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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A história da eficácia

imagem retirada de zerozero
Admito que sou dos que acha que muito mais importante do que jogar bem, é vencer a partida contudo existe um pequeno – mas muito importante – pormenor que faz com que eu olhe para o jogo de Vila do conde e não afirme tal com a mesma convicção de outros tempos. É que uma coisa é ver o Futebol Clube do Porto a jogar feio mas a vencer porque apesar de tudo o seu adversário também não jogou nada (ou não fez bada por isto). Outra coisa bem diferente é ver o Futebol Clube do Porto a jogar mal e vencer o desafio diante de uma equipa que jogou bem, porque teve aquela pontinha de “eficácia” (entenda-se sorte) num determinado lance.

Ora o FC Porto que eu vi hoje foi, precisamente, o que jogou mal mas que acabou por vencer por causa da tal de “eficácia”. E quando tal sucede tenho de confessar que não me agrada porque já começam a ser vezes a mais em que tal sucede. Depois já quem fique muito indignado com a derrota caseira desta semana diante do “poderoso” Beşiktaş JK. Efectivamente assim não pode ser. Estamos ainda em Setembro é um facto, mas o calendário competitivo do FC Porto está a avançar e os jogos decisivos começam a aproximar-se sem que a equipa liderada por Sérgio Conceição mostre outra coisa senão correr até cair para o lado e o famoso chutão para a frente e Marega que resolva. E nem vou aqui falar no golo sofrido… Defesa azul e branca a dormir na forma. E de nada serve a desculpa esfarrapada de que na altura esta se estava organizar após a lesão de Alex Telles.

Já são duas as ocasiões em que no futebol interno (Liga NOS) o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tem imensas dificuldades para levar de vencida uma equipa organizada que não jogue para o - famoso - “pontinho”. Foi assim com o Chaves no Estádio do Dragão e agora com o Rio Ave no Estádio dos Arcos. Espero que na próxima Sexta-feira diante do Portimonense tal não se repita. O que eu também não quero que se repita é a aposta em Héctor Herrera no meio campo portista. Bem sei que as opções são escassas, mas com Danilo Pereira em baixo de forma, Brahimi à procura do seu futebol e Otávio/Corona a passar por uma espécie de “montanha russa exibicional”, mas é mesmo preciso apostar num tipo que nem uma bola sabe dominar para de seguida correr para a baliza adversária e tentar fazer o golo?

Venha de lá a equipa de Portimão e, de preferência, uma evolução da parte do Futebol Clube do Porto no que ao futebol diz respeito. A “eficácia” não vai estar sempre por perto Sérgio.

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Embora o brasileiro tenha (mais uma vez) andado entre o mau e o bom, sou da opinião de que este foi o melhor em campo. Creio que na posição onde Otávio jogou hoje se aproveita melhor o seu futebol e capacidade de colocação de bola, mas tal necessita de confirmação.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 54´ do jogo para resolver a contenda a favor do FC Porto. Isto porque foi nesta altura em que Danilo Pereira marcou o golo inaugural da partida na marcação de um pontapé de canto. Este golo forçou a equipa da casa a adiantar-se no terreno de jogo expondo-se, desta forma, ao ataque portista e tal acabou por redundar no segundo golo do FC Porto que colocou um ponto final no jogo.

Arbitragem: Jorge Sousa e a sua equipa tiveram um desempenho que podemos apelidar de “normal”. Permitiram que os atletas do Rio Ave FC “distribuíssem” a pancadaria que lhe apeteceu até ao limite. Quando um destes u8ltrpassou o dito limite, Jorge Sousa expulsou-o (bem). Por perceber fica o não recurso ao VAR nas ocasiões em que os jogadores do Futebol Clube do Porto viram os seus lances anulados por suposto fora de jogo.

Positivo: Moussa Marega, Nem sempre vem, Marega consegue deixar sempre tudo em campo. Viu todo o seu esforço ser “coroado” com um golo. Fazem falta jogadores destes em qualquer equipa do Mundo, mas há que melhorar esta técnica.

Negativo: Héctor Herrera. Não percebo como é que um jogador que ao serviço da selecção do México faz maravilhas e ao serviço do Futebol Clube do Porto nem uma bola sabe dominar? Será que tal se deve à cor da camisola ou será que foram os ares outonais de Vila do Conde?
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (17/09/2017)

domingo, 17 de setembro de 2017

Deixar a Champions em terra e apanhar a onda azul no rio

Depois da desilusão na estreia na Liga dos Campeões, o FC Porto está de volta ao modo campeonato. O desafio é grande, ou não fosse o Rio Ave protagonista de um arranque de temporada muito positivo, com destaque para o empate arrancado frente ao tetracampeão Benfica.

Dono de uma ideia de jogo ambiciosa, o Rio Ave procurará enfrentar os dragões olhos nos olhos. Futebol apoiado e construção pensada são imagens de marca desta equipa de Miguel Cardoso, que tem no meio-campo a grande virtude. Tarantini e Pelé assumem a recuperação de bolas e primeira fase de construção, com o desequilíbrio a surgir através das alas e na posição 10, que desta vez não poderá ser ocupada por Francisco Geraldes, que cumpre suspensão.

É de notar, no entanto, que também o Rio Ave procura reagir a um resultado menos conseguido. A derrota na Madeira impediu que os vila-condenses conseguissem registar o melhor arranque da sua história e um resultado positivo contra o FC Porto seria a forma ideal de confirmar que, mesmo que a matemática não o confirme, este início de época é histórico.

Os dragões, ainda assim, não podem fugir ao favoritismo. Até agora, e olhando apenas ao campeonato, o registo impressiona: cinco vitórias em cinco jogos, 12 golos marcados e zero sofridos. Em caso de mais um triunfo, igualarão o registo do FC Porto de Villas-Boas em 2010/11, com seis vitórias nos seis primeiros duelos.

A equipa de Sérgio Conceição pode contar com forte apoio nos Arcos, dada a proximidade de Vila do Conde da cidade do Porto e também face aos muitos portistas que habitam a zona desta cidade costeira. Não jogarão em casa os azuis-e-brancos, mas não deverão sentir falta de apoio nas bancadas.

No que toca à equipa inicial de Sérgio Conceição, a principal dúvida prende-se com Corona. O jogador mexicano não tem estado em bom plano, tem sido substituído ao intervalo sem grande surpresa e poderá mesmo saltar do onze este domingo.

Por outro lado, Maxi Pereira volta a ser opção e Aboubakar está também de regresso, sendo quase certa a sua inclusão no onze. Reside a dúvida em torno do seu parceiro no ataque: Soares ou Marega?
clicar para ampliar

sábado, 13 de agosto de 2016

Regressa a reviravolta

Foi uma estreia com tudo para a Liga a NOS. À boa imagem do futebol português, o primeiro jogo entre Rio Ave e FC Porto trouxe-nos bons golos, expulsões, penáltis e muitos protestos. O dragão esteve no jogo de uma forma mais reativa, sabendo reagir bem ao primeiro golo do adversário.
No futebol em si, o FC Porto estreou-se a ganhar na Liga. Mesmo tendo começado a perder, os portistas conseguiram dar a volta ao jogo e vencer o Rio Ave por 1x3. Com um futebol mais de garra do que propriamente de qualidade, os azuis e brancos deixaram uma imagem de quem precisa melhorar, mas também de quem tem confiança para o fazer. 
Novamente a jogar com André André numa posição 10, na frente de Danilo e Herrera, o FC Porto voltou a mostrar alguns dos problemas que tinha demonstrado no final da pré-temporada, especialmente na criação de oportunidades de golo e na gestão das bolas que são colocadas na sua defesa. Normalmente, era Heldon quem mais problemas criava à defesa portista e espcialmente ao lateral Alex Telles que, por mais que uma vez, foi obrigado a recorrer à falta para travar o avançado do Rio Ave.
Aos 36 minutos, e depois de Felipe ter sido obrigado a dobrar Maxi e a ceder canto, eis que surge o primeiro golo do jogo e da Liga NOS. Marcelo antecipou-se a Alex Telles e, depois de Felipe não ter conseguido o corte no primeiro poste, encostou para o 1x0. Temeu-se que o FC Porto viesse a baixo psicologicamente, mas o que é certo é que, quase na resposta, Corona aproveitou uma bola a pingar na área para empatar. O mesmo Corona até esteve perto de fazer o 1x2, logo a seguir, as o poste negou-lhe o golo, naquela que era a melhor fase dos dragões na partida.
Os primeiros minutos da segunda parte pareciam trazer-nos um jogo à imagem do que aconteceu nos primeiros 45 minutos. Muita luta e poucas oportunidades. Quem não quis esse rumo para o jogo foi Herrera que à bomba colocou o FC Porto a vencer, num lance muito bem trabalhado pelos dragões.
Foi depois desse lance que o jogo se inverteu. O Rio Ave passou a tentar ter mais bola, explorando os quatro homens que tinha no meio campo, já que jogou num 4x4x2 losangulo. Foi na fase em que mais tentava crescer que os homens de Vila do Conde levaram um verdadeiro soco no estomago. Marcelo faz penálti, é expulso e André Silva fez o 3x1 e, praticamente, matou o jogo. Nem a expulsão de Alex Telles, por acumulação, trouxe o Rio Ave para a discussão do resultado. O Dragão fechou-se bem nessa fase, recuando Danilo e colocando André André mais em cunha com Herrera.
Não foi um jogo perfeito, longe disso, mas o FC Porto mostrou neste início de campeonato que consegue reagir às adversidades, algo que nunca acontecia na temporada passada. Ainda assim, será presciso mais qualidade de jogo, especialmente na criação de oportunidades, para o dragão levar de vencida a Roma, no playoff da Liga dos Campeões. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Héctor Herrera

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Arranque da missão

Hoje o Futebol Clube do Porto dá o pontapé de saída naquela que pode ser considerada a sua mais difícil missão: recuperar a hegemonia do futebol português. Mais do que ser campeão nacional, os Dragões tem por missão fazer com que o Tetra continue a ser uma realidade somente sua e para tal tem de arrancar da melhor maneira possível em Vila do Conde. 
 
A primeira jornada nunca é fácil. Para além da questão de não poder falhar, os Azuis e Brancos tem sobre si o peso da dúvida de muitos Portistas que tem ainda uma tremenda dificuldade em rever-se na equipa de Nuno Espírito santo (NES). Tal é fruto dos três longos anos de “seca” onde três treinadores diferentes tentaram dar aos Portistas aquilo que estes anseiam há já muito tempo: Títulos. Isto porque as vitórias morais fazem bem ao ego mas não o satisfazem por completo. Dito de outra forma; NES está praticamente obrigado a ter de sair da terra dos Caxineiros com os três pontos da vitória na bagagem para depois poder preparar com mais afinco e moral a dura batalha com a AS Roma no que à entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões diz respeito. 
 
Mas os problemas de NES não se ficam por aqui. Isto porque do outro lado da barricada vai estar a dona do Estádio dos Arcos. E esta equipa também vai querer arrancar com uma vitória, ou não fosse o Rio Ave FC – já – um sério candidato a ocupar um dos lugares que dão acesso às provas da UEFA. E os Vila Condenses já mostraram que sabem como complicar (e muito) a tarefa de uma equipa teoricamente mais forte. Que o diga o Slavia Praha que quase foi “atirado borda fora” pelos Caxineiros na pré eliminatória de acesso á fase de grupos da Liga Europa. 
 
Efectivamente o conjunto de Nuno Capucho é um “osso muito duro de se roer”. Os Vila Condenses nunca dão um lance por perdido e lutam sempre até ao último minuto pela vitória. Um Futebol Clube do Porto à imagem das épocas anteriores pode muito bem ser surpreendido por um conjunto onde Pedro Moreira, Cássio e Marcelo são as “estrelas da companhia”. Muita atenção em espacial a Marcelo nos lances de bola parada (cantos e afins) dado que o central brasileiro é muito eficaz na hora de finalizar neste tipo de lances. 
 
Lista de Convocados: (a divulgar)
 
Onze provável (4x3x3): José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Herrera, André André, Otávio, Jesús Corona e André Silva

domingo, 8 de maio de 2016

Mais um treino que (por acaso) correu bem

Sérgio Oliveira está a criar uma nova lei no FC Porto. É ele o redator desta equipa, é ele o comandante e é ele que dita os ritmos. Além disso, é também ele que decide. Em Vila do Conde, foi um golaço do camisola 13 que desequilibrou uma partida que tinha aberto com outro golo não menos fantástico de Postiga. O Rio Ave atrasou-se na luta pela Europa, os dragões voltaram a ganhar, depois do clássico.
 
Num cenário invernal, o Rio Ave entrou em campo a olhar para a Liga Europa e a ganhar duplamente: já tinha ganho no dia anterior, com a derrota do Paços de Ferreira contra o Tondela, passando novamente a depender apenas de si para chegar às vagas em causa; começou a ganhar também pelo enorme momento de Hélder Postiga.
 
O avançado,que tinha marcado em Tondela, ganhou a titularidade a Guedes e não fez por menos: com cinco minutos de jogo, aproveitou a passividade de uma dupla portista que não tem jogado junta (Marcano voltou dois meses depois) e atirou para o fundo da rede.
 
Apanhado a perder, nem por isso o conjunto de José Peseiro se desmobilizou. Acertou, aos poucos, o que estava a falhar atrás (só se viu mais uma investida vilacondense na primeira parte, com exceção para as bolas paradas) e lançou-se no domínio da partida.
 
Com Rúben Neves mais simples na primeira fase de construção e com Sérgio Oliveira mais complexo no transporte para o passo seguinte, os azuis e brancos apareciam com uma boa densidade de homens junto à área do Rio Ave, que foi sempre muito certeiro na forma como anulou as entradas na área de André André, mas que cometeu um pecado capital.
 
Edimar optou pela falta a André Silva, que corresponde bem a um cruzamento de Brahimi. Aliás, se os dragões atacavam mais vezes pela direita, nem por isso quantidade quis dizer qualidade, já que da esquerda apareceram os melhores momentos - não foram muitos, diga-se.
 
Layún, outro dos regressados, fez o golo da igualdade, que se justificava na ida para os balneários: os dragões tinham mais bola, mas isso não se refletiu em maior qualidade.
 
O Rio Ave até pareceu mais disposto, no segundo tempo, a ter bola durante mais tempo, só que tal demorou bastante, por dois motivos: porque o vento estava contra e soprava com mais força e porque os dragões se mostraram mais audazes.
 
André Silva, incansável, mereceu crédito por ter sido persistente na batalha que travou com os adversários; Sérgio Oliveira foi o mais objetivo no alvo e disparou duas vezes, uma para grande defesa de Cássio, outra para o golo que já se ia adivinhando.
 
Depois sim, foi necessário um Rio Ave mais afoito. Conseguiu-o, na fase inicial, mas foi sol de pouca dura. As substituições ajudaram a equipa azul e branca a estancar as intenções de José Peseiro e os dragões foram ficando mais confortáveis com o andamento do relógio.
 
Ukra ainda deu alguma vivacidade ao ataque caseiro, só que o golo de Valera desfez as dúvidas.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

sábado, 7 de maio de 2016

Mais um treino

É só para cima, ou para a frente, que Rio Ave e FC Porto podem olhar. As prestações de ambos estão distantes dos objetivos (mais no caso dos dragões), mas ainda há muito a lucrar. Por Vila do Conde passam vários condimentos interessantes.

Desde logo, o primeiro e mais interessante passa pela equipa da casa. Numa frenética luta pelas vagas europeias, os vilacondenses precisam dos pontos com urgência e vitalidade. O objetivo de retomar a história na Europa foi assumido desde o início e o trilho está bem desenhado, faltando, ainda assim, o derradeiro passo.

Pedro Martins não poderá contar com Tarantini, que é a maior ausência, mas não deverá mudar o desenho da equipa, que voltará a ter um ataque bastante móvel - apesar do golo em Tondela, Hélder Postiga deve manter-se como alternativa a Guedes.

Melhores notícias tem José Peseiro, com o plantel praticamente em pleno (exceto Alberto Bueno) e com a possibilidade de fazer o desenho para a final da Taça de Portugal, num verdadeiro penúltimo teste.

Curiosidade para perceber vários pontos: se Danilo volta ao centro da defesa ou se Marcano se junta a Martins Indi, se Miguel Layún torna ao lado esquerdo, se Rúben Neves figura no meio-campo e se será Aboubakar ou André Silva o homem da frente. 

Retirado de zerozero

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo e Chidozie.

Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, Layún, Danilo, Rúben Neves, André André, Brahimi, Coroma e André Silva

domingo, 12 de abril de 2015

O importante é vencer

O FC Porto não desarma na luta pelo título, tendo vencido por três bolas a uma na deslocação a Vila do Conde, em partida da 28.ª jornada do campeonato.
Com a ponderação e o pragmatismo do costume, o FC Porto abordou o jogo com rigor e concentração, sem pensar no escaldante duelo com o Bayern München, agendado para a próxima quarta-feira. Um Dragão trabalhador, solidário e com rigor, foi capaz de travar toda e qualquer intenção de um Rio Ave que se viu obrigado a aguentar uma entrada fortíssima dos Portistas.
Sem dificultar a tarefa dos pupilos de Lopetegui na construção de jogo (os Azuis e Brancos faziam circulação de bola como queriam), os Vila-condenses viam um Dragão que tinha pressa em resolver a partida. Quaresma esteve sempre muito participativo e o FC Porto chegou mesmo ao golo. Porém, a equipa de arbitragem anulou; cruzamento do Mustang com emenda de Brahimi para o fundo das redes mas o fiscal de linha assinalou mal um fora de jogo (o Argelino estava em posição legal).
O FC Porto ia carregando na direção da baliza do Rio Ave (quase sempre pela direita) e ia desenhando a vantagem. Os da casa “nem respiravam”, tal era a força do Dragão no relvado Vila-condense, e fez-se justiça no marcador. Aos 25 minutos, o pé direito de Ricardo Quaresma atirou à barra, a bola sobrou para Danilo (os de Vila do Conde reclamaram da posição do internacional Brasileiro no momento do remate de Quaresma) que, dentro da área, foi empurrado por Marvin Zegelaar. Penálti para o FC Porto que o Mustang, com o seu pé direito, se encarregou de concretizar.
O primeiro sinal de perigo da turma de Pedro Martins aconteceu apenas à passagem da meia-hora. Ukra rematou com perigo à entrada da área, mas a bola saiu um pouco por cima da baliza de Fabiano. Com o avançar dos minutos e com o golo apontado, o FC Porto tranquilizou (intranquilo só parecia estar Herrera que ia falhando alguns passes) e Danilo deu expressão ao resultado.
O internacional Brasileiro, em jeito, atirou com um remate muito colocado e fez o golo número 100 do FC Porto em jogos oficiais, esta época. O guarda-redes do Rio Ave ainda se esticou mas não teve hipótese e, por isso, ao intervalo o FC Porto vencia com justiça por duas bolas a zero.
No segundo tempo, o FC Porto foi gerindo a vantagem e controlando as transições do Rio Ave que eram, ainda assim, tímidas. Só após a saída de Quaresma é que o Rio Ave cresceu. Marvin Zegelaar teve mais liberdade para descer no corredor e Danilo não tinha o apoio de Hernâni a defender. E foi com o ex-Vitória de Guimarães em campo, aos 71', que o Rio Ave chegou ao golo. Zegelaar cruzou para Tarantini que respondeu bem num remate com o pé direito. Incerteza no resultado e emoção quase até ao fim.
Lopetegui percebeu que a equipa precisava, nesta fase, de serenidade e lançou em campo Rúben Neves (tirou Brahimi). O FC Porto segurou melhor o meio-campo e Hernâni (melhor a atacar do que a ajudar Danilo em tarefas defensivas), aos 83', acabaria por chegar ao terceiro golo, após assistência de Aboubakar. Estava garantida a vitória dos dragões, em Vila do Conde. 
Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

sábado, 11 de abril de 2015

O difícil teste dos Arcos

Antes de mais uma cartada decisiva na Liga dos Campeões onde os Dragões terão pela frente um histórico da maior competição Europeia de clubes, os Azuis e Brancos terão pela frente um difícil teste. 
 
Julen Lopetegui desta vez tem toda a razão quando diz que esta deslocação a Vila do Conde para disputar os três pontos da vitória com a equipa local é muito complicada. È que se há equipa do Futebol Português que mais tem evoluído é o Rio Ave Futebol Clube que antes era uma e equipa que lutava pela manutenção no escalão principal do nosso futebol luta agora dá tudo por tudo por um lugar final que lhe dê acesso às provas europeias.
 
A equipa de Pedro Martins tem surpreendido o mundo do futebol e inclusive já derrotou o líder Benfica no seu Estádio dos Arcos. Um sério aviso para os comandados do Basco que deverá, mais do que nunca, ter um acautela extrema na preparação desta partida que pode muito bem ser decisiva (como são todas até ao final da época). Se a conquista do campeonato é realmente a prioridade, como Julen disse há bem pouco tempo, então este será um jogo onde não poderão existir poupanças a pensar no jogo seguinte.
 
Os Vila-condenses estão com algumas dificuldades para poderem apresentar uma linha defensiva que lhes garanta alguma segurança devido a castigos e lesões de Jogadores importantes, mas o maior perigo deste Rio Ave está no meio campo e na frente de ataque. Tarantini, Alhassan Wakaso, Emmanuel Boateng, Ukra e Yonathan Del Valle são Atletas de valor que fazem do físico e velocidade a sua maior arma. Nunca será demais exigir ao onze inicial do FC Porto muita cautela com este grupo de Jogadores.
 
Os defesas Maicon e José Ángel são as novidades na lista de convocados do FC Porto para a deslocação a Vila do Conde, onde os Dragões defrontam o Rio Ave às 18H, em jogo a contar para a 28.ª jornada da Liga NOS. 
 
Em comparação com a convocatória para a recepção ao Estoril (5 x 0), saem dos eleitos de Julen Lopetegui o defesa Martins Indi e o médio Quintero. 
 
Lista de 19 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Reyes, José Ángel, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Marcano, Maicon, José Àngel, Casemiro, Herrera, Oliver Torres, Brahimi, Quaresma e Aboubakar

domingo, 13 de maio de 2012

Afinal a vez foi de Kléber

Com festa agendada para a Avenida dos Aliados após o jogo frente ao Rio Ave, o FC Porto foi ao Estádio dos Arcos vencer os Vila-condenses por 5 x 2 e fechar com chave de ouro um Campeonato no qual conseguiu revalidar o Título de Campeão.

No reduto onde o Benfica entregou definitivamente o Título ao FC Porto, a equipa de Vítor Pereira fechou as contas do Campeonato com a 23ª vitória na Liga e nos números é clara a superioridade Azul e Branca sobre a concorrência. Apenas uma derrota em 30 jornadas (melhor no Clube só na época passada com André Villas-Boas), melhor ataque e melhor defesa do Campeonato é o saldo que se regista em 2011/2012.

Foi, por isso, um final de tarde praticamente perfeito para os Bicampeões Nacionais em Vila do Conde. Djalma, aos 14 minutos, estreou-se a marcar na Liga pelo FC Porto, James Rodríguez, segundo melhor marcador da equipa, juntou mais um tento à sua conta apenas três minutos depois e Kléber reconciliou-se com os golos e fez um hat-trick, faturando aos 50, 75 e 90 minutos. Quem sabe se não será um bom pronuncio para o que possa fazer na próxima temporada depois de tantas críticas na actual.

Num final de tarde de festa forasteira, Rafael Bracalli rendeu Helton no 11 habitual e também se sagrou Campeão Nacional, embora tenha ido buscar a bola duas vezes ao fundo das redes, embora nunca o tenha feito com o FC Porto numa situação de desvantagem no marcador. João Tomás, de grande penalidade, e Atsu, jogador emprestado pelos Dragões, foram os autores dos tentos da equipa de Carlos Brito.

Kadu, terceiro guarda-redes da equipa de Vítor Pereira, também teve direito a alguns minutos de jogo e garantiu o seu primeiro Campeonato Nacional numa partida que pode ter marcado a despedida de vários jogadores Azuis e Brancos. Casos de Álvaro Pereira, Rolando e até Hulk, que foi suplente utilizado, apesar de ainda ter a possibilidade de tentar alcançar Cardozo e Lima na lista dos melhores marcadores.

O sol que brilhou em Vila do Conde contrastou, no entanto, com a realidade do Rio Ave, que ainda acalentava a esperança de poder disputar as competições europeias na próxima temporada. A derrota frente aos Bicampeões Nacionais e o triunfo da Académica em Guimarães deixam a formação de Carlos Brito de fora.

Na verdade, o apuramento para a Europa seria um extra para a equipa e para o clube, uma vez que o principal objectivo, a permanência, já tinha sido conseguido na jornada passada em Paços de Ferreira. Assim, está fechado o Campeonato e as duas equipas terminam com a sensação de ver cumprido: o FC Porto Campeão Nacional e o Rio Ave com a manutenção no principal escalão assegurada pelo quinto ano consecutivo, algo histórico para o clube.

Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Kléber

sábado, 12 de maio de 2012

A vez de Hulk

Conquistado o Bicampeonato (facto que parece estar a incomodar muita gente lá para os lados de Benfica onde as bombas de fumo passaram a ser mais do que muitas) eis que chegou a vez de atacar o último trofeu. Hulk está 3 golos de se poder sagrar o Melhor marcador da Liga Portuguesa. 

Naturalmente que o Brasileiro não depende só de si para tal feito uma vez que precisa que tanto Lima como Cardozo fiquem em branco. E se Cardozo poderá mesmo ficar em branco tendo em consideração as suas paupérrimas exibições, o mesmo não se poderá dizer de Lima que em Alvalade pode muito bem voltar aos golos.

Para além disto Hulk irá necessitar do apoio de toda a Equipa. Todos terão de jogar para o Incrível e este não poderá falar na hora de rematar á baliza e também não deverá ser incomodado pelo desastrado do costume. -Será bom que Janko se afaste da bola quando Hulk estiver por perto para que o objectivo da conqui9sta do Melhor Marcador seja uma realidade e não uma miragem.

Do outro lado da barricada vai estrar u7m Rio ave que já não tem nada a ganhar nem a perder. O seu campeonato da Manutenção já chegou ao fim e o seu objectivo foi alcançado, pelo que os Vila Condenses deverão entrar em campo descontraídos. O mesmo é dizer que como jogam sem pressão vão dar muito que fazer aos Dragões. Para mais o jovem Atxu que está emprestado0 ao Rio Ave FC pelos Azuis e Brancos vai aproveitar a oportunidade para mostrar a Vítor Pereira quem merece um lugar no onze da próxima Temporada.  

Vítor Pereira promoveu quatro alterações na convocatória para o último jogo do Campeonato, fazendo entrar Kadú, Alvaro Pereira, Mangala e Iturbe para os lugares de Helton, Sapunaru, Fernando e Otamendi.    

Lista de Convocados: Danilo, Lucho, Maicon, Alvaro Pereira, João Moutinho, Kléber, Hulk, Rolando, Varela, James, Djalma, Mangala, Alex Sandro, Iturbe, Janko, Bracali, Defour e Kadú.

Onze provável (4x3x3): Bracali, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Defour, João Moutinho, Lucho, varela, Janko e Hulk.

O FC Porto defronta hoje o Rio Ave, às 18h30, em Vila do Conde e esta partida poderá ser seguida em directo aqui no Blog.