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sexta-feira, 10 de março de 2017

Driblar as curvas para pressionar o carro da frente

São estados de espírito bem diferentes aqueles que Arouca e FC Porto vivem no arranque para mais uma ronda da Liga NOS, ainda que com um ponto em comum: nem uma nem outra equipa estão no lugar que desejam.

Mais os arouquenses, obviamente. A Europa continua a estar no horizonte, sobretudo contando que o sexto lugar dê acesso, só que a margem é cada vez menor, pelo que urge ao conjunto do distrito de Aveiro um regresso aos bons resultados.

É que o Arouca vai com quatro derrotas consecutivas (uma com Lito, três com Machado), o pior registo desde que subiu ao principal escalão do futebol nacional, uma série que, a ser quebrada, significará os primeiros pontos para o novo treinador.

Mesmo assim, nada que belisque o favoritismo azul e branco. Em situação inversa, a turma de Nuno Espírito Santo está com oito vitórias seguidas no campeonato e só olha para o Benfica com um degrau de distância.

Há Champions na próxima semana, mas Nuno Espírito Santo, até pelo panorama complicado diante da Juventus, não deverá optar por tantas poupanças como as que fez frente ao Tondela antes de receber os italianos, há três semanas. Porque, por agora, o que importa é mesmo pressionar as águias e subir à liderança pelo menos durante 72 horas.

Sem Herrera e Corona, o desenho não deve fugir muito daquele que se viu na goleada ao Nacional, embora com a mesma questão das últimas deslocações: um ou dois pontas de lança?
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domingo, 13 de setembro de 2015

O Dragão já lidera

Vitória tranquila e sóbria do FC Porto, contra um Arouca aguerrido, mas com poucos argumentos. Lopetegui mexeu em vários sectores e Corona foi um dos que se estreou, numa exibição com dois golos e a certeza de que tem a velocidade e a magia que por vezes falta em determinados momentos do jogo de uma equipa que é, à condição, líder isolada da Liga NOS.
Se Corona foi uma das novidades no onze, o Mexicano quis mostrar que isso não era destaque suficiente e passou do valor financeiro ao valor desportivo. Um quarto de hora e golo! A melhor entrada em campo dos Portistas, que já tinham tentado por André André e Aboubakar, era premiada.
Ao Arouca, o medo não apareceu. A noite era sombria, as bancadas estavam pintadas de Azul, mas a tonalidade da atitude Arouquense era de um amarelo vivo como a camisola. A reacção ao golo inaugural só não foi totalmente bem conseguida porque faltou algo no último terço.
Ainda assim, a atitude dos homens de Lito Vidigal foi inteligente, explorando o facto de o FC Porto ter pouco apoio defensivo dos extremos e colocando os médios interiores em constantes apoios na linha, criando desequilíbrios e obrigando os Dragões a recorrerem à falta. Nos 15 minutos a seguir ao golo, o Arouca foi melhor, mas não o suficiente para que Casillas tivesse reais calafrios.
Depois, os Portistas voltaram a melhorar, com André André e Brahimi mais activos a pegar a bola e a darem velocidade à equipa, que claramente ia faltando no trato do esférico. Uma situação que foi melhorada com o intervalo.
O Arouca regressou dos balneários novamente com vontade, só que Lopetegui melhorou as coberturas defensivas nas faixas, quer por quem estava, quer com o reforço de Danilo Pereira, quando entrou para o lado de Rúben Neves, dando mais liberdade a Imbula.
Os Dragões já não tiveram tanta ânsia em ter bola e conviveram bem com isso. Tiveram mais espaço entre o que era o meio-campo construtor do Arouca e a sua linha defensiva e assim exploraram para os golos da tranquilidade.
Essa maior robustez física e presença a meio-campo acabou por se revelar vital, não para segurar a vantagem mínima, mas para conferir menos trabalho defensivo aos homens da frente, que ficavam mais soltos para atacar e marcar.
Primeiro, por Corona, a bisar numa noite de sonho, depois por Aboubakar, sempre com André André como denominador comum: rematou no do Mexicano e cruzou no do Camaronês, após magnífico passe de Rúben Neves.
​Um triunfo que não sofreu contestação, mas que sofreu uma mexida do outro lado do placar, quando Maurides reduziu. Um golo merecido para os Arouquenses, três pontos que se justificam para um FC Porto que receberá o Benfica em vantagem na classificação. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo; André André

sábado, 12 de setembro de 2015

Dia de derrotar os “Tolinhos”

Após a paragem para os compromissos das Selecções eis que regressa o campeonato e o “mano a mano” pela conquista do Título de Campeão nacional. Algo que o Futebol Clube do Porto já não consegue fazer há já duas longas temporadas, pelo que vencer os “Tolinhos” do Arouca na sua real casa é um imperativo para os Dragões pois só com vitórias se pode ser campeão.
 
Para além disto o SL Benfica venceu o seu jogo e é neste momento Líder da tabela classificativa da Liga NOS, o que obriga os Azuis e Brancos a terem de vencer em Arouca para poderem receber a equipa de Vitória no primeiro lugar do campeonato. Para mais uma vitória Portista mais logo pode isolar o FC Porto no topo da classificação dado que “retira do caminho” o Arouca que tem sido a equipa sensação neste arranque de época.
 
Contudo esta não será uma tarefa fácil para Julen Lopetegui e companhia. Como já aqui disse, o Arouca tem sido a sensação deste arranque de época e não é por acaso que tem sido assim. 
 
Primeiro que tudo a equipa Arouquense conta com os serviços de Lito Vidigal que é um Treinador que “faz magia” nas equipas pequenas (que o diga o Belenenses). E pelo que se vai vendo o FC Arouca poderá muito bem deixar de ser aquela equipa que luta somente pela descida de divisão. 
 
Para além do talentoso Treinador o FC Arouca consegue apresentar esta Temporada um plantel muito equilibrado com Jogadores de qualidade que fazem a diferença nos jogos. Rafael Bracalli, José Manuel Velázquez, Nuno Coelho, Nuno Valente, David Simão e Maurides são alguns dos bons Jogadores do Plantel do Arouca com os quais o FC Porto deve ter uma atenção muito especial se quiser ficar com os três pontos da vitória.
 
Marcar cedo vai ser vital para que os Dragões consigam impor o seu futebol e continuar a liderar o campeonato (calando desta forma os papagaios da Comunicação Social Desportiva com palas à Benfica). Como tal é importante que Julen deixe de lado a sua teimosia e deixe o seu onze explanar o seu futebol.
 
Os defesas Cissokho e Miguel Layún e o avançado Jesús Corona são as novidades da convocatória elaborada pelo técnico Julen Lopetegui para o jogo entre Arouca e FC Porto, referente à quarta jornada da Liga NOS (marcado para hoje, às 20h45, no Estádio Municipal de Arouca). 
 
Em relação aos eleitos para a recepção ao Estoril, que se saldou numa vitória portista por 2 x 0, saem dos eleitos o defesa José Ángel e o avançado Silvestre Varela. 
 
Lista de 19 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Alberto Bueno, Imbula e Cissokho. 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Indi, Danilo Pereira, Imbula, Brahimi, Tello, Corona e Aboubakar
 
O FC Arouca x FC Porto poderá ser acompanhado em directo na SPORTTV 1.

domingo, 26 de outubro de 2014

Nem rotação, nem invenção

O FC Porto não se podia dar ao luxo de perder mais pontos na corrida pelo Título e não perdeu. Os Dragões foram a casa do Arouca vencer por cinco bolas a zero, em jogo da 8.ª jornada.
Quem já foi ao estádio do Arouca, situado pelas Terras da Serra da Freita, sabe das dificuldades que tem de enfrentar para lá chegar. O trajecto, até à Terra de gente acolhedora e simpática, não é de todo fácil. Mas bem se pode dizer que nunca foi tão fácil para o FC Porto andar pela Serra.
Não se enganou quem esperava uma entrada lenta do FC Porto. Os Dragões começaram com calma, com paciência, trocando a bola com segurança e sem correr riscos. O Arouca, orientado por Pedro Emanuel, ficou à espera do adversário e tentou ver no que ia dar o jogo. Ainda assim, os Homens da casa, sempre que podiam, atacavam com perigo, sobretudo pelos flancos.
A equipa da Invicta controlava mas havia pouco Porto em campo. Quintero, no meio, criava pouco perigo, Casemiro escondia-se e só Brahimi colocava intensidade no ataque Azul e Branco. Tello, bem marcado, não conseguia aparecer num jogo que arrancou com Marcano, novidade no eixo defensivo, a cometer alguns erros.
Mas o futebol é um jogo colectivo onde a qualidade individual pode resolver muitas vezes os problemas que aparecem às equipas. Foi o que aconteceu, em Arouca.
Até então "desaparecido", Juan Quintero, aos 24 minutos, disparou forte um remate de longe, com a bola a desviar ainda num opositor, e abriu o activo. Os adeptos do FC Porto podiam festejar. E não tiveram que esperar muito para voltar a fazer a festa. Aos 26', Jackson Martínez empurrou para o fundo das redes de Mauro Goicoechea, depois de um trabalho de Brahimi. O Argelino passou por tudo e todos na direita, cruzou para a "boca da baliza" onde apareceu o Cha Cha Cha para o segundo dos Dragões. 0 x 2, vantagem para a equipa de Lopetegui.
A tentar cometer poucos erros, o conjunto Arouquense viu-se em desvantagem com dois momentos de pura magia dos artistas do Dragão.
A equipa de Pedro Emanuel sentiu os golos sofridos e recolheu-se perante uma pressão forte do FC Porto que, por outro lado, cresceu, ganhou dinamismo e intensidade. As oportunidades de golo sucederam-se e o resultado ficou confortável para a formação Portista.
Os golos despertaram os Azuis e Brancos que cercaram a baliza do Arouca em busca do terceiro golo. E ele não demorou muito. Aos 39 minutos, de bola parada, Casemiro saltou mais alto entre os centrais da casa e, de cabeça, empurrou para o fundo da baliza.
Um FC Porto simples, pragmático e superior (com toques de magia também) tinha a sua Vida resolvida ao intervalo.
Para o segundo tempo, o Arouca tinha que operar um verdadeiro milagre para impedir o FC Porto de conquistar os 3 pontos. Algo que não aconteceu. Quem acabou por ampliar a vantagem foi o FC Porto. Jackson Martínez, aos 60', fez o quarto. Tello meteu velocidade pelo corredor e cruzou para o avançado Colombiano marcar mais um; o Colombiano só teve de meter o pé.
O que se viu até final foi um Arouca à espera do final da partida e o FC Porto a dilatar o marcador. Já com Quaresma e Vincent Aboubakar em campo, os dois fabricaram o quinto golo dos Portistas. O Camaronês tabelou com o internacional Português e depois colocou a bola por entre as pernas Goicoechea.
Os Dragões venceram fácil e o Arouca saiu vergado a uma goleada. Assim se conta a história do duelo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi

sábado, 25 de outubro de 2014

Sem rotação mas com consolidação

Após a sofrida vitória caseira na última Terça-feira numa partida a contar para a UEFA Champions League, eis que os Dragões voltam toda a sua atenção para a Competição Interna onde tem um “pequeno grande fosso” pontual de quatro pontos de distância para o primeiro classificado por atravessar. Razão mais que suficiente para que Lopetegui deixe de inventar e de rodar o plantel todo.
 
Para além disto, esta vai ser uma jornada onde SL Benfica vai jogar em casa do SC Braga e poderá perder pontos dado que as Águias não costumam dar-se muito bem com os ares do Minho. Mais uma razão para que Lopetegui não aposte na sua habitual teimosia que já custou pontos preciosos ao Futebol Clube do Porto.
 
É neste cenário que os Azuis e Brancos visitam Arouca para jogar contra a equipa local. O Arouca é orientado por Pedro Emanuel, conhecedor da Mística do Dragão, que já mostrou por várias vezes ser um Treinador atento e competente neste tipo de equipas. Como Treinador que é, Emanuel irá com toda a certeza preparar o seu Arouca para que “roube” pontos ao Dragão sem ter de “estacionar o autocarro” diante da sua baliza.
 
Além do seu Treinador, o Arouca conta nas suas fileiras com Jogadores de boa qualidade. Podem não ser grandes estrelas do futebol, nem são donos de uma capacidade técnico táctica genial, mas sempre que entram em campo dão tudo por tudo pelo Clube e mostram ter uma organização muito boa em todos os sectores e fases do jogo. Não será, de forma, alguma um adversário fácil de se defrontar, isto é uma certeza.
 
Quanto ao Futebol Clube do Porto, São 18 os convocados por Julen Lopetegui para a visita a Arouca, marcada para hoje, às 20h15, no Estádio Municipal de Arouca, a contar para a oitava jornada da Primeira Liga.
 
Em relação à convocatória para o último jogo, frente ao Athletic Club, da terceira jornada da Champions League (2 x 1), saem dos eleitos do Técnico Espanhol o médio Evandro e o avançado Ricardo, reduzindo assim a lista de 20 para 18 elementos.
 
Lista de 18 Convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Herrera, Brahimi, Quaresma, Tello e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo: Passem pelo Blog perto da hora do jogo.