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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Reflexões sobre o insucesso desportivo do Futebol Clube do Porto (I)

Há um ditado popular que se encaixa na perfeição no actual estado de coisas no Reino do Dragão. Diz o dito “Em casa que não há Pão todos ralham sem razão”.

Não estou com isto a dizer que muito do que tem sido dito e escrito nos últimos conturbados tempos sobre o Futebol Clube do Porto não seja correcto e racional. O que me parece é que por vezes se escolhem os argumentos que nos "dão mais jeito" numa tentativa – digo eu - de esconder o óbvio. 

Vamos analisar cada uma delas. Se por ventura me faltar alguma estejam à vontade para a indicar e dissecar na Caixa de Comentários. 

Comecemos pelo argumento que vêm sempre à tona quando algo corre mal: arbitragens. 

Não tenho por hábito levar a cabo um registo minucioso das exibições das equipas de arbitragem portuguesas e estrangeiras que apitam os jogos do Futebol Clube do Porto mas sempre que algum jogo não corre bem ao nosso Clube eis que temos uma vasta franja de Portistas a protestar com as arbitragens e a criticar o silêncio da Direcção Azul e Branca. 
O problema é que só vejo esta boa malta a “cascar” nos árbitros portugueses. Já quando a nossa equipa é “roubada” à descarada nas competições europeias é o “come e cala-te”. E por aqui se começa a ver, desde já, que isto das arbitragens não será o maior dos problemas do FC Porto. 

Ora para além do bode expiatório que - pelos vistos - só funciona a nível nacional, eis que temos de colocar em cima da mesa outras evidências. A que me tem saltado mais à vista é a forma como a nossa equipa jogou com Lopetegui nos momentos chave da época anterior. 

Corrijam-me se eu estiver enganado mas na época transacta os Dragões tiveram dois momentos em que poderiam ter colocado o SL Benfica em xeque. O primeiro foi quando os Azuis e Brancos foram à Luz e o segundo aquando da visita ao Estádio do CF Os Belenenses. E o que sucedeu nestes dois jogos? No da Luz tivemos um FC Porto a jogar à defesa e com um meio campo sobrelotado na vã esperança de que um rasgo individual de Ricardo Quaresma resolvesse a contenda a nosso favor. No segundo tivemos um Futebol Clube do Porto a jogar de uma forma tão miserável que após se ter colocado em vantagem permitiu o golo do empate aos Azuis do Restelo. 
Ou seja; será que a arbitragem teve assim tanta influência numa época em que Julen Lopetegui não venceu absolutamente nada? 

Pelos dois exemplos que dei atrás não creio que tal seja manifestamente verdade.  Assim como não foi por causa dos árbitros que o Sporting CP eliminou o FC Porto da Taça de Portugal… Tal como também não foi por causa do árbitro que o Bayern “cilindrou” o nosso Porto.

Fica dado o pontapé de saída na ronda de reflexões sobre o Futebol Clube do Porto. Para a semana “abrirei” um outro tópico.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

“Somos Porto!” Não me parece…

Após a histórica derrota por 6 bolas a 1 (há 37 anos que tal não sucedia no Reino do Dragão) ante o Bayern de Munique tenho lido e ouvido muitos Portistas a dizerem “Somos Porto!”. Ora eu segui o jogo via TV e realmente pergunto-me se esta equipa que apanhou uma tremenda tareia dos Alemães sabe o realmente que quer dizer “Somos Porto!”.
“Somos Porto!” é muito mais do que uma simples frase motivacional que se utiliza nos momentos difíceis. “Somos Porto!” é um grito de revolta de uma equipa que sabia que o que estava a fazer não era o melhor para o Clube e que tinha de melhorar em todos os aspectos se queria enfrentar tudo e todo. O “Somos Porto!” é um grito de guerra de uma equipa à Porto que percebeu da pior maneira o que é ter de dignificar uma camisola histórica como a do Futebol Clube do Porto.
 
Agora pergunto-me se esta equipa de Julen Lopetegui sabe o real significado da frase “Somos Porto!”. Eu acho que não. E a demonstração cabal de tal é o resultado de Munique a forma como uma grande parte do Universo Portista reagiu a esta pesadíssima e humilhante derrota.
 
“Somos Porto!” não é vir dizer que se vai ganhar na Luz.
 
“Somos Porto!” não é encolher os ombros e resignar-se com a derrota porque o Bayern tem um orçamento três vezes superior ao do FC Porto e Atletas de gabarito internacional.
 
“Somos Porto!” não é vir dizer queremos ser Campeões.
 
“Somos Porto!” não é vir para a Praça Pública jogo sim, jogo sim culpar as arbitragens pelos maus resultados.
 
“Somos Porto!” não é o Treinador vir culpar os Jogadores pela suas opções antes, durante e pós jogo.
 
“Somos Porto!” não é ir para o Aeroporto festejar meias vitórias.
 
“Somos Porto!” não é achar que a equipa é demasiado jovem para poder ter um desempenho ao nível que se lhe exige e que sempre se exigiu num Clube vencedor como o Futebol Clube do Porto.
 
“Somos Porto!” não é vir para as Conferências de Imprensa falar Latim e alimentar polémicas jornalísticas.
 
“Somos Porto!” não é fazer esperas a autocarros do Clube, insultar Jogadores/Técnicos/Direcção e partir os vidros dos seus carros.
 
“Somos Porto!” não é vir para a Bluegosfera, Canal do Clube e Programas de opinião vir dizer que está tudo bem e que não se pode apontar os erros da equipa Azul e Branca.
 
“Somos Porto!” não é levar 6 golos e vir dizer que até que nem é mau porque a campanha na Liga dos Campeões foi a terceira melhor de sempre da história do Clube Azul e Branco.
Quando acabou o jogo da Baviera Thomas Müller, Jogador do Bayern, virou-se para os seus colegas e com um megafone que um adepto Germânico lhe emprestou disse alto e bom som: “Somos Bayern!”. E foram-no na realidade porque após a derrota no Dragão souberam fazer o trabalho de casa e deram tudo por tudo pelo Clube que representam mesmo que momentaneamente.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

São Lopeteguices Senhor. São Lopeteguices...

Uma primeira parte assombrosa do Bayern München e assombrada para o FC Porto tirou toda a claridade e clarividência à equipa de Lopetegui. Desde os de trás aos da frente, não esquecendo o próprio técnico, todos tiveram culpa no cartório, se bem que o jogo não foi contra uma equipa qualquer. Os Alemães mostraram que, há seis dias, tiveram um acidente na Invicta. E o FC Porto está fora da Liga dos Campeões.
 
Lopetegui, privado de Danilo e Alex Sandro, apostou em quatro centrais de raíz para formar o quarteto defensivo. Velocidade a equipa perdeu, acutilância ofensiva, mas tal não era uma prioridade. Havia dois golos de vantagem, o equilíbrio defensivo era mais importante. Mais valia? Supostamente, a equipa ganhava altura e robustez para defender.
 
Só que foi no jogo aéreo que, em meia hora, o FC Porto encaixou três golos e ficou com tudo invertido. Falar depois do acontecimento é muito mais confortável do que antes, mas é lógico que a cartada de Lopetegui para colmatar as ausências saiu completamente ao lado.
 
Por isso, entrou Ricardo, para tentar minimizar os estragos de uma equipa que já tinha baixado totalmente os níveis de confiança. Aliás, equipa não era de certeza. Cada um por si, com coração mas muito pouca cabeça, tentava desesperadamente remar contra um aglomerado de qualidade individual que fazia do jogo colectivo uma força brutal.
 
O Bayern München, claro, estava com a corda toda. Espicaçado pela partida do Dragão, o conjunto de Guardiola não permitiu espaços, nem remates, nem triangulações, nem jogo flanqueado. Tudo o que o FC Porto poderia tentar estava fechado. Só que a equipa Azul e Branca nem tentava.
 
Antes do intervalo, mais um e depois outro. A missão era, então, quase impossível. Só uma palavra milagrosa de Lopetegui poderia mudar o cenário. Mas não houve.
 
É verdade que o FC Porto entrou finalmente a pressionar em todo o campo, no risco de um para um. Teve mais bola, teve mais tempo e mais espaço, mas não no último terço, onde, quando chegou, foi bloqueado de forma tranquila e serena por um Bayern que abandonou a 'loucura' e passou a um ritmo bem mais calmo, quase de treino.
 
Mesmo assim, as oportunidades aconteciam a caminho da rede de Fabiano, que foi evitando o descalabro total para uma segunda parte que já nem todos os Portistas quiseram ver. Por falar em adeptos, estes acordaram a meio da segunda parte.
 
Sentados, escondidos nas camisolas, de rosto fechado e mãos na cabeça, os Portistas conformaram-se com a derrota e acharam por bem entoar cânticos, audíveis pela primeira vez desde o apito inicial. E resultou. A equipa ouviu, subiu e marcou, por Jackson, depois de cruzamento de Ricardo.
 
Estávamos no minuto 73 e ventos de alguma esperança no milagre sopraram no Allianz Arena. Mas logo se viu que era miragem. O Bayern melhorou na posse novamente e chegou ao sexto, já depois de Marcano ter sido expulso. Tudo sentenciado. E Dante ainda foi a jogo...
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Pereira

terça-feira, 21 de abril de 2015

Carimbar o passaporte

Muitos poucos acreditariam nesta possibilidade há coisa de uma semana atrás, mas neste momento o Futebol Clube do Porto tem a tarefa de carimbar a passagem às meias-finais da Liga dos Campeões e depende de si próprio para tal tarefa dado que venceu em casa os Alemães do Bayern Munique por 3 bolas a 1.
 
É caso para se dizer que a “dose de leão” está toda do lado dos Germânicos que tem a árdua, mas não impossível, tarefa de marcar dois golos aos Dragões sem sofrer um único golo. 
 
Já aos Portistas irá caber a tarefa um pouco mais facilitada, de defender a vantagem marcando, se possível, um golo ao Bayern, tarefa esta que o jogo da primeira mão se encarregou de demonstrar que não é nada do outro mundo. 
 
Dito de outra forma, tal como disse e muito bem Vítor Pereira que se agrou recentemente Campeão na Grécia ao serviço do Olimpiacos, os primeiros 20, 30 minutos da partida vão ser decisivos para se saber quem irá passar à fase seguinte da prova milionária da UEFA. Se os Dragões mostrarem a raça e o querer da partida da primeira mão e Lopetegui não der uma de “Treinador à Portuguesa” é quase certo que estes repetirão em Munique aquilo que fizeram na Invicta.
 
Contudo o facto de terem de ser os Alemães a ter de “dar ao pedal” não é sinónimo de que tudo são “favas contadas”. Pelo contrário! E o FC Porto já provou um pouco deste venenoso relaxamento quando no Dragão sofreu o golo do Espanhol Thiago Alcântara. É que o Bayern não é uma das maiores equipas Europeias da Europa e do Mundo por mero caso pois conta nas suas fileiras com grandes Jogadores de craveira Mundial. Felizmente para as cores Azuis e Brancas que muitos destes Atletas de gabarito ao serviço dos Germânicos estão lesionados ou a recuperar de lesões recentes (como é o caso de Bastian Schweinsteiger e Franck Ribéry).
 
Julen Lopetegui elegeu 20 jogadores para o jogo de Munique (19h45 de Portugal Continental), jogo da segunda mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. ​
 
Tello, por lesão (efectuou tratamento, sendo o único Atleta do plantel com limitações físicas), e Danilo e Alex Sandro, castigados, são baixas para a partida. Em sentido inverso, Casemiro está entre os convocados.
 
Lista de 20 convocados: Helton, Fabiano e Ricardo Nunes (guarda-redes); Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Reyes, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Ricardo Pereira, Maicon, Marcano, Martins Indi, Casemiro, Herrera, Oliver Torres, Brahimi, Quaresma e Jackson
 
E pouco mais há a dizer senão FORÇA PORTO!!!! Vamos lá calar estes Alemães do arrogante Guardiola!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Eis o espírito de 87!

Em País de austeridade, os milhões dos Alemães não passaram na Invicta; aquela postura Azul e Branca em campo foi uma dificuldade maior para um Bayern que tentou quase sempre ser forte na circulação, articulando os vários sectores do terreno e levando perigo ao ataque. Mas do outro lado estava um FC Porto à Porto. Vitória justa de um Dragão que está no palco que merece, a Champions (3 x 1).
Parente «pobre» no estatuto financeiro (quando comparado com o orçamento da turma Alemã), o FC Porto sabia que não podia esbanjar «à rico» as oportunidades que tinha neste jogo e teve uma entrada avassaladora, à Dragão mesmo, diante de um Bayern que subiu ao relvado Portista expectante e desconcentrado. Agradeceu o FC Porto que cedo se colocou em vantagem.
Logo aos três minutos, já Ricardo Quaresma colocava o FC Porto na frente, na transformação de uma grande penalidade. Jackson – que regressou ao onze após lesão - ganhou a Boateng, ficou isolado e foi travado por Neuer dentro da área. O árbitro assinalou grande penalidade e ficou-se pelo amarelo (o Dragão não gostou, pois queria vermelho para o Alemão). Na conversão do castigo máximo, o Mustang não facilitou a abriu o activo.
O FC Porto estava na frente e as bancadas embalavam os pupilos de Lopetegui que ampliaram a vantagem pouco depois. Aos 10 minutos, Dante perdeu a bola, Ricardo Quaresma isolou-se e bateu Neuer.
O Dragão fervia de emoção, crença e confiança. A perder, Guardiola mandou subir as linhas da sua equipa e o FC Porto, que passou a não ter tanta bola, reforçou mais o seu sector defensivo. A circulação dos Alemães acabou por resultar no golo do Bayern, aos 28 minutos, por Thiago Alcántara. Jérôme Boateng arrancou pelo flanco direito e cruzou rasteiro para a grande área Azul e Branca, onde Thiago Alcántara surgiu ao segundo poste, solto de marcação, a reduzir para 1 x 2.
Se vários jogadores do Bayern viajaram de Munique com a curiosidade de ver o FC Porto, no Dragão, ao intervalo do desafio já levavam que contar. A perder pela margem mínima (e depois de uma entrada adormecida), o Bayern até se podia dar por muito satisfeito com o resultado que se registava.
No regresso dos balneários, grande reentrada do FC Porto em campo, tendo mais bola e circulando a toda a largura do terreno de jogo. Mas Neuer é sempre um obstáculo difícil de travar e negou o golo a Herrera à passagem da meia hora de jogo. Quaresma abriu em Danilo, na direita, o lateral cruzou rasteiro de primeira e o mexicano desviou ao primeiro poste para uma defesa fabulosa de Neuer, que não travou o soberbo golo de Jackson, aos 65'. Receção de bola com classe por parte do Colombiano que, depois, contornou o Alemão na perfeição, antes de fazer o terceiro.
Até final, as entradas de Rúben Neves, Hernâni e Evandro (para as saídas de Óliver, Brahimi e Quaresma) permitiram ao FC Porto segurar a preciosa vantagem que levará para o jogo de Munique. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

quarta-feira, 15 de abril de 2015

87… Mais uma vez!

1987, ano de ouro para o Dragão pois foi neste ano que o dragão nasceu para o futebol tal como o conhecemos hoje. Todo o árduo trabalho iniciado por José maria Pedroto e Jorge Nuno Pinto da Costa deu os seus primeiros frutos na Final da Taça dos Campeões Europeus de Viena onde o Futebol Clube do Porto de Artur Jorge, Madjer, Futre, Juary, Sousa, Magalhães, João Pinto e outros tantos derrotaram o Bayern de Munique por 2 bolas a 1. Foi um jogo épico onde um David (FC Porto) derrotou um Golias (Bayern) e calou muito boa gente que antevia antes do jogo uma vitória fácil para os Germânicos.
 
Muitos anos se passaram e outros confrontos se foram realizando entre Bayern e Porto sendo que a equipa Azul e Branca não voltaria a derrotar os de Munique, mas hoje surge novamente uma nova oportunidade para derrotar o poderoso Bayern. E logo para a mesma competição (mesmo que reformulada) que viu nascer o Futebol Clube do Porto dos temos modernos.
 
Tal como em 87, e em outras ocasiões, os Alemães são favoritos nesta primeira mão dos Quartos-de-final da Liga dos Campeões, e muitas são as razões para tal. A começar desde já pelo Plantel que é de luxo e nem a onda de lesões que assentou arraiais em Munique impede que Pep Guardiola apresente uma equipa de luxo diante dos seus adversários.
 
Na baliza dos Germânicos “mora” por lá um tal de Manuel Neuer, Atleta que dispensa apresentações. Dante, Rafinha, Philipp Lahm e David Alaba também dispensam apresentações e fazem da defesa do Bayern uma das mais sólidas da Europa. No meio campo (o sector mais fragilizado pelas lesões) temos um Xabi Alonso em fim de carreira mas que tem ainda muito futebol para dar e vender e um Thiago Alcântara que tanto é capaz do pior e do melhor. Já no ataque, o ponto fortíssimo deste Bayern de Guardiola, Thomas Müller e Robert Lewandowski marcam golos para todos os gostos e feitios tendo o último marcado 9 golos nos últimos 10 jogos do Bayern!
 
O segredo para se derrotar Fussball Club Bayern München está no ataque rápido e incisivo. Julen Lopetegui terá de colocar de lado a sua “tara” pela posse da bola e optar por uma estratégia de controlo do jogo com lances rápidos para o ataque por forma a apanhar a defesa Germânica em contra pé. Se o Basco optar por ser teimoso e ter a fatídica ideia de jogar de igual para igual com o Bayern de Guardiola então será a morte do artista porquê o Bayern está muito mais habituado a jogar em posse que o FC Porto de Julen Lopetegui que só esta temporada começou a dar os seus primeiros passos neste sistema de jogo.
 
É possível reviver 87 desde que certas teimosias e planeamentos absurdos sejam colocados de lado em nome do sucesso recente do Clube Azul e Branco! E é certo e sabido o quão importante é ganhar sem sofrer na primeira mão de uma eliminatória.
 
Jackson, Quintero e Indi constituem as três novidades da Lista de Convocados de Julen Lopetegui para o jogo da primeira mão dos quartos-de-final da UFEA Champions League.
 
O avançado Colombiano foi considerado apto depois do último treino antes do encontro com a equipa Bávara, marcado para hoje, pelas 19h45, no Estádio do Dragão. Dos eleitos do treinador Espanhol, que desta vez convocou 20 jogadores, não constam os nomes dos Espanhóis Marcano (que cumpre castigo) e de José Ángel, que tinham sido chamados para o jogo frente ao Rio Ave​, da 28.ª jornada da Liga NOA.
 
Lista de 20 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Indi, Maicon, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson, Quintero, Reyes, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Aboubakar.
 
Onze provável (4x5x1): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Evandro, Herrera, Oliver Torres, Brahimi e Aboubakar

sexta-feira, 3 de maio de 2013

¡¡Hala Madrid!!: Pensar o futuro

Finito. Mais uma vez se ficou pelo quase… Ficou-se à portinha da tão desejada Décima e o Povo Merengue vai ter de se contentar com uma Supercopa e uma quase certa Copa del Rey.
 
È pouco, muito pouco para um Clube como o Real Madrid CF mas é preciso termos em linha de conta que antes da chegada de mourinho á Capital Espanhola o Clube não ganhava absolutamente nada e as meias-finais da Liga dos Campeões só eram possíveis na Playstation.
 
Agora há que pensar no futuro. E pensar num futuro que se adivinha brilhante. Brilhante pelo menos a nível interno porque a cruz de Mou chamava-se Pep Team e a verdade seja dita esta já foi enterrada e bem enterrada. O facto mais elucidativo disto mesmo foi o de perder uma semifinal com o Bayern Munique por 7 a 0… E para mais contando com o dito “Melhor Jogador do Mundo” nas suas fileiras…
 
Mas pense-se no futuro com cabeça tronco e membros. Não se apegue o que de bom foi feito pela Mou Team. Não nos deixemos levar pelo que pensam alguns perfeitos anormais que apostaram tudo na conquista da Décima Champions. Assim como não se deve dar ouvidos aos mesmos perfeitos anormais que só são Madridistas quando o Real Madrid CF ganha ao FC Barcelona. Pensemos no futuro usando a preciosa massa cinzenta e os olhos que temos.
 
E sendo assim acabamos por perceber que o futuro da Equipa Blanca passa essencialmente pela dispensa urgente de um péssimo profissional de futebol: Casillas. O Guardião Espanhol tem de sair de Madrid e não será por aí que vem mal ao Mundo dado que Diego López já mostrou por mais que uma vez que se pode contar com ele. 
 
Depois há que olhar para a linha defensiva e com urgência dado que a contratação de um central e de um defesa direito é mais que urgente. E ao olharmos para este sector será muito importante olhos com olhos de ver e que se deixe de contratar pseudo vedetas ao estilo de Modric e Bale por exemplo. Há que procurar reforços no verdadeiro sentido do termo.
 
De restou não se fariam mais alterações ao Plantel. Resta o assunto Treinador e aqui há muito para contar. Como já disse, com a queda definitiva da Pep Team eis que se pode afirmar que o principal obstáculo interno dos Merengues deixou de existir pelo que se pode contratar um treinador de bancada que este vence La Liga, Supercopa e Copa del Rey com uma perna às costas. Só que o real Madrid CF não se resume só a isto e como tal há que ter no comando Técnico da Equipa um Treinador que faça algo de tão bom ou melhor que Mourinho.
 
A meu ver o Homem certo será sempre José Mourinho e até prova em contrário irá ser este que vai comandar o futuro Real, mas caso não seja será também importante que de pense num sucessor como deve ser e não no nome que mais agrada á Imprensa/Adeptos. Como tal Ancelotti é uma carta fora do baralho, assim como Jupp Heynckes e André Villas-Boas. È essencial que seja um Treinador com a mesma garra de Mou e que tenha uma visão de futuro aplicável ao presente e sendo assim Jürgen Klopp parece ser o Homem certo. Mas ainda muita tinta vai correr e com toda a certeza voltarei a este assunto na devida altura.
 
Até lá fica o meu apelo para que se pense num futuro risonho com muita sensatez e muita lucidez. Que se lixem as marcas, valdanos e outros tais.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

¡¡Hala Madrid!!: Há o Real e o real

È um facto. Actualmente temos (para já) dois tipos de Real Madrid CF. No mesmo espaço temporal temos o Real Madrid CF da Copa del Rey que pratica um futebol dominador e de posse de bola que não dá hipóteses aos adversários e onde até Casillas dá o litro e temos o Real Madrid CF da Liga BBVA que pratica um futebol enfadonho, sem ligação e onde os Jogadores parecem arrastar-se em campo.

Se tal me agrada? Naturalmente que não e vamos a ver se ainda irá aparecer um terceiro tipo de Real Madrid CF que irá disputar a Liga dos Campeões… E nem quero imaginar que tipo de Real será este! E qual a razão para tão estranho fenómeno? Variadas! As razões são mais do que muitas e estão à vista de toda a gente.

A Casa Blanca nunca gostou de se fechar em si mesmo, sendo uma porta aberta para que certos sectores ad Comunicação Social Desportiva façam da equipa Merengue o trampolim da fama e para mais isto de fazer sondagens de opinião aos associados sobre o futuro da equipa se não é anedótico é no mínimo ridículo.

Depois temos a facilidade com que os Jogadores usam e abusam das Redes Sociais… Twitter e Facebook são uma excelente arma de promoção mas são também o pavio de um possível barril de pólvora. Não é a primeira vez que os Jogadores da equipa Merengue se servem destas ferramentas para lavar roupa suja e cobardemente criticar o Treinador. A união e, sobretudo, a tranquilidade no ambiente de trabalho são fundamentais numa Equipa de Futebol (e não só) e quando tal não existe é natural que depois a equipa não renda o que deve render na hora de disputar os jogos.

A última razão prende-se com a estupida mania de certos Madridistas se preocuparem mais com o eterno rival da Catalunha do que com o seu clube. O Real Madrid CF é um Clube grande por natureza, assim como o é o FC Barcelona e como tal nem um nem o outro precisam de se declarar como o melhor. Culés e Merengues tem uma forma completamente distinta de mostrar a sua qualidade futebolística e quando se tenta forçar uma mudança destas identidades sai sempre asneira. O Barça é um Clube formador de talentos e o Real um Clube comprador de estrelas. Tentar mudar isto apenas desgasta a equipa e cria-se pressãpo onde ela não deveria existir.    

Uma nota final para realçar aqui o empate que o Málaga conseguiu impor ao Barcelona em Nou Camp. Afinal a tal “super” equipa que não precisa de Treinador (Tito dixit) também mete água e graças a isto tem em risco a sua continuidade na Copa del Rey. Quem diria hein?

A minha outra nota final prende-se com Pepe Guardiola que decidiu aventurar-se em terras Germânicas. O Bayern é um Clube calmo mas não é o Barcelona. Em Munique o Homem da Catalunha não irá ter a “papinha” feita como em Barcelona e vamos a ver como este vai lidar com os problemáticos Franck Ribéry e Arjen Robben que já tem um longo historial de indisciplina na Alemanha. Ah e em Munique não estará o Messi e os árbitros amigos para resolverem partidas complicadas. Acima de tudo boa sorte Pep!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

¡¡Hala Madrid!!: Obrigado Equipa!


"Estou conformado, é futebol. Os meus rapazes tiveram uma mentalidade positiva. O nosso rival descansou no passado fim de semana, nós jogámos um encontro importante em Camp Nou. Não queríamos perder, mas o futebol é isto"

Estou triste pelos meus jogadores, mas há que ser forte. O ano passado ganhámos a taça e se esta época vencermos o campeonato é um passo em frente. Sinto-me orgulhoso por ser treinador desta equipa"

In: OJOGO

Assino por baixo tudo o que José Mourinho afirmou depois desta amarga derrota ante o FC Bayern München- O Futebol é assim mesmo e a equipa Madridista está no bom caminho.

Venha agora o Sevilha e o Título de La Liga BBVA. Acima de tudo ser-se Campeão de Espanha á frente da Melhor Equipa do Mundo não é para qualquer um.

Fica prometida uma analise seria e profunda a esta partida e sobre o que tem sido injustamente dito e escrito sobre esta fabulosa equipa de José Mourinho, Cristiano Ronaldo, Sérgio Ramos, Iker Casillas e outros.

¡¡Hala Madrid!!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

¡¡Hala Madrid!!: Vozes de Burro não chegam aos Céus

O Jornal MARCA traz na sua edição online de domingo uma declaração de Ottmar Hitzfeld, Treinador do Fußball-Club Bayern München, onde este afirma (passo a citar): É uma vantagem jogar contra o Madrid e não contra o Barça. 

Não acompanhasse eu o Futebol há já una bons anos e diria que o Treinador Alemão ou é burro ou então gosta de se passar por burro. 

Isto porque ainda no passado fim-de-semana toda a gente viu um fraco Ballspielverein Borussia Dortmund a dar um autêntico “baile” ao Bayern München de Ottmar Hitzfeld. E há que salientar que na Equipa do Borussia Dortmund não existem “vedetas” como o Neuer, Franck Ribéry, Bastian Schweinsteiger, Arjen Robben e Mario Gómez. Já agora, o Título Alemão já não vai para a Equipa Bávara graças a esta copiosa derrota.

Daí que nos perguntemos como é que um Treinador com a experiência de Hitzfeld vêm para a praça pública subestimar o seu adversário da Champions. 

Se este com a sua equipa de milhões não consegue derrotar uma Equipa de tostões como a do Dortmund, Ottmar Hitzfeld tem a audácia de afirmar que a sua Equipa tem vantagem sobre um Real Madrid CF que a 4 Jornadas do final de La Liga soma somente 107 golos marcados e lidera La Liga com 4 pontos de avanço sobre este tal de Barcelona que assusta o Treinador dos Bávaros?

Só por manifesta burrice é que o Treinador Alemão resolveu vir com uma destas para os Jornais… E ainda para mais contra uma das Equipas de José Mourinho que é considerado um especialista no que aos Mind Games diz respeito.  

Contudo Ottmar Hitzfeld poderá ter alguma razão nesta sua afirmação, pois por norma o FC Barcelona tem sempre uma enorme ajuda do Homem do Apito quando a “coisa aperta”…

Que o diga o AC Milan e ultimamente o Levante de La Liga BBVA. Isto para não falar que os Culés até tem o prazer de ver os seus desejos atendidos, ou não tivesse o Jornal Catalão Mundo Deportivo feito notar na sua Capa de Sábado que os Merengues já não viam ser assinalada uma Grande Penalidade contra si há um ano, e tal ter acontecido na partida em que o Real Madrid CF derrotou o Real Sporting de Gijón, SAD por 3 bolas a 1.

sábado, 24 de março de 2012

¡¡Hala Madrid!!: A 10ª Champions

Olhando para o resultado do sorteio da Champions os mais optimistas dizem que o caminho até á Final de Munique está praticamente aberto uma vez que somente o Fußball-Club Bayern München poderá afastar o Real Madrid CF da Final. Naturalmente que o facto de o FC Barcelona seguir um caminho completamente diferente dos Blancos ajuda a chegar a esta conclusão, uma vez que quando os jogos são a 2 mãos os Culès levam a melhor sobre os Merengues.  

Sinceramente não vejo as coisas desta forma. Não alinho nesta arrogância de que o Real de Mou é uma lenda viva que ninguém consegue parar e para além disto no Futebol a bola é redonda. Tal ficou bem patente no último empate caseiro onde o Málaga Club de Fútbol mostrou que os jogos duram sempre 90 e poucos minutos e que para os vencer há que trabalhar para tal e não esperar que a bola entre na baliza adversária por obra do Divino.

E depois há um tal de APOEL que é tudo menos uma equipa de simpáticos Cipriotas que têm tido imensa sorte nos jogos que realizaram na Liga dos Campeões. O Futebol Clube do Porto provou e sofreu da pior maneira esta perigosa desvalorização que lhe custou um afastamento prematuro da Champions e o mesmo se pode dizer do Olympique Lyonnais que chegou ao Chipre em vantagem na eliminatória e de lá saiu vergado a uma derrota que foi imposta por uma equipa de ilustres desconhecidos.

Vamos a ter calma para depois não voltarmos a aturar a palhaçada mediática que fomos obrigados a ler e ver na Imprensa da Catalunha. A sensatez que não quer morar lá para os lados de Barcelona deve marcar sempre presença em Madrid. 

Não estou com isto a afirmar que o Real Madrid CF vá ter no APOEL um Bicho Papão! O que eu defendo é que cada jogo é um jogo e que não existem mais ou menos facilidades só porque Barcelona só na Final (se este lá chegar). E para mais se tudo correr como esperado e dentro de alguma lógica (como se no futebol houvesse espaço para a lógica), na meia-final os Madridistas terão de defrontar o dono do Allianz Arena e convêm recordar que nos oitavos–de-final este “despachou” o FC Basel com uma goleada de 7 bolas a 0, recuperando desta forma da derrota que trazia da Suíça.

Por isto muita calma, muita concentração e sobretudo muita humildade. No final teremos o prazer de mandar calar o FC Barcelona. Até lá, é trabalhar muito e deixar a habitual choradeira das arbitragens para a malta da Catalunha que não sabe ganhar nem perder.