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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Pensamento da Semana: Futebol Clube do Porto

Tenho estado um tudo ou nada ausente dos comentários sobre o Futebol Clube do Porto devido ao calendário competitivo da equipa Azul e Branca, mas aproveito agora que na próxima Quarta se vai realizar mais um jogo treino para deixar aqui o que penso sobre o actual estado do Dragão.

1 – Há uma certa coisa que me faz impressão. Se a equipa com Julen Lopetegui não funcionou durante um ano e meio ia agora funcionar com Rui Barros que está no comando há coisa de uma semana?

Que eu saiba não falamos de FM e muito menos de PES e/ou FIFA onde tudo é possível. Alterar a forma de jogar de uma equipa leva meses! E mesmo assim se os resultados não ajudarem torna-se muito complicado melhorar o que há para melhorar.

Não sejamos injustos com o Rui Barros e não criemos uma absurda pressão a quem lhe suceder no comando técnico da equipa Portista.

2 – Ainda na sequência do ponto anterior, após o despedimento de Julen Lopetegui em Janeiro (a meio da época) estavam á espera de quê? Que o Futebol Clube do Porto lutasse pelo Título de Campeão até ao fim? Mas está tudo doido ou será que só chegaranm hoje ao futebol?

A partir do momento em que se despede um Treinador a meio de uma Temporada toda a época fica de imediato em risco e nada pode, ou deve, ser exigido ao sucessor (a única exigência é a de que prepare a próxima Temporada). Dito de outra forma, quando a Direcção do FC Porto entendeu que se tinha esgotado o ciclo de Lopetegui no comando da equipa colocou um ponto final nas possíveis conquistas do FC Porto versão 2015/16.

A Taça de Portugal é a única excepção que, com alguma sorte, poderá ser conquistada, mas não existe garantia alguma de que assim seja.

3 – Iker Casillas é isto mesmo. Um Guarda-redes em final de carreira que tem muita qualidade mas uma personalidade terrível.

O seu “frango” de Guimarães do passado Domingo “era o pão nosso de cada dia” nas duas últimas temporadas em que esteve ao serviço do Real Madrid CF. Saiu de Madrid a mal e zangado com toda a gente porque muitos perceberam que a idade não perdoa e que Casillas já fazia com que o Clube perdesse mais pontos do que aqueles que ajudava a conquistar.

Conheço Iker “como a palma da minha mão” e afirmo, sem rodeios, que a sua prestação em 
Guimarães tem muito a ver com a saída de Lopetegui.

Agora que cada um retire as suas conclusões sobre Casillas…. Não foi por acaso que não “embarquei” na enorme festa que o Universo Azul e Branco lhe fez aquando da sua contratação.

4 – Antes de se procurar justificar um problema com outro problema olhemos para o que se passa dentro da nossa casa.

Julen Lopetegui nunca mostrou ser Treinador para o Futebol Clube do Porto. O seu sistema de jogo que privilegiava a posse pela posse em detrimento daquilo que era a real valia de cada Atleta foi sempre o real problema do actual Futebol Clube do Porto. Tantas e tantas vezes falei aqui nisto e fui sempre criticado.

Ora isto para quê? Para que todos os Portistas pensem três vezes antes de procurar justificar cada derrota e/ou empate do Futebol Clube do Porto com a arbitragem.

É um facto que têm existido muitas “habilidades” no ás arbitragens diz respeito mas os problemas da equipa Azul e Branca são muito maiores e muito mais evidentes.

Conteremo-nos primeiro e prioritariamente nos nossos problemas internos para que sejam rapidamente resolvido e só depois voltemos a “bater na tecla” das arbitragens.

5 – Como eu disse atrás, Julen Lopetegui nunca mostrou ter capacidade para treinar o FC Porto. Portanto posso afirmar que o Projecto “FC Porto à FC Barcelona” falhou retundamente.

Contudo o mal não está em se ter falhado. Muitas vezes é preciso falhar para se melhorar. O mal reside, tão somente, no facto de após a saída do Treinador Espanhol não ter sido ainda encontrado um substituto e definida uma clara linha de actuação para os próximos tempos (tempos estes que serão vitais para o futuro do nosso Clube).

Este é que é o verdadeiro cerne da questão!

Agora se a SAD não fala e não protege o Treinador é pura treta. Sim pura treta pois recordo-me bem de ver Jesualdo Ferreira a defender o Futebol Clube do Porto enquanto todo o staff directivo do Dragão se remetia a um silêncio atroz… E não foi por causa disto que Jesualdo deixou de conquistar 3 Campeonatos seguidos e uma Taça de Portugal. E já agora, nesta altura também existiam arbitragens "habilidosas",

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Crónica de um trambolhão patrocinado por Iker Casillas

O Vitória derrotou o FC Porto por uma bola a zero. Um golo madrugador, na sequência de um erro de Casillas, foi fatal para os portistas, que estão agora mais longe da liderança. Os vimaranenses fizeram um jogo competente e somaram os três pontos.
 
A equipa da casa entrou forte e não demorou a abrir o marcador, quando o relógio ainda nem tinha marcado cinco minutos. Bouba Saré, com um remate à meia-volta, atirou a contar, depois de Casillas não ter segurado um primeiro pontapé de Cafú, que ainda bateu num jogador vitoriano.
 
A perder, os portistas reagiram bem ao golo, pegaram no jogo e procuraram fazer ataque continuado, situação que era aproveitada pelo Vitória para, quando recuperava a bola, sair em contra-ataque rápido. Os vimaranenses dificultavam o processo de construção azul e branca, sobretudo nos últimos metros, e a equipa de Rui Barros - sempre em busca de Brahimi e Corona, que não estavam muito criativos - tinha dificuldades para concretizar.
 
Na lógica da quantidade e da qualidade, o FC Porto atacava mais, o Vitória atacava melhor. Os vimaranenses apostavam muito no jogo exterior e em cruzamentos frequentes para a área, ao passo que os dragões tentavam de várias formas e feitios mas Miguel Silva (o Pequeno Buffon de Guimarães) ia respondendo com categoria e fechando os caminhos para a sua baliza. 
 
Depois do descanso, o FC Porto pressionou o Vitória e montou um cerco às redes de Miguel Silva. Brahimi passou a jogar mais no meio, nas costas de Aboubakar, e viu-se um Layún mais ofensivo. Mas as várias iniciativas portistas esbarravam sempre na concentração do jovem guarda-redes dos vimaranenses. Sérgio Conceição reforçou o seu meio-campo, colocando Phete ao lado de Bouba Saré e Cafú e pedindo a Ricardo Valente para ajudar a fechar mais nos corredores. O Vitória abdicou do ataque e colocou muitas unidades atrás.
 
O FC Porto, pouco lúcido, ia tendo pouca dinâmica mas fazia o que lhe competia: atacar, atacar, atacar. O Vitória dava todo o espaço até ao último terço e depois defendia com duas linhas bem vincadas. Para tentar desbloquear a situação, Rui Barros colocou o dragão a jogar em 4x4x2, com André Silva ao lado de Aboubakar. 
 
Na luta pelo título, o dragão caiu no berço da nação e complicou as contas, não aproveitando o deslize do Sporting e tendo sido ultrapassado pelo Benfica.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Marcano

domingo, 17 de janeiro de 2016

Da obrigação de vencer

Mais logo o Futebol Clube do Porto irá disputar um daqueles jogos que está obrigado a vencer dê por onde der. Obviamente que os Azuis e Brancos sabem que tem a obrigação de vencer todas as partidas que disputam, mas o empate caseiro do Sporting e a vitória do Benfuica na Amoreira trazem uma dupla obrigação ao FC Porto que tem mesmo de ganhar em Guimarães para poder continuar a lutar pela conquista do Título de Campeão.

Coloquemos, desde já, todas as cartas em ciam da mesa. Esta partida na Cidade Berço vai ser tudo menos fácil. A arbitragem vai ser tendenciosa, o adversário combativo e o ambiente difícil. Dito de outra forma, o Futebol Clube do Porto de Rui Barros terá de entrar em campo decidido a “deixar a pele em campo” sob pena de ter depois de vir para a Praça Pública com o raio da desculpa do “colinho”.

Mas nem só de polémica se vai viver este jogo. Os media (sempre “isentos” nestas coisas da bola) colocaram o nome de Sérgio Conceição na linha de sucessão de Julen Lopetegui com o claro intuito de “espicaçar” ânimos e obrigar a que o Treinador do Vitória SC dê o seu melhor colocando em campo o melhor onze. E o Guimarães, não obstante o seu orçamento modesto, tem Atletas muito interessantes que, com liberdade e espaço, irão criar muitos problemas aos Dragões. Jisué, Otávio, Licá, Tozé, Ricardo Valente e Henrique Dorado são algumas das joias da coroa do dono do Estádio Afonso Henriques com os quais os Dragões deverão ter um especial cuidado.

Em suma, hoje mais do que nunca exige-se um Porto à Porto para se poder passar o teste de Guimarães, somar três pontos e continuar na acérrima luta pela conquista do Título que lhe escapa há já duas épocas.

Maicon e André André, recuperados de problemas físicos, e Sérgio Oliveira fazem parte da lista de convocados de Rui Barros para o jogo de hoje (20h30) no terreno do Vitória de Guimarães, a contar para a 18.ª jornada da Liga NOS. Relativamente à lista apresentada para o encontro de quarta-feira com o Boavista, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, entram estes três jogadores e saem Evandro (lesionado), Imbula (suspenso devido ao cartão vermelho visto no Estádio do Bessa) e Tello.  

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, André André, Miguel Layún e Danilo. 

Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi Pereira, Marcano, Martins Indi, Miguel Layún, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Herrera, André André, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

São Helton!

Foi com uma defesa a uma grande penalidade nos descontos da partida que Helton segurou o passapore dos portistas para a meia-final da Taça de Portugal. Brahimi fez o golo solitário, num jogo bem mais equilibrado do que o do campeonato e que teve muito para contar.
Rui Barros tinha razão: este jogo ia ser bem mais difícil que o anterior. Sánchez também tinha a sua razão: o 0x5 da Liga não espelhava a valia e, sobretudo, a raça da sua equipa. Por isso, o jogo do Bessa teve emoção até ao fim.
Até ao grande golo de Yacine Brahimi, tinha-se assistido a dois trechos de dérbi: aquele em que, nos primeiros 10 minutos, se viu uma pantera atrevida e capaz de discutir os terrenos intermédios do retângulo de jogo; e aquele em que, nos 15 minutos seguintes, os dragões passaram a um domínio quase absoluto.
Até ao grande golo de Brahimi, viu-se um Boavista globalmente compacto, a procurar muito a bola para Uche Nwofor e a tentar que Rúben Ribeiro encontrasse na sua precisão de passe um desequilíbrio. O número 7, que é reforço de inverno, dá claramente um acrescento de qualidade técnica, mas deu mostras de não conseguir anular a construção de Danilo Pereira.
E passou muito por aí a liberdade portista para montar jogo variado. O número 22, com tempo para pensar e esperar a melhor linha de passe, pôde dominar totalmente a zona nevrálgica. Depois, havia a escolher as linhas, que tiveram boas participações dos laterais, ou os espaços interiores, onde Herrera continua a revelar boa forma.
Depois do golo do argelino, os axadrezados tentaram crescer e conseguiram-no ligeiramente. Evandro lesionou-se e isso também contribuiu para uma momentânea necessidade de ajuste. Mas, tirando a cabeçada de Rúben Ribeiro ao lado (na verdadeira jogada com cabeça, tronco e membros da pantera no primeiro tempo), nada que beliscasse a supremacia de um FC Porto justamente à frente.
Se o primeiro tempo foi pacífico no relvado e (muito) fresquinho na bancada, a segunda parte foi bastante diferente. A razão? Sánchez terá dito e demonstrado que era possível virar o cenário.
Os boavisteiros foram bem mais audazes, ameaçando um FC Porto que entrou adormecido. Depois de uma quezília com Brahimi como protagonista, os ânimos subiram, o jogo ficou mais durinho e da bancada veio o tónico para elevar a formação da casa, que, taticamente, melhorou com a subida dos médios no terreno.
A ajudar, o vento corria a favor e Imbula, que continua a somar aspetos negativos, viu o vermelho por uma entrada mais dura sobre um adversário.
De repente, era a incerteza que mandava num jogo onde o dragão acabou a sofrer de forma considerável. Sánchez introduziu Uchebo para dar corpo à área e o avançado foi quem teve a melhor oportunidade para empatar, num disparate de Helton.
Rui Barros respondeu com Rúben Neves ao lado de Danilo e com Herrera a improvisar na esquerda. O mexicano, com enorme pulãmo, foi incansável e um dos grandes motivos para não se ver um dragão a encolher em demasia. Quando isso parecia acontecer, lá ia o 16 pressionar toda a equipa boavisteira, um por um até chegar a Mika.
A acabar, a grande oportunidade boavisteira. Marcano cometeu grande penalidade e Abner tinha o prolongamento nos pés, só que Helton teve pressa em despachar o assunto, adivinhou o lado e travou a intenção.
E foi sem brilho, mas de forma eficaz e com muita emoção que o FC Porto bisou no Bessa, em três dias. As meias-finais estão aí e o Gil Vicente é quem se segue. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo:Brahimi
 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dá para repetir a dose?

O mundo do futebol tem muito destas coisas. No passado fim de semana Boavisteiros e Portistas mediram forças no Estádio do Bessa numa partida a contar para o Campeonato e agora voltam novamente a defrontar-se no mesmo Estádio mas desta vez numa partida a eliminar referente aos quartos-de-final da Taça de Portugal.

O jogo do Campeonato correu muito bem aos Dragões que impuseram uma “manita” aos Axadrezados mesmo tendo jogado na casa do eterno rival, mas ahoje a história é muito diferente dado quem quem perder fica de fora da segunda prova mais importante do nosso calendário futebolístico. O Boavista vê na Taça de Portugal uam forma de recuperar o prestígio e Horna de outros tempos e o Futebol Clube do Porto tem na vitória final na Taça uma obrigação que se renova toads as temporadas. Ou seja, o mesmo é dizer que muito dificilmente se irá repetir o “filme” do passado Domingo.

O Boavista atravessa neste momento uam profunda crise financeira e de resultados. O sue plantel não é dos melhores (longe disso) e tal ficou bem patente na vitória azul e Breanca do passado Domingo, mas na Taça surpresas acontecem e mais vale o Dragão estar prevenido. A equipa de Erwin Sánchez bate mais do que joga mas luta muito e nunca dá um lance por perdido. Daí a Pantera estar numa fase tão adiantada da Taça.

Por tudo isto será conveniente á segunda linha Portista (é normal que Rui Barros dê oportunidade à sua segunda linha nesat Competição) munir-se de uma cautela fora do comum até porque se o Boavista marcar primeiro vai ser o cabo dos trabalhos para se dar a volta. È bom recordar que o Dragão nãom esteve muito tranquilo no Bessa até ter inaugurado o marcador. Empenho, concentração e velocidade q.b. são os “ingredientes” de que os escolhidos de Rui Barros necessitarão para levar de vencida a formação Boavisteira e carimbar, desta forma. a passagem às meias-finais da Taça de Portugal.

O regresso de José Ángel é a novidade na lista de convocados elaborada por Rui Barros para esta nova deslocação do FC Porto ao Estádio do Bessa, onde os Dragões defrontam o Boavista, às 20h30. Em relação à convocatória para o primeiro embate com os Boavisteiros (5 x 0), a contar para a 17.ª jornada do campeonato, regista-se apenas a saída de André André.

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Tello, José Ángel, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André Silva, Miguel Layún, Danilo Pereira e Imbula.

Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi, Marcano, Martins Indi, José Ángel, Imbula, Rúben Neves, Evandro, Brahimi, Tello e André Silva

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A goleada veio com o Rui!

No primeiro ensaio já sem Lopetegui, o FC Porto conseguiu o mais importante: os três pontos, mas com selo de goleada (0 x 5) no dérbi da cidade Invicta, frente ao Boavista, no Estádio do Bessa e a viragem da Liga a quatro pontos do líder Sporting.
Atenção: nem tudo foi bom no jogo do FC Porto. A exibição foi q.b., poder-se-á dizer. Mas Herrera, por exemplo, personificou aquilo que mudou com a saída de Lopetegui. Mais soltos, mais «vagabundos», menos amarrados a uma filosofia de jogo que tirava alegria a muitos dos que hoje se exibiram a um nível aceitável.
Exemplo? O golo do médio mexicano, aos 11 minutos. O que outrora seria lateralizado na conceção de jogo de Lopetegui, agora foi vertical e magistral. André André lançou o passe perfeito para o espaço, Herrera dominou de peito, rodou e atirou para o 0x1. Simples, linear mas eficaz.
E foi na liberdade dos médios que o FC Porto construiu as asas desta vitória. Brahimi foi menos extremo e apareceu não raras vezes junto de Aboubakar, bem na área – mas não brilhou o argelino, longe disso; Corona, esse sim, tinha ordens para abrir na linha e alargar o jogo portista quando necessário. Mas Herrera e André André – sobretudo o primeiro – foram os maestros desta nova batuta em período de ensaios.
O mexicano construiu, apareceu e marcou os ritmos do jogo do FC Porto. E entregou-se à luta. Despiu aquele fato amorfo e desligado que tantas vezes vestiu esta época e ganhou todos os duelos que havia para ganhar no miolo do Bessa. Auxiliado por outro «carregador de pianos» versão 2.0, André André, o motor do dragão controlou sempre o centro nevrálgico da partida.
Talvez por isso nem tenha precisado de criar muitas ocasiões de perigo para deixar a imagem clara que depois do golo de Herrera só uma equipa iria sair com os três pontos da Avenida da Boavista. Gideão ainda evitou por duas vezes o avolumar do resultado, mas assim que a torneira se abriu a coisa descambou.
Aos 62, Corona fletiu da linha para o meio e rematou colocado, de pé esquerdo. Os golos de Aboubakar, aos 73' e 82' e de Danilo (93'), de calcanhar, já vieram apenas somar a uma história conhecida, mas fica a nota para mais uma assistência de Miguel Layún (a 8ª) e o «bis» do camaronês, tão afetado por «secas» esta época. Mas tudo isto transpirava a liberdade, rebeldia até de quem, porventura, quis mostrar que jogar à bola solto de amarras é o que melhor assenta a esta equipa. 
Os axadrezados tentaram, não se lhes pode apontar essa carência. Mas Erwin Sánchez tem em mãos uma pantera que ameaça não sobreviver na selva da Liga. 
Uchebo foi abnegado mas desgastou-se numa luta inglória com os centrais do FC Porto. Luisinho tem pés para dar e vender mas corre na pista errada. Bukia foi irreverente mas inconsequente; e isso de nada serve. Por isto, e por duas substituições forçadas ainda na primeira parte – Tengarrinha e Nuno Henrique -, o Boavista não deu mais, ainda que as boas intenções tivessem saído reforçadas ao intervalo. Mas foi tudo muito curto. E o golo de Corona despiu-se em definitivo.
Seja como for, a pantera terá oportunidade para fazer diferente já na próxima quarta-feira, quando o Bessa voltar a ser palco deste dérbi, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.  

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Btahimi