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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Há dias assim…

imagem retirada de zerozero
È um facto que no futebol dias existem em que por muito que se trabalhe não se alcança o objectivo primordial que é vencer. Resumidamente foi isto que aconteceu hoje no Estádio Afonso Henriques onde vi um Futebol Clube do Porto a dar tudo o que podia dar em campo diante de uma equipa do Vitória Sport Clube que se preocupou, quase que exclusivamente, em dar tudo por tudo pelo empate. Para mais os vitorianos contaram com a preciosa ajuda de um Douglas super inspirado que defendeu tudo e mais alguma coisa… isto quando o azar não batia à porta do ataque portista que via os remates a baterem na trave da baliza vitoriana.

Face ao que já aqui escrevi, será que se pode criticar este empate a zero bolas em Guimarães?

Em parte acredito que não. Contudo há que ver o sucedido de outro prisma. É que me pareceu que Sérgio Conceição não conseguiu dar a volta a um jogo que foi muito complicado para os Dragões. Especialmente do ponto de vista táctico dado que Luís Castro montou um onze que, praticamente, “aprisionou” o ataque compulsivo do FC Porto. Até se me atrevo a dizer que Sérgio pouco – ou nada – arriscou no sentido de vencer esta partida. E fico sem perceber a razão que levou a que Yacine Brhimi tivesse sido substituído por Otávio… Uma partida em que a equipa da casa estava “fechadinha” na sua área exigia a técnica e irreverência do argelino. Contudo Sérgio Conceição preferiu apostar num atleta que regressou há pouco tempo de uma lesão prolongada…

Agora não há volta a dar. Esta foi uma jornada em que o SL Benfica venceu e aproveitou o empate dos portistas na cidade berço, mas nada nos garante que na próxima jornada os papéis não se invertam. Muito mais importante qu do que estar agora a apontar o dedo a isto ou aquilo é o Futebol Clube do Porto dar uma resposta positiva já na próxima jornada. O adversário não é “pêra doce” e Moussa Marega parece que vai ficar fora de jogo por muito tempo, mas se o Futebol Clube do Porto jogar aquilo que sabe e pode acredito que vencerá em Moreira de Cónegos. A Liga NOS é uma maratona e não uma prova dos cem metros.

MVP (Most Valuable Player): Douglas. Uma “parede intransponível”. Hoje o Guarda-redes do Vitória SC esteve simplesmente divinal tendo defendido tudo e mais alguma coisa. A ver vamos se o Guardião brasileiro se lembra de manter esta boa forma quando a equipa de Luís Castro receber o SL Benfica e SC Braga…

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse em definitivo para o seu lado.

Arbitragem: Rui Costa acertou nos lances mais complicados da primeira parte, com destaque o lance em que Pedro Henrique corta a bola com a cabeça na área. Na segunda parte fica a ideia de que Óliver faz mão num corte quando já tinha amarelo, mas é um lance complicado de analisar e por isso aceita-se. Análise e opinião de Igor Gonçalves (jornalista do site zerozero).

Positivo: Futebol de ataque. Embora tendo faltado a eficácia, deu gosto ver o futebol de ataque da equipa portista. Assim vale a pena ver futebol não obstante a equipa adversária ter tido como prioridade a conquista do “pontinho”.

Negativo: Violência nas bancadas. Futebol é espéctaculo pelo que é inaceitável que nos tempos que correm haja ainda quem vá ao estádio para provocar estragos e desacatos. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/02/2019)

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Contas a ajustar

Estávamos a 25 de agosto do ano passado e ao intervalo do jogo entre FC Porto e V. Guimarães praticamente todos achávamos que o campeão nacional ia somar a 3ª vitória seguida na Liga. A equipa de Conceição vencia por 2x0 (Brahimi e André Pereira) e dominava o jogo. O certo é que a equipa de Luís Castro virou o jogo e saiu da casa portista com três pontos e com uma grande surpresa, devido à reviravolta.

Agora, uma volta depois, as duas equipas voltam a encontram-se. Os dragões no topo da classificação e numa grande série de resultados e a equipa minhota a tentar segurar o 5º lugar e com o 4º posto na mira.

É um jogo de reencontros e de ajustes de contas entre duas das melhores das equipas do futebol português.

Baixas de peso e continuidade do que corre bem 
 
Luís Castro tem dois grandes problemas para a receção ao líder. Primeiro não tem Osório, uma peça influente na sua defesa, e depois não tem André André, o mais influente do meio-campo. Por isso, vão haver mexidas, ainda que a forma de jogar (com dois médios de contenção) deva ser a mesma. Espera-se ainda que Tozé, aquele que tem sido figura ofensiva da equipa, jogue da esquerda para o meio.

Do lado portista, tudo aponta para que o sistema e as peças sejam praticamente as mesmas. Militão tem tudo para continuar na direita e, apesar do regresso de Danilo e da contratação de Loum, a dupla Óliver e Herrera deve continuar a ser a utilizada.

No ataque azul e branco a dupla Marega e Soares está de pedra e cal e fica sempre a ideia de quando um não está bem, aparece o outro.

Sérgio Conceição admitiu que gostava que o Sporting vencesse o dérbi lisboeta e essa partida joga-se imediatamente antes do jogo entre os portistas e os minhotos. Por outro lado, em caso de vitória do Benfica, também o V. Guimarães se pode aproximar do 4º lugar...tudo contas para fazermos durante o dia/noite de domingo. 
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Artigo publicado no site zerozero

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Reforços? Que reforços?

Qualquer pessoa no desempenho do seu trabalho está sujeita a críticas. Faz parte. Só não é criticado quem nada faz na Vida. O problema é que existe a crítica e a “crítica”. Dito de outra forma; há quem critique no sentido construtivo da coisa e há quem critique somente pelo maquiavélico prazer de dizer mal.

Ora estou longe de adivinhar o que vai na cabeça de muita gente, mas após a derrota caseira diante do Vitória Sport Clube, li e ouvi críticas a Sérgio Conceição porque este não aposta nos reforços. Perante tal, apraz-me colocar a seguinte questão: Reforços? Que reforços? Os centrais Militão e Mbemba?

Será que quem fala em reforços em jeito de reprovação para com as exibições do Futebol Clube do Porto no Jamor diante do “Belenenses SAD” e no Estádio do Dragão diante do Vitória SC viu as partidas com olhos de ver? Ou será que atiram este argumento para o ar a ver se a coisa cola?

Partindo do precioso pressuposto de que cada “cabeça, a sua sentença”, não estou em crer que o problema do FC Porto esteja na sua linha defensiva. Está antes no seu meio campo e no facto de ser liderado pro um treinador que é teimoso q.b. no que ao seguir à risca a sua programação para cada jogo diz respeito. Daí que volte a colocar a questão. Reforços? Quais reforços? Para o meio campo não veio ninguém. Não quer dizer que não possa vir, mas pelo andar da carruagem mais depressa vamos apelidar de reforço o regresso (para quando?) de Danilo Pereira… E que falta este tem feito ao FC Porto!

domingo, 26 de agosto de 2018

Quando não se aprende a lição

imagem retirada de zrozero

Efectivamente quando não se aprende com os erros é, mais do que natural, que os mesmos erros voltem a ser cometidos. A partida do Jamor colocou a nú algumas debilidades que tanto o plantel portista como Sérgio Conceição deveriam ter analisado e procurado corrigir. Em bez disto tivemos um treinador teimoso que voltou a insistir no onze que “tremeu” diante do “Belenenses SAD” e desta vez o VAR “apenas” serviu para que a derrota caseira não tivesse sido ainda maior. Isto segundo o que rezam as crónicas, dado que no Estádio é impossível ter-se a certeza do que passa em termos arbitrais.

Antes do golo inaugural dos azuis e brancos dizia para mim mesmo que das duas, uma; ou alguém ia ter um lance de génio individual que culminaria no golo inaugural da partida ou então um lance de bola parada ia determinar quem marcaria o primeiro tento. Tendo em consideração que o plantel dos portistas é – de longe – mais forte e completo do que os dos vimaranenses, a minha convicção era a de que um o golo inaugural ia ser da autoria do Futebol Clube do Porto. Yacine Brahimi acabou por me dar razão. Mas este ficou longe (muito longe!) de me dar alguma paz de espírito dado que os azuis e brancos não estavam a justificar a vantagem no marcador. O golo de André Pereira – em claro fora de jogo segundo as crónicas – pode ter dado a ilusão a muito boa gente de que a vitória portista era certa. A mim não.

O que eu ia vendo não me agradava. É verdade que o Vitória Sport Clube (mais conhecido por “Guimarães”) estava a praticar um futebol muito “fraquito”. A ideia com que fiquei era de que Luís Castro “montou” a sua equipa para vir ao Dragão “roubar” um ponto ou, na pior das hipóteses, não sofrer muitos golos numa derrota que poderia ser apelidada de natural tal a diferença de qualidade entre as equipas. Contudo nada disto se reflectiu no relvado. Tal era evidente e eu, mero espectador entre os muitos outros do Estádio do Dragão, receava um possível golo dos vimaranenses. Isto porque tinha bem viva na memória o sucedido no Jamor na jornada anterior e porque era notório que a equipa portista ia acusar um eventual golo. Somente Sérgio Conceição foi incapaz de ver tal. E, comos e não bastasse a “cegueira” do Mister, eis que este retira do campo o único jogador que fazia a diferença para o FC Porto… Brahimi, para o bem e para o mal, era o único que mostrava ser capaz de “prender” a equipa do Vitória e de ir “colando” o desastre monumental que era o meio campo do Futebol Clube do Porto.

Sérgio errou. Não com a saída de Yacine que por ter sido feita na altura em que foi sublinha o facto de que o atleta estava mesmo lesionado. Conceição errou porque mesmo sabendo que estamos na fase da época em que estamos e que a sua equipa já tinha mostrado sérias debilidades no controlo do jogo, este aposta na troca por troca em detrimento de um reforço do meio campo. Acredito que a troca do lesionado Brahimi por Oliver poderia ter ajudado a conservar um enfadonho e afortunado 2 a 0 a favor do FC Porto do que a aposta num Corona que nada mais fez senão ter-se lesionado. A entrada tardia de Oliver em campo acabou por ser – mais uma – forma de Sérgio ir “queimando o atleta em lume brando” dado que este já não conseguiu colocar a ordem que o meio campo portista tanto necessitava uma vez que entretanto já o Vitória SC tinha marcado o seu golo por força de (mais um!) disparate defensivo de Sérgio Oliveira.

Ora bem. Tudo isto para concordar com Sérgio Conceição quando este diz que perdeu bem diante de um fraquíssimo Vitória. Contudo este poderia aproveitar para também fazer mea culpa pois esta é uma derrota que é, praticamente, fruto da sua teimosia em não ver o óbvio e em insistir na sua programação. Errar é Humano, é um facto. Já errar porque se ignorou o que de mal se fez anteriormente não é Humano. É estupidez crónica. A ver vamos se daqui a uma semana - novamente em casa - diante do Moreirense a estupidez crónica não marca presença.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Longe de ter sido brilhante, o internacional argelino foi o melhor em campo. Jogou e procurou fazer com que a sua equipa jogasse à bola. Marcou um belo golo. A sua saída forçada é a demonstração clara da sua crassa importância.

Chave do Jogo: Saída de Brahimi por lesão. Já aqui falei nisto. Até à altura em que Yacine saiu do campo o Vitória SC foi incapaz de explorar as muitas fragilidades do FC Porto. A saída de Brahimi (e a caricata Grande Penalidade cometida por Sérgio Oliveira) foi a “chave” de que os comandados de Luís Castro necessitaram para vencer em pleno Estádio do Dragão.

Arbitragem: Erro grave no segundo golo portista, justificado pela falha de comunicação com o VAR entre os 15 e os 45 minutos. Foi sempre rigoroso na disciplina e largo nas apreciações na área, mas quase sempre com coerência.

Positivo: Ambiente do Estádio do Dragão. Um estádio “a rebentar pelas costuras” é o que se deseja em todo e qualquer jogo de futebol. 

Negativo: Sérgio Oliveira. È um grande jogador, é um facto, mas não pode continuar com o duplo papel de construtor de jogo/recuperador de bolas.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/08/2018)

sábado, 25 de agosto de 2018

Uns com tanto e outros com tão pouco

Será já com o resultado do dérbi lisboeta conhecido que o campeão entrará em campo. De um lado, uma equipa 100% vitoriosa; do outro, uma que ainda não sabe o que é não perder. Ainda assim, e apesar dos três triunfos (com um título para o palmarés logo no primeiro jogo) também do lado portista há margem para melhorias, em boa parte devido à exibição menos conseguida no Jamor
 
Os dragões não conseguiram ser avassaladores na segunda jornada, mas o ambiente caseiro ajuda e muito a equipa de Sérgio Conceição. Os últimos 15 jogos em casa contaram com 13 vitórias, um empate e apenas uma derrota, e não deverá ser o virar da temporada que afetará o valor desse fator casa.
 
Além disso, a equipa portista tem pela frente uma formação em claros apuros neste arranque de época: com um onze-base ainda por definir, com processos da nova equipa técnica liderada por Luís Castro ainda por assimilar, o Vitória SC não tem sabido fazer face às exigências e, além de já ter ficado fora da Taça da Liga, vê-se perto da cauda da tabela nestes primeiros tempos de campeonato.

Os reforços foram muitos, mas vários ainda não corresponderam como sabem e a equipa vitoriana precisa com urgência de engrenar nos bons resultados. E se a derrota na Luz teve fortes efeitos negativos na motivação da equipa, como admitiu o treinador, roubar pontos na casa do campeão - uma equipa que Luís Castro bem conhece... - traria o efeito oposto.
 
Regresso de peso?
 
Em relação à equipa portista há, por esta altura, uma grande incógnita, de seu nome Moussa Marega. O avançado maliano, uma das grandes figuras (para muitos a principal...) da caminhada vitoriosa do FC Porto em 2017/18 foi reintegrado no plantel e, na teoria, está disponível para a receção ao Vitória SC. Voltará à equipa inicial no imediato? Cairá de imediato André Pereira?

Com Danilo em fase final de recuperação e, ao que tudo indica, ainda indisponível, Conceição sabe também que não conta com jogadores como Mbemba ou Soares, que mais do que opções de caras para o onze seriam alternativas. Ainda assim, há armas suficientes ao dispôr do técnico para que mais três pontos sejam realidade.
 
Defesa desfalcada
 
Luís Castro, que está de volta à casa que o acolheu por muito tempo, não tem muitos problemas a nível de lesões da defesa para a frente, mas no setor recuado há várias baixas a registar. Venâncio continua de fora, Osorio está indisponível por estar cedido pelo FC Porto e isso obriga à dupla Pedro Henrique/João Afonso e há ainda a juntar às contas a lesão de Dodô, que abre caminho à titularidade de Victor García.

Mais grave do que isso é o sub-rendimento da equipa neste arranque de época. Apesar de ter dado trabalho ao Benfica na Luz, a equipa do Vitória SC sabe que precisa de fazer muito mais para fazer face aos objetivos. Começará a recuperação ou cairá aos pés do campeão?
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Artigo publicado no site zerozero

domingo, 13 de maio de 2018

Acabar em beleza

imagem retirada de zerozero
Jogo típico do nosso futebol este Vitória SC 0 x FC Porto 1. O Guimarães, como equipa claramente inferior que foi nesta partida, tinha como estratégia principal remeter-se à defesa na esperança de que um lance de sorte (ou de arte) dos seus avançados fizesse com que a bola entrasse na baliza portista. Tal até que podia ter acontecido na primeira parte desta partida muito por culpa de um Futebol Clube do Porto que parecia “meio adormecido” do que por culpa de um muito mediano Vitória Sport Clube. E pouco mais há a dizer de uma primeira parte de um jogo em que o actual campeão nacional foi, acima de tudo, arrogante e altamente preguiçoso.

A segunda parte foi diferente. E foi muito por culpa de Sérgio Conceição que percebeu que a sua equipa não tinha mostrado tudo o que deveria ter mostrado na primeira parte. Os Dragões entraram muito mais decididos e empenhados. Até Oliver Torres parecia mais disposto a mostrar a sua real valia depois de uma primeira parte em que praticamente se “arrastou em campo”. A primeira grande consequência disto mesmo foi um maior recuo da equipa da casa. O Vitória de Guimarães, praticamente, deixou de criar lances de perigo na área portista. Estava jogado o primeiro trunfo de Conceição. O segundo viria com a entrada de Soares para o lugar de Paciência. Esta alteração sentenciou um jogo que exigia uma maior velocidade de execução por parte dos azuis e brancos diante de um cada vez mais apático Vitória SC.

O grande golo de Marcano acabaria, portanto, por ser uma consequência normal face ao que se ia vendo em campo. E, justiça lhe seja feita, Sérgio Conceição acertou em cheio na substituição de Paciência até porque Tiquinho trouxe há ferente de ataque portista a velocidade que lhe faltava. Não estou com isto a desvalorizar o trabalho de Gonçalo Paciência que deu tudo o que tinha em campo, mas hoje a velocidade do Tiquinho era muito mais importante do que o físico do Gonçalo.

E pouco mais há a dizer dado que o resto do jogo serviu para que Sérgio Conceição desse tempo de jogo a quem o terá feito por merecer nos treinos (pelo menos foi esta a mensagem que Conceição passou).

Na próxima semana irei fazer um balanço da época até porque nem tudo é assim tão maravilhoso como muitos querem fazer crer. Na próxima época há muito para melhorar e há que aproveitar da melhor forma aquilo que hoje se começou a construir.

MVP (Most Valuable Player): Tiquinho Soares. Não jogou de início, é um facto, mas a velocidade do avançado brasileiro foi a autora da “brecha” que permitiu que Marcano pudesse determinar a “conquista” definitiva do castelo de Guimarães e do recorde de pontos da Liga portuguesa.

Chave do Jogo: O início da segunda parte acabou por ditar quem iria vencer esta partida. A forma autoritária como o Futebol Clube do Porto reentrou foi a chave que fez com que os portistas vencessem um jogo que até esta altura estava equilibrado.

Arbitragem: Arbitragem com algumas incoerências técnicas, com algumas faltas com pouca lógica, mas sem grandes problemas. O lance mais duvidoso, em que Marcano toca com o braço na bola, parece ter sido bem decidido, embora se aceitem as dúvidas.

Positivo: Sérgio Conceição. O treinador portista esteve muito bem na exigência de mudança de postura da sua equipa para a segunda parte. Isto para além de ter estado bem na troca de Gonçalo paciência por Tiquinho Soares.

Negativo: O jogo era quase quem em exclusivo para se cumpri calendário, mas diante de tão fraco Vitória exigia-se uma primeira parte muito melhor da parte do FC Porto. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (12/05/2018)

sábado, 12 de maio de 2018

Castelo com vista para os Aliados

A fechar uma campanha vitoriosa, o já campeão nacional vai ao Castelo. O clima de festa permanece na equipa comandada por Sérgio Conceição, mas antes de nova comunhão com os adeptos, agora nos Aliados, há uma partida para jogar. Uma partida sem grandes objetivos no que toca à classificação... mas com um recorde a atingir pelos portistas e a ambição de um desfecho positivo para os vitorianos.
 
Do lado vimaranense, a intenção passa por terminar a temporada com distinção, de modo a oferecer à incansável massa adepta uma vitória no D. Afonso Henriques no fim de uma temporada que ficou aquém das expectativas. A Liga Europa tornou-se numa autêntica miragem para os pupilos de José Peseiro graças ao empate do Rio Ave na deslocação a Paços de Ferreira (e sem esquecer um jogo na Feira que resultou na ira de José Peseiro), mas um triunfo contra o recém-coroado campeão trará um travo doce depois da longa amargura.

Relativamente aos azuis e brancos, a história é bem diferente. Sérgio Conceição escreveu o seu nome no livro de conquistas do reino do Dragão enquanto treinador, depois de ter alcançado 37 vitórias numa única temporada. Um número assinalável e que é apenas superado por André Villas-Boas na fantástica temporada de 2010/11. Mas ainda há margem para um pequeno extra no cair do pano: os 88 pontos no campeonato, que simbolizariam um recorde da equipa no campeonato português.
 
Dúvidas para dissipar no Castelo

Não haverá grandes razões para descanso do lado do Vitória SC, que encerra aqui a temporada, mas há certezas entre os indisponíveis e dúvidas que vão perdurar até perto do arranque. Se os lesionados Welthon, Celis e Vigário sabem já que não estarão em campo, tal como o castigado Pedro Henrique, há dois virtuosos do ataque que ainda ambicionam fazê-lo: Hurtado e Raphinha.
 
Raphinha tem em vista a mudança para Alvalade e o Vitória SC prepara a sucessão, e este jogo poderá já demonstrar uma ou outra solução interna, mesmo tendo em conta o provável ataque ao mercado. Se o brasileiro falhar o jogo, poderá bem ser Sturgeon a demonstrar o que tem a dar na equipa inicial.

Depois de todo o drama que foi uma temporada com mudanças no comando técnico e sem o atingir dos objetivos a que a equipa se propunha, até se pode dizer que o Vitória atravessa um momento positivo, com os triunfos consecutivos diante de Moreirense e Tondela. Na era Peseiro foram já 14 pontos conquistados em 27 possíveis, um registo que sem ser extraordinário é digno face ao passado recente.
 
Ainda há um campeão para fazer

Em mais de uma ocasião Sérgio Conceição foi alvo da mesma questão: com o campeonato já assegurado, e tendo em conta que há um jogador do plantel que ainda não entrou em campo - o guarda-redes Vaná - e vários jogadores com poucos minutos somados, podemos esperar uma revolução na equipa?
 
O treinador portista não parece estar inclinado a fazer favores especiais ou a fazer mudanças de maior, mas parece certo que podemos esperar uma ou outra surpresa na equipa inicial e o desenrrolar do jogo poderá bem permitir sair da rotina habitual de substituições e trazer algumas caras menos frequentes ao relvado.

Com cabelo pintado ou não, com mais ou menos sorrisos esboçados no relvado, o Dragão tem este último objetivo para atingir e o foco está no tal número 88. Depois, sim, será tempo de festa rija e da primeira receção nos Paços do Concelho em 19 anos.
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Artigo publicado no site zerozero

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

“Meio” Porto chegou e bastou

imagem retirada de zerozero
Jogo com pouca - ou nenhuma - história que os azuis e brancos souberam tornar fácil não obstante o “nome” do adversário. É o que se me apraz dizer acerca de mais uma goleada portista (desta vez a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal).

Defrontar o Vitória SC (Vitória de Guimarães) nunca é uma tarefa fácil. Mesmo quando se joga em casa como foi o caso do Futebol Clube do Porto que recebeu os vimaranenses no seu Estádio do Dragão, mas o actual Guimarães está longe de ser aquele Guimarães aguerrido que luta sempre até ao fim por um dos pouquíssimos lugares europeus da nossa Liga. Claro que a juntar a isto há o (não menos importante) facto de os Dragões não terem nunca virado a “cara à luta” mesmo quando já se encontravam a vencer no minuto 12' da partida.

Esta foi uma partida que correu de feição a Sérgio Conceição. O técnico portista fez descansar algumas das suas “pedras nucleares” (Brahimi e Ricardo Pereira) e ainda teve a oportunidade de dar tempo de jogo a quem dele precisa como é o caso de Óliver, Reyes e Corona. Com tudo isto a moral no Dragão está em alta. E ainda bem que tal é assim pois na próxima Segunda-feira o FC Porto vai “fechar” o calendário competitivo de 2017 diante de um fortíssimo e muito bem orientado CS Marítimo.

Uma última nota para aqui levantar a seguinte questão. O que será que Pedro Martins vê de bom no guardião Miguel Silva? O moço até que se posiciona bem na baliza mas é muito fraquinho em todos os outros aspectos. Espacialmente nos lances de bola pelo ar… Em Guimarães as coisas não devem estar mesmo muito famosas no que à tesouraria diz respeito.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar. Hoje o internacional camaronês lutou contra a frágil defesa vimaranense, criou espaços para os seus colegas de equipa, procurou fazer assistências para golo e até visou na partida. Vincent Aboubakar está efectivamente em grande forma!

Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 12. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo. Tal como no jogo anterior diante do Vitória FC.

Arbitragem: Boa arbitragem da parte de Carlos Xistra e restante equipa. Boa decisão no lance da grande penalidade cometida por Victor García. A esse momento seguiram-se, ao longo do encontro, outras decisões menos marcantes, mas globalmente correctas. Um lance entre Hélder e Marcano suscita algumas dúvidas, mas o jogador vitoriano pareceu ter forçado a queda.

Positivo: Querer sempre mais, Este FC Porto de Sérgio Conceição bem que pode ser acusado de ser um tudo ou nada “vertiginoso”, mas é sempre importante para a moral da equipa e dos adeptos quando este FC Porto procura fazer sempre mais e mais mesmo quando já está a vencer por uma boa margem de golos.

Negativo: Horário dos jogos. Não cabe na cabeça de ninguém marcar-se uma partida dos oitavos-de-final da segunda competição mais importante de Portugal para as 20h15 de uma Quinta-feira (dia de trabalho para muito boa gente). Haja mais respeito pelos adeptos dado que quem não trabalha não pode pagar a entrada nos Estádios e a transmissão televisiva dos jogos.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/12/2017)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Dragões e...Conquistadores do Jamor?

Só haverá lugar para possivelmente um. A festa da Taça está de regresso ao estádio do Dragão, depois da emocionante eliminatória com o Portimonense, que quase terminava com vitória algarvia. Os dragões aprenderam a lição e estão bem alerta para defrontar a equipa de Pedro Martins, que quer voltar ao Jamor. Tarefa árdua? É para conquistador...
 
Três ou dois médios? Eis a questão

Tem sido a grande dúvida e, ao mesmo tempo, a grande variante do FC Porto de Sérgio Conceição. os últimos jogos não dissipam dúvidas. Houve mão cheia para o Dragão em ambos, uma vez com 4-4-2, outra com 4-3-3. Por ser um jogo em casa, é natural que Ricardo Pereira, extremo em Setúbal, possa voltar ao onze...na lateral. Felipe deve substituir Reyes e, depois, há a grande dúvida: Marega a segundo avançado ou a extremo? Corona ou Sérgio Oliveira/Óliver/André André?

Do lado dos homens de Guimarães, há sobrecarga de partidas. houve jogo europeu na passada quinta, vitória sofrida perante o Feirense na última segunda. Mais do que o cansaço físico, há emoções e equilíbrio para gerir. O coletivo até pode nem responder, mas Pedro Martins, aquando da antevisão, realçou a qualidade individual dos seus jogadores. Responsabilidade para Raphinha e companhia se a equipa estiver em perigo.

A Festa da Taça faz-se com surpresas, superação e qualidade, claro está. É tudo o que o Dragão não quer ver representado no adversário. Os dois querem chegar ao Jamor, mas só um vai poder continuar a alimentar o sonho.
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Retirado de zerozero

sábado, 10 de setembro de 2016

(Re)começar

Após a paragem para os trabalhos das selecções nacionais, eis que o Futebol Clube do Porto Dragão regressa ao Estádio do dragão para medir forças com o Vitória SC após a “roubalheira” a que foi submetido em Alvalade. Ou seja; é o mesmo que dizer que o FC Porto de Nuno Espírito Santo (NES) tem de recomeçar para voltar á senda das vitórias que marcaram o seu arranque em mais uma edição da Liga NOS.

Mas este tal de “recomeçar” será tudo menos uma tarefa fácil para NES e seus comandados. Isto porque a pouca vergonha que passou impune em Alvalade e que prejudicou – e muito – a equipa Azul e Branca obriga a que os Dragões tenham agora de ganhar sempre os sues jogos. E como se tal não bastasse, eis que mais logo os Portistas irão entrar em campo sabendo de antemão os resultados dos seus adversários directos na corrida pela conquista do título de campeão nacional. 

Ora face ao exposto nos parágrafos anteriores não será, portanto, disparate algum dizer com absoluta certeza que o ambiente de mais logo no Estádio do Dragão vai ser “efervescente”. E pior ficará para as hostes azuis e Brancas caso a equipa Portista não “arrume” o mais rapidamente possível a “questão Vitória SC”. Obviamente que Pedro Martins - treinador dos Vitorianos - irá explorar este facto ao máximo, pelo que é expectável que mais logo venhamos a ter um Guimarães a “distribuir porrada” em tudo quanto seja Azul e Branco (o árbitro nada vai ver) e um autocarro de dois andares diante da baliza do Guardião da equipa minhota. 

Não creio que os vimaranenses venham à Invicta jogar para ganhar- Isto apesar de até á data o Vitória SC ser o melhor ataque da Liga NOS e contar no seu plantel com excelentes executantes. Para mais os vitorianos irão ter duas baixas de peso dado que Moussa Marega, o actual melhor marcador da Liga NOS, e Hernâni não poderão defrontar o FC Porto (ambos os atletas estão emprestados pelos Dragões ao Vitória). 

Ora tudo o que aqui escrevi faz-me concluir que mais logo vamos assistir a um jogo que irá exigir muito empenho e uma tremenda paciência de todos (jogadores e adeptos do Futebol Clube do Porto). A pressão sobre a equipa Azul e Branca vai ser mais do que muita, mas confio plenamente numa - difícil - vitória Portista que catapultará a equipa para uma excelente exibição na Dinamarca na jornada inaugural da fase de grupos da Liga dos Campeões. 

Lista de Convocados: Não foi divulgada

Onze provável (4x3x3): iker Casillas, Miguel Layún. Felipe, Boly, Alex Telles, Danilo Pereira, Héctor Herrera. Oliver Torres, Otávio, Jesus Corona e André Silva

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Crónica de um trambolhão patrocinado por Iker Casillas

O Vitória derrotou o FC Porto por uma bola a zero. Um golo madrugador, na sequência de um erro de Casillas, foi fatal para os portistas, que estão agora mais longe da liderança. Os vimaranenses fizeram um jogo competente e somaram os três pontos.
 
A equipa da casa entrou forte e não demorou a abrir o marcador, quando o relógio ainda nem tinha marcado cinco minutos. Bouba Saré, com um remate à meia-volta, atirou a contar, depois de Casillas não ter segurado um primeiro pontapé de Cafú, que ainda bateu num jogador vitoriano.
 
A perder, os portistas reagiram bem ao golo, pegaram no jogo e procuraram fazer ataque continuado, situação que era aproveitada pelo Vitória para, quando recuperava a bola, sair em contra-ataque rápido. Os vimaranenses dificultavam o processo de construção azul e branca, sobretudo nos últimos metros, e a equipa de Rui Barros - sempre em busca de Brahimi e Corona, que não estavam muito criativos - tinha dificuldades para concretizar.
 
Na lógica da quantidade e da qualidade, o FC Porto atacava mais, o Vitória atacava melhor. Os vimaranenses apostavam muito no jogo exterior e em cruzamentos frequentes para a área, ao passo que os dragões tentavam de várias formas e feitios mas Miguel Silva (o Pequeno Buffon de Guimarães) ia respondendo com categoria e fechando os caminhos para a sua baliza. 
 
Depois do descanso, o FC Porto pressionou o Vitória e montou um cerco às redes de Miguel Silva. Brahimi passou a jogar mais no meio, nas costas de Aboubakar, e viu-se um Layún mais ofensivo. Mas as várias iniciativas portistas esbarravam sempre na concentração do jovem guarda-redes dos vimaranenses. Sérgio Conceição reforçou o seu meio-campo, colocando Phete ao lado de Bouba Saré e Cafú e pedindo a Ricardo Valente para ajudar a fechar mais nos corredores. O Vitória abdicou do ataque e colocou muitas unidades atrás.
 
O FC Porto, pouco lúcido, ia tendo pouca dinâmica mas fazia o que lhe competia: atacar, atacar, atacar. O Vitória dava todo o espaço até ao último terço e depois defendia com duas linhas bem vincadas. Para tentar desbloquear a situação, Rui Barros colocou o dragão a jogar em 4x4x2, com André Silva ao lado de Aboubakar. 
 
Na luta pelo título, o dragão caiu no berço da nação e complicou as contas, não aproveitando o deslize do Sporting e tendo sido ultrapassado pelo Benfica.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Marcano

domingo, 17 de janeiro de 2016

Da obrigação de vencer

Mais logo o Futebol Clube do Porto irá disputar um daqueles jogos que está obrigado a vencer dê por onde der. Obviamente que os Azuis e Brancos sabem que tem a obrigação de vencer todas as partidas que disputam, mas o empate caseiro do Sporting e a vitória do Benfuica na Amoreira trazem uma dupla obrigação ao FC Porto que tem mesmo de ganhar em Guimarães para poder continuar a lutar pela conquista do Título de Campeão.

Coloquemos, desde já, todas as cartas em ciam da mesa. Esta partida na Cidade Berço vai ser tudo menos fácil. A arbitragem vai ser tendenciosa, o adversário combativo e o ambiente difícil. Dito de outra forma, o Futebol Clube do Porto de Rui Barros terá de entrar em campo decidido a “deixar a pele em campo” sob pena de ter depois de vir para a Praça Pública com o raio da desculpa do “colinho”.

Mas nem só de polémica se vai viver este jogo. Os media (sempre “isentos” nestas coisas da bola) colocaram o nome de Sérgio Conceição na linha de sucessão de Julen Lopetegui com o claro intuito de “espicaçar” ânimos e obrigar a que o Treinador do Vitória SC dê o seu melhor colocando em campo o melhor onze. E o Guimarães, não obstante o seu orçamento modesto, tem Atletas muito interessantes que, com liberdade e espaço, irão criar muitos problemas aos Dragões. Jisué, Otávio, Licá, Tozé, Ricardo Valente e Henrique Dorado são algumas das joias da coroa do dono do Estádio Afonso Henriques com os quais os Dragões deverão ter um especial cuidado.

Em suma, hoje mais do que nunca exige-se um Porto à Porto para se poder passar o teste de Guimarães, somar três pontos e continuar na acérrima luta pela conquista do Título que lhe escapa há já duas épocas.

Maicon e André André, recuperados de problemas físicos, e Sérgio Oliveira fazem parte da lista de convocados de Rui Barros para o jogo de hoje (20h30) no terreno do Vitória de Guimarães, a contar para a 18.ª jornada da Liga NOS. Relativamente à lista apresentada para o encontro de quarta-feira com o Boavista, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, entram estes três jogadores e saem Evandro (lesionado), Imbula (suspenso devido ao cartão vermelho visto no Estádio do Bessa) e Tello.  

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, André André, Miguel Layún e Danilo. 

Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi Pereira, Marcano, Martins Indi, Miguel Layún, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Herrera, André André, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pensamento da Semana: Se não é boi é vaca e vice-versa (mais uma vez)

Não. Não é engano. O tema do pensamento desta Semana é o mesmo do da semana passada porque a massa adepta Azul e Branca voltou a fazer o mesmo que fez na semana passada. Dito de outra forma; a Nação Azul e Branca passou, mais uma vez, do 80 para o 8 (na semana passada tinha passado do 8 para o 80). E tal reacção foi gerada por uma vitória e um empate do Futebol Clube do Porto em duas partidas a contar para a Liga NOS.

Pessoalmente não acho piada nenhuma a este tipo de comportamento.

É um facto que a equipa Portista esteve muito mal na segunda parte do jogo da Madeira. Assim como é também verdade que Julen Lopetegui não conseguiu dar a volta ao problema quando a equipa precisou dele. Mas ante o Vitória Sport Clube todos estes defeitos não foram colocados em cima da mesa e ai de quem ousasse apontar o dedo ao Treinador e equipa!

A malta tem de perceber de uma vez por todas que não existem equipas perfeitas. O Futebol Clube do Porto vai perder pontos nesta longa caminhada a que chamamos de Campeonato. O Dragão irá realizar jogos onde não conseguirá explanar todo o seu futebol. Tudo isto é futebol e nada justifica o drama que se fez após o empate com o CS Marítimo. Assim como também nada justifica a tresloucada euforia que se viveu após a vitória Portista na jo4rnada inaugural da Liga Portuguesa.

Não estou com isto a dizer que não se deva apontar os defeitos óbvios de Julen e seu Plantel. Eu próprio faço isto quando sinto necessidade de o fazer. Agora o que não é aceitável é passar-se do 8 para o 80 e do 80 para o 8 Jornada sim, Jornada não… Não se perdem ou se conquistam Campeonatos à 2ª Jornada. Haja calma e bom senso pois é no final de tudo que se fazem as contas e devidas avaliações.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Um bastou

No jogo que serviu de abertura à 21.ª jornada, o FC Porto derrotou o Vitória de Guimarães por uma bola a zero e a tradição ainda é o que era. Os Vimaranenses continuam sem ganhar no Estádio do Dragão. Força anímica, concentração, espírito de grupo e qualidade... eis a receita de mais um triunfo dos Dragões no Campeonato.
 
A possibilidade do FC Porto ficar a um ponto da liderança – ainda que à condição – era um aliciante extra deste duelo. A turma de Julen Lopetegui sabia o que queria e tentou sempre levar o jogo para os caminhos que precisava. Com o claro favoritismo do seu lado, o FC Porto tentou explorar as fraquezas do rival, expostas na ausência do castigado André André e sem Hernâni, que se mudou em Janeiro para o Dragão.
 
Apesar da proximidade do duelo com o FC Basel para a Liga dos Campeões, Lopetegui avisou que queria todo o plantel concentrado neste jogo e foi isso que se viu. Personalizado, concentrado e a usar da circulação para criar perigo, os Dragões tentaram resolver cedo esta “missão”.
 
Os Azuis e Brancos tiveram uma entrada afirmativa em campo. Com muita pressão e movimento constante, o FC Porto era muito perigoso pelas laterais com Ricardo Quaresma e Brahimi – a novidade do onze – e sempre com o apoio de Alex Sandro e Danilo, eles que estiveram muito participativos nas acções atacantes. Os Azuis e Brancos dominavam por completo e Fabiano não via o adversário rondar a sua baliza. A equipa de Guimarães mostrava muitas dificuldades para avançar no terreno, muito por culpa também da organização Portista.
 
A toada ia-se mantendo e os Dragões colecionavam ocasiões de golo, adivinhando-se o tento inaugural dos homens da casa que justificaram desde cedo a vantagem. Jackson Martínez, ao contrário do que é habitual no Colombiano, ia perdendo oportunidades atrás de oportunidades.
 
E com tanta insistência, os Dragões conseguiram chegar ao golo, aos 31 minutos. Óliver trabalhou bem na zona central e soltou para a esquerda onde apareceu Brahimi que, perante a saída do guarda-redes Assis, abriu o marcador. Após meia hora de resistência, a defensiva Vimaranense acabava por ceder e o FC Porto estava em vantagem de forma inteiramente justa, vantagem essa que se manteve ao intervalo.
 
No reatamento, não se viu um Vitória tão encolhido. Pelo contrário. O FC Porto foi gerindo a partida e os homens de Guimarães começaram a acreditar que podia ser possível levar algo do Estádio do Dragão que não fosse a derrota. As entradas de Rúben Neves e Tello, por troca com Brahimi e Herrera, colocaram os Dragões a jogar com Óliver na posição 10, ao passo que Quaresma e o ex-Barça ficaram nas laterais a municiar jogo para Jackson Martínez que estava em noite "não". A verdade é que após as entradas de Tello e Rúben Neves, o FC Porto subiu de rendimento e continuou a dominar a partida.
 
A vencer pela margem mínima, Lopetegui - que não terá Danilo e Alex Sandro no próximo duelo do campeonato pois vão cumprir castigo - ainda lançou Hernâni para o aplauso e retirou Quaresma. No final, triufo justo do FC Porto que pressiona o Benfica na liderança.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Não é preciso repetir pois não?

Após o empate do SL Benfica no terreno do Sporting CP e a vitória Azul e Branca por duas bolas a zero no terreno do Moreirense, eis que a missão do Dragão de vencer mais logo se tornou um imperativo ainda maior porque a distância pontual para o primeiro classificado é agora de quatro pontos.
 
Como tal é natural que Julen Lopetegui tenha optado pelo discurso de que o que interessa agora neste momento é defrontar e vencer o Vitória de Guimarães e só depois pensar no confronto com os Suíços do Basileia. Concentração máxima exige-se apesar de o adversário de mais logo estar a perder alguma forma e Atletas.
 
E já que falamos da equipa de Rui vitória, primeiro que tudo há que dizer que os Vitorianos de Guimarães têm feito um Campeonato muito bom. O Guimarães ocupa neste momento um dos lugares “UEFEIROS” e está a lutar com o SC Braga para terminar o Campeonato na quarta ou quinta posição da tabela classificativa, algo que já não sucedia há muito tempo. Mas o que torna o trabalho de Rui Vitória tão especial é o facto de este estar a fazer tanto com tão pouco.
 
Olhando agora um pouco para o Plantel da equipa da Cidade Berço, apesar de este ter diminuído em termos de qualidade em quantidade por força do mercado de Inverno ainda por lá moram Jogadores com os quais a equipa Portista deve ter um cuidado muito especial.
 
Assis tem mostrado ser um Guardião que lida bem com a pressão para além de que comanda muito bem a sua área. Não vai ser fácil ao Futebol Clube do Porto marcar golos a este Guarda-redes. Josué Sá é um central forte no jogo aéreo que tenta muitas vezes a sua sorte nos lances de bola parada a favor do Vitória de Guimarães. Os escolhidos de Lopetegui deverão ter um cuidado especial com este Jogador. Bernard é um poço de força e de técnica que dá muita vida ao meio campo Vitoriano pelo que será importante evitar que este Atleta consiga ter a bola nos seus pés por muito tempo. André André é somente o melhor marcador do Vitório minhoto, mas devido a castigo este não poderá alinhar mais logo no Dragão. Na frente de ataque dos pupilos de Rui Vitória Tomané e Sami são dois avançados muito móveis que deverão estar sempre debaixo do olhar atento da defensiva Azul e Branca sob pena de poderem fazer muitos estragos.
 
Como facilmente se pode perceber, não é por acaso que o basco tem exigido muita concentração á sua equipa para esta partida de mais logo. `*e crucial vencer mesmo sem convencer. E já agora, toda a Nação Azul e Branca espera que se mantenha o mesmo onze das duas últimas Jornadas que tão boa conta tem dado de sei em todos os aspectos.
 
Para este importante jogo eis que não há novidades na lista de convocados de Julen Lopetegui para a partida frente ao Vitória de Guimarães (hoje, 20h30), no Estádio do Dragão, que marca o arranque da 21.ª jornada da Liga Portuguesa. O Técnico Espanhol chamou os mesmos 19 jogadores eleitos para a visita ao terreno do Moreirense, na ronda anterior.
 
Lista de 19 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Hernâni, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Tello, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Dois pontos perdidos em Guimarães

Mais bola, mais oportunidades para os Dragões, mas o mesmo número de golos. Num desafio de entrega máxima, os Vitorianos foram os primeiros a travar o FC Porto de Julen Lopetegui. Os orçamentos são diferentes, a qualidade também, só que a entrega foi ao limite, por parte das duas equipas, num desafio onde Paulo Baptista foi muito contestado. O Campeonato tem agora quatro líderes.
Com desenhos muito próximos daquilo que se perspectivava, a grande novidade confirmou-se do lado Portista. 10 eram quase certos, faltava perceber quem seria o 11º jogador. Não foi Quaresma, nem Evandro. Quintero foi a escolha inicial, para dar virtuosismo à extrema direita. Do outro lado ficava Brahimi, que tinha pela frente o estreante Bruno Gaspar, que aproveitou a lesão de Pedro Correia e o castigo de Nii Plange.
O arranque de jogo teve, logo no primeiro minuto, uma oportunidade para Brahimi. Totalmente enganador, para o filme dos minutos seguintes. Os Dragões entraram sem grande segurança na condução de bola na zona intermédia, também porque se verificava alguma intranquilidade logo na saída defensiva.
É que os Vimaranenses entraram sem medo dos Portistas e com intenção de pressionar o adversário. Perante as dificuldades em contornarem esse aspecto, os Portistas eram obrigados a recorrentes faltas para travarem os contra-ataques Vimaranenses logo à nascença.
Opção inteligente e que não permitia a André André pautar de forma fluida as transições. Ainda assim, a alma inicial dos homens de Guimarães era enorme, alimentada pelos adeptos, desejosos de dar sequência ao excelente arranque da equipa. Só que, em boa verdade, quase todos os ataques terminavam em precipitação. Bernardo, Tomané e Caiado foram exemplo disso, nos remates que tentaram em alturas onde o desenvolvimento do ataque ainda se processava.
O tempo passava e continuava a não ser na construção continuada que os Portistas faziam a diferença. Lentos quando o tentavam, os médios Azuis e Brancos eram facilmente anulados pelos adversários, pelo que não foi de estranhar que a grande oportunidade tenha surgido em velocidade, numa bola longa que Jackson Martínez penteou para a corrida de Brahimi, que foi débil na cara de Douglas.
Depois da pausa forçada, esperava-se um ritmo mais lento até intervalo, o que aconteceu, com os Portistas a terminarem por cima. Foi nesse período que apareceu o melhor José Ángel. Para além das garantias que apresenta a defender, o Espanhol é também muito certeiro quando ataca, com critério, visão e precisão no cruzamento. Os colegas não aproveitaram.
Face a uma entrada novamente enérgica dos Vitorianos, Julen Lopetegui demorou pouco a fazer a substituição que já tinha resultado em casa, frente ao Moreirense. Rúben Neves, outra vez com pouca intensidade na condução, cedeu lugar a Evandro, para que o Brasileiro disciplinasse o meio-campo.
E foi outra vez na base da velocidade que o FC Porto desequilibrou, desta vez com efeitos práticos. Brahimi, sempre ele, fugiu na esquerda, passou por Bruno Gaspar e foi carregado pelo lateral. Penálti que Jackson Martínez, em dia de jogo 100, se encarregou de converter.
A vantagem fazia adivinhar que os Portistas passassem a ter bola com mais segurança e qualidade, até porque a segurança defensiva continuava a acontecer, muito porque Maicon demonstra estar com a sua melhor face, após épocas relegado para segundo plano.
Ainda assim, o golo Vitoriano foi o momento que se seguiu, numa imprudência do mesmo Jackson Martínez na área, tal como numa abordagem matreira de André André. Bernard foi o primeiro a marcar aos Portistas esta época e a igualdade voltava a verificar-se no marcador.
Tello já estava em campo, mas continuava a ser Brahimi o homem que mais desequilibrava. Perante um Bruno Gaspar muito interessante a atacar, mas pouco disciplinado a defender, o Argelino explorou ao máximo aquele lado e só a bandeirola levantada, duas vezes, é que foi travado na sua correria rumo ao sucesso.
Rui Vitória refrescava a frente e reforçava o meio-campo, Lopetegui tardava muito a meter Aboubakar. As melhores oportunidades continuariam a ser dos forasteiros, só que Jackson Martínez mostrou que não é 100% eficaz. Muito por isso, os pontos foram repartidos. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Maicon