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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

E no meio da fadiga, das ausências de peso e do calendário exigente... o primeiro teste de fogo!

Calendário exigente, baixas de peso, plantéis fatigadíssimos... A final-four está à porta e os contras são muitos, mas agora não há tempo para desculpas. Está um troféu em jogo. Um troféu que todos querem ganhar. Por isso, só a vitória paira na mente de SL Benfica e FC Porto, os primeiros a abrir a fase final da Taça da Liga. Impossível pedir mais e melhor.

Será desta?
 
Se não der para evitar, pelo menos ser mais competente. As grandes penalidades têm sido uma espécie de calcanhar de Aquiles dos azuis e brancos nas eliminatórias decisivas. Na temporada passada, o Sporting levou a melhor nas duas Taças, precisamente através da decisão da marca dos onze metros, e o dragão não se pode dar ao luxo de repetir o cenário. Os penáltis, assim como todos os lances de bola parada, são parte integrante do treino e Sérgio Conceição fez questão de sublinhar isso mesmo na conferência de imprensa de antevisão. Relativamente à composição do onze, será interessante perceber se Fabiano, habitual aposta na prova, assume a titularidade ao invés de Casillas e, por outro lado, se Éder Militão volta à lateral direita, deixando o coração da defesa para Felipe e Pepe. No setor intermédio e no ataque, não se perspetivam muitas mudanças, já que o adversário não está para brincadeiras e há o claro objetivo de conquistar uma peça de prata que continua a escorregar das mãos...

As dores de cabeça de Lage

Fejsa e Jonas, K.O. Dois elementos nucleares no esquema encarnado que ficam de fora do encontro frente ao campeão nacional. Ainda assim, a confiança está em crescendo. As exibições não têm sido particularmente convincentes, mas Lage soma quatro em quatro e não vai olhar a meios. Dentro de campo, João Félix encanta, Gabriel sobe cada vez mais de rendimento e Seferovic continua com golo nos pés.

Apesar da dificuldade elevada nos dois encontros com o Vitória SC, Lage tem agora o exame mais difícil da carreira. E o relógio está a contar...
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Artigo publicado no site zerozero

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Que sirva de lição

imagem retirada de zerozero
Antes de mais apraz-me colocar a seguinte questão: O defesa lateral direito de nome João Pedro que faz parte do actual plantel do Futebol Clube do Porto é assim tão mau profissional? Ao ponto de nem sequer ter a oportunidade de mostrar a sua valia num jogo em que os campeões nacionais defrontaram o 11.º classificado da Ledman LigaPro?

Posto isto, passemos ao jogo em si. Bem que poderia olhar para esta desgraça de jogo e apontar o dedo a Sérgio Conceição e jogadores, mas não o vou fazer. E não o vou fazer pela simples razão de que são jogos como este que devem ser utilizados como uma séria chamada de atenção para o que aí vem. Estamos a meio da actual temporada e alguns dos ditos “jogadores nucleares” começam a acusar algum cansaço… E é normal que assim o seja porque o “modo cavalaria” entusiasma o adepto e faz com que a equipa ganhe os jogos da nossa Liga, mas por seu turno também desgasta mais rapidamente os jogadores de um plantel limitado em termos de opções e cria lesões que poderiam ser evitadas.

Não me surpreendeu mesmo nada que hoje os Dragões tenham sido obrigados a fazer horas extras diante de um Sport Clube Leixões banalíssimo que chegou ao golo do empate a uma bola “sem saber ler, nem escrever”. Quem não “mata o jogo” (especialmente no terreno de um adversário hostil como é o caso deste Leixões), arrisca-se a ter de sofrer bastante para vencer. E de nada serve o treinador andar a barafustar com os seus comandados durante a partida porque, quer se goste ou não, os jogadores também são Humanos e tem um – natural - limite físico e mental.

Obviamente que ninguém vai querer saber de tal para nada. O Futebol Clube do Porto venceu com a “ajuda” de uma substituição feita pelo técnico (a do costume, diga-se desde já) e tem lugar reservado nas meias-finais da Taça de Portugal. Mas para quem olga para estas coisas de um ponto de vista mais sério (como eu), vitórias como esta podem servir para dar moral mas servem também como chamada de atenção para o que aí vem. Especialmente se tivermos em linha de conta que ainda há meia temporada para se disputar.

MVP (Most Valuable Player): Hernâni. Longe de ter estado brilhante (mas alguém o esteve hoje do lado do FC Porto?), mas atribuo este título ao extremo português pelo golo marcado e pela manifesta vontade de tentar dar a volta a um empate que poderia vir a ser fatal no desempate nas grandes penalidades, tal a moral que o guarda-redes leixonense foi acumulando ao longo da partida.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 117´, altura em que Hernâni marca o segundo golo azul e branco. Golo que “deitou por terra” toda e qualquer vontade da equipa da casa de tentar levar o jogo para o desempate da marca das grandes penalidades.

Arbitragem: Falta de critério de João Capela em vários momentos no capitulo disciplinar. No que toca a lances capitais, o golo de Soares foi mal anulado e o VAR, ainda indisponível na Taça, fez muita falta. Análise e opinião de Gaspar Castro (jornalista do site zerozero).

Positivo: Na fase seguinte. Num jogo em que se passou a maior parte do tempo a fazer de conta que se jogava à bola, positivo só mesmo a vitória portista e a passagem à fase seguinte da prova.

Negativo: Santo sofrimento. Efectivamente diante de tão modesto adversário é deveras complicado perceber porquê razão o Futebol Clube do Porto teve de sofrer tanto para vencer.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (15/01/2019)

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Outra competição, outra gestão, mas a mesma sede de vencer

O empate em Alvalade, diante do Sporting, terminou com a mais bela epopeia de uma sequência de vitórias sem igual, mas nem por isso abalou o foco do Dragão. A invencibilidade continua de pé, o calendário é cada vez mais apertado e há uma competição para ganhar: esta terça-feira é de Taça de Portugal e logo num estádio «mítico», tal como referiu Sérgio Conceição na antevisão ao duelo.

O Leixões é o adversário que se segue e a teoria pouco importa. Afinal, falamos de uma equipa em crescendo com Jorge Casquilha ao comando - o técnico sucedeu a Filipe Gouveia - e que se tornou na única representante da Ledman LigaPro na Prova Raínha ao eliminar o Tondela.
 
Com um Bernardo Martins em constante evolução no miolo, elementos desequilibradores no último terço e um Pedro Henrique em modo goleador - atenção a Roniel e Erivaldo -, os Bebés de Matosinhos prometem criar imensas dificuldades ao campeão nacional, até porque a ambição é a de ir o mais longe possível na competição.

A gestão de Sérgio

Do lado oposto, Sérgio Conceição vai, ao que tudo indica, implementar alguma rotatividade na equipa. Danilo Pereira e Maxi são baixas confirmadas, Brahimi está em dúvida, e, com isso, algumas portas podem-se abrir à entrada de alguns jogadores menos utilizados. Agora, a questão que muitos colocam: será a hora de Pepe?

Pese essa gestão, o técnico portista tem perfeita noção da valia do adversário e conhece bem alguns dos principais artistas. A Taça de Portugal é um objetivo claro dos azuis e brancos e, por esta altura, há «tolerância zero» para facilitismos.
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Artigo publicado no site zerozero

sábado, 19 de novembro de 2016

Um castigo merecido

imagem retirada de zerozero
Futebol Clube do Porto eliminado da Taça de Portugal. Um castigo merecido tendo em consideração que – mais uma vez - os azuis e brancos não tiveram arte nem engenho para dar a volta a uma equipa que jogou “à Tondela” durante todo o jogo. Claro que houve tempo para umas “capeladas” com duas grandes penalidades claríssimas a favor do FC Porto a não serem assinaladas, mas já se sabe “o que a casa gasta” no que a este aspecto diz respeito, pelo que se exigia da parte de Nuno Espírito Santo (NES) uma outra forma de abordar um jogo em já se sabia que o Desportivo de Chaves ia jogar “à Tondela”.

Que seja ponto assente. Os Dragões têm todo o cabal direito de se queixar da actuação da equipa de arbitragem liderada João Capela, mas que nãos e diga que o FC Porto foi eliminado única e exclusivamente por culpa da actuação do árbitro. Uma equipa que sabe que é superior à outra e que sabe que o seu adversário se vai remeter à defesa durante todo o jogo não pode (nem deve!) andar a passear a bola para trás e para os lados na esperança de que alguém tenha uma jogada de génio e/ou sorte para meter a bola na baliza do Chaves. Para ser muito sincero eu pensava que esta treta de andar com a bola para trás e para os lados desde a área do adversário era um exclusivo dos tempos de Lopetegui, mas pelos vistos enganei-me pois a história continua a ser a mesma sempre que este FC Porto de NES tem o azar de defrontar uma equipa “fechadinha” no seu meio campo… E preparem-se pois em Copenhaga o filme vai se repetir!

Nunca me canso de repetir que o Futebol Clube do Porto deve ter uma postura pressionante durante toda a partida e que deve colocar, sempre que possível, velocidade na execução dos seus lances ofensivos. Estar a dar voltinhas sobre si mesmo na vã esperança de que algum colega de equipa se desmarque é ridículo e apenas serve para moralizar o adversário que está a defender. Alias, é muito por causa disto que Brahimi não entrou hoje em campo (só os “iluminados” do costume é que poderiam exigir tal).

E já que falo aqui nos “génios da táctica”, que dizer da entrada de Depoitre no jogo? Era esta a vossa fabulosa solução para o jogo de Setúbal? O moço bem que lutou (tal como lutou André Silva), mas as bolas NUNCA - repito NUNCA - lhe chegaram em condições! De que adianta a NES colocar o dito “pinheiro” em campo se as bolas nunca lhe chegam como deve ser? O problema não estará antes na falta de velocidade da equipa do FC Porto na execução dos lances ofensivos? Pois, já percebi que isto é muita “areia para a camioneta” dos “iluminados” e dos “génios da táctica”.

A Taça de Portugal já era. Bem que os Dragões poderiam ter saído da competição de outra forma. Saem por culpa própria até porque sabiam perfeitamente que do outro lado da barricada ia estar uma equipa “na retranca” e que a ajuizar ia estar uma personagem que não pode mesmo ver o azul e branco à frente.

Venha Copenhaga e de preferência com a lição devidamente estuada porque nesta altura do campeonato só não a aprende quem for mesmo burro teimoso.

Chave do Jogo: Inexistente. O Grupo Desportivo de Chaves tinha como objectivo levar o jogo para as grandes penalidades e o Futebol Clube do Porto em momento algum foi capaz de criar um lance que resolvesse a partilhada seu favor.

Arbitragem: Duas grandes penalidades a favor do FC Porto que ficaram por marcar, consentimento do jogo violento dos atletas dos flavienses, amostragem de cartões amarelos quase em exclusivo aos jogadores do FC Porto e carta-branca para toda e qualquer manobra de “queimar tempo” da parte dos jogadores do Chaves. A “capelada” do costume. Em suma, João Capela e a sua equipa de arbitragem levaram a cabo uma péssima arbitragem.

Positivo: Defesa do FC Porto. Tirando um ou outro disparate de percurso, a linha defensiva do FC Porto conseguiu ser a única cosia que se aproveitou de uma noite muito fraquinha dos Dragões.

Negativo: Nuno Espírito Santo (NES) e as bolas paradas. NES não soube, uma vez mais, preparar a sua equipa e esteve mal nas substituições. Para quando uma equipa do FC Porto que saiba tirar real proveito dos lances de bola parada?

Artigo publicado no blog o gato no telhado

domingo, 16 de outubro de 2016

Imperou a normalidade

imagem retirada de zerozero

Começo por dizer que num GD Gafanha 0 x FC Porto 3 com pouca história, Otávio mostrou - mais uma vez - que é realmente um fora de série. Otávio dribla os adversários, procura espaços, cria oportunidades de golo, ganha faltas perigosas para o FC Porto. Em suma; Otávio está cada vez mais a assumir-se como a grande revelação do Futebol Clube do Porto de Nuno Espírito Santo (NES) e do nosso futebol. Tivesse o brasileiro sido formado numa das tais de “Academia” e teríamos meio mundo a fazer dele o Golden Boy da liga portuguesa, mas como não foi formado em tão majestoso local é mais um que não interessa a ninguém. O futebol português no seu melhor. Adiante.

Quanto ao jogo não há muito para dizer. Os Dragões acabaram por impor o seu futebol e alcançaram uma vitória que acabou por ser perfeitamente natural. O Gafanha deu luta, mostrou qualidades mas como normal desenrolar do jogo os atletas do GD Gafanha acabaram por “perder gás”, mas se tivessem aproveitado alguns dos muitos disparates defensivos dos Azuis e Brancos bem que poderiam ter conseguido fazer o mesmo que Famalicão e 1.º de Dezembro fizeram a Sporting CP e SL Benfica.

O Futebol Clube do Porto continua a cometer erros ridículos na defesa (e não só). Passes de alto risco para o Guarda-redes, passes transviados e um posicionamento defensivo deficiente impediram que os portistas tivessem seguido esta partida com algum sossego. Para mais esta forma estranha de estar da parte da linha defensiva dos comandados de NES acaba por “empanar” todo o processo de ataque que a determinada altura vive exclusivamente da boa vontade dos seus defesas laterais e da inspiração de algum dos jogadores… Se repararmos bem, foi assim que o FC Porto chegou à vantagem numa primeira parte onde o Gafanha até estava a mostrar argumentos de qualidade e a “bater o pé” ao FC Porto.

Não entendo também a razão de Oliver Torres começar (e bem) o jogo a apoiar os avançados e passado alguns minutos acabar a jogar no meio campo muito próximo de Danilo Pereira. Acredito que tal situação tenha a ver com uma deficiente preparação física - resultante de uma época e pré temporada sem competir ao mais alto nível –, mas sempre que tal acontece o FC Porto perde qualidade ofensiva. Muito em espacial quando tenta sair em transição rápida para o araque pois todas as bolas passam pelos pés de Olíver que está, invariavelmente, muito recuado relativamente à linha avançada. Tal problema não é de agora.

Apesar de tudo começam a surgir algumas melhorias neste Futebol Clube do Porto. Muito em especial na frente de ataque onde começa a ser notório um melhor entrosamento entre o meio campo ofensivo e o ataque. Contudo há que melhorar a transição defesa-ataque em velocidade e não só. Neste jogo no Municipal de Aveiro muitos lances de ataque dos Dragões não foram eficazes porque os passes eram sempre transviados ou então muito mal executados.

Para terminar queria dizer que gostei muito de ver a dupla atacante Diogo Jota/André Silva. São dois avançados muito móveis e velozes. A manter e aprimorar NES!

Chave do Jogo: Apareceu na segunda parte do jogo. O GD Gafanha mostrou capacidade de lutar “taco a taco” com uma equipa superior, mas esta forma corajosa de estar em campo acabou por degastar a equipa que no início da segunda parte estava completamente de rastos no que ao seu físico diz respeito. A partir desta altura os Azuis e Brancos tomaram conta do jogo.

Arbitragem: Penso que Jorge Ferreira e a sua equipa acabaram por realizar uma arbitragem normal. O jogo não foi difícil de se apitar e os atletas estiveram sempre mais interessados em jogar do que em arranjar problemas. Houve um ou outro lance em que o árbitro deveria ter ajuizado de outra maneira, mas nada de relevante num jogo tranquilo no que à arbitragem disse respeito.

Positivo: Otávio. O Melhor em Campo para mim. Joga e faz jogar. Mostrou imensa qualidade enquanto “teve pernas” para tal. Marcou um excelente golo e “movimentar” toda a máquina ofensiva do FC Porto.

Negativo: Defesa do FC Porto e passes errados. Bolas atrasadas “à queima” para o Guarda-redes e passes transviados. Fosse o Gafanha o Brugge… 
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado

sábado, 15 de outubro de 2016

Será a tentação da rotatividade maior do que a necessidade do ritmo?

A 3ª eliminatória da Taça de Portugal leva sempre a esta história: Os grandes enfrentam clubes de divisões inferiores e a palavra rotação passa logo a entrar no dicionário de todos. Para os adeptos, a ideia de ver os menos utilizados em ação é sempre apelativa e para os treinadores existe sempre a noção de dar oportunidade a quem trabalha bem, mas que, por uma outra razão acabam por não jogar tanto ainda que a questão de manter as rotinas seja também importante olhando para o futuro. 
 
É esta a posição em que se encontra Nuno Espírito Santo. O FC Porto enfrenta o Gafanha, do Campeonato de Portugal, e o treinador portista tem noção, tal como todos, da diferença de qualidade entre os dois plantéis. Por isso, a questão de trocar o 11 quase todo terá, com certeza, passado pela cabeça de Nuno. 
 
Ainda assim, e até porque muitos dos jogadores do FC Porto estiveram sem competir devido à paragem para as seleções, outro fator passou pela cabeça do treinador portista. É importante voltar a dar ritmo competitivo aos jogadores, ainda por com a Liga dos Campeões tão perto. 
 
Quase um exercício de adivinhação 
 
Apesar de tudo, será previsível que existam várias alterações no 11. Não haverá grande interesse em tentar adivinhar quantas por setor ou algo parecido. Só Nuno Espírito Santo saberá isso. A grade questão será perceber se isso pode afetar muito ou pouco (porque afetasempre) o ritmo da equipa. Se afetar muito, como por vezes acontece, podemos mais facilmente ver a surpresa da Taça no jogo deste sábado. 
 
Será preciso um Gafanha em noite de inspiração e um FC Porto longe do seu melhor para haver um tomba-gigantes, mas é por isso que a Taça de Portugal é tão atrativa. A história da competição já nos deu esses tomba-gigantes e, já nesta eliminatória, o 1º de Dezembro vendeu muito cara a vitória ao Benfica. Vamos ver o que faz o FC Porto e, com que nomes,o vai fazer.
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Retirado de zerozeto

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Arrivederci, Roma

Imagem de zerozero 

Como é que era… Já sei! Adeus Liga dos Campeões. Olá Liga Europa. Dito de outra forma; há gente que percebe tanto de futebol como eu de engenharia aeronáutica. Obviamente que cada um tem a sua opinião, mas daí até se dizer que a eliminatória com a AS Roma já estava perdida após o empate a uma bola no Estádio do Dragão vai uma tremenda distância. Ah, e o Lopetegui é que sabia da coisa não era? Já o Nuno Espírito Santo é "um zero à esquerda" que eliminou – somente - a segunda equipa mais forte do campeonato italiano com um plantel que não se compara aquele que o “grandioso” Lopetegui teve ao seu dispor. Adiante que de caminho já me vão dizer que o Lille é uma equipa do nível da actual AS Roma!

Entrando no jogo em si (que é o que realmente interessa), penso que hoje ficou, mais uma vez, demonstrado que o Futebol Clube do Porto tem – finalmente – um treinador que estuda os seus adversários. É verdade que em certos momentos da partida no Olímpico os Dragões tiveram a sorte do jogo (e um Casillas inspirado), mas a verdade seja dita que Nuno Espírito Santo (NES) soube montar a sua equipa de forma que a AS Roma não conseguisse impor o seu futebol. Um bom exemplo disto mesmo foi o fantástico golo de Felipe, fruto do trabalho árduo nos treinos que explorou – muito bem - as fraquezas da defesa italiana.

Obviamente que não podemos colocar de lado a forma arrogante como os romanos entraram em campo. Convencidos de que o jogo já estava ganho e de que lhes bastava gerir os acontecimentos até ao fim fazendo, aqui e acolá, o seu jogo violento (à italiana diga-se de passagem). Saiu-lhes o tiro pela culatra e foi muito por isto que acabaram reduzidos a nove elementos.

Curiosamente os Azuis e Brancos não se deram muito bem com o facto de a AS Roma ter jogado durante bastante tempo reduzida a nove elementos. Somente após a entrada em campo de Ádrian López para o lugar de André Silva é que a equipa Portista “despertou” para o jogo e aproveitou – com eficácia – a superioridade numérica. Tal é só para não me virem dizer que o FC Porto ganhou o jogo porque a AS Roma ficou reduzida a nove. Aliás, já antes (muito antes) de De Rossi e de Emerson terem sido expulsos já o FC Porto vencia por uma bola a zero e procurava – com algum sucesso – gerir o jogo.

Em suma, o Futebol Clube do Porto fez história ao ter sido a primeira equipa portuguesa a derrotar uma equipa italiana em Itália por três bolas a zero. O grande objectivo deste início de época já foi alcançado. Agora é continuar em frente e procurar melhorar o que tem de ser melhorado.

Arbitragem: È verdade que nas provas da UEFA por vezes os árbitros costumam ser um tudo ou nada “caseirinhos” e nem sempre tratam as equipas portuguesas com o respeito que estas merecem, mas a verdade seja dita que o Sr. Szymon Marciniak e a sua equipa de arbitragem levaram a cabo uma exibição excelente. Nada a apontar ao árbitro deste jogo.

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 73´, altura em que Miguel Layún marcou o segundo tento dos Azuis e Brancos e decidiu – em definitivo – a eliminatória a favor do FC Porto.

Positivo: Destaque principal para Nuno Espírito Santo que soube “montar” a sua equipa de forma a anular (quase por completo) o futebol da Roma. Destaque positivo (muito positivo mesmo) para Iker Casillas que levou a cabo uma exibição brilhante que fez recordar os bons velhos tempos do San Iker.

Negativo: Pode parecer “embirração” mas não o é. Héctor Herrera voltou a estar mal no capítulo do passe, só tendo melhorado neste aspecto após a equipa italiana ter ficado sem dois dos seus Atletas por expulsão. Ter um bom remate não chega Herrera!

Artigo publicado no Blog o gato no telhado (23/08/2016)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Tanta ineficácia

O FC Porto não foi além de um empate a um na receção à Roma, num jogo onde ficaram evidentes muitas dificuldades dos dragões em lidar com um adversário pressionante e experiente. A expulsão de Vermaelen trouxe outra emoção ao jogo, só que a reviravolta ficou a meio caminho e agora será preciso correr atrás do prejuízo na Cidade Eterna.
Foi a um ritmo muito elevado que o jogo arrancou. Duas equipas a quererem pressionar alto e a fazerem-no, se bem que melhor a execução romana que a portista, muito porque os médios de Spalletti (Nainggolan sobretudo, mas também Strootman) subiam no terreno para o fazer, ao contrário de Danilo e André André, muito mais estáticos e posicionais sem bola.
Num jogo vivo e em boa velocidade, a Roma superiorizou-se também porque, numa fase inicial, os seus laterais tiveram muito mais confiança para subir, ao contrário de Maxi e Telles, com ordens prioritárias para não perderem de vista Salah e Perotti.
Dois fatores aqui referidos que, aliados ao posicionamento de Herrera (má a opção de o colocar na direita, onde não deu velocidade nem consistência), fizeram com que a Roma estivesse mais perto de um golo que chegaria numa infelicidade de Felipe, mas que só não aconteceu antes porque Alex Telles foi enorme a compensar uma falha de Casillas e outra de Danilo Pereira.
E, apesar da imediata resposta, pelo inevitável André Silva - tivessem todos a sua vontade... - pouco mais se viu de um FC Porto refém da posse italiana. Com Nainggolan a dar um enorme pulmão à equipa e com De Rossi a comandar com os pés e com a boca, os italianos ficaram bastante confortáveis no jogo, que já dominavam e que o fizeram ainda mais depois do golo, muito porque, a pensar, foram normalmente mais rápidos que a formação lusa.
Dizer que o jogo podia estar decidido perto do intervalo era manifestamente exagerado, se bem que seria necessária uma drástica ação para inverter o rumo da partida. E foi precisamente isso que aconteceu, quando Vermaelen, já com amarelo, travou André Silva à entrada da área e foi tomar banho. Do livre nada resultou, mas, na disposição anímica, tudo foi diferente e para melhor.
Os portistas podiam ter empatado ainda no primeiro tempo e surgiram no segundo de forma totalmente diferente: na tática, com um regresso ao 4x3x3 à Porto, com Danilo atrás, Herrera e André André à frente no miolo e com Adrián mais sobre uma linha; na postura, intensa e de sentido claro de chegar rapidamente ao golo que devolvesse o equilíbrio à eliminatória; na dinâmica, com muito maior envolvimento dos laterais e com acerto do miolo, onde Danilo mostrou que não fica pior se jogar como único médio defensivo.
Por esta altura, já Otávio, que foi crescendo ao longo da primeira parte, estava em rotação máxima, a abrilhantar a criação portista e a auxiliar um André Silva inesgotável, num tridente que teve a surpreendente, mas muito bem conseguida, aparição de Adrián López (quem o viu e quem o vê...).
De forma natural, o golo apareceu e a plateia, já em grande envolvimento, passou a acreditar ainda mais na reviravolta. Nuno continuou prudente, com receio do que Dzeko e Salah pudessem fazer, e o seu risco ficou-se pelo que foi feito ao intervalo, na mudança do tridente de meio-campo e na ordem para subir dos laterais. Nas substituições, nenhuma loucura e muita cautela, que certamente não agradou a todos os adeptos.
Podia ter sido mais arrojado, se bem que o adversário não era um qualquer. Roma é já na próxima terça e será preciso mais FC Porto.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Otávio

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Em busca dos milhões (parte I)

Como disse o treinador, o facto de Portugal ter vencido pode juntar todos os portugueses a apoiar-nos. É uma prova europeia e por isso os adeptos portugueses vão apoiar-nos. Danilo Pereira – in zerozero

Antes de começar a antevisão do jogo de hoje gostaria somente de fazer uma pequena ressalva. Tanto Nuno Espírito Santo como Danilo Pereira afirmaram na conferência de imprensa de antevisão do FC Porto x AS Roma que os portugueses vão estar com os Dragões nesta demanda. Errado! Tremendamente errado meus caros! A maior parte dos portugueses vão estar a apoiar os italianos porque “são da Roma desde pequeninos”! Isto sempre foi assim e hoje não será execpção. Deixem de ser “anjinhos” e “anjolas”. Foi muito por causa deste discurso que durante três temporadas o Clube Azul e Branco não venceu nada mais senão uma Supertaça Cândido de Oliveira. Adiante.

Quanto ao adversário de mais logo aproveito uma parte da análise que o jornalista do site zerozero fez da AS Roma para que se fique, desde já, com uma clara ideia daquilo que espera o Futebol Clube do Porto. Diz então Luís Rocha Rodrigues “que o ponto mais forte da Roma é mesmo o ataque, com Salah, Dzeko ou El Sharaawy a obrigarem a alerta máximo. Ainda não é líquido que todos joguem, até porque Spalletti é igualmente adepto de jogar com três centrais, abdicando de um dos da frente (como acontecia no Zenit algumas vezes), mas o perigo está lá, numa equipa que fará agora o seu primeiro jogo oficial - o campeonato só começará no próximo fim de semana.”

Em suma; trata-se de uma equipa italiana. Está tudo dito. Os Dragões vão ter pela frente uma partida que vai exigir muito da sua paciência e físico. Vai ser muito importante a coesão da equipa e vai ser necessário, muito em especial, uma enorme concentração da parte do onze escolhido por NES para este jogo para que se evitem os passes transviados e erros de posicionamento que todos vimos acontecer em Vila do Conde. Desta vez o individual não vai resolver a contenda a favor do colectivo… Ou o Futebol Clube do Porto joga hoje como um todo e vence o jogo para ir a Roma em vantagem na eliminatória, ou então bem que pode ir fazendo a mala para fazer parte das equipas que disputarão a Liga Europa.

Não se tenha a mais pequena dúvida de que o actual Futebol Clube do Porto tem qualidade e capacidade para eliminar a AS Roma. Falta-lhe é demonstrar isto no campo e para tal só mesmo o melhor Dragão poderá marcar presença mais logo diante dos seus adeptos.

Lista de Convocados: Por divulgar
 
Onze provável (4x3x3): Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe. Iván Marcano, Alex Telles, Danilo pereira, Héctor Herrera, André André, Otávio, Jesús Corona e André Silva

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Pouco Porto para muito Dortmund

A margem era reduzida e o FC Porto acabou por não ter argumentos, esta quinta-feira, perante o Borussia Dortmund. Os alemães avançam para a próxima fase, os dragões ficam pelo caminho.
Os azuis e brancos, com uma abordagem ao jogo a procurar o rigor, falhavam muitas vezes a saída de bola desde a defesa e sem aproveitar a largura dos extremos, perante um Dortmund com bloco coeso e compacto, que não permitia muito espaço.
Perspicaz ofensivamente (Aubameyang raramente estava sozinho, visto que Reus derivava muito para o centro, abrindo o corredor para Schmelzer), a turma germânica foi tendo mais bola e nunca perdeu o controlo.
Num ritmo tranquilo e seguro, e de combinações simples, os alemães gelaram o Dragão com um golo aos 23 minutos. Casillas ainda fez uma boa defesa ao 'disparo' de Reus mas a bola sobrou para Aubameyang que abriu o ativo, com alguma felicidade à mistura (a bola ainda bateu nos ferros e em Casillas).
Daí em diante, é verdade que o FC Porto teve mais bola - até criou ocasiões para marcar (bem mais no segundo tempo) - mas ficou sempre a ideia de que era uma posse consentida. As bancadas, essas, nunca pouparam as gargantas. "A ganhar ou a perder", como cantavam, procuraram carregar os dragões, que (bem) tentaram aproveitar uma maior liberdade em zonas mais próximas às redes de Bürki. Mas faltava arte no ataque (outras vezes faltou sorte) e não deu para muito mais.  

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Danilo Pereira

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Não existem impossíveis no futebol

Se o futebol fosse uma ciência exacta não teria tantos adeptos. O futebol é uma incógnita e traz-nos, quase sempre, resultados imprevisíveis que surpreendem até o mais céptico dos amantes do desporto rei. É este o espírito do Dragão para a partida de mais logo. Os Azuis e Brancos irão ter uma tarefa hercúlea mas não impossível. Será difícil, mas se os Portistas acreditarem até que podem passar a eliminatória pois o Dortmund é forte mas não é imbatível e no futebol, repito, não existem previsões cem por cento correctas. 
 
Ao contrário do que tem sido dito não creio que a chave da partida esteja na posse da bola. Não é assim que o Dortmund irá jogar porque os Alemães quererão certamente acabar com a eliminatória marcando um golo no Estádio do Dragão. E não será a passar a bola por todo o campo que os Azuis e Brancos darão a volta ao mau resultado que trouxeram do centro da Alemanha. A chave da partida estará do lado de quem marcar primeiro. Se forem os Dragões a faze-lo estes irão enervar o Borussia e a eliminatória estrará em aberto, Já se forem os germânicos a fazer tal coisa de certeza que tudo ficará por ali e o que restar do jogo será “somente” para se ir treinando os Jogadores. 
 
Temos, portanto, que será necessário velocidade de execução e finalização para que o Futebol Clube do Porto carimbe a passagem á fase seguinte da Liga Europa. A inclusão de Ruben Neves no lote de convocados de José Peseiro é sinal de que vamos ter velocidade de execução. Resta é saber se a finalização vai surgir até porque Aboubakar já mostrou que é capaz do melhor e do pior. 
 
Em suma, vai ser um jogo complicado onde o ambiente do Estádio do Dragão poderá influenciar, positiva ou negativamente, a prestação da equipa Azul e Branca. Já o Borussia de Dortmund vai se estar a “borrifar” para o ambiente do Dragão dado que este tem o hábito de conviver dia sim, dia sim com ambientes fervorosos na Alemanha. 
 
O regresso de Rúben Neves, que esteve ausente na recepção ao Moreirense (3 x 2), para a Liga NOS, por cumprir um jogo de suspensão por acumulação de cartões amarelos, é a única novidade na convocatória de José Peseiro para a partida com o Borussia Dortmund (20h05 no Estádio do Dragão) a contar para a segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa. Chidozie, que não está inscrito na competição, sai das opções do treinador. 
 
Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo e Suk. 
 
Onze priobável (4x3x3): Casillas, Maxi, Marcano, Layún, Ángel, Danilo. Rúben, Brahimi, Marega, André e Aboubakar

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Do mal o menos

O FC Porto saiu de Dortmund com uma derrota por 2x0, na primeira mão dos 1/16 avos de final da Liga Europa. Um dragão ultra defensivo acabou por pagar a fatura e tem agora uma missão complicada para virar a eliminatória daqui a uma semana no Porto.
José Peseiro sabia que para derrubar a gigantesca parede amarela não teria todas as ferramentas disponíveis, e por isso socorreu-se da tão portuguesa arte do «desenrascanço». Lançou Varela como defesa direito – e o Dortmund forçou, forçou, forçou... -, puxou Layún para o lado de Indi e, talvez a maior das engenhocas, apostou em Sérgio Oliveira, contra todas as perspetivas.
O que aconteceu foi um FC Porto constantemente à procura de uma identidade. Até à meia-hora, todas as abordagens no sentido da «parede amarela» - para onde jogou o FC Porto na primeira parte – morreram nos pés de um dos três médios: Rúben Neves, Herrera e Sérgio Oliveira. E havia, depois, as preocupações maiores; as defensivas. E o início foi penoso.
Marcel Schmelzer, lateral esquerdo do Borussia Dortmund, viu em Varela um «alvo» a explorar e não lhe deu um minuto de sossêgo. Sempre, sempre e sempre por ali. Mats Hummels, senhor patrão da defesa alemã, era, geralmente, o iniciador de um lance repetido em loop. Depois, Schmelzer fazia o resto.
Aos 4' só Ángel evitou males piores após um cruzamento do defesa germânico; aos 28' foi o próprio Schmelzer quase a enganar Casillas e aos 32' seria Kagawa, em posição frontal, a atirar ao lado, depois de nova jogada com génese na esquerda. E foi de um canto da esquerda, batido por Mkhitaryan, que o Porto sofreu o 1x0. Lukas Piszcek, à segunda, encostou para golo.
Houve sempre pouco Porto, mesmo quando o Borussia Dortmund acalmou. E acalmou porque percebeu que havia pouco Porto. Causa-efeito. Os alemães passaram a privilegiar a circulação em detrimento de um jogo mais vertiginoso. Agradeceram Layún e Indi, sofreram mais os médios e... Varela. De azul e branco, a “assustar” Bürki, só um remate de Sérgio Oliveira, aos 34 minutos. E mesmo esse foi à figura.
De uma coisa José Peseiro não pode ser culpado: o de faltar à palavra. O técnico portista tinha dito que a sua equipa iria ter cuidados defensivos redobrados e foi isso que se viu. Uma equipa não raras vezes retrancada no seu meio-campo. E pagou a fatura, com o golo de Marco Reus, aos 70 minutos. O internacional alemão finalizou já dentro da área uma jogada que veio da direita pelo pé de Mkhitaryan. Uma consequência lógica.
O que se viu depois foi Peseiro a tentar emendar alguns erros de casting. Mas o mal estava feito. O Dortmund continuou soberano na posse e na circulação, ciente de que a sua parede estava sólida e intransponível. E só não ampliou - e resolveu a eliminatória - porque a eficácia pecou em vários lances a seguir ao 2x0; ou porque o poste o negou, como aos 85 minutos, a Mkhitaryan.
Este texto termina com uma nota de rodapé (porque não passou disso). Aos 88 minutos, Suk, depois de Marega ter ganho na «raça» teve nos pés uma oportunidade de ouro para posicionar a eliminatória de forma bem mais favorável para os dragões, mas Bürki deu o peito à bola e evitou o golo do FC Porto. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Iker Casillas

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Vamos a ver

O futebol tem muito disto… Relegado para a Liga Europa devido à fraca prestação na fase de grupos da Liga dos Campeões, o Futebol Clube do Porto terá mais logo um desafio que bem poderia fazer parte da Liga dos Campeões ou não fossem os Dragões e os Die Borussen “clientes” habituais da prova milionária. 
 
Sobre o que esperar deste jogo? Para mim a questão é simples. Se o Borussia Dortmund tiver oportunidade e vontade de ligar o turbo vai ser o fim do mundo para o FC Porto. Se os Portistas souberem conter os Alemães e obriga-los a defender então é possível trazer um bom resultado de Dortmund. Tudo vai depender, na minha opinião, da forma como as equipas entrarem em campo sendo que por tudo e mais alguma coisa o “elo mais fraco” é o Futebol Clube do Porto. Ora isto para dizer que este será um jogo complicado. Não complicado à moda de Lopetegui, mas sim verdadeiramente complicado. Será um tremendo obstáculo este que os Dragões terão pela frente e se o ultrapassarem mostrarão que são capazes de tudo. 
 
O mais importante será José Peseiro “atacar” em força a velocidade dos Alemães. Tirar-lhes a bola o mais possível e obriga-los a ter de correr atrás dela é fundamental para poder fazer frente a este Dortmund. Se os Azuis e Brancos entrarem retraídos no jogo e confiantes em mais uma tarde noite inspirada de Casillas de certeza que serão goleados. Atitude, empenho, racionalidade e coragem, muita coragem, exige a este FC Porto. 
 
Nuri Sahin, Ilkay Gündogan, Henrikh Mkhitaryan, Marco Reus e Pierre Aubameyang são as pedras chaves do Borussia que devem ser “anuladas” a todo o custo. Muito cuidado com Henrikh Mkhitaryan e Pierre Aubameyangque são muito velozes, inteligentes e fatais na hora de marcar golo.
 
O regresso de Ivan Marcano e a chamada dos atletas do FC Porto B João Costa (guarda-redes), Verdasca (defesa) e Francisco Ramos (médio) são as novidades da lista de 20 convocados de José Peseiro para a partida da primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa, frente ao Borussia Dortmund, no Westfalenstadion (18H – SPORTTV1). O defesa Espanhol está apto e de volta às escolhas do treinador, depois de ter sofrido uma lesão no último treino antes do jogo da 22.ª jornada da Liga NOS, frente ao Benfica. Da convocatória saem o defesa Maxi Pereira e o médio Danilo, ambos a cumprir um jogo de suspensão nas competições europeias, e o defesa Chidozie, que não está inscrito nas provas da UEFA. 
 
Lista de 20 convocados: Helton, Casillas e João Costa (guarda-redes); Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Suk, Francisco Ramos e Verdasca. 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Layún, Marcano, Indi, Ángel, Rúben, André, Herrera, Brahimi, Corona e Aboubakar

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Assunto (quase) arrunmado

Diz a sabedoria popular portuguesa que "contra factos não há argumentos". Foi isso mesmo que aconteceu, esta quarta-feira, em Barcelos. O FC Porto foi mais forte, teve mais capacidade e qualidade e tem, por isso, a passagem para a final do Jamor bem encaminhada. Rúben Neves, Suk e Sérgio Oliveira marcaram os golos azuis e brancos.
 
Num 4x2x3x1, com Marega e Varela nos corredores e Brahimi ao centro a servir o avançado Suk, o FC Porto entrou pressionante e a tentar assumir o jogo, com circulação rápida e vertical.
 
José Peseiro pediu sempre a Marega e a Varela para estarem bem abertos nos corredores, arrastando marcações e, desse modo, dando mais soluções de passe - e até deixando mais espaço para Brahimi pensar o futebol azul e branco.
 
Frente a um Gil Vicente organizado e com um futebol de apoio, deu para ver que o FC Porto melhorou com o decorrer dos minutos na paralela medida em que o duplo pivô Danilo/Rúben Neves percebeu os momentos de pressão e recuperação de bola.
 
Os dragões colocavam sempre muita gente no processo ofensivo e viu-se uma equipa compacta quer a atacar, quer a defender. No fundo, o que Peseiro vem pedindo. Mas o FC Porto encontrou sempre um adversário competente e a condicionar muito a circulação azul e branca. Normalmente, para um homem de azul apareciam dois de vermelho.
 
Rúben Neves, aos 45', na sequência de um canto, apanhou a bola à entrada da área e rematou com sucesso para o fundo das redes gilistas e permitiu aos dragões irem a vencer para os balneários.
 
No retomar da história, a mesma toada. FC Porto com mais bola, o Gil Vicente a tentar não desmontar a sua estratégia e em busca de criar perigo com ataques rápidos (mas sem colocar o 'autocarro' à frente da baliza). Porém, o FC Porto ampliou a vantagem por Suk. Sozinho na área, à ponta de lança, o sul-coreano cabeceou com sucesso, aos 59'. O Gil Vicente passou a jogar mais com o coração e menos com a razão. O FC Porto, sereno e seguro, foi gerindo e chegou com naturalidade ao terceiro golo.
 
Renan da Silva foi expulso (vermelho direto) por falta dura sobre Layún, que estava isolado. Na cobrança do livre, Sérgio Oliveira - que tinha entrado para o lugar de Brahimi - cobrou o livre de forma irrepreensível. 0x3 e o FC Porto tinha o jogo mais que resolvido e a eliminatória muito bem encaminhada.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Suk

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Assunto arrumado. Venha o próximo!

Sem brilho e com uma primeira parte tremida, o FC Porto conseguiu o objectivo maior. Os Dragões estão nos quartos-de-final da Taça de Portugal depois de venceram o Feirense por 1 x 0, esta quarta-feira, em Santa Maria da Feira.
Expectável pela prova em causa e pela filosofia de Lopetegui, o FC Porto apresentou-se com sete alterações em relação ao triunfo na Choupana, sobre o Nacional. No 20º onze em 22 jogos esta época couberam nomes como José Ángel, Sérgio Oliveira ou Alberto Bueno, para além do capitão Helton.
E o plano traçado começou por ser seguido à risca. Minuto 10, canto batido por Sérgio Oliveira e Vincent Aboubakar colocava um ponto final na seca de golos que durava há um mês. O Camaronês ganhou nas costas do oponente e cabeceou para a vantagem Portista. Um arranque de sonho para a equipa de Lopetegui que depois embalou nesse sonho para níveis elevados de dormência. 
E no limbo Portista entre o sonho e a realidade viveu um Feirense atrevido e disposto a fabricar ligeiros pesadelos. Em contraste com o jogo sonolento dos Dragões, a equipa de Pepe apostava em ataques rápidos à baliza de Helton, que aos 38 minutos precisou de se aplicar para não ser enganado num livre de Barge; no canto, Ícaro desviou com perigo ao primeiro poste.
Os avisos dos fogaceiros serviram de alerta para o FC Porto, que sem mudar muito na própria intensidade foi capaz, pelo menos, de retirar algum entusiasmo ao conjunto da casa.
Helton foi menos vezes incomodado na segunda parte e o Dragão descansou sempre em estado de alerta, provocando, pelo meio, alguns sustos a Makaridze. Bueno atirou uma vez ao lado (60') e noutra o guardião da casa segurou (71'); o mesmo Makaridze evitou o «bis» de Aboubakar no mesmo minuto 71.
Com a bola no «congelador» e um Feirense sem soluções para o abrir, a partida acabou por cair alguns pontos na escala do interesse, bem ao... interesse do FC Porto. Houve mais gestão e menos vertiginosidade, mas Helton - e os Portistas - não ganharam para o susto aos 88 minutos. Kukula isolado e com o guardião Brasileiro já praticamente deitado rematou fraco para defesa de Helton; devia ter feito muito melhor. 

 Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Sem trapalhada de preferência

Realmente o Dragão não tem descanso. Após ter somado mais três pontos na Madeira (continuando assim na luta pelo Título) eis que agora este tem de voltar toda a sua atenção para a Prova Rainha do nosso futebol: Taça de Portugal. Embora este não seja o objectivo principal dos Azuis e Brancos, esta é uma prova prestigiante que merece a atenção do Clube e pela qual todos se devem esforçar por a vencer.

Quer isto dizer que jogue quem jogar mais logo é para ganhar. Julen Lopetegui vai ter aqui um excelente pretexto para levar a cabo a sua adorada rotação dado que o adversário de mais logo é da Segunda Liga e no próximo fim-de-semana há compromisso caseiro com a Académica em mais uma ronda do Campeonato. O mesmo é dizer que vamos ter em campo um Futebol Clube do porto renovado e que terá de fazer das “tripas coração” para poder ultrapassar, com eficácia e pouco brilho, o Grupo Desportivo Feirense. E tudo isto porque se na primeira equipa não existe entrosame2nto então na segunda muito menos… 

Como um mal nunca vem só eis que o dono do estádio onde a bola vai rolar mais log apresenta uma equipa competitiva, batalhadora e que não terá nada a perder. Para o Feirense estar nos oitavos-de-final da Taça de Portugal é já um enorme feito e tudo o que venha daí para a frente é mais do que bom. O grande objectivo da equipa de Santa maria da Feira é a subida de divisão pelo que não existirá pressão para os comandados de Pepa. 

Em suma, se o Futebol Clube do Porto quiser passar aos quartos-de-final da Prova terá então de dar o máximo, lutar muito e, sobretudo, ser eficaz e veloz nos seus processos. Se optar pelo joga para trás e para os lados irá, com toda a certeza, ter muitos e sérios problemas para derrotar o Feirense. 

A lista de 18 convocados de Julen Lopetegui para a deslocação do FC Porto a Santa Maria da Feira para defrontar o Feirense, nos oitavos-de-final da Taça de Portugal (18H), contempla os regressos dos defesas José Ángel e Igor Lichnovsky, do médio Sérgio Oliveira e do avançado André Silva.

Em relação à convocatória para o jogo com o Nacional, da 13.ª jornada da Liga NOS, saem dos eleitos do Treinador Espanhol Raúl Gudiño, Maxi, Marcano, Imbula e Varela, que contraiu uma mialgia de esforço na coxa esquerda. 

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (g.r.); Martins Indi, Maicon, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Tello, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André Silva, Miguel Layún, Danilo, Alberto Bueno e Lichnovsky. 

Onze provável (4x3x3): Helton, Layún, Maicon, Lichnovsky, Angél, Rúben, Evandro, Sérgio, Bueno, Brahimi e Aboubakar

sábado, 17 de outubro de 2015

Segunda linha mas nem tanto

Encerrado que está o capítulo das Selecções nacionais eis que os Dragões regressam de novo à competição, e desta feita para se estrear em mais uma edição da 2.ª prova mais importante do calendário futebolístico Português: a Taça de Portugal.
 
Ditou o sorteio que os Portistas tenham de visitar o campo de um “velho amigo” que já esteve no escalão principal do nosso futebol com relativo sucesso e que no passado já eliminou o SL Benfica numa das eliminatórias da Taça de Portugal. Na altura o Varzim Sport Clube militava na segunda liga do nosso futebol mas tal não o impediu de ter sido o “tomba gigante” da prova e de certeza que mais logo os Poveiros irão querer repetir a “gracinha” não obstante estarem neste momento no segundo escalão do futebol Luso.
 
Realmente a Taça de Portugal é assim mesmo, uma prova onde os pequenos se fazem grandes e mostram toda a sua qualidade na esperança de que a Deusa da Fortuna esteja do seu lado e que a equipa favorita esteja cega pela sua sobranceria. Este é, sem sombra de dúvida, um primeiro grande aviso para o Futebol Clube do Porto de Lopetegui que terá de entrar em campo ainda mais concentrado pois o mínimo deslize pode vir a ser fatal. Empenho, dedicação e sobretudo muita vontade de trabalhar é a fórmula de que os Azuis e Brancos irão necessitar para levar de vencido os Alvi Negros de Varzim.
 
Mas não serão somente os Lobos do Mar os únicos que irão tentar dificultar a vida dos Portistas nesta 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. O relvado do palco do jogo (Estádio do Varzim SC) costuma ser um autêntico “batatal” onde há sempre mais areia do que relva e pior fica quando as condições climatéricas são adversas e tudo indicia que á hora do jogo vai estar um temporal. Uma péssima notícia para o futebol pausado e rigoroso de Julen Lopetegui. 
 
Em termos de plantel o Varzim SC conta com os serviços de três antigos Atletas do Futebol Clube do Porto (2 deles foram formados no Olival). Kadú, Sérgio Organista e Bruno Moraes são os nomes mais sonantes do plantel de Quim Berto. Todos os restantes são “perfeitos desconhecidos” que irão aproveitar a Taça de Portugal e algumas lesões importantes do Dragões para mostrar serviço. 
 
Os defesas Lichnovsky e Cissokho, o médio Herrera e o avançado Varela são as novidades na convocatória de Julen Lopetegui para esta partida com o Varzim SC, agendada parahoje, às 20h15, no Estádio do Varzim Sport Club, e que terá transmissão em directo na Sport TV1. 
 
Por seu lado, e em comparação com a chamada para o jogo com o Belenenses, Maxi Pereira, Maicon, Marcano e Rúben Neves não fazem parte das opções do técnico Espanhol para o encontro da terceira eliminatória da Taça de Portugal e que corresponde à estreia dos Dragões na actual edição da prova.
 
Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Martins Indi, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Alberto Bueno, Lichnovsky, Imbula e Cissokho. 
 
Onze provável (4x3x3): Helton, Layún, Lichnovsky, Indi, Cissokho, Danilo, Herrera, André André, Bueno, Varela e Osvaldo