Mostrar mensagens com a etiqueta Festa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Festa. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Circo no Estádio
“Os portões abrem às 15 horas”, anunciavam os panfletos da FPF. Estava tudo preparado para receber a Prova Rainha, leia-se: “a salvação da época”! A Liga ZON Sagres já não interessava para nada, a final da Uefa League idem, nem mesmo a Taça Lucílio Baptista tinha qualquer importância. O Instituto de Desporto, responsável pelo recinto, a Misericórdia de Lisboa que vive à custa das Apostas, e o Estado, o querido Estado, todos pegavam no andor.
O maior-espectáculo-do-mundo anunciava-se nos pasquins, rádios e queridas televisões. Ilusionistas, equilibristas, saltadores, trapezistas, trupes de faz-tudos e até o Palhaço-Mor da cavacada, enchiam o recinto. Os vermelhos pulavam de contente. Pudera! Era a salvação da época. Nos camarotes os azeiteiros da política acotovelavam-se para aparecer na foto. Na primeira fila, Santana Lopes vestido de pobre, com a barba por fazer, responsável por um empurrão que permitiu ao clube da treta construir um estádio, lembrava-se dos votos que ele e o partido tinham conseguido. Nem mesmo o presidente da câmara, benfiquista do coração, que anda às voltas com o Tribunal de Contas e o processo da EPUL, pareceu muito incomodado quando chegou à Câmara e a encontrou falida.
Mais atrás, os lambe-botas. Seara, o vaidoso de Sintra; Mira Amaral que comprou um banco por 5 coroas; Arnault, Humberto e João Pinto um trio-maravilha que se dependurou na FPF; Mário Figueiredo, o coveiro da Liga. Cavaco, mais à ponta, compunha o ramalhete, talvez com saudades dos habituais membros da quadrilha, Duarte Lima, Isaltino Morais, Macário Correia, e Oliveira Costa, presume-se que todos em férias.
Vieira, o director do Circo, observava atento. Meninas vestidas de branco como convém, esvoaçavam na pista, perante o olhar embevecido das mães, matronas de vermelho, os Colaços, grupo de jovens atiradores de facas, e os cãezinhos amestrados do presidente dos árbitros. O pobre do atrasado mental, na ânsia de nomear lacaios afectos ao clube da treta, criara tamanha confusão nas últimas nomeações da Liga que para a grande festa sobrou apenas um, vindo da terra dos parolos.
Sentia-se o cheiro característico das bifanas, cachorros, febras grelhadas e tintol, que os visitantes consumiam desde muito cedo. Manuel Sérgio, o filósofo de serviço, já tinha hipnotizado o presidente e o treinador. Os artistas aqueciam lá fora com o preparador motivacional Evandro Mota, descoberto no Amazonas.
Tudo funcionava como previsto. O Palhaço-Mor levantou o braço direito, o espectáculo podia começar. E começou mal para os parolos. Uma biqueirada mal medida fez a gorduchinha estoirar num dos anões do Circo que jogava lá na frente, e entrar junto ao canto direito da guarita dos guerreiros. No exterior estralejavam os foguetes. As rulotes usadas no picnic pediram reforços para atender a clientela enquanto outras já se dirigiam para o Marquês.
“Reservado está o bocado para quem o há-de comer”! E não é que em 3-minutos-3, os convidados para a ceia do Senhor alteram o programa do Circo e amandam 2 batatas para dentro do galinheiro? O “dorminhoco” que estava a dormir em campo e tinha sido mandado dormir para o banco não gostou mesmo nada daquilo, acordou, e apontou o dedo ao treinador e aos colegas, talvez inspirado no Carlos Lisboa que também mete os dedos num buraco.
Resta à “instituição” mudar o nome ao Circo. Que tal Sérvios Lisboa e Benfica? Pelo menos já se anunciam seis na BOLHA que é quem sabe destas coisas. O pasquim faz com que os sócios “acarditem” naquilo. Dizem que “ali anda bruxedo”. Nada melhor que pedir ao seu colunista, o beato Félix, que interceda junto do Francisco-Exorcista, para quando vier a Fátima passar pelo Circo da Luz e benzer o clube da treta.
Até à próxima
Etiquetas:
Bifanas,
Cardozo,
Carlos Lisboa,
Circo,
Dedos,
Festa,
Guerreiros,
Instituição,
Jorge Jesus,
luís Filipe Vieira,
Luz,
Marquês,
Reservado,
Roulotes,
Tinto
domingo, 14 de abril de 2013
Mau jogo treino termina em derrota
Depois da derrota para o Campeonato no Dragão (3 x 1), virou o disco mas, desta vez, a vitória foi para SC Braga que venceu o FC Porto (1 x 0) e conquistou a Taça da Liga, na Final da Competição, em Coimbra. A equipa sucede ao Benfica que venceu as últimas edições da prova.
Uma Final é sempre um jogo diferente e especial. Os jogos decisivos, seja na Liga dos Campeões ou na Taça da Liga, têm a sua linguagem, uma espécie de léxico próprio, frequentemente não percetível para quem não é da 'seita'.
Para Portistas e Minhotos não foi, claro está, a primeira vez que marcaram presença numa Final de uma Competição.
Na cidade do Conhecimento, ambos repetiam a célebre Final de 18 de Maio de 2011, naquele dia em que o País, pela primeira vez, teve duas equipas numa Final Europeia, ganha pelo FC Porto, graças a um golo de Radamel Falcao.
Cerca de dois anos depois, os clubes Nortenhos voltaram a uma Final, ainda que esta sem o glamour ou encantamento de uma prova Europeia. No entanto, havia um troféu para conquistar.
Rumo Coimbra, o caminho fez-se por uma estrada comum: vencendo tudo e todos. SC Braga e FC Porto encontravam-se para um duelo inédito na Taça da Liga e ambos sabiam que o regresso a casa tinha (obrigatoriamente) de ser mais feliz para uns... do que para outros. Assim é a Lei do Futebol.
A Taça da Liga, que ao longo dos seus anos foi fustigada por uma série de críticas, passou (e não vale a pena dourar a pílula) de repente a funcionar como uma espécie de objectivo 'interessante'.
Deste modo, o estádio da Académica - casa da Final desta prova nas últimas épocas - vestiu-se de gala para o duelo entre dois velhos conhecidos do Futebol Português. Nas bancadas, adeptos de uma e outra equipa estavam apetrechados com cachecóis, camisolas e bandeiras, enquanto tentavam animar e apoiar os seus jogadores.
Em Coimbra, apareceu um SC Braga forte e apostado em conquistar a Taça da Liga. Os Minhotos, única equipa Portuguesa que esta época foi capaz de vencer o FC Porto (em jogo da Taça de Portugal), tentou, com cautelas, pegar no jogo e ameaçar as redes Azuis e Brancas.
Os primeiros minutos mostraram duas equipas sem querer correr grandes riscos. Ambos os técnicos apostaram na segurança defensiva e não admira, por isso, que nenhum dos conjuntos tenha mostrado ascendente nas primeiras jogadas do encontro.
Ainda assim, a primeira (e única) oportunidade de golo pertenceu ao FC Porto. Aos 10 minutos, Defour, na esquerda, cruzou para o interior de área com Jackson a desviar ao primeiro poste, mas James Rodríguez, ao segundo poste, chegou ligeiramente atrasado para fazer o golo!
Com a derrota no Dragão (3 x 1), na passada segunda-feira, ainda na memória, o SC Braga tentou realizar uma partida equilibrada mas o FC Porto mostrou mais controlo emocional e táctico na partida.
Os Guerreiros do Minho, que andaram quase sempre longe da baliza de Fabiano Freitas, praticaram um futebol electrizante mas sem criar real perigo à defesa Portista, onde Abdoulaye (a surpresa no onze de Vítor Pereira) acabaria por ser a figura da primeira parte.
O central Azul e Branco - que fez dupla com Mangala - derrubou Mossoró, perto do intervalo, dentro da área. O árbitro não teve dúvidas e assinalou a grande penalidade, mostrando o segundo amarelo (e respectivo vermelho) ao central Portista. Chamado a marcar, Alan atirou a contar e colocou os Minhotos na frente, aos 45+2'.
No regresso do descanso, Vítor Pereira tirou Lucho e colocou Otamendi. Mas seria o SC Braga abrir as hostilidades, com um cabeceamento sensacional, aos 50 minutos, mas Otamendi limpou.
Seguiram-se dez minutos de perigo com os Minhotos a desperdiçarem muitos golos. Aos 67', por exemplo, Rúben Micael falhou de forma incrível e atirou a bola no poste da baliza do FC Porto. Após um grande passe para a desmarcação de Alan entra os centrais, o Capitão do SC Braga fintou o guarda-redes do FC Porto e assistiu Rúben Micael que estava sobre direita, mas o desvio não aconteceu a tempo.
Responderam os Portistas, já com Kélvin em campo. Jackson Martínez, à entrada da área do SC Braga trabalhou bem, ganhou espaço mas rematou ligeiramente ao lado da baliza de Quim. Ainda se gritou golo nas bancadas do estádio.
Com o FC Porto lançado no ataque, Fabiano foi gigante na baliza Portista. Aos 88', o Brasileiro travou um belo remate de Hugo Viana! O SC Braga esteve muito perto do segundo mas o guardião Portista brilhou nas redes.
O tempo ia passando, Mangala passava a avançado. Havia mais espaço na defesa Portista mas os Minhotos não aproveitavam.
Ainda assim, João Capela apitou para o final do jogo e o SC Braga fez a festa. A taça vai para o museu Arsenalista.
Melhor em Campo: Fabiano
Etiquetas:
Alan,
derrota,
Fabiano,
Festa,
Final,
Grande Penalidade,
Melhor em Campo,
Minhotos,
SC Braga,
taça da Liga,
Vítor Pereira
domingo, 13 de maio de 2012
Afinal a vez foi de Kléber
Com festa agendada para a Avenida dos Aliados após o jogo frente ao Rio Ave, o FC Porto foi ao Estádio dos Arcos vencer os Vila-condenses por 5 x 2 e fechar com chave de ouro um Campeonato no qual conseguiu revalidar o Título de Campeão.
No reduto onde o Benfica entregou definitivamente o Título ao FC Porto, a equipa de Vítor Pereira fechou as contas do Campeonato com a 23ª vitória na Liga e nos números é clara a superioridade Azul e Branca sobre a concorrência. Apenas uma derrota em 30 jornadas (melhor no Clube só na época passada com André Villas-Boas), melhor ataque e melhor defesa do Campeonato é o saldo que se regista em 2011/2012.
Foi, por isso, um final de tarde praticamente perfeito para os Bicampeões Nacionais em Vila do Conde. Djalma, aos 14 minutos, estreou-se a marcar na Liga pelo FC Porto, James Rodríguez, segundo melhor marcador da equipa, juntou mais um tento à sua conta apenas três minutos depois e Kléber reconciliou-se com os golos e fez um hat-trick, faturando aos 50, 75 e 90 minutos. Quem sabe se não será um bom pronuncio para o que possa fazer na próxima temporada depois de tantas críticas na actual.
No reduto onde o Benfica entregou definitivamente o Título ao FC Porto, a equipa de Vítor Pereira fechou as contas do Campeonato com a 23ª vitória na Liga e nos números é clara a superioridade Azul e Branca sobre a concorrência. Apenas uma derrota em 30 jornadas (melhor no Clube só na época passada com André Villas-Boas), melhor ataque e melhor defesa do Campeonato é o saldo que se regista em 2011/2012.
Foi, por isso, um final de tarde praticamente perfeito para os Bicampeões Nacionais em Vila do Conde. Djalma, aos 14 minutos, estreou-se a marcar na Liga pelo FC Porto, James Rodríguez, segundo melhor marcador da equipa, juntou mais um tento à sua conta apenas três minutos depois e Kléber reconciliou-se com os golos e fez um hat-trick, faturando aos 50, 75 e 90 minutos. Quem sabe se não será um bom pronuncio para o que possa fazer na próxima temporada depois de tantas críticas na actual.
Num final de tarde de festa forasteira, Rafael Bracalli rendeu Helton no 11 habitual e também se sagrou Campeão Nacional, embora tenha ido buscar a bola duas vezes ao fundo das redes, embora nunca o tenha feito com o FC Porto numa situação de desvantagem no marcador. João Tomás, de grande penalidade, e Atsu, jogador emprestado pelos Dragões, foram os autores dos tentos da equipa de Carlos Brito.
Kadu, terceiro guarda-redes da equipa de Vítor Pereira, também teve direito a alguns minutos de jogo e garantiu o seu primeiro Campeonato Nacional numa partida que pode ter marcado a despedida de vários jogadores Azuis e Brancos. Casos de Álvaro Pereira, Rolando e até Hulk, que foi suplente utilizado, apesar de ainda ter a possibilidade de tentar alcançar Cardozo e Lima na lista dos melhores marcadores.
O sol que brilhou em Vila do Conde contrastou, no entanto, com a realidade do Rio Ave, que ainda acalentava a esperança de poder disputar as competições europeias na próxima temporada. A derrota frente aos Bicampeões Nacionais e o triunfo da Académica em Guimarães deixam a formação de Carlos Brito de fora.
Na verdade, o apuramento para a Europa seria um extra para a equipa e para o clube, uma vez que o principal objectivo, a permanência, já tinha sido conseguido na jornada passada em Paços de Ferreira. Assim, está fechado o Campeonato e as duas equipas terminam com a sensação de ver cumprido: o FC Porto Campeão Nacional e o Rio Ave com a manutenção no principal escalão assegurada pelo quinto ano consecutivo, algo histórico para o clube.
O sol que brilhou em Vila do Conde contrastou, no entanto, com a realidade do Rio Ave, que ainda acalentava a esperança de poder disputar as competições europeias na próxima temporada. A derrota frente aos Bicampeões Nacionais e o triunfo da Académica em Guimarães deixam a formação de Carlos Brito de fora.
Na verdade, o apuramento para a Europa seria um extra para a equipa e para o clube, uma vez que o principal objectivo, a permanência, já tinha sido conseguido na jornada passada em Paços de Ferreira. Assim, está fechado o Campeonato e as duas equipas terminam com a sensação de ver cumprido: o FC Porto Campeão Nacional e o Rio Ave com a manutenção no principal escalão assegurada pelo quinto ano consecutivo, algo histórico para o clube.
Melhor em Campo: Kléber
Subscrever:
Mensagens (Atom)
































