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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

«Les Misérables»

imagem retirada de zerozero
em olhar para o título deste texto pode ficar com a ideia de que estou aqui a falar da fantástica obra literária do escritor francês Victor Hugo, publicada a 3 de abril de 1862. Sirvo-me de tão prestigiado e conhecido título para aqui descrever a forma como os portistas em geral - alguns comentadores - reagiram com descanso e alguma normalidade ao empate a uma bola que o Futebol Clube do Porto alcançou na Alemanha. Do outro “lado da barricada” esteve, tão simplesmente, uma equipa que dá pelo nome de Schalke 04… Uma equipa composta por uma crassa maioria de “ilustres desconhecidos” que se limitou, praticamente, a fazer marcação cerrada ao portador da bola na vã esperança de que uma jogada fortuita redundasse em golo…

Claro que se pode dizer que um empate fora na Fase de Grupos da UEFA Champions League não é um mau resultado. E não o é de facto, mas quem viu o jogo como eu vi não pode, de forma alguma, ficar satisfeito e sossegado com o futebol praticado pelos comandados de Sérgio Conceição. Começam a ser muitos – demasiados até! – os jogos em que os Dragões “adormecem” durante a primeira parte para na segunda serem surpreendidos por um lance fortuito que os coloca em desvantagem…

O problema, a meu ver, passa muito pelo facto de a equipa azul e branca insistir em que cada um tem de resolver a sua parte por si. Sucede porém que o futebol é um desporto colectivo e nem sempre Brahimi (ou outro qualquer) está para aí virado ou tem a sorte de a coisa lhe sair bem na hora de passar a bola ou de rematar à baliza adversária… Se um colega está “tapado” por três adversários o mais sensato - digo eu – será que os seus outros colegas de equipa se aproximem para que se criem linhas de passe. O ficar a ver no que aquilo vai dar não resulta… E já vai sendo mais do que hora de Sérgio Conceição dizer tal aos seus comandados em vez de andar aos berros o jogo todo.

Vamos a ver como vai isto desenrolar. No fim-de-semana os Dragões tem uma sempre complicada deslocação a Setúbal. A jogar assim não sei não…

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Hoje foi difícil escolher o MVP da equipa portista (sinal do quão bem jogaram), contudo vou atribuir este título a Marega. Não pelo que fez no global mas por ter sido ele o autor do lance que culminou no empate portista quando a derrota parecia ser o mais provável.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Parece ludibriado por Marega, que a um ligeiríssimo toque, aproveita para a queda que deu no segundo penálti do jogo. O primeiro, que Telles desperdiçou, é bem assinalado. Os alemães protestaram muito e assobiaram o árbitro no fim, mas, tirando o erro capital no lance do empate, decidiu maioritariamente bem.

Positivo: Ambiente nas bancadas. Grandioso ambiente este que se viu no famoso Veltins-Arena. Efectivamente o publico germânico é muito diferente para melhor no que ao futebol diz respeito.

Negativo: Héctor Herrera. O internacional mexicano só teve duas velocidades em campo: devagar e devagarinho. E isto foi aplicado a tudo o que gazia em campo. Mau demais…

Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/09/2018)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A culpa não é do Sá

imagem retirada de zerozero
Quem olhar de relance para esta derrota do Futebol Clube do Porto em Leipzig terá a natural (mas errada) tentação de culpabilizar o guardião José Sá por tal desfecho. Mas quem o fizer sem olhar a simpatias e antipatias por qualquer um dos elementos da equipa portista facilmente perceberá que o principal responsável pela derrota em solo germânico foi, única e exclusivamente, Sérgio Conceição. Não por este ter escolhido José Sá para defender a baliza do FC Porto diante do RB Leipzig, mas sim porque Conceição quis “fazer omeletes sem ovos”. Passo a explicar.

As equipas alemãs - até as mais “modestas” – não sabem o que é jogar devagar. Quem segue a Bundesliga (campeonato alemão de futebol) sabe perfeitamente do que estou a falar. A velocidade de execução, a pressão e a movimentação constante dos jogadores de qualquer equipa alemã são uma realidade. O Leipzig não é, obviamente, execpção à regra. Ora isto para aqui dizer que das duas, uma; ou a equipa adversária joga contra o Leipzig da mesma forma que este joga ou então a equipa adversária tem um plantel que lhe permite gerir a posse da bola, impor o seu ritmo e fazer frente à forte pressão e movimentação constante dos jogadores do Leipzig. Ora é certo e sabido que por opção técnica e financeira o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição não tem nem uma coisa nem outra. È então por demais óbvio que não se poderia ter jogado em Leipzig da mesma maneira que se jogou no Mónaco (por exemplo). Mas o Sérgio optou por jogar exactamente da mesma forma que jogou no Principado e deu-se mal.

Exigia-se, portanto, outro tipo de preparação da parte do Futebol Clube do Porto. O mesmo tipo de preparação que se exigiu a Sérgio Conceição aquando da recepção ao Besiktas. Recepção que também acabou mal.

Se a ideia de Conceição era a de tentar travar o futebol ofensivo do Leipzig então mais valia ter-se reforçado o meio campo com Oliver Torres em detrimento de um Brahimi que desilude sempre que defronta um adversário um tudo ou nada mais forte do que aquilo que temos no nosso campeonato. Se a ideia era a de se fazer a equipa avançar em bloco, então porquê razão Sérgio Conceição apostou num Miguel Layún que só sabia subir no terreno deixando a árdua tarefa de “travar” os extremos do Leipzig para os centrais Marcano e Felipe? Estará Danilo Pereira assim em tão boa forma?

São muitos os “ses” da parte de Sérgio Conceição que determinaram a derrota do Futebol Clube do Porto diante de um adversário ao qual lhe bastou pressionar “um bocadinho assim” para que toda equipa portista se portasse como uma barata tonta. E escusado será dizer que os golos sofridos por ambas as equipas são caricatos (para não dizer ridículos).

Agora de nada serve estar a lamentar. Segue-se agora uma partida caseira diante do Paços de Ferreira em mais uma jornada da Liga NOS. Que esta sirva para elevar a moral do FC Porto sem que se volte a “voar alto demais”. O Sérgio Conceição ainda tem muito que aprender. Especialmente nas competições europeias. 

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar. O avançado camaronês lutou, lutou, lutou e lutou até ao fim das suas forças. Foi sempre o mais esclarecido em campo da parte da equipa azul e branca e merecia ter sido mais bem servido pelos seus companheiros. Marcou um belo golo e deu sempre muito que fazer à equipa germânica. Merecia ter ganho o jogo, mas tal não foi possível. 

Chave do Jogo: Inexistente. 

Arbitragem: Nota positiva. Nada a apontar ao trabalho de Paolo Tagliavento e assistentes. 

Positivo: Festa do golo. Jogo da UEFA Champions League com 5 golos não é algo que se veja com muita regularidade nos tempos que correm. 

Negativo: Yacine Brahimi. O “normal” Brahimi aparece sempre que o FC Porto defronta adversários um tudo ou nada mais fortes. Triste sina esta. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (17/10/2017)

domingo, 14 de agosto de 2016

Ponto final no sonho olímpico

Terminou o sonho olímpico de Portugal no Brasil. A seleção orientada por Rui Jorge foi eliminada «sem espinhas» pela Alemanha, por 0x4, numa partida em que ficaram evidentes as dificuldades de Rui Jorge em ter o melhor plantel nesta prova. Faltaram soluções, especialmente no meio-campo, para fazer frente a uma forte seleção alemã.
 
Foram quatro e até podiam ter sido mais. Um jogo pobre de Portugal que acabou por sair pela porta pequena de uma prova onde ainda conseguiu fazer sonhar os adeptos 
 
Rui Jorge surpreendeu ao deixar Gonçalo Paciência no banco apostando numa frente atacante com Carlos Mané e Agra, explorando a velocidade dos dois. E até foi Carlos Mané o primeiro a criar perigo logo nos primeiros segundos. Só que foi sol de pouca dura esse momento ofensivo português. Tal como fazem na política europeia, os alemães impuseram a sua lei, controlaram a bola e só pecaram na finalização.
 
Com um meio campo muito mais rápido e agressivo sobre a bola, a Alemanha foi controlando todos os momentos do jogo e as oportunidades iam-se sucedendo. Fosse pela boa exibição de Bruno Varela ou pelos falhanços (alguns deles a roçar o ridículo) dos avançados da germânicos Portugal ia continuando a sonhar com a chegada às meias-finais. Não passou de um sonho e, quando Sèrge Gnabry fez o primeiro golo alemão, percebeu-se que só mesmo um milagre podia evitar a eliminação portuguesa.
 
Portugal voltou a entrar bem no segundo tempo e Bruno Fernandes esteve perto de marcar num bom cruzamento de Fernando Fonseca. Durou pouco mais de 10 minutos a capacidade portuguesa de dividir o jogo com a Alemanha. Depois desse primeiros minutos, as questões físicas começaram a tornar-se um grande problema, especialmente no meio campo.
 
Novamente não foi uma surpresa quando quando surgiu o segundo golo alemão pelo central Matthias Ginter, na sequência de um canto. O golo deu ainda mais tranquilidade aos alemães que voltaram a desperdiçar várias oportunidades para matar sem sombra de dúvida a partida. Foi nos últimos 20 minutos que Portugal voltou a ter capacidade de atacar de forma continuada. Ainda que de forma muito consentida, a seleção portuguesa conseguiu criar alguns problemas à forte defesa adversária, mas foi traída por uma perda de bola de Tiago Silva no meio campo que permitiu aos alemães fazer o terceiro golo. Ainda houve tempo para o quarto golo já perto do fim.
 
Uma eliminação clara de Portugal frente a uma, senão mesmo a maior, candidata às medalhas nos Jogos Olímpicos.
 
Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Bruno Varela

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Um bom treino que acaba empatado

O adeus à Alemanha trouxe um empate a um golo ao FC Porto na pré-temporada. Frente ao Bayer Leverkusen, os dragões mostraram bons apontamentos ofensivos na primeira parte, mas é na defesa que as dores de cabeça persistem.
 
A primeira conclusão do último ensaio germânico do FC Porto prende-se com o sistema tático. Apesar de Nuno Espírito Santo ter prometido uma equipa confortável em 4x4x2, a verdade é que este dragão voa cada vez mais em 4x3x3 – ou 4x2x3x1.
 
Foi assim que se apresentou nas duas partes, ainda que com intérpretes diferentes. Um homem de área – André Silva perfila-se convictamente como primeira opção – apoiado, na primeira parte, por Alberto Bueno. O espanhol é uma espécie de «10» para Nuno, embora o rendimento ainda esteja longe de entusiasmar.
 
Otávio e Corona – ambos muito bem na primeira parte – foram as «asas» do dragão, com André André e Herrera no bloco central do meio-campo. E estes sete foram a melhor cara do FC Porto no jogo. A pressionar alto e dinâmicos, criaram problemas aos alemães.
 
Foi assim que nasceu o golo portista, aos oito minutos. A pressão deu frutos, com Otávio na recuperação da bola no lado esquerdo do ataque; depois houve visão para encontrar André Silva, que sozinho e sem oposição não falhou.
 
O «canterano» do Olival voltou a mostrar que tem estofo para o papel. Móvel, solto de movimentos e com faro de golo, André Silva reclama pela titularidade com argumentos de peso. Foi o melhor, ainda que tenha jogado apenas 45 minutos.
 
Bem mais problemática é a questão defensiva. Nuno ainda não conseguiu acertar as veleidades que atormentaram Lopetegui e José Peseiro na última época. Felipe, que até prometeu à primeira vista, voltou a deixar uma imagem de alguma insegurança e intranquilidade, defeitos que Marcano não soube remediar.
 
E foi em mais uma investida deficiente do defesa central brasileiro ex-Corinthians que o Bayer Leverkusen empatou, já na segunda parte. Chicharito Hernández recebeu na área e perante a saída de José Sá encostou para golo.
 
Aliás, toda a segunda parte não terá deixado, por certo, boas sensações a Nuno.Adrián López segue o registo de dragão ao peito – apagadíssimo – e Aboubakar perde cada vez mais terreno para André Silva. É certo que as alterações tiram fluidez ao jogo, mas o FC Porto do segundo tempo foi incapaz de criar perigo; para além de tremer atrás.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Jesús Corona
p.s. o meu sincero pedido de desculpas a tod@s @s leitores/as pela fraca assuidade na publicação de textos relativos ao Futebol Clube do Porto. Prometo muito em breve retomar a antiga regularidade. Até lá agradeço toda a vossa compreensão e paciência.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Há ainda muito por fazer

Não foi tudo bom, nem tudo mau, o 3º jogo do FC Porto nesta pré-temporada. Frente ao Osnabrück, da 3ª divisão alemã, o FC Porto venceu por 1x2, mas ainda mostrou problemas de intensidade e de falta de eficácia no ataque. Alguns bons sinais dos reforços, com destaque para João Carlos Teixeira, que pode ser o criativo que tem falta aos portistas nos últimos anos.
 
É certo que a temporada está no início e que o trabalho físico acaba por tirar esclarecimento aos jogadores, mas uma equipa como o FC Porto tinha de se apresentar melhor na primeira parte. O adversário era do 3º escalão e os azuis e brancos precisavam apenas de acelerar um pouco para criar desequilíbrios e para ter situações de perigo. Foi o que se viu nos primeiros minutos mas as oportunidades não foram aproveitadas nem por Josué, nem por Aboubakar. Sem mostrar argumentos, a equipa alemã até marcou e logo da forma a que o FC Porto habituou os adeptos na temporada passada. Uma má abordagem de Marcano e alguma passividade da defesa permitiram que se fizesse a surpresa. Ainda assim, o mesmo Marcano, já perto do intervalo, conseguiu empatar na sequência de um canto.
 
Claro que, neste tipo de jogos, o resultado é o menos importante mas ninguém gosta de perder. Com André Silva numa posição que misturava o extremo direito e o segundo avançado o FC Porto mostrou alguns bons sinais, no que diz respeito à circulação da bola. Talvez a grande preocupação de Nuno Espírito Santo se prenda com a questão do avançado.Aboubakar teve algumas oportunidades e até atirou ao poste mas, desde constantes foras de jogo a movimentos disparatados, perdeu 45 minutos na luta com André Silva. 
 
Para além de um ataque com pouco poder de fogo, um dos grandes problemas dos primeiros 45 minutos passaram pela falta de intensidade. Uma situação que é normal nesta fase, mas que foi algo anulada com a entrada de André André e, principalmente de João Carlos Teixeira. As oportunidades não abundaram, mas a capacidade de ter bola, e saber o que lhe fazer. Com a tal intensidade surgiram as recuperações e, numa delas, o golo de André Silva.
 
Pouco depois do golo entraram Otávio, Quintero e Hernâni e o FC Porto deixou de jogar com um avançado fixo. Juntando a qualidade técnica destes jogadores ao cansaço físico da equipa alemã, as oportunidades e o espaço apareceram. Com um pouco mais de tranquilidade e de acerto - Quintero até um penálti falhou - o resultado até podia ter ficado mais parecido com a qualidade que as duas equipas apresentam. 
 
Não foi um teste negativo dos portistas, mas esta exibição ainda vai deixar algo preocupado Nuno Espírito Santo. Aboubakar mostrou-se um espelho da segunda metade da última temporada. Brahimi volta a parecer que está contrariado no clube e Herrera corre muito, mas nem sempre da melhor forma. 
 
Do lado positivo, Felipe mostrou que, com menos agressividade, pode ser o patrão, Alex Telles deu garantias de qualidade e João Carlos Teixeira deixou água na boca. André Silva pode ser o avançado que a equipa precisa, mas, sem dúvida, que, para uma época tão exigente os portistas precisam de reforçar o ataque.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: André Silva 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Do mal o menos

O FC Porto saiu de Dortmund com uma derrota por 2x0, na primeira mão dos 1/16 avos de final da Liga Europa. Um dragão ultra defensivo acabou por pagar a fatura e tem agora uma missão complicada para virar a eliminatória daqui a uma semana no Porto.
José Peseiro sabia que para derrubar a gigantesca parede amarela não teria todas as ferramentas disponíveis, e por isso socorreu-se da tão portuguesa arte do «desenrascanço». Lançou Varela como defesa direito – e o Dortmund forçou, forçou, forçou... -, puxou Layún para o lado de Indi e, talvez a maior das engenhocas, apostou em Sérgio Oliveira, contra todas as perspetivas.
O que aconteceu foi um FC Porto constantemente à procura de uma identidade. Até à meia-hora, todas as abordagens no sentido da «parede amarela» - para onde jogou o FC Porto na primeira parte – morreram nos pés de um dos três médios: Rúben Neves, Herrera e Sérgio Oliveira. E havia, depois, as preocupações maiores; as defensivas. E o início foi penoso.
Marcel Schmelzer, lateral esquerdo do Borussia Dortmund, viu em Varela um «alvo» a explorar e não lhe deu um minuto de sossêgo. Sempre, sempre e sempre por ali. Mats Hummels, senhor patrão da defesa alemã, era, geralmente, o iniciador de um lance repetido em loop. Depois, Schmelzer fazia o resto.
Aos 4' só Ángel evitou males piores após um cruzamento do defesa germânico; aos 28' foi o próprio Schmelzer quase a enganar Casillas e aos 32' seria Kagawa, em posição frontal, a atirar ao lado, depois de nova jogada com génese na esquerda. E foi de um canto da esquerda, batido por Mkhitaryan, que o Porto sofreu o 1x0. Lukas Piszcek, à segunda, encostou para golo.
Houve sempre pouco Porto, mesmo quando o Borussia Dortmund acalmou. E acalmou porque percebeu que havia pouco Porto. Causa-efeito. Os alemães passaram a privilegiar a circulação em detrimento de um jogo mais vertiginoso. Agradeceram Layún e Indi, sofreram mais os médios e... Varela. De azul e branco, a “assustar” Bürki, só um remate de Sérgio Oliveira, aos 34 minutos. E mesmo esse foi à figura.
De uma coisa José Peseiro não pode ser culpado: o de faltar à palavra. O técnico portista tinha dito que a sua equipa iria ter cuidados defensivos redobrados e foi isso que se viu. Uma equipa não raras vezes retrancada no seu meio-campo. E pagou a fatura, com o golo de Marco Reus, aos 70 minutos. O internacional alemão finalizou já dentro da área uma jogada que veio da direita pelo pé de Mkhitaryan. Uma consequência lógica.
O que se viu depois foi Peseiro a tentar emendar alguns erros de casting. Mas o mal estava feito. O Dortmund continuou soberano na posse e na circulação, ciente de que a sua parede estava sólida e intransponível. E só não ampliou - e resolveu a eliminatória - porque a eficácia pecou em vários lances a seguir ao 2x0; ou porque o poste o negou, como aos 85 minutos, a Mkhitaryan.
Este texto termina com uma nota de rodapé (porque não passou disso). Aos 88 minutos, Suk, depois de Marega ter ganho na «raça» teve nos pés uma oportunidade de ouro para posicionar a eliminatória de forma bem mais favorável para os dragões, mas Bürki deu o peito à bola e evitou o golo do FC Porto. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Iker Casillas

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Vamos a ver

O futebol tem muito disto… Relegado para a Liga Europa devido à fraca prestação na fase de grupos da Liga dos Campeões, o Futebol Clube do Porto terá mais logo um desafio que bem poderia fazer parte da Liga dos Campeões ou não fossem os Dragões e os Die Borussen “clientes” habituais da prova milionária. 
 
Sobre o que esperar deste jogo? Para mim a questão é simples. Se o Borussia Dortmund tiver oportunidade e vontade de ligar o turbo vai ser o fim do mundo para o FC Porto. Se os Portistas souberem conter os Alemães e obriga-los a defender então é possível trazer um bom resultado de Dortmund. Tudo vai depender, na minha opinião, da forma como as equipas entrarem em campo sendo que por tudo e mais alguma coisa o “elo mais fraco” é o Futebol Clube do Porto. Ora isto para dizer que este será um jogo complicado. Não complicado à moda de Lopetegui, mas sim verdadeiramente complicado. Será um tremendo obstáculo este que os Dragões terão pela frente e se o ultrapassarem mostrarão que são capazes de tudo. 
 
O mais importante será José Peseiro “atacar” em força a velocidade dos Alemães. Tirar-lhes a bola o mais possível e obriga-los a ter de correr atrás dela é fundamental para poder fazer frente a este Dortmund. Se os Azuis e Brancos entrarem retraídos no jogo e confiantes em mais uma tarde noite inspirada de Casillas de certeza que serão goleados. Atitude, empenho, racionalidade e coragem, muita coragem, exige a este FC Porto. 
 
Nuri Sahin, Ilkay Gündogan, Henrikh Mkhitaryan, Marco Reus e Pierre Aubameyang são as pedras chaves do Borussia que devem ser “anuladas” a todo o custo. Muito cuidado com Henrikh Mkhitaryan e Pierre Aubameyangque são muito velozes, inteligentes e fatais na hora de marcar golo.
 
O regresso de Ivan Marcano e a chamada dos atletas do FC Porto B João Costa (guarda-redes), Verdasca (defesa) e Francisco Ramos (médio) são as novidades da lista de 20 convocados de José Peseiro para a partida da primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa, frente ao Borussia Dortmund, no Westfalenstadion (18H – SPORTTV1). O defesa Espanhol está apto e de volta às escolhas do treinador, depois de ter sofrido uma lesão no último treino antes do jogo da 22.ª jornada da Liga NOS, frente ao Benfica. Da convocatória saem o defesa Maxi Pereira e o médio Danilo, ambos a cumprir um jogo de suspensão nas competições europeias, e o defesa Chidozie, que não está inscrito nas provas da UEFA. 
 
Lista de 20 convocados: Helton, Casillas e João Costa (guarda-redes); Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Suk, Francisco Ramos e Verdasca. 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Layún, Marcano, Indi, Ángel, Rúben, André, Herrera, Brahimi, Corona e Aboubakar

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pensamento da Semana: Começa a ser ridículo

Já há mais de uma temporada que venho dizendo que isto da “posse pela posse” não nos levaria a lado algum.

O tiki taka é um sistema de jogo que só funciona quando temos certos Jogadores e determinadas circunstâncias. Dito de outra forma; para se aplicar um futebol de posse ao estilo do FC Barcelona de Guardiola temos de ter Atletas de grande qualidade que joguem juntos há muito tempo e, sobretudo, velocidade de execução. Foi especialmente esta última componente (velocidade de execução) que fez do Barcelona uma equipa temível e que levou a Selecção Alemã á glória no último Mundial de Selecções.

Ora o que falta então ao Futebol Clube do Porto de Julen Lopetegui? 

A resposta é simples. Velocidade de execução! O futebol dos Azuis e Brancos é lento, previsível e imutável durante os 90 e poucos minutos. E tanto faz o FC Porto estar a vencer, a empatar ou a perder. Joga-se sempre na mesma velocidade. E tal sucede por opção do Treinador e não porque os Jogadores assim o determinem pois é notória a reprensão de Julen quando alguns dos seus comandados se atreve a ir contra a sua tese da posse pela pose. 

Os Técnicos adversários não são estúpidos e já há muito que perceberam o que tem de fazer para que este FC Porto de Lopetegui não consiga vencer. 

Exige-se então, com carácter de urgência, uma “mudança de chip” (tal como Luís Enrque fez na época passada no Barcelona). Mas o problema é que já estamos a chegar a Dezembro e uma mudança de sistema de jogo nesta altura do campeonato é quase impossível. E para mais Julen Lopetegui já mostrou ser dono de uma teimosia tal que chega a roçar o ridículo…

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Confirmam-se as melhoras

Vitória tão tranquila quanto justa do FC Porto sobre o Stoke City, por 3 x 0 em Colónia. Aboubakar e Bueno marcaram numa primeira parte onde as segundas linhas deram conta do recado. Brahimi fechou aos 70 minutos.
 
Como seria de esperar, Julen Lopetegui trocou o fato Portista de um dia para o outro e frente ao Stoke City só Cristian Tello e Vincent Aboubakar repetiram a presença de início por comparação com o jogo diante do Valencia. A resposta dos «alternativos» foi positiva, cheia de lustre e um brilho que descansa o líder Espanhol antes do regresso a Portugal.
 
Na ressaca de uma semana em que Pablo Osvaldo foi colocado em trânsito para o Porto, Vincent Aboubakar provou que no Dragão já mora um homem-golo. O Camaronês tratou de mostrar que o facto da titularidade lhe cai na perfeição e antes de inaugurar o marcador, aos 33 minutos, ameaçou em dois momentos (19' e 26').
 
Qual homem do fraque, Aboubakar cobrou a dívida do desperdício anterior pouco depois da meia hora. Bem Tello na direita a cruzar rasteiro e soberbo o Africano na abordagem à bola, desviando antes do defesa para o 1 x 0. Um golo justo, bem à medida do jogo Portista, que teria correspondência aos 38 minutos.
 
Outra vez pela direita, agora com Ricardo Pereira no cruzamento, e Alberto Bueno a desviar de cabeça e de forma irrepreensível. Vantagem dupla para o FC Porto, que dominava sem farpas os acontecimentos em Colónia.
 
Foi assim a primeira parte, toda do fato «B» do FC Porto, com particular destaque para nomes como Imbula, Bueno ou Aboubakar.
 
O jogo acalmou com as mudanças naturais. O FC Porto nunca foi ameaçado e sempre que acelerou atrapalhou os Ingleses. Os intervenientes do primeiro tempo foram, depois, saindo de campo e os mais «credenciados» assumiram as rédeas. Maxi Pereira, Brahimi, Marcano, Alex Sandro e Danilo, por exemplo, foram chamados a jogo para controlar o que estava feito há muito tempo.
 
Ainda assim, foi com naturalidade que os Dragões chegaram ao 3 x 0, aos 70 minutos. Yacine Brahimi converteu com frieza uma grande penalidade a castigar mão na bola de Marc Wilson, defesa do Stoke.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Imbula

domingo, 2 de agosto de 2015

Dragão mostra melhoras em Colónia

O FC Porto foi melhor e mais forte que o Valencia em muitos aspectos do jogo. O empate sem golos, no final dos 90 minutos, castigou um Dragão muito activo que pecou, ainda assim, no momento da finalização. Os Azuis e Brancos - que acabariam por vencer 4 x 5 nos penáltis - criaram oportunidades, apresentaram boa circulação e ocuparam bem os espaços. As trocas de jogadores, tão habituais neste tipo de encontros, retiraram ritmo ao duelo mas Lopetegui tirou, por certo, boas notas deste encontro.
 
Com quatro reforços no onze titular, o FC Porto entrou forte e a mandar no terreno de jogo, procurando criar oportunidades de golo e impondo respeito ao Valencia. Rápido, prático e com boas movimentações, o emblema da Invicta apresentou-se bem.
 
Julen Lopetegui viu uma equipa Azul e Branca forte na pressão, a não deixar a turma che jogar, e uma linha média a mostrar já algumas rotinas nesta fase. André André e Danilo Pereira tentaram sempre dar equilíbrio ao conjunto Portista, controlando bem os espaços.
 
Esteve melhor o FC Porto na primeira parte. Mais posse, mais remates, melhor a atacar, a defender também e a ter a melhor oportunidade do jogo; logo ao segundo minuto, Aboubakar a rematou ao travessão da baliza do Valencia.
 
Com o avançar do jogo, o ritmo caiu e as faltas foram mais constantes num duelo que ao intervalo registava um nulo, que castigava mais o FC Porto que merecia estar a vencer pelo que tinha produzido.
 
No regresso e já com Imbula, o jogo viveu uma fase menos boa, com muitas faltas e picardias no terreno de jogo. De resto, o duelo não foi tão intenso como nos primeiros 45 minutos. Ainda assim, o FC Porto esteve sempre concentrado e com o foco na circulação de bola. As oportunidades não foram tantas e o desgaste nas pernas dos jogadores foi-se fazendo sentir. No entanto, nos últimos minutos, os dragões procuraram criar algumas dificuldades à equipa contrária, que tentou sempre fechar os caminhos da sua baliza.

Hoje a turma Portista tem novo duelo, desta vez diante do Stoke City.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: André André

terça-feira, 28 de julho de 2015

Fraco desempenho em jogo treino

Jogo enfadonho, típico de pré-temporada, com FC Porto e Schalke 04 a empatarem a zero, após 90 minutos em que as melhores oportunidades de golo pertenceram aos Alemães mas em que os Dragões procuraram ser o mais fiéis possível ao seu estilo de jogo.
 
Julen Lopetegui gosta de privilegiar a posse de bola e de ver a sua equipa a começar a construir desde trás. Os jogadores, dentro das quatro linhas, procuraram seguir à risca as indicações do treinador, mas isso acabou por tornar o encontro pouco interessante, pois a troca de bola entre os jogadores do FC Porto era feita essencialmente numa zona recuada do terreno, o que significa que não criava mossa na formação adversária.
 
Nos processos de equipa sem bola, os Dragões, ao contrário do que Lopetegui pretendia, foram pouco pressionantes, especialmente na primeira parte, o que permitiu ao Schalke 04 sair a jogar e ter mais espaço para circular a bola, o que fez com que os Germânicos dispusessem de oportunidades de perigo. Foi na maioria das vezes pelo corredor esquerdo - Draxler foi levando a melhor nos duelos com Ricardo Pereira – que a turma de Gelsenkirchen foi-se aproximando da área do FC Porto. Em alguns momentos valeu a atenção de Iker Casillas ou a pouca eficácia dos atacantes, Huntelaar e Di Santo.
 
Mas se Ricardo Pereira sentia bastantes dificuldades para travar Draxler, do outro lado Alex Sandro exibia-se a bom nível. Foi, inclusivamente, por intermédio do lateral-esquerdo Brasileiro que surgiu a melhor (e única!) possibilidade para o FC Porto marcar. Sempre que pôde, o capitão dos Dragões procurou apoiar o ataque e chegou mesmo a rematar ao poste, numa clara tentativa de, apesar do pouco ângulo que tinha, surpreender o guarda-redes.
 
Ainda no ataque, Silvestre Varela foi o jogador que mais correu e procurou mexer com o jogo do FC Porto na primeira parte, mas nem sempre bem acompanhado. Sérgio Oliveira e Evandro, os médios que tinham como missão procurar apoiar o ataque na primeira parte, raramente tiveram possibilidade para fazer a diferença e das poucas vezes que tiveram, houve demasiada cerimónia na hora de rematar à baliza. Além disso, o meio-campo Azul e Branco mostrou ainda ter pouca criatividade para surpreender.
 
Na segunda parte, com as mudanças protagonizadas pelos dois treinadores, houve menos ocasiões de golo mas a toada do jogo manteve-se, especialmente do lado Azul e Branco. Apesar de ter tido mais bola do que o Schalke 04, o FC Porto sentiu dificuldades para unir os sectores da equipa e a melhor ocasião de golo na etapa complementar pertenceu aos Alemães. Se Casillas esteve bem no primeiro tempo, o mesmo há a dizer de Helton no segundo, especialmente na forma como evitou que Huntelaar, em boa posição, marcasse.
 
Com a entrada de Maxi Pereira, os Dragões procuraram mais o corredor direito para atacar, mas notaram-se ainda as faltas de rotinas entre o Uruguaio e Cristian Tello, extremo lançado também no decorrer da segunda parte. E no que ainda diz respeito à falta de rotinas, também pouco se deu pela entrada de Bueno – embora apenas tenha actuado atrás de Aboubakar cerca de oito minutos - sinal de que os Dragões mantêm-se mais formatados para jogar na maioria das vezes pelas alas do que por zonas interiores.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Silvestre Varela

sábado, 25 de julho de 2015

Má estreia no arranque de estágio Germânico

O FC Porto perdeu pela primeira vez nesta pré-época no primeiro teste verdadeiramente exigente. A equipa de Lopetegui teve mais posse, mas foi demasiado inconsequente, tendo chegado ao intervalo a perder por 2 x 0. A entrada de Varela melhorou a equipa, mas não o suficiente para evitar o desaire. Os Dragões, ainda com muito tempo até entrarem em competição oficial, mostraram que há trabalho a fazer.
 
Se um filme se pudesse fazer sobre a pior versão do FC Porto da época passada, a primeira parte era candidata ao Óscar. Um FC Porto sem chama, sem intensidade, demasiado preso à ideia de posse e circulação e nada capaz de ameaçar o último terço, dando voltas a si mesmo num futebol que, apesar de poder ser considerado mais seguro, não o é perante equipas de maior nomeada.
 
Foi por isso que, ao intervalo, o marcador estava fixo no 2 x 0. O Mönchengladbach não foi melhor, não jogou mais e não correu mais. Mas soube quando o fazer, mantendo-se adormecido na aparência, mas desperto a qualquer erro do adversário.
 
Exemplo perfeito disso foram os golos, primeiro num erro de Ángel, depois num de Tello. É verdade que a equipa inicial apresentou muitos elementos novos e isso atenua qualquer análise - nesta altura, é tudo menos correcto tirar ilações. Mas que as falhas existiram, lá isso existiram...
 
No plano táctico, Lopetegui experenciou. Começou num 4x1x3x2, com Sérgio Oliveira a 10 e Tello na companhia a Aboubakar, mas voltou depois ao 4x3x3 mais clássico, se bem que com a incapacidade num dos flancos, onde Evandro foi colocado. O Brasileiro claramente é jogador para actuar no miolo.
 
A segunda parte já foi bem melhor por parte dos Dragões. Vários jogadores entraram, mas Varela foi o que melhor se apresentou. O internacional Português está empenhado em ganhar a confiança de Lopetegui e a equipa agradece.
 
Consigo, a equipa ganhou maior verticalidade no futebol, maior largura no campo e maior imprevisibilidade. Os colegas agradeceram quase todos: Ricardo Pereira parecia outro, bem mais alegre a subir, Aboubakar reduziu após cruzamento do Português e só Brahimi não conseguiu pulverizar o fluxo futebolístico criado na direita.
 
Entretanto, mais substituições aconteceram e o melhor período do FC Porto chegou ao fim. Os Alemães, sempre dispostos a estar na expectativa, mantinham o bloco compacto e corrigiram as deficiências do lado esquerdo da defesa. Depois, conseguiam novamente explorar as falhas a meio-campo dos Dragões para as saídas em contra-ataque.
 
Ao contrário da primeira parte, não conseguiram a mesma eficácia e permitiram a Casillas brilhar ao evitar o terceiro. Ainda assim, a vitória ficaria para os donos do Borussia Park.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Marcano

domingo, 19 de julho de 2015

Dragão com dupla faceta vence em jogo treino

Ao segundo jogo, o segundo triunfo dos Azuis e Brancos. Sem deslumbrar, a equipa de Lopetegui aproveitou para testar o 4x4x2, com Bueno a mostrar características interessantes para jogar atrás do homem de referência. Ainda assim, foi em 4x3x3 que os Portistas conseguiram os golos, numa segunda parte onde Brahimi foi o grande destaque.
 
O arranque do desafio foi bastante morno. As atrações iniciais foram Casillas e Maxi Pereira, ambos em estreia, se bem que isso rapidamente passou para segundo plano. Existiam outros focos de interesse para observar: reforços e esquema táctico, sobretudo.
 
Nisso, Lopetegui acabou por mostrar um formato diferente da época passada. Com Imbula bem mais perto de Danilo Pereira, quase ao lado do Português, e com Bueno muito mais próximo de André Silva, a equipa actuou num 4x4x2 quase em linha.
 
Diante de um Duisburg a apresentar-se em bom plano, agressivo e aguerrido na pressão exercida, os Dragões mostravam alguma dificuldade em tratar a bola pelo corredor central, onde não havia muito espaço para as transições. Sobravam as linhas, nas quais José Ángel subiu mais do que Maxi e Varela teve mais bola do que Tello. Quer isto dizer que o fluxo atacante dos Dragões se situou mais pelo lado esquerdo.
 
Contudo, foi mesmo Bueno quem causou melhor impressão no arranque da partida. Com a camisola 10 nas costas, o Espanhol mostrou muita mobilidade e grande conhecimento dos movimentos entre linhas, quer na zona central, quer no apoio às faixas. Uma carta que promete, sem dúvida.
 
Quanto a jogo realmente dito, pode-se dizer que a primeira meia hora teve um FC Porto com mais bola, ainda que não mais perigoso que o adversário. Aos Dragões faltava quem imprimisse maior agressividade ao jogo para que este fosse mais fluido e Sérgio Oliveira, que entrou para o lugar de Imbula, conseguiu melhorar isso mesmo.
 
Foi nessa altura que o FC Porto dispôs das duas melhores ocasiões, uma por Bueno, a passe do Português, outra por Tello, assistido por Bueno, também depois de participação de Sérgio Oliveira, dessa vez na recuperação de bola.
 
Na segunda parte, já com uma revolução no resto da equipa, seria o próprio Sérgio Oliveira a inaugurar uma grande dose de oportunidades que acabariam por dar em golos.
 
Com a revolução feita por Lopetegui, a equipa aproximou-se bem mais do seu esquema tradicional, no qual se notou bem mais familiaridade nos movimentos e processos com bola. Evandro ainda disfarçou, ao tentar aproximar-se de Aboubakar, mas a sua tendência acabava por prevalecer.
 
Foi no meio-campo que se assistiu a outra boa prestação. André André voltou a mostrar calo, nervo e atitude, assim como assertividade com e sem bola. Ainda que a grande figura tenha sido Brahimi. Porque quis.
 
O Argelino dá a ideia de ser assim mesmo. Quando quer, faz maravilhas. Quando quer, faz a diferença. Quando quer, é de outro patamar. E, apesar de se tratar de um jogo de preparação, Brahimi quis. Primeiro, quis fugir no espaço e aproveitar o passe de Aboubakar para finalizar. Depois, quis servir Hernâni para o segundo. A seguir, deslumbrou-se com a boa exibição e desperdiçou um lance genial que construiu.
 
Curiosa foi, depois, a saída de Hernâni, apenas 20 minutos depois de ter entrado. Deu vaga a Adrián López e, ao mesmo tempo, o Duisburg também realizou várias alterações.
 
O jogo voltou a decair no seu ritmo e pouco mais teve de interesse. Ressalva para Martins Indi, que se deixou ultrapassar por um adversário que seguia para a baliza e que, num jogo a contar, seria expulso pela falta cometida. Aliás, falta falar das acções defensivas dos Dragões, que não foram exemplares. Apesar de não ter sofrido golos, a equipa tem ainda várias correções a fazer, o que é perfeitamente natural nesta partida.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Eis os Jogos Olímpicos!

Portugal empatou com a Suécia a um golo, conseguiu os cinco pontos e venceu o grupo B do Europeu de sub-21. Gonçalo Paciência veio do banco para resolver a falta de eficácia e, momentaneamente, deu alegria à Itália, só que, a um minuto dos 90, Tibbling demonstrou que o banco Sueco também é frutífero e empatou. Portugal conseguiu o apuramento para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e o primeiro lugar no grupo B, que significa duelo contra a Alemanha.
 
Rui Jorge tinha-o garantido e foi exactamente com isso na cabeça que os jogadores entraram em campo. Intensos, com boa rotação e a querer marcar cedo para não terem que fazer contas: o empate chegava, mas era perigoso.
 
Ao fim de um quarto de hora, já tinham sido três os lances de perigo por parte dos Lusos, o melhor deles por William Carvalho, qual ponta de lança a entrar na área após tabela com Ricardo Pereira e a tentar contornar o guardião para marcar. Aí, já foi um claro médio defensivo, não conseguindo o melhor movimento e acabando por se atrapalhar com a finta.
 
Mas era Portugal quem estava melhor. A Suécia, de linhas recuadas, procurava as bolas em profundidade nas costas da defesa Portuguesa, só que esse sector mostrou excelente coordenação, deixando várias vezes o adversário em posição irregular.
 
Depois de meia hora de jogo, a tendência equilibrou-se. Por essa altura, já se sabia que a Itália ganhava por 2 x 0 à Inglaterra, um resultado que servia a Portugueses e Suecos. Contudo, esta fase coincidiu com o período de maior intranquilidade Portuguesa.
 
Primeiro, porque os Suecos, a meio do terreno, passaram a entender melhor os movimentos Lusos, intercetando muitos passes. Depois, porque Ilori se lesionou e obrigou a uma mudança num sector delicado - valeu a entrada serena e confiante de Tobias Figueiredo.
 
A segunda parte trouxe mais serenidade ao jogo. Não a Portugal, no início, que permitiu lances aéreos perigosos aos Suecos. Mas o relógio ajudou, bem como a conjugação de resultados.
 
Bernardo Silva ia sendo, uma vez mais, o que mais procurava os desequilíbrios, se bem que nem sempre com as melhores decisões. Rui Jorge, tal como nos jogos anteriores, lançou Gonçalo Paciência e inverteu o esquema, o que ajudou.
 
Frente a uma Suécia que, com o passar do tempo, jogava cada vez mais para a igualdade, Portugal cresceu no desafio em 4x2x3x1, se bem que também de forma contida. É que a Itália passava aos 3 x 0 e o empate neste desafio dava os dois principais objectivos: Jogos Olímpicos de 2016 e primeiro lugar do grupo.
 
De repente, golos. Gonçalo Paciência trabalhou muito bem e fez o 1 x 0 aos 82 minutos. Festejou-se no banco Luso e também na comitiva Italiana, a jogar noutro lugar, mas a ver um resultado que a apurava. Só que a Suécia não sucumbiu e haveria de empatar perto do apito final por Simon Tibbling, também ele vindo do banco. No fim, festa de ambos.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Iuri Medeiros

quinta-feira, 23 de abril de 2015

“Somos Porto!” Não me parece…

Após a histórica derrota por 6 bolas a 1 (há 37 anos que tal não sucedia no Reino do Dragão) ante o Bayern de Munique tenho lido e ouvido muitos Portistas a dizerem “Somos Porto!”. Ora eu segui o jogo via TV e realmente pergunto-me se esta equipa que apanhou uma tremenda tareia dos Alemães sabe o realmente que quer dizer “Somos Porto!”.
“Somos Porto!” é muito mais do que uma simples frase motivacional que se utiliza nos momentos difíceis. “Somos Porto!” é um grito de revolta de uma equipa que sabia que o que estava a fazer não era o melhor para o Clube e que tinha de melhorar em todos os aspectos se queria enfrentar tudo e todo. O “Somos Porto!” é um grito de guerra de uma equipa à Porto que percebeu da pior maneira o que é ter de dignificar uma camisola histórica como a do Futebol Clube do Porto.
 
Agora pergunto-me se esta equipa de Julen Lopetegui sabe o real significado da frase “Somos Porto!”. Eu acho que não. E a demonstração cabal de tal é o resultado de Munique a forma como uma grande parte do Universo Portista reagiu a esta pesadíssima e humilhante derrota.
 
“Somos Porto!” não é vir dizer que se vai ganhar na Luz.
 
“Somos Porto!” não é encolher os ombros e resignar-se com a derrota porque o Bayern tem um orçamento três vezes superior ao do FC Porto e Atletas de gabarito internacional.
 
“Somos Porto!” não é vir dizer queremos ser Campeões.
 
“Somos Porto!” não é vir para a Praça Pública jogo sim, jogo sim culpar as arbitragens pelos maus resultados.
 
“Somos Porto!” não é o Treinador vir culpar os Jogadores pela suas opções antes, durante e pós jogo.
 
“Somos Porto!” não é ir para o Aeroporto festejar meias vitórias.
 
“Somos Porto!” não é achar que a equipa é demasiado jovem para poder ter um desempenho ao nível que se lhe exige e que sempre se exigiu num Clube vencedor como o Futebol Clube do Porto.
 
“Somos Porto!” não é vir para as Conferências de Imprensa falar Latim e alimentar polémicas jornalísticas.
 
“Somos Porto!” não é fazer esperas a autocarros do Clube, insultar Jogadores/Técnicos/Direcção e partir os vidros dos seus carros.
 
“Somos Porto!” não é vir para a Bluegosfera, Canal do Clube e Programas de opinião vir dizer que está tudo bem e que não se pode apontar os erros da equipa Azul e Branca.
 
“Somos Porto!” não é levar 6 golos e vir dizer que até que nem é mau porque a campanha na Liga dos Campeões foi a terceira melhor de sempre da história do Clube Azul e Branco.
Quando acabou o jogo da Baviera Thomas Müller, Jogador do Bayern, virou-se para os seus colegas e com um megafone que um adepto Germânico lhe emprestou disse alto e bom som: “Somos Bayern!”. E foram-no na realidade porque após a derrota no Dragão souberam fazer o trabalho de casa e deram tudo por tudo pelo Clube que representam mesmo que momentaneamente.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pensamento da Semana: Fazer omeletes sem ovos

O sinal de alarme terá soado no Reino do Dragão. A derrota caseira ante o Sporting Clube de Portugal por 3 bolas a 1, se não colocou a SAD/Clube, Treinador e Jogadores em sentido terá, de certeza, colocado muita gente em sobressalto.
 
Ao contrário de certos comentadores, públicos e anónimos, que de uma forma arrogante e depreciativa vinham “batendo” em Lopetegui jogo sim, jogo sim, sempre quis dar tempo ao tempo mas mantinha, e mantenho, a minha ideia de isto do tiki taka é algo de exclusivo do FC Barcelona de Pep Guardiola.
 
Já nem o actual Barcelona de Luís Enrique aposta cegamente neste modelo de jogo. Alias, nem o seu criador aposta no dito porque quando sentiu que os pilares do seu modelo de posse caminhavam para o declínio natural que a idade provoca no Ser Humano, resolveu fazer as malas e partir para Munique onde já pagou um preço elevado por ter voltado a apostar no tiki taka.
 
Tiki taka funciona na perfeição quando, por uma combinação cósmica do destino, conseguimos colocar em campo Atletas que se conhecem desde os escalões de formação como sucedeu com Messi, Iniesta, Xavi, Busquets, Puyol, Cesc, Piqué, Pedro e outros que fizeram do Barcelona de Guardiola uma máquina de jogar futebol. Quem não tiver esta fortuna do seu lado não deve, nunca, apostar nisto do tiki taka.
 
Podemos, e bem, afirmar que este modelo de jogo funcionou recentemente com a Alemanha Campeã do Mundo. Mas há que perceber que tudo se desenrolou num determinado contexto climático que exigia um futebol pausado e eficaz. E a prova de tal é que esta mesma Campeã do Mundo perde jogos oficiais com a Polónia, empata em casa com a República da irlanda e está agora num nada normal 4.º lugar do seu Grupo de Apuramento para o EURO 2016.
 
Isto para dizer que a SAD Portista apostou numa mudança radical de mentalidade e estilo para a sua equipa de futebol, mas esta aposta está a revelar-se desadequada e poderá vir a ser fatal para as naturais aspirações do Futebol Clube do Porto.
 
O Basco Lopetegui já demonstrou, por mais que uma vez, que é um fanático do tiki taka e que quer implementar tal sistema/modelo à força ao actual Plantel do FC Porto mesmo sabendo que a maioria dos Atletas chegaram esta época à Invicta. Alias, a tão debatida e contestada questão da rotatividade prende-se com esta obsessão do Basco.
 
Como tal espero sinceramente que Julen perceba de uma vez por todas que é de todo impossível fazer-se omeletes sem ovos. E espero, também, que não seja nunca preciso que a SAD tenha de perceber tal pelo Espanhol, para que não suceda o mesmo que sucedeu com Paulo Fonseca em tempos não muito distantes.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Helton merecia mais

Ainda não está confirmada uma eventual saída/”reforma” do carismático Capitão do Futebol Clube do Porto, mas tudo parece apontar para que tal venha a ser uma inevitabilidade.
 
Julen Lopetegui não trouxe consigo somente a famosa torre.
 
Pelo pouco que ainda nos foi dado a observar, o Espanhol pretenderá que a equipa Azul e Branca jogue com as suas linhas bem subidas e tal obriga a que o Guarda-redes funcione como um Líbero (um pouco à semelhança da actual Alemanha Campeã do Mundo). O mesmo é dizer que lá com isto o Guardião da Baliza Portista terá obrigatoriamente de jogar bem com a bola nos pés.
 
Ora é certo e sabido que Helton tem inúmeras qualidades, mas jogar com a bola nos pés não é uma delas. O Brasileiro é um desastre natural quando é chamado a tais tarefas. Já o mesmo não se pode dizer de Fabiano.
 
Se juntarmos a isto o facto de Helton não “estar a caminhar para novo” e que tal contribui para a lenta recuperação da grave lesão que contraiu na época passada, não será portanto asneira alguma dizer que chegou a vez de Helton se ir embora do Dragão.
 
E chego a tal conclusão com uma profunda tristeza. 
 
O Brasileiro podia ser um tudo ou nada preguiçoso pois precisou quase sempre de uma “sombra” no banco de suplentes que lhe “ameaçasse” o lugar, cometeu alguns “frangos” que comprometeram a carreira do Futebol Clube do Porto nas provas internacionais, mas este merecia sair pela porta grande e nunca depois de uma temporada onde tudo correu mal no Reino do Dragão.
 
Efectivamente Helton não merecia nunca sair pela porta pequena, mas também nunca ninguém disse, ou dirá, que no Mundo do Futebol existe Justiça.

domingo, 13 de julho de 2014

Lá como cá

O Mundial Brasil 2014 está quase a terminar e penso que existem ilações que todos deveríamos retirar em vez de darmos força e corpo aos odiozinhos pessoais que tem ganho uma força tremenda na Nação Azul e Branca nos últimos tempos.
 
É um facto incontornável que tanto Scolari como Paulo Bento são donos de uma postura tal que tem inimigos em quase todos os lados e é nesta altura complicada que todos saem da sua toca para os trucidar.
Não estou aqui a defender Scolari e Bento. Pelo contrário são duas personagens pelas quais não sinto simpatia alguma e muito menos acho que os deva defender seja de que maneira for. O que está em causa é o facto de muita gente do Planeta Azul e Branco entrar numa de “cascar” nos dois, “obedecendo assim ao Dono”, em vez de olhar para o que realmente está a falhar na Selecção do Brasil e Portugal.
 
Senão vejamos; tanto uma Equipa como a outra tem Jogadores de Classe Mundial que à sua maneira fazem a diferença pela positiva. A Escrete tem Neymar e a Selecção das Quinas tem Cristiano Ronaldo por exemplo. Mas a mabas falta-lhe entrosamento e renovação de ceer5tos sectores. A ambas faltou-lhes, e falta, entrosamento e um fio condutor que faça delas uma equipa no verdadeiro sentido do termo.
E como se conseguir este entrosamento? Dando continuidade ao que se vai fazendo desde as camadas jovens. Tanto em Portugal como no Brasil todos os escalões de formação seguem um esquema táctico e uma forma de jogar que cria raízes em várias gerações de Jogadores. É isto que a actual Alemanha tem feito, a Holanda também e a Inglaterra optou agora por fazer o mesmo.
 
Ora então o que falhou na Canarinha e na Portuguesa? Tudo! Dizer que os culpados dos descalabros Luso e Brasileiro foram os seus Treinadores é o mesmo que ser-se obtuso e demonstrar não perceber absolutamente nada de futebol. 
 
Tudo falhou e há que apurar responsabilidades junto de todos os corpos directivos e Técnicos das respectivas Federações em vez de se entrar na individualização do insucesso porque se formos por este caminho o problema vai-se manter mesmo que à frente das respectivas Selecções se coloquem Treinadores de Classe Mundial como José Mourinho e Pep Guardiola.
 
Lá como cá o problema é complexo e é preciso que, com caracter de urgência, se faça alguma coisa com racionalidade e não com a emotividade irracional que é marca registada dos Latinos.

domingo, 22 de junho de 2014

Ganhar, ganhar, ganhar ou ganhar

É hoje que a Selecção de Todos Nós vai ter uma segunda oportunidade de continuar no Mundial FIFA Brasil 2014 e mostrar ao Mundo que tem talento e qualidade para estar entre os Melhores.
 
A Alemanha, que dizimou Portugal na jornada inaugural, empatou a duas bolas com o Gana e tal exige que Portugal esteja obrigado a ter de vencer os Estados Unidos da América dê por onde der se os Lusos quiserem continuar na Competição. Uma vitória portuguesa ante os Norte-americanos poderá culminar na vitória Portuguesa no seu Grupo do Mundial, o que por si só é um enorme tónico para a nossa Selecção.
 
Contudo a ate4rfa de mais logo não será nada fácil. Os Americanos podem não ser um primor de técnica com a bola nos pés, mas são uma equipa muito organizada, eficaz, combativa e muito forte fisicamente e como tal é deveras complicado derrotar esta Selecção. Não será disparate algum dizer que os Estados Unidos estão mais bem preparados para a “sauna” de Manaus do que Portugal que fisicamente é mais frágil.
 
Perante tal Portugal precisa de ter concentração. Muita concentração pois se os Americanos se “apanham” a vencer vai ser o cabo dos trabalhos para dar a volta à situação pois coisa que esta Selecção Norte-americana sabe fazer muito bem é defender e gerir a posse da bola.
 
O facto de Rui Patrício não poder jogar é uma excelente noticia dado que finalmente a nossa Selecção vai ter na sua Baliza um Guarda-redes e não um amador que não faz inveja aos seus colegas das Distritais.
 
Tendo em consideração a teimosias de Paulo bento, as lesões e a suspensão e Pepe, o onze provável de Portugal que irá entrar em campo às 23H de hoje será este:
 
Onze provável (4x3x3): Beto, João Pereira, Luís Neto, Bruno Alves, Ricardo Costa, William Carvalho, Raul Meireles, João Moutinho, Nani, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar esta partida em directo. Passem pelo blog perto da hora do jogo.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Pensamento da Semana: Isto da borracha

Depois da tremenda derrota ante a Alemanha, talvez por o efeito do choque já ter passado, tem sido recorrente na nossa Comunicação Social a mensagem de que a derrota ante os Germânicos foi resultado da normalidade e que Pepe terá sido o mau da fita devido á sua ridícula expulsão.
 
Ora eu sou da opinião que há que chamar os bois pelos nomes porque os problemas resolvem-se enfrentando-os mesmos e não fazendo de conta que eles não existiram.
 
Ponto 1- Uma derrota é sempre uma derrota e deve ser sempre encarado como algo de negativo. E pior fica o cenário quando se encolhe os ombros e se diz que perder com a Alemanha é normal. 
 
Desculpem lá mas não é nada normal perder um jogo por quatro boas a zero seja com quem for. A coisa não ficaria pior nem melhor se do outro lado tivesse estado a Selecção das Honduras. Portugal não jogou nada no sue jogo de estreia no Mundial e há que retirar muitas ilações deste facto e não tentar normalizar o que por si nunca será normal.
 
Ponto 2 – Pepe teve uma atitude estúpida. Não há adjectivos para descrever quão mal o defesa esteve pois fez-se expulsar de uma forma no mínimo estúpida. Mas não foi o único e principal responsável pela copiosa derrota ante a Selecção do País da Sra. Merkel.
 
Paulo Bento demorou muito tempo a reagir á expulsão do Jogador e não cabe na cabeça de ninguém fazer de Raul Meireles o central só porque estávamos perto do intervalo do jogo. O Seleccionador não cumpriu com a sua obrigação neste caso e em muitos outros que foram acontecendo ao longo da partida.
 
Pepe esteve mal, muito mal, assim como toda equipa Lusa, mas o Guardião Rui Patrício foi sem sombra de dúvida o pior deles todos. O Guarda-redes não conseguiu fazer uma única defesa durante os 90 e poucos minutos e ainda teve tempo de fazer uma assistência para o golo Alemão. Assistência esta, que por pura sorte, não foi aproveitada por Khedira.. 
 
O “Goleiro” do Sporting CP mostrou que não tem qualidade para defender a baliza da equipa de Todos Nós e tal facto deve ser analisado, debatido e devidamente dissecado na Comunicação Social e não fazer de conta que nada se passou.
 
Pelo bem da nossa Selecção já chega de proteccionismo e de “Clubite Aguda” na gora de dar acara nas televisões e de pegar na Caneta. Façam o favor de colocar a borracha de lado e façam o vosso trabalho, pois só assim poderemos ver Portugal a enfrentar o que falta do Mundial com confiança e serenidade.