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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

16!

imagem retirada do site zerozero
Antes de ais quero dar os parabéns a Sérgio Conceição, equipa técnica, plantel e a todo actual staff do Futebol Clube do Porto. 16 vitórias seguidas, para além de ser um novo recorde, é um feito que merece todo o cabal desataque porque tal não está ao alcance de uma qualquer equipa. E mais especial tal feito é pelo simples, mas não menos importante, facto de o Dragão não poder gozar de um grande poder de escolha no que à formação do seu plantel diz respeito graças ao “aperto” financeiro a que foi submetido nos últimos tempos. Por tudo isto – e muito mais – parabéns Sérgio.

Quanto ao jogo em si, embora de interesse quase que residual, este revestia-se de alguma importância. Não pela competição em si que não tem interesse algum, mas sim porque poderia esta partida do Jamor poderia servir para nos dar uma ideia sobre que FC Porto vamos ter daqui para a frente. Convêm não esquecer que as famosas paragens do Natal não costumam ser muito benéficas para os azuis e brancos, pelo que hoje havia uma certa curiosidade (pelo menos da minha parte) sobre o que seriam os azuis e brancos capazes de fazer em campo.

Apesar de ser ter sofrido – mais uma vez – um golo madrugador e de somente ao minuto 20 se ter rematado à baliza da equipa adversária, confesso que até que gostei do que vi. Isto porque vi um Futebol Clube do Porto “mandão” que quis – quase – sempre tomar as rédeas de uma partida em que foi claramente superior ao tal de ”Belenenses SAD”. Claro que pelo meio tivemos direito ao habitual “chutão para a frente” de que Sérgio Conceição tanto gosta (com Herrera a comandar o meio campo não seria de esperar outra coisa) e ao habitual desacerto defensivo dos portistas sempre que do outro lado do campo está uma equipa minimamente organizada, contudo a vontade de vencer que Sérgio Conceição demonstrou com as - acertadas - substituições face ao recuo da equipa de Silas e o bom futebol praticado pelos azuis e brancos a partir do minuto 20 fizeram com que acabasse por gostar do que vi em campo. Lamento é que o resultado final tenha sido tão escasso a favor de um FC Porto que não soube aproveitar a 100% o enorme caudal ofensivo que “apagou por completo” os “donos da casa”.

Agora só espero é que este treino mais competitivo tenha servido de alerta para o que aí vem na próxima Quinta na Vila das Aves. Já todos sabemos que o Desportivo local vai querer “agradar ao dono” pelo que vai dar tudo por tudo para que a Liga NOS “seja mais competitiva”. Um alerta para Sérgio Conceição que deve tentar acabar de vez com esta treta de se começar os jogos a perder.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Este é o Alex que gosto de ver jogar. Exímio na marcação dos livres e um mestre na hora de assistir os companheiros para o golo. Foi dos melhores jogos que o vi fazer esta época. Em boa hora Alex Telles recuperou a sua boa forma. A ver vamos se a mantêm até aos momentos decisivos da temporada.

Chave do Jogo: As entradas de Tiquinho Soares e Hernâni. As entradas do brasileiro e do internacional português foram, claramente, os factores que fizeram com que a equipa do FC Porto tomasse conta em definitivo da partida que acabou por vencer. 
 
Arbitragem: Manuel Oliveira teve uma arbitragem tranquila e geriu bem a partida. Análise e opinião de Hugo Filipe Martins (jornalista do site zerozero).

Positivo: As substituições de Sérgio. Já aqui o disse e volto a repetir que o factor positivo deste jogo foi a capacidade do treinador do FC Porto em perceber o que tinha de fazer e quando fazer para que hoje os Dragões vencessem um esforçado “Belenenses SAD”.

Negativo: Maxi Pereira. Confesso que não sei bem o que se passa com o internacional uruguaio. A idade pode explicar muita da sua falta de capacidade de estar a um bom nível, mas não explica tudo. Exige-se mais de Maxi. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/12/2018)

domingo, 30 de dezembro de 2018

Ir ao Jamor procurar o bilhete para a final four de uma outra Taça

Habituado a ser palco de final da Taça de Portugal, o Jamor é agora palco de passagem para a Taça da Liga e é daí que pode vir o último apurado para a final four da prova.

O FC Porto procura o regresso à fase decisiva de uma competição onde não tem sido muito feliz e na qual os responsáveis portistas apostam, precisamente para juntar esse troféu aos muitos expostos nas vitrines do museu azul e branco.

Com um Belenenses SAD já sem qualquer hipótese de seguir em frente, Sérgio Conceição pode aproveitar alguma descompressão e mexidas da equipa da casa para decidir a partida nos minutos iniciais, para depois conseguir fazer uma gestão necessária numa fase que começa no Jamor e que terá uma longa e apertada série de jogos.

Só que a rotatividade do Belenenses SAD pode funcionar como um oposto ao que os dragões pretendem. Num plantel algo curto, todos sonham em conquistar o seu espaço e perante esta janela de oportunidades, logo frente ao campeão nacional, a motivação individual está bem presente nos pupilos de Silas, que esta época já perdeu por duas vezes frente ao FC Porto, mas que, precisamente no Jamor, esteve muito perto de surpreender os azuis e brancos. 

Na altura o Belenenses SAD recuperou de uma desvantagem de dois golos e só uma grande penalidade convertida por Alex Telles, já nos descontos, permitiu aos dragões regressarem à Invicta com os três pontos. Desta vez o objetivo é mesmo voltar ao Norte do país com o bilhete dourado para a final four da Taça da Liga, onde, em caso de apuramento, haverá um Benfica x FC Porto.
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Artigo publicado no site zerozero

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Reforços? Que reforços?

Qualquer pessoa no desempenho do seu trabalho está sujeita a críticas. Faz parte. Só não é criticado quem nada faz na Vida. O problema é que existe a crítica e a “crítica”. Dito de outra forma; há quem critique no sentido construtivo da coisa e há quem critique somente pelo maquiavélico prazer de dizer mal.

Ora estou longe de adivinhar o que vai na cabeça de muita gente, mas após a derrota caseira diante do Vitória Sport Clube, li e ouvi críticas a Sérgio Conceição porque este não aposta nos reforços. Perante tal, apraz-me colocar a seguinte questão: Reforços? Que reforços? Os centrais Militão e Mbemba?

Será que quem fala em reforços em jeito de reprovação para com as exibições do Futebol Clube do Porto no Jamor diante do “Belenenses SAD” e no Estádio do Dragão diante do Vitória SC viu as partidas com olhos de ver? Ou será que atiram este argumento para o ar a ver se a coisa cola?

Partindo do precioso pressuposto de que cada “cabeça, a sua sentença”, não estou em crer que o problema do FC Porto esteja na sua linha defensiva. Está antes no seu meio campo e no facto de ser liderado pro um treinador que é teimoso q.b. no que ao seguir à risca a sua programação para cada jogo diz respeito. Daí que volte a colocar a questão. Reforços? Quais reforços? Para o meio campo não veio ninguém. Não quer dizer que não possa vir, mas pelo andar da carruagem mais depressa vamos apelidar de reforço o regresso (para quando?) de Danilo Pereira… E que falta este tem feito ao FC Porto!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

A Trapalhada do Estádio do Belenenses

Em 13-01-2018 publicámos neste blogue uma crónica. Como surgiram algumas dúvidas dos nossos leitores mais atentos sobre as formas de utilização do Estádio do Jamor, vamos recordar todo este imbróglio e prestar uma informação mais atualizada sobre o tema.

No dia 30 de junho de 2018, o protocolo entre o clube e a SAD do Belenenses, relativo ao usufruto do Estádio do Restelo, terminou e a equipa sénior teve de mudar o seu “quartel- general” para o Estádio do Jamor. Este episódio foi o culminar de uma série que se arrastava desde 2012 e que promete não ficar por aqui. Vamos ver um resumo da situação e mostrar o que os dois lados deste litígio dizem sobre o problema.

Entrada em cena da CSM - Codecity Sports Management e início da confusão

Em 2012, o C F Os Belenenses” passou por uma situação financeira delicada, o que levou os sócios a decidirem em Assembleia-Geral vender 51% do capital da SAD à Codecity Sports Management por cerca de 500€. No entanto, o acordo dava aos sócios a possibilidade de recompra da maioria das ações da SAD, em outubro de 2014 e outubro de 2017.

Em abril de 2014, antes da chegada de Patrick Morais de Carvalho à presidência do clube, a Codecity rescindiu unilateralmente o acordo que contemplava as cláusulas de recompra do clube e o verniz estalou. Rui Pedro Soares sustentou esta decisão com o facto de o clube “não ter as mínimas condições” para assegurar uma situação estável para o Belenenses, em caso de recompra das ações.

O imbróglio seguiu para o Tribunal Arbitral que acabou por decidir a favor da SAD que apontou mais três situações que levaram a esta rescisão: jogo Belenenses x Benfica, onde a Direção impediu a entrada de adereços dos encarnados na bancada de sócios; Belenenses x Beira-Mar, em que a segurança não cumpriu os requisitos necessários; dívida da Direção anterior no valor de 300 mil euros.
A mudança para o Jamor

Terminado o protocolo de utilização das instalações do Restelo, clube e SAD negociaram os novos termos de usufruto do espaço. Segundo Rui Pedro Soares, o clube propôs o pagamento de 15 mil euros por jogo, “algo insustentável, já que o “valor anual de despesas superava o meio milhão de euros”. Além disso, os seniores do Belenenses teriam de utilizar “um balneário partilhado, semana a semana, se o clube assim entendesse, e um ginásio que não era de uso exclusivo da equipa”. A solução passou, então, pela mudança para o Jamor.

Já Patrick Morais de Carvalho afirmou que o “clube financiava em cerca de 300 mil euros a atividade da SAD” (era o clube que pagava tudo dentro do Restelo) e acusou a entidade gerida por Rui Pedro Soares de se propor a “pagar uma renda ao IPDJ e ao Estado, em vez de pagar ao clube fundador, que precisava de ajuda”.

Cabe aqui um parágrafo para dizer que a utilização do Complexo do Jamor se rege por regras tuteladas pelo IPDJ através da Portaria Nº 455/2000 que define, entre outras, as normas e os valores praticados para a sua utilização. 
No somatório total das despesas no Estádio do Jamor, a SAD do Belenenses e a Codecity Sports Management vão pagar 189.440€ anuais pela utilização do espaço fora outras despesas com segurança e operacionais. Além do fator financeiro a SAD suporta esta decisão com o “intuito de dar melhores condições aos sócios e aos jogadores e um estádio com a dignidade que a equipa merece, uma vez que o Restelo até possuía algumas limitações.” 

Patrick Carvalho revelou que pretende impedir a SAD de usar o nome e símbolo do Belenenses e que inscreveu uma nova equipa, com o nome original do clube, na terceira divisão distrital de Lisboa. “O processo de refundação é simples: apresentar aos sócios um projeto sólido, sem dívidas, sem passivo, a zeros, para chegar à primeira liga em cinco anos. Se fizermos o caminho que queremos, vamos ser o primeiro clube português a ser campeão em todas as divisões”, referiu o Presidente do emblema do Restelo.
Rui Pedro Soares não está preocupado com esta “retaliação”, revelando que está tranquilo caso tenha de ir novamente aos tribunais. O líder da Codecity também criticou a ação “humilhante” do clube, que tentou adquirir os direitos desportivos do Mosteirense (equipa de Portalegre) por 50 mil euros, algo recusado pela Federação Portuguesa de Futebol.

Passada esta polémica adivinha-se outra no horizonte: o projeto de requalificação do Complexo Desportivo do Restelo foi aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa e o concurso foi ganho pela Lidl. A rede de supermercados alemã anunciou que vai construir um hipermercado da parte de fora do Topo Sul do Estádio, liquidar a divida de cinco milhões de euros do clube ao Banif (desde 2007) e construir um ginásio e piscinas. A obtenção do licenciamento está prevista para daqui a seis meses e o arranque das obras para o próximo ano.

A primeira fase do projeto vai ter um custo de 15 milhões e Rui Pedro Soares opõe-se. O Presidente da SAD acusa o clube de querer fazer especulação imobiliária com esta renovação do Restelo e mais afirmou que foi expulso de sócio. “Patrick de Carvalho teve medo da sua eventual candidatura à presidência do Belenenses."

Aguardemos pelos próximos capítulos

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Aquela “estrelinha” num dia histórico

imagem retirada de zerozero
Hoje é um dia histórico para o nosso futebol. Hoje foi o dia em que o Vídeo-árbitro (VAR) foi isento e coautor de um critério arbitral uniforme. Nunca antes tal tinha sucedido num jogo do futebol Clube do porto na Liga NOS. Digo tal por causa das duas Grandes Penalidades que foram assinaladas por Carlos Xistra. Ambas são o resultado de lances muito parecidos que tiveram a mesma sanção. Claro que agora “os do costume” vão fazer o habitual ruído, mas “estes” só incomodam quem lhe dà importância. Adiante. Vamos ao jogo em si.

Quanto ao jogo jogado (aquilo que realmente interessa), fosse o futebol uam ciência exacta e o empat e teria sido o resultado mais justo. O tal de “Belenenses SAD” - não vou aqui chamar o tal “Clube” pelo seu real nome porque estou de férias e não me apetece estar aqui a “discutir política”) – jogou muito e bem. Foi uma equipa que não teve, em momento algum, medo de fazer frente à equipa portista. Procurou ter a posse da bola e com esta incomodou a defesa de uma equipa azul e branca que não conseguiu impor o seu futebol. A certa altura dizia para mim mesmo que somente um lance de bbola parada poderia ditar a desejada vantagem portista, e assim foi quando Alex telles marca de forma preciosa um livre lateral que Diogo Leite aproveitou da melhor maneira poss´+ivel. Mas nem assim este “Belenenses” baixou os braços. Pelo contrário. Os comandados de Silas foram para a frente e deram sempre muito que fazer a um meio campo e defesa azul e branca que teve sempre muitas dificuldades em explanar o seu futebol no relvado do Estádio do Jamor. Só o segundo golo dos Dragões marcado no inicio da segunda parte graças a um tremendo disparate de um atleta dos “Azuis” do Jamor é que “deitou por terra” todo a boa exibição que este “Belenenses” vinha fazendo até ao momento. Não fosse a asneira de um defensor portista no lance do penálti e acredito plenamente que o FC Porto se ia limitar a gerir o esforço até ao apito final de Carlos Xistra…

E é precisamente este último o ponto que me preocupou e que me faz pensar que a goleada na jornada inaugural não foi mais do que fruto de algum sorte (e de algum mérito). É preciso ter-se em linha de conta que hoje o Futebol Clube do Porto teve imensas dificuldades perante uma equipa que estava preparada para fazer frente ao Dragão. O “Belenenses SAD” esteve completamente à vontade na luta pela posse da bola no meio campo. O que não se percebe se tivermos em linha de conta que o meio campo azul e branco é composto por atletas que tem como função o controle da posse da bola e o impedir que o adversário desenvolva as saus jogadas. Bem sei que Héctor Herrera é, para muitos, o elo mais fraco dste meio campo, mas hoje este não me pareceu ter sido a razão de tão complicado desafio. Estou antes em crer que a responsabilidade por este suadíssima e. em certa medida, sortuda vitória portista no Jamor se deveu. Em grande parte, à inoperância de Sérgio Conceição que aquando do 2 a 1 a favor dos azuis e brancos deveria ter aproveitado para reforçar o seu meio campo com a entrada de Oliver Torres para, desta forma, impedir que os pupilos de Silas pudessem acreditar na conquista do seu objectivo de empatar com o Futebol Clube do Porto naquilo que apelidam de “casa”. Nem sempre o recurso ao programa que é trabalhado durante a semana nos treinos é o melhor caminho. Sérgio Conceição já deveria saber de tal…

Contudo, o mais importante é que se venceu hoje diante de um adversário de valor. Tal permite que o FC Porto continue a liderar a Liga NOS com a concorrência por perto. Mas não se pode voltar dar o flanco como hoje… O VAR e o profissionalismo de quem apita os jogos dos Dragões não vai estar sempre presente.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Duas assistências para golo e autor do golo da vitória portista. Penso que estes são argumentos – mais do que – válidos para dar o MVP a Alex. Contudo sou da opinião que este a defender esteve um pouco abaixo do normal (como a maioria dos seus colegas de equipa, diga-se desde já).

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum “Belenenses SAD” e FC Porto foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória final pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: No lance da primeira grande penalidade, Carlos Xistra nada assinalou à primeira vista, mas não teve problemas em recorrer ao vídeo-árbitro (VAR) para ter uma segunda leitura do lance. O mesmo sucedeu na segunda. Foi ver o lance e assinalou penálti a favor dos dragões. Em análise muito geral, arbitragem positiva do juiz da partida.

Positivo: Iker Casillas. Velhos são – e continuam a ser – os trapos. Numa defesa que andou quase sempre aos papéis, Casillas foi o que mais fez para manter a baliza portista em branco com uam série de defsas fora de série.

Negativo: Felipe. Ao que parece a convocatória para a selecção do seu país fez-lhe mal. Muita desconcentração e disparates q.b. durante toda a partida. Não fosse Iker o dono da baliza… 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (19/08/2018)

domingo, 19 de agosto de 2018

Uma visita diferente ao Jamor

Sem tempo a perder. O FC Porto visita este domingo o Belenenses SAD com os olhos nos três pontos. Os dois principais rivais e também crónicos candidatos à conquista do título nacional cumpriram o objetivo traçado para 2.ª jornada e passaram a 'batata quente' aos dragões.

Pela frente, a equipa de Sérgio Conceição tem um adversário 'duro de roer'. Nas duas últimas visitas a casa do Belenenses SAD, o FC Porto empatou uma e perdeu outra e será que não há duas sem três?

O palco do encontro é 'novo' e será no mínimo estranho ver o FC Porto a jogar no Jamor sem ser para a Taça de Portugal. O diferendo entre clube e SAD da equipa de Belém resultou na saída do Restelo e o palco da final da prova rainha do futebol português acolhe os jogos em 'casa' da turma de Silas na época 2018/19.

O antigo jogador e agora treinador da equipa belenense entrou com o pé direito na Liga NOS 2018/19, com um triunfo na deslocação a Tondela (0x1), tal como o homólogo do FC Porto.

Sérgio Conceição arrancou o Campeonato com um expressivo triunfo sobre o Chaves (5x0), numa demonstração clara de força, sobretudo ofensiva, dos atuais campeões nacionais.

O FC Porto festejou em 2011 no Jamor, mas agora a competição é outra... Conseguirá conquistar os três pontos?
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Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Triste sina a deste Dragão

Um Porto de equívocos. A época azul e branca teve o seu epílogo este domingo em plano Jamor. Do sonho de um recomeço nasceu o pesadelo final. Sem títulos; assim termina mais uma temporada no Dragão. E o Braga? Reconciliou-se com o Jamor um ano depois, apesar de ter voltado a permitir uma recuperação de dois golos. A felicidade chegou nos penáltis, onde Marafona travou o sonho portista e segurou o do Braga.

A verdade é que o minuto 12 foi o primeiro de dois momentos de auto sabotagem. Depois de uma entrada interessante, com atitude dominadora, o Porto meteu-se em sarilhos por culpa própria. Aquela falha – grave – de comunicação entre Helton e Chidozie foi o rastilho para o caos que a equipa não precisava. O que estava estável passou a tremer que nem varas verdes; uma ventania que abanava toda a estrutura defensiva.

Do outro lado, o golo de Rui Fonte – mérito para a crença e o faro de ponta de lança – tranquilizou um Braga assente num duplo pivot fortíssimo constituído por Mauro e Luiz Carlos e com a criatividade entregue a Josué e Rafa.

É verdade que os minhotos raramente conseguiram ser ameaças reais para Helton, mas depois do 1x0 uma simples arrancada – e Rafa fez algumas – era suficiente para deixar a defesa portista em estado de sítio. Como ao minuto 20, quando Marcano abordou a bola de forma deficiente e permitiu que Hassan ensaiasse o remate. O Porto a rodava muita bola, mas sem ideias e de forma previsível; o Braga preocupou-se, antes de mais, em resguardar Marafona.

Chidozie pagou a fatura pelo mea culpa no golo bracarense e pela tremedeira defensiva. Ficou no balneário ao intervalo para dar lugar a Rúben Neves e Danilo recuou para o eixo da defesa. Mas José Peseiro esqueceu-se que havia um segundo sabotador: Marcano. A segunda parte tinha começado como a primeira, com o Porto a carregar (Herrera ficou a centímetros do golo), até que novo erro colossal entregou o segundo aos minhotos.

Minuto 58. O defesa espanhol perde a bola para Josué à entrada da área e o futuro jogador do Porto não tremeu. Vantagem duplicada à custa dos erros portistas.

Só que quando a promessa era de uma quebra total do Porto, a equipa reagiu, também porque Rúben Neves e André André (entrou aos 74') deram alma extra ao dragão. Três minutos depois do 2x0, André Silva apareceu no sítio certo para aproveitar uma defesa incompleta de Marafona após remate de Brahimi. Não houve tempo para carpir as mágoas do segundo golpe, enquanto no Braga se temia o remake do filme do ano passado.

E eis que ao minuto 91, o remake aconteceu. André Silva, de bicicleta, no meio do desespero portista, virou a história de todo um jogo de pantanas. O menino - cada vez mais um caso sério - «limpou» as asneiras dos colegas e deu uma segunda vida ao Porto. Naquele minuto 91, tudo começava do zero; ou quase.

Sem surpresa, o reviver do pesadelo do ano passado pesou na equipa do Braga. O prolongamento foi um suplício físico e mental para os homens de Paulo Fonseca. O Porto dominou a meia hora extra e podia ter evitado o nervosismo das grandes penalidades. André Silva, sempre ele, teve duas excelentes bolas de golo nos pés, mas o hattrick não estava nas estrelas. E depois vieram os penáltis.

E aí, Marafona foi herói. O guarda-redes do Braga teve nervos de aço e defendeu os penáltis de Herrera e Maxi Pereira. E enquanto os portistas iam falhando, do lado bracarense nem um. Pedro Santos, Stoijlikovic, Hassan e Goiano, este com o remate decisivo para o 4x2, selaram a conquista da Taça de Portugal para o Braga de Paulo Fonseca.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: André Silva

domingo, 22 de maio de 2016

Tudo ou nada

«Sonho» foi a palavra mais escutada nas conferências de antevisão à final da Taça de Portugal. FC Porto e SC Braga procuram fechar a época com a conquista da prova rainha do futebol português, embora o triunfo tenha um peso diferente consoante o vencedor. 
 
José Peseiro, técnico do FC Porto, assegurou que não vai «em cantigas de embalar». Um eventual sucesso no Jamor não é encarado pelo treinador dos dragões como um «salvar de época», afirmando mesmo que se a taça rumar ao Dragão «ninguém poderá falar numa época negativa.» 
 
As coisas, porém, não são bem assim. A temporada azul e branca foi um desastre e erguer o troféu no céu de Lisboa seria uma atenuante importante; para ele enquanto treinador e para o clube enquanto emblema habituado a títulos (o último já tem quase três anos...). 
 
Bem diferente é a perspetiva minhota. Com os objetivos cumpridos na íntegra (4º lugar na Liga e «quartos» da Liga Europa), a final da Taça de Portugal – também ela um objetivo traçado – pode coroar (mais) uma época de afirmação do clube minhoto. 
 
De lado a lado, o Jamor pode ser o derradeiro palco para alguns jogadores e treinadores ao serviço dos atuais clubes. Yacine Brahimi e José Peseiro são, do lado portista, aqueles cujo adeus parece mais definido nesta altura, enquanto Paulo Fonseca, Rafa Silva e Nikola Vukcevic também devem cumprir a última aparição enquanto bracarenses. 
 
Retirado de zerozero 
 
São 22 os jogadores chamados por José Peseiro para a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting de Braga. Sendo Alberto Bueno o único indisponível, o treinador portista convocou assim todos os atletas disponíveis do plantel principal.

Lista de 22 convocados: Casillas, Helton e José Sá (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo Pereira, Suk e Chidozie. 
 
Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi, Marcano, Chidozie, Layún, Danilo Pereira, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Varela, Corona e André Silva

quinta-feira, 3 de março de 2016

Feito o treino venha o Braga!

O filme que passou no Estádio do Dragão já tinha um final praticamente esperado. Sem grande suspense, o argumento dos realizadores Peseiro e Nandinho foi dentro do esperado. Com pouca plateia na 'sala de cinema' do Dragão, levaram a melhor os atores azuis e brancos (2x0), que vão marcar presença na gala final, marcada para o Jamor.

O FC Porto, com bloco subido no terreno e a tentar bolas longas nas costas da defesa gilista, cedo procurou o golo, rendilhando o seu futebol e tentando ser rápido na circulação. Do outro lado esteve quase sempre um Gil Vicente a tentar pausar o jogo e manter o equilíbrio e a segurança.
Perante um cenário muito despido nas bancadas e muitas alterações nos onzes de ambas as partes, Aboubakar foi o primeiro a ameaçar as redes gilistas mas seria Chidozie, aos 11 minutos, na sequência de um canto de Sérgio Oliveira, a abrir o ativo, num cabeceamento.
Se até aí o Gil Vicente foi tentando pressionar o portador da bola portista, daí para a frente a equipa de Nandinho ficou mais na expectativa e foi vendo o FC Porto (muitas vezes por iniciativas de Sérgio Oliveira) rondar a sua baliza e tentar de várias formas e feitios o golo. Helton, que regressou ao posto, foi praticamente um espectador do duelo, enquanto que Marega foi tendo a bola mas mostrou (quase) sempre algum nervosismo e dificuldade em decidir.
Num jogo de sentido único, a história foi-se resumindo a um FC Porto a assediar a baliza gilista e os de Barcelos a tentarem lutar pela honra de forma recuada. Mas os dragões mostravam ser pouco letais na hora de rematar à baliza. O ataque portista, com destaque para Aboubakar, foi deixando os adeptos à beira de um ataque de nervos com alguns falhanços, alguns clamorosos.
O avançar dos minutos mostrou um Gil Vicente a ter mais bola e a rondar mais a baliza de um Helton que foi chegando para as encomendas. E o FC Porto, bem, o FC Porto tinha a eliminatória mais que garantida e foi gerindo os momentos, enquanto que Peseiro aproveitou para dar minutos a Martins Indi, que regressou após lesão. Foi já com o holandês em campo que Marega, aos 80', fez o 2x0, numa jogada rápida de envolvimento do ataque portista. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira