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terça-feira, 17 de março de 2015

Pensamento da Semana: O cerne da questão

Depois da vitória caseira ante o Arouca de Pedro Emanuel tenho reparado que a Nação Azul e Branca se sente muito revoltada com a expulsão do Guardião Azul e Branco Fabiano, contudo tenho uma visão completamente diferente do assunto.
 
Sou da opinião de que os adeptos e associados do Futebol Clube do Porto deveriam antes “obrigar” Julen Lopetegui a não apostar em projectos que até podem ser bons mas que podem ser perigosos nesta altura do Campeonato.
 
Até que sou um grande admirador de um “Guarda-redes à Manuel Neuer” mas Fabiano está longe de ser algo de igual, ou parecido, nos tempos mais próximos. O Brasileiro poderá muito bem vir a ser o “Neuer” que o sistema de Lopetegui necessita, mas isto demora o seu tempo e se há coisa que o FC Porto não pode fazer é “pôr-se a jeito” nesta altura do Campeonato porque “eles andam aí” e estão muito nervosos.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vitória da Raça e do Querer

Não há lesão ou castigo que trave o Dragão. Perante as dificuldades que têm aparecido no caminho, o FC Porto tem feito das fraquezas forças e segue na sua missão do "resgate". Fabiano foi expulso e cedo deixou os seus companheiros - que tiveram um duelo a meio da semana para a Champions - reduzidos a 10 unidades. Mas usando de uma máxima tão familiar à Nação Portista ("Somos Porto"), bem se pode dizer que diante do Arouca os pupilos de Lopetegui mostraram o que é ser Porto e venceram por uma bola a zero.
 
Pressionado pela vitória do Benfica, os Azuis e Brancos subiram ao relvado do Estádio do Dragão com a necessidade de somar os três pontos. Cedo os Portistas instalaram-se no meio-campo do Arouca, equipa que se apresentou com o bloco coeso mas atrevido e a tentar criar dificuldades aos Azuis e Brancos, que iam controlando e fazendo uma ligeira pressão.
 
Foi numa dessas iniciativas dos Arouquenses que Fabiano Freitas foi expulso. Aos 11 minutos, o guardião do FC Porto fez uma falta sobre Rui Sampaio, do Arouca, à entrada da área e deixou os Portistas a jogar com 10. Lopetegui tirou Ricardo Pereira (que estava no lado direito da defesa a render o lesionado Danilo) e lançou em campo Helton, guardião que se lesionou faz hoje um ano, em Alvalade.
 
Mesmo com 10 a equipa Azul e Branca não entrou em pânico. Mostrando toda a sua qualidade, maturidade e inteligência táctica, a formação Portista manteve a iniciativa de jogo e foi aplicando no relvado os processos de jogo assimilados.
 
A partida decorria "quente" e a plateia Azul e Branca por duas ocasiões pediu grande penalidade. Aos 23 minutos, Aboubakar caiu na área na sequência de um cruzamento de Quaresma; estava Miguel Oliveira a cobrir o Camaronês. O árbitro entendeu que não houve nada. Aos 26', Diego Galo tocou no Mustang na face quando tentava afastar uma bola. Ficou uma grande penalidade por assinalar.
 
Perante tanta pressão da equipa Portista ao Arouca, nesta fase, não admira que o marcador acabasse por funcionar. Aos 32 minutos, cruzamento de Ricardo Quaresma ao segundo poste, onde Aboubakar teve todo o à-vontade para desviar de cabeça. Festa no Estádio do Dragão, Lopetegui, no banco, respirava de alívio. Ao intervalo, o FC Porto vencia pela margem mínima mas merecia um resultado mais dilatado.
 
O segundo tempo foi mais aborrecido. O FC Porto foi controlando a bola no meio-campo e o Arouca teve muitas dificuldades em chegar com perigo à área Portista. Quando lá chegava, Helton mostrava serviço.
 
Apesar das dificuldades, o FC Porto conseguiu o que mais queria e somou os três pontos, mantendo a pressão ao líder Benfica. O Campeonato segue animado e entra agora na recta final.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

domingo, 15 de março de 2015

Cumprir a obrigação

Ainda a recuperar da ressaca da grande noite europeia o Futebol Clube do Porto terá mais logo a missão de vencer no Campeonato para colocar alguma pressão sobre o líder da prova. Uma vitória Azul e Branca coloca os Portistas novamente a quatro pontos de distância do primeiro lugar, mantendo desta forma os Dragões na corrida pelo Título de Campeão nacional.
 
Temos portanto que o FC Porto tem a clara obrigação de derrotar o Arouca de Pedro Emanuel.
 
Tendo em consideração o actual estado de forma dos Portistas e a fraca qualidade do plantel de Pedro Emanuel poder-se-á dizer que a tarefa Azul e Branca está um tudo ou nada facilitada, só que no futebol não existem jogos fáceis á partida e muito menos alguém entra em campo a perder. Se os Dragões quiserem vencer terão de fazer por isto. Para mais o Arouca necessita de pontos como de pão para a boca uma vez que a zona de descida está muito próxima.
 
O favoritismo é todo da equipa da casa, mas Julen Lopetegui deverá ter algum cuidado com o jogo físico do Arouca que é a sua maior arma. Não embarcar em facilidades e dar sempre o tudo por tudo em todos os lances é o ponto-chave para uma vitória Azul e Branca. Um FC Porto à imagem dos últimos jogos deverá vencer sem dificuldades. E não se esperem por oferendas do Guardião dos Aroucenses, pois este tipo de ofertas é um exclusivo do SL Benfica.
 
Diego Galo, David Simão, Artur, Nuno Coelho, Pintasilgo, André Claro e Joris Kayembe são os melhores Jogadores do FC Arouca. O onze escalado por Lopetegui deverá estar atento a todos eles, mas deverá ter atenção redobrada ao Belga Kayembe, Jogador emprestado pelo FC Porto, que irá com toda a certeza querer mostrar serviço.
 
As chamadas de Ricardo e de Diego Reyes são as novidades da Lista de Convocados de Julen Lopetegui para o duelo com o Arouca, da 25.ª jornada da Liga NOS. Em relação à convocatória para a partida frente ao Basileia, que selou a qualificação para os quartos-de-final da UEFA Champions League, registam-se as saídas de Danilo, Maicon e Gonçalo Paciência.
 
Lista de 18 Convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Martins Indi, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Quintero, Tello, Reyes, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Ricardo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Evandro, Quaresma, Brahimi, e Aboubakar
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo blog perto da hora do jogo.

domingo, 26 de outubro de 2014

Nem rotação, nem invenção

O FC Porto não se podia dar ao luxo de perder mais pontos na corrida pelo Título e não perdeu. Os Dragões foram a casa do Arouca vencer por cinco bolas a zero, em jogo da 8.ª jornada.
Quem já foi ao estádio do Arouca, situado pelas Terras da Serra da Freita, sabe das dificuldades que tem de enfrentar para lá chegar. O trajecto, até à Terra de gente acolhedora e simpática, não é de todo fácil. Mas bem se pode dizer que nunca foi tão fácil para o FC Porto andar pela Serra.
Não se enganou quem esperava uma entrada lenta do FC Porto. Os Dragões começaram com calma, com paciência, trocando a bola com segurança e sem correr riscos. O Arouca, orientado por Pedro Emanuel, ficou à espera do adversário e tentou ver no que ia dar o jogo. Ainda assim, os Homens da casa, sempre que podiam, atacavam com perigo, sobretudo pelos flancos.
A equipa da Invicta controlava mas havia pouco Porto em campo. Quintero, no meio, criava pouco perigo, Casemiro escondia-se e só Brahimi colocava intensidade no ataque Azul e Branco. Tello, bem marcado, não conseguia aparecer num jogo que arrancou com Marcano, novidade no eixo defensivo, a cometer alguns erros.
Mas o futebol é um jogo colectivo onde a qualidade individual pode resolver muitas vezes os problemas que aparecem às equipas. Foi o que aconteceu, em Arouca.
Até então "desaparecido", Juan Quintero, aos 24 minutos, disparou forte um remate de longe, com a bola a desviar ainda num opositor, e abriu o activo. Os adeptos do FC Porto podiam festejar. E não tiveram que esperar muito para voltar a fazer a festa. Aos 26', Jackson Martínez empurrou para o fundo das redes de Mauro Goicoechea, depois de um trabalho de Brahimi. O Argelino passou por tudo e todos na direita, cruzou para a "boca da baliza" onde apareceu o Cha Cha Cha para o segundo dos Dragões. 0 x 2, vantagem para a equipa de Lopetegui.
A tentar cometer poucos erros, o conjunto Arouquense viu-se em desvantagem com dois momentos de pura magia dos artistas do Dragão.
A equipa de Pedro Emanuel sentiu os golos sofridos e recolheu-se perante uma pressão forte do FC Porto que, por outro lado, cresceu, ganhou dinamismo e intensidade. As oportunidades de golo sucederam-se e o resultado ficou confortável para a formação Portista.
Os golos despertaram os Azuis e Brancos que cercaram a baliza do Arouca em busca do terceiro golo. E ele não demorou muito. Aos 39 minutos, de bola parada, Casemiro saltou mais alto entre os centrais da casa e, de cabeça, empurrou para o fundo da baliza.
Um FC Porto simples, pragmático e superior (com toques de magia também) tinha a sua Vida resolvida ao intervalo.
Para o segundo tempo, o Arouca tinha que operar um verdadeiro milagre para impedir o FC Porto de conquistar os 3 pontos. Algo que não aconteceu. Quem acabou por ampliar a vantagem foi o FC Porto. Jackson Martínez, aos 60', fez o quarto. Tello meteu velocidade pelo corredor e cruzou para o avançado Colombiano marcar mais um; o Colombiano só teve de meter o pé.
O que se viu até final foi um Arouca à espera do final da partida e o FC Porto a dilatar o marcador. Já com Quaresma e Vincent Aboubakar em campo, os dois fabricaram o quinto golo dos Portistas. O Camaronês tabelou com o internacional Português e depois colocou a bola por entre as pernas Goicoechea.
Os Dragões venceram fácil e o Arouca saiu vergado a uma goleada. Assim se conta a história do duelo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi

sábado, 25 de outubro de 2014

Sem rotação mas com consolidação

Após a sofrida vitória caseira na última Terça-feira numa partida a contar para a UEFA Champions League, eis que os Dragões voltam toda a sua atenção para a Competição Interna onde tem um “pequeno grande fosso” pontual de quatro pontos de distância para o primeiro classificado por atravessar. Razão mais que suficiente para que Lopetegui deixe de inventar e de rodar o plantel todo.
 
Para além disto, esta vai ser uma jornada onde SL Benfica vai jogar em casa do SC Braga e poderá perder pontos dado que as Águias não costumam dar-se muito bem com os ares do Minho. Mais uma razão para que Lopetegui não aposte na sua habitual teimosia que já custou pontos preciosos ao Futebol Clube do Porto.
 
É neste cenário que os Azuis e Brancos visitam Arouca para jogar contra a equipa local. O Arouca é orientado por Pedro Emanuel, conhecedor da Mística do Dragão, que já mostrou por várias vezes ser um Treinador atento e competente neste tipo de equipas. Como Treinador que é, Emanuel irá com toda a certeza preparar o seu Arouca para que “roube” pontos ao Dragão sem ter de “estacionar o autocarro” diante da sua baliza.
 
Além do seu Treinador, o Arouca conta nas suas fileiras com Jogadores de boa qualidade. Podem não ser grandes estrelas do futebol, nem são donos de uma capacidade técnico táctica genial, mas sempre que entram em campo dão tudo por tudo pelo Clube e mostram ter uma organização muito boa em todos os sectores e fases do jogo. Não será, de forma, alguma um adversário fácil de se defrontar, isto é uma certeza.
 
Quanto ao Futebol Clube do Porto, São 18 os convocados por Julen Lopetegui para a visita a Arouca, marcada para hoje, às 20h15, no Estádio Municipal de Arouca, a contar para a oitava jornada da Primeira Liga.
 
Em relação à convocatória para o último jogo, frente ao Athletic Club, da terceira jornada da Champions League (2 x 1), saem dos eleitos do Técnico Espanhol o médio Evandro e o avançado Ricardo, reduzindo assim a lista de 20 para 18 elementos.
 
Lista de 18 Convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Herrera, Brahimi, Quaresma, Tello e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo: Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A emenda não foi pior que o soneto

Mesmo com números exagerados, o FC Porto voltou a vencer para o Campeonato, naquela que foi a estreia de Luís Castro como treinador principal dos Azuis e Brancos. Mesmo sofrendo em algumas fases do jogo, os Dragões conseguiram um triunfo que os aproxima do Sporting, em vésperas de Clássico. Quaresma, com dois golos e um penálti falhado, foi o Homem da partida.
No primeiro onze delineado por Luís Castro, o regresso de Steven Defour foi a grande nota de destaque. O Belga aproveitou o desgaste de Herrera, que regressou mais tarde da Selecção Mexicana, para acompanhar Carlos Eduardo e Fernando no miolo. À frente, tudo igual, enquanto, na defesa, Mangala descaiu para a esquerda para ocupar a vaga do castigado Alex Sandro, entrando Maicon para o centro do terreno.
Pedro Emanuel, fiel ao que é seu hábito, apostou no reforço do meio campo, entregando o ataque a Lassad e Ceballos, se bem que o primeiro acabou por não ir a jogo, pois lesionou-se no aquecimento e teve que ceder o lugar a Salim.
Claramente que a primeira ideia passada pelos Azuis e Brancos foi a de um FC Porto diferente, mais próximo do de Vítor Pereira e mais distante do que se apresentava com Paulo Fonseca.
E essa mudança não se deveu apenas à apresentação do meio campo, novamente com Fernando mais solto e com Carlos Eduardo e Defour em zonas mais adiantadas - o que, na verdade, também chegou a ser feito pelo técnico que saiu. A grande procura deste FC Porto de Luís Castro era, isso sim, a segurança do transporte da bola.
A qualidade de posse dos Azuis e Brancos foi por demais evidente, até porque, em boa verdade, o Arouca também não se apresentava muito interessado em pressionar o adversário. Com Carlos Eduardo activo, com Jackson bem mais presente e com Defour a querer mostrar renovado ânimo, foi Quaresma o primeiro a marcar.
Num lance ingénuo, o Arouca cometeu grande penalidade, de André Claro sobre Varela, com o número 7 a colocar a bola fora do alcance de um Cássio que, aos 11 minutos, já tinha historial de trabalhos forçados. O golo acalmou a equipa, elevou a confiança dos jogadores e permitiu outra lufada de qualidade, potenciada ao máximo com o grande golo de Carlos Eduardo.
A meio da primeira parte, parecia tudo voltar ao normal no Dragão, com os Portistas a controlarem o desafio e a corresponderem à exigência dos adeptos.
Contudo, a insegurança não tardaria a voltar. Bruno Amaro, à meia hora de jogo, marcou um livre contra a barreira, a bola ressaltou para Rui Sampaio, que reduziu para a turma de Pedro Emanuel, até então totalmente deambulante ao sabor do futebol Portista (marcou no primeiro remate à baliza).
Toda essa intranquilidade poderia ser, logo depois, afastada novamente. Outra vez de forma ingénua, o Arouca cometeu grande penalidade, desta vez por falta de Nuno Coelho sobre Jackson Martínez. Quaresma, que, minutos antes, tinha sido assobiado por demorar a soltar uma bola, não teve cabeça fria necessária e nem no rectângulo de rede conseguiu acertar.
O falhanço fez voar sobre o Dragão os recentes fantasmas dos maus resultados. Na entrada para a segunda parte, e mesmo ainda no fecho da primeira, a debilidade defensiva Portista voltou a aparecer. Mangala, que mostrou naturais faltas de rotina na esquerda, Maicon e Abdoulaye foram coleccionando brindes que Cissé, Ceballos e Roberto não souberam aproveitar.
Em polvorosa, os adeptos Portistas desesperavam pelo passar do tempo ou pela confirmação de um triunfo que valia, mais do que três pontos, um regresso ao que estavam habituados, no que a sucessos caseiros diz respeito.
Entraram Quintero e Ghilas e a equipa melhorou, também porque o Arouca, cada vez mais crente, ia subindo no terreno e afastando as suas linhas, abrindo perigosos espaços para contra-ataques.
Finalmente, o golo, decorridos que estavam 83 minutos. Ghilas conduziu pela esquerda um rápido lance de ataque. Depois travou, levantou os olhos e viu a surgir, do outro lado, Ricardo Quaresma, que enviou a bola para onde mais queria. Redenção do extremo e triunfo selado, não sem Jackson, nos descontos, e com a ajuda de Tinoco, ter ampliado para tons de goleada o marcador final.
De forma sofrível, o FC Porto garantiu três importantes pontos, que apimentam o clássico da próxima jornada, visto o Sporting ter ficado agora a apenas dois pontos, na classificação. O Arouca não merecia tamanho castigo, tendo sido goleado por ter arriscado e falhado nos momentos decisivos. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

domingo, 9 de março de 2014

A vez da emenda

Diz o Povo na sua imensa sabedoria que por vezes sai pior a emenda que o soneto. Esperemos que este não esteja certo e que a estreia de Luís Castro no comando técnico da equipa principal do Futebol Clube do Porto não seja a confirmação de que o Povo sabe o que diz.

Isto porque uma coisa é treinar a equipa B e outra bem mais complicada é orientar a equipa principal. Contudo o que importa é que o Professor e a sua equipa técnica não se sintam pressionados pelo Povo e pelos Oráculos da Bola que tudo sabem e dizem. 

Luís Castro vai fazer a sua estreia no comando de um dos Três grandes do nosso futebol. “Pega” numa equipa que tem uma enorme crise de confiança, maus resultados, Campeonato quase perdido e três Taças para tentar vencer. Só por si a tarefa é complicada, mas mais difícil fica pelo facto de hoje ter de medir forças com o Arouca de Pedro Emanuel que tem vindo a fazer um Campeonato muito regular. 

Esta equipa de Arouca tem um futebol à imagem do seu treinador. Combativa, aguerrida e muito organizada. Já bateu o pé ao SL Benfica na Luz de onde arrancou um empate e contra o Sporting CP obrigou a que Leonardo Jardim tivesse de pedir ajuda divina à Deusa da Fortuna. Para além disto Pedro Emanuel conta com um plantel que não tem grandes nomes mas que trabalha muito bem como conjunto. 

Cássio é um experiente Guardião que trouxe tranquilidade a uma baliza Aroucense que nos primeiros tempos passou por uma tremenda desgraça, Nuno Coelho é um médio que tem relvado boas qualidades como central e patrão da defesa, Bruno Amaro tem a capacidade de resolver uma partida com os seus livres certeiros, David Simão tem uma técnica fora do comum, Pintassilgo é um avançado muito móvel que dá cabo da cabeça às defesas contrárias e o Catalão Cristian Ceballos tem marcado muitos dos golos importantes da equipa de Pedro Emanuel.

Como podemos ver, facilmente se percebe porque razão se diz que o Professor Luís Castro tem pela frente uma estreia de elevado risco. 

A chamada do central Mangala é a única novidade da convocatória elaborada por Luís Castro para a recepção ao Arouca (19h15, 22.ª jornada da Liga Portuguesa). Alex Sandro, que cumpre um jogo de castigo devido a acumulação de amarelos, sai dos eleitos em relação ao jogo em Guimarães, do passado Domingo. 

A lista é alargada a 20 elementos e o único disponível que não foi chamado é o guarda-redes Kadú.

Lista de 20 Convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Maicon, Quaresma, Josué, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Kelvin e Defour. 

Onze provável (4x3x3): Helton, Danilo, Maicon, Abdoulaye, Mangala, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Silvestre Varela, Ricardo Quaresma e Jackson. 

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

FC Porto, líder da Liga Zon Sagres 2013/14

O FC Porto respondeu com uma vitória ao triunfo do Sporting. Os Dragões bateram o Arouca, somaram a sua sexta vitória no Campeonato e regressaram à liderança (1 x 3).
O FC Porto entrou em Arouca sabendo que precisava de vencer para regressar à liderança da Liga Portuguesa, isto depois da vitória do Sporting sobre o Vitória de Setúbal por 4 x 0.
Paulo Fonseca, no lançamento da partida com os Arouquenses, tinha afirmado que acreditava «cegamente» num triunfo em tons de Azul e Branco. Os adeptos Portistas esperavam, por isso, que a crença do técnico fosse uma realidade em campo, sobretudo depois da derrota frente ao Atlético de Madrid (1 x 2), para a Liga dos Campeões.
Nas apostas iniciais, o treinador dos Tricampeões Nacionais colocou em campo Héctor Herrera. O Mexicano rendeu o Belga Defour, enquanto que Varela manteve a titularidade, tal como Josué. Licá, por seu lado, ficou no banco.
O começo da partida decorreu de forma equilibrada, disputado sobretudo a meio-campo. Houve sempre mais FC Porto mas a equipa do Arouca procurou não dar espaços aos Azuis e Brancos. A equipa de Pedro Emanuel tentou jogar com linhas subidas mas o conjunto Portista dominou os primeiros minutos.
Depois de algumas ameaças, o marcador acabou por funcionar. Jackson Martínez, aos 12 minutos, aproveitou da melhor forma uma jogada individual de Alex Sandro para colocar os Dragões na frente; o Brasileiro serviu o Colombiano que atirou para o fundo da baliza do Arouca. Para a Liga ZON Sagres, num total de 37 jogos, o Cha Cha Cha tinha, nesta altura, 32 golos.
A vencer, o FC Porto foi gerindo a sua vantagem e o Arouca cresceu no jogo. Aos 17 minutos, os adeptos da casa protestaram contra uma decisão do árbitro Vasco Santos. Helton recebeu a bola com os pés e adiantou em demasia, tendo depois tocado em Ceballos que ficou no chão.
Até ao final do primeiro tempo, a equipa de Pedro Emanuel foi tentando o empate mas o FC Porto, mais experiente, soube gerir as circunstâncias, deixando, no entanto, tudo em aberto para a segunda parte.
No regresso dos balneários nenhum dos treinadores mexeu. As apostas mantiveram-se e a ambição também.
O primeiro sinal de perigo veio por parte dos Arouquenses. Aos 47 minutos, Mangala cortou a bola com o braço - à entrada da área - mas o árbitro Vasco Santos nada assinalou. Reclamaram (outra vez) os adeptos da equipa da Serra da Freita.
Sem chegar com perigo perto das redes de Cássio, a equipa do FC Porto foi refrescada, aos 53 minutos; Licá entrou para o lugar de Silvestre Varela.
A entrada do ex-Estoril não representou, desde logo, um acrescento de velocidade no jogo Portista. Desse modo, o encontro decorria a um ritmo lento, já que o Arouca até circulava bem a bola mas sem grandes rasgos e sempre longe da baliza de Helton.
O avançar dos minutos trouxe ao jogo Ricardo para render um já desgastado Lucho González (69'). Do outro lado, Pedro Emanuel já tinha em campo Serginho e Paulo Sérgio, que entraram para os lugares de Ceballos e Luís Dias.
A margem mínima não deixava respirar de alívio os adeptos do FC Porto, que temiam um golo do Arouca. Mas Jackson Martínez, naturalmente, tratou de sossegar a família Portista. Aos 75 minutos, o Colombiano empurrou para o fundo da baliza, à matador, depois de uma investida pela esquerda de Otamendi.
O segundo golo não fez, todavia, a equipa do Arouca "baixar os braços". Os pupilos de Pedro Emanuel continuaram a lutar na busca de um outro resultado.
Nos últimos minutos, o árbitro da partida deu ordem de expulsão a Pedro Emanuel. Foi já com o técnico fora do banco que o Arouca reentrou na partida. Pintassilgo, de livre, bateu Helton (90').
Haviam mais três minutos, os da compensação, pela frente. Os Portistas esperavam pelo apito final, os Arouquenses sonhavam com o empate. Foi nesta fase que Paulo Fonseca colocou Juan Quintero em campo, tirando Josué. O Colombiano, de livre, fez o terceiro golo e fechou a partida.
O FC Porto somou a sua sexta vitória em sete partidas e volta a comandar a tabela. Os Dragões têm 19 pontos, mais dois que o Sporting. Já o Arouca averbou a sua quarta derrota na Liga Portuguesa.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Alex Sandro