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quinta-feira, 14 de março de 2013

Presos na Roseira

Fim de linha na Europa para o FC Porto, que esta quarta-feira caiu em Málaga, por 2 x 0, na segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, depois da vitória pela margem mínima no Estádio do Dragão. Isco, na primeira parte, e Roque Santa Cruz, na segunda, ditaram a sentença amarga para os Portistas.
Vítor Pereira não escondeu no “onze” e no esquema táctico que havia preocupação em equilibrar as contas no centro do terreno; por isso, João Moutinho voltou à equipa para integrar o losango Portista formado por Fernando, Steven Defour e Lucho González. A Ideia foi abandonada ao intervalo com a entrada de James Rodríguez para o lugar de João Moutinho, mas a expulsão de Steven Defour, no arranque da segunda parte, atirou o FC Porto em definitivo para o caminho do suplício
A viagem vertiginosa rumo ao abismo começou na falsa ilusão de um controlo sobre o Málaga. O FC Porto entrou com sentido de pressão e posse de bola, roubando-a aos Espanhóis e refreando as bancadas escaldantes do La Rosaleda. Durante meia hora pressentiu-se uma noite personalizada e de controlo Portista, mesmo que faltassem lances de verdadeiro perigo. Um remate de Danilo (9’), de ângulo difícil e por cima, foi o mais perigoso, para lá de dois remates sem direção de Lucho (27’) e Defour (29’).
Dobrada a meia hora, veio o cabo dos tormentos. O FC Porto abrandou, o Málaga cresceu e o jogo nunca mais seria o mesmo. Isco, Iturra e Toulalan reclamaram mais bola mas seria do Português Antunes o primeiro grande sinal de perigo; uma «bomba», aos 35 minutos, que Helton desviou com uma palmada para canto.
O clima aqueceu para o FC Porto cinco minutos depois, quando o ex-Benfiquista Saviola encostou para o suposto golo inaugural. Os festejos do Argentino foram interrompidos pela péssima decisão de Nicola Rizzoli, que invalidou o golo por alegada falta de Júlio Baptista sobre Helton; nada mais errado, uma vez que foi Danilo a empurrar o avançado do Málaga que, mesmo assim, nem chegou a tocar no guarda-redes Portista.
Era o adiar do inevitável, que chegou aos 43 minutos. Isco puxou da corda e de meia distância «engavetou» a bola no ângulo superior direito da baliza de Helton. Um grande golo que liderava o Málaga na partida e empatava uma eliminatória que Defour complicou para as cores do Dragão, no quarto minuto da segunda parte, ao ser expulso.
Não foi um sufoco Espanhol, longe disso, aquele que se seguiu à redução numérica na equipa do FC Porto. Mas as boas intenções de James Rodríguez ou Atsu na tentativa de esticar o jogo Portista pecaram numa manta quase sempre demasiado curta; ainda assim, como ficou perto Jackson Martínez do alívio, aos 75 minutos, quando desviou por cima com o bico da bota um livre de James Rodríguez. E aos 81 minutos ainda houve um laivo de esperança, mas o golo de Maicon não contou por fora-de-jogo; e bem.
Imune ao sufoco, o castigo chegou para o FC Porto nos detalhes de uma bola parada. O canto do minuto 77 foi mesmo o do cisne para a equipa Portuguesa, porque Roque Santa Cruz elevou-se para o golpe de cabeça fatal no sonho milionário do FC Porto, mesmo que a reacção do Dragão tenha sido repleta de fé e entrega, assente numa inferioridade numérica abnegada mas sem o momento que evitasse a despedida europeia.

Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Danilo

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Os Milhões e o Prestigio já cá moram

O FC Porto mantém o prazer das vitórias e continua invicto na temporada. A vítima desta noite foi o Dinamo Zagreb que perdeu por 3 x 0, no palco Portista, em jogo da quinta jornada da Liga dos Campeões. Quanto entram em campo, os Portistas esperam, trabalham... marcam. 
O FC Porto corre, umas vezes mais rápido, outras lento. Depende do que o jogo exige. O FC Porto espera para ver o que o adversário tem para dar e aguenta. O FC Porto pauta o seu jogo e faz o adversário dolorosamente desesperar. Depois, dá a "estoca" decisiva. Os Dragões não mudam o "chip", afinal para quê mudar se tem dado resultado?
Esta noite, no adeus ao relvado do Dragão que vai ser substituido, o filme foi simples: o Dinamo Zagreb, à partida, não oferecia grandes obstáculos. Os Croatas, que até mandam no seu futebol interno, chegaram ao Porto sem qualquer ponto ou golo marcado. E assim ficaram.
De resto, o Dinamo Croata arrisca-se mesmo a deixar a Liga dos Campeões sem pontuar pelo segundo ano consecutivo.
Foi com estas evidências que o conjunto de Vítor Pereira entrou em campo. Ainda assim, os Croatas ameaçaram e até podiam ter saído na frente, aos 13 minutos; Remate cruzado do avançado Sammir e a bola a embater com violência no ferro direito da baliza de Helton.
Até ao final da primeira parte, e num jogo onde o Dinamo foi muito tenro, passivo e permissivo, o FC Porto podia ter ampliado a vantagem. James, Jackson e Varela tiveram oportunidades para isso.
Embora, diga-se em abono da verdade, que o Dinamo podia ter saído com "Vida" mas Varela, em cima da linha de golo, negou o empate aos Croatas; Vida cabeceou para uma boa defesa de Helton e, na recarga, Beqiraj viu a bola ser cortada por Varela.
No recomeço do jogo o FC Porto procurou intensificar a pressão e marcar o golo da tranquilidade, que apareceu aos 67 minutos por Moutinho. Numa altura em que já estava em campo o regressado Alex Sandro, Moutinho marcou de bola parada, naquele que foi o seu primeiro golo na prova, fazendo a bola passar por cima da barreira, sem hipótese para Kelava.
Com o segundo golo, o Dinamo caiu (ainda mais) por terra e o FC Porto continuou a gerir como bem entendeu, ficando a sensação de que a Liga dos Campeões é "muita areia para a camioneta" do Dinamo.
O que se seguiu foi apenas e só uma demonstração do Dragão. Sempre que os Azuis e Brancos aumentavam o ritmo... o Dinamo tremia. Foi aos aos 85 minutos, quando Varela fez o último golo; Belo passe de calcanhar de Moutinho, na cabeceira da área, desmarcando Varela que não teve grande dificuldade em bater Kelava.
Assim, o FC Porto vai somando, jogo após jogo, na certeza de que nada é mais inconcebível do que conceber. Como previsto, a luta pelo primeiro lugar com o Paris SG segue no Parque dos Princípes.
Destaque para Vítor Pereira que ultrapassou a marca de José Mourinho quando este foi Campeão Europeu pelo FC Porto em 2003/2004. O actual treinador do Real Madrid somou 11 pontos na Fase de Grupos da Champions e a marca foi igualada por Jesualdo Ferreira em duas ocasiões (2006/2007, 2007/2008) e ultrapassada pelo único treinador Tricampeão pelos Dragões em 2008/2009. Vítor Pereira já chegou aos 13 pontos.
Nota ainda para a estreia do jovem Halilovic, de 16 anos. Chamam-lhe o «novo Messi» e anda, por estes dias, nas bocas do Mundo. Para já, alinhou no Dragão, onde Messi apareceu pela primeira vez.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: João Moutinho

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Visita de Estado

Dos jornais:
 
“O Presidente da República, Cavaco Silva, vai receber Luís Filipe Vieira, numa audiência marcada para o Palácio de Belém, na próxima segunda-feira, pelas 11:30h, mas o líder da direcção encarnada não vai sozinho, já que se fará acompanhar por Rui Barreira, presidente do Conselho Fiscal, e por Luís Nazaré, líder da Assembleia-Geral do emblema da Luz. A recepção aos responsáveis pelos órgãos sociais do Benfica foi confirmada pela agenda do Presidente, que, de seguida, recebe os chefes dos Estado-Maior das Forças Armadas, aos quais oferece um almoço.”
 
Alguns amigos enviaram-me e-mail de protesto por esta acção. Apenas me parece estranho não estarem por lá mais alguns amigos do Presidente da Republica…
A cerimónia afigura-se-me perfeitamente correcta dentro dos enunciados, por exemplo, do tratado (já tão longínquo) da CEE, em que se proclama “a livre circulação de pessoas e animais”
 
Senão vejamos:
 
1 – Quem é o chefe-da-banda da Orquestra Portugal? Cavaco Silva
 
2 – Quantos habitantes tem Portugal? Mais ou menos 10 milhões.
 
3 – Quantos desses habitantes são representados pela “instituição”? 6 milhões
 
4 – Depois de serem recebidos pelo chefe dos Árbitros que viria a ajoelhar nas queridas televisões, de 5 em 5 jornadas. Pelo Senhor Presidente da AR a quem entregaram um importante documento sobre a Verdade Desportiva que serviu de gáudio para o País inteiro. Recebido também pelo senhor Procurador-Geral da República personagem de opereta que não existe, nada sabe, nada vê, assim uma espécie de Vítor Constâncio… segue-se na hierarquia, naturalmente, Sua Excelência.
 
Aguardando-se, como cita a notícia, a visita dos Chefes do Estado-Maior das Forças Armadas, nada melhor do que Sua Eminência e a delegação do Clube fossem convidados para almoçar e definir estratégias de defesa para eventuais arremessos de petardos nas instalações da “instituição”.
 
Apenas um reparo: Concordo plenamente com todos estes passos do presidente do clube da treta, e atrevo-me a sugerir uma visita que resolveria todos os seus problemas. Que tal a Sua Santidade? Afinal este é que o está a comer de cebolada há 10 anos.
Não há dúvida que esta “acção” deve ter sido congeminada por um dos maiores cérebros em marketing e comunicação do nosso País: João Gabriel. Segundo fontes geralmente bem informadas, é mesmo ele quem escreve os inflamados discursos que o senhor vieira lê quando visita “as Casas dos 50 votos”.
 
E as visitas, por exemplo aos Árbitros têm dado resultado. Ainda no Sábado, perdoaram ao caceteiro Maxi Pereira, o segundo amarelo. Bem sei que se tivesse sido expulso pelo Xistra na jornada anterior quando deu uma cabeçada ao vice-presidente da Académica, neste jogo ficava de fora. Com o Paços de Ferreira puseram o Pietra na rua, em vez do Jesus, mas “prontos”, no fundo era mesma coisa. Mais um “castigo” sem significado.
 
Pormenor que me deixa intrigado é a mesma fonte anunciar que será oferecida ao presidente uma camisola da ”instituição” com o número da divida externa de Portugal (ainda não apurado), com retribuição por parte de Cavaco Silva de um livro que poderá ser muito útil, por exemplo para Pragal Colaço analisar: Falências e Insolvências.
 
A Bem da Nação