Há um ditado popular que se encaixa na perfeição no actual estado de coisas no Reino do Dragão. Diz o dito “Em casa que não há Pão todos ralham sem razão”.
Não estou com isto a dizer que muito do que tem sido dito e escrito nos últimos conturbados tempos sobre o Futebol Clube do Porto não seja correcto e racional. O que me parece é que por vezes se escolhem os argumentos que nos "dão mais jeito" numa tentativa – digo eu - de esconder o óbvio.
Vamos analisar cada uma delas. Se por ventura me faltar alguma estejam à vontade para a indicar e dissecar na Caixa de Comentários.
Comecemos pelo argumento que vêm sempre à tona quando algo corre mal: arbitragens.
Não tenho por hábito levar a cabo um registo minucioso das exibições das equipas de arbitragem portuguesas e estrangeiras que apitam os jogos do Futebol Clube do Porto mas sempre que algum jogo não corre bem ao nosso Clube eis que temos uma vasta franja de Portistas a protestar com as arbitragens e a criticar o silêncio da Direcção Azul e Branca.
O problema é que só vejo esta boa malta a “cascar” nos árbitros portugueses. Já quando a nossa equipa é “roubada” à descarada nas competições europeias é o “come e cala-te”. E por aqui se começa a ver, desde já, que isto das arbitragens não será o maior dos problemas do FC Porto.
Ora para além do bode expiatório que - pelos vistos - só funciona a nível nacional, eis que temos de colocar em cima da mesa outras evidências. A que me tem saltado mais à vista é a forma como a nossa equipa jogou com Lopetegui nos momentos chave da época anterior.
Corrijam-me se eu estiver enganado mas na época transacta os Dragões tiveram dois momentos em que poderiam ter colocado o SL Benfica em xeque. O primeiro foi quando os Azuis e Brancos foram à Luz e o segundo aquando da visita ao Estádio do CF Os Belenenses. E o que sucedeu nestes dois jogos? No da Luz tivemos um FC Porto a jogar à defesa e com um meio campo sobrelotado na vã esperança de que um rasgo individual de Ricardo Quaresma resolvesse a contenda a nosso favor. No segundo tivemos um Futebol Clube do Porto a jogar de uma forma tão miserável que após se ter colocado em vantagem permitiu o golo do empate aos Azuis do Restelo.
Ou seja; será que a arbitragem teve assim tanta influência numa época em que Julen Lopetegui não venceu absolutamente nada?
Pelos dois exemplos que dei atrás não creio que tal seja manifestamente verdade. Assim como não foi por causa dos árbitros que o Sporting CP eliminou o FC Porto da Taça de Portugal… Tal como também não foi por causa do árbitro que o Bayern “cilindrou” o nosso Porto.
Fica dado o pontapé de saída na ronda de reflexões sobre o Futebol Clube do Porto. Para a semana “abrirei” um outro tópico.


















