foi um FC Porto constantemente à procura de uma identidade. Até à meia-hora, todas as abordagens no sentido da «parede amarela» - para onde jogou o FC Porto na primeira parte – morreram nos pés de um dos três médios: Rúben Neves, Herrera e Sérgio Oliveira. E havia, depois, as preocupações maiores; as defensivas. E o início foi penoso.
Marcel Schmelzer, lateral esquerdo do Borussia Dortmund, viu em Varela um «alvo» a explorar e não lhe deu um minuto de sossêgo. Sempre, sempre e sempre por ali. Mats Hummels, senhor patrão da defesa alemã, era, geralmente, o iniciador de um lance repetido em loop. Depois, Schmelzer fazia o resto.
Aos 4' só Ángel evitou males piores após um cruzamento do defesa germânico; aos 28' foi o próprio Schmelzer quase a enganar Casillas e aos 32' seria Kagawa, em posição frontal, a atirar ao lado, depois de nova jogada com génese na esquerda. E foi de um canto da esquerda, batido por Mkhitaryan, que o Porto sofreu o 1x0. Lukas Piszcek, à segunda, encostou para golo.
Houve sempre pouco Porto, mesmo quando o Borussia Dortmund acalmou. E acalmou porque percebeu que havia pouco Porto. Causa-efeito. Os alemães passaram a privilegiar a circulação em detrimento de um jogo mais vertiginoso. Agradeceram Layún e Indi, sofreram mais os médios e... Varela. De azul e branco, a “assustar” Bürki, só um remate de Sérgio Oliveira, aos 34 minutos. E mesmo esse foi à figura.
De uma coisa José Peseiro não pode ser culpado: o de faltar à palavra. O técnico portista tinha dito que a sua equipa iria ter cuidados defensivos redobrados e foi isso que se viu. Uma equipa não raras vezes retrancada no seu meio-campo. E pagou a fatura, com o golo de Marco Reus, aos 70 minutos. O internacional alemão finalizou já dentro da área uma jogada que veio da direita pelo pé de Mkhitaryan. Uma consequência lógica.
O que se viu depois foi Peseiro a tentar emendar alguns erros de casting. Mas o mal estava feito. O Dortmund continuou soberano na posse e na circulação, ciente de que a sua parede estava sólida e intransponível. E só não ampliou - e resolveu a eliminatória - porque a eficácia pecou em vários lances a seguir ao 2x0; ou porque o poste o negou, como aos 85 minutos, a Mkhitaryan.
Este texto termina com uma nota de rodapé (porque não passou disso). Aos 88 minutos, Suk, depois de Marega ter ganho na «raça» teve nos pés uma oportunidade de ouro para posicionar a eliminatória de forma bem mais favorável para os dragões, mas Bürki deu o peito à bola e evitou o golo do FC Porto. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Iker Casillas